No passado dia 18 de Outubro, teve lugar mais um evento sob a minha "chancela". Foi na bouique Tod's, na Avenida da Liberdade. Para celebrar a sua primeira boutique em Portugal, esta marca italiana decidiu oferecer um cocktail especial. As presenças neste evento, que incluíram a “embaixadoras” da marca - Vicky Fernandes e Sofia Cerveira, foram Rosalina Machado, Patricia Vasconcelos, Cristina Santos Silva, Fernanda Lamelas, entre outros, e contou com representantes da Tod’s, como Paolo Sieppi, Director-Geral da Tod’s para o Sul da Europa, bem como ilustres convidados da imprensa de moda e clientes de topo.

Em mais de 100 metros quadrados e três grandes montras no número 196 da exclusiva e central Avenida de Liberdade, a boutique Tod's distribui-se por um piso e está dedicada aos sapatos Tod’s para senhora e homem, malas, carteiras e restantes acessórios, assim como a colecção júnior da Tod’s.

O decor é elegante e sofisticado: chão de mármore, móveis em madeira lacada e couro e prateleiras em aço escovado criam uma atmosfera acolhedora e exclusiva. Estes materiais naturais são alguns dos mais finos recursos, oriundos de todo o mundo, adaptados e modificados com a última tecnologia.

A grande atenção dada à criação de cada peça, juntamente com um design contemporâneo e funcional, é o que distingue a Tod’s como marca perfeita de luxo, de impecável gosto e de métodos artesanais extraordinários. Razão pela qual, durante o evento, uma das artesãs da marca - Oriana Vitorini, esteve presente, para demonstrar o processo de manufacturação dos acessórios Tod’s.

Mais um evento a fazer lembrar esta primeira boutique da Tod’s em Portugal, que vem ao encontro das necessidades dos Clientes portugueses, que apreciam a intemporalidade de um acessório eternamente chique e original.

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A 60ª entrega dos Primetime Emmy Awards ocorreu no passado dia 21 de Setembro, no NOKIA Theatre, em Los Angeles. Sem sobressaltos (embora com algumas referências há ainda “quente” greve dos argumentistas), a cerimónia decorreu bem, com algumas surpresas na altura da entrega dos troféus. Por exemplo, pela primeira vez foram atribuídos prémios aos Reality Shows e, por isso, os cicerones da cerimónia foram os seus cinco apresentadores nomeados. Também nunca tinha havido, em palco e em simultâneo, cinco apresentadores de Emmy.

A série “Mad Men” (que estreia brevemente na RTP2) e a mini-série “John Adams” foram dos que mais brilharam nesta edição. Destaque também para a série “Rockfeller 30” (30 Rock, no original), que liderou a lista de prémios atribuídos, ao arrecadar sete Emmys. Entre eles, a consagração dos actores Alec Baldwin e Tina Fey nas categorias de Actor Principal e Actriz Principal em Série de Comédia. Também a série “Malmequer, Bem-Me-Quer” (Pushing Daisies), de que já falei aqui no blog, recebeu o Emmy Award para Melhor Realização de Série em Comédia. Glenn Close ganhou, com muito mérito e justiça, o Emmy de Actriz Principal em Série Dramática, por “Sem escrúpulos” (Damages) e Diane Wiest recebeu a estatueta de Melhor Actriz Secundária em Série Dramática pelo seu papel em “Terapia” (In Treatment).

Aqui deixo, para referência, a lista dos principais premiados. Fica tudo no original, uma vez que muitas das séries e telefilmes enunciadas ainda não passam nas televisões portuguesas. Eis os Emmys Winners de 2008:

Outstanding Supporting Actor In A Comedy Series
Jeremy Piven, Entourage (HBO)

Outstanding Supporting Actress In A Comedy Series
Jean Smart, Samantha Who? (ABC)

Outstanding Supporting Actor In A Drama Series
Zeljko Ivanek, Damages (FX)

Outstanding Supporting Actress In A Drama Series
Diane Wiest, In Treatment (HBO)

Outstanding Supporting Actor In A Miniseries Or A Movie
Tom Wilkinson, John Adams (HBO)

Outstanding Supporting Actress In A Miniseries Or A Movie
Dame Eileen Atkins, Cranford (Masterpiece) (PBS)

Outstanding Lead Actress In A Miniseries Or A Movie
Laura Linney, John Adams (HBO)

Outstanding Lead Actor In A Miniseries Or A Movie
Paul Giamatti, John Adams (HBO)

Outstanding Variety, Music Or Comedy Series
The Daily Show with John Stewart (Comedy Central)

Outstanding Directing For A Comedy Series
Barry Sonnenfeld, Pushing Daisies - “Pie-lette episode” (ABC)

Outstanding Made For Television Movie
Recount (HBO)

Outstanding Miniseries
John Adams (HBO)

Outstanding Directing For A Miniseries, Movie Or A Dramatic Special
Jay Roach, Recount (HBO)

Outstanding Reality/Competition ProgramThe Amazing Race (CBS)

Outstanding Host For A Reality Or Reality/Competition Show
Jeff Probst, Survivor (CBS)

Outstanding Directing For A Drama Series
Greg Yaitanes, House - “House’s Head episode” (Fox)

Outstanding Lead Actress In A Comedy Series
Tina Fey, 30 Rock (NBC)

Outstanding Lead Actress In A Drama Series
Glenn Close, Damages (FX)

Outstanding Lead Actor In A Comedy Series
Alec Baldwin, 30 Rock (NBC)

Outstanding Lead Actor In A Drama Series
Brian Cranston, Breaking Bad (AMC)

Outstanding Drama Series
Mad Men (AMC)

Outstanding Comedy Series
30 Rock (NBC)

