O artista plástico suiço H.R. Giger morreu no passado dia 12 de Maio, mas deixou uma vasta obra surrealista e um museu com nome próprio. Tinha 74 anos... Mas quem era H.R. Giger? E o que me levou a falar dele? Bom, étão somente o "pai" de Alien. E como fã que sou desta saga e da sua estética, resolvi debruçar-me sobre a pessoa por trás de tudo o que admiro. Hans Ruedi Gieger, seu nome completo, foi um grande mago das muitas criaturas fantásticas que temos visto no cinema. Foi ele que, com a ajuda de Carlo Rambaldi (o criador de E.T.), desenhou um dos maiores "monstros" da história do cinema: Alien, uma surreal criatura extra-terrestre que aterrorizou toda a tripulação de uma nave de exploração espacial. Refiro-me a "Alien, o Oitavo Passageiro", na tradução portuguesa, realizado por Ridley Scott, em 1979, o clássico de terror/ficção científica, que veio dar origem à saga protagonizada por Sigourney Weaver. No ano seguinte, em 1980, Gieger recebeu um Óscar da Academia, por causa dos efeitos especiais do filme. Ligado à corrente do surrealismo e da arte fantástica, H.R. Giger (como veio a ser conhecido no mundo da Arte) cedo se destacou pela sua técnica exímia na utilização do aerógrafo em detrimento do pincel, bem como pela sua temática, trabalhada nos limites de horror e do erotismo. Ao fazer uso exclusivo da aerografia - técnica muito utilizada pelos pintores hiper-realistas norte-americanos, Giger conduziu a arte do fantástico para um patamar técnico superior, criando cenários e ambientes "ultra-realistas" e pouco comuns, mas quase palpáveis. De entre as suas obras, destacam-se "masterpieces" como "Birthmachine", de 1967, e "The Spell I", de 1973, entre outras. Giger estudou arquitectura e design industrial em Zurique. O seu trabalho explora as relações entre o corpo humano e as máquinas, dando origem a assustadoras imagens que ele descrevia como "biomecânicas". Sempre inovador, viria posteriormente a desenvolver inúmeras obras em 3D e mesmo outros novos processos plásticos, como a utilização de fotocopiadoras como método de obter novos grafismos...
Em Hollywood, para além de "Alien", Giger também trabalhou no design de outros filmes, tais como "Poltergeist II", "Alien 3" e "Species" ("Espécie Mortal" em Portugal). Mas o seu trabalho também se estendeu à música, tendo Giger sido autor, como ilustrador, de capas de álbuns de artistas como Emerson, Lake & Palmer ("Brain salad surgery"), o solo de Debbie Harry dos Blondie ("Koo Koo") e Danzig ("How the Gods kill), entre outros. Na época, Giger deixou bem claro que só fazia capas de discos se gostasse mesmo das músicas... Giger chegou a pronunciar-se online sobre a estética do seu trabalho, marcado por mulheres e monstros, assumindo formas ao mesmo tempo assustadoras e sensuais: "Eu encontro inspiração em tudo, em todos os lugares. E, tal como muitos outros artistas, eu também gosto da beleza feminina. Também gosto muito de ler. A literatura e os grandes escritores sempre foram um prazer e uma inspiração". Em 1998, Giger abriu o seu próprio museu na pequena vila suíça de Gruyère. Quem o visitar, encontrará pinturas, esculturas e outras suas peças em exibição, para além da sua coleção privada de arte, que inclui trabalhos de Salvador Dalí. A sua morte foi consequência de ferimentos causados após uma queda das escadas de sua casa, em Zurique. Com a sua partida, este artista deixa um legado único, uma estética muito própria. É dos autores mais copiados e plagiados da Arte Contemporânea...

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Ora aqui venho dar conta de mais uma meritória campanha... A Just Models, para celebrar o seu 10º aniversário, de forma original e solidária, uniu-se à SOS Animal para lançar a campanha “Adoptar está na Moda”, com o objetivo de alertar e sensibilizar a população portuguesa para a defesa e auxílio de animais abandonados e maltratados, mas também para chamar a atenção à importância de privilegiar a adopção de animais ao invés da sua compra em lojas especializadas. Esta produção, que sensibiliza para a adopção de animais, surge ao estilo de fotografias de editorial de moda e resultam num trabalho que contou com uma equipa de prestigiados profissionais do meio. Todos os intervenientes doaram o seu know-how e tempo à concretização do projecto. Ao todo, foram oito os modelos da Just que se juntaram a alguns dos animais acolhidos pelo Canil Municipal de Sintra e fizeram a pose para o fotógrafo Élio Nogueira. A produção contou com o acompanhamento de responsáveis da SOS Animal. O styling ficou a cargo de Pedro Crispim, que fez questão de não fazer uso de produtos animais na sessão fotográfica. Iva Lamarão e Cláudia Borges também deram a cara e associaram-se a esta causa. Como afirma Sandra Duarte Cardoso, Presidente da SOS Animal: "Foi com imenso entusiasmo que abraçámos esta campanha! E estou muito orgulhosa dela! O slogan 'Adoptar está na MODA' não pretende dizer que a adoção é uma MODA, mas que a a MODA aderiu e deu de si, de forma voluntária, o seu trabalho, imagem e alma à promoção de milhares de animais que se encontram em canis e associações para adoção e ninguém sabe, ou tantas vezes preferem não saber, e fica mais fácil passar na loja e comprar um animal, em detrimento de salvar uma vida, que em muitos canis municipais, ao fim de 8 dias se não for reclamada ou adotada é abatida". Os interessados em adoptar um novo companheiro devem entrar em contacto com a SOS Animal, que acompanhará e dará seguimento a todo o processo de adopção.

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Este novo filme, que estreia hoje no nosso país, começa logo a aquecer... Os primeiros minutos são "electrizantes", mostrando o confronto dos super-heróis com o próprio passado. Aos poucos, vamos entrando no enredo, povoado de mutantes e abordando temas como tempo, consciência e memória, com o realizador Bryan Singer a avançar em todas as direções (filme de ação, drama psicológico, ficção científica), tornando-o interessante, convincente e bem animado. Este "X-Men – Dias de um futuro esquecido" traz-nos uma história ambientada no futuro. Resultado de um salto evolutivo da raça humana, os nossos amigos mutantes são caçados pelos Sentinelas, gigantescos robots criados pelo cientista Bolivar Trask (Peter Dinklage), e precisam encontrar uma forma de sobreviverem. Entre eles, estão integrantes da equipe original dos X-Men: o professor Charles Xavier (Patrick Stewart), Magneto (Ian McKellen), Tempestade (Halle Berry), Kitty Pryde (Ellen Page) e Wolverine (Hugh Jackman). Este grupo planeia enviar um deles à década de 70 para alterar o acontecimento histórico que contribuiu para a invencibilidade dos Sentinelas no presente. Portanto, este último grupo de X-Men, que nos traz as tão amadas personagens da trilogia original, entra numa guerra pela sobrevivência das espécies, em dois períodos de tempo distintos. Esta é a maior produção de sempre de X-Men, com um elenco incomparável, pois reúne, pela primeira vez, os X-Men originais e os da nova geração, levando-os para uma batalha épica com o fim de mudar o passado para evitar a extinção dos mutantes... Os X-Men já combatem desde 1963! Criada por Stan Lee e Jack Kirby, X-Men é uma equipa de super-heróis lançada pela Marvel Comics em 1963. A primeira revista em banda-desenhada trouxe personagens como Professor X, fundador do grupo, Ciclope, Fera, Homem de Gelo, Anjo e Rapariga Marvel. Em 1970, este agrupamento de mutantes com poderes excepcionais tornou-se multirracial ao incorporar o alemão Noturno, o irlandês Banshee, o canadiano Wolverine, o russo Colossus, a queniana Tempestade e o japonês Solaris. Desde então, este grupo sobre-humano já passou por inúmeras sagas no mundo da BD, bem como já protagonizou vários filmes.
A Mística, personagem azulada e transmorfa de X-Men, pode vir a ganhar um filme por mérito próprio, aos moldes dos de "Wolverine". Tudo se deve ao sucesso da actriz Jennifer Lawrence, que ganhou o Oscar de Melhor Atriz em 2013. Esta mutante, por si interpretada, ganhou grande destaque aos olhos dos produtores dos filmes X-Men. Simon Kinberg, em entrevista à revista "Entertainment Weekly", disse: "Eu adoro o trabalho da Jennifer Lawrence. E notei que por a Mística ser um personagem tão interessante e rico, há mais oportunidades se a seguirmos sozinha". Ele e seu colega Lauren Shuler Donner são produtores da série X-Men e falaram sobre a possibilidade de acontecerem outros spin-offs baseados em aventuras a solo com os personagens mais carismáticos da Marvel, como Gambit. Não percam este novo episódio! Estreia hoje! Podem ver o trailer aqui: http://www.youtube.com/watch?v=2VxwxSxUVsc

