Já estou a ver as “donzelas” portuguesas a suspirar… Mas é verdade! Eis o rol: Príncipe Ali de “Aladino”, Príncipe Eric de "A Pequena Sereia", Príncipe Phillip de "A Bela Adormecida", Príncipe Charming (Encantado) de "Cinderela".
Príncipe Adam de "A Bela e a Fera" e outros “princípes” como Tarzan, Hércules e John Smith de "Pocahontas". Ao todo, são oito os heróis da Disney que o artista finlandês Jirka Väätäinen reimaginou nas suas ilustrações "real life" que são, verdadeiramente, um conto de fadas tornado real.

Agora, é só ver e suspirar... Sim, eles podiam ser bem mais reais e tornar os sonhos de muitas numa autêntica fantasia…

Mais em www.jirkavinse.com


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Aqui está o novo filme de M. Night Shyamalan, o memso realizador de "O Sexto Sentido" e "A Vila". O mesmo narra a história dos irmãos adolescentes Rebecca e Tyler, que vão, pela primeira vez, à quinta dos avós para passar uma semana. Os jovens não os conhecem, porque a mãe saíra de casa em conflito com os pais 15 anos antes, e desde então, nunca mais tivera qualquer contacto. Apesar do carinho com que são recebidos, os dois ficam muito surpreendidos quando lhes é dito, pelos idosos, que não podiam sair do quarto após as 21h30. Dado que lá, não tinham quase acesso à internet e como é próprio das suas idades, aventuram-se logo na primeira noite, bem curiosos e dispostos a desvendar a razão dessa particular e misteriosa interdição. É, então, quando descobrem que os avós são bem mais estranhos do que lhes parecera quando chegaram. E que algo de extremamente inquietante e perturbador acontece na casa durante a noite… Sem forma de contactarem com a mãe sobre experiência aterradora que lhes estava a acontecer, e com a noção perfeita de estarem a correr sério perigo de vida, os irmãos não têm outra solução senão a de tentarem sobreviver… sozinhos! E mais não posso dizer, pois iria revelar algo que não se pode. Até porque Shayamalan voltou a repor a “surpresa final” que sempre o celebrizou.

Mistura de terror e comédia, o filme, com argumento e realização de M. Night Shyamalan, não assenta nos pilares estereotipados do género. Shyamalan surpreende-nos com uma “comédia de terror” muito original, filmada em jeito de documentário amador pelas suas personagens principais, os dois jovens. Aqui a fazer-nos lembrar um pouco o “Blair Witch Project”, pois as situaçoes de tensão e terror vão-nos sendo mostradas pelo que só nos é dado a ver através da câmara dos adolescentes assustados.

Com um elenco de “desconhecidos”, tendo interpretações a cargo de Olivia DeJonge, Ed Oxenbould, Deanna Dunagan e Peter McRobbie, “A Visita” tem como um dos seus produtores Jason Blum, especialista em filmes de terror e de suspense de baixo orçamento, como os da série “Actividade Paranormal”. A produção foi financiada pelo próprio Shyamalan e foi filmado dentro e nos arredores da sua casa, na Pensilvânia.
Parece que após uma verdadeira travessia do deserto, com vários filmes de menor sucesso, M. Night Shyamalan volta a entrar, em grande, no território dos filmes de terror onde se sente mais à vontade e onde também se celebrizou com “O Sexto Sentido”. Este foi o filme que revelou Shyamalan, em 1999, e que para além de ter recolhido os maiores elogios da crítica, tornou-se no segundo mais rentável desse ano nos E.U.A.

Fazendo dos irmãos os “heróis” do filme, além de seus “narradores”, M. Night Shyamalan vai imprimindo um “alívio” cómico aos momentos mais tensos, de inquietação e sobressaltos, o que torna “A Visita” num inusitado e interessante filme de suspense.


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Foi há um quarto de século que uma capa da Vogue Inglesa mudou o paradigma da moda e deu a conhecer ao mundo algumas das primeiras top models originais. Agora, esse mesmo fotógrafo, Peter Lindbergh, reuniu-as num projeto que já está a causar furor e curiosidade.

