É verdade! Madonna vai voltar à estrada no Verão de 2009! A tourné com maior sucesso de 2008 vai passar por mais 22 pontos do mundo, a partir de 4 de Julho, começando por Londres. A "Sticky & Sweet Tour", de Madonna, a primeira “Biggest Grossing Tour” na história por uma artista a solo, vai "embarcar" numa série de apresentações, que inclui paragens em sítios onde a cantora nunca passara antes, tais como Werchter, na Bélgica, Marselha, em França, Hamburgo, na Alemanha, Oslo, na Noruega, Helsínquia, na Finlândia, Talin, na Estónia, Liubliana, na Eslovénia, bem como outras paragens reincidentes: Roménia, Hungria, Sérvia e Bulgária. Tal informação foi confirmada hoje mesmo pela Live Nation. Performances adicionais de Madonna incluem regressos, após 15 anos, a Madrid, Gotenburgo e Munique.

"Esta é uma primeira vez, para mim. Eu nunca tinha estendido uma tourné. Estou entusiasmada por poder voltar à estrada e poder visitar lugares onde nunca fui, bem como voltar a sítios de que gosto muito”, comentou Madonna sobre estas novas datas.

Em 2008, a “Sticky & Sweet Tour” foi vista por 2,350,285 fãs em 58 cidades. Com autênticos recordes de vendas de bilhetes em todo o lado, tais como 650,000 entradas vendidas nas datas Sul Americanas, 72,000 bilhetes na Dübendorf Airfield, em Zurique – a maior audiência alguma vez junta num show da Suíça, 75,000 em Londres e quatro lotações esgotadas em Madison Square Garden, de Nova Iorque (60,364 bilhetes). Sem esquecer as 75 mil pessoas que a viram em Lisboa, no Parque da Bela Vista.

"Esta nova série de datas vai solidificar a posição de Madonna como uma das artistas de topo de todos os tempos que mais vende”, afirma Arthur Fogel, Chairman de Global Music e CEO de Global Touring/Artist Nation da Live Nation. Quanto aos fãs lusos, o facto de Madonna vir aqui ao lado, dá-nos oportunidade de a podermos ver, mais uma vez, na sua surpreendente “Sticky & Sweet Tour”.

en tretanto, dois rumores: segundo o canal de televisão venezuelano RCN, Madonna e Shakira poderão gravar uma canção juntas para o próximo álbum de Shakira, que pode ser lançado entre Fevereiro e Março. E, tal como aconteceu com o inverso, Madonna vai participar na Tourné de Britney Spears, a “The Circus tour”. Parece que Madonna surge no vídeo de introdução à música que gravaram juntas, “Me Against the Music”, que vai ser realizado por Steven Klein e Jamie King. Em seguida, vai surgindo durante toda uma sessão temática, desempenhando “Amy”. Os ecrãs mostrarão Britney à procura de Madonna num clube. Durante toda esta sessão de “If U Seek Amy”, serão utilizados alguns trechos de vídeos com Madonna. De acordo com os rumores, Madonna pode gravar este vídeo em Nova Iorque ou Los Angeles. A ver vamos...

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“Eu nasci sob circunstâncias pouco comuns”. É assim que começa "O Estranho Caso de Benjamin Button". Um interessante drama, baseado no clássico romance homónimo de F. Scott Fitzgerald, escrito em 1920, sobre um grande amor, que tudo vence.
O filme trata da história de Benjamin Button (Brad Pitt), um homem que nasce com a aparência de um idoso e que, misteriosamente, começa a rejuvenescer, passando a sofrer as bizarras consequências, tanto físicas, como psicológicas e sociais, do estranho fenómeno. Button nasce, estranhamente, com 80 e poucos anos, em Nova Orleães, em 1918, quando a Primeira Guerra está a chegar ao fim. A cronologia avança normalmente, com ele a acompanhar os tempos, à medida que vai ficando mais jovem. Nós vamos seguindo a sua história até ao limiar do século XXI, acompanhado uma jornada de vida fora do normal, por sua vez tão única e tão pouco usual como a vida de qualquer homem pode vir a tornar-se.

