Como o tempo passa… Foi há 30 anos que boa parte do mundo parou para assistir a transmissão do Live Aid, os dois mega-concertos beneficentes que aconteceram no estádio de Wembley, em Londres, e no JFK Stadium, em Filadélfia. Para aqueles que, como eu,fizeram parte dos mais de mil milhões de pessoas que assistiram a esta maratona televisiva, faço aqui uma homenagem e reavivar de memória. Para os outros, fica a ideia de como foi possível, sem a existência das “novas” tecnologias, envolver toda uma multidão em prol de uma grande causa. Sim, porque em 1985 não existia Internet, nem email, nem YouTube, nem blogs, e nem Facebook ou Twitter. Portanto, em 1985 não existiam petições online, nem os cliques ajudavam causas e as imagens das maiores atrocidades do mundo não eram partilhadas por ninguém… E naquele ano, ainda se ouvia música pela rádio, compravam-se discos em vinil e trocavam-se cassetes.

A 13 de Julho de 1985, no estádio de Wembley, o Príncipe Carlos e a Princesa Diana abririam oficialmente o Live Aid. Este concerto, “duplo”, com uma extensão nos Estados Unidos, acabaria por juntar cerca de 175 mil pessoas, que aderiram em massa ao apelo de “alimentar o mundo”. A frase “Feed the World” foi utilizada em ambos os palcos em conjunto com uma simbologia que ficaria para sempre ligada ao combate da fome na Etiópia e, de uma forma mais geral, no continente africano.

Foram 16 horas ininterruptas de música, com mais de 70 bandas e artistas a pisarem os dois palcos, num evento transmitido por satélite para mais de 110 países, com uma audiência televisiva superior a mil milhões de pessoas (cerca de um quarto da população na altura). Embora os números não sejam certos, estima-se que ambos os concertos tenham angariado mais de 150 milhões de dólares para aliviar a fome em África. Mas para além de ter arrecadado estes milhões, o festival também serviu para, de uma certa forma, unir a velha e a nova geração - ajudando a acabar um pouco com a brecha que havia se visto no mundo do rock desde o advento do movimento punk.

O Live Aid foi organizado por Bob Geldof, vocalista da banda The Boomtown Rats (1975 – 1984) que não tinha grande expressão, em termos musicais, mas que viria a ser um dos principais grupos no activismo anti-miséria no mundo. E foi a consequência do também seu projecto Band Aid, com “Do they know it’s Christmas?”, bem como do congénere americano “We are the world”. Nesse dia 13 de julho de 1985, Bob Geldof organizou um show simultâneo e único na história, conseguindo juntar em palco, nos dois países, cantores como The Who, Led Zeppelin, Dire Straits, Sting, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, Status Quo, Wham, Sade, Duran Duran, Bryan Adams, The Pretenders, U2, Spandau Ballet, Paul McCartney, Phil Collins, Elton John, The Beach Boys, Eric Clapton, Bryan Ferry, Mick Jagger e Tina Turner, entre muitos outros.

Foi uma das maiores transmissões de sempre em larga escala por satélite e de televisão de todos os tempos. E foi a primeira vez que Madonna se apresentou para uma audiência tão grande, com 1,5 bilhão de espectadores estimados, em mais de 100 países, que assistiram a apresentação em directo. Madonna cantou três canções solo: "Holiday", "Into the Groove" e "Love Makes the World Go 'Round", que foi composta especialmente para o Live Aid. Mais tarde, juntar-se-ia aos Thompson Twins e Nile Rodgers para cantar "Revolution", dos Beatles. Foi memorável! Assim como o acto de Mick Jagger e Tina Turner, com "State of Shock", "Brown Sugar" e "It's Only Rock 'n Roll (But I Like It)". E muitos mais houveram, que ficaram para a história…

O Live Aid foi um marco, de tal forma que Phil Collins disse que o 13 de Julho deveria ser dali por diante considerado "O Dia Mundial do Rock". Curiosamente, só no Brasil foram ouvidos os seus apelos, uma vez que é o único país do mundo que, de facto, assinala e celebra a data. Foi transmitido, ao vivo, pela BBC (em Portugal, pela RTP) para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria vivida no continente africano. Bob Geldof chegou a pedir, na época, que as emissoras apagassem as suas fitas, para que os espectáculos ficassem apenas na memória das pessoas. Obviamente, não foi isso o que aconteceu, e muitos anos depois, uma caixa com quatro DVDs com grande parte das performances veio a ser lançada, com grande sucesso e gáudio de muitos fãs e entusiastas da época. Ainda assim, algumas apresentações ou músicas passadas naquele dia, 13 de Julho de 1985, sobrevivem apenas em vídeos de baixa resolução postados no YouTube graças a pessoas que gravaram os shows nos seus vídeos.

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Para este fim-de-semana proponho dois filmes. Porque fui à ante-estreia de um (Quarteto Fantástico), na mesma semana em que fora ver o outro… De modo que aqui vos proponho uma dose dupla. Mas vão ao cinema!

Minions, o filme

Os Minions (ou Mínimos, título em português de Portugal) é um spin-off/prequela do filme de animação “Gru, o mal disposto”, lançado em 2010. Igualmente produzido pela Illumination Entertainment e distribuído pela Universal Pictures, esta nova longa-metragem foi escrita por Brian Lynch e realizada por Pierre Coffin e Kyle Balda.

