Sem dúvida, este é o ano de Alice… A do “País das Maravilhas”. A tal rapariga inocente (?), criada pela escrita de Lewis Carroll e que já conheceu as mais diversas adaptações… De facto, desde que começou 2010, já aconteceram inúmeras manifestações. Senão, vejamos...

O "Lux" fez, logo em Janeiro, uma grande festa, a que denominou de “Wonderland”. No meio de fantásticas máscaras, saídas do imaginário de Carroll e do filme da Disney, e de muita animação, este evento foi um prelúdio do ano que estava a começar… E quem era Alice? A Lili Caneças, cujo nome próprio é Alice.

A seguir, chega-nos o tão esperado filme de Tim Burton. O mesmo ainda está nos cinemas e vale bem a pena. Nele, Alice já tem 19 anos de idade e regressa ao excêntrico mundo que encontrou pela primeira vez, quando era criança, reunindo-se com todas a personagens que conhecera na infância: o Coelho Branco, Tweedledee e Tweedledum, a Lagarta, o Gato Cheshire, a Lebre Maluca e, claro, o Chapeleiro Louco. Esta nova Alice embarca numa fantástica viagem para encontrar o seu verdadeiro destino no País das Maravilhas e acabar com o reino de terror da Rainha Vermelha. E, claro, Tim Burton era o reallizador perfeito para uma nova versão de "Alice no País das Maravilhas", em carne e osso. Burton não adapta o conto de Lewis Carroll, propondo antes uma continuação. Digamos que é o seguimento do filme da Disney, adaptado de “O outro lado do espelho”, de Carroll.
Muito interessante, o “twist” proposto. Alice está mais velha e a sua ida ao País das Maravilhas é um regresso. Aborda-se, assim, o “esquecimento” da infância e da magia, quando se chega à vida adulta (algo que já tinha acontecido em “Hook”, que também não era fiel à tradução literal de “Peter Pan”). Mas o filme é, acima de tudo, um deleite visual e uma viagem a um mundo de maravilhas, ainda mais excêntrico graças à tecnologia de 3D . E no final, uma dica – um pouco de loucura ajuda a tornar o nosso mundo actual mais encantador e a nossa vida um pouco mais sadia e, quem sabe, maravilhosa…

Depois, é ver todo um multifacetado universo de media a adoptar este imaginário. Recentemente, a prestigiada revista de decoração "A.D. - Architectural Digest", na sua versão espanhola, fez toda uma produção de Alice para mostrar as maiores novidades no campo dos… tecidos e telas estampadas. Já para não falar de produções de moda que têm sido mais que muitas, na "Vogue" e outras tantas…

Agora, até o fenomenal evento “Sensation”, que vai acontecer a 19 de Junho no Pavilhão Atlântico, se inspira neste universo, recebendo o subtítulo de “Wicked wonderland”. Nem Lewis Carrol alguma vez imaginou que o mundo de Alice viesse a ter tamanha abrangência… Sem sombra de dúvida, 2010 é regido pelo signo de "Alice no País das Maravilhas".

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