Como diz o slogan do filme, há heróis, há super-heróis e há... Hancock. Uma personagem atípica. Com um grande poder, vem uma grande responsabilidade. Todos sabemos disso, menos Hancock (Will Smith), um super-herói demasiadamente humano quanto aos defeitos, que não goza de qualquer popularidade, pois chega a salvar aqueles que protege das formas menos convencionais e mais trapalhonas, provocando sempre algum caos na sua cidade. Apesar de conflituoso, sarcástico, incompreendido e pouco sóbrio, os actos heróicos de Hancock acabam por resultar, em última instância, mas deixando sempre um rasto de destruição.

Eis quando, durante um aparatoso e igualmente desastroso resgate, Hancock conhece Ray Embrey (Jason Bateman), um Relações Públicas que, ao ser salvo, oferece-se para o representar e lhe projectar uma boa imagem para a opinião pública. Ao aceitar, Hancock depara-se com um verdadeiro repto, que até o obriga a ir parar à prisão. Mas quando a mulher de Ray, Mary (Charlize Theron) e Hancock se cruzam, ocorre uma inexplicável e imediata química entre ambos...

Will Smith tem aqui, mais uma vez, um bom desempenho. A ideia inicial do filme, de super-herói sem capa, nem métodos, resultando, por isso mesmo, num anti-herói, é muito engraçada. Aliás, para além das surpresas de algumas cenas de acção bem conseguidas, existem umas outras com muita piada, que reflectem um dos principais objectivos do filme: fazer-nos rir. Quanto ao resto do elenco, tanto Charlize Theron, como Jason Bateman, acompanham bem a performance de Smith, com convincentes interpretações. Os efeitos visuais são magníficos, fazendo jus à realização de Peter Berg. Resultado - “Hancock” é um bom filme de Verão, cujo único fim é entreter.

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É verdade! Quase a fazer 50 anos e Madonna continua imparável. O primeiro single "4 Minutes ", extraído do álbum "Hard Candy", vendeu, até à data, 2.011.160 exemplares só nos Estados Unidos. Tal marco de "4 Minutes" torna-o no single de Madonna mais vendido nos E.U.A. desde “Vogue”, há 18 anos. Portanto, certificado duplo de platina para a cantora. Este é mais um grande passo na carreira de Madonna que novamente obteve êxito por ter decidido renovar a sua música. "Hard Candy", o álbum, vendeu, até o momento, cerca de 581.000 cópias. Fala-se de que "Beat goes on", o próximo single, possa vir a superar o sucesso de “4 minutes” em terras do Tio Sam.

Por outro lado, o lançamento do CD single "Give it 2 me" na Grã Bretanha fez subir o tema ao sétimo lugar das tabelas, bem como reentrar "Hard Candy" no Top Ten dos mais vendidos. Enquanto isso, "4 minutes" ainda se mantém no 22º lugar da tabela britânica de vendas.

Quanto à tourné “Sticky & Sweet”, alguns pormenores têm vindo a descoberto. Ao que se sabe, vai haver um palco principal com passarela e plataforma giratória no final. Todo o solo da rampa se ergue, convertendo-se numa grande ecrã LCD, onde serão projectados diversos vídeos. Quanto ao setlist, que tem vindo a ser ensaiado (ainda pode mudar bastante até se concretizar), ei-lo, para que tenham uma ideia das canções escolhidas:

INTERLUDE OPENING (“Candy Girl” - Jackson Five Cover)

Candy shop
Beat goes on (com Pharrell & Kanye West em vídeo)
Human nature
Vogue
Everybody

VIDEO INTERLUDE (“Nobody Knows Me”)

Into the groove (com sample de “Jump”)
Heartbeat
Borderline/Dress You Up
She's not me
Music

INTERLUDE (Special)

Devil wouldn't recognize you (com Madonna ao piano)
Miles away (Guitarra acústica)
Like a prayer
True blue

VIDEO INTERLUDE (Rain)

Spanish Lesson
You must love me/Buenos Aires
La isla bonita (versão Live Earth)
Angel

INTERLUDE(Secret Mix)

Holiday (Introduz “4 minutes”)
4 minutes
Impressive instant
Ray of light
Hung up (versão Rock)
Give it 2 me

Também está a ser ensaiada “Ring my bell” (de Anita ward), pelo que poderá ainda vir a ser incluída...

Quanto a artistas convidados, o site oficial de Madonna afirma que a cantora vai contar com a participação de alguns nomes conhecidos da música no Velho Continente, durante a sua tourné europeia, o que nunca acontecera. Enquanto a cantora pop sueca, Robyn, foi convidada para abrir alguns shows europeus, como é o caso de Portugal, o DJ Paul Oakenfold apresenta-se com Madonna no Wembley Stadium, em Londres, o DJ francês Bob Sinclar abre os espectáculos de Paris e um outro DJ, o italiano Benny Benassi, surge na "Sticky & Sweet" em Roma.

Uma outra artista também vai participar, mas apenas em vídeo - Britney Spears. Esta cantora gravou um pequeno vídeo, realizado por Steven Klein, com uma versão de "Humane Nature", que contém alguns versos de "Gimme More", single do último álbum "Blackout", de Britney. Outros artistas, que colaboraram com Madonna no seu último álbum, também farão as suas aparições no ecrã - Timbaland, Pharrell, Kanye West e Jutin Timberlake.