Trata-se, de facto, de uma grande reunião, pois foi há 25 anos que essa icónica imagem foi criada, e com ela ficou definido um “antes” e um “depois” no universo da moda. Cinco modelos posavam para a lente deste fotógrafo alemão, num retrato a preto e branco centrado nos seus rostos quase isentos de maquilhagem. Eram elas: Linda Evangelista, Naomi Campbell, Cindy Crawford, Christy Turlington e Tatjana Patitz, algumas das supermodelos que marcaram os anos 90, considerados como a “década dourada" da moda. A mesma capa de Janeiro de 1990 viria, alguns meses mais tarde, a servir de inspiração para o videoclip "Freedom 90" de George Michael.

Volvido todo este tempo e não conseguindo todas as de 1990, Lindbergh convocou seis nomes — Cindy Crawford, Eva Herzigova, Nadja Auermann, Helena Christensen, Karen Alexander e Tatjana Patitz, para um novo projeto batizado de “The Reunion”, que pretende recordar e recapturar a energia existente nas sessões fotográficas de então.

Peter Lindbergh juntou as modelos para uma recriação da capa original para a edição italiana da Vogue. Segundo o próprio, cada uma das modelos é mais bonita e mais interessante agora do que há 25 anos atrás. A sessão fotográfica, também em preto e branco, é composta por um editorial de 22 fotografias e será lançada na edição de Setembro da revista Vogue Itália. Fiquem atentos!

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Passado na década de 1960, no período inicial da Guerra Fria, o filme centra-se nos agentes insperados da U.N.C.L.E., o americano Napoleon Solo e o russo Illya Kuryakin. Esta dupla une-se na missão conjunta de fazer parar uma misteriosa organização criminosa internacional, que decide desestabilizar o frágil equilíbrio de poder através da proliferação de armas nucleares e da tecnologia (ainda algo escassa, na altura). A única pista que têm é a filha de um cientista alemão desaparecido. Ela é a chave para infiltrar-se na organização criminosa e eles terão de correr contra o tempo para encontrá-la e evitar uma catástrofe mundial.

Portanto, como podem constatar, os tempos de espionagem da Guerra Fria está de volta aos cinemas com esta adaptação de uma série de TV dos anos 60. Se hoje é difícil imaginar uma colaboração entre os serviços secretos dos dois países, imaginem como seria nos anos 60... Mas foi precisamente em 1964, durante o auge da Guerra Fria, que esta história foi para o ar no canal norte-americano NBC, numa série criada por Normal Felton e que foi interrompida ao fim de quatro anos e outras tantas temporadas. Agora, passado mais de meio século da exibição do último episódio, chega-nos esta adaptação ao grande ecrã pela mão de Guy Ritchie, o realizador britânico de filmes como “Snatch - Porcos e Diamantes” (2000) ou “Um Mal Nunca Vem Só” (1998).

Voltando ao filme, o espião da CIA, a cargo de Henry Cavill e o outro, da KGB, interpretado por Armie Hammer, têm mesmo de unir forças para impedir os criminosos da T.H.R.U.S.H. de destruirem o mundo com armas nucleares. Para além da participação dos actores de Super-Homem e de Lone Ranger nos papéis principais, o elenco conta ainda com a actriz do momento sueca Alicia Vikander, a nova “it girl” de Hollywood, a extraórdinária australiana Elizabeth Debicki, a fazer uma “deliciosa” vilã chique e requintada, e Hugh Grant.

Guy Ritchie consegue trazer-nos uma proposta vintage, enriquecida por carismáticas e divertidas personagens, com alguma acção à mistura, mas onde o humor prevalece. A banda sonora é necessária, para além do set e do exímio guarda-roupa, para nos transportar para aquela época, mas Daniel Pemberton tornou-a sublime e fê-la assentar na perfeição.

“O Agente da U.N.C.L.E”, repleto de surpresas, traições e twists entre tanta espionagem glamourosa, é um filme que dá prazer ver. E, ao que parece, esta produção da Warner pode vir a tornar-se num franchising...

