Estreou ontem, no Casino Estoril a mais nova produção do grande Filipe La Féria. O Salão Preto e Prata passa agora a ser palco de “A Noite das Mil Estrelas”, um espetáculo que vai contar a história do Casino e do Estoril, desconhecida da maior parte dos portugueses, dos anos trinta à actualidade, revisitando também alguma História de Portugal do séc. XX aos nossos dias. Neste musical maior homenageia-se as grandes estrelas que subiram ao palco do Casino Estoril com as suas músicas, lendas e glamour, como Amália, Elis Regina, Charles Aznavour, Julio Iglesias ou Liza Minnelli, entre outras ilustras personalidades que marcaram para sempre a nossa memória. Escrita e encenada por Filipe La Féria, “A Noite das Mil Estrelas” está em cena, numa das salas de espectáculos mais belas do país.

Venham empreender esta fascinante viagem e deixem-se maravilhar pelo brilho, pelo talento em palco, pela música tocada por uma orquestra ao vivo e fantásticas vozes. A história da noite com mais luzes e glamour tem início com o sonho do empresário Fausto Figueiredo, quando este quis transformar os terrenos dos Estoris na Riviera Portuguesa. A partir desse momento, o Estoril passou a ser exilio de famílias reais, de refugiados e de agentes secretos da IIª Guerra Mundial. Em palco, vamos revisitando intrigas e espionagem desse período, assim como estrelas famosas de Hollywood, como Glória Swanson, ou Grace Kelly e o príncipe Rainier.

Ao longo de hora e meia, o espetáculo vai celebrando outras grandes estrelas que subiram ao palco do Casino, tais como Liza Minelli, Shirley Bassey, Diana Ross, Ray Charles, Elton John, Marcel Marceau, Nina Simone e os brasileiros Maysa Matarazzo, Elis Regina, Chico Buarque, Maria Bethania. Para tal, Filipe La Féria fez-se rodear de um elenco de artistas portugueses como Alexandra , Gonçalo Salgueiro, Pedro Bargado, Vanessa, Rui Andrade, David Ripado, Dora, Cláudia Soares, João Frizza e Catarina Mouro, assim como de um corpo de baile de 18 bailarinos e 3 acrobatas.

Não percam! Todos os brilhos, com muito fulgor, estarão em cena nesta Noite das Mil Estrelas, no Casino Estoril. De quinta-feira a sábado, às 21h30; sábado e domingo, às 17h00, com preços que vão de €10 a €35, podem reviver os momentos mais emblemáticos da história do Casino Estoril.

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Já chega da vasta e longa influência do Oriente no mundo da moda! Nesta Primavera-Verão, os bons ventos vêm mesmo de Espanha… Aqui me têm a falar de mais uma tendência de moda. Sim, porque a moda não se faz de apenas uma, mas recebe várias influências em cada estação. Depois dos anos 70, de que já noticiei, cabe-me agora dar-vos conta das influências espanholas.

Tudo começou com uma estrondosa produção na Vogue Itália, ainda no ano passado, por Steven Meisel. Depois, seguiu-se Madonna. A cantora conseguiu deixar-nos boquiabertos com o seu vídeo “Living for Love”, onde a beleza do seu guarda-roupa de toureira a la Matador, das máscaras dos dançarinos e do "drama" das cortinas vermelho sangue, fizeram-nos sentir estarmos em plena arena. A Rainha da Pop também surpreendeu nos últimos Grammy Awards, onde decidiu ir de toureiro chique por Givenchy Couture.



Por seu turno, com inspiração na influência da Espanha na Sicília entre 1516 e 1713, a coleção de verão 2015 da Dolce & Gabbana desfilada na semana de moda de Milão trouxe o arquétipo da mulher mediterrânea. Um mulher forte, romântica e, ao mesmo tempo, tradicional, com um mistura das grandes touradas e o flamenco. Com muitos boleros e shorts bem trabalhados, cheios de bordados e cores fortes, aliados às calças bem justas. E assim foi também na sua publicidade, com uma campanha focada nos símbolos de Espanha. Para divulgar a sua nova linha, a dupla Domenico Dolce e Stefano Gabbana criou uma campanha muito sensual, na qual homens e mulheres, de diferentes gerações, dançam flamenco. Entre os diversos figurantes da campanha, fotografada pelo próprio Domenico Dolce, temos Bianca Balti, uma das principais embaixadoras da marca, e o toreador José Maria Manzanares, toureiro espanhol de 28 anos, que enfrentou seu primeiro touro aos 12 anos. Ele, que treinou com o pai e o avô e se estreou numa arena aos 20 anos, é hoje um dos mais talentosos do mundo.

Pois é, a “fuerza”, a "pasión", os “sombreros” e as tardes de touradas inspiraram vários designers. Desde a dupla italiana a Balenciaga, passando por Emilio Pucci, Ralph Lauren, Oscar de La Renta, Christian Dior ou Loewe, o estilo espanhol pisa as passarelas, passeia pelas red carpets e lança-se para conquistar as ruas, sabiamente combinado e dosificado, para obter os looks com mais raízes desta temporada. Fiquem atentos!

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Este foi um óptimo filme para esta altura de Páscoa. Sim, porque vou várias vezes ao cinema, não preciso de aguardar por convites para ante-estreias... “Cinderela” é um filme live-action americano, de grande fantasia romântica, realizado por Kenneth Branagh, a partir do guião de Chris Weitz. Produzido por David Barron, Simon Kinberg e Allison Shearmur para a Walt Disney Pictures, esta é a história conhecida por todos, inspirada no conto de fadas de Charles Perrault e na animação de 1950 dos estúdios Walt Disney com o mesmo nome.