Falei tratar-se de uma história de amor, porque Benjamin conhece, em criança, a mulher que o vai acompanhar até ao fim dos seus dias. Daisy (Cate Blanchett)vai nutrindo um enorme carinho desde pequena que, aos poucos, se vai transformando num amor descomunal. Mesmo que só se consigam amar por um curto período de tempo, quando, aos 40 anos, as suas trajectórias se cruzam. No restante tempo, Benjamin e Daisy vão vivendo vidas paralelas, por vezes, até inversas. Uma bela e inusitada históra de amor que nos vai sendo narrada pela filha (Julia Ormond) de Daisy, quando esta já se encontra internada num hospital, à beira da morte. Enquanto aguardam pelo inevitável, Daisy dá um diário à filha e pede-lhe que lho leia, em voz alta. Um diário que relata, na primeira pessoa, "O Estranho Caso de Benjamin Button".

Sendo um filme relativamente longo, a sua narrativa, com um constante retorno a um passado que vai sempre evoluindo, apresenta um ritmo diferente, que não causa cansaço. Notável, o momento em que a personagem de Brad Pitt surge tal e qual o actor é hoje. Sente-se um suspiro feminino na sala, quase um respirar de alívio por verem o seu belo actor surgir, finalmente, no seu esplendor.

A realização está impecável. David Fincher concebeu, certamente, uma das novas obras-primas do cinema, mesmo depois de já nos ter dado grandes obras como “Se7en”, “The Game”, “Panic Room” ou “Zodiac”, para nomear alguns. O elenco também está soberbo. Além de Brad Pitt e de Cate Blanchett, como principais protagonistas, “O Estranho Caso de Benjamin Button” possui no elenco outro nomes interessantes, como Julia Ormond e a sempre surprendente Tilda Swinton. Destaque para o desempenho de Taraji P. Henson, no papel de Queenie, mãe adoptiva de Benjamin.
O filme é ainda detentor de uma esplêndida fotografia e de uns notáveis e discretos efeitos especiais, que nos conseguem mostrar diferentes Brad Pitt, de acordo com todas as fase de velhice, juventude e criancice. Excelentes são também as reconstituições das diversas épocas retratadas.

"O Estranho Caso de Benjamin Button" é um grande conto sobre um homem incomum, as pessoas e lugares que ele vai conhecendo ao longo do caminho, os amores que encontra, as alegrias da vida e a tristeza da morte, e, sobretudo, o amor que prevalece para além do tempo. E lança uma importante mensagem: todos podemos ser diferentes e não devemos ser condenados por isso. Por tudo isto, "O Estranho Caso de Benjamin Button" é um sério candidato aos Óscares…

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…e ao Mundo! Hoje, dia em que Barack Obama é proclamado 44ª Presidente dos E.U.A, a esperança num futuro mais próspero e animador é restabelecida.

Milhões de pessoas assistiram, em Washington, ao juramento de Obama, numa cerimónia solene dotada de uma segurança nunca antes vista. O facto de Obama se tornar no primeiro Presidente negro poderia aumentar as potenciais ameaças de extremistas ou membros de grupos racistas. Por isso, foi montado um esquema de segurança sem precedentes: 20 mil polícias, soldados e agentes estavam espalhados pela capital e, durante a cerimónia, caças foram sobrevoando a área, assim como barcos da Guarda Costeira, equipados com metralhadoras, patrulharam o Rio Potomac...

Um dia de posse histórica! O sonho americano recomeça no momento em que a Casa Branca abre as suas portas ao primeiro “inquilino” negro, perante milhões de testemunhas. Não se sabe exactamente quantos estiveram hoje, em Washington. Fala-se de 2 milhões de pessoas que estiveram, ao frio, a assistir à tomada de posse. Um número suficiente para que a torne na maior cerimónia de sempre do género.