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A inauguração do famoso Centro Comercial ocorreu a 27 de Setembro de 1985. E surpreendeu, especialmente pela sua arquitectura. Em vez de paredes de concreto tinha janelas de vidro espelhado e umas cores “garridas”. No seu interior, possuía escadas rolantes, lojas diversas, restaurantes e supermercado, bem como um estacionamento subterrâneo como havia poucos. A partir de então, tornou-se no lugar mais "trendy" de um país que entrava, pela primeira vez, no surpreendente mundo dos Centros Comerciais.

Vinha gente de todo o lado para subir e descer nas escadas rolantes, comer hambúrgueres, ir ao cinema “multiplex”, passear pelos dois andares de lojas hiper-modernas, enfim, toda uma série de comércio e serviços, onde não faltavam os Correios, Bancos e até uma capela… Toda uma afluência a uma mega novidade, que só fechava à meia-noite e abria aos fins de semana.

Agora, já não se vinha a Lisboa ver apenas os Jerónimos ou a Torre de Belém. A partir de Setembro de 1985, vinha-se a Lisboa também para ver as três torres de Tomás Taveira, sob as quais nasceu o maior centro comercial do país e o quarto maior da Europa. Com o mesmo nascia também um novo Portugal, mais moderno e cosmopolita.

O Centro Comercial das Amoreiras representava todo um novo conceito de consumo designado “comércio integrado”. Ou seja, a agregação de múltiplos tipos de comércio e serviços num mesmo espaço, funcionando como uma pequena urbe, sob um complexo de habitação e escritórios. Tomás Taveira ganhava notoriedade com a sua arquitetura pós-modernista. Desenhou estas três torres que simbolizavam uma dama a ser defendida por dois cavaleiros. Mais tarde, em 1993, o seu megalómano e arrojado projecto veio a vencer o conceituado prémio Valmor.

A sua abertura ocorreu apenas um ano antes de Portugal entrar para a, na altura, CEE e durante a década de 90 continuou a ser o lugar mais “in” do país, até porque o Chiado tinha ardido e os pequenos Centros Comerciais de bairro, como o Imaviz ou o Centro Comercial de Alvalade, já não tinham dimensão para competir com aquelas torres a marcarem o skyline da capital.

Pensado para atrair um público de classe média-alta, o Amoreiras foi o espaço escolhido para lojas como “Amarras”, “Tafetá”, “Strauss”, “Labrador”, “El Charro”, “Triudus”, “Charlot”, “Materna”, “Sempre em Festa”, “Cenoura”, “Bodum”, “Yellow Cab”, entre tantas outras… Espaços de “culto” que vieram marcar o estilo dos lisboetas no final dos anos 80, início dos 90.

Em Setembro de 1997 abriu, finalmente, o seu grande concorrente — o Centro Comercial Colombo — e o país enveredou pelos desígnios da Expo 98. Essa novidade, bem como a reabilitação do Chiado, fizeram com que o Amoreiras não parasse de reforçar a sua identidade de coração alfacinha da cidade. Actualmente, e até 30 de Outubro, podem saber mais visitando a exposição “Do Alto dos meus 30 Anos”, localizada no piso 2, junto à escadaria central.

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Faz precisamente hoje 40 anos que foi exibido o primeiro episódio da série televisiva de ficcção cientifica "Espaço 1999". Esta foi a primeia grande série do género a passar na televisão portuguesa. Na altura, na RTP.

"Espaço 1999" teve duas temporadas de 24 episódios cada uma, concebidos por Gerry Anderson e Sylvia Anderson para o canal britânico ITV. A série conta a história dos ocupantes de uma base lunar chamada Alpha, e a sua viagem pelo espaço, com a ajuda das naves Eagle, após a Lua ter sido lançada para fora da órbita terrestre devido a uma explosão nuclear, ocorrida pela acumulação de resíduos radioativos produzidos pelos reatores nucleares na Terra.

A partir dali, começou a luta pela sobrevivência, na procura de um planeta onde pudessem habitar. Uma viagem pelo espaço infinito e desconhecido, onde iriam passar por inúmeros buracos negros, tempestades de neutrões, nuvens de radiação, sem contar com múltiplos seres extra-terrestres. Maya, uma mulher alienígena com um poder único, o de se transformar em qualquer ser vivo, juntou-se à tripulação com o intuito de ajudar.

