Como sabem, a banda-desenhada é uma das minhas paixões. Não é à toa que vou todos os anos ao Festival Amadora BD. Ora bem, já li muito, mas desde “Crying Freeman”, fantástico "manga" com argumento de Kazuo Koike e desenhos de Ryoichi Ikegami, que nenhuma banda-desenhada tinha tamanho impacto em mim… Até começar a ler “The Walking Dead”. “The Walking Dead” é uma publicação de banda-desenhada, publicada, desde 2003, nos Estados Unidos pela Image Comics. Em Portugal está a ser editada pela Devir Livraria. A história foi criada e escrita por Robert Kirkman e o desenhador Tony Moore, que mais tarde foi substituído por Charlie Adlard (a partir da edição número 7), mas tendo continuado a desenhar as capas até à edição número 24.

Esta inusitada série narra a história de um grupo de pessoas que tenta sobreviver a todo o custo, num mundo atingido por um apocalipse zombie. A mesma não teve grandes vendas por ocasião do seu lançamento, mas veio a ganhar enorme popularidade com o tempo. Para que tenham uma ideia, em 2006, a primeira tiragem da trigésima terceira edição da série esgotou em apenas 24 horas.

“The Walking Dead” centra-se em Rick Grimes, um oficial de polícia de uma cidade no estado de Geórgia/E.U.A. Também acompanha a trajetória da sua família e uma série de outros sobreviventes que se uniram para se manterem vivos, depois do mundo ter sido infestado por zombies. Uma epidemia de proporções apocalípticas varreu o globo, fazendo com que os mortos se animem e comecem a se alimentar dos vivos. Com o avançar da série, as personagens tornam-se mais desenvolvidas e as suas personalidades vêm ao de cima sob a tensão do tal apocalipse zombie, especialmente a de Rick.

Tudo começa quando Rick e o seu parceiro Shane participam num tiroteio e Rick é baleado, entrando em coma. Ao acordar num hospital, ele descobre que os mortos-vivos infestam o edifício e cidade inteira está destruída e deserta. Bem, não completamente deserta, afinal há zombis por todo o lado... E empreende uma viagem interminável… Desde reencontrar a família, a ser torturado por um homem louco que se autodenomina "O Governador", a confrontar-se com humanos canibais no caminho, etc. Rick e os seus amigos descobrem, sobretudo, que têm muito mais a temer para além dos pútridos mortos-vivos…

“The Walking Dead”, além da grande correria e da luta pela sobrevivência, tenta passar a ideia de uma sociedade nova que surge num mundo que tal como o conhecemos, desapareceu. O mundo do comércio e das necessidades frívolas foi substituído por um mundo de sobrevivência permanente e de responsabilidade. Numa questão de meses, a sociedade desmoronou-se, deixou de haver governos, lojas de víveres e mantimentos, deixou de haver correio, televisão por cabo, internet… O grupo de personagens principais tenta viver uma vida normal em sociedade, convivendo com outras pessoas, porque, para lá do princípio da série assentar em matar zombies, o conflito principal reside entre as pessoas, nos seus interiores e pesadelos. Nos seus conflitos por sobrevivência, na procura de armas e de um lugar para viver, na tentativa de cultivar alimentos num lugar grande, de formar uma sociedade no meio do caos. Assim, nesta banda-desenhada vamos engolindo muitas vezes em seco. Porque acontecem coisas inimagináveis, sofremos mas acabamos por compreender as atitudes extremas das personagens. E todo o ritmo dos livros está pensado como se de uma tela animada se tratasse. Deparamo-nos muito com um suspense ao jeito cinematográfico…

Ainda não me atrevi a ver a série de TV. Não enquanto não acabar de ler a BD… Isto porque temo o que acontece com os livros. Os filmes que deles derivam deixam sempre muito a desejar face ao original. Mas em 31 de Outubro de 2010, estreou, nos Estados Unidos, a série de televisão baseada nos livros de quadradinhos. No seu primeiro episódio, a série registou um recorde de audiências, tendo sido vista por cerca de 5,3 milhões de espectadores nos E.U.A. Entretanto, a banda-desenhada de “The Walking Dead” foi premiada com vários títulos: um Eisner Award em 2010 para “Best Continuing Series” (Melhor série contínua), um Harvey Award em 2010 para “Best Writer” (Melhor Argumento) e a Melhor série na Comic-Con de 2010. Por isso, aconselho! Experimentem ler “The Walking Dead” em BD e deixem-se surpreender... Por cá, está para sair o 12.  livro, sendo que cada um compreende 5 a 6 edições americanas. Mal posso esperar!

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Eis o primeiro blockbuster do ano. E eu tive o privilégio de ir à sua ante-estreia, na passada terça-feira, às 00h01 (hora em que em muitos outros lugares do mundo ocorria a mesma ante-estreia). Eles estão de volta! Todos e mais alguns novos. “Vingadores: A Era de Ultron”, produzido pela Marvel Studios e distribuído pela Walt Disney Pictures, é a segunda grande-metragem baseada na equipa de super-heróis da Marvel Comics, com o mesmo nome. Este novo filme surge como sequência de “Os Vingadores”, de 2012, e representa já o décimo primeiro filme do universo cinematográfico da Marvel. Novamente realizado por Joss Whedon, volta a aglomerar um elenco de grandes proporções, incluindo Robert Downey, Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Jeremy Renner e Chris Hemsworth. James Spader aparece como Ultron e Samuel L. Jackson, Don Cheadle, Paul Bettany, Stellan Skarsgård e Idris Elba são secundários de peso. Esta continuidade da união dos heróis da Marvel fora anunciada em Maio de 2012, após o lançamento muito bem sucedido do primeiro filme. A escolha do super elenco começou em Junho de 2013, com a renovação do contrato de Robert Downey, Jr. para mais dois filmes da saga.