Os Emmys Awards são os prémios atribuídos à indústria da televisão dos Estados Unidos, similares a uns outros, os Peabody Awards mas mais focados no entretenimento. Existem três organizações relacionadas, mas autónomas, presentes nos Prémios Emmys. Ora vejam:
- Academia de Artes & Ciências Televisivas, que honra o entretenimento de horário nobre/primetime (excluíndo o desporto);
- Academia Nacional de Artes & Ciências Televisivas que reconhece o horário de dia, desporto, notícias, e programação de documentários;
- Academia Internacional de Artes & Ciências Televisivas, que honra programas de origem estrangeira (fora dos Estados Unidos).
Os mais conhecidos são estes de que acabei de falar, os prémios Emmys Primetime (alguns classificam-no também como "Prémios Emmys de Artes Criativas") e também os Prémios Emmys Daytime. Para mais informações, acedam ao www.emmys.org

Para quem perdeu o directo da transmissão, pode ainda rever os melhores momentos. O canal AXN repõe a emissão da “cerimónia dos Óscares da TV”, nesta sexta-feira, dia 26, às 23h20.

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Eis um interessante filme, do qual nada esperava. Um autêntico “murro no estômago”, no sentido de ter imagens duras e violentas a contrastarem com uma grande sensibilidade, cujo sentido vamos descobrindo ao longo do filme. “O ar que respiramos” encaixa bem no género “mosaico”, na linha de grandes filmes como "Colisão", “Memento”, "Babel" ou "Magnólia", em que várias histórias ocorrem em simultâneo para se conjugarem no final, onde algumas personagens passam de uma para outra cena, que vão dando a linearidade que precisamos, para darmos sentido à história que nos vai sendo apresentada em sucessivos fragmentos narrativos.

Esta é a primeira longa-metragem do realizador Jieho Lee que, na sua estreia, apresenta-nos um filme sólido, com uma narrativa bem estruturada, embora nos leve a vários pontos da história, consoante a personagem onde se focaliza. É, por isso, uma boa surpresa e um dos filmes mais estimulantes dos últimos tempos, por ser muito bem conseguido, dentro do género.

A acção recai sobre as incríveis coincidências que podem ocorrer na vida quotidiana de meia dúzia de personagens, desenrolando-se em quatro quadros temáticos – Felicidade, Prazer, Pena e Amor. Com uma curiosa banda sonora e planos interessantes, esta película é detentora de um surpreendente elenco: o excelente Kevin Bacon, a francesa Julie Delpy, o actor que normalmente não vemos em filmes dramáticos, Brendan Fraser e o consagrado Andy Garcia. Temos ainda uma surpreendente Sarah Michelle Gellar e o fantástico Forest Whitaker, entre outros.

Nada mais vou dizer, para não dissipar a curiosidade ou estragar a surpresa de alguns twists que vão ocorrendo, mas adianto-vos que este “The air I breathe” está bom e é um filme a ver.

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A rentrée não acontece só com o regresso às aulas ou ao trabalho, após umas merecidas férias. Os canais de televisão também se põem a postos para “agarrar” a atenção de quem passa a estar mais tempo em casa. Vai daí, apresentam toda uma nova grelha para preencher os momentos que podemos dedicar à "caixinha mágica". De entre elas, volto a destacar as séries americanas (em terras do Tio Sam, eles bem sabem escrever e produzir a ficção por episódios melhor do que ninguém) que, nos seus géneros, nunca decepcionam e dão-nos a sempre a sensação de estarmos a ver “pequenos” filmes, de tão bem produzidas que são.

Aqui vai uma pequena lista do bom que se pode ver por aí:

Heroes 2 – Volto a dizer que esta série televisiva é do melhor que há. Recomeçou, em finais de Agosto, na TVI, mas ainda dá para apanhar o enredo. Devido à recente greve dos guionistas norte-americanos, esta segunda temporada só tem 11 episódios. Depois de, na primeira série, os protagonistas terem descoberto os seus poderes para, em última instância, salvarem o Mundo, nesta nova temporada estes “verdadeiros” heróis vão ter de aprender a lidar com os mesmos. À medida que vão percebendo a importância que os seus poderes têm para si próprios, vão começando a entender de onde eles vieram…
O que fascina nesta série é o facto de os super-heróis serem compostos por pessoas comuns, como Peter Petrelli, um enfermeiro que suspeita que consegue voar; Isaac Mendez, um rebelde que tem a habilidade de pintar imagens do futuro sempre e quando está drogado; Niki Sanders, uma stripper de Las Vegas e mãe de um menino, que faz coisas misteriosas ao ver o seu reflexo nos espelhos; Hiro Nakamura, um japonês, verdadeiro "cromo" de bandas desenhadas, que consegue controlar o Tempo; Matt Parkman, um polícia que consegue ouvir os pensamentos das pessoas; e Claire Bennet, de 17 anos, uma cheerleader que desafia a própria morte… Mas há muitos mais. O vilão desta saga continua a ser Sylar, um curioso assassino em série, que persegue os nossos super-heróis com intenções de se apoderar dos seus poderes, com a atitude de um vampiro.
A primeira série “Heroes” valeu-lhes um People's Choice Award, um Multicultural Prism Award, um TV Land Future Classic Award e foi nomeada para a TV Critics Association Outstanding Program of the Year. Complementando este rol, "Heroes 1" recebeu ainda nomeações para os Golden Globe Award e Emmy Award. Enquanto nós vamos vendo a segunda temporada e os espectadores americanos aguardam a estreia da terceira série nos E.U.A., a NBC lançou episódios especiais de “Heroes” para a Internet, numa série intitulada “Going Postal”. (TVI)