Em breve darei mais notícias. Fiquem atentos!

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O que faz um clássico? Uma pergunta algo interessante, não acham? Para os académicos, trata-se de uma questão de quem teve uma grande ideia, em primeiro lugar. Portanto, o factor novidade e do quão surpreendente algo possa vir a ser, conta muito. Segundo Harold Bloom, um professor de Yale, “Escritores contemporâneos não gostam que lhes digam que têm de competir com Shakespeare e Dante”. Quem gostaria? Mas hoje em dia, Beetohven e Mozart têm de "competir" com artistas vivos: com Spielberg e Paul Thomas Anderson, com Jerry Seinfeld e os Sopranos, com Jay-Z e Radiohead…

Nos últimos 25 anos, vários artistas têm criado um conjunto de trabalhos que merecem reconhecimento de “clássicos”. Vai daí, a revista americana “Entretainment Weekly" decidiu enumerá-los, dá-los a conhecer, celebrando os melhores entre os melhores, denominando-os de New Classics. Claro que se trata de uma selecção subjectiva, por parte da equipa que faz a revista, mas quantas vezes não saímos de uma sala de cinema ou acabamos de ler um livro e exclamamos para connosco ou a quem está mais perto: “Um clássico. Um verdadeiro clássico”. Pois foi isso que eles fizeram. Portanto, as listas apresentadas podem causar desacordos ou dúvidas, mas a “Entretainment Weekly" assegura que incluíram trabalhos memoráveis, para lá das escolhas da Academias. Quantas vezes lamentamos por este ou aquele filme não terem ganho um Oscar? Ou que uma série não tenha obtido um Emmy? Pois, eles também.

Portanto, sendo muito ecléticos, as suas escolhas tiveram como princípio básico a qualidade, mas também o factor influência. Voltando ao tal professor de Yale, que a revista cita, o mesmo fala de “a ansiedade da influência”, de como os artistas têm sido levados, inconscientemente, por esforços de “copycat” – ou evitado -, tudo o que chegou primeiro, antes deles. Portanto, o Director da revista diz que os New Classics da sua “Entretainment Weekly" podem deixar algumas pessoas um pouco ansiosas, mas que isso é bom, "especialmente se todo o entretenimento enumerado inspirar toda uma nova geração de obras-primas…"

Por achar muito interessante esta reflexão, aqui vos deixo as listas. Embora a revista sugira 100 obras, limitei-me a colocar as melhores 50, para não ficar muito extenso. Os nomes dos títulos estão no original, para uma melhor identificação.

Os novos clássicos: Filmes
(Os 50 melhores filmes de 1983 a 2008)
1. Pulp Fiction (1994)
2. The Lord of the Rings trilogy (2001-03)
3. Titanic (1997)
4. Blue Velvet (1986)
5. Toy Story (1995)
6. Saving Private Ryan (1998)
7. Hannah and Her Sisters (1986)
8. The Silence of the Lambs (1991)
9. Die Hard (1988)
10. Moulin Rouge (2001)
11. This Is Spinal Tap (1984)
12. The Matrix (1999)
13. GoodFellas (1990)
14. Crumb (1995)
15. Edward Scissorhands (1990)
16. Boogie Nights (1997)
17. Jerry Maguire (1996)
18. Do the Right Thing (1989)
19. Casino Royale (2006)
20. The Lion King (1994)
21. Schindler's List (1993)
22. Rushmore (1998)
23. Memento (2001)
24. A Room With a View (1986)
25. Shrek (2001)
26. Hoop Dreams (1994)
27. Aliens (1986)
28. Wings of Desire (1988)
29. The Bourne Supremacy (2004)
30. When Harry Met Sally... (1989)
31. Brokeback Mountain (2005)
32. Fight Club (1999)
33. The Breakfast Club (1985)
34. Fargo (1996)
35. The Incredibles (2004)
36. Spider-Man 2 (2004)
37. Pretty Woman (1990)
38. Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004)
39. The Sixth Sense (1999)
40. Speed (1994)
41. Dazed and Confused (1993)
42. Clueless (1995)
43. Gladiator (2000)
44. The Player (1992)
45. Rain Man (1988)
46. Children of Men (2006)
47. Men in Black (1997)
48. Scarface (1983)
49. Crouching Tiger, Hidden Dragon (2000)
50. The Piano (1993)