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Quem diria? O Cubo de Rubik já tem quatro décadas... Quarenta anos depois, este "cubo mágico" continua a ser um dos brinquedos mais populares do mundo, estimando-se que tenham sido vendidos mais de mil milhões de unidades, desde a sua invenção. O húngaro Ernő Rubik inventou-o em 1974 e precisou de todo um mês para o resolver pela primeira vez. A sua invenção tornou-se num dos mais populares passatempos de sempre e conquistou o mundo na década de 80, a década em que foi mais difundido. O Cubo de Rubik é um quebra-cabeças tridimensional, composto por seis faces e igual número de cores. O objetivo é organizar os nove quadrados que compõem as seis faces, fazendo com que as cores não se misturem. Este Cubo de Rubik é geralmente confeccionado em plástico e desde a sua origem, possui várias versões, sendo a versão 3x3x3, anteriormente descrita, a mais comum, composta por 6 faces de 6 cores diferentes, com arestas de aproximadamente 5,5 cm. Outras versões menos conhecidas são a 2x2x2, 4x4x4 e a 5x5x5. Originalmente chamado de "cubo Mágico" pelo seu inventor, o seu nome foi alterado pela Ideal Toys para "Cubo de Rubik". O primeiro protótipo do cubo foi fabricado em 1974, quando Ernő Rubik era professor do Departamento de Desenho de Interiores da Academia de Artes e Trabalhos Manuais Aplicados de Budapeste, na Hungria. Quando Rubik criou este quebra-cabeça, a sua intenção era criar uma peça que fosse perfeita, no que se refere à geometria, para ajudar a ilustrar o conceito da terceira dimensão aos seus alunos de arquitetura. A primeira peça que realizou foi em madeira e pintou os seus seis lados com seis cores distintas, para que, quando alguém girasse as faces do cubo, tivesse uma melhor visualização dos movimentos realizados. Hoje, o número de combinações possíveis no Cubo de Rubik algo como o impressionante número de 43.252.003.274.489.856.0003. Para terem uma ideia, se alguém pudesse realizar todas as combinações possíveis a uma velocidade de 1 movimento por segundo, demoraria 1400 trilhões de anos, supondo que nunca repetisse a mesma combinação. Incrível, não é?

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Juntas pelo "girl power"! Beyoncé, Jane Lynch, Alicia Keys e Jennifer Garner são alguns dos rostos desta original e importante campanha que encoraja a ambição feminina. "Eu não sou mandona, eu é que mando", explica Beyoncé na campanha Ban Bossy, uma iniciativa que visa celebrar o “girlpower” através do banimento de rótulos. Ser uma mulher ainda não é fácil no dias que correm e desde os primeiros anos de idade pode notar-se isso. Na escola, por exemplo. Enquanto os rapazes são estimulados a serem líderes desde cedo, as meninas levam sempre os piores nomes, como “mandona” ou “autoritária”. É isto que a campanha “Ban Bossy” quer trazer para o universo dos jovens americanos: o fortalecimento feminino através da ausência de rótulos. A campanha tem como intuito fazer desaparecer a palavra Bossy (em português, é algo como “mandona/autoritária”) das escolas norte-americanas e reforçar a auto-estima das meninas. Esta campanha de informação defende que, quando um rapaz se afirma, ele é chamado de "líder"; contudo, quando uma menina faz o mesmo, ela arrisca-se a ser marcada de "mandona". Palavras como mandona enviam sempre uma mensagem: não levantes a mão ou não fales mais alto. No ensino primário, as meninas estão menos interessadas em ser líderes do que os rapazes — uma tendência que continua na vida adulta. A “Ban Bossy” quer encorajar todas as meninas a liderar. Nas escolas, as raparigas com espírito de liderança são muitas vezes incompreendidas e catalogadas com adjetivos como “mandona”, “autoritária” ou “abusadora”. “A palavra mandona oprime-nos”, frisa a atriz Jane Lynch, do elenco da popular série musical de TV “Glee”.
“Sermos rotuladas é algo muito significativo”, explica por sua vez a actriz Jennifer Garner, outro dos rostos mediáticos deste vídeo institucional. “As raparigas estão menos interessadas na liderança que os rapazes”, opina a cantora Beyoncé. “E isso é porque elas se preocupam em não serem rotuladas de autoritárias”, conclui. “Temos de lhes explicar que não faz mal ser-se ambicioso, que confiem”, afirma outra das celebridades associadas a esta iniciativa, a designer Diane Von Fürstenberg, que se junta à antiga secretária de Estado Condoleezza Rice e ao campeão de NASCAR, Jimmie Johnson. Porque as palavras importam, é tempo de banir a palavra mandona e encorajar as raparigas a liderar, a serem fortes e ambiciosas. A ouvir a sua própria voz. A se atreverem a ser elas mesmas. Não há limites. Porque elas podem mudar o mundo. “Sejam corajosas!”, incentiva a campanha. "Há que reconhecer as muitas maneiras com que se desencoraja, sistematicamente, a liderança nas meninas desde tenra idade – ao invés disso, precisamos incentivá-los," diz a COO do Facebook, Sheryl Sandberg, que fundou o site LeanIn.org. "Então, da próxima vez que alguém tiver vontade de chamar uma menina de mandona, em vez disso, respire fundo e procure elogiar as suas habilidades de liderança." Mas, possivelmente, a mais forte mensagem de Girl Power venha de Beyoncé. Mãe de uma filha, Blue Ivy, a cantora diz: "Eu não sou mandona - eu sou o chefe" ("I'm not bossy – I'm the boss"). Mais info em www. banbossy.com