Estes adoráves e irresponsáveis seres amarelos milenares têm uma missão: servir os maiores vilões da face da Terra, tendo, ao longo dos tempos, mestres como um T. Rex, Genghis Khan, Napoleão e até o Drácula. Porém, depois que a sua inépcia destrói todos os seus mestres, eles decidem isolar-se do mundo. No seguimento de uma depressão desde a morte do seu último mestre, os Minios tentam encontrar um novo chefe. Três deles, voluntários, o Kevin, o Stuart e o Bob, vão até uma convenção de vilões nos Estados Unidos, em Orlando, e lá ficam encantados com a vilã elegante e ambiciosa Scarlet Overkill (com a voz de Sandra Bullock), que ambiciona ser a primeira super-vilã mulher a dominar o mundo e com quem eles ganham o direito de ser seus capangas.

Portanto, ao longo do filme, vamos assistindo às suas trapalhadas, mas também ao seu delicioso humor. É impossível não se gostar dos Minions… E a prova disso está na afluência aos cinemas. O filme tem sido um enorme sucesso de bilheteira, estreando em primeiro lugar em 55 países, inclusive em Portugal e no Brasil. Embora não tenham conquistado a crtica especializada (nem acho que fosse esse o propósito do filme), estas personagens somam multidões de fãs e o seu filme por direito próprio já arrecadou meio bilhão de dólares em bilheteria ao redor do planeta.
Entretanto, uma continuidade já foi anunciada pela Universal Pictures, com o mesmo elenco de vozes. Tendo em conta o final deste primeiro filme, suspeita-se que a sequência irá mostrar os Minions no começo da sua jornada com Gru.



Quarteto Fantástico

Um outro filme não teve tanta sorte… O “Quarteto Fantástico” (Fantastic Four, 2015), um reboot contemporâneo desta equipa tradicional de super-heróis da Marvel, centrado em quatro jovens desajustados que são teleportados para um universo alternativo e perigoso, que altera a sua forma física de maneiras inesperadas. Com as suas vidas transformadas, o grupo precisa de aprender a aproveitar as suas novas habilidades e a trabalhar juntos para salvar o planeta de um inimigo já bem conhecido por eles…

Ainda que seja diferente da origem clássica da BD, que tinha como ponto de partida uma viagem espacial (um feito formidável em 1961 mas hoje é um lugar-comum), a jornada através das dimensões torna-se bem fiel às revisões modernas da história do Quarteto. Mais do que isso, é ainda mais leal e autêntico no que respeita à essência da busca pelos limites da ciência da história original.
Até aí, este “Quarteto Fantástico” funciona com uma certa dose de suspense de ficção científica, que ganha contornos de cinema de terror e fantástico quando se manifestam os superpoderes. As conhecidas habilidades do quinteto (o vilão Dr. Destino também aduire poderes da mesma forma que os outros quatro) não são tratadas como uma dádiva, mas como uma reação fisiológica tão exuberante quanto perigosa. Josh Trank, o realizador, já tinha dito que se inspirara no cinema de David Cronenberg - e nesses momentos, em que a ciência se confunde com o fantástico, tal fica bastante evidente.

Apesar de ser um reinício, de voltar às origens, o filme perde demasiado tempo no passado das personagens, remetendo a esperada acção apenas para o seu final. Por isso, o “Quarteto Fantástico”, embora tenha estreado há pouco tempo, a bilheteira tem-se mostrado fraca, devido à imensidão de críticas desfavoráveis e a algumas “zangas” nos bastidores. De tal forma que os produtores da Fox já aceitaram o “fracasso” deste projeto e começaram a se dedicar à sua sequela.

Com um prejuízo presumido de 60 milhões de dólares (de acordo com o “The Hollywood Reporter”), os estúdios ainda pensam em salvar o título - com um novo realizador. Ainda não se sabe se Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan e Jamie Bell permanecerão nos principais papéis. A continuação dificilmente chegará aos cinemas na data prevista (Junho de 2017), mas os produtores devem manter a estrutura do filme atual, com os super-heróis em versão jovem, bem como o ambiente de imagens em tons sombrios. De qualquer modo, “Quarteto Fantástico 2” será "uma reação" à produção de 2015.

Uma coisa é certa, com qualquer um destes filmes, a diversão e entretenimento são certos. Bons para este período de Verão e férias…

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A inalterável e mítica garrafa Contour da Coca-Cola foi criada em 1915 e deve ter feito tanto pelo sucesso da marca quanto a sua famosa secreta receita. Volvidos 100 anos, debruço-me sobre a evolução desta bebida que tardiamente chegou ao nosso país.

Ela é única. Reconhecível por muitas pessoas até de olhos fechados. Distinguível entre as congéneres. ao contrário do que parece, estas características não descrevem o líquido açucarado e gaseificado da Coca-Cola, mas sim o recipiente que o contém. Em 1915, o advogado da empresa, Harold Hirsch, tinha organizado um concurso de design para encontrar a garrafa ideal. Oito empresas de embalagens foram convidadas a criar “uma garrafa que uma pessoa pudesse reconhecer apenas com o tacto, e que tivesse um formato que, mesmo quebrado, seria identificável com uma rápida olhadela”. A vencedora foi a Root Glass Company, de Terre Haute, no estado americano de Indiana. O seu dono inspirou-se na ilustração de uma fava de cacau que tinha achado numa enciclopédia. Portanto, o seu desenho fora inspirado nos ingredientes chave da bebida: a noz de cola e a folha de coca (de onde é extraída a cocaína, e que já não faz parte da actual receita). Sem querer, tinha acabado de nascer um ícone.

