Pode uma garrafa de alumínio, criada para matar a sede de desportistas, transformar-se em objecto de culto e ter a sua marca associada aos universos da moda e do marketing? Claro que pode, desde que se chame Sigg Switzerland! Hoje, Sigg é vista como uma marca de optimismo e esperança., de pensamento avançado e positivo. Mas a história da empresa começou em 1908, quando Ferdinand Sigg, um especialista em processamento de metais, e o seu colega Xaver Küng, fundaram uma fábrica para produzir produtos em alumínios em Biel, nos arredores de Zurique, na Suíça. Ambos acreditavam que o alumínio seria o metal do futuro e começaram a fabricar vários produtos como garrafas de água, frigideiras e outros itens domésticos sob a marca SIGG. Cedo conheceu o sucesso e em 1917, a empresa mudou-se para a vila de Frauenfeld e adoptou oficialmente o nome de SIGG AG Aluminiumwarenfabrik. No decorrer das décadas, os produtos da marca SIGG tornaram-se presença constante nos lares suíços.

Fruto de o governo suíço ter proibido a utilização de determinadas garrafas para líquidos nas escolas públicas, por não haver nenhuma que atendesse as necessidades de saúde, higiene e ecologia, em 1983, nasceu a Sigg Bottle, com o intuito de adequar uma garrafa aos padrões exigidos pelas escolas. Uma garrafa prática, higiénica, saudável, ecológica e a única até hoje, que aceita qualquer tipo de bebidas, não deixando gosto nem cheiro, não criando fungos e totalmente hermética. Devido ao seu carácter prático, à qualidade e ao seu design, as garrafas foram-se tornando moda na Europa e, posteriormente, no mundo inteiro.

As primeiras garrafas desportivas foram lançadas no mercado na década de 90. Preocupada com os bilhões de resíduos plásticos produzidos anualmente em todo o mundo, a empresa dedicou-se à concepção de uma garrafa apelativa e reutilizável, que as pessoas passariam a usar em vez das banais garrafas de plástico. A primeira garrafa desportiva (com capacidade de 0.75l e uma distintiva tampa) foi apresentada em 1992 e o sucesso foi tal que, logo no ano seguinte, as divertidas garrafas SIGG ganharam um lugar cativo no Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova Iorque. Rapidamente, as notáveis garrafinhas de alumínio da marca tornaram-se uma verdadeira mania nas academias de ginástica. De tal modo que a partir de 1999, a SIGG passou a dedicar-se exclusivamente à produção das garrafas reutilizáveis e amigas do ambiente, fabricadas 100% em alumínio, resistentes ao choque, e que mantinham a água (refrigerante ou qualquer outro líquido) fresca, livre de sabores e odores.

Assim adoptou a prioridade de explorar o rico segmento dos ginásios, sem perder de vista as infinitas possibilidades do mercado fashion, com produtos como uma garrafa com cinto de couro Louis Vuitton, por exemplo.


«Mais de 90% dos impactos ambientais produzidos por uma garrafa de plástico acontecem antes de o consumidor a abrir», afrima o Dr. Allen Hershkowitz, um cientista sénior da U.S. Natural Resources Defense Council. Para terem uma ideia disto, este cientista diz que podemos encher ¼ de uma garrafa com líquido para simbolizar quanta energia consome cada garrafa…

