Eis um filme que mistura vários géneros ao mesmo tempo: drama, fantasia, romance e suspense, mas, sobretudo, terror. Sim, por isso tenham medo, muito medo! Realizado por Guillermo del Toro, sendo escrito pelo mesmo e por Matthew Robbins, o filme tem como principais protagonistas Mia Wasikowska, Tom Hiddleston, Jessica Chastain, Charlie Hunnam e Jim Beaver.

Situada em Cúmbria, numa região rural e montanhosa do norte da Inglaterra no século XIX, temos uma mansão decrépita e cheia de segredos, onde a jovem autora Edith Cushing acaba por ir viver, após se apaixonar e casar-se com Sir Thomas Sharpe. Mas à medida que os dias se vão passando no misterioso casarão, ela vem a descobrir que o seu marido não é quem aparenta ser. E que não estão sozinhos, pois a casa em ruinas abriga entidades fantasmagóricas misteriosas, que Thomas e a sua irmã, Lady Lucille Sharpe, desesperada e ferozmente tentam esconder...

Embora o fantástico e o sobrenatural sempre foram temas caros ao realizador, mas “A Colina Vermelha” traz-nos um del Toro mais maduro e versátil. Rendendo homenagem ao terror, o cineasta mexicano acaba por nos oferecer um dos melhores filmes do género dos últimos tempos, conseguindo provocar-nos sustos eficazes e uma tensão imensa, numa história que não é exactamente sobre fantasmas, mas sim com fantasmas. E os fantasmas de del Toro são seres aterrorizadores que passaram por algum tipo de tormento...

Logo nos primeiros minutos do filme ficamos amedrontados, com a visita de um. Edith vê os fantasmas, sente-os, sabe da sua existência e acaba por transportar isso para o seu livro. E se na sua infância ela já via fantasmas, quando chega ao seu novo lar inglês, Edith passa a ter de conviver com eles. Mas del Toro deixa de lado o seu lado ameaçador para nos mostrar um problema verdadeiro e bem real, onde o filme encontra a sua profundidade: os fantasmas não são o problema. Nós, os vivos, é que o somos. Já dizia a minha avó: “Devemos ter medo dos vivos, não dos mortos”.

Não percam este filme que pode bem tornar-se uma referência artística no género de terror! Mais sobre o filme em http://www.crimsonpeak-ofilme.pt


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Depois de príncipes de sonho, venho agora mostrar-vos algumas das nossas celebridades favoritas recriadas como princesas da Disney. O indonésio Thomas Kurniawan foi o responsável por estes belos cartazes, adaptando actrizes famosas como reconhecidas personagens do universo Disney.

Embora a Disney ter feito poucos filme "live-action" com personagens clássicas (temos o exemplo recente de “Cinderela” e de “Maléfica”), há verdadeiras produções que todos podemos desenvolver – com a nossa imaginação! Foi o que fez o designer gráfico indonésio Thomas Kurniawan, combinando a sua imaginação com algumas habilidades fantásticas de manipulação de imagem para criar estes convincentes "posters de filmes".

E é com gosto que vemos a Katy Perry, a Alicia Keys, Taylor Swift, Scarlet Johansson, Amanda Seyfred, entre outras, a encarnarem, embora não voluntariamente, grandes personagens dos estúdios Walt Disney.

Será que alguma vez iremos assistir a filmes "live-action" com estas princesas da Disney? Não se sabe, mas estou definitivamente convencido com estas incríveis obras de manipulação digital do Thomas... Para verem mais “obras-primas” de Thomas Kurniawan, vão até ao seu site http://thomas-kurniawan.blogspot.sg

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O novo número da F Magazine Luxury, saiu para as bancas no passado sábado, com duas fantásticas capas – Fredy Costa e Paulo Pires.

A sua primeira edição, com a modelo/atriz Ana Sofia, de que já aqui vos tinha falado, esteve nas bancas, em Portugal e Angola, com grande aceitação. Agora, o segundo número da F Magazine Luxury que acabou de sair traz duas capas, com dois atores de “peso”, para agradar ambos os públicos, o angolano e o português. E para demonstrar que a revista é transversal ao sexo e à idade de quem a lê.

Porque "F is... for the fantastic in all of us!", esta é uma edição realmente fantástica! Sendo a F Magazine uma revista de luxo e lifestyle mista, este número dedica mais páginas ao público masculino. Mas qualquer mulher também se irá rever nos seus conteúdos. E, tratando-se de uma revista trimestral, já podem ler artigos dedicados ao Natal, com as mais variadas sugestões.