Esse design vencedor acabou por se mostrar um pouco curvilíneo demais e as garrafas passavam a vida a cair e a rolar na linha de montagem. Assim, um ano mais tarde, em 1916, a mesma “emagreceu” e tornou-se na garrafa padrão da Coca-Cola quatro anos depois. Em 1928, a venda em garrafas tinha superado a venda a granel...

Que a Coca-Cola foi inventada por um farmacêutico, John Pemberton, que vivia na cidade norte-americana de Atlanta, já quase toda a gente sabe. Também foi contada, inúmeras vezes, a história da primeira vez em que a bebida foi vendida, em 1886, numa pequena farmácia daquela cidade, onde a sede da Coca-Cola ainda se mantém. Até ali, o sabor da Coca-Cola era a única novidade e o seu líquido era vendido dentro de recipientes que haviam à disposição. A primeira vez que a Coca-Cola foi engarrafada aconteceu numa loja de caramelos de Vicksburg, em pequenas garrafas de vidro, segundo a página oficial da empresa. Em 1899, só três pessoas tinham autorização para engarrafar a Coca-Cola. Até que começaram a aparecer as imitações… Era, então, preciso uniformizar a marca com um design distintivo e atractivo. Foi o que aconteceu em 1915.

Acredita-se que, durante a Segunda Guerra Mundial, os soldados americanos consumiram 5 bilhões de garrafas de Coca-Cola, enviadas pela empresa para qualquer frente de batalha, pelo preço fixo de 5 centavos de dólar por unidade. Cartazes da época mostravam soldados sorridentes, a partirem para a guerra com as suas garrafas de Coca-Cola na mão, ou a partilharem o refrigerante com crianças recém-libertadas, em Itália. Ao mesmo tempo, fotojornalistas despachavam para os seus meios imagens de militares a tomarem a sua Coca-Cola enquanto avançavam pelo rio Reno. Não há dúvida, os Soldados americanos popularizaram a bebida na Europa durante a Segunda Grande Guerra. Portanto, a Segunda Guerra Mundial apresentou a Coca-Cola para o mundo.

Mais tarde, a garrafa da Coca-Cola tornou-se num dos primeiros exemplos de um design popular e para as massas - e também o melhor do género. Graças a ela, em 1950, o refrigerante foi o primeiro produto comercial a aparecer na cobiçada capa da revista "Time". Andy Warhol, que “brincou" várias vezes com a imagem da garrafa no início dos anos 1960, dissera em 1975: “Uma Coca-Cola é uma Coca-Cola. Não importa quanto dinheiro tenhas: nenhuma quantia no mundo pode dar-te uma Coca-Cola melhor do que aquela que o tipo da esquina está a tomar”. Outros artistas, de Salvador Dalí a Robert Rauschenberg, também se renderam à garrafa. Ela tornou-se um verdadeiro ícone de arte, nomeadamente da Pop Art, e em 1960, exerceu até influência no design de carros. O “estilo garrafa-de-Coca-Cola” inspirou o projecto de veículos carismáticos como o Buick Riviera 1963 e vários Pontiac GTOs, Chevrolet Camaros e Dodge Chargers que surgiram depois.

Inimitável, a famosa garrafa adquiriu, ao longo de um século, o estatuto de ícone de design. A evolução da garrafa e as obras de arte que nela se inspiraram são tantas, que estão retratadas no livro "100 Years of the Coca-Cola Bottle — Kiss The Past Hello", uma viagem no tempo desta garrafa de vidro proporcionada pela editora Assouline. E até 4 de Outubro, o High Museum of Art, de Atlanta, está a exibir a mostra "The Coca-Cola Bottle: An American Icon at 100". Curiosamente, a maior doação feita para o financiamento deste museu, inaugurado em 1983, veio de um ex-presidente da Coca-Cola, Robert W. Woodruff, o mesmo que dera instruções para que a empresa “garantisse que todos os soldados recebessem uma garrafa de Coca-Coca por 5 centavos de dólar onde quer que estivessem”, durante a Segunda Guerra.

Porém, muitos litros de Coca-Cola já tinham corrido pelas gargantas de todo o mundo quando os portugueses puderam experimentar essa sensação pela primeira vez. Nem o slogan publicitário “primeiro estranha-se, depois entranha-se”, criado por Fernando Pessoa em 1928, foi suficiente para convencer a recém-instalada ditadura militar a deixar entrar a Coca-Cola em Portugal. A bebida já se vendia nas ex-colónias, mas Salazar não a queria na metrópole. Preocupações com a saúde, por causa do elevado teor de cafeína e da criação de habituação, bem como um proteccionismo para com os refrigerantes e vinhos de produção nacional, eram as justificações oficiais. Mas a verdade vem explicada na coletânea "Cenas da Vida Portuguesa", de Maria Filomena Mónica, da Quetzal, através de uma carta de Salazar endereçada a um funcionário americano que tentou interceder pela entrada da Coca-Cola em Portugal.

