Depois do primeiro "Elizabeth", de 1998, Cate Blanchett volta a surpreender-nos neste novo capítulo histórico desta grande rainha britânica.Passado na Inglaterra de 1554, este filme, do indiano Shekhar Kapur, centra-se nos primeiros e conturbados anos, em que a soberania inglesa se encontra ameaçada por outros Estados. Aqui, assiste-se a uma rainha forte, mas com fraquezas, cuja vida é posta em perigo por conspiradores, que podem estar ligados tanto a Espanha, como à própria família ou ao Papado, dado ser uma soberana protestante.
O filme pode ser acusado de dar mais importância à forma do que ao conteúdo, devido ao recurso a uma fantástica produção, às vestes e cenários... Mas não faz parte do cinema uma boa reconstrução visual? Não é o cinema feito para os nossos olhos verem... E se maravilharem?
Lá fora, o filme tem estado a ser alvo de críticas por "dar maior ênfase ao romance do que à História". Podemos, de facto, observar alguns instantes de tensão amorosa aqui e ali, mas encontramos sempre contrapontos sólidos que sustêm a narrativa. Um bom trabalho de realização, sem dúvida.
Um dos momentos mais interessantes ocorre quando Elizabeth se torna verdadeiramente Rainha, ao tomar a difícil, mas necessária, execução da sua "concorrente" prima, a Rainha da Escócia. Mas outros momentos há que merecem a nossa antenção e admiração. Por exemplo, quando Elizabeth coloca uma armadura e se prepara para combater ao lado do seu povo. Mas mais não conto.
Fiquem certos de que este "Elizabeth, A Idade de Ouro" é um grande filme: tem uma fotografia notável, um naipe de actores formidável e uma excelente Cate Blanchett. Será que é desta que ganha o merecido Oscar de actriz principal? No primeiro "Elizabeth", este galardão passou-lhe, injustamente, ao lado...


