Sem escrúpulos (Damages) – Com Glenn Close como estrela principal, “Damages” é uma série que se torna num absorvente quebra-cabeças, em forma de thriller jurídico, com advogados e tribunais à mistura, e que nos esconde contínuas surpresas. De facto, a narrativa apresenta-se como um emaranhado de fios que se vão desembaraçando aos poucos, demonstrando-nos que nada resulta no que nos parece à primeira vista. “Sem escrúpulos” centra-se em Patty Hewes (Glenn Close), uma elegante impiedosa e poderosa advogada, que tenta ganhar um processo, criando uma batalha judicial a Arthur Frobisher (Ted Danson), um empresário rico suspeito de ter enganado os seus trabalhadores. Com ela, trabalha a recém contratada Ellen Parsons (Rose Byrne), que vai descubrindo que a sua chefe vai atingindo os seus objectivos, por quaisquer meios necessários… Esta interessante série foi indicada ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor série dramática em televisão, Melhor actriz de série dramática (Glenn Close), Melhor actriz secundária de série, mini-série e filmes para TV (Rose Byrne) e Melhor actor Secundário de série, mini-série e filmes para TV (Ted Danson).(AXN)

Eli Stone - Também é uma séria que envolve advogados, mas esta série da ABC, decorrendo também nos meandros da lei norte-americana, é muito mais do que uma firma de advogados que defendem casos após casos. O protagonista de “Eli Stone”, personagem que dá nome à série, tem visões, que julga serem proféticas, que o impelem a defender casos em tribunal, que antes não o faria. Embora a alucinações advenhma de um aneurisma cerebral, elas acabam por ter um propósito muito concreto: ajudar pessoas a necessitarem de ajuda, vitimas de injustiças, representando-as em tribunal.
Passada em São Francisco, “Eli Stone” mostra-nos um advogado de topo de uma empresa que passa a ajudar os carenciados, está noivo da filha do patrão, e mantém interessantes relações com o seu irmão, a sua secretária, a jovem advogada que o assiste e, pasme-se, com o seu acupuncturista. Para além disso, são sempre engraçadas as relações que estabelece com as suas visões, como com o George Michael, e o cómico de situação em que as mesmas induzem o jovem advogado, tal como inclui-lo num número musical. Acabamos por descobrir que Eli Stone tem um grande coração e o sentimento que resulta dos casos defendidos por ele confortam-nos e acabam nos por nos convencer... e converter à série. (Fox Life)

Lipstick Jungle – Esta é também uma série baseada num best-seller de Candace Bushnell (a outra foi “Sex and the City”). Uma nova aposta da NBC, estes episódios de drama/comédia contam a história de três grandes amigas, a braços com as vicissitudes da vida. Uma executiva de topo da Parador Pictures, Wendy (Brooke Shields) faz tudo o que pode para manter o equilíbrio entre as vidas profissional e familiar. Nico (Kim Raver), é Directora de uma revista de moda e quer tornar-se sua CEO. E a designer de espírito livre, Victory Ford (Lindsay Price), vai lutando para tornar os seus sonhos realidade e, quem sabe, encontre o seu “Mr. Right” (é a única solteira). Munidas de humor e cheias de força, estas três mulheres de Nova Iorque vão-se apoiando nos momentos de triunfos ou de lágrimas, para assumirem o seu papel na Big Apple. (RTP2)

Máfia de Saltos Altos (Cashmere Mafia) – Eis mais uma série sobre amigas em Nova Iorque, mas à primeira vista, bem mais interessante do que a anterior de que acabei de falar. Quatro amigas - Zoe Burden (Frances O’Conner), Mia Mason (Lucy Liu), Juliet Draper (Miranda Otto) e Caitlin Down (Bonnie Somerville), que se conhecem desde o tempo de escola, são agora mulheres modernas e ambiciosas, que lutam por serem bem sucedidas em Manhattan. Zoe, Directora de Investimentos num dos maiores Bancos do sector, tenta, com dificuldade, equilibrar as exigências da sua carreira com a de esposa e a de mãe. A sua amiga desde os tempos de escola, Mia, é Editora e está a subir num grupo editorial que publica uma revista, enquanto Juliet é a chefe de operações de uma importante cadeia de hotéis de luxo. Por último, Caitlin é uma executiva de sucesso numa empresa de cosméticos. A sua vida romântica tem sido pouco satisfatória, até que ganha novo fôlego ao descobrir que, apaixonando-se por uma mulher, tem de se assumir, para si própria, como lésbica.
Estas mulheres juntas são fogo. Mais cutilantes nos diálogos, protectoras e vingadoras, com um forte sentido de amizade e com uma imensa sede de vingar no mundo dos negócios, o perfil destas mulheres é do género Sex and the City meets Desperate Housewifes. Da autoria de Darren Star, o mesmo que “fez” "Sexo e a Cidade", esta série promete mais do que "Lipstick Jungle". Esta, por seu turno, partilha com “Sexo…” a autoria dos livros que lhes deram origem. (Fox Life)

Chuck – Por fim, uma série que não dava nada por ela e que me surpreendeu e me divertiu muito. Com o cunho de Josh Schwartz e McG (o mesmo de “Charlie’s Angels” e “Terminator 4”), “Chuck” tornou-se numa das melhores surpresas da televisão desta temporada.
Trata-se de um geek de computadores que se torna agente secreto à força. Tudo porque uma informação altamente secreta e encriptada foi enviada por e-mail e “descarregada” permanentemente no cérebro deste jovem informático, após visualizar a mensagem recebida. Chuck, que vive pacatamente com a irmã e o namorado desta, e que tem um melhor amigo algo trapalhão mas hilariante, passa a ter uma vida dupla sempre e quando é interpelado por dois agentes secretos, que o têm de proteger a todo o custo, mas também o têm de levar às missões mais incríveis, para que a mente dele os vá ajudando. Ela, bonita e muito sensual e ele, rufião e sarcasticamente divertido, no encalço de inusitados vilões, vão tornando a vida de Chuck bem mais interessante e empolgante.
"Chuck" é uma série que entretém bastante. As suas personagens são cativantes, o humor é eficaz e as cenas de acção são muito bem elaboradas. (AXN)

Tudo isto, numa televisão perto de si!