Com o fim do Estado Novo, a 25 de Abril de 1974, e, com ele, o proteccionismo, a bebida açucarada com gás pôde entrar, finalmente, no nosso país. Assim, em 1977, curiosamente a 4 de Julho, dia em que os Estados Unidos da América comemoram a sua independência, a Coca-Cola chega a solo luso. “Enfim, nós!”, titularam os jornais da época. De acordo com o livro "Lx 70 — Lisboa, do Sonho à Realidade", de Joana Stichini Vilela, Nick Mrozowski e Pedro Fernandes, parece que nesse dia 30 mil grades saíram da fábrica da "Super Sumos" para serem distribuídas pela região da Grande Lisboa, de Setúbal a Mafra. O resto do país teve de esperar mais uns dias. E a partir de então, entranhou-se pois, actualmente, a Coca-Cola é o refrigerante mais bebido pelos portugueses.

Mais info em http://www.cocacola.pt

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Provavelmente já deram com esta fantástica revista numa banca perto de vós. A nova "F Magazine", revista trimestral de luxo e lifestyle, nas áreas da moda, arte e design de interiores, destinada a um público que valoriza as tendências atuais e de qualidade, já saiu há mais de uma semana e está nas bancas, em Portugal e Angola! E eu estou como seu Diretor Editorial. Pois é, depois de ter passado por inúmeras empresas, agora estou deste lado da comunicação… Com muito gosto e cheio de entusiasmo! E a fazer equipa com Bárbara Santos e, claro, a mentora do projecto, Fátima Magalhães.

E tal como diz a sua Diretora Geral, no Editorial da revista, "F is for the fabulous in you"! Ou seja, destinada à pessoa fabulosa que há em cada um de vós!

Posicionando-se no segmento editorial premium, a "F Magazine" destaca-se pelos seus artigos e pela qualidade do seu papel, destinando-se a um público selecto que gosta de se manter atualizado e valorizado, sendo extremamente exigente quanto ao nível de qualidade de tudo o que consome. É este o leitor primordial da "F Magazine", que se revê na riqueza dos seus conteúdos e na beleza das suas produções. E que procura ir mais longe nos seus próprios horizontes…

Com experiência no mercado editorial, sendo um projecto da Focus Premium, a "F Magazine" foi desenhada ao mais ínfimo pormenor, oferecendo conteúdos ricos, exclusivos, inovadores e interessantes. Nesta primeira edição, há uma abordagem à telenovela “A única mulher”, por isso, ao longo das suas páginas, podem encontrar uma entrevista à Alexandra Lencastre, uma produção de moda com a participação do actor Leandro Pires, dois apartamentos da novela vistos à lupa e na sua capa, a lindíssima modelo Ana Sofia Martins, que veste a personagem Mara. Mas há mais, muito mais...

Para além da venda direta em banca, tanto em Portugal, como em Angola, a "F Magazine" também está presente em alguns hotéis e business lounges. A revista marca também presença com a sua app em smartphones ou tablets e na web, através do site próprio - www.fmagazineluxury.com, bem como nas redes sociais do Facebook e do Instragram. É só procurarem...

Mas a verdadeira diferença é sentida na sua versão em papel. Corram a comprar a vossa! E em Outubro, surgirá mais uma edição. Até lá, fiquem com algumas imagens do "making of"

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Eis que a Marvel volta a carga e a surpreender-nos. Depois de “os Vingadores”, com Hulk, Thor, Homem-de-Ferro e tantos outros super-heróis poderosos, quem diria que iríamos assistir a um filme do... Homem-Formiga? Dar protagonismo a um herói cujo maior poder é encolher para competir com Deuses do Trovão e monstros verdes de quatro metros de altura parecia arriscado. Mas afinal, o menor herói do universo Marvel veio provar que os homens não se medem aos palmos, resultando num filme divertido e carismático, sem medo de explorar a herança da BD.

A história arranca quando, após ser surpreendentemente libertado da prisão, onde cumpria pena por roupo, Scott Lang (Paul Rudd) é desafiado pelo misterioso Dr. Hank Pym (Michael Douglas) a se associar a ele para uma importante missão. Ao ser-lhe fornecido um fato especial, que lhe dá a incrível capacidade de diminuir em escala e, simultaneamente, aumentar exponencialmente em força, Scott transforma-se no Homem-Formiga, um super-herói que, para além de ser capaz de adoptar o tamanho e força proporcional de um pequeno insecto, conta com uma aliança muito especial: as formigas. Contra obstáculos aparentemente intransponíveis, Scott une esforços com o Dr. Pym, de modo a destruir o terrível vilão Darren Cross (Corey Stoll) que se transforma no Jaqueta Amarela, sendo para tal treinado pela filha de Pym, Hope van Dyne (Evangeline Lilly).