A história segue amplamente a adaptação animada homónima, mas com várias reviravoltas. Por exemplo, nesta versão, Cinderela e o Príncipe conhecem-se antes do fatídico baile. Na ocasião, ele diz-lhe tratar-se de ser um simples aprendiz do palácio. Aliás, ao contrário da animação, o filme desenvolve mais o papel do príncipe, focando o seu relacionamento com o seu pai. Mas há mais! A fada madrinha é uma personagem mais presente do que na versão anterior, disfarçando-se como uma velha mendiga que olha por Cinderela antes de se revelar um ser mágico. Nos cinemas, o filme tem sido acompanhado pela curta-metragem de animação “Frozen: Fever”, dando continuidade ao êxito cinematográfico “Frozen”.

“Cinderela” tem um elenco exemplar: Lily James como Ella (a própria da Cinderela), Cate Blanchett como Lady Tremaine (a "madrasta má"), Richard Madden como Kit (o "Príncipe"), Sophie McShera como Drisella, Holliday Grainger como Anastasia, Stellan Skarsgård como o Grão-Duque, Derek Jacobi como o Rei, Ben Chaplin como o pai de Cinderela e Helena Bonham Carter como a Fada Madrinha.

Ao contrário de “Malévola”, que conta a história da Bela Adormecida do ponto de vista da vilã, a intenção aqui foi actualizar a linguagem, sem perder a essência da história. De tal forma que uma frase da mãe de Ella (Hayle Atwell), dita logo no começo, ecoa por todo o filme – “Tenha coragem e seja gentil”. E com esta frase, define-se a personagem principal. Tanto que Ella apega-se à frase em todas as fases por que atravessa. Mas quem rouba a cena é Cate Blanchett, como a sua madrasta. A Disney percebeu, há já algum tempo, o fascínio que as suas vilãs exercem (a Malévola de Angelina Jolie é um belo exemplo disso) e esmerou-se para o papel de Lady Tramaine, tanto no figurino (o seu guarda-roupa é irrepreensível), como na sua caracterização, para evidenciar os seus comportamentos. Não é à toa que ela odeia Ella, mas nem por isso as suas atitudes são justificáveis. Se fosse protagonizada por uma actriz inferior, talvez não tivesse funcionado tão bem…

Quanto a Kenneth Branagh, ele tem sido, sobretudo, um realizador que sempre soube como fazer uma história conhecida ganhar novos contornos, como demonstrou nas suas adaptações de William Shakespeare, “Henrique V” (1989), “Muito Barulho por Nada” (1993) e “Hamlet” (1996). Em “Cinderela”, ele não teve exactamente uma tragédia shakespereana em mãos, mas Branagh diz ter abordado a história encantada da mesma forma como encenou as obras clássicas do dramaturgo britânico. Em conversa à imprensa, Branagh assumiu que gosta de fazer “as pessoas se interessarem por histórias icónicas”. E que o segredo é dar-lhes um tratamento moderno. Branagh disse ser movido por desafios e “Cinderela” tem todos os ingredientes para isso. “Eu gosto muito de desafios. Fiquei surpreso e feliz por ter sido chamado para realizar um conto de fadas. Tive a oportunidade de mostrar porque é que continuamos interessados por estas histórias. Foi uma possibilidade para explorar novas facetas da Cinderela”. Para Branagh, a grande mensagem do filme é a frase que a mãe de Cinderela lhe diz antes de morrer: “Seja corajosa e gentil”. “Todas as coisas simples vêm acompanhadas de grandes significados. Essa frase tem uma equivalente em ‘Rei Lear’, de William Shakespeare: “Tenha paciência e resista”. “Estava determinado em fazer um filme sobre coisas importantes e capazes de inspirar”, completa o realizador.

Como já disse, em “Cinderela”, bondade e coragem mostram ser capazes de vencer o mal, e com uma produção que deu atenção a todos os promenores, o filme também resulta num belíssimo espetáculo visual. E vamos embrenhando pela magia e pela fantasia, como se estivéssemos a ver esta história pela primeira vez, com o mesmo encantamento.

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A Abelha Maia fez ontem, quarta-feira, 40 anos. Foi exactamente há quatro décadas que Portugal transmitiu o primeiro episódio das aventuras e desventuras da abelha "conhecida pela amizade, pela alegria e pela bondade" e “Maia voa sem parar”, tal como canta o genérico. E sabiam que a abertura de cada episódio era cantado pela Ágata, ou melhor Fernanda Sousa, na altura? Pois é! Ágata e Tozé Brito dão as vozes do genérico desta série de animação.

Maia estreou-se no ecrãs de televisão em 1975, sob a chancela da companhia nipónica Nippon Animation, numa co-produção da Alemanha, Aústria e Japão, a partir da adaptação do livro infantil alemão de Waldemar Bonsels, “As Aventuras da Abelha Maia” (Die Biene Maja und ihre Abenteuer no original), de 1912. Hiroshi Saito realizou a série, com desenhos a cargo de Susumu Shiraume, cenários de Nizô Takahash e música de Karel Svoboda. O primeiro episódio foi emitido no dia 1 de Abril de 1975. Mas a Portugal, a Abelha Maia só chegou em 1978, pela RTP1.

Esta simpática e atrevida Abelha marcou gerações e, certamente, ainda hoje os descendentes dos aficcionados da série de desenhos-animados sentem-se encantados com ela e com a música entoada pela ex-"Doce". È verdade, A música do genérico continua a «não sair da cabeça» até das gerações mais novas…

No início dos anos 80, Maia teve direito a uma segunda série. E em 2014, a abelhinha foi “promovida” e voou dos ecrãs de televisão para as telas de cinema. Assim, “Maya, the Bee”, uma produção germano-australiana, estreou em Setembro de 2014, chegando a Portugal em Janeiro deste ano, com o título “Abelha Maia – o Filme”. E assim, Maia continuará a voar, sem nunca mais parar...