Muitas descolagens, explosões, descobertas, naves desconhecidas... um verdadeiro espetáculo de efeitos visuais, naquela que foi a primeira grande série de ficção científica a passar na televisão portuguesa. O primeiro episódio de "Espaço 1999" foi emitido em 4 de Setembro de 1975.

Os atores principais eram Martin Landau, que interpretava o papel de John Koeing, comandante da Base lunar Alpha, e Barbara Bain, como Dra. Helen Russel, chefe da secção médica.

“Espaço 1999” foi a primeira tentativa, desde o final de Star Trek, em 1969, de produzir uma série de ficção científica semanal em grande escala, e extraiu inspiração visual (e a perícia técnica) do clássico de Stanley Kubrick “2001: Uma Odisséia no Espaço". Uma série que ninguém esquece...


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E no meu último post desta silly season (ou seja, sem conteúdo sério ou light), nada mais do que falar da febre amarela que tem vindo a assolar o mundo e que até à moda chegou… Falo-vos dos Minions ou Mínimos. Estes seres amarelos unicelulares e milenares ganharam bilheteiras nas salas de cinema de todo o globo e conquistaram fãs em diversos países, desde o lançamento do seu filme, no início do verão de 2015. Agora, imaginem se eles em vez de trabalharem para os maiores vilões da Terra, se tornassem Minionistas, desenhassem roupa e mandassemm na Vogue? Pois é, a Stylight resolveu desenhar os Minions a partir de uma perspectiva fashion e estes, após terem sido inspiração de marcas como as Havaianas, foram transformados em Karl Lagerfeld, Anna Wintour, Donatella Versace e restante "gang"…

As típicas jardineiras de ganga e as botifarras, seu “uniforme”, deram lugar a colares de pérolas, pumps, clutchs e gravatas. Os Minions passaram por aquilo a que se chama de “extreme make over” e vestem agora a pele dos principais nomes da moda, desde designers como Marc Jacobs, Jean Paul Gaultier a modelos e “it girls” como Cara Delevingne, Victoria Beckam e Alexa Chung. A versão deste Minionistas (uma junção entre o seu nome e o termo “fashionistas”) foi desenhada pela empresa Stylight e acrescenta mais uma etapa no “namoro” entre estas criaturas amarelas e o mundo da moda. Em Junho deste ano, a edição britânica da revista Vogue chegou a lançar uma capa alternativa com uma das personagens para acompanhar um vídeo onde, num tom entre o sério e o satírico, entrevistou vários designers, de Dolce Gabbana a Alber Elbaz, sobre a influência dos Minions na indústria da moda.

O sucesso desta “brincadeira” foi tal, que os Minionistas ganharam uma "Blogger Edition" e ainda uma segunda edição #2, a personificarem novos designers e outras personagens, como Iris Apfel, Anna Dello Russo, Grace Coddington e até Derek Zoolander e a gata Choupette.

Mas como a Moda é mesmo séria e não brinca, várias marcas têm adoptado estas personagens, sobretudo depois da estreia do filme em nome próprio. Exemplos disso são Giles Deacon e Rupert Sanderson, que fizeram coleções inspiradas nas personagens, ou a marca Havaianas, que lançou quatro pares de chinelos, de adultos e crianças, numa parceria com a Universal.

É caso para se dizer, desde os Simpsons que não se via uma febre amarela tão grande como esta. Até o amarelo Minion foi reconhecido oficialmente pela Pantone e batizada como tal. Mais em http://www.stylight.es/Love/Los-Minionistas/#.VeTCxSVViko


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Aqui vai mais um tema bem a propósito da silly season… Tenho a certeza de que já ouviram falar sobre o termo “selfie stick” ou “pau de selfie”. E se ainda não o usam saibam que neste Verão, ele assumiu grande protagonismo! Talvez tenha sido o “gadget” mais popular do passado Natal, algo bem simples que, quanto muito, tem alguns botões e um interface Bluetooth.