Os novos clássicos: TV
(Os 50 melhores “shows” de 1983 a 2008)
1 The Simpsons, Fox, (1989-presente)
2 The Sopranos, HBO (1999-2007)
3 Seinfeld, NBC (1989-98)
4 The X-Files, Fox (1993-2002)
5 Sex and the City, HBO (1998-2004)
6 Survivor, CBS (2000-presente)
7 The Cosby Show, NBC (1984-92)
8 Lost, ABC (2004-presente)
9 Friends, NBC (1994-2004)
10 Buffy the Vampire Slayer, The WB (1997-2001); UPN (2001-03)
11 The Wire, HBO (2002-08)
12 South Park, Comedy Central (1997-presente)
13 Freaks and Geeks, NBC (1999-2000)
14 The Daily Show, Comedy Central (1996-presente)
15 The Oprah Winfrey Show, Syndicated (1986-presente)
16 Arrested Development, Fox (2003-06)
17 The Office (U.K. version), BBC2 (2001-03)
18 American Idol, Fox (2002-presente)
19 ER, NBC (1994-presente)
20 Beverly Hills, 90210, Fox (1990-2000)
21 Roseanne, ABC (1988-97)
22 The Real World, MTV (1992-presente)
23 The West Wing, NBC (1999-2006)
24 Star Trek: The Next Generation, Syndication (1987-94)
25 Miami Vice, NBC (1984-89)
26 Chappelle's Show, Comedy Central (2003-06)
27 Law & Order, NBC (1990-presente)
28 The Larry Sanders Show, HBO (1992-98)
29 The Shield, FX (2002-presente)
30 Late Show With David Letterman, CBS (1993-presente)
31 The Civil War, PBS (1990)
32 Gilmore Girls, The WB (2000-06), The CW (2006-07)
33 My So-Called Life, ABC (1994-95)
34 24, Fox (2001-presente)
35 CSI, CBS (2000-presente)
36 thirtysomething, ABC (1987-91)
38 Beavis and Butt-head, MTV (1993-97)
39 Six Feet Under, HBO (2001-05)
40 Mr. Show, (HBO, 1995-98)
41 Frasier, NBC (1993-2004)
42 L.A. Law, NBC (1986-94)
43 Late Night With Conan O'Brien, NBC (1993-presente)
44 Jeopardy!, Syndicated (1984-presente)
45 Curb Your Enthusiasm, HBO (2000-presente)
46 Homicide: Life on the Street, NBC (1993-99)
47 30 Rock, NBC (2006-presente)
48 Ally McBeal, Fox (1997-2002)
49 Twin Peaks, ABC (1990-91)
50 Baywatch, NBC (1989-90), Syndicated (1991-2001)

Os novos clássicos: Música
(Os 50 melhores álbums de 1983 a 2008)
1. Purple Rain, Prince and the Revolution (1984)
2. The Miseducation of Lauryn Hill, Lauryn Hill (1998)
3. Achtung Baby, U2 (1991)
4. The College Dropout, Kanye West (2004)
5. Madonna, Madonna (1983)
6. American Idiot, Green Day (2004)
7. The Blueprint, Jay-Z (2001)
8. Graceland, Paul Simon (1986)
9. Back to Black, Amy Winehouse (2007)
10. In Rainbows, Radiohead (2007)
11. MTV Unplugged in New York, Nirvana (1994)
12. Stankonia, OutKast (2000)
13. You Are Free, Cat Power (2003)
14. Disintegration, The Cure (1989)
15. The Marshall Mathers LP, Eminem (2000)
16. Rain Dogs, Tom Waits (1985)
17. Odelay, Beck (1996)
18. People's Instinctive Travels and the Paths of Rhythm, A Tribe Called Quest (1990)
19. Dangerously in Love, Beyoncé (2003)
20. Tidal, Fiona Apple (1996)
21. The Emancipation of Mimi, Mariah Carey (2005)
22. 3 Feet High and Rising, De La Soul (1989)
23. The Soft Bulletin, The Flaming Lips (1999)
24. Come On Over, Shania Twain (1997)
25. Turn On the Bright Lights, Interpol (2002)
26. Time Out of Mind, Bob Dylan (1997)
27. Funeral, Arcade Fire (2004)
28. Illmatic, Nas (1994)
29. Breakaway, Kelly Clarkson (2004)
30. Appetite for Destruction, Guns N' Roses (1987)
31. FutureSex/LoveSounds, Justin Timberlake (2006)
32. Lifes Rich Pageant, R.E.M. (1985)
33. As I Am, Alicia Keys (2007)
34. Is This It, The Strokes (2001)
35. Jagged Little Pill, Alanis Morissette (1995)
36. CrazySexyCool, TLC (1994)
37. The Moon & Antarctica, Modest Mouse (2000)
38. Raising Hell, Run-DMC (1986)
39. Sheryl Crow, Sheryl Crow (1996)
40. Ready to Die, The Notorious B.I.G. (1994)
41. Legend, Bob Marley and the Wailers (1984)
42. Enter the Wu-Tang (36 Chambers), Wu-Tang Clan (1993)
43. Paul's Boutique, Beastie Boys (1989)
44. Car Wheels on a Gravel Road, Lucinda Williams (1998)
45. If You're Feeling Sinister, Belle and Sebastian (1996)
46. Homogenic, Björk (1997)
47. Exile in Guyville, Liz Phair (1993)
48. American IV: The Man Comes Around, Johnny Cash (2002)
49. A Rush of Blood to the Head, Coldplay (2002)
50. Sounds of Silver, LCD Soundsystem (2007)