As expectativas dos norte-americanos e do Mundo nunca estiveram tão altas, assim como a fé depositada no sucessor de George W. Bush. Apesar do novo Presidente dos Estados Unidos herdar duas guerras muito desgastantes, no próximo Oriente, é na política interna que se centra a grande prioridade do mandato de Barack Obama, ou seja, combater a pior crise económica desde a grande depressão.

Não há dúvida de que a eleição de Obama tem sido celebrada por enormes massas, pelo Mundo inteiro. Mas o capital de esperança que a mesma suscitou pode vir a ser contestado por muitos, desde o anti-americano Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, até ao regime do Irão. Ou políticos e outros países que não vêem em Barack Obama uma força de mudança, mas sim aquilo que ele realmente representa a partir de hoje, ou seja, o quadragésimo quarto Presidente dos Estados Unidos da América.

Mas quarenta anos após o assassinato de Martin Luther King, Barack Obama, um afro-americano, ser eleito Presidente, é um feito para a História. E hoje, todos fomos um pouco americanos, ao nos juntarmos a eles nas suas aspirações, esperanças e sonhos. Que também são nossos! God bless America!

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A 66ª edição anual dos Golden Globe Awards teve lugar no passado Domingo, 11 de Janeiro, no The Beverly Hilton Hotel. Depois da “assombração” da greve sentida no ano passado, o glamour voltou ao tapete vermelho e à cerimónia em geral. Muitos foram os apresentadores famosos da noite: Drew Barrymore, Pierce Brosnan, Sandra Bullock, Gerard Butler, Glenn Close, Patrick Dempsey, Johnny Depp, Cameron Diaz, David Duchovny, Jake Gyllenhaal, Salma Hayek, Dustin Hoffman, Jessica Lange, Eva Longoria, Jennifer Lopez, Eva Mendes, Demi Moore, Hayden Panettiere, Chris Pine, Zachary Quinto, Susan Sarandon, Martin Scorsese, Sting, Emma Thompson, Sigourney Weaver, Renee Zellweger, entre muitos outros. Uma verdadeira noite de estrelas!

O filme "Slumdog Millionaire" foi o grande vencedor, levando quatro galardões nas categorias a que estava candidato, incluindo Melhor Filme e Mehlor Realizador para Danny Boyle. Kate Winslet recebeu dois Globes, por Melhor Actriz Dramática em "Revolutionary Road" e Melhor Actriz Secundária em "The Reader”.Não menos surpreendente foi "The Wrestler", que também teve direito a dois: Melhor Actor Dramático para Mickey Rourke e Melhor Canção para Bruce Springsteen. Destaque para a entrega póstuma do prémio ao Melhor Actor Secundário para Heath Ledger.

Confiram a lista completa dos vencedores da 66ª edição anual dos Golden Globes, apresentada pela Hollywood Foreign Press Association em Beverly Hills, California:

CINEMA:

Best Picture, Drama: "Slumdog Millionaire"

Best Actress, Drama: Kate Winslet, "Revolutionary Road"

Best Actor, Drama: Mickey Rourke, "The Wrestler"

Best Picture, Musical or Comedy: "Vicky Cristina Barcelona"

Best Actress, Musical or Comedy: Sally Hawkins, "Happy-Go-Lucky"

Best Actor, Musical or Comedy: Colin Farrell, "In Bruges"

Best Supporting Actress: Kate Winslet, "The Reader"

Best Supporting Actor: Heath Ledger, "The Dark Knight"

Best Director: Danny Boyle, "Slumdog Millionaire"

Best Screenplay: Simon Beaufoy, "Slumdog Millionaire"

Best Foreign Language: "Waltz With Bashir," Israel

Best Animated Film: "Wall-E"

Best Original Score: A.R. Rahman, "Slumdog Millionaire"

Best Original Song: "The Wrestler" (performed by Bruce Springsteen, written by Bruce Springsteen), "The Wrestler"

TELEVISÃO:

Best Actress, Drama: Anna Paquin, "True Blood"

Best Actor, Drama: Gabriel Byrne, "In Treatment"