O também chamado bastão de selfie, tubo da selfie ou, numa terminologia mais correta, monopé portátil extensível, fora anunciado, de facto, no ano passado. Em Novembro, a revista Time listou-o como sendo uma das 25 melhores invenções de 2014. Claro que até ele se tornar “febre” bastaram apenas alguns meses e agora, neste Verão, em qualquer praia ou ponto turístico, era vê-los no ar, a dar continuidade a algum braço, em grande pose.

O “selfie stick” nasceu da necessidade de se poder tirar selfies com uma maior qualidade e maior abrangência, quando estando só ou, especialmente, em grupo. Todos sabemos que para tirar a selfie ideal é sempre necessário esticar bem o braço e tentar apanhar toda a gente numa única fotografia, mas acontece que o nosso braço não é assim tão comprido e torna-se realmente complicado tirar uma selfie quando o grupo de amigos é muito grande… Daí ter surgido o “selfie stick”, o equipamento que “aumenta” o nosso braço. Uma espécie de cabo em que, na ponta, é colocado o smartphone. Após isso, é só aumentar o tamanho do cabo até que o mesmo chegue a uma altura onde seja possível apanhar toda a malta da foto ou o enquadramento desejado, facilitando muito a vida de quem gosta de tirar selfies.

Hoje, com a proliferação de smartphones, todos fotografam tudo mas, sobretudo, fotografam-se a si próprios. E com a ajuda do “selfie stick”, não há limites para o desejado auto-retrato…


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Ora aqui têm um post light, bem ao jeito desta silly season… Quem não usa emoticons nas suas conversas de Whatsapp e nas redes sociais, que se acuse! Pois é, o teclado emoji é aquele capaz de transmitir através de pequenas imagens o que estamos a pensar mas não conseguimos ou queremos exprimir com palavras, além de facilitar e simplificar a vida de quem está a teclar.

Como actualmente são raras as mensagens trocadas entre detentores de smartphones ou tablets que não incluam, pelo menos, um emoji, a designer gráfica Liza Nelson, com plena noção disso, no seu mais recente trabalho transpôs os emojis, que nasceram no Japão e que numa questão de meses, espalharam-se por todo o globo, para o mundo real.

Na sua galeria, a artista norte-americana adaptou alguns dos emojis mais frequentes do mundo cibernauta, transpondo-os para a realidade, através da fotografia. O trabalho, intitulado ‘EMOJI IRL.LOL.’ nasceu com o objetivo de evidenciar a obsessão humana pelo uso destes símbolos, revelando, com um toque crítico mas também cómico, como seriam estas figurinhas na realidade. Tal pode considerar-se um tributo, como também uma paródia para com o tema porque, como a própria designer escreve na sua página, “Os emojis significam tudo e nada ao mesmo tempo. Eles são completamente pessoas e universais.”

O Tumblr http://emojiirllol.tumblr.com deu vida a estes úteis e queridos emoticons e o resultado é bem divertido!

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Aqui está um filme que dispõe bem, explicitamente divertido e disparatado, bem a propósito de uma noite de verão no cinema. Tive a oportunidade de o ver em ante-estreia, na passada terça-feira. O mesmo centra-se, passados muitos anos, numa nova geração da família Griswold que regressa à estrada para a road trip da sua vida! Este é um sucedâneo da série de filmes “National Lampoo's Vacation” (em português “Que Paródia de Férias”), nascida em 1983 e que seguia as aventuras e desventuras de uma família cujas tentativas para passar algum tempo de qualidade juntos resultavam sempre frustradas. Este “Férias” podia bem ser o quinto segmento dessa série, mas acho que o mesmo nunca se quis afirmar como sequela, por isso não pensem que estão a assistir a um remake ou reboot, embora a base de inspiração siga exactamente a linha do primeiro filme. E há algumas cenas que nos remetem para o franchise, bem como a participação de dois actores do elenco original: Chevy Chase e Beverly D’Angelo, que interpretam os pais de Rusty. Mas apesar de tudo isso, o filme vive por si só!