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Em Outubro, a revista especializada em cinema "Premiere", regressa ao mercado com novas ideias e a aposta em diferentes plataformas, tendo como responsável por este relançamento a Multipublicações.
Esta é uma notícia que me deixa muito satisfeito, pois desde que desapareceu este título, em Outubro de 2007, nada igual pôde acompanhar o meu interesse por cinema, dado que esta era a única revista especializada no género, a ser publicada no nosso país. Eis que Portugal volta a ter a Premiere!

Com conteúdos similares à anterior, publicada pela Hachette Filipachi Portugal, a nova "Premiere" terá José Vieira Mendes como Editor Chefe da revista, cargo que também ocupava na que desapareceu. Foi o próprio José Vieira Mendes que fez com que este regresso fosse possível. O mesmo explicou ao jornal "Briefing" que, apesar da revista estar parada desde o ano passado, nunca tinha desistido da ideia de voltar a reintroduzi-la nas bancas. "Depois da descontinuação fui a Paris, por minha iniciativa, falar com os patrões da Hachette e dizer-lhes que a "Premiere" fazia falta no mercado português. Era a única revista de cinema e ficou um vazio no mercado", confessou. "Garantiram-me que se eu conseguisse um parceiro à altura, comigo à frente na direcção editorial, não hesitariam em ceder os direitos do título". E foi assim que, passado algum tempo, encontrou um parceiro à altura - Ricardo Florêncio, Director da Multipublicações, ele próprio cinéfilo mas também um grande empreendedor no seio deste grupo de revistas (Marketeer e Executive Digest), muito bem sucedido em nichos de mercado.

Devido a esta mudança de editora, a Premiere, passa a ter as mesmas dimensões que as restantes revistas da Multipublicações, mas continuará a ser a mesma a que os leitores, como eu, estavam habituados – “um produto de grande qualidade editorial, acessível a todos, sem grandes pretensões intelectuais e erudição”. Portanto, podemos continuar a contar com crítica de filmes, de DVDs, séries de televisão, bandas sonoras e de livros sobre cinema, como alguns dos temas abordados na revista. Fica também prometido um olhar sobre os jovens valores do cinema português e sobre cinema português em geral. Mas adiante, outras novidades começarão a surgir: outras plataformas (internet, rádio e televisão), formato travel e o alargamento a mercados lusófonos. Temos revista!

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Foi ontem à noite, no Parque da Bela Vista, a lembrar que rainha da pop há só uma. Que excitação a minha, estar novamente no mesmo espaço que o ídolo que me “acompanha” desde os meus 13 anos de idade. Esta foi já a quarta vez em que vi Madonna ao vivo, embora, em termos de concertos, este seja apenas o terceiro. Foi também a terceira vez em que Madonna andou por terras lusas...

Ao nascer da lua cheia, enquanto chegávamos e nos íamos “arrumando” pelo recinto, fomos sendo acompanhados pela sueca Robyn, que fez a primeira parte do concerto. Logo aqui, uma novidade. Antes desta digressão, Madonna nunca tinha contado com nenhum outro artista para lhe anteceder em palco. Este foi, certamente, um desafio difícil para Robyn, pois abrir um concerto de Madonna não deve ser tarefa fácil...
Robyn, igualmente pequena de tamanho, esteve à altura e na sua estreia em Portugal ao vivo, foi cantando temas do seu álbum homónimo, já editado em 2005, mas que só agora alcançou êxito na Europa e nos Estados Unidos. "Nunca tinha visto tanta gente junta", confessava Robyn. Ante de se despedir e condicionada à sua “pequenez” em termos de curriculum pop, perguntava: "Estão prontos para Madonna?". E acrescentava: “Vai ser um grande espectáculo”, retirando-se para, mais tarde, o recinto receber a atracção principal da noite. Robyn foi muito querida e profissional, talvez por isso tenha sido tão bem recebida e acarinhada pelo público presente, que se deixou entreter ao som das suas músicas.

Cerda de uma hora depois, dando resposta à ansiedade e à expectativa de 75 mil pessoas, o palco transforma-se para dar largas à grandiosidade, ao profissionalismo, à excelente boa forma e ao sex appeal desta poderosa artista, que tem vindo a pautar a música pop nos últimos 25 anos. Por entre um turbilhão de luzes e imagens, surge Madonna, sentada num trono que leva as suas iniciais. Na tela, uma a uma, vão aparecendo as letras que compõem o nome do seu último álbum – Hard Candy. O show começa com "Candy shop", logo seguida de "Beat goes on", com Madonna em dueto, nas vozes gravadas e nos ecrãs, com Pharell Williams e Kanye West. Seguiu-se "Human nature", acompanhado por um vídeo, onde vemos uma Britney Spears enclausurada num elevador, numa alegoria ao desepero da fama. Depois, em "Vogue", já se ouve o típico "tic-tac" que percorre a canção "4 Minutes". Aliás, “Vogue” já foi cantado sobre um ritmo diferente e todo o alinhamento do espectáculo veio mostrar-nos o quanto Madonna gosta de misturar e/ou alterar as suas canções, para marcar alguma distância dos originais, renovando-as para o nosso tempo.

Chega-nos, depois, "Into the groove", com Madonna em jeito sport, a saltar à corda, com ecrãs a passarem bonecos animados adaptados da arte de Keith Harring, um amigo seu pessoal, em jeito de homenagem póstuma. Depois deste “quadro” divertido, muito 80s, Madonna cai no chão. Vê-se agora, no ecrãs, a linha de um batimento cardíaco a dar espaço a "Heartbeat", que logo a seguir dá entrada a "Borderline", o seu primeiro hit, agora em versão rock. Nesta “Sticky&Sweet Tour”, Madonna fez-se acompanhar, em alguns temas bem conhecidos, pela sua guitarra eléctrica, tornando-os mais electrizantes. "She's not me" exibe, no palco, quatro fases de Madonna, com mulheres a comportarem-se como bonecas, fazendo jus ao seu passado de looks camaleónicos. Segue-se "Music", que faz dançar o público.