Best Series, Musical or Comedy: "30 Rock"

Best Series, Drama: "Mad Men"

Best Actress, Musical or Comedy: Tina Fey, "30 Rock"

Best Actor, Musical or Comedy: Alec Baldwin, "30 Rock"


Best Miniseries or Movie: "John Adams"

Best Actress, Miniseries or Movie: Laura Linney, "John Adams"

Best Actor, Miniseries or Movie: Paul Giamatti, "John Adams"

Best Supporting Actress, Series, Miniseries or Movie: Laura Dern, "Recount"

Best Supporting Actor, Series, Miniseries or Movie: Tom Wilkinson, "John Adams"

O Cecil B. Demille Lifetime Achievement Award, que no ano passado tinha sido adiado, devido ao cancelamento do espectáculo, foi finalmente entregue... a Steven Spielberg

Mais informações em www.goldenglobes.org

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Uma verdadeira surpresa. Nunca pensei que viesse a gostar tanto de um filme considerado como “destinado a adolescentes”. Podia ser mais um teen movie, mas apenas porque os principais protagonistas são jovens? Não me parece… Por outro lado, ao entrar na sala, ia confiante por se tratar de um filme de vampiros, de que eu gosto tanto. Mas não era nem uma coisa, nem outra...

O que fui encontrar no cinema foi uma obra bem mais interessante. De vampiros, de facto, mas diferente de tudo o que já tinha visto: “vampiragem” com muito romance à mistura. Nestes vampiros, não se vêm ferroadas nos pescoços, nem medo à luz do dia. Neles, vemos um outro lado, que não apenas o de serem maus e alimentarem-se exclusivamente de sangue humano. Portanto, “Crepúsculo” apresenta-se como sendo diferente de todos os outros filmes do género até à data. Todo o enredo à base do romance, os diálogos, a estética, luz, todos os ambientes e envolvência, está tudo muito bem conseguido. Acrescente-se as convincentes interpretações dos actores, com destaque para o par Kristen Stewart (Isabella Swan) e Robert Pattinson (Edward Cullen).

“Crepúsculo”, o filme, é adaptação de uma série de livros criados pela escritora americana Stephenie Meyer. Podia ser como qualquer outra história, não fosse a existência de um elemento irresistível e inesperado (para qualquer idade, note-se): o objecto de paixão da protagonista é um vampiro. Isabella Swan, acabada de chegar à nublada e húmida cidade de Forks, contra a sua vontade, tenta adaptar-se à vida provinciana do lugar, onde todos se conhecem, e habituar-se a viver com o pai, com quem nunca convivera. Eis que, no seu destino, se cruza Edward Cullen, um rapaz estranhamente belo, perfeito, misterioso e, aos primeiros sinais, hostil à sua presença, o que provoca em Bella um misto de inquietação desconcertante e fascínio. Ela acaba por se apaixonar, mesmo quando ele a avisa de que representa um risco para ela. Mas Bella não é uma rapariga comum, mesmo sendo ele um vampiro. Ela apenas precisa controlar o seu corpo quando Edward a toca. Ele, por seu turno, a controlar a sua sede pelo sangue dela. Em meio a medos, descobertas e alguns sobressaltos, Edward é, de facto, perigoso. Mas não se pense que neste universo idílico e fantasioso, não há espaço para a acção e o suspense. Há momentos bem interessantes, neste aspecto, que dão bom ritmo ao filme.

As personagens, construídas por Stephenie Meyer, humanas ou nem por isso, mostram-se de tal forma familiares nos seus dilemas e comportamentos, que o sobrenatural acaba por nos parecer normal. Só assim se torna plausível - e irresistível - a paixão de uma adolescente de 17 anos por um encantador vampiro. Em suma, este é um dos melhores filmes de vampiros (se é que se pode qualificar como tal) dos últimos tempos. Uma boa surpresa que vale a pena ver.