Vão ao site www.ew.com e vejam as restantes listas de livros, peças de teatro, videojogos, tecnologia… Há, inclusive umas listas "curiosas", como as 25 "Perfect TV Theme Songs" ou os "25 Perfect Movie Posters", assim como os "50 Pop Culture Moments That Rocked Fashion", onde vemos Madonna, as saias de Ally McBeal e mais, como standouts na cultura pop, desde 1983. Aqui deixo também um preview , com os primeiros 15 momentos:
1. Madonna nos MTV Video Music Awards (1984)
2. Sarah Jessica Parker no gnérico de Sex and the City (1998)
3. Michael Jackson no viedo Thriller (1983)
4. Sharon Stone nos Oscars (1996)
5. Kurt Cobain e o estilo Grunge (1991)
6. Mr. T e suas correntes de ouro em The A-Team (1983)
7. Amy Winehouse: tudo - penteado, estilo... (2007)
8. Melhor vestida na passadeira vermelha: Jennifer Lopez nos Grammys (2000)
9. Mais mal vestida na passadeira vermelha: Björk nos Oscars (2001)
10. O corte de cabelo de Jennifer Aniston como Rachel, em Friends (1994)
11. Britney Spears como menina do colégio, em ...Baby One More Time (1998)
12. As saias de Calista Flockhart em Ally McBeal (1997)
13. Os Ray-Ban de Tom Cruise em Risky Business (1983)
14. "Bright tracksuits" de Puff Daddy e Mase em Mo Money Mo Problems(1997)
15. "Designer wares" em Clueless (1995)

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Foi com gosto que marquei presença na inauguração da primeira loja Carven em Lisboa.

A Carven é uma marca “couture” francesa, que finalmente chegou a Portugal. O estilo de roupa vai do muito formal ao mais casual, destinada aos homens que se queiram ver sempre bem e elegantes. Quanto a mim, dá para complementar com várias marcas que uso, como Burberry e Trussardi...

O evento teve lugar num Domingo, um dia pouco usual para este tipo de inaugurações, mas sem saber o motivo que levou a tal, dou os parabéns à Fernanda Brito, que conseguiu levar até à loja algumas figuras mediáticas e bem conhecidas. Num fim de tarde animado, tive oportunidade de conviver com amigos, como o Vítor Ennes, o Pedro Carvalho, a Paula Santos, a Ana Anes, o Kapinha, entre outros.

A Carven tem a sua loja na Avenida Miguel Bombarda, 83C. Vejam mais sobre a marca em www.carvenhomme.fr

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Lembram-se dos Estrumpfes? Pois é, já têm meio século de existência… Estes bonequinhos azuis apareceram, pela primeira vez, como personagens secundárias, numa aventura de Johan e Pirlouit, em 1958, em "La Flûte à Six Schtroumpfs". Peyo, o seu autor, não fazia a mínima ideia de que os seus Estrumpfes viessem a tornar-se tão populares. A ponto de se transformarem num fenómeno à escala mundial, com uma colecção de álbuns de BD própria, uma imensidão de produtos de merchandising, uma série de desenhos animados para televisão nos EUA, inclusive um parque temático e, quem diria, brevemente, uma longa-metragem de Hollywood...

Se por um lado os Estrumpfes fizeram a fortuna de Peyo (nome artístico do autor de banda desenhada belga, Pierre Culliford), também o levaram a afastar-se das restantes personagens que ia criando. Pouco antes de morrer, vitimado por um ataque de coração, em 1992, Peyo lamentava-se pelo facto do sucesso excessivo dos Estrumpfes, o terem transformado num verdadeiro homem de negócios, deixando-lhe pouco tempo de sobra para se dedicar às suas outras personagens.

Sem dúvida nenhuma, Peyo tornou-se sinónimo de Estrumpfes para a maior parte das pessoas. E como este ano está a fazer meio século em que os Estrumpfes viram a luz, o Centre Belge de la Bande Dessinée (CBBD), de Bruxelas, inaugurou uma grande exposição dedicada a esta efeméride, denominada "L'union fait la Schtroumpf!". Esta mostra fica patente até 16 de Novembro, sendo um dos principais acontecimentos das comemorações dos 50 anos destas pequeninas personagens, que se iniciaram em Janeiro, na capital belga, e decorrem até Dezembro.

Segundo o Director do CBBD, Jean Auquier, apesar de dar grande destaques aos seres azuis, a exposição também homenageia o génio criativo de Peyo, pelo que, para além de muitas pranchas, desenhos e alguns inéditos relacionados com os Estrumpfes, faz jus ao seu criador, dando a conhecer outras suas personagens, bem como a sua carreira de desenhador.

Para quem ainda não esteja familiarizado ou algo esquecido, os Estrumpfes são uns seres encantadores, pequeninos e azuis, que vivem numa aldeia de cogumelos, no meio da floresta, algures na Idade Média. Protagonistas de aventuras notáveis, como "Os estrumpfes negros" ou "A estrumpfina", têm como arqui-inimigo o feiticeiro Gasganete e o seu gato.

A carreira destas pequenas criaturas começou, exactamente, a 23 de Outubro de 1958, tendo, até 1992, um total de 17 álbuns publicados. Mas estou certo de que o apogeu deste cinquentenário dar-se-á no cinema, quando um filme vier combinar animação digital com actores de carne e osso. Espera-se que a estreia coincida, ainda, com o 50.º aniversário destas adoráveis personagens azuis. Ao que tudo indica, um dos grandes estúdios de Hollywood vai levar à grande tela as aventuras dos Estrumpfes, que nos EUA são conhecidos por Smurfs. A série animada para televisão, com o mesmo nome, foi exibida naquele país com grande sucesso pela NBC, entre 1981 e 1990, num total de 425 episódios.