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Eis a sequela de “O Fantástico Homem-Aranha”, realizado novamente por Marc Webb e igualmente protagonizado por Andrew Garfield e Emma Stone, que retornam como Peter Parker e Gwen Stacy. A Tia May é vivida, uma vez mais, por Sally Field e Jamie Foxx (Electro), Dane DeHaan (Harry Osborn), Paul Giamatti (Rino) e Chris Cooper (Norman Osborn) completam o elenco principal deste “O Fantástico Homem-Aranha 2”. Estreado a 17 de abril, onde tive o privilégio de o ver em ante-estreia, este novo filme do herói aracnídeo volta a demonstrar que pode-se ser fiel à BD, sem necessariamente copiá-la. E, por isso, dar alguma credibilidade a tanta fantasia. Para Peter Parker é excelente ser o Homem-Aranha, pois não há nada melhor do que saltar entre arranha-céus, assumir-se como herói dos desprotegidos e estar sempre perto Gwen Stacy. Mas ser o Homem-Aranha tem também o seu preço: apenas ele pode proteger os nova-iorquinos dos poderosos vilões que estão a ameaçar a cidade. Com o aparecimento de Electro, Peter irá confrontar um inimigo bem mais poderoso do que ele. E, com o regresso do seu antigo amigo, Harry Osborn, Peter apercebe-se que todos os seus inimigos têm algo em comum: a "Oscorp". Como dizia e bem, o seu tio Ben Parker “por trás de um grande poder, vem também uma grande responsabilidade…” Impactos não faltam em “O Fantástico Homem-Aranha 2”, quer seja em forma de revelações (segredos do passado e do presente que vêm ao de cima) ou na de expectativas (em torno do destino de algumas personagens). Tudo parece grave e urgente nos filmes de Alex Kurtzman e Roberto Orci, mas só à superfície e apenas por uns meros instantes, pois as urgências rapidamente se resolvem, para dar lugar a novas situações prementes. A tendência dos argumentistas Orci e Kurtzman tem sido a de lidar com o cinema espectáculo, como aqui o fazem. Esta dupla pensa no enredo, na acção e nas reviravoltas da trama, pelo seu potencial de impacto e de retenção da atenção dos espectadores, e não apenas pelo seu potencial narrativo. Aconteceu assim com o argumento de “Além da Escuridão - Star Trek”, em “Transformers” e, agora, neste novo Homem-Aranha. Uma outra personagem retorna neste reboot, o vilão Duende Verde, mas de forma diferente. Dane DeHaan, o novo Harry Osborn, falou sobre o visual alterado do Duende Verde no filme: "passámos por várias fases para conseguirmos torná-lo mais orgânico e mais real, além de estar ligado à história de Harry", disse. Por isso, DeHaan esclarece: "sabia que não poderia sair por aí com uma saia roxa, um top e um gorro de caveira", referindo-se à clássica vestimenta do vilão. "Mas esforçamo-nos para fazer a coisa certa e honrar o personagem. O cabelo está da mesma forma, bem como o sorriso e as orelhas. Foi um longo processo, mas fiquei feliz com o resultado", concluiu Por isso, este novo capítulo do Homem-Aranha promete muitas surpresas e bastante diversão! O terceiro e o quarto filmes já vêm a caminho e estreiam, respectivamente, em 2016 e 2018.

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O melhor rooftop de Lisboa está de volta! E comigo na equipa, pela quinta época. O Sky Bar, situado, como sobejamente sabem, no último andar do Tivoli Lisboa, na Avenida da Liberdade, voltou a abrir, no passado dia 22 de Abril, com uma nova decoração, para celebrar com glamour q.b. e muita animação a temporada Primavera/Verão de 2014. Sendo já uma referência nos sunsets e nas noites da capital, o Sky Bar é o espaço ideal para passar os fins de tarde e as noites quentes de verão, ao som da excelente música a cargo da dupla de DJs residentes Ana Gabriela a Bruno Safara, e com a vista sempre deslumbrante sobre a cidade de Lisboa. Este ano, a grande novidade é o novo look deste aprazível local: mais claro, porque predomina o branco, mais iluminado, com mini-oliveiras e um piso adicional, bem como um bar central, para maior comodidade e melhor serviço. Segundo o Director Geral do Tivoli Lisboa, Rui de Sousa: “Os clientes do Sky Bar já se habituaram às novidades que trazemos todos os anos, e estamos certos que vão gostar desta evolução do espaço.” Mas não se pense que as novidades se ficam por aqui... A carta de snacks e cocktails melhorou e tem agora uma grande variedade, onde o difícil será escolher entre o Prego do lombo com presunto em bolo do caco, o Skyburger ou as Focaccias e Saladas, acompanhados pelos melhores cocktails, como o Absolut Vanilie In The Sky, o Royal Sky Cosmo, ou os habituais Mojitos, Caipirinhas, Daiquiris e Bellinis.
Como sempre tenho vindo a defender, este é mesmo o spot certo para tomar uma bebida ao final da tarde, após um longo dia de trabalho ou de uma sessão de compras nas lojas da Avenida, e depois jantar sob o céu estrelado. E agora renovado, mais do que nunca! O Sky Bar está aberto todos os dias até ao final de Setembro, entre as 17h00 e as 01h00. De 4ªs a Sábados, das 19h00 às 01h00, lá estarei, para vos receber. O meu trabalho de dinamização do SKY Bar, que fui fazendo ao longo de quatro épocas, às sextas-feiras, traduziu-se numa presença mais assídua no espaço. Assim, têm agora quatro noites para me poderem visitar e desfrutar, na minha companhia, do SKY Bar. Por isso, venham ter comigo a este singular espaço ao ar livre, com a música mais selecta e apropriada para o melhor ambiente de final de tarde ou início de noite da capital. Espero contar com a visita de todos, para voltar a fazer do SKY Bar um sucesso, nesta minha quinta temporada... Podem acompanhar tudo o que vier a acontecer no SKY Bar na sua página oficial do Facebook: eventos, passatempos e ofertas especiais que venham a ocorrer ao longo de toda a época 2014.