Saibam que para além da edição impressa, a F Magazine Luxury possui um site próprio - www.fmagazineluxury.com, assim como a sua App, estão igualmente disponíveis, tanto para iOS como para Android:
https://itunes.apple.com/pt/app/id1027835708
https://play.google.com/store/apps/details?id=pt.focuspremium.fmagazine


Assim, podem acompanhar mais a revista. Mas espero que a comprem! Quer pelas suas capas, quer pelos seus ricos conteúdos, enfim, pelo que a F Magazine já vos tem habituado a dar: o melhor!

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Dois filmes que apostam na simplicidade, mas que são muito bons…

"À procura de uma estrela"

Adam Jones (Bradley Cooper) era um chef brilhante, com duas estrelas Michelin no currículo. Problema: no seu passado, fora drogado, alcoólico e viciado em sexo. E, por isso, também por fraqueza e excesso de vaidade, destruiu a carreira promissora, bem como a reutação dos restaurantes por onde passou… Depois de se recompor e de passar vários anos a cumprir uma penitência a que o próprio se impôs — abrir um milhão de ostras num restaurante perdido no meio dos Estados Unidos, regressa a Londres com o objetivo de lançar o melhor restaurante do mundo e, claro, conquistar a terceira estrela Michelin.

Só que para que tal se tornasse realidade, Jones precisava de uma equipa de sonho que estivesse tão motivada quanto ele e desse respsta e consiguisse corresponder às expectativas… Só que os excessos do passado, que quase lhe arruinaram a carreira e os “demónios” interiores que todos os dias tem de combater, noemadamente dívidas acumuladas, fazem com que o Chef se vingue na sua equipa.

E assim se “cozinha” uma comédia dramática, com realização a cargo de John Wells (o mesmo da série televisiva "E.R. - Serviço de Urgência" e, mais recentemente, do filme "Um Quente Agosto”. Para além de Bradley Cooper, a tal equipa de sonho, que é também um dream team de co-protagonistas é composta por Sienna Miller, Uma Thurman, Emma Thompson, Omar Sy e Daniel Brühl, com a participação da nova “coqueluche” Alicia Vikander.

“À Procura de Uma Estrela” estreou na passada quinta-feira, mas eu tive o privilégio de assistir à sua ante-estreia, graças à querida Xenica Jardim. Um filme que surpreende pela sua originalidade e realismo. Especialmente na cozinha. Convém ir já jantado, senão…


"O estagiário"

Aqui está um filme que estreou há mais tempo, mas que me surpreendeu muito pela simplicidade, como há muito não se via no cinema… Jules Ostin (Anne Hathaway) é a criadora de um bem-sucedido site de venda de roupas, uma verdadeira start up que teve um rompante crescimento e que, em apenas 18 meses, já tem mais de duas centenas de funcionários e uns milhares de clientes. Ela leva uma vida bastante atarefada, devido às exigências do cargo e também ao facto de gostar de manter contacto directo com o seu público. Eis que a sua empresa inicia um projeto de contratar pessoas da terceira idade como estagiários, numa tentativa de colocá-los de volta ao activo. Cabe a Jules trabalhar directamente com o viúvo Ben Whittaker (Robert De Niro). Com os seus 70 anos, Ben, que levava uma vida monótona, encara o inusitado estágio como uma oportunidade de se reinventar. Por mais que tenha de lidar com o inevitável choque de gerações, o que rende algumas piadas, ele rapidamente conquista os seus colegas de trabalho e aproxima-se, cada vez mais, de Jules, que passa a vê-lo também como amigo.

Jules, para além de muito jovem, é casada e tem uma filha, pelo que precisa fazer malabarismo para ser uma boa mãe, boa esposa e uma excelente profissional. E é aí que Ben entra e se torna fulcral, ajudando não só na vida profissional da personagem, como também na pessoal.

Por isso, no meio de mega lançamentos cinematográficos, com o crescente número de filmes de super-heróis, sequências e reboots, produções simples, com um argumento original, acabam por se perder e ficar ofuscadas, passando muitas vezes despercebidas pelo público. E este “O Estagiário” pode não ser uma superprodução hollywoodiana, mas garante bom entretenimento e traz-nos uma bela história, com um óptimo elenco.

O argumento, embora simples, aborda questões pertinentes dos dias de hoje, tais como a mulher inteligente, que trabalha, que tem filhos e é casada e o reformado que precisa adequar-se às novas tecnologias e que se quer sentir útil. Ambos com as suas próprias limitações, inseguranças e conflitos internos. Nancy Meyers, realizadora e argumentista, conduz esses temas de forma delicada, mas também com algum humor. E o filme, apesar de engraçado, pode provocar algumas lágrimas... Tudo isto faz com que “O Estagiário” se torne numa das maiores surpresas de cinema do segundo semestre deste ano, ganhando qualidade pela presença de grandes actores e que, com toda a certeza, merece ser visto no grande ecrã.

