Para quem ainda não teve o prazer de o conhecer, Portugal dos Pequenitos (e não Portugal do Pequeninos, como é costume ser referido), é um parque temático sito no Largo do Rossio de Santa Clara, em Coimbra, especificamente concebido e construído como um espaço lúdico-pedagógico para mostrar às crianças aspectos da arquitectura e da história do Império Português. Iniciado nos finais da década de 1930 e princípios da década de 1940, a concepção e arquitectura do parque, a cargo do arquitecto Cassiano Branco, estão fortemente imbuídas do espírito nacionalista da época. É composto por três áreas distintas, que correspondem às três fases fundamentais de construção.

A primeira parte da construção, efectuada entre 1938 e 1940, é constituída pelo conjunto de casas regionais portuguesas: Solares de Trás-os-Montes e Minho e outras casas típicas de cada região com pomares, hortas e pequenos jardins, capelas, azenhas e pelourinhos. Um mimo! A este núcleo pertence também o conjunto de Coimbra, espaço onde se encontram representados os monumentos mais importantes da cidade. A segunda fase integra a “área monumental”, espaço ilustrativo dos monumentos nacionais, de Norte a Sul do País. De destacar a cópia da janela manuelina do Convento de Cristo, em Tomar, obra em cantaria da autoria de Valentim de Azevedo. Terminada em finais dos anos 50, a terceira fase engloba a representação etnográfica e monumental dos países africanos de língua oficial portuguesa, do Brasil, de Macau, da Índia e, ainda, de Timor, rodeados por vegetação própria destas regiões. Esta fase integra, também, os monumentos das regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

O parque, inaugurado a 8 de Junho de 1940, é um dos mais antigos do Mundo. Acabou de fazer 70 anos, no ano passado. É obra! E não se fica por aqui… Desde Dezembro de 2003, um novo espaço foi criado para acolher, no seu interior, actividades e eventos lúdico-pedagógicos – tal como o Relógio de Sol, obra do arquitecto João Paulo Revez Conceição, dando assim início a uma nova fase arquitectónica do Portugal dos Pequenitos, onde não falta um cantinho dedicado a Sintra, com as típicas chaminés do Palácio.

Com cerca de 400 mil visitantes por ano, o parque representa, de forma pormenorizada e numa escala reduzida (e divertida), um grande número de elementos da arquitectura e História do nosso Portugal, nos seguintes segmentos: Portugal Monumental, Casas Regionais, Países de Língua Oficial Portuguesa (já descritos), Museus do Traje, da Marinha e do Mobiliário. É sem, dúvida, uma excelente opção para um passeio em família! Eu, que fui lá há muito pouco tempo, voltei maravilhado...

O Portugal dos Pequenitos pertence à Fundação Bissaya Barreto, que tem vindo a desenvolver actividades nas áreas da educação, da cultura e da assistência social. Portanto, ao visitarmos o Portugal dos Pequenitos também estaremos a contribuir para estas causas. Vale sempre a pena ir e sentirmo-nos criança outra vez…
Mais info em www.portugaldospequenitos.pt

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Constituída no mês de Dezembro do ano passado, a Confraria dos Sabores de Sintra nasceu da vontade de um grupo de pessoas, profundamente ligadas a Sintra, que pretendem valorizar, defender e promover o património gastronómico e, de uma forma geral, os usos, costumes e tradições da região.

No passado dia 2 de Abril, apresentou-se pela primeira vez, procedendo à entronização dos primeiros Confrades. Entre eles, Paula Taborda, Carlos Veríssimo, Fátima Vilela, Jorge Santos Silva, Augusta Osório de Castro, João Rôlo, Lina Belo e eu próprio, entre muitos outros… 55, no total!

Todos os confrades convidados têm uma ligação especial a Sintra, que passa pela admiração da sua beleza e dos seus encantos, pelos seus produtos gastronómicos, pela sua cultura e história. O que faz com que sejam radicados não só em Sintra, como em locais bem mais distantes. Sendo uma associação que tem, na sua génese, amantes e apreciadores de Sintra, é de referir também a pronta adesão de produtores locais de referência. Entre os produtos mais emblemáticos de Sintra, salientam-se: as Queijadas, os Travesseiros, os Fôfos de Belas, o Vinho de Colares (Ramisco), a Maçã Reineta, o Pêssego de Colares, o Leitão de Negrais, além de outros…

Quanto ao traje, envergado pelos Confrades, o mesmo é constituído por Cartola azul escura (alusiva à época de Eça de Queiroz, escritor intimamente ligado a Sintra), com capa azul escura e sobrecapa, ambas debruadas a verde, bordeaux e ouro, são da autoria do conceituado estilista João Rôlo. A escolha das suas cores acentua as muitas virtudes de Sintra: o azul do mar, o verde da natureza e do seu misticismo, e o bordeaux dos vinhos; o dourado denota a vivência palaciana, justificando a máxima “Ouro sobre azul…”.

A Confraria dos Sabores de Sintra foi apadrinhada, nesta cerimónia, pela Confraria Queirosiana, devido à grande ligação de Eça de Queiroz a Sintra, tendo este acto sido testemunhado por Madalena Carrito, Presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas. Durante a entronização e o jantar que se lhe seguiu, destaco a presença de Fernando Seara, Presidente da Câmara Municipal de Sintra e de José Lino Ramos, Vereador responsável pelo Pelouro do Turismo da Câmara Municipal de Sintra, para além de um número significativo de ilustres convidados, que muito honraram com a pronta adesão a esta iniciativa.

Cada vez mais, a gastronomia e o turismo são indissociáveis. Isto porque a gastronomia, enquanto factor de diferenciação cultural, adquire uma relevância, cada vez maior, na promoção de um destino turístico. Não é à toa que a ANERT – Associação das Entidades Regionais de Turismo tenha defendido, recentemente, que o produto gastronomia e vinhos seja prioritário em todas as regiões… Neste contexto, assume grande importância a valorização e o reconhecimento por parte das confrarias gastronómicas, pelo seu envolvimento em termos culturais, turísticos e sociais.

Por outro lado, as confrarias gastronómicas representam a cultura viva do que é nosso, pois a elas compete-lhes zelar pela preservação e divulgação da identidade e do saber fazer tradicional do património gastronómico. Neste caso, a Confraria dos Sabores de Sintra, ao promover, divulgar e proteger os produtos gastronómicos da região e todos os saberes e tradições que lhe estão inerentemente associados, contribui para a afirmação do interesse turístico e do património cultural de Sintra.

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