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O mundo conheceu ontem o lançamento de um novo serviço de música, o Tidal, e não se trata apenas de mais uma plataforma streaming , mas sim de um novo conceito de negócio. O Spotify que se cuide… Muita gente importante do mundo da música juntou-se em Nova Iorque para o lançamento do Tidal. Nomes como Nicki Minaj, Daft Punk, Usher, Madonna, Dead Mouse, Chris Martin, Arcade Fire, Alicia Keys, Calvin Harris, Kanye West, Rihanna, Beyoncé, Jack White…. e claro, o boss da empresa, o rapper nova-yorkino, Jay-Z.

Tidal é um serviço de música streaming em alta qualidade que foi comprado por Jay-Z no início do ano, por 56 milhões de dólares, e com a participação de outros artistas, acabou por se transformar num novo produto. No evento de lançamento, transmitido ao vivo nesta segunda-feira, dia 30 de Março, foi explicado que se trata de uma empresa em que os próprios artistas são sócios.

“Queremos criar um melhor serviço e experiência, tanto para os artistas e os fãs. Uma ligação directa entre eles. A nossa missão vai além do comércio e apenas da tecnologia. A nossa intenção é preservar a importância da música nas nossas vidas. A música é muito poderosa e é isso que o Tidal quer ser. Uma conexão entre os artistas e seus fãs, onde encontram uma experiência exclusiva e que não poderá ser obtida em nenhum outro lugar”, explicou Alicia Keys durante evento. “Tidal é uma plataforma global e em rápida expansão streaming. Estamos aqui hoje para oferecer algo diferente: uma plataforma com propriedade dos artistas. É tão dinâmica como os artistas por trás dela. Hoje é o início de uma nova era e o início de uma missão para restabelecer o valor da música”, completou.

A estratégia de divulgação foi trabalhosa e contou com todos os artistas-sócios envolvidos, fazendo alterar nas vésperas os respectivos avatares nas redes sociais para um quadrado na cor azul-bebé. No evento referido, todos eles compareceram e assinaram o contrato de sociedade. Madonna, irreverente como sempre, brincou e deitou-se na mesa, ao assinar.

Neste novo serviço de música streaming paga-se uma mensalidade a partir de 9,99 dólares para se poder ter acesso a um catálogo de 25 milhões de canções e 75 mil vídeos e entrevistas exclusivas com artistas. O seu factor diferencial consiste em oferecer áudio de altíssima qualidade e vídeos em HD, bem diferente de todos seus concorrentes. O objetivo do Tidal é destronar os outros serviços de streaming como Spotify, Deezer e Google Play, pois, segundo os artistas, eles não recebem devidamente pelas suas obras e direitos de autor.

Recorde-se que o Tidal passou a pertencer à Project Panther Bidco, empresa do rapper norte-americano, que recentemente tinha adquirido a plataforma de streaming à sueca Aspiro, por 56 milhões de dólares. O mesmo está agora disponível nos Estados Unidos e em mais de 15 países pelo mundo fora, como Noruega, Suécia, Dinamarca, Alemanha, Polónia e Portugal. No nosso país, pode custar 8,99 €/mês para o Tidal Premium (o básico) ou 17.99€/mês para o Tidal HiFi.

"Tidal não é sobre o consumo e ganância! É sobre como proteger uma forma de arte que é amada por todos nós, a música! #rebelhearts ficam juntos por aquilo em que acreditam!", defendeu Madonna. Por seu turno, Madonna tem somado sucessos. Na noite de 29 de Março, no Shrine Auditorium, em Los Angeles, a Rainha da Pop apareceu para apresentar o prémio de canção do ano para Taylor Swift pela faixa “Shake It Off”, nos iHeartRadio Music Awards. Taylor, que acabou por receber três prémios durante a noite, também se apresentou com Madonna em palco, num momento que ficará para a história da música pop, ao tocar guitarra para Madonna, enquanto esta cantava "Ghost Town", do seu mais recente álbum “Rebel Heart”.

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Foi lançado, no passado mês de Setembro, em Nova Iorque, a campanha da ONU Mulheres HeForShe – “ElePorEla”, na tradução à letra, um dos maiores movimentos de solidariedade do século XXI. Mas, por alguma razão, por cá pouco ou nada se tem feito… E como sou apologista de causas meritórias, aqui me têm a dar conta, pois ainda está a decorrer.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e a Embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, a actriz Emma Watson, abriram um evento repleto de personalidades com grande popularidade entre homens e crianças ao redor do mundo, para repercutir a igualdade de género e o poder das mulheres nos dias de hoje. “Ao longo dos anos, os homens têm apoiado o movimento das mulheres. Mas, para a maioria, era apenas isso: um movimento de mulheres quando, na realidade, a igualdade de géneros é da responsabilidade de todos”, disse o Secretário-Geral no seu discurso de abertura.
Mediada pelo apresentador da CNN, Wolf Blitzer, a campanha HeForShe tem como objetivo colocar homens no centro do activismo e do diálogo para acabar com as persistentes desigualdades enfrentadas pelas mulheres e meninas em todo o mundo. Ao longo de 12 meses (a contar de Setembro último) pretende mobilizar um bilhão de homens e rapazes como defensores e agentes de mudança para a igualdade de género.