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Mais uma vez e após o intenso período de festas natalícias, o Pedro Reis fez jus ao seu apelido e celebrou o Dia de Reis em sua casa, com o apoio da sua Maria Duarte. Esta é já uma habitual, e sempre agradável, forma de encerrar a Quadra, onde a casa é palco de reencontros, animadas conversas, alguma dança, com deliciosos queijinhos e vinho a acompanhar.

Na passada Sexta-feira, o fantástico serão decorreu até às...6h da manhã (pelo menos para mim). Que bela maneira de começar o ano, entre amigos e muita animação. Agora resta esperar pelo Carnaval para mais folia.

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Quem não conhece o Tintin? Tal como o Mickey, o Ásterix e outros, o Tintin sempre fez parte do nosso imaginário. Em Portugal, até chegou a ter uma revista de banda desenhada com o seu nome, que se afirmava destinar a todos, “dos 7 aos 77 anos”. Pois bem, tal como o famoso rato da Disney, chegou agora a vez de celebrar os 80 de Tintin.

Na primeira aparição na BD, no suplemento infantil do jornal belga "Vingtième Siècle", a 10 de Janeiro de 1929 e a preto e branco, tal como as oito aventuras que se seguiram (que mais tarde veram a ser redesenhadas a cores), Tintin partia, de comboio, para o "País dos Sovietes". Aí, o nosso intrépido herói viria a escrever a sua primeira e única reportagem. Foi um sucesso imediato, apesar de ser um começo caracterizado por alguma ingenuidade e pelo desenvolvimento do argumento ao correr dos desenhos, mas onde Hergé já revelava as suas maiores qualidades - domínio do planeamento, dinamismo do traço, construção do enredo - que vieram a fazer dele um dos maiores expoentes da 9ª arte. Seguiram-se mais 22 aventuras de Tintin, que conquistou um lugar à parte no imaginário colectivo.

Depois da Rússia, Hergé levou o seu herói, acompanhado pelo seu Fox Terrier Milou, de África aos Estados Unidos, passando pela América do Sul, Oriente e um pouco por toda a Europa, levando-o ainda, espantem-se, até à Lua, 20 anos antes de Armstrong ter posto lá os pés. Com Tintin, Hergé construiu uma obra equilibrada e deslumbrante, traçada num estilo de linha clara (consta que em 1928. Hergé descobriu, através de jornais mexicanos enviados para Bruxelas, a melhor banda desenhada da época — Krazy Kat, Bringing up Father, The Katzenjammer Kids. Desde então, decidiu elaborar uma verdadeira banda desenhada e não um mero texto suportado por imagens, fazendo-se reger pela aventura, a amizade, a lealdade e um forte sentido de justiça.

Tintin tornou-se um ícone e permanece perfeitamente legível. Com mais de 230 milhões de álbuns vendidos, a actualidade de Tintin, a nível editorial (dado que o último álbum original data de 1976 e que Hergé faleceu em 1983), advém das sucessivas reedições dos seus álbuns, em novas línguas e dialectos (que somam mais de 50) e/ou formatos, como o recente "Tout Tintin", que compila as 24 histórias num único tomo de 1694 páginas. É obra!

O nosso herói permanece mais vivo do que nunca. A inauguração do Museu Hergé está prevista para para 22 de Maio, data do 101º aniversário do nascimento do “pai” de Tintin, situado em Louvain-la-Neuve, na Bélgica. Um espaço desenhado com a forma de um prisma, quase sem ângulos rectos, pelo arquitecto francês Christian de Portzamparc. E um filme sobre esta personagem vai ver a luz em breve.