Depois de um "Devil wouldn't recognize you" fabuloso, com Madonna a cantar dentro de um cilindro, onde iam sendo projectadas imagens de gotas de chuva ou água em movimento (que já vinham do instrumental "Rain"), tem inicio o quadro "Gipsy" ao ritmo de "Spanish lesson", numa autêntica festa cigana. "Miles away" é a que se segue e depois, “La isla bonita”, é tocada no registo “Lela pala tute”, o mesmo usado no "Live Earth", com os Gogo Bordello. Mais uma vez, a reinterpretação de um clássico seu.

A seguir a um "You must love me" muito bem interpretado e a parecer que vamos finalmente acalmar, entra o acto "Rave". Uma sequência alucinante, recheada de êxitos, que fez levar ao rubro as 75 mil pessoas ali presentes, ou não se tratassem de canções contagiantes, como a actual "4 Minutes" (aqui também procedendo a um dueto virtual com Justin Timberlake) e as mais “antigas”: "Like a prayer" (que pôs toda a gente a delirar e a pular), "Ray of light" e "Hung up" (estas duas em versão rock). A culminar, "Give it 2 me", num ritmo mais dance do que a versão do álbum, torna o recinto numa gigantesca pista de dança, acompanhada, nos ecrãs, por um visual de jogos de computador, que dá azo à mensagem final: “Game over”. E acabou mesmo. Só quem não está habituado aos concertos de Madonna é que poderia esperar um encore. Madonna é rigorosa e os seus espectáculos são desenhados de modo a serem contínuos na música, na estética e na dança e, ao fim de duas horas, de vermos uma mulher que aparentemente só tem 50 anos no BI, a saltar, dançar e a cantar sem parar, não poderíamos esperar muito mais. Todo um show é um pacote multimedia, que deixa pouco espaço para os improvisos, como os encores e afins, reservando-se apenas para conversas com o público, como um “Hello, Lisbon” ou “Motherfuckers”.

Por outro lado, tal como nas últimas digressões, Madonna aproveita os momentos “mortos” de mudança de visual (que nunca o são verdadeiramente), para alertar consciências. De modo que vamos vendo, no gigantesco vídeowall, várias mensagens: políticas (com o negativismo de Hitler e outros verdugos de história e, também, John McCain, com os arautos de paz de hoje e sempre: Mandela, Bono, Lennon, Luther King… e confirmando o seu apoio a Barack Obama, numa perspectiva de futuro, onde também vemos Al Gore) ou mensagens sociais e ecológicas (com os olhos postos no materialismo excessivo e nas atrocidades que se cometem). Também houve espaço para uma mensagem mais espiritual, como que a convidar ao convívio e à aceitação dos vários deuses das várias religiões, mas aqui servindo de fundo a uma das suas canções (“Like a prayer”).

Este foi um concerto para todos os sentidos. Um grande espectáculo que se traduziu num entretenimento ininterrupto, onde Madonna se sente como "peixe na água". E se este concerto foi um festim para os olhos, foi também onde se sentiu mais a sua presença, onde Madonna conseguiu revelar-se mais artista, aguentando-se sozinha em palco mais do que o habitual, com uma menor participação dos seus dançarinos. Conhecendo bem os seus limites, como a voz, por exemplo (“entremeada” por tantos saltos e passos de dança só podia, por vezes, sucumbir ao cansaço), ela consegue dar-nos o seu melhor. Dança num ritmo intenso, toca guitarra por diversas vezes (algo que tem vindo a aprender de há um tempo a esta parte) e nunca cessou de cantar ao vivo, demonstrando, tal como na imagem do início, a hipotéticas aspirantes ao seu trono, que continua imparável e inigualável. Como Madonna, não existe ninguém. Uma autêntica "show-woman" sem pares no seu "metier". Estou certo de esta "Sticky & Sweet Tour", que passou por Lisboa, é já o concerto do ano.

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Depois de ter visto o musical com o mesmo nome num palco londrino, bem antes desta “febre”, foi um prazer rever toda a emoção que lá tinha sentido. É um dos musicais de que mais gosto e vê-lo agora adaptado para o cinema, torna-se ainda mais especial. Tal como a peça, ou não tivesse sido realizado pela sua encenadora, “Mamma Mia!” faz-nos cantar (até nos apercebermos que estamos numa sala cheia de gente), faz-nos sorrir, emocionar, enfim, diverte-nos muito. Tratando-se de uma comédia musical, este filme ligeiro e muito bem disposto, é dedicado aos nostálgicos (e não só) das fantásticas e inesquecíveis músicas dos ABBA. Por outro lado, é um autêntico “cartão postal”, a servir de promoção às ilhas gregas, graças aos fabulosos cenários naturais onde decorrem as cenas. Last but not least, “Mamma Mia!” dá-nos também a prova de que Meryl Streep é uma actriz camaleónica, que tudo consegue fazer e interpretar, sempre num registo superior. Numa brilhante interpretação e quase sexagenária, ela consegue cantar, dançar e saltar. Será que Meryl tem aqui mais uma nomeação para os Óscares?