Aqui, os Vingadores unem-se mais uma vez para combater uma ameaça comum. Tony Stark, o Homem-de-Ferro, tenta iniciar um plano de manutenção para a paz mundial. Mas, às vezes, as boas intenções caem em saco roto e quando a tecnologia utilizada falha, algo surge. O projeto acaba mesmo por dar para o torto, gerando o nascimento do Ultron e o destino do mundo torna-se turvo e ameaçador. Então, os super-heróis mais poderosos do planeta Terra, incluindo o Homem-de-Ferro, o Capitão América, o Deus do Trovão Thor, o Incrível Hulk, a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro são colocados à prova, enquanto tentam salvar o planeta da destruição pelo terrível e infernal vilão tecnológico, empenhado na extinção humana, Ultron.

Em Sokovia, os Vingadores invadem um posto avançado da H.I.D.R.A., liderado pelo Barão Wolfgang von Strucker, que tem feito experiências em humanos fazendo uso do ceptro de Loki. Aí, eles encontram duas das experiências de Strucker: os gêmeos Maximoff: Pietro (Mercúrio), que tem velocidade sobre-humana, e Wanda (Feiticeira Escarlate), que pode manipular mentes e lançar rajadas de energia. Uma vez inimigos, mais tarde, estes dois mutantes acabam por se aliar ao gurpo. Ultron, após "destruir" J.A.R.V.I.S, foge e passa a utilizar os recursos da base de Strucker para evoluir para um corpo melhor e construir um exército de robôs. Ele “recruta” os gémeos Maximoff, que possuem um enorme rancor contra Stark.

Nick Fury entra em cena e incentiva a equipa a formar um plano para parar de vez Ultron. Em Seul, Ultron força a amiga de Bruce Banner, Dra. Helen Cho, a usar a sua tecnologia de tecido sintético, juntamente com a gema do ceptro, para criar o corpo perfeito para ele e deixar de vez o metal. Eis que, quando Ultron começa a fazer o upload para um novo corpo, Wanda lê a sua mente e acaba por descobrir o seu plano para a extinção humana. A partir daí, os Maximoff tentam desligar Ultron, mas sem sucesso. E começa uma grande caçada…

Frágeis alianças e acção inesperada, com muitos e bons efeitos especiais, traçam o caminho para uma aventura épica e única. A sua duração é de 160 minutos, ou seja, 2 horas e 40 minutos, quase 20 minutos a mais que o primeiro filme. A continuação de ‘Os Vingadores’ torna-se, assim, no filme mais longo do universo Marvel. E outro "recorde" confirmado é o de maior número de efeitos especiais da história do estúdio. São 3.000 cenas com efeitos especiais. Portanto, entretimento puro, adrenalina no máximo expoente, aconselhado para fãs, este é mais um filme de super-heróis que não podem perder.

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A manequim portuguesa, Sara Sampaio, foi escolhida entre as mulheres mais bonitas do mundo para “anjo” nos afamados desfiles da marca Victoria’s Secret. O anúncio foi feito nesta terça-feira, na conta de Twitter da marca, que contempla os dez novos nomes promovidos a “anjos”. Após Doutzen Kroes e Karlie Kloss terem terminado os seus contratos com a Victoria’s Secret, muitos foram os que ficaram curiosos para saber quem iria substituir estas duas “tops” no selecto grupo! Assim, para matar a curiosidade dos fãs e do público em geral, a marca americana de lingerie anunciou aos sete ventos os nomes das novas “angels” que prometem arrasar neste ano!

A modelo portuguesa Sara Sampaio, de 23 anos, torna-se na mais nova integrante do grupo de beldades da Victoria’s Secrets. A morena, nascida no Porto, foi apontada como a nova estrela da marca, que já conta com outras modelos de renome como Adriana Lima, Alessandra Ambrósio e Miranda Kerr. Convém lembrar que até grande Gisele Bündchen já integrou o rol de “angels” da famosa marca. A gigante norte-americana, que optou pelas redes sociais para avançar com a novidade, revelou os nomes dos restantes nove “anjos”: Kate Grigorieva, Taylor Hill, Elsa Hosk, Martha Hunt, Jac Jagaciak, Stella Maxwell, Lais Ribeiro, Romee Strijd e Jasmine Tookes.

Com esta “promoção”, Sara Sampaio subiu às nuvens. Depois de quatro anos a trabalhar para esta conceituada marca de lingerie, a modelo portuguesa ganhou asas e lança-se em pleno voo. A portuguesa, que figura entre as cem mulheres mais belas do mundo eleitas pela revista Maxim, junta-se agora a nomes e rostos conhecidos do público em geral, como as brasileiras Alessandra Ambrosio e Adriana Lima, mas também Candice Swanepoel e Lily Aldridge.