A vontade de Steven Spielberg adaptar Tintin era tão grande que o levou a conversar com Hergé sobre o assunto, tendo adquirido logo os direitos cinematográficos, ainda em 1983, tendo muitos ficado encantados com o interesse deste realizador, à luz do que este conseguira atingir como o seu Indiana Jones, nomeadamente o espírito de aventura que percorre nos seus filmes. Mais tarde, em 2007, após acordo com os herdeiros de Hergé, Spielberg veio anunciar uma trilogia, com actores de carne e osso, em parceria com Peter Jackson, em que o primeiro filme seria realizado por si e baseado no díptico "O segredo da Licorne"/"O Tesouro de Rackham, o terrível", e estrearia em 2008. O segundo filme da “saga” seria dirigido por Jackson, com base em "As Sete bolas de Cristal"/"O Templo do Sol", vindo-se a juntarem os dois para realizar a última película, sobre "Rumo à Lua"/ "Explorando a Lua". Infelizmente, as dificuldades para conseguir os 130 milhões de euros de financiamento do projecto atrasaram-no sucessivamente, estando agora previsto o início das filmagens para Fevereiro deste ano, com estreia marcada para 2010.

Para além de Milou, um cão inteligente que sendo um fiel companheiro, é também cúmplice de todas as aventuras do dono, Tintin esteve sempre rodeado de uma notável galeria de personagens secundárias – como o Capitão Haddock, sobretudo, mas também Tournesol, os irmãos Dupond e Dupont, a Castafiore, entre tantos outros, como o português Oliveira da Figueira.

Tintin, um herói altruísta e defensor da justiça, nascido jornalista e destinado a correr mundo e viver as aventuras mais empolgantes. Em Portugal, surgiu pela primeira vez em 1936, mas anda há 80 anos a percorrer o Mundo...

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A história de "O dia em que a Terra parou" parece simples, mas reveste-se de extrema importância nos dias que correm. Um entretenimento ficcionado que se assume como um subtil recado para todas as pessoas e, principalmente, para os actuais Governantes, sobre as consequências da negligência ambiental e da má gestão ecológica do nosso planeta que tem sido levada a cabo. Mas centremo-nos na narrativa. Um alienígena, que se denomina Klaatu, viaja, juntamente com o robot gigante Gort, até à Terra, com o objectivo de fazer um alerta a todos os seus máximos representantes: se continuarem a constituir uma ameaça para a Terra e, em consequência, para todos os seus seres vivos, todos os humanos do planeta deverão ser exterminados!

Assim que chega à Terra – mais precisamente a Manhatan, no Central Park, EUA, algumas pessoas da mais alta patente parecem não querer ouvi-lo, preferindo fazer da sua presença uma grande ameaça. Má escolha... Klaatu vai tendo algumas decepções com os humanos ao se deparar com o desenfreado recurso que fazem das armas de fogo. E, por isso, faz um ultimato: a Terra será destruída, caso os seus conscientes habitantes não mudem de postura. Enquanto vai direccionando, remotamente, todas as criaturas vivas do planeta para umas grandes bolas, como se de Arcas de Noé se tratassem, Klaatu acaba por conviver, por um tempo, com uma família de classe média, e começa a reformular a decisão de se vale a pena tentar salvar nosso planeta da destruição...

Keanu Reeves é o protagonista deste filme, realizado por Scott Derrickson (o mesmo de "O Exorcismo de Emily Rose"). Jennifer Connelly e Jaden Smith, o filho do actor Will Smith, que se estreou no cinema em "À Procura da Felicidade", completam o elenco principal.
"O Dda em que a Terra parou" trata-se de um “remake” do filme de ficção científica dos anos 50, de Robert Wise, com o mesmo nome, que dá que pensar, e a sua temática permanece viva até à actualidade. Hoje mais do que nunca.

O desenrolar do filme pode gerar alguma reflexão. Afinal, a forma adoptada por Klaatu para garantir a harmonia ecológica é a opressão: a Terra iria ser destruída sem piedade. Contudo, num desenrolar de acontecimentos tão importantes e derradeiros, afinal é o fim da raça humana que está em causa, não se sente credibilidade suficiente nas reacções das personagens perante o aproximar de um “decreto” avassalador.

"O dia em que a Terra parou", tal como “A guerra dos mundos”, pode vir a entrar no universo das mais importantes obras de ficção científica no cinema. Um filme que, para além das questões filosóficas que apresenta, entretém q.b. e é possuidor de uma mensagem, infelizemnte, atemporal. A ser visto especialemnte pelos amantes de filmes sobre visitantes de outros planetas...