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E hoje assinalam-se 40 anos sobre o 25 de Abril de 1974… Tinha eu 4 anos. Nada percebi na altura, a não ser que nesse dia não iria para a Creche. Mas para quem o viveu, aquele dia 25 de Abril foi único, irrepetível. Porque o futuro nascia ali, carregado de promessas e possibilidades. Lisboa estava no epicentro dos acontecimentos. À cidade, foram afluindo milhares de pessoas que queriam ver ou participar. A Rádio Televisão Portuguesa e os jornais da altura captaram e difundiram imagens que hoje são relembradas com nostalgia. Da minha parte, tal como gosto de fazer com efemérides, aproveito para reflectir e lembrar o que aconteceu naquele dia… Tudo começou na madrugada do dia 25 de Abril de 1974. Lisboa assistiu a um movimento militar inusual. Homens e veículos avançavam, através da noite, pela capital do império e iam ocupando, sem resistência visível, vários alvos estratégicos, com o objectivo de derrubar o regime vigente. Em 1974, Portugal era um país atrasado, isolado na comunidade internacional, embora fizesse parte da ONU e da NATO. Era o último país europeu a manter colónias e vinha travando uma longa guerra contra a independência de Angola, Moçambique e Guiné. O regime de Salazar, iniciado em 1926, tinha conseguido manter-se através da repressão e fora tolerado pelos países vencedores da Segunda Guerra Mundial. Com a transmissão de "E Depois do Adeus", do cantor Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa, às 22h55m, do dia 24 de Abril de 1974, era dada a primeira ordem para as tropas se prepararem e ficarem a postos. O efectivo sinal de saída dos quartéis, posterior a este, seria a emissão, pela Rádio Renascença, de "Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso. A razão da escolha de "E Depois do Adeus" foi clara: não tendo conteúdo político e sendo uma música em voga na altura, não levantaria quaisquer suspeitas, podendo a revolução ser cancelada se os líderes do MFA concluíssem que não havia condições efectivas para a sua realização. A posterior radiodifusão, na emissora católica, de uma música claramente política e de um autor proscrito daria a certeza, aos revoltosos, de que já não havia volta atrás, que a revolução era mesmo para avançar. Assim, pouco após a meia-noite de 25 de Abril de 1974, começou a soar a música até então proibida "Grândola, Vila Morena". Era o sinal combinado e definitivo para o início do levante militar em Portugal. Os militares golpistas, auto denominados Movimento das Forças Armadas – MFA – são comandados, secretamente, a partir do Quartel da Pontinha, em Lisboa, por Otelo Saraiva de Carvalho, um dos principais impulsionadores da acção. Mas não se pense que Lisboa foi o único palco dos actos da revolução. A par das movimentações na capital, também no Porto os militares tomaram posições, tendo ocupado o Quartel-General da Região Militar do Porto, o Aeroporto de Pedras Rubras e as instalações da RTP na cidade invicta.
Aos homens da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, comandados por Salgueiro Maia, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço e dos Ministérios ali instalados. A coluna de blindados vindos da cidade ribatejana chega a Lisboa, ainda o dia não tinha despontado, ocupando posições frente ao Tejo e controlando, sem problemas, aquela importante zona da capital. Mais tarde, Salgueiro Maia deslocou parte das suas tropas para o Quartel do Carmo. onde se encontrava o chefe do Governo, Marcelo Caetano, porque ali se tinha refugiado, mas que acabaria por se render no final do dia, com apenas uma exigência: entregar as responsabilidades de governação ao General António Spínola, oficial que não pertencia ao MFA, para que “o poder não caia nas ruas”. O Presidente do Conselho, que anos antes tinha sucedido a Salazar no poder, é transportado para a Madeira e daí enviado para o exílio, no Brasil. Fora o próprio capitão Maia a escoltar o governante deposto até ao avião… Ao longo do dia 25 de Abril de 1974, os revoltosos foram tomando outros postos militares e civis e, pese embora tenham existido algumas situações tensas entre as forças fiéis ao regime e as tropas que desencadearam o golpe, a verdade é que não se soube de qualquer confronto armado nas ruas de Lisboa. O único derramamento de sangue teve lugar à porta das instalações da PIDE (Polícia de Investigação e Defesa do Estado), onde um grupo de cidadãos se manifestava contra os abusos daquela organização e alguns dos agentes, que se encontravam no interior, abriram fogo, atingindo mortalmente 4 civis. Por conseguinte, pode-se concluir que o 25 de Abril de 1974 foi um golpe relativamente pacifico. E, por isso, atribuir-lhe o nome romântico de “A Revolução dos Cravos”.
Como frisei antes, por detrás dos acontecimentos do 25 de Abril de 1974, estão mais de 40 anos de um regime autoritário, que governava em ditadura e fazia uso de todos os meios para reprimir as tentativas de transição para um estado de direito democrático. A censura, a PIDE e a Legião e a Mocidade Portuguesas são alguns exemplos do que os cidadãos tinham de enfrentar no seu dia-a-dia. Por outro lado, a pobreza, a fome e a falta de oportunidades para um futuro melhor, frutos do isolamento a que o país estava votado há décadas, provocaram um fluxo de emigração que agravava, cada vez mais, as fracas condições da economia nacional. Mas a “gota de água” que terá despoletado a grande acção revolucionária dos militares que, durante tantos anos, tinham apoiado e ajudado a manter o regime, foi a guerra colonial em África. Com 3 frentes abertas em outros tantos países, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, os militares portugueses, passada mais de uma década, começavam a olhar para o conflito como uma causa perdida. Internacionalmente, o nosso país estava a ser pressionado para acabar com a guerra e permitir a auto-determinação das populações das colónias. A escassez de armas nas forças portuguesas era proporcional ao aumento de meios dos movimentos independentistas. Os soldados portugueses iam morrendo às centenas, a milhares de quilómetros de casa. Todos estes factores contribuíram para um descontentamento crescente entre as forças armadas, sobretudo entre os oficiais de patentes inferiores, o que levou à organização e concretização de um golpe militar contra o regime do Estado Novo. O 25 de Abril de 1974 ficará, para sempre, na história como o dia em que Portugal deu os seus primeiros passos em direcção à democracia. E com a intervenção nesse dia, crucial para que toda a operação fosse coroada de êxito, Salgueiro Maia, um dos Capitães de Abril, contribuiu de formal decisiva para que Portugal caminhasse para a democratização e para libertação de um povo amordaçado há mais de 4 décadas. No entanto, convém lembrar que o processo revolucionário e a transição para a liberdade não seriam, de todo, pacíficos e nos meses que se seguiram ao 25 de abril de 1974 foram vários os episódios violentos que tiveram lugar um pouco por todo o país. Este período ficaria mais tarde conhecido como o “Verão Quente de 75” e viria a culminar em 25 de Novembro desse ano, quando um golpe de estado afastou a esquerda revolucionária do poder. Nesse dia, Salgueiro Maia, a pedido do Presidente da República de então, Costa Gomes, voltou a sair da Escola Prática de Cavalaria de Santarém com uma coluna de blindados. Mas para a história, fica a frase que proferiu aos seus homens, na madrugada de 25 de Abril de 1974, na parada da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, antes da partida para Lisboa: “Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!” Todos os 240 homens que ouviram estas palavras formaram, de imediato, à sua frente. Depois, seguiram para Lisboa e marcharam sobre a Ditadura. Isto foi há 40 anos! Por isso, hoje, comemoram-se 40 anos de liberdade. E não se pense que tal é apanágio de alguma Esquerda, como tem vindo a fazer acreditar desde sempre. O 25 de Abril é de todos e deve ser, por todos, celebrado, com orgulho!