Em todo o mundo, mais de 60 biliões de toneladas de desperdício de plástico são produzidos todos os anos. O plástico é particularmente nocivo porque não é biodegradável e partículas de plástico podem, eventualmente, fazer parte da nossa cadeia alimentar por, por exemplo, permanecerem nos nossos oceanos. Em algumas partes do imenso mar, encontramos 5 vezes mais plástico do que plancton… Por isso, a marca helvética propõe a reutilização de uma garrafa que, após uma longa vida, pode, também ela, ser reciclada. Evolução do velho cantil militar, a garrafa da suíça SIGG é produzida com sofisticados processos de fabricação em alumínio de alta qualidade. Além disso, é leve, durável e ecológica. A beleza das cores, do design e do acabamento é notável. O interior da garrafa é revestido com um verniz não-tóxico à base de água, que tem como principal característica não deixar cheiro, nem gosto nas bebidas. Este verniz especial tem uma durabilidade infinita, até mesmo se a garrafa ficar machucada, pois é maleável. Este tratamento interno também evita a criação de fungos nocivos à saúde, e de resistência a ácidos, mantendo as características originais do líquido. Possui, ainda, uma tampa que protege o bico contra a sujidade e sistema de vedação que abre e fecha apenas com o auxílio de uma mão.

Aliado a este conceito ecológico, tem uma forte componente de aposta no design com a premissa “Hydrate in Style” e, nos últimos anos, os suíços transformaram a sua famosa garrafa em veículo de excelência para marketing. Edições personalizadas têm sido usadas como brindes em eventos, como um lançamento mundial da Audi ou um torneio de snowboard da Red Bull. O licenciamento tem sido também recorrente, e os produtos têm sido estampados, por exemplo, com personagens da Disney ou da Hello Kitty. O que tem feito a sua fama é uma abordagem inspirada na Swatch, a marca conterrânea, fabricante de relógios. Em ambos os casos, encontramos a estratégia de replicar um produto simples num sem número de cores e desenhos, para as pessoas coleccionarem. E uma garrafa pode não ser tão “apelativa” como um relógio, mas as imagens de celebridades com uma SIGG na mão ajudam a criar uma mística em volta da marca helvética. É, por isso, comum vermos Cameron Diaz, Gisele Bündchen e Cindy Crawford entre outros, fotografados com as garrafinhas fashion nas mãos.

A entrada no mercado português ocorreu em 2009 e ao invés de abrir lojas, a Sigg apostou numa espécie de quiosques, distribuídos por oito superfícies comerciais. Neste quiosques, a marca mostra toda a colecção e os seus comerciais contam toda a história por trás da marca, partilhando, cara-a-cara os benefícios do produto.
Segundo Michele Starvaggi, responsável pela Sigg, “a maioria das compras é feita por impulso e estas são pessoas que provavelmente nunca tinham pensado em comprar uma garrafa reutilizável. Graças à nossa abordagem ao mercado, consideram, pelo menos, se essa compra faz ou não sentido para elas. Os resultados têm sido espantosos e o conceito, que foi implementado em Portugal, é um modelo a seguir para outros mercados”. O mercado luso acabou então por se revelar uma surpresa positiva para a marca. Estamos, por isso, de parabéns, pois isto demonstra uma consciência ecológica activa.

Actualmente, as engenhosas e divertidas garrafas estão disponíveis em vários tamanhos e com dois tipos de tampas para escolher. Além disso, todos os anos, são lançados mais de 100 designs diferentes, que com suas tampas intercambiáveis possibilitam mais de mil opções de combinações. Não obstante serem amigas do ambiente, 1% dos lucros da SIGG são revertidos a favor da organização de protecção ambiental “1% For The Planet”.

Resumindo, as Sigg são garrafas ecológicas, reutilizáveis e recicláveis, que têm tanto de fashion como funcionais. Porque o futuro é verde e limpo, reciclar garrafas de plástico é bom, mas usar uma garrafa de água reutilizável é muito melhor para o ambiente. Eu já tenho a minha, que levo sempre para a praia, e aconselho vivamente. Há-as com diversos e originais padrões e vários tamanhos. Não custa nada contribuirmos para a diminuição de desperdício no nosso planeta, mesmo que sejam com pequenos gestos como este.