A intenção do produtor Jordan Kerner (“A Teia de Charlotte”) é fazer uma longa-metragem que misture animação digital com actores reais, sob a égide da Sony Pictures Animation. Os argumentistas David Stern e David Weiss, autores dos segundo e terceiro filmes de “Shrek”, estão em negociações para co-assinar o guião. Kerner tem estado a trabalhar neste projecto com Véronique Culliford, filha de Peyo, e com Hendrik Coysman, presidente da Laftig, a empresa belga que gere os direitos dos Estrumpfes. Segundo ele, "os Estrumpfes estão entre as personagens mais bem-amadas de todo o mundo, e são uma das marcas mais reconhecidas em toda a parte”. Já Doug Belgrad, presidente da Columbia, afirmou à revista Variety, estarem “muito satisfeitos por os poder mostrar a toda uma nova geração".

A intenção da Columbia e da Sony é ter o filme pronto para estrear até ao final do ano, de preferência antes do próximo dia 23 Outubro, data em que se assinalam, formalmente, os 50 anos do nascimento dos Estrumpfes.

Parabéns aos Estrumpfes, Smurfs, Pitufos ou como se queiram chamar estas pequenas criaturas azuis!

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Mais uma pequena maravilha da animação que não nos chega pelas mãos da Disney... É bom ver que há muita e boa "concorrência" a preencher as nossas necessidades, em termos de desenhos animados. A Dreamworks volta a dar cartas no mundo da animação computorizada. Depois do sucesso da trilogia "Shrek" e de "Madagascar", estes estúdios enveredam agora na história de um panda desajeitado que quer aprender artes marciais para se tornar num mestre.

Tal como na produção do famoso ogre verde, este "Kung Fu Panda" tem um elenco de vozes recheado de estrelas: Angelina Jolie, Dustin Hoffman, Jackie Chan e Jack Black dão voz às principais personagens. Passado na China antiga, esta animação de longa duração traz-nos a história de um panda preguiçoso chamado Po (Jack Black), que, por obra do acaso, ou talvez não, se torna no único animal capaz de salvar o Vale da Paz do poderoso vilão Tai Lung, um leopardo da neve. Para cumprir a missão, Po recebe aulas da Mistress Tigress (Angelina Jolie) e restante grupo, mas só Mestre Shifu (Dustin Hoffman) o consegue ensinar a lutar como um verdadeiro mestre das artes marciais.

O engraçado é o carismático urso panda Po, dotado de uma descomunal gula e de uma barriga desmesurada, tornar-se no maior herói da China Antiga. O que vem provar a nobreza do dom da perseverança e que vale a pena acreditar que é possível, que se consegue atingir o que se persegue, de lutar por aquilo em que se acredita, de seguir os sonhos...

Na versão portuguesa, os sonhos de Po tornam-se reais quando se junta às artes do Kung Fu ao lado dos seus ídolos – os lendários Tigresa, Grou, Louva, Víbora e Macaco, tendo como líder o seu guru, Mestre Shifu (nesta personagem o nome mantém-se). Foi esta a versão que vi, acompanhado por um menino de 10 anos e devo dizer que as nossas dobragens estão cada vez melhores e mais convincentes. As vozes de Fernanda Serrano, Marco Horácio, José Raposo, Joaquim de Almeida e Diana Chaves, dão verdadeiramente alma a estas encantadores personagens.

Realizado por Mark Osborne e John Stevenson, "O Panda do Kung Fu" tem sentido de fábula, combinando acção e aventura com humor do melhor. Nele, a animação desbrava um novo terreno, fazendo recurso a inusitados close up´s das personagens ou ao efeito stop motion.
Com cenários incrivelmente bem conseguidos, uma aventura dinâmica, com alguma carga afectiva, que faz parte, neste tipo de filmes (seguindo os padrões vencedores da Disney), o resultado é de boa disposição e acção q.b. Vale a pena divertirmo-nos com estes animados desenhos digitais.

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A artista hispânica Alaska lançou, no mês passado, uma campanha publicitária a favor da organização internacional PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), onde se mostra nua, manifestando-se contra as touradas. Esta cantora, de origem mexicana e cujo nome verdadeiro é Olvido Gara Jova, juntou-se aos grupos PETA e Anima Naturalis para denunciar a crueldade contra os animais, neste caso os touros, sob o lema “La verdad al desnudo: la tauromaquia es cruel”.

Tal como já fizeram Jenna Jameson, Eva Mendez, Pamela Anderson ou Joanna Krupa, Alaska decidiu posar nua para esta campanha. Na imagem, a cantora aparece sem roupa, a sangrar devido às bandarilhas cravadas nas suas costas.

Em plena feira de San Isidro, em Madrid, as organizações PETA e Anima Naturalis aproveitaram para iniciar este protesto, dando voz a Alaska, já que a artista partilha da sua oposição a este tipo de festas. "Acho que a tauromaquia não está bem para nada, de modo que achei que devia fazer alguna coisa e a maneira que encontrei de o fazer foi não me calar e dizer o que penso a todos aqueles que me queiram ouvir", declarou Alaska. A vocalista do grupo Fangoria acrescentou ainda: "Não temos o direito de fazer mal a ninguém. Nem a uma criança, nem a um cão, nem a um touro…". A artista assegurou, ainda, que se trata, sobretudo, de uma mensagem para aquelas pessoas que nunca se puseram a pensar neste tema. “É estar a fazer ruído. Provavelmente, não se pode convencer os convencidos, mas há pessoas que podem começar a mudar", afirmou.