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A Torre Eiffel, símbolo de Paris desde a inauguração da Exposição Universal de 1889, que assinalava os 100 anos da Revolução Francesa, completou 125 anos no passado dia 31 de Março. É o monumento pago mais visitado do mundo, com uma média de 7 milhões por ano. Já esteve para ser destruída por duas vezes. A primeira foi em 1909 e a segunda em 1944. Uma por razões pragmáticas, outra por questões bélicas. Mas saibamos mais sobre este extraordinário símbolo parisiense… A torre demorou dois anos, dois meses e cinco dias a ser construída. Levou 18,038 partes metálicas, 50 engenheiros e desenhadores trabalharam na construção que foi feita por 150 trabalhadores na fábrica Levallois-Perret, mais cerca de 300 no local para a montar. O número de parafusos é impressionante: dois milhões e meio. As suas 10.100 toneladas de ferro suportam, também, o peso das camadas de pintura anteriores, calculado em 250 toneladas. Concorreram para o projecto de construção de uma torre de metal no Champ-de-Mars, para celebrar os 100 anos da Revolução Francesa, 107 projectos. Foi o de Gustavo Eiffel a ganhar o concurso e para isso contou com dois engenheiros Maurice Koechlin e Émile Nougierand, e um arquitecto Stephen Sauvestre. A Torre fora desenhada desenhada pelos engenheiros e o arquiteto mencionadso, mas recebeu o seu nome de Gustave Eiffel, por este ser o diretor da Compagnie des Etablissements Eiffel – empresa onde todos trabalhavam. Depois do design e local terem sido aprovados, a construção começou em 1887. O plano inicial era uma torre com 125 metros de largura e 300 de altura. Mas Eiffel queria mais e afirmou: “com a nova configuração das estruturas de metal e dos pilares, vamos exceder os 300 metros”. Acabou por ficar com 324.
No primeiro ano, foram 393.414 os visitantes que subiram os seus 347 degraus. Inicialmente, o monumento foi alvo de grande polêmica durante seus mais de dois anos de construção, com furiosas críticas por parte de alguns intelectuais, que se referiram a ela como uma "desonra" para Paris. Contudo, o cepticismo deu, em pouco tempo, lugar ao entusiasmo, e o monumento contou, após sua inauguração, com a admiração e o carinho de todos os parisienses. A torre fora inaugurada a 31 de março de 1889 às 13h30, quando o arquiteto Gustave Eiffel chegou ao degrau número 1.710, que separa o nível térreo do terceiro andar, e içou a bandeira francesa. O arquitecto concebeu-a como uma atração provisória para a Exposição Universal, que se realizou naquele ano, e que deveria ser destruída 20 anos mais tarde. A sua majestosa altura, que lhe permite ser apreciada de qualquer ponto da cidade, transformou-a num símbolo que ajudou a fortalecer o prestígio internacional da cidade de Paris. Localizada aos pés do Rio Sena, a torre oferece uma vista excepcional e é desfrutada por uma média de 7 milhões de turistas por ano, o que a torna na quarta atração turística mais visitada da cidade, depois da Catedral de Notre-Dame, da Basílica de Sacré Coeur e do Museu do Louvre. Vinte anos após a sua inauguração, a torre estava prestes a ser destruída pois tratava-se da entrada da Exposição Mundial mencionada e, por isso, era uma estrutura temporária. Na altura, quem concorreu para construir a torre para a exposição tinha noção que um dos pré-requisitos era que a mesma deveria ser fácil de desmontar. Isso só não aconteceu porque a Câmara de Paris percebeu o seu valor, enquanto estação de transmissor telegráfico. Durante a Primeira Guerra Mundial, desempenhou um papel muito importante como transmissora de mensagens. Por exemplo, durante a Batalha de Marne, foi de lá que se enviaram os sinais para dirigir as tropas francesas da linha da frente. Foi também através da intercepção de mensagens por ela emitidas que se descobriu que a bailarina exótica, Mata Hari, afinal era uma espiã e agente dupla, pois tanto trabalhava para os franceses, como para os alemães. Depois, foi Hitler quem decidiu acabar com a estrutura metálica de Gustavo Eiffel, assim que os aliados se aproximaram de Paris, em Agosto de 1944. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Torre Eiffel fora usada para comunicar com o Reino Unido, mas assim que a cidade foi ocupada pelos nazis, estes cortaram as ligações de elevador para que não conseguissem subir à Torre. A ordem do Führer para o General Dietrich von Choltitz, Governador da Paris ocupada, era clara: destruir a cidade. O seu ícone, a estrutura de 81 andares, era o primeiro alvo. Mas von Cholitz desobedeceu a Hitler e quando os aliados marcharam sobre a cidade, retiraram a bandeira com a suástica e substituíram-na pela francesa. Actualmente em recuperação, ela só recuperará o seu aspecto habitual no segundo semestre deste ano. A reforma, que começou em 2008 e que tem mantido fora-de-serviço dois dos seus três elevadores, é o motivo principal da empresa que explora e administra o monumento para justificar a ausência de celebrações em função da data original. A reabertura total da estrutura de 330 metros de altura terminará "em meados de Setembro ou Outubro", e será então que, conforme anunciou um porta-voz da empresa administradora, poderá haver os devidos festejos. Por trás desta remodelação, está a necessidade de "modernizar" o monumento, concretamente o seu primeiro andar, que, apesar de ser o maior dos três que possui, com 5 mil metros quadrados, é o que menos turistas atrai. Na procura de o tornar mais atrativo, grande parte de sua superfície, situada a 54 metros de altura, será transformada numa plataforma de vidro, que dará ao visitante a "sensação de estar a flutuar no ar". O arquiteto argelino Alain Moatti, pai desta ideia, previu, além disto, cercar o andar com painéis inclinados, também transparentes, para aumentar a sensação de se estar suspenso sobre a cidade. Com esta nova configuração, Moatti pretende mostrar de perto as estruturas da torre, até agora ocultas. Além da plataforma de vidro, estão a ser realizadas reformas nos diferentes restaurantes, lojas e salas de conferências que ocupam o espaço. A lista de filmes que já mostraram a Torre Eiffel é muito extensa… São às centenas, mas tudo terá começado com o filme “Funny Face” (“Ciderela em Paris”), em 1957, com Audrey Hepburn e Fred Astaire. A partir daí começou a ser tida como sinónimo de romantismo e passou a ocupar o imaginário de muitos casais apaixonados… Talvez por isso, a Torre Eiffel se tenha tornado no monumento pago mais visitado do planeta… Hoje, já não se consegue pensar na cidade de Paris, sem que a sua imagem nos venha à cabeça.

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Eis mais um filme inusitado e surpreendente, saído do universo de Wes Anderson. O “Grand Budapest Hotel” conta-nos as aventuras e desventuras de Gustave H (Ralph Fiennes), um lendário concierge de um famoso hotel europeu durante as duas Grandes Guerras, e Zero Moustafa (Tony Revolori), o paquete que se torna no seu amigo de confiança. A história envolve o roubo e a recuperação de uma preciosa e inestimável pintura renascentista, bem como a luta por uma enorme fortuna de família – tudo sob o cenário de um Continente europeu que passa por inesperadas e dramáticas mudanças na primeira metade do século XX. O filme passa-se na Hungría e, para além dos já citados, o elenco conta ainda com participações de “luxo”: Saoirse Ronan, Bill Murray, Jeff Goldblum, Willem Dafoe, F. Murray Abraham, Owen Wilson, Jude Law, Adrien Brody, Harvey Keitel, Tilda Swinton, Jason Schwartzman, os franceses Mathieu Almaric e Léa Seydoux. Anderson afirmou em entrevistas que queria fazer este filme de época para homenagear as comédias de Ernst Lubitsch. E, tal como Lubitsch, que ambientava enredos na Europa sem filmar no continente, este filme de Anderson ambienta-se na Hungria mas foi filmado na Alemanha. Este “The Grand Budapest Hotel” é o segundo longa-metragem de época de Wes Anderson, depois de “Moonrise Kingdom”, que se ambienta em 1965.
São muitos os pequenos detalhes e ambientes que fazem jus ao universo peculiar do realizador, como os habituais planos simétricos, as personagens peculiares, sempre com timings curiosos, cenários intensos de cor, ambientes ricos em pormenor e uma banda sonora muito à la Anderson a cargo do compositor Alexandre Desplat. Tal como em Almodóvar, Anderson tem sabido construir e manter a sua visão, numa filmografia muito própria e autêntica. Com humor e intriga q.b., este é um filme que vale bem a pena ver! Mais info em: Site: www.bigpicturefilms.pt/grandbudapesthotel Trailer: http://youtu.be/TCWF0BxbyG0 Playlist: http://www.youtube.com/playlist?list=PLGEgEQ-jgAVmktCLLjhSCDTCyhBS4Oi-v