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Quem diria... Hoje é exactamente o dia em que se celebra a chegada ao hipotético futuro, onde haveria skates voadores e ténis com atacadores automáticos... Isto porque a 26 de outubro de 1985, Marty McFly (Michael J. Fox) entra no DeLorean de Doc Emmett Brown (Christopher Lloyd), alimentado a latas de cerveja e cascas de banana, para uma fantástica viagem no tempo. Hora de aterragem no futuro: 4h29, quarta-feira, 21 de outubro de 2015.

Foi assim que aconteceu no "Regresso ao Futuro 2" (filme realizado por Robert Zemeckis e produzido por Steven Spielberg) e que hoje se celebra a sua ficção, dada a coincidência da data. McFly acaba por “aterrar” numa pequena cidade da Califórnia, HillValley, onde existem carros voadores, semáforos a grande altitude, máquinas que hidratam pizzas, gravatas duplas, casacos que se ajustam ao corpo em segundos, gasolineiras robot, matrículas em código de barras, binóculos do tamanho de um cartão de crédito e o "Tubarão 19" a estrear no cinema – e por aí fora...

Quase 26 anos depois do filme estrear, Marty Mcfly chega finalmente aos nossos dias, entre delírios tecnológicos e previsões pouco acertadas… Mas o dia marcado no DeLorean não engana: 21 de outubro de 2015. Foi para esta data que Marty e Doc viajaram no filme realizado em 1989.

Engraçado ver algumas coisas corresponderem às “previsões” do realizador, como as televisões de ecrã plano e a obsessão por gadgets, mas há outras que erraram de todo: ainda não existem hoverboards, ténis NikeMag com atacadores automáticos ou carros voadores. “Só estávamos a divertir-nos com o futuro”, explicou recentemente Zemeckis, defendendo que nunca tentou adivinhar nada.

“Regresso ao Futuro”, o primeiro filme da saga, está a celebrar 30 anos. Nele, Marty McFly é um adolescente que na madrugada de outubro de 1985 encontra o seu amigo cientista Doc Brown, que lhe apresenta um DeLorean modificado para se tornar uma máquina do tempo, alimentada a energia providenciada por fissão nuclear. O sucesso foi tal que a sequela não demorou a chegar. E o filme, agora em questão e o segundo da triologia, veio a tornar-se num dos símbolos da cultura pop dos anos 80, muito graças ao excêntrico futuro imaginado para o actual milénio.

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Vários modelos encenam obras de arte icónicas do famoso pintor austríaco, que serviram de inspiração para uma bela série de fotos.

As pinturas do pintor Gustav Klimt, aquando do seu período dourado, são das obras mais icónicas e reproduzidas do universo das artes plásticas. E é justamente esse período que serviu de inspiração para a fotógrafa, também austríaca, Inge Prader. A mesma realizou uma série de imagens em que reproduz algumas das famosas pinturas do Klimt, mas com modelos de carne e osso.

Gustav Klimt é considerado um dos grandes expoentes da arte moderna na Áustria. Em 1900, chegou ao auge de sua carreira ao ganhar o Grande Prémio na Feira Mundial de Paris. Foi algo polémico, recebendo duras críticas dos sectores mais conservadores da sociedade vienense do início do século XX. Críticas essas que eram direcionadas, principalmente, pelo uso de elementos sensuais e eróticos nas suas pinturas. De facto, Klimt pintara imagens sensualizadas de mulheres, fazendo uso de muitos ornamentos e enfeites, principalmente de flores e recorrendo às cores dourada e prateada.

Esta série de fotografias faz parte do Life Ball Style Bible 2015, o guia de estilo produzido anualmente para os convidados do baile Life Ball - um dos maiores eventos do mundo voltados para a conscientização em relação à SIDA. O dress code tem de seguir o tema proposto pelo guia, o que quer dizer que a passadeira vermelha do evento irá receber convidados vestidos à la Klimt. Fantástico!

Mas vejam o resultado do incrível trabalho de Inge...

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Este vais ser um fim-de-semana cinéfilo de emoções fortes. Não duvidem! Ainda mais quando vaticinam chuva e vento forte para o fim-de-semana, nada melhor do que ir assistir um destes bons filmes no cinema. Devido a uma agenda agitada, desta vez acumulo e proponho dois filmes. Comecemos pelo mais “antigo”...