A oposição à tauromaquia tem crescido durante os últimos anos, em todo o mundo. Depois de Barcelona se ter declarado contra as corridas de touros, em abril de 2004. muitoas outras localidades espanholas seguiram o seu exemplo. Um último inquérito, de 2006, certifica que 82% dos espanhóis, entre os 15 e os 24 anos, não estão nem remotamente interessados neste tipo de celebrações.

Tal como Alaska, uma outra estrela hispânica, Roselyn Sánchez, que actua na série dramática da USA Network, "Kojak", aproveitou a oportunidade para ser a primeira latina a posar nua para a campanha “I’d rather go naked than wear fur”, neste caso “Prefiero estar desnuda que usar pieles”, também da PETA.

PETA é uma organização internacional sem fins lucrativos, fixada em Norfolk, Virginia, nos E.U.A., com filiações no Reino Unido, na Alemanha, Holanda, Índia e na região Ásia-Pacífico. Fundada em 1980, a PETA tem-se dedicado em estabelecer e em defender os direitos de todos os animais, operando sob o princípio de que estes não são para se comer, para se usar, para se fazer experiências ou serem abusados para o mero entretenimento. Por isso, a PETA vem educando os líderes de opinião e o público em geral sobre o abuso dos animais, promovendo o tratamento adequado e carinhoso para com eles.

Mais informações em http://www.peta.org ou http://www.petaenespanol.com. Deixo aqui algumas das imagens mais emblemáticas e espectaculares das campanhas de sensibilização desta organização.

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O filme gira em torno do casal de amigos nova-iorquinos Tom (Patrick Dempsey) e Hannah (Michelle Monaghan), que têm mantido uma relação platónica durante 10 anos. Ele é um engatatão de primeira, um solteirão convicto, enquanto ela apenas quer um casamento e assentar, só que ainda não encontrou o homem certo... Mas quando Tom começa a ponderar em avançar para uma relação mais séria e amorosa, Hannah fica noiva… de um milionário escocês. Quando ela pede a Tom para ser o seu “Dama de Honor”, ele, relutantemente, aceita mas apenas para tentar impedir o súbito casamento, antes que seja tarde demais...

“Padrinho... mas pouco” segue a linha da já clássica comédia "O casamento do meu melhor amigo", só que, aqui, os papéis estão invertidos. Para Tom, a vida corre-lhe de feição: ele é sexy, bem sucedido e tem muita sorte com as mulheres. Por outro lado, ele sabe que pode contar sempre com sua melhor amiga, única presença constante na sua vida. Tom ia vivendo esta combinação perfeita, até que Hannah parte para a Escócia, numa viagem de negócios... Durante a sua "longa" ausência de seis semanas, Tom fica estupefacto quando se apercebe o quanto a sua vida ficou vazia, sem sentido. Após muito ponderar, ele acaba por decidir pedir Hannah em casamento, assim que ela chegar. Mas, azar dos azares, o timming não podia ser pior: quando corre para os braços da sua amiga, descobre que ela ficou noiva de Colin (Kevin McKidd), um belo duque escocês, e planeia viver com o seu novo amor no seu país.

Tom nem quer acreditar e vai, a todo o custo, mostrar a Hannah o seu lado mais afectivo, até então nunca demonstrado, e abandonar, de vez, a sua faceta de mulherengo. De caçador ele transforma-se em homem de uma só presa, por causa do novo sentimento que o assola. Será que Hannah se vai decidir pelo seu amigo, agora mudado ou, antes, prefere prosseguir o romance com o seu futuro marido? Vale a pena ver o desenrolar desta dúvida, com algumas peripécias bem engraçadas que vão acontecendo pelo caminho, algures entre Nova Iorque e as highlands escocesas.

Realizada por Paul Weiland, esta comédia romântica enquandra-se bem na tipologia de comédias de verão que, por esta altura, chegam às salas de cinema. A escolha do actor principal revela-se acertada. Patrick Dempsey, que conquistou muitas fãs de "Anatomia de Grey”, continua jovem aos 42 anos e revitalizado pela popularidade global dessa série televisiva. Ele tem aqui um desempenho regular, mas forma uma dupla bem engraçada com a excepcional e divertida Michelle Monaghan. Já que falo de actores, “Padrinho... Mas Pouco” mostra-nos uma das últimas e boas interpretações de Sidney Pollack, que faleceu recentemente.

“Padrinho... mas pouco” é um filme ligeiro, que se vê bem, indo ao encontro de quem gosta de comédias românticas. Nesse sentido, cumpre muito bem o seu objectivo.

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Cumpriram-se, recentemente, 50 anos em que uma cadela fez história no espaço. Laika (em russo Лайка), pertencente a uma raça de cães da Sibéria e norte da Rússia, cujo nome, literalmente, quer dizer "que ladra", foi o primeiro ser vivo a orbitar a Terra, a bordo da nave soviética Sputnik II. Tal feito deu-se imediatamente um mês após o lançamento do satélite Sputnik I, o primeiro objecto artificial a entrar em órbita. Portanto, os russos foram pioneiros. Além do marco tecnológico que representou o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik I também lhes serviu para tentar demonstrar a “superioridade” do sistema político comunista sobre o mundo capitalista ocidental. E mais uma evidência disso veio ocorrer umas semanas mais tarde, com um facto que ficaria para sempre na memória da humanidade – o envio da cadela Laika para o espaço.