“Os países têm a obrigação de combater qualquer violência contra a mulher. Mas também é preciso mudar atitudes”, afirmou Ban Ki-Moon, chamando à atenção de que uma em cada três mulheres é vítima de violência. “Os homens são responsáveis pela maioria das ameaças e violência contra as mulheres. Geralmente, estes homens até são bem próximos das suas vítimas: pais, maridos, namorados ou chefes”, concluiu. Ban também aproveitou para fazer um apelo: “Precisamos dizer aos homens e rapazes: Não levantem as vossas mãos pela violência, levantem, sim, as vossas vozes para pará-la e para promover os direitos humanos para todos”. Num ponto alto do lançamento, Ban ativou o mapa HeForShe, um gráfico em tempo real com um localizador GPS que acompanhará a participação dos homens com a iniciativa em todo o mundo, ao longo de doze meses. O chefe das Nações Unidas foi contado como o número um e Blitzer tornou-se “número dois”.

Já no seu discurso, a Diretora Executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, disse que a HeForShe é para todo o homem, rapaz ou indivíduo, onde quer que estejam. Apesar das estatísticas terríveis sobre a violência contra as mulheres e a desigualdade de género, “os homens e os rapazes podem mudar o curso da história”, defendeu. Estimulando políticos, artistas, actores e desportistas do sexo masculino para “acordarem”, para que, através deles, os jovens e adolescentes vejam modelos a seguir, dispostos a ajudar na mudança da sociedade. Phumzile disse que as pessoas de todas as esferas são convidadas a trabalhar no sentido de criar um mundo de justiça e igualdade de oportunidades, sem discriminação.

Por seu turno, Emma Watsom fez um inspirador apelo, onde falou sobre a importância do feminismo, alertando para os malefícios, inclusive aos homens, que a desigualdade dos géneros acarreta. Ao longo do seu discurso, enquanto embaixadora das Nações Unidas, a atriz britânica disse que o feminismo não é sinónimo de ódio aos homens, mas sim a crença de que ambos devem ter os mesmos direitos e oportunidades. “Estou a pedir para si, porque nós precisamos da sua ajuda. Queremos acabar com a desigualdade de género e precisamos de todos os envolvidos “, disse Emma, ressaltando que a campanha HeForShe é, mais do que falar, tratar de alcançar resultados tangíveis.

E eu, sugiro, vamos dar voz a esta campanha! Vamos partilhar no Facebook, no Instagram, e noutras redes sociais! Não deixem morrer esta iniciativa, pois ainda faltam alguns meses.

Mais info em http://www.heforshe.org/


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Pois é, como homem, reconheço a importância desta tendência… Na maior parte das vezes, as passarelas mostram fantasias que pouco têm a ver com a realidade. Mas os recentes desfiles masculinos demonstraram o contrário e coincidiram numa coisa: a bolsa masculina. Omnipresente nos fashion shows, tornou-se peça regular e assídua também nas ruas. Para que tenham uma ideia, em 2014 foram vendidas cerca de 6 milhões ao redor do mundo, segundo a Euromonitor. E refiro-me apenas às bolsas masculinas de luxo, um sector que duplicou na última década e cujas vendas, actualmente, chegam muito perto da cifra 5,5 bilhões de euros. Com este ritmo, calcula a mesma consultora, poderá exceder os 7 bilhões em 2019.

O fenómeno corresponde a um crescente interesse no mundo da moda por parte dos homens. “A venda de moda masculina aumentou 70% desde 1998. Até então, representava uns 38% da indústria têxtil. E em 2013, o menswear já atingiu 42% e é esperado que continue a crescer", dá conta a Euromonitor. Os estudos da consultora mostram que o crescimento da moda masculina superou a feminina nos principais mercados. O certo é que os homens respondem, cada vez mais, às tendências. E estão dispostos a experimentar coisas que anteriormente não ligavam nenhuma e, acima de tudo, a investir mais dinheiro no seu guarda-roupa.

As 6 milhões de bolsas de homem vendidas em 2014 podem parecer uma anedota, quando comparadas com as 25,6 milhões do departamento feminino. Mas, como bem sabemos, no terreno do mercado de luxo, o segredo do sucesso é a qualidade, não a quantidade... E por estes dias, a ala masculina representa quase um quarto do negócio, de acordo com o último relatório publicado pelo consultora NPD. E com preços que variam dos 325 euros por uma clutch básica da Balenciaga aos 7.000 euros de uma shopping bag em pele de tubarão da Valextra, o certo é que estas peças não saem nada baratas. Excentricidades à parte, claro, como a Birkin XXL em pele de crocodilo roxo que Pharrell Williams encomendou à Hermàs, pelo valor de 61.000 euros.

Portanto, uma coisa está clara: o homem actual está disposto a desembolsar a soma necessária para aproveitar, para si, uma parte da moda que, até então, não lhe estava reservada. De facto, enquanto o mercado global de gama alta cresceu apenas 3% no ano passado (foi a quota mais baixa dos últimos cinco anos, provocando um alarme geral), os especialistas prevêem um retorno, impulsionado pela venda de acessórios. Mais especificamente, os masculinos, um departamento onde a bolsa é a estrela. “De há uns tempos para cá, a indústria tem-se vindo a masculinizar. “Há alguns anos atrás, acharíamos estranho ver um homem a andar pela rua com um tote da Mulberry pendurado ao ombro, mas hoje é uma imagem comum”, explica Fflur Roberts, gerente de bens de luxo da Euromonitor. Já segundo Jean Cassegrain, CEO de Longchamp, “a bolsa masculina tornou-se mais um elemento do guarda-roupa de um cavalheiro”. Jean viveu na pele, e nas suas próprias contas, os benefícios de ampliar a sua linha de acessórios masculinos: a empresa fechou o ano com um crescimento de 8% e um rendimento de 495 milhões de euros.