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O Dia Mundial do Café celebra-se no próximo dia 14 de Abril. Razão pela qual venho reflectir sobre esta bebida, tão enraizada nos hábitos dos portugueses, mas ainda tão desconhecida… Por exemplo, sabiam que o café é uma das bebidas mais consumidas no mundo e que é a segunda matéria prima mais comercializada em todo o mundo, a seguir ao petróleo? Em Portugal, ao balcão, ele é conhecido por bica ou cimbalino, de acordo com a região onde se pede café. Se estivermos em Lisboa, o termo tradicional para o expresso é bica, um acrónimo que significa "Beber Isto Com Açúcar" (aposto que também não sabiam disto). Quando começou a ser comercializado em Lisboa, no café "A Brasileira", o café não agradou logo aos lisboetas e, por isso, foi criado este “slogan”, para que as pessoas adicionassem açúcar ao café. Curiosamente, hoje, os verdadeiros apreciadores de café consomem-no sempre sem açúcar, pois só assim é possível degustar, em pleno, a pureza do seu paladar… Já no Porto, quem pedir um cimbalino, tem como referência a La Cimbali, uma popular marca de máquinas de café que se tornou famosa no Norte. Nós, os portugueses, somos dos europeus que consomem menos café. Não acham estranho? Em média, um português consome 4 quilos de café por ano, o que equivale a 2,2 chávenas por dia… Consumido moderadamente, o café tem uma ação antioxidante, actuando no combate aos radicais livres e diminuindo os riscos de desenvolver doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro. Por outro lado, o excesso de café pode causar irritabilidade, ansiedade, inquietação, insónia, dores de cabeça, náuseas e problemas gastro-intestinais, devido à sua acidez. Mas afinal, o que tem o café? A composição química do café inclui, além da famosa cafeína, outras substâncias, cujos efeitos foram temas de inúmeras pesquisas. Por exemplo, já ouviram falar das lactonas? Pois é, muitos falam do efeito estimulante da cafeína, mas, na composição do café, as lactonas possuem um efeito estimulante sobre o sistema nervoso central que é tão ou mais significativo do que o da cafeína. Outros componentes são a celulose, que estimula os intestinos; os minerais, importantes para o metabolismo; os açúcares e o tanino, que contribuem para o sabor; e os lipídeos, que dão aquele aroma especial, que tanto gostamos… A história do café é marcada por interessantes acasos e coincidências. Estima-se que a sua origem tenha cerca de mil anos e esteja associada aos árabes, os primeiros a cultivarem o fruto. A região de Kafa, no Médio Oriente, parece ser o berço do café, tendo inclusive emprestado o seu nome à bebida. Mas interessante mesmo são os primeiros registos acerca do café, nos quais podemos perceber como a observação dos animais inspira o nosso quotidiano. Tudo começou na Etiópia, quando um pastor percebeu que suas cabras gostavam de comer um certo fruto pequenino, vermelho e arredondado. Estas mesmas cabras mostravam-se mais espertas e resistentes, depois de comê-lo. Quando o pastor resolveu experimentar esse fruto (esmagou-o com manteiga e fez uma pasta), conheceu os efeitos estimulantes do café. A versão bebida, porém, vem mesmo dos árabes. Isto foi no século XV. Com o passar do tempo, o café passaria não só a ser saboreado, como a ser estudado devido aos seus efeitos estimulantes e revigorantes. Através do comércio dos árabes com os europeus, o consumo do café foi ampliando-se e, com as grandes navegações, chegou à América Central e do Sul. Existem dois tipos de café: arábica e robusta. Ou seja, apenas duas espécies são cultivadas e comercializadas: a Coffea Arabica e Coffea Canephora, conhecido como Robusta. A Arabica, classificada apenas em 1753, é uma espécie rica em aroma, muito perfumada, doce e ligeiramente ácida. Os maiores cultivadores desta espécie são os países da América do Sul e Central, assim como alguns países da África e Ásia. Este grão possui numerosas variedades, como Bourbon, Catimorra, Mundo Novo, Caturra, Catuai, entre muitos outros. Actualmente, o ‘Arábica’ representa três quartos da produção mundial de café. A taxa de cafeína deste tipo de grão é de cerca de 1,4%Já a Coffea Canephora (Robusta), foi uma espécie descoberta e classificada no fim de 1800. Esta planta é muito difundida na África, Ásia, Indonésia e Brasil, fornecendo cerca de um quarto da produção mundial. Ela tem um crescimento rápido, melhor rendimento e é mais resistente aos parasitas. Floresce várias vezes por ano e, por isso, a sua produção por planta é ligeiramente superior à do Arábica. Os grãos contêm, em média, cerca de 2,5% de cafeína. A bebida que se obtém depois da torra do ‘Robusta’ é caracterizada por corpo e gosto achocolatado com sabor persistente. Portanto, a bebida do café é produzida a partir dos frutos destas duas espécies, que produzem sabores e aromas bem distintos. É o que se chama de Blends ou, para ficar mais claro, a harmonização dos grãos.
Mas os milhares de estudos desenvolvidos ao longo dos últimos anos, em torno desta bebida, uma das mais consumidas no mundo, chegaram à mesma conclusão: o café faz bem à saúde. Desde que bebido com moderação, os benefícios do café são muitos e diversificados. Vejamos: 1.Numa investigação realizada na conceituada Escola de Medicina de Harvard, onde foram observadas mais de 193,000 pessoas, chegou-se à conclusão que quem bebia café de forma regular tinha um risco menor de vir a desenvolver diabetes (tipo 2), do que aquelas pessoas que não bebiam café. Mesmo as pessoas que bebem descafeinado, têm uma maior probabilidade de desenvolver diabetes do que aquelas que bebem café normal. 2.Um copo de café contém cerca de 1 grama de fibra solúvel, o que significa que o seu consumo contribui para manter os níveis de colesterol baixos. 3.Alguns estudos sugerem que o café pode contribuir para a diminuição do risco de doenças cardiovasculares. O “American Journal of Clinical Nutrition” contém um estudo que alerta para o facto de pessoas saudáveis, com 65 anos ou mais, que bebiam 4 ou mais chávenas de café por dia tinham menos 53% de probabilidades de desenvolver uma doença cardíaca. 4.O café contém magnésio, o que permite que as células do organismo se tornem mais sensíveis à insulina. Resultado? Uma maior sensibilidade à insulina significa manter os níveis de energia e de glicose no sangue saudáveis e equilibrados. 5.Uma caneca de café tem mais antioxidantes do que uma porção de mirtilos. Os antioxidantes são responsáveis por um sem número de benefícios saudáveis, incluindo o atrasar do processo de envelhecimento e o aumento da esperança de vida. Para além disso, o poder anti-inflamatório dos antioxidantes é extremamente eficaz, o que se revela crucial na luta contra doenças cardíacas e diabetes. 6.Alguns estudos foram mais longe e sugerem que o consumo regular e moderado de café pode diminuir o risco de vir a desenvolver doenças como pedra nos rins, cirrose, Parkinson’s, cancro no fígado, próstata e cólon. 7.Para além de ser um diurético natural, o café pode ser um aliado na luta contra o excesso de peso. Baixo em calorias, o café acelera o metabolismo o que, por sua vez, ajuda a queimar gordura e calorias indesejadas. 8.O consumo diário e moderado de café pode ajudar a melhorar o estado de espírito e ainda combater a depressão. Em muitos casos, tomar um café também pode ajudar a aliviar uma dor de cabeça, aumentar os níveis de concentração e a memória. Adicionalmente, já foi ligado à demência, ou seja, o consumo de café reduz em cerca de 65% o risco de desenvolver esta doença psicológica. 9.Curiosamente, o café tem ainda benefícios para os dentes, ou seja, o composto Trigonellina, que confere ao café o seu aroma e sabor amargo, tem propriedades antibacterianas e anti-adesivas que previnem contra a formação de cáries dentárias. 10.A cafeína, presente no café, é um poderoso aliado no que toca à resistência e performance desportiva, quer se trate de um atleta de alta competição, quer seja um praticante regular de algum tipo de atividade física. Para além disso, o café pode reduzir as dores musculares que muitas vezes sucedem ao exercício físico em cerca de 48%.
Agora, algumas dicas e curiosidades, para preparar melhor o cafezinho: - Evitem a água da torneira para a preparação do café. O excesso de cloro na água pode alterar o sabor, por isso, prefiram água filtrada ou mineral; - O pó não deve ser reaproveitado. - Quando se utilizar pela primeira vez um coador de pano, ferva-no em água misturada com café, para tirar o cheiro do tecido. - Consumam o café logo que este seja feito, pois ele começa a perder as suas características 15 minutos depois de pronto. - Antes de servir o café, agite-no levemente para uniformizar a mistura. - O café ficou pronto? Vejam, então, para que mais serve o pó e a borra de café: para clarear e limpar a pia e o chão de cozinha, utilizem a borra do café; o pó de café, colocado num copo dentro do frigorifico, ajuda a eliminar os maus cheiros; um bom adubo, quando a borra do café é adicionada à terra em vasos de flores e plantas. Hoje, o seu uso estendeu-se a todo mundo. O café é usado em bebidas quentes, frias, doces e salgados. Com a chegada do tempo mais quente, o café com gelo começa a ganhar adeptos. Mas quem resiste a uma boa chávena de café expresso? Eu não passo sem uma. Aliás, chego a consumir três, pelo que espero usufruir de todos os seus benefícios…