Rusty Griswold (Ed Helms) decide quebrar a tradição de férias em família monótonas e repetitivas ao relembrar os bons momentos que passou com os seus pais e irmã, numa das mais loucas viagens que fez, quando jovem, até ao parque temático Walley World, na Califórnia. Com a sua mulher Debbie (Christina Applegate) e os seus dois filhos (Skyler Gisondo e Steele Stebbins) empreendem uma viagem de carro por mais de 4.000 km ao longo dos E.U.A., à semelhança do que o seu pai fizera há 30 anos atrás. Ao longo desta jornada, que todos fazem algo contrariados mas esperançados por serem umas férias diferentes de todas as anteriores, com excepção do entusiasta Rusty, as mais inusitadas situações vão acontecendo. E, constantemente confrontados com desastrosas e estranhamente excêntricas ocorrências, os ânimos vão-se alterando assim como o decurso da viagem...

Destaque para a participação de Chris Hemsworth, que vive a personagem de Stone Crandall, um bronco texano, sempre sexualmente excitado. Obviamente, o actor não estava verdadeiramente excitado numa cena de cuecas e usou uma prótese peniana para a interpretar. Tal resulta óbvio, por isso não pensem coisas… Um papel bem diferente de “Thor”, “Rush” e outros, mas muito gracioso e divertido.

John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein assinam o argumento e a realização de “Férias”, um filme bem disposto, que não promete mais do que realmente é, uma boa e descomprometida comédia. Num cinema perto de vós...

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Hoje, 19 de Agosto celebra-se o Dia Mundial Humanitário ou o Dia Mundial da Assistência Humanitária. Desconhecido por muitos, assim como eu, mas não estranhem, pois é um dia que só recentemente foi assinalado...

Este dia foi designado assim pela Assembleia Geral das Nações Unidas, na sua sessão plenária de 11 de Dezembro de 2008, para homenagear todos os trabalhadores humanitários e funcionários das Nações Unidas que perderam as suas vidas no cumprimento das suas missões ou que trabalham na promoção da causa humanitária, apoiando as vítimas de conflitos armados. Na mesma ocasião foi aprovada a proposta da Suécia sobre "Fortalecimento da Coordenação da Assistência Humanitária de Emergência das Nações Unidas”.

Esta resolução convida todos os Estados-Membros, do sistema das Nações Unidas, dentro dos recursos existentes, bem como outras organizações internacionais e organizações não-governamentais, a considerar anualmente esse dia, que é também o Dia da Memória dos Trabalhadores Humanitários (que foram mortos no exercício do seu trabalho).

Coincidentemente, 19 de Agosto é também uma data, infelizmente, inesquecível, pois corresponde ao dia em que o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Sérgio Vieira de Mello, designado como representante especial do Secretário Geral das Nações Unidas para o Iraque, além de outros 21 funcionários e colaboradores da ONU em Baghdad morreram tragicamente, durante o cumprimento da sua missão de paz, em 2003. Em 2013, 474 trabalhadores humanitários foram atacados e 155 foram mortos, e o risco de vida de um trabalhador humanitário quadruplicou em dez anos. Em 2014, existiram ataques a 329 trabalhadores humanitários, tendo morrido 120.

O Dia Mundial Humanitário foi comemorado, pela primeira vez, a 19 de Agosto de 2009. Mais tarde, em 2012, Beyoncé foi nomeada embaixadora da causa, razão pela qual a cantora doou a sua música "I Was Here" do seu 4º álbum de estúdio para o projecto que ganhou o nome de I WAS HERE.

Da nossa parte, podemos assinalar este dia com pequenos grandes actos, com as mais variadas formas de ajudar quem mais precisa. Porque nesta data, em que o mote é ajudar o próximo, podem fazer donativos ou juntarem-se a uma organização humanitária local ou global. Pode também divulgar a data e as causas actuais nas diversas redes sociais. Tomem acção!

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Como o tempo passa… Foi há 30 anos que boa parte do mundo parou para assistir a transmissão do Live Aid, os dois mega-concertos beneficentes que aconteceram no estádio de Wembley, em Londres, e no JFK Stadium, em Filadélfia. Para aqueles que, como eu,fizeram parte dos mais de mil milhões de pessoas que assistiram a esta maratona televisiva, faço aqui uma homenagem e reavivar de memória. Para os outros, fica a ideia de como foi possível, sem a existência das “novas” tecnologias, envolver toda uma multidão em prol de uma grande causa. Sim, porque em 1985 não existia Internet, nem email, nem YouTube, nem blogs, e nem Facebook ou Twitter. Portanto, em 1985 não existiam petições online, nem os cliques ajudavam causas e as imagens das maiores atrocidades do mundo não eram partilhadas por ninguém… E naquele ano, ainda se ouvia música pela rádio, compravam-se discos em vinil e trocavam-se cassetes.