E então, senhores, vão resistir a esta tendência? A moda lembrou-se de nós e até nos dá uma ajuda. Afinal, agora temos onde guardar os nossos gadgets, smartphones e até tablets ou laptops…

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Ainda não dá para perceber se “Focus” será um grande sucesso de bilheteira, capaz de colmatar os últimos insucessos de Will Smith, mas, pelo menos, em termos de qualidade , houve uma clara evolução. O filme pode não ser extraordinário, mas cumpre bem a sua função de entreter o espectador. Em “Focus”, Will interpreta Nicky, um trapaceiro profissional, que vive de pequenos golpes, mas possui uma verdadeira quadrilha organizada que o apoia nas actividades ilícitas. Eis que ele conhece uma golpista, Jess (Margot Robbie) bem menos experiente. Ela vê nele a possibilidade de aprender mais sobre a sua "profissão" e ele, vendo potencial nela, começa a treinar a novata. Jess faz uso de toda a sua beleza para os golpes só que, aos poucos, vai conquistando o coração de Nicky. Entrando numa grande confusão, para ter a rapariga estonteante nos seus braços, Nicky não mede esforços e acaba por ter de enfrentar um empresário milionário (interpretado pelo actor brasileiro Rodrigo Santoro).

Realizado por Glenn Ficarra e John Requa, realizadores responsáveis por “Amor, Estúpido e Louco” ou “Eu Amo-te Phillip Morris”, “Focus” é uma divertida mistura entre romance e (muita) vigarice. Recheado de voltas e reviravoltas, o filme leva-nos por caminhos bem diferentes do previsível e isso é o que resulta mais interessante. Com muita imprevisibilidade, a forma “deliciosa” com que nos envolve e cativa faz com que a história resulte e nos entretenha do princípio ao fim. Will Smith e Margot Robbie têm uma química excelente e parte do filme resulta por este facto. A banda sonora também não é de se deitar fora, com músicas ao nível de “Sympathy For The Devil”, dos lendários The Rolling Stones e com dois temas originais da banda portuguesa Dead Combo, “Lisboa mulata” e “Rumbero”.

“Focus” não é, nem pretende ser uma obra-prima. É apenas um filme que resulta por ser aquilo que é, ou seja, um belo filme de entretenimento. Mais info em http://www.youtube.com/WarnerBrosPortugal e www.twitter.com/warnerbros_PT


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Mais uma vez, com paixão, muita curiosidade (ou não se chamasse esta 44ª edição “Curioser”) e, certamente, grande energia criativa e motora, a ModaLisboa regressou ao Pátio da Galé, para apresentar as coleções Outono/Inverno 15/16 dos principais criadores portugueses. E por três dias, vimos modelos a passarem colecções, múltiplos convidados a observar (e a se exibirem) e as marcas associadas a aproveitarem o espaço expositivo para se mostrarem.

Sempre vocacionada na descoberta de novos talentos da moda nacional, a ModaLisboa Curiouser começou com o habitual Sangue Novo, com doze jovens designers (8 em nome individual e duas duplas) a apresentaram coleções, com estéticas bem distintas, e a provarem que o futuro da moda portuguesa é promissor. Pela passerelle, desfilaram propostas de Inês Duvale, Cristina Real, Banda, Duarte, David Catalán, Patrick de Pádua, M HKA, Patrícia da Costa, Tânia Fonseca, Rúben Damásio. E no âmbito de uma parceria entre a ModaLisboa e o festival de moda holandês Fashion Clash, Patrick de Pádua acabou por ser selecionado a apresentar a sua coleção e a representar Portugal no evento deste ano, que se vai realizar em Junho próximo, em Maastricht.

Luís Carvalho exibiu a sua mais recente coleção, integrada na secção LAB. Mas muitos outros nomes se lhe juntaram. Pudemos assistir à apresentação das propostas, sempre frescas e inovadoras, de Dino Alves, Valentim Quaresma, Ricardo Preto, Alexandra Moura, Miguel Vieira, Carlos Gil, Lidija Kolovrat, entre outros. A angolana Nadir Tati estreou-se na passerelle portuguesa e o guest designer polaco Dawid Tomaszewski, que já tinha participado na 37ª edição da Modalisboa, com boas criticas relativas à coleção da altura, voltou aos holofotes da Lisbon Fashion Week.

Filipe Faísca e as suas oito meninas em tratamento no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, que desfilaram nesta edição causaram enorme comoção na assistência. E Nuno Gama teve, mais uma vez, uma das maiores enchentes e ovações da ModaLisboa. A sua interpretação de “Os Lusíadas” deu um tom de espectáculo à última noite do certame, com aves de rapina, estandartes com a cruz de Cristo, chapéus de inspiração quinhentista e peças de design contemporâneo, numa bonita “mise en scène” que terminou com Amália e o hino português, que fez erguer todos na sala, para porem as mãos ao peito e, a seguir, aplaudirem emocionados.

E, assim, as grandes novidades da moda portuguesa foram, mais uma vez, apresentadas, pela 44ª vez na ModaLisboa… Lá para Outubro, a ModaLisboa - Lisboa Fashion Week regressará para afirmar, mais uma vez, a indústria portuguesa da moda e dos seus designers… Saibam mais em dailymodalisboa.blogspot.com e em www.modalisboa.pt

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A Rainha da Pop lançou hoje, finalmente, o seu 13.º disco de estúdio, revelando a artista pioneira e provocadora que sempre foi, mas igualmente sensível, pensativa e fora dos padrões, mesmo aos 56 anos de idade. Com “Rebel Heart”, Madonna prova que veio para ficar, como força criativa e ícone pop atemporal. Este seu novo álbum, que revela facetas ousadas e outras mais suaves, é um retrato revelador da eterna Material Girl, voltando a mostrá-la como uma cantora pioneira e provocadora, mas também delicada, preocupada, inquieta e totalmente fora dos padrões normais.