“Ainda não acredito que finalmente aconteceu. Eu trabalho com a Victoria’s Secrets há 4 anos e sempre foi o meu sonho tornar-me um dos anjos da marca. Hoje, esse sonho tornou-se realidade. Sou oficialmente um dos Anjos”, escreveu Sara Sampaio no seu perfil de Facebook. “É com muito orgulho que represento a Victoria’s Secret, e mal posso esperar por esta nova etapa na minha carreira. Quero também agradecer aos fãs por todo o carinho e apoio, não estaria aqui sem vocês”, prossegue a modelo.

Parabéns, Sara! Agora, o mundo da moda vai-se render ainda mais ao encantos desta musa portuguesa.

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A companhia aérea portuguesa está a comemorar o seu 70.º aniversário. A nossa companhia aérea de bandeira nasceu em 1945, no dia 14 de Março. “A TAP é, provavelmente, a única companhia aérea do mundo cujo fundador é um herói da liberdade”. Esta frase, da autoria de Frederico Delgado Rosa, neto e biógrafo de Humberto Delgado, o General Sem Medo, abre o texto que assina nas páginas da revista de bordo UP, colocada no banco da frente em todos os 77 aviões da TAP, que todas as semanas levantam voo cerca de 2500 vezes. Foi o criador, o então tenente-coronel Humberto Delgado, que baptizou a companhia: Transportes Aéreos Portugueses.

A operar desde 1945, a companhia tem o seu Hub em Lisboa, plataforma privilegiada de acesso na Europa, na encruzilhada com África, América do Norte, Central e do Sul. A Rede da TAP, líder na operação entre a Europa e o Brasil, cobre atualmente 84 destinos em 35 países a nível mundial.

Desde sempre, tem havido uma ligação sentimental muito forte entre os portugueses e a TAP… E tempos houve em que voar era uma verdadeira experiência, quando a TAP servia a bordo caviar e charutos aos viajantes em 1.ª classe, coisa que não se via noutras companhias. A primeira conexão comercial da TAP foi Lisboa-Madrid, iniciada a 19 de Setembro de 1946. Só em 1947 se estabeleceu a carreira regular Lisboa-Porto.

Nos anos 50, a grande aposta da companhia era África e com a aquisição dos C-54 Skymaster, em 1954, e dos Super-Constellation, no ano seguinte, a duração da viagem Lisboa-Luanda-Lourenço Marques foi reduzida a 22 horas. Por esta altura, já a TAP tinham passado a empresa privada de capitais públicos. E a década de 60 marca o grande avanço na companhia aérea de bandeira. Com a chegada dos três Caravelle, a empresa alarga o número de rotas para mais capitais europeias. Em 1967, quando a TAP se torna a primeira transportadora aérea europeia a voar exclusivamente a jacto, já tinha atingido o milhão de passageiros.

Numa altura em que andar de avião era um luxo acessível a muito poucos portugueses, devido ao elevado preço dos bilhetes, os que tinham esse privilégio sublinhavam a segurança que sentiam a bordo, a simpatia das hospedeiras e o requinte: na TAP, pasmem-se, as refeições eram servidas em loiça de porcelana e incluíam vinho, até na classe turística. Aliás, "TAP" e "segurança" são duas palavras que desde sempre andaram juntas.

Em Abril de 1975, a TAP foi nacionalizada e é nesse mesmo ano que também protagoniza uma das operações de resgate de cidadãos: a ponte aérea entre a metrópole e as ex-colónias, onde a situação social era explosiva. Os aviões descolavam com a carga máxima. Na década de 80, a situação económica não melhora. A empresa tem mais de dez mil trabalhadores e a subida dos preços dos petróleo, que obriga ao aumento dos preços dos bilhetes, afastam potenciais clientes que já vêem as viagens de avião como um direito democrático a que podiam ter acesso. Ainda assim, em 1988, após se "ter desfeito" de 21 aviões, investe em novos aparelhos mais económicos, os Airbus A310-300.

A crise na aviação a nível global, decorrente da Guerra do Golfo, também atinge a TAP que, no início dos anos 90, vive ainda dias conturbados de agitação social e laboral. Em 1994 é criado o Plano Estratégico e de Saneamento Económico-Financeiro, que divide a companhia em três unidades de negócio: transporte aéreo, "handling" e manutenção. Mais tarde, em 2000, há uma mudança de gestão na TAP: às escolhas políticas para a presidência da empresa sucede uma equipa de gestores profissionais, liderada pelo brasileiro Fernando Pinto, que ainda hoje se mantém no cargo.

Infelizmente, os atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001 dão mais uma machadada na aviação comercial, mas, por cá, ao contrário, a TAP vive mudanças estratégicas que marcam o início de uma década de recuperação. Após muitos anos de acumulação de prejuízos, 2003 é o primeiro com lucros. Surge o Grupo TAP e cresce o número de rotas.

Actualmente, em vias do processo de privatização, o Ministro da Economia, Pires de Lima, argumenta que "é o melhor para salvaguardar o futuro da TAP, porque a empresa precisa de capital para crescer". Apesar de tudo, muitos temem a perda da companhia de bandeira nacional…

E bons ventos continuam a soprar... A TAP, que transportou 11,4 milhões de passageiros em 2014, foi eleita a terceira companhia aérea mais segura da Europa, por ter um dos rácios mais baixos entre incidentes e tráfego aéreo dos últimos 30 anos. A empresa ocupa o 13.º lugar a nível mundial.