Muito do sucesso de “Homem-Formiga” deve-se ao trabalho de Paul Rudd como protagonista, ao seu carisma e à sua capacidade de manter a personagem verossímil. Scott Lang resulta divertido, carismático e consegue cativar-nos mesmo quando não está montando nas costas de um invertebrado ou numa cena de luta. Ele não precisa de grandes feitos heróicos para nos provar que é um verdadeiro super-herói. Por outro lado, a Marvel também ajustou o tom e o ritmo do filme para compensar o conceito cómico deste micro herói. Mais leve e dinâmico do que alguns dos sucessos mais recentes produzidos pelo estúdio, Homem-Formiga parece aproveitar melhor as suas raízes de histórias de banda desenhada.

Portanto, com o fato que lhe dá poderes sobre-humanos, Scott tem de assumir a sua faceta de herói, redimir-se do seu passado criminoso e salvar o mundo tal como o conhecemos… Realizado por Peyton Reed, este é um filme que mistura acção, comédia e aventura e que adapta mais uma das personagens ricas do universo Marvel. E se Guardiões da Galáxia foi considerado a aposta mais arriscada do Marvel Studios, por se tratar de uma super equipa pouco conhecida até dos fãs de BD, a aposta do estúdio provou-se, tal como com o Homem-Formiga, certeira ao empregar a fórmula equilibrada de humor e acção que tem marcado as suas produções. Com "Homem-Formiga", a Marvel provou, mais uma vez, que não existe super-herói desconhecido ou arriscado quando a sua equipa criativa está ao comando.


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O coelho mais divertido e favorito da televisão já tem 75 anos. Foi no dia 27 de Julho de 1940 que Bugs Bunny fez a sua estreia na curta-metragem “Wild Hare“, realizado por Tex Avery, utilizando uma das frases mais conhecidas da animação “What’s up, Doc?". desde então, a personagem de desenhos animados mais conhecida de todas as gerações da série Looney Tunes, anda há 75 anos a fugir de um caçador. E desde que apareceu pela primeira fez na televisão, encantou logo o público.

Com o passar do tempo, esta personagem sofreu várias alterações. O coelho, com voz original de Mel Blank, já tinha aparecido em “Porky’s Hare Hunt”, de 1938, com padrões de fala e aparência bem diferentes do que se viria a conhecer anos depois. Mas o marco inicial foi mesmo em 1940, onde Bugs Bunny surge como é conhecido actualmente, e onde diz pela primeira vez o seu clássico “What’s up, Doc?”. Quanto ao nome, Bugs Bunny, o mesmo só viria a surgir no ano seguinte, em “Elmer’s Pet Rabbit“, realizado por Chuck Jones.

Como todas as outras grandes estrelas, a sua popularidade teve pontos baixos e altos. Alguns dos destaques incluem a curta-metragem de 1949, “Long-Haired Hare“, realizado também por Jones, em que Bugs Bunny duela com um tenor ao som de “O Barbeiro de Sevilha” no Hollywood Bowl. Em 1957, igualmente realizado por Jones, Bugs e Elmer Fudd fizeram uma paródia à ópera de Wilhelm Richard Wagner. Esta curta-metragem “What’s Opera, Doc?” foi selecionada para a National Film Registry em 1992, com o fim de ficar preservado na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. E entre outros clássicos, uns anos mais tarde, o cartoon “Knighty Knight Bugs”, co-protagonizado com por Yosemite Sam, venceu o Oscar de “Melhor Curta-Metragem de Animação”.

Nomeado como Bugs Bunny, em homenagem a um dos Diretores e desenhadores da época dos estúdios Warner Bros., a personagem acumula um histórico de mais de 160 curtas-metragens, incluindo participações em filmes. De entre os destaques, esta famosa lebre ou coelho (dilema ainda não resolvido), já contracenou com a estrela do basketball, Michael Jordan no filme "Space Jam", de 1996. Portanto, para além das grandes histórias, esta cómica personagem também acumulou vários prémios. De entre eles, está um Oscar e o título de melhor personagem de desenhos animados de todos os tempos pela revista "TV Guide".

A sua fama foi tal que deu origem às Tiny Toon Adventures (também conhecido como Tiny Toons), uma série animada de tv americana que teve início em 14 de Setembro de 1990 e prolongou-se até 28 de Maio de 1995, resultado de uma colaboração de Steven Spielberg, da sua Amblin Entertainment e da própria Warner Bros. Animation, depois de ter sido concebido no final de 1980 por Tom Ruegger. Esta série acompanhava as aventuras de um grupo de jovens personagens de desenhos animados que frequentavam a Acme Looniversity para se tornarem na próxima geração de personagens da série Looney Tunes. E assim tivemos o Buster Bunny, um esperto e divertido coelhinho azul de camisa vermelha inspirado no Bugs Bunny, a Babs Bunny, a engraçada coelhinha cor-de-rosa de camisa amarela, saia roxa e laços nas orelhas, também inspirada no bugs (ela e Buster frequentemente afirmavam “não somos parentes"), o Plucky Duck, um patinho verde inspirado, nem mais, nem menos, do que no Duffy Duck, e por aí fora...

Com o passar dos anos, esta hilariante personagem sobreviveu aos maus-feitios de Yosemite Sam, Elmer Fudd, Taz, Porky Pig, Duffy Duck, Foghorn Leghorn ou o marciano Marvin, entre uma outra mão cheia de personagens divertidas e competitivas. E nos seus 75 anos de carreira, Bugs Bunny nunca esteve envolvido em “escândalos", tornando-se sempre num bom exemplo para as crianças, com os seus hábitos saudáveis e o seu bom humor, além de divertir várias gerações. Vamos, por isso, brindar em homenagem a uma das maiores estrelas de Hollywood!

