Impressionante! Já 30 anos de carreira e a somar... Razão pela qual faço aqui um breve resumo da sua já longa trajetória de êxitos, antes do meu blog, tal como eu, partir de férias... Sob o título “Madonna”, a cantora Madonna Louise Veronica Ciccone lançava o seu primeiro disco há exactamente 30 anos. Este seu álbum inédito consagrou-a como rainha da pop e, tal como hoje acontece com Lady Gaga, as suas excentricidades e ousadia tornaram-se tão conhecidas como a sua música.
Depois do sucesso do single ”Everybody”, lançado um ano antes e que dominou o mercado mundial, este primeiro disco chegou às lojas no dia 27 de Julho de 1983, com oito canções, de entre as quais se destacam “Lucky Star”, “Burning Up” e ”Borderline”, com produção de Reggie Lucas. Mais tarde, Madonna e Jellybean acrescentaram novos elementos às faixas, e este DJ teve a ideia de buscar uma faixa que havia sido descartada. A canção ainda hoje um hit total:”Holiday”. Simplesmente “Madonna”, um álbum pop repleto de sintetizadores, com ar jovial e letras simples, que falavam de amor ou simplesmente de dança e que tinha como referência os ambientes disco, dance e black music. Madonna começava oficialmente a sua trajetória na música, tornando-se uma das mais importantes artistas do momento. Após o sucesso de seus segundo LP, “Like a Virgin”, este seu trabalho de estreia veio a ser reeditado sob o título de “The First Album”, com uma nova imagem de capa.
Madonna, nascida em 1958, em Michigan, nos Estados Unidos, rapidamente se transformou na mulher indomável que hoje conhecemos. Apesar de alguns classificarem a sua vestimenta como escandalosa, nos idos anos 80, com meias de rede e jóias que evidenciavam a cruz cristã, estes items popularizaram-se entre os vários jovens que viam nas excentricidades da cantora um ícone rebelde e transgressor a ser seguido... Mas para além das polémicas, com os ensaios fotográficos publicados na Playboy e na Penthouse, e das irreverências, como na festa dos prémios da MTV de 1984, quando apareceu a usar um vestido com um cinto escrito Boy Toy, as excentricidades de Madonna eram, para muitos, simples provocações, outros apontavam, porém, que por trás daqueles “escândalos” havia uma crítica ao puritanismo da sociedade americana dos anos 80. Enquanto isso, Madonna passava ao lado, começando a ser aclamada não apenas nos Estados Unidos, mas em quase todo o mundo, com o lançamento de seu terceiro LP “True Blue”, com o qual popularizou temas como ”Papa Don't Preach”, “Open Your Heart” e “Live to Tell”. Sucessos que a cantora não quis que se limitassem à música, razão pela qual se aventurou no grande ecrã. Esta sua incursão no cinema com “Desperately seeking Susan” e “Who’s that girl”, não conseguiu, contudo, obter o beneplácito dos críticos. Só anos mais tarde, a sétima arte acabou por se render aos encantos de Madonna quando, em 1997, ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz pela sua interpretação como Eva Perón, no filme “Evita”. Aí já triunfava uma Madonna classificada como incontestável rainha da pop. Apesar de seus discos seguintes, “Like a Prayer” e “I'm Breathless”, também não terem passado isentos de polémica, os anos 90 chegaram e, com eles, uma Madonna mais tranquila, que daria à luz a sua primeira filha, Lourdes Maria Ciccone Leon. As excentricidades da cantora passaram para um segundo plano e a atenção foi voltada para sua vida sentimental e familiar, sobretudo com o nascimento de seu segundo filho, Rocco, e a adoção das crianças malauíes David Banda e Mercy James. “Ray of Light”, “Confessions on a Dancefloor”, “Hard Candy” e “MDNA” são alguns dos bem-sucedidos trabalhos originais de uma Madonna estável, a quem o triunfar no mundo da música acabou por se transformar em algo corriqueiro, distancinado-se daquela outra Madonna provocante, que reapareceria apenas em contadas ocasiões, pois Madonna nunca deixou esta sua faceta mais irreverente de lado. Por exemplo, em 2003, na entrega dos prémios MTV, a cantora decidiu beijar na boca, ao vivo e em directo, as “princesas” da pop: Christina Aguilera e Britney Spears. Aos 54 anos, fazendo 55 no próximo dia 16 de Agosto, Madonna continua a ser a rainha absoluta da pop. Um trono conquistado com as suas músicas, polémicas e excentricidade, mas sobretudo, muito talento e gestão, que transformou esta mulher numa lenda viva nestas últimas três décadas. Até Cher, que anda nestas lides há bem mais tempo, diz dela: “Hoje eu celebro a beleza e poder e isso é a Madonna! Não existe outra! Nenhuma outra pode tomar o seu lugar ou ter a beleza de seu rosto. O que eu penso, digo ou quero dizer é que Ela é o poder! E eu a respeito! PS: Eu importo-me pouco com o que os outros pensam disso”. Parabéns, Madonna! Trinta anos de carreira, do primeiro álbum e por te tornares na mais importante e sucedida cantora pop do mundo!

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