Há várias iniciativas que vão assinalar o 70º aniversário da TAP. As mesmas podem ser consultadas aqui: http://www.tap70.com/pt/



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Quem diria? Há 10 anos atrás, um vídeo banal de 20 segundos, num mero jardim zoológico, marcou o início do projecto Youtube. Hoje, envolve mil milhões de pessoas por mês e a cada minuto recebe 300 horas de vídeo. É obra!

Actualmente disponível em 73 países e 61 línguas, uma das página mais populares da internet, que assenta na partilha de vídeos, nem existia há uma década atrás. Embora o domínio Youtube tenha sido registado a 15 de Fevereiro de 2005, foi só a 23 de Abril desse mesmo ano que foi carregado o primeiro vídeo. Por isso, é mesmo hoje que está a celebrar uma década de existência.

Esse curto vídeo assentava numa conversa banal num jardim zoológico, sobre os elefantes e a tromba grande que têm. Quando o fez, Jawed Karim, um dos três jovens criadores do Youtube, não imaginava que em apenas 10 anos, a página envolveria mais americanos adultos do que qualquer canal de cabo, nem que 80 por cento das visualizações aconteceriam fora dos Estados Unidos. E hoje, conseguiriam passar sem esta ferramenta? Penso que não!

O Youtube assinalou o seu o 10º aniversário com um vídeo incrível. Luc Bergeron liberou um vídeo de 3 minutos, que conta a historia sobre o Youtube. Em jeito de comemoração, Luc, que tem um canal muito famoso chamado “Zapatou”, compilou cerca de 200 dos clipes mais memoráveis num mashup incrível, que vão dos vídeos mais fofinhos aos mais engraçados, como “Leave Britney Alone” ou “Tiny Hamster Eating Tiny Burritos”, que chega a ser emocionante. Podem vê-lo aqui: https://youtu.be/wPd0MumNLbg

Parabéns ao Youtube, o mestre dos vídeos virais!


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Nós já conhecemos milhares de mundos para além do Sistema Solar, mas nenhum se compara à nossa querida Terra... Esta afirmação é da NASA. Quando falamos de Astronomia, pensamos logo em planetas, luas, cometas, asteróides, estrelas e galáxias distantes. Actualmente, mais de 1.800 planetas fora do Sistema Solar foram já catalogados. Estamos sempre à procura de coisas novas nos planetas mais longínquos, mas que tal se prestarmos mais atenção àquele planeta que é o único (pelo menos, que se conheça até agora), que pode abrigar vida? Estou a falar do nosso querido Planeta Terra.

Hoje, 22 de Abril, é o Dia da Terra, a celebração anual de suporte para a proteção ambiental, com mais de 192 países participantes. A Terra tem tudo aquilo que buscamos noutros planetas: oceanos, lagos, água, gelos, desertos, florestas, atmosfera e, claro, a vida (em abundância). Este ano, assinala-se o 45º aniversário do primeiro Dia da Terra, celebrado em 1970, para muitos, o berço do movimento ambientalista moderno.

2015 pode ser o ano mais emocionante da história ambiental. O ano em que o crescimento económico e a sustentabilidade dão as mãos. O ano em que todos os líderes mundiais finalmente concordam em assinar o tratado de alteração climática. O ano em que os cidadãos e as organizações se despojam de combustíveis fósseis e aplicam o seu dinheiro em soluções de energia renovável… Era o ideal, verdade? Por isso, é preciso que todos tomemos uma posição neste Dia da Terra, para que, juntos, possamos mostrar ao mundo uma nova direção. É a nossa vez de liderar. Para que nossos líderes mundiais possam acompanhar o nosso exemplo. Visitem o site www.earthday.org para saber tudo e para assinar a petição pelo clima.



O maior site de buscas da internet, o Google, também fez a sua parte e juntou-se para celebrar o Dia da Terra, ao lançar um “doodle” especial, acompanhado de um Questionário do Dia da Terra, onde qualquer usuário pode fazer um teste e descobrir que animal poderia ser. Vão lá ver!

Tal como no ano passado, com o evento Global Selfie (quando a NASA reuniu fotos de internautas ao redor do mundo para montar um mosaico), este ano a NASA irá criar um vídeo, que vai reunir as melhores imagens enviadas com o hashtag #NoPlaceLikeHome. Tirem uma fotografia de vosso lugar favorito, pode ser um campo, um lago, um rio, uma praia ou uma estrada no meio do deserto, tanto faz. Mas fotografem o lugar que mais vos apraz. E talvez a vossa imagem possa ir parar ao clipe oficial da NASA, comemorativo do Dia da Terra 2015… Vocês podem pode encontrar o evento oficial o Dia da Terra 2015 no Facebook, no Google+ e no Flickr. Confirmem a vossa presença e convidem amigos!

