Artur (Charlie Hunnam) é um jovem que controla os becos de Londonium e desconhece por completo o seu predestino até ao momento em que entra em contacto com a Excalibur. Instigado pela espada, ele precisa de tomar decisões difíceis, enfrentar os seus demónios e aprender a dominar o poder que passou a possuir para conseguir, por fim, unir o seu povo e partir para a luta contra o tirano Vortigern, que destruíra a sua família.

Quando o pai do muito jovem Artur foi assassinado, Vortigern, seu tio, apoderou-se da coroa. Sem ter o que é seu por direito de nascimento e sem fazer a mínima ideia de quem realmente é, Artur cresceu da maneira mais humilde nas ruelas da cidade. Porém, assim que ele remove a espada da pedra, a sua vida muda por completo e Artur é forçado a descobrir o seu verdadeiro legado…

Bom, mais ou menos, esta é a história que já praticamente todos sabemos. Contudo, o novo filme de Guy Ritchie vem dar uma “roupagem“ nova à lenda, um pouco ao estilo dos videogames, com mundos fantasiosos. Guy Ritchie faz uso das suas conhecidas técnicas de montagem, trazendo a lume diversas cenas não-lineares, bem como takes mais agitados que ajudam a construir o clima tenso da história. É um filme que se situa no mesmo patamar de filmes de acção seus como “Sherlock Holmes”.

Nesta produção realizada por Guy Ritchie, para além de Charlie Hunnam como Rei Arthur, o elenco apresenta Astrid Bergès-Frisbey como Mage, Jude Law como Vortigern, Eric Bana como Uther Pendragon e Djimon Hounsou como Bedivere, entre outros.O veterano dos campos de futebol, David Beckham, possui aqui um pequeno papel.

É um filme de acção, sem dúvida, possuindo muitos efeitos visuais e alguns elementos característicos dos games medievais, que nos vão entretendo no desenrolar da história. Destaque para as cenas onde Artur "rebenta" com uma legião de soldados apenas fazendo uso da Excalibur. Esta é, provavelmente, a versão mais diferente alguma vez retratada da famosa espada. A realização sobressai pelo seu ritmo acelerado, o que, de certa forma, nos distrai do enredo, que se revela algo longo e já é sobejamente conhecido.

Resumindo, a versão de Guy Ritchie não segue linear, nem classicamente, a história original do Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda, mas isso não impede de resultar num bom filme, com alguns apontamentos de humor e magia à mistura. Por isso, recomendo! Entretenimento puro a não perder.

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