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Depois dos Metrossexuais e dos Lumberssexuais, que ainda vigoram, eis uma nova tendência que surge e que vai alegrar muitos homems. O termo significa, à letra, "corpo de pai", que é o mesmo que ter o físico de um homem que não é completamente tonificado, que tem um pouco de barriga e algumas gordurinhas... E ultimamente está a chamar a atenção das mulheres nos Estados Unidos. Não tarda, de todo o mundo. Celebridades como Jason Segel, Seth Rogan e Simon Cowell são alguns exemplos do "Dad Bod", mas há mais.

Esta recente tendência surgiu após uma estudante americana, de 19 anos, ter escrito um artigo sobre o assunto para o site da sua faculdade. Tal artigo tinha como título "Why Girls Love The Dad Bod" e chamava a atenção para o corpo masculino com algumas curvas. Trata-se de um corpo do tipo que diz: "vou ocasionalmente ao ginásio, mas bebo aos fins de semana e como fatias de pizza quando me apetece". Esta observação da estudante Mackenzie Pearson chamou a atenção dos Media, e a revista GQ chegou a divulgar, inclusive, uma dieta "Dad Bod" que inclui bebidas e pizza.

Portanto, a partir de agora, a barriga está na moda, mas apenas nos homens. E disso partilham outras celebridades, como Leonardo DiCaprio, John Hamm, Vince Vaughn e Adam Sandler. Sim, porque agora, esta nova moda masculina está a fazer sucesso (por parte deles, mas para agrado delas) ou seja, a gordura voltou a ser sinónimo de formosura. É claro que, como sempre e apesar de a origem desta nova tendência ter vindo de um texto, quem a catapultou para a ribalta foram as figuras públicas. Neste caso, de Hollywood. Bastou ver Leonardo DiCaprio exibir os seus “pneus” na praia, para logo de seguida Adam Sandler fazer o mesmo e até o actor principal de Mad Men, John Hamm. E eis que a moda passou a correr mundo e algumas mulheres parecem achar atraente. Segundo Mackenzie Pearson, as mulheres consideram a barriguinha saliente e os braços pouco tonificados mais atraentes porque “tornam os homens mais naturais”.

Pearson apercebeu-se desta nova tendência enquanto conversava com as colegas de faculdade. E acabou por descobrir algumas vantagens para o mundo feminino. Segundo a própria, perto destes homens as mulheres não se sentem como ao lado de alguns metrossexuais, ou seja, mais feias e menos cuidadas do que eles. “Elas gostam de ser a parte mais bonita da fotografia”, defende, e desta forma, garantem esse posto. Com um “dad bod” ao lado, nenhuma mulher vai parecer mal demais. Pelo contrário!

Há um outro ponto positivo, diz a estudante que deu nome à tendência: os “dad bod” são “bons de abraçar” e torna-se “melhor cair nos braços deles”. E acrescentam ainda uma outra vantagem para as jovens: estes “não enganam ninguém”. Como têm “tendência para imaginar o futuro mais depressa” do que eles, já sabem que os “dad bod” mostram, sem medo, o tipo de corpo que vão ter na meia-idade. “Com um dad bod sabemos no que nos estamos a meter: o corpo dos 22 anos será o mesmo aos 45”, garante. Depois vem o sexo. Dizem as mulheres que preferem homens com barriguinha porque os “dad bod” são sexualmente muito mais eficazes que os outros quando se trata de estímulos.

Mas cuidado! A revista GQ explica que um “dad bod” não é sinónimo de um obeso. O mesmo tem de ser saudável e nunca entrar em sobrepeso. Trata-se de um homem que “quer parecer mais humano, natural e atraente. É um homem que não está muito acima do peso, mas também não é um modelo cheio de músculos”, explica Mackenzie.

No entanto, este novo conceito tem vindo a gerar alguma controvérsia. Segundo a revista Time, o ‘dad bod’ é uma “atrocidade sexista”. O escritor, Brian Moylan afirma mesmo que “o problema com o dad bod não é o que ele diz sobre os homens, mas o que diz sobre as mulheres”. Mas, felizmente para muitos, são bastantes aqueles que consideram este conceito uma tendência “quente” deste Verão. Até a internet se encarregou de divulgar este tema e foi inclusivamente criada uma conta de Instagram que revela os "Dad Bod" que existem por esse mundo fora, e que conta já com mais de 15 mil seguidores.

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Desde uma viagem cheia de aventuras, através de um balão, a uma metrópole cheia de monstros, o realizador vencedor de um Oscar® da Academia, Pete Docter (o mesmo de “Monstros, S.A.” e “Up – Altamente”) já levou muitas plateias para lugares inimagináveis e únicos. Nesta nova longa-metragem da Disney Pixar, ele surpreende-nos e leva-nos para um lugar ainda mais extraordinário: dentro da mente.