A escolha de Laika foi feita a partir de um grupo de cães treinados no Instituto de Medicina da Força Aérea. Oleg Gazenko era o principal cientista do projecto e o treinador destes animais. Laika tinha sido “recrutada” pelo mesmo, nas ruas de Moscovo, onde vagueava livremente, sem dono. Antes de se tornar a primeira viajante espacial da Terra, Laika teve de sobressair do grupo de finalistas, onde tinham ficado seleccionadas três cadelinhas: Albina, Mukha e ela própria. Laika foi escolhida devido à sua índole tranquila e paciente.

O lançamento do Sputnik II e da sua passageira canina aconteceu no dia 3 de Novembro de 1957, a partir de uma base russa. Foram previamente colocados sensores nas costelas e sobre a pele da cadelinha, para registarem os ritmos respiratório e cardíaco. No momento do lançamento, a pulsação cardíaca de Laika triplicou, mas todos os sinais vitais até então eram normais…

Tal como previsto, o Sputnik II, com uma massa total de 6.500 kg, foi colocado em órbita com um apogeu de 1.671 km. Mas eis que alguma coisa começou a dar errado… Nos dias seguintes ao lançamento, foi notado um aumento significativo na temperatura do compartimento biológico. O sistema de controlo térmico apresentava sinais de ineficiência e, por causa disso, Laika sofreu condições extremamente desconfortáveis. As altas temperaturas no interior da cápsula foram uma constante durante o voo e Laika acabou por morrer, a 7 de Novembro de 1957. Análises posteriores confirmaram que Laika morrera devido ao excessivo aquecimento do seu contentor. A ogiva protectora do satélite não se separou como deveria, daí o mau funcionamento do sistema de controlo térmico.

Infelizmente, Laika morreu antes do que fora inicialmente previsto. Mas apesar do infeliz incidente, esta cadelinha não morreu em vão. A sua experiência demonstrou ser possível, para um animal, suportar as condições da microgravidade, abrindo caminho para a participação humana em voos espaciais. Por isso, dou conta desta efeméride. Porque, para além de gostar muito de animais, nasci no ano em que o homem pousou o pé na Lua, pela primeira vez, 12 anos mais tarde da partida de Laika, que possibilitou este feito.

Aquilo a que se chama de Era Espacial começou, exactamente, no dia 4 de Outubro de 1957, com o lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik I. Porém, uma das histórias mais emocionantes de sempre da corrida espacial aconteceu algumas semanas depois, com o Sputnik II e a sua pequena e involuntária passageira... Termino com um trecho de uma canção que os espanhóis Mecano lhe dedicaram: “En la tierrra hay una perra a menos, y en el cielo una estrella más…

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E que show! Valeu a pena esperar... Rita Lee, nome grande da música pop brasileira, figura indissociável da irreverência dos primeiros passos do rock em terras de Vera Cruz, veio, finalmente, actuar em Portugal. Porque há razões que a razão desconhece, apesar de sucessivos êxitos como “Banho de espuma”, “Lança perfume”, “Baila comigo” ou “Desculpe o Auê”, Rita nunca fez parte das vindas de artistas brasileiros aos palcos portugueses.

Passando primeiro pelo Casino de Espinho, foi na capital que Rita Lee fez a festa. Entre portugueses e brasileiros, foram três mil os que assistiram aos sucessos da cantora ao vivo, no Coliseu dos Recreios. Fontes próximas da cantora alegam que esta foi, provavelmente, a mais eufórica apresentação da tourné PicNic até ao momento. E quem pôde assistir, percebe bem porquê.

A PicNic Tour, que teve início em Dezembro de 2007, no Brasil, vem assinalar os 40 anos de carreira de Rita Lee e os seus já 60 de vida. Mas não se pense que esta sexagenária "arrumou as botas". Rita continua vibrante e comunicativa, capaz de sínteses que vão da MPB ao forró, do rock à bossa nova, do psicadelismo dos anos 70 ao ambiente circense. Rita está muito bem e recomenda-se!

Acompanhada no palco pelo seu companheiro de longa data, Roberto de Carvalho ("pai dos seus três filhos e avô da sua neta") e do filho Beto Lee, que lhe deu, recentemente, a sua netinha Isabela, Rita, "babada", deu-nos duas horas de muita festa e alegria, ao som dos seus maiores sucessos. O excelente repertório, a sua voz inconfundível, a sua irreverente e mordaz presença e algumas actuações bem-humoradas, com imagens da sua carreira a serem continuamente projectadas em painéis, fizeram deste PicNic um autêntico festim muiscal, na passada noite de 1 de Julho.

Em jeito de conversa, a "avozinha" do rock brasileiro partilhou connosco que, aos 28 anos, se sentia mais velha do que nunca. "Eu olhava no espelho e via a Madre Teresa de Calcutá. Hoje, 30 e alguns anos depois, volto a olhar e digo: Essa é a avó de Madre Teresa de Calcutá", brincou, antes de deixar uma mensagem: "Jovens, envelheçam!". Rita também confessou que ficar velha tem algumas vantagens: “a gente pode falar os maiores absurdos que todo o mundo respeita”. O tom humorístico prosseguia, com a versão “sertaneja” de "I Wanna Hold Your Hand" dos Beatles - "O bode e a cabra", precedido por um "f***-se para a japonesa!" por não ter deixado incluir esta versão no disco de Rita de homenagem aos quatros jovens de Liverpool, o albúm "Aqui, ali, em qualquer lugar". Outos momentos “hilários”, como dizia Rita, foram-se sucedendo, com grande sentido de oportunidade. Luiz Felipe Scolari foi um dos visados - "ele vai ensinar aos gringos, que inventaram o futebol, como se joga futebol! Pode?".