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E eis que chega o aguardado “Noé”, ou o dilúvio, segundo Aronofsky. Combinando a grandeza dos antigos épicos religiosos de Cecil B. DeMille, com a paixão de Darren Aronofsky por personagens atormentados por obsessões (lembremo-nos de “O Cisne Negro”), este filme atinge a sua plenitude quando se foca mais no lado humano das personagens e deixa o poder das suas mensagens sagradas à margem. É, de todo, impossível, para qualquer cineasta, transpor fielmente, a 100%, qualquer obra literária para a sétima arte. E por mais próxima que a adaptação seja do original, as alterações são inevitáveis, sejam leves ou de grandes proporções. Isto torna-se ainda mais grave quando se trata de textos religiosos, de qualquer religião. Ora, neste “Noé”, temos Darren Aronofsky a transporo uma passagem relativamente curta do Antigo Testamento para um épico cinematográfico, com elementos de fantasia e drama psicológico q.b.. O cineasta conta-nos a história de Noé, escolhido por Deus para salvar todos os animais após Ele se ter "arrependido" de ter dado ao Homem o domínio do planeta. Esta versão adulta de Noé, interpretada por Russell Crowe, surge no filme como um fervoroso religioso e um cuidadoso biólogo, enquanto o seu némesis, também descendente de Adão, Tubal-Cain (Ray Winstone), reina entre os homens com um talento natural para o mal e corrupção. Aronofsky e o argumentista Ari Handel foram buscar à Bíblia a figura de Tubal-Cain - nome associado nas escrituras à sua vocação como ferreiro e armeiro - para criar esse antagonismo. Isto porque não se pode fazer um filme-catástrofe centrado apenas no dilúvio; há que lhe dar intensidade e drama, acrescentar heróis e vilões. Por outro lado, ao recorrer ao Velho Testamento para aproveitar os anjos caídos a partir do conceito citados de maneira superficial pelo livro de Gênesis, como os Guardiões (“Havia naqueles dias gigantes na terra”), o cineasta cria no filme o elemento dos Vigilantes, colocando em ação verdadeiros gigantes de pedra, que dão um toque de agradável fantasia.
O sofrimento crescente de Noé advém de sua incapacidade de compreender as visões que o Criador lhe vai enviando. Diante da monumental tarefa que lhe é imposta, como é que um homem pode fazer ouvidos surdos perante o sofrimento dos seus pares e da sua própria família? É a partir deste questionamento que Aronofsky trabalha o seu protagonista, com Russell Crowe a defender esplendidamente a crescente perturbação psicológica que a devoção cega de Noé à sua missão provoca. A loucura fundamentalista de Noé contradiz os seus próprios valores… Mas Aronofsky penetra mais fundo nas personagens e dá-nos o sofrimento mundano de Cam (Logan Lerman), o amor entre Ila (Emma Watson) e Sem (Douglas Booth), a inocência de Jafé (Leo McHugh Carroll) e o carinho maternal de Namé (Jennifer Connelly). Sem esquecer também o veterano Anthony Hopkins, com uma curta mas divertida e essencial participação, como o patriarca Matusalém. Posto isto, em “Noé”, há também toda uma grandiosidade e um verdadeiro espetáculo visual. Por isso, como filme, “Noé” funciona. Há todo um equilíbrio, entre o que de maravilhoso e de terror vai acontecendo no exterior, a par das preocupações e conflitos interiores das personagens. O filme estreia já nesta quinta-feira, dia 10. Mais info em www.noe-ofilme.pt

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Em simultâneo com Paris, Milão e outras cidades europeias, Lisboa foi também palco de um evento da marca italiana Trussardi… De forma a promover a parceria da lindíssima Gaia com a marca Trussardi, enfatizando a sua imagem e o seu papel como nova Diretora Criativa do Grupo, a loja Tru Trussardi, na Avenida da Liberdade, engalanou-se para um fim de tarde muito especial… Foi no passado dia 26 de Março, que Clientes e convidados puderam assistir à novíssima coleção Primavera-Verão 2014, com manequins que a foram mostrando, de forma descontraída, ao som especial da DJ Gabriela. Sobre Gaia Trussardi, a nova Diretora Criativa Depois de ter se apoiado em designers consultores externos, tal como Umit Benam, nesses dois últimos anos, e Milan Vukmirovic anteriormente, a marca de prêt-à-porter milanesa decidiu confiar a plena direção criativa a Gaia Trussardi, membro do Conselho Administrativo do grupo fundado em Bérgamo, em 1911, pelo seu bisavô, o designer de acessórios de luxo Dante Trussardi.
"A família desempenha um papel central no grupo. Foi chegado o momento de Gaia investir na primeira linha. Ela sempre trabalhou na empresa, primeiramente apoiando o seu pai, depois os seus irmãos e irmã", explicam dentro da marca. Enquanto Beatrice, a filha mais velha de Nicola Trussardi, o qual relançou a marca nos anos 80, concentrou-se nos negócios do Grupo, do qual é CEO desde 2002, a sua irmã encontrou o seu caminho nos cadernos de tendências, depois de ter estudado sociologia e antropologia em Londres. Actualmente, com cerca de trinta anos de idade, Gaia segue todos os aspectos criativos do Grupo, das campanhas publicitárias ao estilo. Diretora Criativa já há algumas estações das duas linhas Tru Trussardi e Trussardi Jeans, ela trabalhou para a unificação destas duas coleções, que se transformaram numa só e com etiqueta única, Tru Trussardi, a partir da coleção Outono-Inverno 2013/2014. Por outro lado, Gaia Trussardi também toma para si, a primeira linha Trussardi, que havia sido confiada há dois anos ao estilista de origem turca Umit Benam, cujo contrato terminou com o desfile da coleção feminina para o outono-inverno 2013/2014. "A nova gestão de estilo do Grupo nasce da vontade de reforçar a contínua evolução da marca e de reunir todas as coleções sob uma única visão do lifestyle da Trussardi, caracterizado, antes de tudo, pelo couro, seja em acessórios ou no vestuário, e pela contínua pesquisa e inovação, assim como por um importante savoir-faire construído em mais de 100 anos de história", aponta a marca.