1 comentários

Quando um GPS pode mudar o destino… Assim, de arrebatador, começa este filme, onde várias pessoas, sem ligações entre si, vão se cruzando em situações de extremo desespero. Num determinado momento, algo de inesperado lhes acontece e que irá mudar radicalmente o rumo das suas vidas… Cabe, a cada uma das personagens, moldar o seu próprio destino, de modo a perseguir a felicidade. Mas há destinos que só se alcançam depois de se alterarem o dos outros…

O argumento do filme é da autoria do também realizador português, Fernando Fragata. Autor, entre outros, de "Sorte Nula" e "Pesadelo Cor-de-Rosa", desta feita, Fragata traz-nos um poderoso drama humano, em que destinos sem relação entre si passam a estar entrelaçados das formas mais bizarras. É um filme convincente e muito interessante. Faz-nos pensar o modo como as nossas acções podem desencadear outras, bem mais definitivas…

O entorno do enredo, ou seja, o pano de fundo onde se desenvolve a acção, é sublime. Percebe-se que o realizador procurou (e se apaixonou por) a beleza e a evasão das paisagens americanas, fazendo bom uso da paisagem natural e urbana dos E.U.A. Contudo, o grande trunfo do filme surge na escolha do elenco. E a grande mais-valia de Fernando Fragata é, com efeito, a direcção de actores. Aqui, com actores portugueses e americanos, desde Ana Cristina Oliveira, Evelina Pereira e Joaquim de Almeida a Michelle Mania, Scott Bailey e Skyler Day (uma fantástica e credível adolescente), os desempenhos nunca nos parecem forçados. E as emoções das personagens soam-nos muito espontâneas.

O filme peca um pouco pela pobreza dos diálogos. Um mal menor disfarçado pelo facto de acontecerem em inglês… Já a banda sonora cai, por diversas vezes, em algum exagero, como se de um épico se tratasse, tornando-se demasiado presente em alturas em que deveria estar mais contida. E no universo "confortável" dos filmes, em que todas as personagens têm direito a um final feliz, quando este termina, temos uma sensação agri-doce, com um encontro "demasiado" fatal com o destino. O que deixa a nossa mente a divagar...

“Contraluz” é um filme “competente”, que está à altura do pretendido e cumpre o seu papel, denotando uma preocupação do realizador/autor pelo actual estado do Mundo e pelas complexas relações entre as pessoas. Recomendo, não o digo apenas com o valoroso intuito de apoiarmos o cinema português, mas porque vale mesmo a pena.

0 comentários

Para a colecção Outono-Inverno 2010-2011, a Dolce & Gabbana conta uma história a preto e branco, retratando o carisma de uma família italiana. E como sua “matriarca”, temos Madonna!

Depois da campanha Primavera-Verão 2010, Madonna continua a dar a cara para a marca. Esta publicidade feminina surge como se de um álbum de fotografias de família se tratasse, onde a dignidade e a beleza encontram todas as suas formas de expressão. Os frames captados por Steven Klein, mostram o quotidiano de uma família orgulhosa, com Madonna no seu núcleo, respirando dignidade e pose. As cenas evocam ternura, às vezes momentos de verdadeira felicidade, com um certo sentido do orgulho e da solidariedade entre membros de uma família. E Madonna é a luz central da família, ela é a história, o ponto da gravidade que atrai todos os seus membros...

Recorde-se que a cantora não é nenhuma novata nestas andanças do “strike a pose”. As diversas mulheres que tem interpretado para os mais importantes fotógrafos do mundo da moda, mostram a sua versatilidade como modelo. Uma das suas primeiras campanhas mais importantes foi em 1995, para a Versace, com fotos de Steven Meisal. A segunda campanha, para a mesma marca, aconteceu ainda no mesmo ano, a cargo de Mario Testino. Anos mais tarde, Madonna, na companhia de Missy Elliott, protagonizou a colecção jovem e casual da GAP. Esta campanha, de 2002, foi fotografada por Steven Klein, outro dos seus fotógrafos favoritos.