A vencedora de prémios Grammy confirmou que o título deste novo trabalho reflecte a sua intenção original de fazer um disco de dois lados, com 10 canções em cada um. “Um lado seria a minha parte mais rebelde, provocadora, que rompe barreiras, e o outro a minha parte mais romântica, vulnerável, e eles acabam por se misturar”, disse. “Rebel Heart”, o seu primeiro álbum desde MDNA, de 2012, que chegou ao topo da lista Billboard 200, também é algo autobiográfico, especialmente em faixas como “Veni Vidi Vici”, que repassa a sua carreira e sentimentos pessoais e reveladores de insegurança, perda e decepções amorosas. Aqui, a cantora acena para o passado e cita inclusive alguns dos seus êxitos anteriores, com versos confessionais do rapper Nas.

Entre as 19 canções da versão Deluxe (a standard tem apenas 14 temas), estão baladas sofisticadas e poéticas como “Devil Pray”, “Ghosttown” e “Joan of Arc”, que reflecte sobre o sentido da vida, finais de relacionamento e o amor em geral. “De cada vez que eles escrevem uma palavra de ódio/Arrastando a minha alma na lama/Eu quero morrer/Nunca admito, mas dói”, canta em “Joan of Arc”. Mas Madonna também solta as rédeas em canções de dança e contagiantes como “Living for Love” e “Unapologetic Bitch”, uma colaboração com o DJ Diplo. “Ele gosta de fazer as pessoas se levantarem e dançar, e fá-lo”, comentou a cantora a respeito de Diplo.

“Living for Love”, a primeira música do disco, tem uma batida forte, com letras sobre a dor de um rompimento amoroso e a dar a volta por cima para reencontrar o amor. Madonna ainda retoma temas de sexo e da religião, que ela considera tópicos infinitamente interessantes.“Eles são tão importantes para as pessoas, quanto são mal compreendidos”, explicou. “Ambos trazem muita luz para o mundo e muita escuridão. Por essas razões, eu gosto de explorá-los”.
“As mulheres, em geral, quando chegam a uma certa idade, aceitam que não devem se comportar de uma certa maneira. Mas eu não sigo regras. Nunca o fiz e não vou começar agora”, disse à revista “Rolling Stone”. Auto-afirmativa, “Bitch I’m Madonna” é tão bem-humorada quanto qualquer outro tema assinado por Diplo e cresce com a inserção de Nicki Minaj. Já a colaboração de Chance the Rapper em 'Iconic' não diminui a clássica mensagem passada, de que o estrelato está ao alcance de todos. Também não reduz o inusitado da introdução de Mike Tyson para a faixa. 'Illuminati' traduz o humor afiado da cantora numa crítica às teorias da conspiração, mas também simboliza a sua primeira aproximação bem sucedida com o hip-hop, graças ao trabalho de Kanye. “Hold tight”, “Inside out” e a excêntrica “Body shop”, de inspirações orientais, respondem pelo vanguardismo das produções, enquanto “S.E.X.” e “Best night” mantêm viva a persona sensual de “Erotica” (1992).

“Devil pray” é o exemplo de canção que só parece funcionar sob a assinatura de Madonna, com a sua mistura de referências religiosas e menções ao uso de drogas. A produção de Avicii é dobrada à vontade da intérprete, revivendo a mescla de violas e batidas eletrónicas que surpreendeu fãs e críticos na época de 'Music' (2000). A auto-rreferência é um dos elementos básicos de 'Rebel heart', mas surge de modo mais fluido que nos discos anteriores. Em “Holy water”, chega a usar um trecho de “Vogue”.

As letras não eram tão intimistas desde “American Life” (2003), o que garante baladas honestas após longo período de produções superficiais. Entre estas, “Wash all over me” brilha pela percussão exótica e por versos maduros. Mas em “Queen”, temos um discurso franco de Madonna sobre a própria carreira, que levanta a questão: “Quem a vai substitur?”.
Quando se trata de Madonna, sabemos que não existe, no actual mundo da pop, lugar para estrelas como ela: maduras, lendárias, antigas e, ao mesmo tempo, modernas, multifacetadas e com energia a rodos. Madonna pertence ao palco, aos holofotes, e isso dificilmente alguém lhe poderá tirar. Ela sabe exactamente o seu lugar no panorama actual. E a atitude rebelde, que lhe vem de dentro e lhe é natural, continua a manifestar-se…

A queda que interrompeu a actuação de Madonna no encerramento dos Brit Awards, no mês passado, representa o caos ordenado em que a rainha do pop escolheu envolver-se para a criação de “Rebel Heart”. Derrubada com o puxão de uma capa amarrada ao pescoço, a cantora levantou-se logo em seguida e prossseguiu a interpretação de 'Living for love', single de lançamento do álbum, sem demonstrar abalo após o acidente, que lhe causou uma entorse cervical. “Se eu não estivesse em boa forma, não teria sobrevivido àquela queda. Mas sou forte”, disse a cantora ao The New York Times. A agilidade com que retomou o seu número é a mesma que demonstrou ao combater o download ilegal de 13 músicas de “Rebel Heart”, ainda em estágio inicial, no final de 2014. Madonna antecipou o lançamento de seis faixas já finalizadas pelo iTunes, tornando-se player no jogo ditado pela velocidade da internet. Essa medida acabou por render a Madonna o primeiro lugar do top daquela plataforma em 44 países, incluindo Portugal. E essa “degustação” já dava ideia de um trabalho mais interessante que os seus dois anteriores (“Hardy Candy” e “MDNA”). As críticas foram unânimes! “Rebel Heart” é o melhor álbum de Madonna em 16 anos", é a opinião de quase todos os meios, mas esta afirmação é do site Vice, que considera o novo álbum da Rainha da Pop como melhor que “MDNA”, “Hard Candy”, “Confessions on a Dance Floor” e “Music”.