Tudo se passa em 1999, na bela ilha grega de Kalokairi, quando Sophie (Amanda Seyfried), prestes a se casar, resolve convidar para a cerimónia três homens desconhecidos – Sam Carmichael (Pierce Brosnan), Bill Anderson (Stellan Skarsgard) e Harry Bright (Colin Firth), acreditando que um deles possa ser seu pai. De diferentes partes do mundo, estes três homens resolvem voltar à ilha e à mulher por quem se apaixonaram há vinte anos atrás… Mas quando chegam, a mãe de Sophie, Donna (Meryl Streep), fica muito surpreendida e transtornada quando dá de caras com os seus ex-namorados, que nunca conseguira esquecer. Para ajudar (ou talvez não), Donna conta com as suas duas melhores amigas, que também chegam para o casamento: a prática e divertida Rosie (Julie Walters) e a multi-divorciada e adepta de cremes, Tanya (Christine Baranski), as quais pertenciam à banda que as três compunham no passado, “Donna and the Dynamos”.

A história do musical “Mamma Mia!” remonta aos anos 80, quando a produtora Judy Craymer se encontrava a trabalhar com Benny Andersson e Björn Ulvaeus como produtora executiva do primeiro projecto deles pós-ABBA, o musical “Chess”. Inspirada no aspecto teatral do trabalho destes dois compositores, Judy teve a ideia de criar um musical a partir de canções já existentes do grupo, num original formato. Andersson e Ulvaeus ficaram, inicialmente, relutantes, mas em 1995, acabaram por concordar com o projecto. Dois anos depois, Craymer convidou a teatróloga Catherine Johnson para escrever o musical. Mais tarde, já com uma empolgante história em mãos, a produtora trouxe para o seu projecto a conceituada Directora de Teatro e Ópera, Phyllida Lloyd. O primeiro espectáculo estreou a 6 de Abril de 1999, no Prince Edward Theatre, em Londres (local onde eu o vi, algures em 2002), tornando-se num fenómeno global de entretenimento e atraindo um público de mais de 30 milhões de pessoas, em 170 cidades e oito idiomas. Phyllida Lloyd acabou por se tornar na realizadora do filme.

Não há dúvida que os Abba voltam a estar na moda, ou melhor, nunca o deixaram de estar. Ainda há muito pouco tempo, foram revisitados por Madonna na abertura do seu single “Hung Up”, já para não falar do grupo A Teens, que fizeram versões das suas canções num álbum intitulado “The Abba Generation”. O facto é que as músicas dos Abba nunca deixaram de ser cantadas por esse mundo fora. Por isso, não é de se estranhar que tenha surjido um filme dedicado às músicas deste famoso grupo sueco. E agora, com a ajuda deste, muitos mais milhões passarão a cantarolar as eternas melodias dos Abba...

Ver e ouvir canções como "Mamma Mia", a fantástica "Dancing Queen", que reune todas as mulheres da ilha, "Super Trouper" a marcar o regresso das "Donna and the Dynamos", “Money, Money, Money”, a sentida “The Winner Takes It All”, a divertida “Chiquitita”, “I Have A Dream”, “Take A Chance On Me”, “Honey, Honey”, entre muitas outras, é sempre emocionante. O filme decorre a um ritmo alucinante e o final não deixa de ser surpreendente. Apesar das críticas, algo negativas, nos jornais, digo-vos que se trata de um filme musical realmente bom. Não percam!

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É verdade. Este meu blog já fez um ano de existência, no passado dia 27 de Agosto. Como vim de férias e tenho andado algo ocupado, deixei passar tão ilustre data...

Aproveito para agradecer todo o vosso apoio e incentivo ao longo deste período. Foi um ano de muitas notícias e algumas histórias, que sempre tentei serem de interesse geral, embora, e tal como defini no princípio, estivessem confinadas ao meu universo de experiências e de vida, de gostos e de interesses e, também, de amigos.

Volvido um ano, dá gosto ver que esta minha aventura pela "blogosfera" não se iniciou em vão e que, hoje, o meu blog é, para muitos, uma referência. Quer seja pelos filmes que aconselho, quer pelos diversos assuntos tratados, que desde terem suscitado o interesse de uma aluna do Brasil, que me pediu licença para usar um artigo meu no seu trabalho de monografia, passando por um galego que alegou visitar o blog de "vez en cando para descubrir" o meu "talento para colocar posts excelentes" (passou a citá-lo no seu), até uma jornalista da "Visão", que veio aqui consultar uns dados para fechar um artigo. Portanto, Liberiosleisures é um autêntico manancial de informação, o que me enche de orgulho.

Por outro lado, tratando-se de um site pessoal e “caseiro”, sem qualquer objectivo comercial ou de divulgação, surpreende-me que o mesmo receba, em média, mil visitas mensais. E, pasmem-se, quase metade dos acessos ocorrem fora de Portugal: uns 300 do Brasil, uns 20 dos EUA e algumas unidades de Espanha, Reino Unido, Angola, Holanda, Alemanha e até Japão. Não é incrível? Saibam ainda que cerca de 70% têm acesso ao meu blog através de motores de pesquisa. Todos estes dados são-me fornecidos pelo Google Analytics.

Bom, e poderia continuar a descrever e enaltecer o meu blog, que é "de se tirar o chapéu" (como estou a fazer na foto), mas vocês já o conhecem bem. Espero que o meu "modesto" Liberiosleisures continue a servir de consulta e de referência, que continue a suscitar curiosidade e que, por isso, o continuem a visitar. Adicionem-no aos vossos favoritos. Façam comentários e dêem sugestões. Até ao próximo "post"!

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A artista plástica Olga Sotto, que muito admiro, quer pela sua amizade, quer pela sua sensibilidade artística, lançou, em finais de Maio último, um novo projecto, o CD “Maramar”. Até hoje, ainda não tinha falado dele por aguardar mais alguma informação complementar por parte da produtora, que nunca chegou... Mas como adorei o novo trabalho desta minha amiga, lembrei-me que “mais vale tarde do que nunca” e aqui estou a falar dele e a promovê-lo, pois merece. Cansei de esperar...

A Olga, sendo neta de pintor e bisneta de músico e poeta, com descendência catalã, é uma artista plástica que desde muito pequena se tem movido no meio artístico ibérico. Formada na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, iniciou a sua carreira com o apoio do Mestre Lagoa Henriques. E nunca mais parou...