Tratem de cuidar melhor do nosso Planeta Terra, afinal de contas, ele até pode ser um pálido ponto azul no espaço, mas para nós, ele é tudo o que temos... é o nosso Lar. Por isso, neste dia 22 de Abril, todas as pesquisas, imagens e descobertas acerca do nosso querido planeta poderão ser divulgadas, se usarem o hashtag #NoPlaceLikeHome. E adoptem as fáceis medidas aqui descritas: www.stopglobalwarming.org/take-action/action-items. Façam parte, tomem iniciativa! Vamos celebrar, juntos, o Dia da Terra 2015!


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A ante-estreia desta semana a que fui coube à longa-metragem “Noite em Fuga”, a nova incursão de Liam Neeson em filme de acção, realizado por Jaume Collet-Serra. Ao fim de três décadas a trabalhar para criminosos, o mafioso de Brooklyn e prolífico assassino, em tempos conhecido como "The Gravedigger", Jimmy Conlon (Neeson) encontra-se reformado e, assombrado pelos erros e mortes do passado, entregue completamente ao álcool. Amigo de longa data do chefe da máfia Shawn Maguire (Ed Harris), Jimmy não é penas perseguido pelo penoso passado, mas também por um obstinado detetive da polícia (Vincent D’Onofrio), que há 30 anos o tenta prender.

O único consolo de Jimmy, nos últimos tempos, encontra-se no fundo de um copo de whiskey. Digamos que já viu melhores dias... Mas quando o seu filho Mike se torna um alvo a abater, Mas quando descobre que o seu filho Mike (Joel Kinnaman), que havia abandonado há muito, se torna no novo alvo a abater por parte da organização onde trabalhava, Jimmy vai entrar numa verdadeira corrida contra o tempo. Num verdadeiro dilema, Jimmy é obrigado a escolher entre a família de criminosos e aqueles que abandonou há muitos anos. E tem apenas uma noite para salvar o seu filho e ajustar contas com os seus, agora, novos inimigos.

Embora possa parecer que já vimos um filme deste tipo antes, o certo é que “Noite em fuga” é um thriller elegante e repleto de acção, com Liam Neeson no seu melhor melancolismo, planos de câmara inusitados, com fantásticos movimentos e um vilão em grande, a cargo de Ed Harris. O realizador Jaume Collet-Serra (que anteriormente se associou a Neeson para "Non-Stop" e "Unknown") emprega, de facto, alguns movimentos de câmara fabulosos, à medida que a acção faz vai e vem de Manhattan para diversos bairros.

Com um elenco de actores que também compreende Génesis Rodríguez, o cantor Common, Boyd Holbrook como Danny Maguire, Holt McCallany, John Cenatiempo, James Martinez e o veterano Nick Nolte, este é um filme bem agradável para quem gosta de acção e intriga no cinema. Mais info em http://runallnightmovie.com

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Já começaram a ser famosos no ano passado, mas estes veículos aéreos não tripulados, usados para fins recreativos, já estão à disposição de qualquer fotógrafo. E agora, ao olhar para o céu e vermos um destes pequenos robôs com câmaras fotográficas ou de filmar, podem ficar descansados. Não são OVNIS, não se tratam de extraterrestres, nem de adereços de filmes de ficção científica, como Star Wars. Os drones são apenas uns pequenos veículos aéreos, com controlo remoto, usados para produzir imagens aéreas através de uma panorâmica única. E, claro, estão rapidamente a conquistar fãs por todo o lado, tanto profissionais da área, como amadores. Isto porque os drones são das máquinas mais úteis na área da fotografia, uma vez que proporcionam uma perspetiva diferente das fotos tiradas a partir de aviões e helicópteros. Mas se as imagens tiradas pelos drones são, de facto, fantásticas, quem os usa tem que ter muito cuidado para não o fazer em sítios com muitas pessoas por perto. Podem ser perigosos, quando usados incorretamente…

Então, afinal, como funcionam? Há vários, mas os drones mais básicos têm uma bateria, um sensor no meio e três ou quatro hélices. Têm também GPS, rádio e, claro, uma câmara. Um aparelho não tripulado deste género pode chegar aos 80km/h, sendo controlado remotamente, o que ajuda a orientar o sentido da câmara. Depois, as imagens produzidas podem ser monitorizadas por computador, tablet ou smartphone. Quanto aos preços destas engenhocas, variam entre os €1.000 e os €2.200 e não são difíceis de encontrar. Agora, muita atenção, pois, dependendo da lei de cada país, há zonas onde os drones são proibidos de sobrevoar (em Portugal, ainda estão a ultimar as regras e, para já, vigoram as “Leis do Ar”). Aliás, a lei de uso de drones é um pouco problemática. França é um dos poucos países que já estabeleceu algumas normas especificamente destinadas a regular o uso comercial e civil dos drones. A maioria dos países ainda não tem regulamentação, como é o caso do nosso país. A explicação para este vazio legislativo pode estar relacionada com a controvérsia instalada à volta destes gadgets que são, muitas vezes, comparados a drones militares.