O álbum completo (25 faixas na versão Super Deluxe de dois CDs) revela uma artista ainda mais ágil em captar tendências, munida de produtores que conduziram a sua música por caminhos mais "frescos" do que os explorados na última década. Kanye West, Avicii e Diplo são os principais guias musicais de “Rebel Heart”, mas é a força de Madonna que transparece como combustível e condutora do novo trabalho. E que tem caracterizado o seu status, conquistado ao longo dos mais de 30 anos de carreira. Parafraseando o jornal i, mesmo quando cai, a Rainha continua de pé!

Madonna vai divulgar “Rebel Heart” com uma tourné internacional, que começa em Miami no dia 29 de Agosto.

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Eis um filme de que há muito deveria ter falado, pois fui à sua ante-estreia na primeira semana de Fevereiro, mas, uma vez ainda em cartaz, estou a tempo de o aconselhar. Este é um filme de ficção cientifica bem animado e cheio de efeitos especiais, onde os realizadores de "Matrix" mostram todos os seus artifícios como cineastas numa obra tecnicamente eficiente.

Tudo gira à volta do nascimento de Jupiter Jones, que auspiciava um grande destino. Jupiter Jones nascera numa noite peculiar, sob sinais que prenunciavam estar destinada a grandes acontecimentos. Já adulta, Jupiter sonha com as estrelas mas acorda todos os dias para a dura realidade de um emprego a limpar a casa dos outros e um outro sem fim de afazeres. Mas quando Caine Wise, um ex-militar geneticamente manipulado, chega ao planeta Terra para a procurar, Jupiter começa a ter uma breve ideia do que o futuro lhe reservava – ela acaba por ser a sucessora em linha de um extraordinário legado cósmico que pode mesmo alterar a ordem do Universo. Porém, apesar de incrédula no que Caine acaba de lhe contar, Jupiter depressa percebe que a sua vida corre sério perigo e que, para sobreviver, apenas poderá contar com a sua própria coragem e a deste desconhecido extra-trerreste…

Realizado pelos irmãos Lana e Andy Wachowski, este é um "thriller" futurista, que conta com Mila Kunis e Channing Tatum nos principais papéis. Desde que realizaram o primeiro “Matrix” que os irmãos Andy Wachowski e Lana Wachowski tentam voltar a fazer um grande filme. As suas continuações decepcionaram um pouco e os filmes seguintes não empolgaram o grande público. Agora, com “Ascensão de Júpiter”, é certo de que ainda não foi desta vez que ambos realizaram um filme tão brilhante quanto “Matrix”, mas na verdade, este filme não pretende ser melhor, apenas ser um belo filme de ficção cientifica e, nisso, cumpre bem a missão.

Completam ainda o elenco Sean Bean, como o mentor de Caine chamado Stinger e Eddie Redmayne, como o vilão de serviço Balem. O orçamento avultado da produção é bem perceptível. A direção de arte, os figurinos, a maquilhagem e os efeitos especiais são, de facto, um deslumbre. A banda-sonora de Michael Giacchino é grandiosa e emocionante, conferindo mais emoção à acção do filme. Inclusive, alguns dos conceitos elaborados pelos Wachowski resultam interessantes, como a explicação científica para reencarnação. Por tudo isso, este é um filme que deleita o nossos olhar e nos entretém. Ainda nos cinemas…

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Mesmo! Pelo menos, no mundo da moda… Parece que o autor da novela “Boogie Oggie” foi visionário, ao revisitar esta década. Do disco sound ao hippie, a moda dos anos 70 está de volta, com toda a sua ousadia e cor. Nas passarelas ou na red carpet, as celebridades têm vindo a mostrar todo o glamour de uma década tão importante para a moda. Exótica, fluida, boémia, "gypsy" – estas são as palavras que dominam o mundo da moda na próxima estação. O look hippie-chic dos anos 70 está mesmo à nossa volta. E as capas de revistas são testemunho disso, da Vogue Portugal à Elle Brasil.

Das túnicas florais da marca Céline e calças boca-de-sino de veludo cotelé da Louis Vuitton, às maxi-saias e turbantes da Saint Laurent, os anos 70 estão indubitavelmente de volta. A designer britânica Bella Freud até baptizou o seu novo perfume com o nome de "1970". E o look "gypset" dos anos 70 está mesmo aí – uma combinação dos termos "gypsy" ("cigano") e "jet set" (que remete à sofisticação), é glamouroso, luxuoso, hedonista e extravagante. Ele evoca imagens como almofadões no chão, incenso, artistas plásticos, estrelas de rock e suas fãs...

Mas o que faz aquela década ser tão influente na moda de hoje? Para o especialista britânico, Dennis Nothdruft, curador-chefe do londrino “Museu de Moda e Têxtil”, tem tudo a ver com o "pêndulo da moda". "Nos últimos anos, tem havido uma abordagem da moda muito rígida, moderna, utilitária, com muita estampagem digital. E o look boêmio dos anos 70 é, exactamente, o oposto disso, representa uma maneira mais relaxada de se vestir", explica. Segundo Nothdruft, "o estilo dos anos 70 parece mais verdadeiro, mais honesto, mais humano. Na actual era digital, as pessoas estão a valorizar mais essas qualidades – e estão também a valorizar experiências e viagens. As grandes redes de confecções chegaram a um ponto de saturação – é por isso que o vintage está cada vez mais popular".