O espectáculo foi sendo preenchido com baladas, entoadas em massa pelo entusiasmado público, com alguns dos maiores êxitos a ficarem confinados ao encore, para uma despedida em grande ("Mania de você", "Banho de espuma", "Desculpe o auê", "Papai me empresta o carro", "Erva venenosa" e "Lança perfume"). Rita deu-nos, sem dúvida, um excelente concerto - despretensioso, intimista, divertido... que a todos contagiou com felicidade. Como diz uma das suas letras, em "Saúde": "Enquanto eu for viva, cheia de graça, talvez ainda faça um monte de gente feliz..." Por isso, queremos mais, Rita! Que esta seja a primeira de muitas visitas aos nossos palcos.

Vejam uma entrevista recente de Rita Lee na SIC - http://www.youtube.com/watch?v=1W6VJDi_OqM

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Agora também ando pelas ondas hertzianas... É verdade. Fui entrevistado na Rádio Europa - Lisboa, pelo meu amigo Ricardo Belo Morais, na passada Segunda-feira, para falar sobre a minha actividade profissioanl. Sobre como, nos últimos anos, se tem assistido a uma verdadeira banalização da expressão relações públicas, quando temos, em Portugal, profissionais credenciados e com formação superior a operar nesta área. Falo também no facto de andar em festas e eventos, e como isso acaba por se traduzir em mais horas de trabalho por cima do horário normal na empresa.

Enquanto "arquitecto" da operação do peeling Lili Caneças, informo das proezas que consegui atingir, assim como me debruço sobre como o entretenimento e o fait divers está, cada vez mais, a penetrar nas matérias noticiosas dos órgãos de comunicação generalistas. E há muito mais para ouvir…

É já amanhã que vai para o ar, no programa Marginante. Sintonizem a Rádio Europa, em 90.4 FM, às 17h40. Repete Sábado, às 12h15.

Todas as semanas, o programa Marginante destaca temas fortes, a inovação e criatividade, os protagonistas e a actualidade do mundo português que engloba os media, publicidade, comunicação, marketing, relações públicas e "aparentados", sob a edição de Ricardo Belo de Morais. Se não tiverem um rádio por perto, informo que a emissão também está disponível online em www.radioeuropa.fm ou através da powerbox da ZON TV Cabo.

Ainda assim, se perderem a emissão de amanhã ou a sua repetição de sábado, saibam que poderão ler a transcrição da entrevista no seu blog - http://marginante.blogs.sapo.pt. Posteriormente, também irá estar disponível em podcast - http://marginante.podomatic.com

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Dois modelos portugueses, Ricardo Guedes e Ricardo Claudino, da Central Models, foram escolhidos pelo “guru” de moda americano, Tom Ford, para figurarem num editorial de moda sobre a nova colecção de acessórios de moda (que incluem óculos, canetas e relógios) deste designer. Estes “nossos” modelos fazem parte de um grupo de homens que representa os vários ideais de beleza masculina, segundo a revista britânica GQ Style, onde as imagens foram publicadas. A produção de moda foi conceptualmente idealizada e coordenada pelo próprio Ford e fotografada por Solve Sundsbo.

Esta não é a primeira vez que Ford aborda o nu masculino. Já o fez várias vezes, sempre com uma atitude provocatória. Por exemplo, na sua campanha de verão, o modelo brasileiro, Alex Schultz, surge como veio ao mundo, fotografado por Terry Richardson. Se as imagens irão ser censuradas, desconheço, mas de certeza que, em alguns países e publicações, serão trocadas por outras mais light.



Ford também teve, numa outra sua campanha, um modelo nu, quando era director criativo da Yves Saint Laurent Rive Gauche, que tinha sido adquirida pelo Grupo Gucci. A publicidade foi criada para o lançamento do perfume M7, em 2002. Depois de censurada, Ford avançou com uma outra versão, apenas mostrando o torso do modelo. Já este ano, o próprio designer despiu-se para a revista americana Out. Ford, homossexual assumido, não teve problemas em se depir para uma matéria que a revista dedicou à sua pessoa.
Este designer, que tem marcado a moda actual, ficou famoso por ter tirado a Gucci do vermelho, transformando a quase falida marca italiana num poderoso aglomerado de luxo, o Grupo Gucci. Durante toda a década de 90, tornou-se referência, e o cargo que ocupava na marca - Director Criativo, tornou-se uma profissão de referência. Até que pediu as suas contas em 2005, para criar a sua própria marca - Tom Ford, dirigida, sobretudo ao homem. Desde então já lançou perfumes e óculos para homens e também mulheres, em 2006, mas na linha de vestuário, os escolhidos foram apenas os homens...

Mas por mais polémicas que possam parecer as imagens de Ford, hoje tornaram-se moda. Um homem despido, às vezes com nu frontal explícito, em revistas de moda masculina, já é, actualmente, banal. Razão pela qual a edição especial de verão, da revista inglesa GQ Style, é dedicada ao homem nu, com um extenso artigo sobre o assunto.

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