“Divertida Mente” (“Inside Out” no original), já há algum tempo em cartaz, é o novo filme da Disney Pixar e aborda, de forma divertida e original, a jornada pessoal pela qual todos nós passamos – a do crescimento. Porque crescer é um exercício constante de auto-conhecimento, escolhas difíceis e surpresas - das mais doces até as mais dolorosas. E os criadores de Toy Story, conhecidos por alguns dos filmes de animação mais agridoces e marcantes das últimas décadas (como “Up!” e “À procura de Nemo”), descobriram a maneira mais gira e emocionante de nos colocar no divã, como se fossemos psicólogos de nós próprios.

“Divertida Mente” conta a história de Riley, uma menina de 11 anos do interior dos Estados Unidos (Minnesota), no momento em que se vê forçada a mudar-se para a agitada São Francisco com os seus pais. Riley tinha uma vida boa, cheia de amigos e boas memórias na sua terra natal, mas tal mudança acaba por virar o seu mundo ao contrário, forçando-a a lidar com emoções mais amargas, que nunca tinha sentido antes. Ora, se fosse contada da forma tradicional, a história de Riley era corriqueira, apenas mais um clichê. Mas a forma como a Pixar encontrou para humanizar e explicitar as mudanças pelas qual ela tem que passar é o que faz de “Divertida Mente” um dos melhores filmes já feitos pelo estúdio. Porque esta é uma jornada íntima e pessoal, que vivenciamos - literalmente, através dos olhos e da cabeça da menina em questão.

E nisso foram exímios, pois o enredo do filme passa-se quase inteiramente dentro da cabeça de Riley, apresentando as suas emoções mais fundamentais: Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Repulsa, como personagens caricatas mas cativantes. As mesmas representam a confusão de sentimentos que está sempre a acontecer dentro das nossas cabeças. Estas emoções antropomorfizadas discutem entre si, debatem sobre qual é a melhor maneira de lidar com o que está a acontecer com a Riley e muitas vezes tentam assumir o controle da cabeça da menina. É uma representação simples e inusitada das nossas emoções, bem divertida, por sinal, que funciona perfeitamente bem para qualquer pessoa que vá assistir o filme. Miúdos e graúdos.

Na montanha-russa constante de emoções passada na cabeça de Riley, “Divertida Mente" atinge-nos com maior intensidade, na precisão das suas piadas e na candura com que representa as emoções mais primordiais. E isto prova o que todos nós já sabemos, desde que “Toy Story” chegou ao cinema: a Disney Pixar sabe, melhor do que ninguém, representar experiências pelas quais todos nós já passámos. De forma explícita, mas também divertida.

Quando forem ver o filme (e olhem que devem), vão perceber o fascinante que “Divertida Mente” resulta. E se um filme da Disney Pixar já nos deixa contentes, imaginem dois numa única sessão! Atentem, por isso, a “Lava”, a nova curta-metragem animada que antecede “Inside Out” nos cinemas.

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A revista norte-americana do canal televisivo desportivo ESPN lançou mais uma edição “Body Issue”, onde prestigiados atletas exibem o esplendor atlético (ou não) dos seus corpos. Esta é já a sua sétima edição anual, mas só agora me debruço sobre a mesma, porque me chamou a atenção, quer pela beleza das imagens, quer pela atitude dos que posam, mas, sobretudo, porque prova que a nudez ainda vende e deslumbra… E foram vários os desportistas que se despiram de preconceitos para a edição de 2015.

Ao todo, são 24 imagens de atletas de topo que posaram nus para a edição deste ano da revista ESPN Body Issue. São eles: o tenista suíço Stanislas Wawrinka, os basquetebolistas Kevin Love e DeAndre Jordan, a futebolista Ali Krieger, a nadadora Natalie Coughlin, o futebolista Jermaine Jones, a basquetebolista Brittney Griner, a ginasta Aly Raisman, a skater Leticia Bufoni, a hoquista Paige Selenski, a lançadora de martelo Amanda Bingson, a heptatleta Chantae McMillan, o jogador de râguebi Todd Clever, o surfista Laird Hamilton, a arqueira Khatuna Lorig, os jogadores de futebol americano Odell Beckham Jr., Anthony Castonzo, Todd Herremans e Jack Mewhort, o jogador de basebol Bryce Harper, o hoquista Tyler Seguin, a jogadora de voleibol de praia Gabrielle Reece e a praticante de wakeboard Dallas Friday. Tal como vieram ao mundo…

Na revista impressa, podemos ver as impressionantes fotografias de cada curva e músculo no corpo destes poderosos atletas. "É importante mostrar as vulnerabilidades. Estou orgulhosa do meu corpo, orgulhosa do meu desporto e de ser uma atleta feminina. Posar nua é apenas mais um aspecto, é real, é crú, é honesto", disse Ali Krieger ao ESPN. Esta "campanha" pretende celebrar a forma física de alguns dos desportistas mais famosos do mundo. São várias as razões que levaram tais atletas a desnudarem-se para este "Body Issue". Uns para provar que por debaixo de todo o equipamento que usam, existe também um corpo de desportista. Outros, para demonstrar o incrível comportamento do corpo quando está em acção, em movimento. Por último, quase todos vêem uma oportunidade de participarem num “clássico” editorial, pois o mesmo também funciona como distinção e reconhecimento da notoriedade e desempenho dos mesmos. Portanto, podem ser vários os motivos que levam estes atletas a participar nesta edição da revista, mas uma coisa é certa: todos o fazem com orgulho! A revista está à venda no próximo dia 10 de Julho.