Dez anos após a sua campanha para a Versace, Madonna repetiu a pose, desta vez como uma executiva moderna e poderosa, sob o olhar de Mario Testino. Um ano depois, na tourné Confessions Tour, de 2006, Madonna e a sua equipa tiveram o seu vestuário desportivo patrocinado pela H&M, tendo a marca lançado uma colecção com essas peças e, consequentemente, uma campanha com Madonna e o seu team. Esta parceria de sucesso estendeu-se para o ano seguinte, quando a cantora lançou uma linha de roupas casuais, desenhada por ela própria.
Em 2008 e 2009, foi a vez da Louis Vuitton escolher Madonna como "star" das suas campanhas (e de que já aqui dei conta). E, por fim, quem actualmente detém a imagem da superstar é a Dolce & Gabbana, que já há duas estações tem usado Madonna como sua musa de publicidade. Desta feita, as imagens apresentem a material mom, como uma autêntica mamma italiana, tendo a campanha sido inspirada na actriz italiana Anna Magnani.

Entre as colecções da Dolce &Gabbana, Madonna teve ainda tempo para desenhar uma colecção de óculos de sol, denominada MDG, em conjunto com esta dupla de estilistas, actualmente disponível nas melhores ópticas. O resultado é sobejamente sensual... Só podia!

0 comentários

Foi no passado Domingo. Amaury Laverhne, das Ilhas Reunião, sagrou-se campeão mundial de bodyboard, ao vencer o Sintra Portugal PRO, 5ª etapa do circuito mundial, a mais participada e premiada.
Pelo 15.º ano consecutivo, este título foi disputado na Praia Grande pelos melhores da modalidade. Ainda com o campeonato por acabar, este vencedor atingiu já o número total de pontos que lhe permitiu, antecipadamente, conquistar o título mundial, levoando para casa um prize money de 8.000 mil dólares.

“Ver consagrado o Campeão do Mundo nas praias de Sintra é um claro sinal que a aposta destes 15 anos é para manter. O Sintra Portugal PRO é mais antiga prova na Europa e a que tem maior prize money. No que depender da Câmara Municipal de Sintra, a Praia Grande continuará a ser um local incontornável do bodyboard”, sublinhou Lino Ramos, Vereador de Turismo da Câmara Municipal de Sintra.

Nesta edição, destaque para a participação dos bodyboarders portugueses, Manuel Centeno e Catarina Sousa, que chegaram às meias-finais das respectivas categorias (provas Masculina e Feminina), conseguindo a terceira posição, e a obtenção do segundo lugar por parte de uma atleta estreante japonesa, Miya Inoue, que ajuda a promover Sintra num dos mercados emissores, que tem tido mais crescimento.

O Sintra Portugal PRO integra, conjuntamente, com as provas Mundiais do Circuito Grand Slam do Havai, Chile, Brasil e Canárias, a “primeira divisão Mundial” da modalidade, e é considerada a prova mítica do circuito, fazendo já parte da tradição desta jovem modalidade. Factores de excelência contribuem para que a Praia Grande esteja na rota turístico-desportiva mundial das modalidades que requerem boas ondas, sendo um destino de eleição dos praticantes de bodyboard e surf, principalmente pela qualidade das ondas e misticismo do local.

Com um prize money total de 60 000 dólares, esta continua a ser a prova mais premiada de todo o circuito mundial, e é também a etapa mais antiga da Europa.

O apresentador Francisco Mendes, os actores Norberto Paulo e Luís Lourenço e a modelo Joana Caçador, forma alguns dos jovens que se associaram ao Sintra Portugal PRO 2010, marcando presença na apresentação oficial da prova mítica do circuito mundial de bodyboard, antes do arranque da competição.

Este foi todo um envolvimento do Pelouro de Turismo da Câmara, ao qual agora pertenço. A realização deste evento tem trazido ao Concelho de Sintra milhares de visitantes, nacionais e estrangeiros, e diversos sponsors, justificando o investimento do Município, com resultados directos na restauração e hotelaria locais e na promoção internacional da "Capital do Romantismo". Mais info em www.sintraromantica.net

0 comentários