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Este conceito da marca Origama não podia ser mais surpreendente: uma toalha de praia que na areia se transforma numa verdadeira chaise longue. A já conhecida "Origama Chaise Longue" é constituída por uma suave toalha 100% algodão e duas estacas de madeira. Um design inovador que permite desfrutar de um livro, ouvir música ou até mesmo dormir sem necessitar de levar cadeira ou almofada para a praia... Criada em 2012, a Origama é uma marca 100% portuguesa, que atua no mercado têxtil com produtos na área do lazer. Pedro Ravara e Francisca Falcão são os responsáveis por esta ideia. Na tentativa de encontrarem uma solução para o desconforto que sentiam na praia, criaram aquele que é o produto de lançamento da marca: a "Origama Chaise Longue", uma toalha de praia, uma cadeira e uma chaise longue reunidos num único produto e de fácil transporte. Aliando o conforto à prática, Pedro e Francisca pegaram numa toalha de algodão e conjugaram-na com um conjunto de estacas em madeira de pinho, permitindo uma utilização funcional e cómoda na praia. Mas as toalhas são apenas o início. Com o aumento da produção, o designer João Azevedo e a arquiteta Filipa Aguiar juntaram-se à equipa. E, assim, foi também criada uma bolsa que se pode adaptar à toalha para levar o livro, o telemóvel, a carteira e o protetor solar, enfim, tudo aquilo de que se precisa para a praia.
Recentemente, e fruto de uma análise de 2000 consumidores, a par de outros produtos na mesma categoria, a "Origama Chaise Longue" foi considerada o produto mais inovador na categoria “Acessórios de Praia”. Criado e patenteado em Portugal, este produto, como já descrevi, tem como base um conceito único e inovador que alia uma mera toalha de praia a um suporte em madeira, ambos com características especiais, que permitem uma utilização funcional e cómoda na areia. O encaixe das estacas na toalha é feito de modo muito simples, sendo simultaneamente fácil de montar e fácil de manusear. Para transporte, toalha enrola-se em torno das estacas e coloca-se ao ombro ou a tira-colo. Nada mais simples e engenhoso. Pensado para pessoas que se identifiquem com um estilo de vida saudável, de partilha e harmonia com a Natureza mas que, ao mesmo tempo, não prescindam de produtos diferenciados. A marca trabalhou no sentido de criar um produto de elevada qualidade, produzido na sua totalidade em Portugal com matérias-primas nacionais e têxteis ecológicos (certificados pelo Oeko-Tex) inofensivos para o ambiente e para o organismo, permitindo a sensação de conforto e bem-estar, estando ainda a Origama Chaise Longue disponível em 16 cores/ modelos diferentes. Depois de conquistar Portugal, a marca pretende agora expandir-se além fronteiras. A Origama vai entrar este ano em força nos mercados estrangeiros. As praias de Angola, Espanha, Brasil, França e até as dos EUA vão poder ter esta “cadeira de sonho”. Em 2013, 20% da facturação resultou da exportação. Este ano, os responsáveis da marca preveem que a mesma represente mais de 50%. Esta é sem dúvida, uma nova forma de viver a praia, prática e tendo em conta as preocupações ambientais. Podem saber mais aqui: http://origama-inc.com

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Eis-me aqui a dar conta de mais uma campanha de alerta contra a injustiça e o abuso dos Direitos Humanos. Porque nunca é demais... As Nações Unidas lançaram e prosseguem com a sua campanha contra a discriminação. A “Free & Equal” é uma campanha sem precedentes de educação pública global deste organismo para a igualdade de lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais (LGBT). Um projeto do United Nations Human Rights Office que está a ser implementado em parceria com a Purpose Foundation, a “Free & Equal” vai aumentar a sensibilização da violência e discriminação dos homofóbicos e transfóbicos e promover um maior respeito pelos direitos das pessoas LGBT por todo o lado. A campanha pretende mobilizar milhões de pessoas ao redor do mundo em conversas e discussões que ajudem a promover o tratamento justo de pessoas LGBT e gerar apoio em medidas para proteger os seus direitos. No ano passado, a UN Women lançou uma campanha de publicidade inteligente, projetada para realçar a prevalência de atitudes sexistas. A campanha usa a função de preenchimento automático do Google para revelar o que as pessoas realmente digitam no seu motor de busca quando acham que ninguém está a olhar. Os resultados são deprimentes, até mesmo chocantes. Digitem as palavras "as mulheres devem", por exemplo, e irão ver que as formas mais comuns para completar a frase são "ficar em casa," "ser escravas" ou "estar na cozinha." Por outro lado, se colocarem algo do tipo "as mulheres não deveriam" e automaticamente a frase é completada com "ter direitos," "votar" ou "trabalhar".
Inspirado por estes anúncios, a campanha Free & Equal, fez uma espécie de anúncios “spin-off” que mostram o que acontece quando se repete a busca no Google, substituindo "gays" por "mulheres". A filosofia é a mesma: colocando no motor de busca expressões como "os homossexuais podem", "não podem", "devem" ou "não devem", o resultado são ideias como "os homossexuais devem ser mortos" ou "não devem poder adotar" ou ainda "devem calar-se". Estes anúncios algo chocantes, também mostram as pessoas com a boca tapada pela pesquisa do Google, terminando com a frase "Os direitos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais são direitos humanos". A campanha "Free & Equal" surge porque embora tenha havido progresso nos últimos anos, incluindo, em muitos países, importantes vitórias legais, medidas de combate à discriminação e um aumento nos níveis de apoio público para a igualdade LGBT, indo mais fundo, os ódios permanecem. Mais de 76 países criminalizam relacionamentos consensuais do mesmo sexo, de acordo com um relatório do ACNUDH de 2011 sobre violência e discriminação contra pessoas LGBT, onde as sanções vão das sentenças de prisão à execução. Entretanto, muitos mais países possuem discriminações com base na força de trabalho, na educação, nos sectores de saúde e outras áreas da sociedade, segundo a ONU. Por isso, não nos esqueçamos porque nos devemos comprometer na luta pela igualdade LGBT e com a "Free & Equal", o ódio homofóbico está agora na agenda da ONU.
Em termos de famosos a dar a cara, o rapper americano Macklemore e o produtor musical Ryan Lewis são os artistas mais recentes a comprometerem o seu apoio para com a "Free & Equal", ajudando a espalhar as mensagens da campanha através dos meios de comunicação sociais. Seu lema “NO FREEDOM 'TIL WE'RE EQUAL, MACKLEMORE & RYAN LEWIS SUPPORT IT!” Eles vêm, assim, juntar-se à estrela pop latina Ricky Martin, à cantora sul-africana Yvonne Chaka Chaka, à atriz de Bollywood Celina Jaitly e à cantora brasileira Daniela Mercury. Sobre esta dupla, convém lembrar que Macklemore & Ryan Lewis são os autores da canção "Same Love", gravada para o álbum de estreia de ambos “The Heist”, de 2012 e que conta com a participação da cantora Mary Lambert. A sua letra faz referência à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, tendo sido utilizada na campanha para o Washington Referendum 74, que foi mais tarde aprovado e permitiu a união de facto entre homossexuais no estado de Washington. Razão pela qual Madonna se associou e a interpretou com a dupla, nos Grammy deste ano. Passem a palavra: "Direitos Humanos para todos, sem nenhuma diferença”. Mais informações no site: www.unfe.org

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