A 13 de Julho de 1985, no estádio de Wembley, o Príncipe Carlos e a Princesa Diana abririam oficialmente o Live Aid. Este concerto, “duplo”, com uma extensão nos Estados Unidos, acabaria por juntar cerca de 175 mil pessoas, que aderiram em massa ao apelo de “alimentar o mundo”. A frase “Feed the World” foi utilizada em ambos os palcos em conjunto com uma simbologia que ficaria para sempre ligada ao combate da fome na Etiópia e, de uma forma mais geral, no continente africano.

Foram 16 horas ininterruptas de música, com mais de 70 bandas e artistas a pisarem os dois palcos, num evento transmitido por satélite para mais de 110 países, com uma audiência televisiva superior a mil milhões de pessoas (cerca de um quarto da população na altura). Embora os números não sejam certos, estima-se que ambos os concertos tenham angariado mais de 150 milhões de dólares para aliviar a fome em África. Mas para além de ter arrecadado estes milhões, o festival também serviu para, de uma certa forma, unir a velha e a nova geração - ajudando a acabar um pouco com a brecha que havia se visto no mundo do rock desde o advento do movimento punk.

O Live Aid foi organizado por Bob Geldof, vocalista da banda The Boomtown Rats (1975 – 1984) que não tinha grande expressão, em termos musicais, mas que viria a ser um dos principais grupos no activismo anti-miséria no mundo. E foi a consequência do também seu projecto Band Aid, com “Do they know it’s Christmas?”, bem como do congénere americano “We are the world”. Nesse dia 13 de julho de 1985, Bob Geldof organizou um show simultâneo e único na história, conseguindo juntar em palco, nos dois países, cantores como The Who, Led Zeppelin, Dire Straits, Sting, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, Status Quo, Wham, Sade, Duran Duran, Bryan Adams, The Pretenders, U2, Spandau Ballet, Paul McCartney, Phil Collins, Elton John, The Beach Boys, Eric Clapton, Bryan Ferry, Mick Jagger e Tina Turner, entre muitos outros.

Foi uma das maiores transmissões de sempre em larga escala por satélite e de televisão de todos os tempos. E foi a primeira vez que Madonna se apresentou para uma audiência tão grande, com 1,5 bilhão de espectadores estimados, em mais de 100 países, que assistiram a apresentação em directo. Madonna cantou três canções solo: "Holiday", "Into the Groove" e "Love Makes the World Go 'Round", que foi composta especialmente para o Live Aid. Mais tarde, juntar-se-ia aos Thompson Twins e Nile Rodgers para cantar "Revolution", dos Beatles. Foi memorável! Assim como o acto de Mick Jagger e Tina Turner, com "State of Shock", "Brown Sugar" e "It's Only Rock 'n Roll (But I Like It)". E muitos mais houveram, que ficaram para a história…

O Live Aid foi um marco, de tal forma que Phil Collins disse que o 13 de Julho deveria ser dali por diante considerado "O Dia Mundial do Rock". Curiosamente, só no Brasil foram ouvidos os seus apelos, uma vez que é o único país do mundo que, de facto, assinala e celebra a data. Foi transmitido, ao vivo, pela BBC (em Portugal, pela RTP) para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria vivida no continente africano. Bob Geldof chegou a pedir, na época, que as emissoras apagassem as suas fitas, para que os espectáculos ficassem apenas na memória das pessoas. Obviamente, não foi isso o que aconteceu, e muitos anos depois, uma caixa com quatro DVDs com grande parte das performances veio a ser lançada, com grande sucesso e gáudio de muitos fãs e entusiastas da época. Ainda assim, algumas apresentações ou músicas passadas naquele dia, 13 de Julho de 1985, sobrevivem apenas em vídeos de baixa resolução postados no YouTube graças a pessoas que gravaram os shows nos seus vídeos.

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