Mais recentemente, no ano passado, apresentou a exposição de pintura "Amor, Segredos e Confissões..." que acabou por dar origem ao livro de poesia com o mesmo nome, editado em Setembro de 2007 e sobre os quais já aqui dei notícia. Mas eis que, dando largas à sua faceta de poetisa e incentivada pelos seus amigos, Olga aposta num projecto poético-musical que se concretiza em "Maramar". Este CD, o primeiro álbum de poesia de sua autoria, tem música e arranjos de piano de Ruben Alves e conta com a participação de Pedro Jóia na guitarra. Destaque especial para três temas, que têm a participação especial de Olavo Bilac, o líder vocal dos “Santos e Pecadores”. Na cumplicidade e na amizade, Olga e Olavo uniram-se na intenção e na voz... Num disco que fala de amor e não só... Sublime! A produção musical esteve a cargo do conhecido Ramon Galarza. A capa está linda, graças à fotogenia de Olga e à produção de António Gamito.

Procurem o CD “Maramar” e deixem-se surpreender... Mais informações em www.olgasotto.com

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(A tentar recuperar o tempo de ausência...) Nos últimos tempos, a Pixar tem sido sinónimo de sucesso. Após desenvolver em parceria com a Disney, animações como "Toy Story", "À Procura de Nemo", "Uma Vida de Insecto", "Monstros e Companhia” e "Carros", entra agora no universo cibernético dos robôs. "Wall-E" começa no ano 2700, numa época em que a Terra já não é habitada por humanos, que decidiram viver no espaço, a bordo da gigantesca nave Axiom. Isto porque a Terra foi sendo transformada, ao longo dos séculos, num imenso depósito de lixo, tornando-se um lugar extremamente tóxico. Antes, porém, os homens ainda tiveram a esperança de conseguir limpar o Mundo ao contratar uma mega-empresa chamada Buy’n’Large Corporation (BnL), que ficou encarregada de limpar a Terra enviando, para isso, milhares de robôs programados para recolher todo o lixo. Falhada tal tarefa e muito tempo depois de deixado o planeta ao abandono, vemos que dessas máquinas resta apenas um robô. E é ele o protagonista deste grande filme de animação - Wall-E, cujo nome deriva da sigla Waste Allocation Load Lifters – Earth Class.

Diariamente, ele lá vai executando a sua rotina de catar o lixo que encontra pela frente a fim de cumprir a (impossível) tarefa de juntar todo o lixo que existe no planeta. A única companhia que lhe resta na desolação é a da sua barata de estimação.
Mas a vida de Wall-E empreende um novo rumo no dia em que uma nave pousa na Terra e dela sai uma sonda, chamada Eve ("Eva", a fazer analogia com a Bíblia). Wall-E, que na sua solidão ia acompanhando o musical “Hello Dolly” num velho projector, vai criando analogias e sente uma grande empatia por esta robô, enviada ao planeta com uma directiva secreta. Os dois acabam por se tornar amigos, mas Wall-E tenta, a todo o custo, conquistá-la. Até que Eve é obrigada a deixar a Terra e este nosso pequeno herói tem de escolher: ir atrás dela ou continuar a recolher lixo, tal como fora programado...

Os primeiros minutos do filme não contêm diálogos. São acompanhados por sons, de entre os quais se destacam excertos musicais do já referenciado “Hello, Dolly”, um filme que o robô vê e revê sem fim e que vai servindo de fio condutor a toda a acção. Inclusive, uma das suas canções acaba por se tornar num elemento de união e harmonia. A expressividade de Wall-E vai nos dando uma sensação de incrível empatia e a barata, ao contrário de ser repugnante, passa-nos antes a imagem do mais fiel amigo do homem, o cão. Nos poucos momentos em que aparece, este insecto é um dos pontos fortes do filme. Portanto, como dizia, nos primeiros 20 minutos não há, de facto, diálogos mas também ninguém sente falta deles…

Mais adiante, o filme passa-nos uma assustadora imagem da humanidade no futuro, apontando o dedo a alguns dos nossos piores defeitos, bem actuais, como o consumismo desenfreado, o excessivo materialismo, o total desrespeito pelo ambiente e a insensibilidade entre os homens, com uma cada vez maior falta de amor... Sentimento maior que em Wall-E e em Eve, está bem vivo. De facto, o filme evolui a partir de uma narrativa singular: as melhores características do Ser Humano são projectadas num dos robôs mais queridos da história do Cinema. Mas esta é uma das características bem conhecidas da Pixar: dar vida a seres inanimados ou inesperados, onde o protagonista acaba por ter o condão de despertar o melhor em cada um, sejam eles insectos, monstros ou, como neste caso, robôs.

“Wall-E” fascina os mais novos, alertando-os com importantes conceitos para o futuro, mas vem agradar sobretudo os adultos, satirizando o presente. E nós agradecemos, pois divertimo-nos ao mesmo tempo em que aprendemos uma lição de harmonia e espírito de entreajuda entre seres, por mais diferentes que sejam.

Virá “Wall-E” a ser considerado uma obra-prima da animação? É ainda prematuro sabê-lo, mas “Wall-E” é certamente um candidato a obter o selo de qualidade deste nível. Com uma excelente produção e uma minuciosa animação, com recurso a novas técnicas de arte animada (vejam as paisagens inicias da Terra, tão reais que nem parecem saídas de um computador), este filme consegue dar-nos uma grande lição de humanidade a partir de duas máquinas que não falam, que não têm expressão, mas que sentem. Estes dois robôs são os únicos que se preocupam e que devolvem aos Homens a possibilidade de voltarem a viver na sua plenitude.