O início dos anos 70 foi uma época de idealismo, radicalismo, anti-consumismo, contestação social e mudanças, com ênfase no debate sobre a igualdade de raças e de gêneros. Mas o “boehmismo” já estava entre nós, muito antes disso: surgiu como uma filosofia que influenciou as artes no século XIX, principalmente como uma rebelião não-conformista contra a ascensão da rigidez burguesa. Foi apenas no fim dos anos 60 e início dos 70 que tal se fundiu com a contra-cultura e com o movimento hippie. E o look hippie começou como um modo de afirmação política, uma espécie de anti-moda, mas logo se tornou na própria moda.

Mesmo assim, os estilistas de hoje querem ligar-se com o mood autêntico e livre dos anos 70. Por exemplo, a marca italiana Valentino convidou a veterana Celia Birtwell, um dos grandes nomes da moda dessa década, para colaborar com sua coleção pré-outono 2015. A mesma é composta por vestidos florais etéreos, com acabamentos em renda e enfeitados com os bordados românticos de Birtwell. Os modelos foram muito aplaudidos, e um deles, inclusive, foi usado pela poderosa Anna Wintour, Diretora da Vogue americana.

Portante, o estilo dos anos 70, eternamente associado à icónica Jane Birkin, está mesmo de regresso! Adiram aos estilo seventies!!!

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Ontem, 1 de Março, a cidade do Rio de Janeiro completou 450 anos. Internacionalmente conhecida como a “Cidade Maravilhosa”, não é de estranhar que o Rio seja motivo de tanto deslumbramento: são tantas paisagens de tirar o fôlego, que não há quem não se encante… Rio de Janeiro, a cidade linda que inspira poetas e artistas.

Sem dúvida, uma das mais belas cidades brasileiras, o Rio foi a capital do Brasil por 197 anos, de 1763 a 1960. Foi a capital do Império do Brasil desde 1822, quando a nação declarou a sua independência de Portugal e conservou esse estatuto até à inauguração de Brasília, em 1960. Mas antes, há exactamente 450 anos atrás, o colonizador português Estácio de Sá desembarcava numa praia entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, onde hoje fica o bairro da Urca, com o objetivo principal de expulsar franceses que tinham se estabelecido na Baía de Guanabara, sem autorização da coroa portuguesa, anos antes, e travar uma guerra contra os índios tamoios. Ali, a cidade de "São Sebastião do Rio de Janeiro" foi fundada, pela primeira vez, no dia 1 de Março de 1565.

Actualmente, é a segunda cidade mais populosa do Brasil, possui o turismo internacional mais movimentado do país e é a primeira cidade olímpica na América do Sul. É, também, um dos principais centros económicos, culturais e financeiros do país, e é internacionalmente conhecida pelos seus ícones culturais e paisagens, como o Pão de Açúcar, a estátua do Cristo Redentor (uma das sete maravilhas do mundo moderno), as praias de Copacabana e Ipanema, o estádio do Maracanã, o Parque Nacional da Tijuca (a maior floresta urbana do mundo), a Quinta da Boa Vista, a ilha de Paquetá, as célebres comemorações de fim de ano em Copacabana e a celebração anual do Carnaval.

Representa o segundo maior PIB do país e o 30º maior do mundo, além de ser a sede de duas das mais importantes empresas brasileiras - a “Petrobras” e “Vale do Rio Doce”, privatizada agora - e também das principais empresas de petróleo e telefonia, bem como detentora do maior aglomerado de empresas de media e telecomunicações da América Latina. É o segundo maior centro de pesquisa e desenvolvimento no Brasil, atingindo 17% da produção científica nacional.

Com 6 milhões de habitantes, o Rio de Janeiro é conhecido, mundialmente, como a "cidade maravilhosa", e em termos desportivos, já albergou a FIFA World Cup de 1950, a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e também vai sediar as Olimpíadas de 2016. Em termos eclesiásticos, recebeu a Jornada Mundial da Juventude, em 2013.

Muitas são as iniciativas que vão marcar esta efeméride, mas destaco a peça inédita de Joana Vasconcelos, que vai ser inaugurada a 10 de Junho deste ano, chamada “Pop Galo”. Trata-se de um galo de Barcelos com sete metros de altura, revestido a azulejos. A artista explicou que tinha sido convidada pelo Comité Rio450 para criar uma obra de arte pública original e emblemática da relação entre Portugal e o Brasil, para assinalar os 450 anos da fundação da cidade. Assim, como em trabalhos anteriores, inspirados nas tradições e artesanato portugueses, Joana Vasconcelos optou por recriar o tradicional galo de Barcelos, "um dos símbolos inegáveis da cultura portuguesa".
"A obra faz a ponte entre a tradição e a modernidade, e entre Portugal e o Brasil", comentou a artista, acrescentado que terá duas leituras: uma durante o dia, quando o galo mostrar os azulejos que o revestem, e uma noturna, quando se acenderem as milhares de luzes LED que irão cobrir a peça.

Aos 450 anos, o Rio de Janeiro, a cidade que testemunhou e protagonizou diversos capítulos da história do Brasil, tem ainda muitas histórias para contar… Parabéns, Rio! E, para terminar, cito o que afirmou ontem o "Prefeito" da cidade: “Carioca não é só quem nasceu no Rio. Para ser um de nós, basta amar a nossa cidade.”

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