Mais info em http://espn.go.com/espn/bodyissue

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Como sabem, gosto muito de contar “histórias”, de mostrar coisas novas ou reflectir sobre algo comum, mas de que muitos poucos sabem. No fundo, de contribuir para um melhor conhecimento sobre algo que me desperta a curiosidade ou me apraz. Por isso, eis-me agora a falar do Cavalo Lusitano. Uma raça equestre tão nossa mas, fora os aficionados, de que muito se desconhece… E se nós por cá temos muitos produtos magníficos bem reconhecidos, o Cavalo Lusitano é um deles. Sabiam que foi este cavalo que deu origem à lenda grega do Centauro, quando por aqui homens e cavalos se confundiam num só? Pois é!

O puro-sangue lusitano (PSL), uma raça de cavalos com origem em Portugal, é o cavalo de sela mais antigo do Mundo, sendo montado aproximadamente há mais de 5.000 mil anos. Tem ancestrais comuns aos da raça Sorraia e Árabe. Estas duas raças que formam os denominados cavalos ibéricos, evoluíram a partir de cavalos primitivos existentes na Península Ibérica, dos quais se supõe descenderem directamente do pequeno grupo da raça Sorraia ainda existente. Pensa-se também que essa raça primitiva foi cruzada com cavalos "Bereber", oriundos do Norte de África e, mais tarde, sofreram igualmente influência do árabe.

Portanto, o cavalo Lusitano é o descendente directo deste cavalo Ibérico, antepassado de todos os cavalos que estiveram na base da equitação em todo o mundo, desde a Europa ao Norte de África, à Ásia Menor, à Índia e à China. Graças ao isolamento desta zona da Europa, aqui sobreviveu e evoluiu desde há cerca de quinze mil anos, tornando-se num cavalo extraordinário quase completamente livre de influências estranhas até há bem pouco tempo. Este cavalo constitui hoje uma preciosa herança genética da Andaluzia e de Portugal.

Este singular cavalo veio expandir-se por toda a Europa, Ásia e Norte de África, sendo usado ainda no século XVIII como melhorador universal. É só nos séculos XIX e XX que vem a sofrer diversas infusões de sangues estranhos, em consequência da necessidade de maior força de tracção. Foram apenas duzentos anos, mas o efeito “abastardou” dramaticamente o original, tendo-lhe dado maior dimensão e peso, retirando-lhe ligeireza. Há quem diga que o psiquismo também se degradou, perdendo-se “finura”, ardência, vibração e o “desejo de adivinhar a vontade do cavaleiro”…

Podem ter-se degradado parte das suas características originais, mas na natureza nada se perde, tudo se transforma. E se chegámos onde chegámos, com cavalos maiores e melhores, foi graças ao trabalho inteligente dos criadores e, claro, à base de uma genética poderosa, que quinze mil anos de selecção não deixaram destruir por uns “meros” duzentos anos de perturbação. Pelo contrário, tendo tirado partido destas influências e chegando hoje à produção de cavalos de maior dimensão e de qualidade de andamentos, capazes de ombrear com todas as raças especializadas, em quase todas as modalidades do desporto equestre moderno.

Há cerca de 30 anos atrás, ainda consequência da forte ditadura, houve que reequacionar tudo o que se refere à selecção e melhoria da raça Lusitana. Um pequeno grupo de criadores redefiniu, com muito rigor, o padrão da raça, base de partida fundamental para a melhoria na selecção. Tendo apenas passado três décadas, a evolução consequente da raça é espantosa! Mas, perguntam-se, como foi possível, em tão pouco tempo, a raça ter regressado em grande às suas características ancestrais? A resposta é simples e a explicação reside no enorme potencial genético da raça Lusitana: após dois séculos, quando muitos perceberam e incorreram no sentido da importância que impunha a própria raça, os resultados foram surgindo. A raça estava apenas “mascarada”, mas a sua essência estava lá, resultado de milhares de anos de selecção. Portanto, todo um património genético que sobreviveu às várias infusões de sangue estranho e que só esperava que os criadores lusos se unissem, para o soltar. E devolver ao país o seu cavalo milenar.

Hoje, o puro-sangue lusitano apresenta aptidão natural para a alta escola (Haute École) e exercícios de ares altos, uma vez que põe os membros posteriores debaixo da massa com grande facilidade. Assim, o Lusitano tem-se revelado capaz não só para o toureio e equitação clássica, mas também nas disciplinas equestres federadas como dressage, obstáculos, atrelagem e, em especial, equitação de trabalho, estando no mesmo patamar que os melhores especialistas da modalidade.

E auguram-se novos desafios para esta raça. O actual Governo quer potenciar o turismo equestre no país, passando por dar maior visibilidade ao Cavalo Lusitano, produto que considera "extraordinário e de qualidade única". O turismo equestre pode vir a representar muito para Portugal...

Actualmente, a competição, o toureio e a arte equestre utilizam, cada vez mais, cavalos Lusitanos em todo o Mundo. E foram estes cavalos portugueses, os utilizados na produção da saga em filme "O Senhor dos Anéis".

Mais informações em www.cavalo-lusitano.com

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