Graças à sua crescente popularidade, a fotografia realizada com recurso a drones deu até origem a uma rede social própria, batizada de Dronestagram, plataforma que se centra na partilha de fotografias tiradas com drones por todo o mundo. Com cerca de 10 mil membros, e com o patrocínio de uma publicação lendária na história da fotografia, a National Geographic, o site até já promoveu competições dedicadas à fotografia tirada através de drones. “Trata-se de uma nova linguagem visual, uma nova forma de ver e descobrir o mundo, uma espécie de novas camadas de imagens”, defende Eric Dupin, fundador do Dronestagram e grande entusiasta da fotografia aérea. Para Eric, este sofisticado gadget apresenta enormes benefícios: “Os drones podem ir a sítios onde nenhuma outra engenhoca pode ir e fotografar de ângulos incríveis”, argumenta.

Mas há mais! O Pocket Drone (ou drone de bolso) foi criado para todos os interessados em tirar belas fotografias aéreas com uma câmara comum. É pequeno e leve, e até pode ser transportado numa mochila. “A ideia é ser capaz de ver, a partir de cima, e perceber o nosso mundo de uma nova e entusiasmante forma, com aplicações que vão desde as selfies aéreas (as já chamadas dronies), a algo mais complexo, como registar alterações ambientais”, explica Timothy Reuter, CEO da AirDroids, empresa por detrás do Pocket Drone. No entanto, quem pilota o drone não se pode limitar apenas a brincar durante o seu “vôo”. “Temos quer ter sempre atenção se estamos a interferir com a aviação tripulada, ou se não tiramos fotos a quem não quer ser fotografado”, diz Reuter.

Não há dúvida, estas máquinas voadoras com câmaras vieram para ficar e são muito apreciadas por fotógrafos, jornalistas e outras profissões da comunicação social. Podem ser facilmente transportadas para todo o lado e dão oportunidades únicas de obter grandes fotografias, o que significa também menos custos para as tirar.

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Josh Lane, designer gráfico e ilustrador de 27 anos, natural de Kansas, Missouri (E.U.A.), transportou super-heróis para um mundo de mitos ao desenhá-los, com muita criatividade, em hieróglifos. Nesta série, no original chamado de “hero-glyphics”, o artista une algumas das personagens mais conhecidas de todos os tempos, tanto da televisão como do mundo da BD, ao antigo Egipto.

Mas o que o motivou a tal? Segundo Josh, ele sempre teve a tendência de ler muito depressa, e uma vez leu a palavra “hieróglifo” como se fosse “heróiglifo”. A partir daí, começou logo a imaginar possíveis cenários e combinações de heróis...

Ora, os super-heróis são fragmentos de um mito quebrado. Num mundo científico racional, que deixou para trás os deuses e os monstros que uma vez povoaram lendas e religiões sustentadas, estes últimos seres sobrenaturais andam abertamente no nosso mundo, sendo combatentes fantasiados do crime dotados de incríveis poderes. Portanto, é natural, para os super-heróis, este "regresso" ao mundo antigo, cujos mitos e magia eles encarnam sob uma nova forma. Nos "hero-glyphics" de Josh Lane, os super-seres fantasiados – dos X-Men aos Power Rangers e Teenage Mutant Hero Turtles, aparecem em papiros egípcios no lugar de Osíris e Anubis. Para complicar mais as coisas, eles incluem também Thor, um super-herói com origem num Deus Viking. Isto confirma o sentido de que as tiras antigas egípcias de Lane são meros exercícios de mitologia comparativa.

É sabido que “realidades” como Star Wars e os super-heróis da Marvel fazem parte da mitologia moderna. É exactamente por isso que estas peças do artista Josh Lane, apresentando heróis dos mais variados quadrantes, mas processados ao estilo dos antigos hieróglifos egípcios, são muito, mas mesmo muito giras e “cool”. No total, há doze peças criadas. Três que apresentam heróis da Marvel Comics: os Vingadores, os X-Men e o Homem-Aranha. Claro, Star Trek e Star Wars também estão incluídos (como não poderiam estar?). A cultura dos videogames é representada com Legend of Zelda, e uma parte de Firefly. As Teenage Mutant Ninja Turtles e os Power Rangers também fazem a sua aparição. E até mesmo personagens de Kick-Ass, de Mark Millar, aparecem nesta série. Até a série Futurama, dos autores de "Os Simpsons", está presente. Mas porque não há quaisquer heróis da DC? Hum, acho que é preciso uma outra série destes Hero-Glyphics para corrigir esse lapso…

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Estreou ontem, no Casino Estoril a mais nova produção do grande Filipe La Féria. O Salão Preto e Prata passa agora a ser palco de “A Noite das Mil Estrelas”, um espetáculo que vai contar a história do Casino e do Estoril, desconhecida da maior parte dos portugueses, dos anos trinta à actualidade, revisitando também alguma História de Portugal do séc. XX aos nossos dias. Neste musical maior homenageia-se as grandes estrelas que subiram ao palco do Casino Estoril com as suas músicas, lendas e glamour, como Amália, Elis Regina, Charles Aznavour, Julio Iglesias ou Liza Minnelli, entre outras ilustras personalidades que marcaram para sempre a nossa memória. Escrita e encenada por Filipe La Féria, “A Noite das Mil Estrelas” está em cena, numa das salas de espectáculos mais belas do país.