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Entre o Natal e a passagem de ano, fui, com um grande amigo meu, passear até Praga. Uma “fuga” de apenas quatro dias, que me soube extraordinariamente bem, apesar do frio que se fazia sentir (-4 graus).

Praga, a capital e a maior cidade da República Checa, é conhecida como a "cidade das cem cúpulas" e é uma das metrópoles mais belas da Europa, famosa pelo seu extenso património arquitectónico e uma intensa vida cultural (ligada a nomes como os compositores Dvořák e Smetana e os escritores Franz Kafka, Rainer Maria Rilke, entre outros). Situada na região da Boémia central, a cidade de Praga assenta em sete colinas (tal como Lisboa), nas margens do sinuoso rio Vltava, dando a conhecer belas e antigas pontes, com a presença imponente do grande Castelo de Praga, em Hradcany.

Na minha curta estadia, tive oportunidade de visitar os pólos mas turísticos da cidade, bem como de experimentar a sua interessante gastronomia, incluindo típicos “petiscos” acompanhados de vinho quente. Assisti a dois concertos de música clássica (estão disponíveis em quase todas as igrejas e algumas sinagogas), subi à Torre do Relógio para uma magnifica vista do centro histórico, comprei um daqueles típicos à cossacos (para me aquecer ainda mais) e ainda conheci um simpático grupo de turistas americanos (de entre eles destaco Tanja, designer da Ralph Lauren). Nada mau, para três dias, hã? Aconselho, vivamente a visitarem as belezas desta cidade. Praga maravilha-nos a valer!

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Nada como um bom reveillón para dar as boas entradas a um novo ano que se inicia... E como em boa receita não se deve meter colher, os meus amigos e eu decidimos repetir a experiência, voltando a fazer a passagem de ano no Arena Lounge, do Casino de Lisboa. Um espaço agradável e descontraído, possuidor de uma estrutura circular que deu origem ao seu nome. Novamente, uma ementa irrepreensível, que incluiu um amuse-bouche de salmão, salada de camarão salteado, strudel de caça, entre outras iguarias.

Enquanto degustávamos tudo o que nos iam servindo, tivemos a companhia do surpreendente grupo Voodoo Marmalade, composto por oito músicos que, com ukaleles, cavaquinhos, baixo e percursão, nos iam divertindo com a suas interpretações algo folk de standards pop e rock das mais variadas épocas. Os poucos figurantes que iam passando, bem como os empregados que nos serviam, estavam trajados sob o signo do rock, não fosse a noite pertencer a um grande grupo português dessa índole. Houve também espaço para a performance de um ginasta, que envolto em grandes lenços, executou bonitos movimentos de acrobacia.

A passagem do ano foi feita com a boa disposição do Nuno Eiró, de quem eu tenho o prazer de conhecer pessoalmente. Logo a seguir às doze badaladas, a euforia decorreu ao som dos Abba, o que não deixou de ser oportuno, quando o ano de 2008 foi marcado pelo revivalismo desta banda sueca, graças ao filme Mamma Mia.

Seguiu-se um excelente concerto da mais emblemática banda rock nacional, os Xutos & Pontapés. Eles foram os grandes protagonistas de mais um grande reveillon do Arena Lounge e deram-nos o prazer de celebrar os primeiro momentos de 2009 ao som de clássicos como “Contentores”, “Maria”, “Não sou o único” ou ““A minha casinha”, entre tantos outros, que colocaram todo o Casino de Lisboa a cantar. Foi um prazer poder apreciá-los ao vivo e tão perto.

Após a despedida dos Xutos, foi a vez de entrar o DJ Rui Remix, que, com sabedoria, não deixou baixar o ritmo da excitação que se fazia sentir e, num outro registo, pôs toda a gente a dançar. Uma grande festa! Assim vale a pena entrar no novo ano. Feliz 2009 para todos!!!

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