O realizador Andrew Stanton tem aqui grande mérito, ao conduzir um filme de animação excepcional, passando uma forte mensagem, atribuindo aos robôs características mais humanas do que aos que o são verdadeiramente. Mais um grande filme, em que a parceria Disney/Pixar demonstra uma maturidade capaz de agradar a públicos de todas as idades. Ah, e atendam à curta-metragem animada que lhe antecede, "Presto". Um must!

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Aqui têm um outro filme inspirado numa série de TV a chegar aos cinemas. Desta vez, trata-se de "Olho vivo" ("Get smart" no original), uma série de sucesso da década de 70, que ganhou uma adaptação das mãos do realizador Peter Segal. Nos episódios “clássicos”, o actor Don Adams interpretava um agente secreto desastrado, criado na sequência do sucesso de 007 nos cinemas. Repleto de humor, a série recorria a factos políticos, como o nazismo e a Guerra Fria, para contar histórias de investigação fictícias, sempre acompanhadas de muitas trapalhadas. Com o filme, não é diferente: passado nos dias de hoje, com uma ameaça terrorista a pairar no ar, o agente secreto tudo vai fazer para a impedir, proporcionando-nos muito divertimento ao fazê-lo. Segundo Segal, o conceito do filme é transposto para o tempo actual, mas os elementos principais são conservados, como por exemplo, o famoso sapato que serve como telefone.

Steve Carell interpreta o “mítico” agente 86, ao lado de Anne Hathaway, a Agente 99, sua parceira. O enredo segue a premissa do original. Maxwell, o Agente 86, deve enfrentar os terroristas da KAOS, um sindicato do crime organizado que procura a dominação mundial. Quando a sede da agência de espiões a que pertence, a CONTROL é atacada e a identidade dos seus agentes é comprometida, o ansioso analista Maxwell Smart, que sempre sonhou em trabalhar no “terreno”, vê finalmente a sua oportunidade surgir. Com nenhuma experiência mas com muito entusiasmo e a ajuda de alguns gadgets, Maxwell vai ter de derrotar a KAOS com a ajuda da encantadora e implacável Agente 99.

Acima de tudo, este filme é excelente para este Verão, combinando comédia com muita acção. Possuindo um argumento algo banal, o filme faz-nos rir a valer pois tem cenas muito bem engendradas, a cargo de um óptimo elenco: o hilariante Carell, a jovem Anne Hathaway, o musculado Dwayne Johnson e os “veteranos”, Alan Arkin, Terence Stamp, James Caan e ainda Bill Murray, que faz um “cameo”.

Dentro do seu género, o filme é realmente bom, com partes muito caricatas, uns diálogos hilariantes e excelentes cenas de perseguição. Em suma, “Get smart” vale a pena!

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Terminados os Jogos Olímpicos 2008, com algum orgulho portugûes: uma medalha de prata graças à Vanessa Fernandes e uma de ouro, trazida por Nelson Évora, vão agora ter início os XIII Jogos Paralímpicos de Pequim 2008, também na China.

Esta é já a 8ª Missão Portuguesa nos Jogos Paralímpicos e Portugal faz-se representar com um total de 33 atletas. Esta comitiva portuguesa é constituída por 23 atletas masculinos e 10 atletas femininas e a sua participação vai incidir em seis modalidades: atletismo, boccia, ciclismo, equitação, natação e vela, num total de 39 provas. Os Jogos Paralímpicos de Pequim, que decorrem de 6 a 17 de Setembro de 2008, contam com a participação total de 4 mil atletas oriundos de 140 países, que competirão em 20 modalidades.

Aproveito esta oportunidade para destacar uma pessoa que muito admiro, o atleta Bento Amaral. Apoiado pela Timberland, este timoneiro e a sua colega Luísa Silvano (na proa), constituem a primeira equipa portuguesa de vela adaptada a marcar presença nuns Jogos Paralímpicos. Eles vão competir na classe Skud 18.

A Timberland associa-se à Vela Adaptada, dando continuidade aos seus valores de marca e face à ligação “histórica” que a marca tem com o mar, através do seu calçado e roupa. Em Portugal, a Timberland tem vindo a apoiar a Vela Adaptada, mais concretamente Bento Amaral e o seu Projecto Paralímpico Pequim 2008, que se revelou um sucesso. É também intenção da marca contribuir para o desenvolvimento da modalidade e procurar que, cada vez mais, haja um maior número de praticantes de Vela Adaptada em Portugal.

Bento Amaral e a sua equipa chegaram a Pequim, a 29 de Agosto, e dirigiram-se para Qingdao, cidade onde os Jogos Paralímpicos deste ano têm lugar, já a partir de dia 6 de Setembro. Conhecida como "Suíça do Este", Qingdao é uma das mais importantes cidades portuárias da China... Podem acompanhar esta grande aventura e torcer pelo Bento Amaral no microsite - http://www.campanha-fpdd-timberland.com

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No âmbito da comemoração dos 20 anos de carreira do criador e meu amigo, Nuno Gama, passou a estar acessível em todo o mundo com o seu site oficial: www.nunogama.pt

Nuno Gama muito nos tem surpreendido ao longo destes seus 20 anos como criador de moda, com as suas multifaceticas colecções, sempre a enaltecer o “Ser Português” e transportando para as passerelles nacionais e internacionais, aspectos da nossa história, da nossa cultura e da Etnografia Portuguesa em geral. Foi neste contexto e com o peso da sua história e importância no panorama de moda portuguesa, que se reuniu a informação e as sinergias necessárias para a elaboração do seu site, já há muito aguardado…

Agora, pode-se acompanhar de perto o trabalho deste original designer de moda, tal como se pode fazer compras na e-shop. Uma verdadeira novidade, pois Nuno torna-se no primeiro criador português a ter uma loja online, democratizando, desta forma, o conceito de acesso a peças de design. Tudo isto e muito mais no novo site de Nuno Gama.

Visitem www.nunogama.pt

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