Venham empreender esta fascinante viagem e deixem-se maravilhar pelo brilho, pelo talento em palco, pela música tocada por uma orquestra ao vivo e fantásticas vozes. A história da noite com mais luzes e glamour tem início com o sonho do empresário Fausto Figueiredo, quando este quis transformar os terrenos dos Estoris na Riviera Portuguesa. A partir desse momento, o Estoril passou a ser exilio de famílias reais, de refugiados e de agentes secretos da IIª Guerra Mundial. Em palco, vamos revisitando intrigas e espionagem desse período, assim como estrelas famosas de Hollywood, como Glória Swanson, ou Grace Kelly e o príncipe Rainier.

Ao longo de hora e meia, o espetáculo vai celebrando outras grandes estrelas que subiram ao palco do Casino, tais como Liza Minelli, Shirley Bassey, Diana Ross, Ray Charles, Elton John, Marcel Marceau, Nina Simone e os brasileiros Maysa Matarazzo, Elis Regina, Chico Buarque, Maria Bethania. Para tal, Filipe La Féria fez-se rodear de um elenco de artistas portugueses como Alexandra , Gonçalo Salgueiro, Pedro Bargado, Vanessa, Rui Andrade, David Ripado, Dora, Cláudia Soares, João Frizza e Catarina Mouro, assim como de um corpo de baile de 18 bailarinos e 3 acrobatas.

Não percam! Todos os brilhos, com muito fulgor, estarão em cena nesta Noite das Mil Estrelas, no Casino Estoril. De quinta-feira a sábado, às 21h30; sábado e domingo, às 17h00, com preços que vão de €10 a €35, podem reviver os momentos mais emblemáticos da história do Casino Estoril.

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Já chega da vasta e longa influência do Oriente no mundo da moda! Nesta Primavera-Verão, os bons ventos vêm mesmo de Espanha… Aqui me têm a falar de mais uma tendência de moda. Sim, porque a moda não se faz de apenas uma, mas recebe várias influências em cada estação. Depois dos anos 70, de que já noticiei, cabe-me agora dar-vos conta das influências espanholas.

Tudo começou com uma estrondosa produção na Vogue Itália, ainda no ano passado, por Steven Meisel. Depois, seguiu-se Madonna. A cantora conseguiu deixar-nos boquiabertos com o seu vídeo “Living for Love”, onde a beleza do seu guarda-roupa de toureira a la Matador, das máscaras dos dançarinos e do "drama" das cortinas vermelho sangue, fizeram-nos sentir estarmos em plena arena. A Rainha da Pop também surpreendeu nos últimos Grammy Awards, onde decidiu ir de toureiro chique por Givenchy Couture.



Por seu turno, com inspiração na influência da Espanha na Sicília entre 1516 e 1713, a coleção de verão 2015 da Dolce & Gabbana desfilada na semana de moda de Milão trouxe o arquétipo da mulher mediterrânea. Um mulher forte, romântica e, ao mesmo tempo, tradicional, com um mistura das grandes touradas e o flamenco. Com muitos boleros e shorts bem trabalhados, cheios de bordados e cores fortes, aliados às calças bem justas. E assim foi também na sua publicidade, com uma campanha focada nos símbolos de Espanha. Para divulgar a sua nova linha, a dupla Domenico Dolce e Stefano Gabbana criou uma campanha muito sensual, na qual homens e mulheres, de diferentes gerações, dançam flamenco. Entre os diversos figurantes da campanha, fotografada pelo próprio Domenico Dolce, temos Bianca Balti, uma das principais embaixadoras da marca, e o toreador José Maria Manzanares, toureiro espanhol de 28 anos, que enfrentou seu primeiro touro aos 12 anos. Ele, que treinou com o pai e o avô e se estreou numa arena aos 20 anos, é hoje um dos mais talentosos do mundo.

Pois é, a “fuerza”, a "pasión", os “sombreros” e as tardes de touradas inspiraram vários designers. Desde a dupla italiana a Balenciaga, passando por Emilio Pucci, Ralph Lauren, Oscar de La Renta, Christian Dior ou Loewe, o estilo espanhol pisa as passarelas, passeia pelas red carpets e lança-se para conquistar as ruas, sabiamente combinado e dosificado, para obter os looks com mais raízes desta temporada. Fiquem atentos!

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Este foi um óptimo filme para esta altura de Páscoa. Sim, porque vou várias vezes ao cinema, não preciso de aguardar por convites para ante-estreias... “Cinderela” é um filme live-action americano, de grande fantasia romântica, realizado por Kenneth Branagh, a partir do guião de Chris Weitz. Produzido por David Barron, Simon Kinberg e Allison Shearmur para a Walt Disney Pictures, esta é a história conhecida por todos, inspirada no conto de fadas de Charles Perrault e na animação de 1950 dos estúdios Walt Disney com o mesmo nome.

A história segue amplamente a adaptação animada homónima, mas com várias reviravoltas. Por exemplo, nesta versão, Cinderela e o Príncipe conhecem-se antes do fatídico baile. Na ocasião, ele diz-lhe tratar-se de ser um simples aprendiz do palácio. Aliás, ao contrário da animação, o filme desenvolve mais o papel do príncipe, focando o seu relacionamento com o seu pai. Mas há mais! A fada madrinha é uma personagem mais presente do que na versão anterior, disfarçando-se como uma velha mendiga que olha por Cinderela antes de se revelar um ser mágico. Nos cinemas, o filme tem sido acompanhado pela curta-metragem de animação “Frozen: Fever”, dando continuidade ao êxito cinematográfico “Frozen”.

“Cinderela” tem um elenco exemplar: Lily James como Ella (a própria da Cinderela), Cate Blanchett como Lady Tremaine (a "madrasta má"), Richard Madden como Kit (o "Príncipe"), Sophie McShera como Drisella, Holliday Grainger como Anastasia, Stellan Skarsgård como o Grão-Duque, Derek Jacobi como o Rei, Ben Chaplin como o pai de Cinderela e Helena Bonham Carter como a Fada Madrinha.

Ao contrário de “Malévola”, que conta a história da Bela Adormecida do ponto de vista da vilã, a intenção aqui foi actualizar a linguagem, sem perder a essência da história. De tal forma que uma frase da mãe de Ella (Hayle Atwell), dita logo no começo, ecoa por todo o filme – “Tenha coragem e seja gentil”. E com esta frase, define-se a personagem principal. Tanto que Ella apega-se à frase em todas as fases por que atravessa. Mas quem rouba a cena é Cate Blanchett, como a sua madrasta. A Disney percebeu, há já algum tempo, o fascínio que as suas vilãs exercem (a Malévola de Angelina Jolie é um belo exemplo disso) e esmerou-se para o papel de Lady Tramaine, tanto no figurino (o seu guarda-roupa é irrepreensível), como na sua caracterização, para evidenciar os seus comportamentos. Não é à toa que ela odeia Ella, mas nem por isso as suas atitudes são justificáveis. Se fosse protagonizada por uma actriz inferior, talvez não tivesse funcionado tão bem…

Quanto a Kenneth Branagh, ele tem sido, sobretudo, um realizador que sempre soube como fazer uma história conhecida ganhar novos contornos, como demonstrou nas suas adaptações de William Shakespeare, “Henrique V” (1989), “Muito Barulho por Nada” (1993) e “Hamlet” (1996). Em “Cinderela”, ele não teve exactamente uma tragédia shakespereana em mãos, mas Branagh diz ter abordado a história encantada da mesma forma como encenou as obras clássicas do dramaturgo britânico. Em conversa à imprensa, Branagh assumiu que gosta de fazer “as pessoas se interessarem por histórias icónicas”. E que o segredo é dar-lhes um tratamento moderno. Branagh disse ser movido por desafios e “Cinderela” tem todos os ingredientes para isso. “Eu gosto muito de desafios. Fiquei surpreso e feliz por ter sido chamado para realizar um conto de fadas. Tive a oportunidade de mostrar porque é que continuamos interessados por estas histórias. Foi uma possibilidade para explorar novas facetas da Cinderela”. Para Branagh, a grande mensagem do filme é a frase que a mãe de Cinderela lhe diz antes de morrer: “Seja corajosa e gentil”. “Todas as coisas simples vêm acompanhadas de grandes significados. Essa frase tem uma equivalente em ‘Rei Lear’, de William Shakespeare: “Tenha paciência e resista”. “Estava determinado em fazer um filme sobre coisas importantes e capazes de inspirar”, completa o realizador.

Como já disse, em “Cinderela”, bondade e coragem mostram ser capazes de vencer o mal, e com uma produção que deu atenção a todos os promenores, o filme também resulta num belíssimo espetáculo visual. E vamos embrenhando pela magia e pela fantasia, como se estivéssemos a ver esta história pela primeira vez, com o mesmo encantamento.

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A Abelha Maia fez ontem, quarta-feira, 40 anos. Foi exactamente há quatro décadas que Portugal transmitiu o primeiro episódio das aventuras e desventuras da abelha "conhecida pela amizade, pela alegria e pela bondade" e “Maia voa sem parar”, tal como canta o genérico. E sabiam que a abertura de cada episódio era cantado pela Ágata, ou melhor Fernanda Sousa, na altura? Pois é! Ágata e Tozé Brito dão as vozes do genérico desta série de animação.

Maia estreou-se no ecrãs de televisão em 1975, sob a chancela da companhia nipónica Nippon Animation, numa co-produção da Alemanha, Aústria e Japão, a partir da adaptação do livro infantil alemão de Waldemar Bonsels, “As Aventuras da Abelha Maia” (Die Biene Maja und ihre Abenteuer no original), de 1912. Hiroshi Saito realizou a série, com desenhos a cargo de Susumu Shiraume, cenários de Nizô Takahash e música de Karel Svoboda. O primeiro episódio foi emitido no dia 1 de Abril de 1975. Mas a Portugal, a Abelha Maia só chegou em 1978, pela RTP1.

Esta simpática e atrevida Abelha marcou gerações e, certamente, ainda hoje os descendentes dos aficcionados da série de desenhos-animados sentem-se encantados com ela e com a música entoada pela ex-"Doce". È verdade, A música do genérico continua a «não sair da cabeça» até das gerações mais novas…

No início dos anos 80, Maia teve direito a uma segunda série. E em 2014, a abelhinha foi “promovida” e voou dos ecrãs de televisão para as telas de cinema. Assim, “Maya, the Bee”, uma produção germano-australiana, estreou em Setembro de 2014, chegando a Portugal em Janeiro deste ano, com o título “Abelha Maia – o Filme”. E assim, Maia continuará a voar, sem nunca mais parar...

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