“Perdido em Marte”


Na mesma semana em que a NASA anunciou ter encontrado indícios de água líquida em Marte, estreou o filme “Perdido em Marte”, de Ridley Scott. No filme, baseado no livro “O Marciano”, de Andy Weir (que apesar de ter sido auto-editado transformou-se num “best-seller”), um astronauta fica retido no planeta vermelho e tem de fazer de tudo, os possíveis e os impossíveis, para sobreviver até que alguém o possa ir buscar.

A missão da NASA dedicada a estudar a história da água em Marte recolheu dados suficientes que podem indiciar a existência de água líquida no planeta. Bom, para já, tratam-se apenas de sais hidratados, mas no geral, os cientistas defendem o rigor científico do livro e do filme.

Em “The Martian”, o astronauta e botânico Mark Watney (Matt Damon) é julgado morto após uma grande tempestade em Marte, que obrigou os restantes membros da missão a deixarem o planeta e o colega para trás. Só que ao invés disso, Mark desperta e dá-se conta de que está sozinho no planeta vermelho e que tem de sobreviver com os poucos meios de que dispõe, até que uma outra missão o possa ir salvar. Fica à prova a capacidade da sobrevivência humana num planeta desolado e mortífero, através da aplicação de todos os conhecimentos científicos adquiridos. E com o astronauta temos um pouco de tudo: engenho e ciência, ação e aventura.

Eis uma filme de ficção científica bem realista, passado num hipotético futuro próximo, onde não há qualquer marciano à vista para nos aterrorizar, excepto o próprio Watney, que, por força das vis circunstâncias, se converte no primeiro e único habitante de Marte. No fundo, “Perdido em Marte” é uma espécie de “Robinson Crusoé” no espaço, mas com mais emoção.

A ação do filme divide-se entre a base marciana onde Watley, sozinho, tenta manter-se vivo e não desesperar, a nave da missão no seu longo trajeto de regresso à Terra, e as instalações da NASA, onde diretores, engenheiros, astrofísicos e matemáticos tentam pensar na maneira mais rápida e eficiente de ir buscar o seu astronauta, ao mesmo tempo em que se debatem com outros dilemas. Tudo isto “temperado” com o humor na adversidade, manifestado nos diversos ambientes, mas sobretudo nos monólogos da personagem de Matt Damon, enquanto este se dedica a cultivar batatas em solo marciano e a “fabricar” água no “habitat” da base, quando tenta arranjar forma de comunicar com o Cabo Canaveral improvisando com tecnologia ultrapassada ou na sua aversão à música “disco”, favorita da comandante da sua missão (Jessica Chastain) e única banda sonora a acompanhá-lo em Marte, quando nos põe a ouvir “Hot Stuff” de Donna Summer ou “Waterloo” dos ABBA, no meio da desolação daquele planeta.

Um belo filme de entretenimento, a provar que ter cientistas a habitar Marte faz parte das fantasias da humanidade. Mas se levar astronautas para Marte ainda não é possível, a agência espacial norte-americana espera que esteja para breve, com uma primeira viagem tripulada prevista para 2030.



“The Walk – O Desafio”


Ou a vertigem nas Torres Gémeas... Mesmo! Foi o que senti quando o vi em 3D no IMAX. O novo filme de Robert Zemeckis recria magnificamente, com recurso a tecnologia fotorealista inovadora e maestria em IMAX 3D, a real proeza de Philippe Petit, ocorrida em Agosto de 1974, quando atravessou os céus de Nova Iorque num arame.

Estando o cinema americano repleto de blockbusters com super-heróis dotados de super-poderes que levam a cabo feitos sobrehumanos, é bom e reconfortante encontrar um filme assim, sobre um ser humano normal que comete uma proeza incrível, quase sobrehumana. Dando-nos o mote de que “tudo é possível, basta querermos!”.

Este “The Walk – O Desafio”, de Robert Zemeckis, recria a fascinante travessia sobre um arame que o equilibrista francês Philippe Petit fez, ilegal e perigosamente, entre as Torres Gémeas, na madrugada de 7 de Agosto de 1974. Estes dois dois arranha-céus ainda estavam em fase de acabamento e eram alvo de grande hostilidade por parte dos nova-iorquinos, sendo encarados por muitos como verdadeiros “mamarrachos” que estragavam o “skyline” de Nova Iorque. Mas a sua grande proeza, a que o equilibrista chamou de “um gesto artístico”, veio a contribuir para “humanizar” as impopulares Torres Gémeas.

Quem diria, agora já nem existem... E que nostalgia ao vê-las recriadas. Bom, mas o verdadeiro Philippe Petit, actualmente com 65 anos, celebrou no ano passado o 40º aniversário da sua proeza, que ficou conhecida no mundo como “The Twin Tower high wire walk”. A sua história já fora contada em 2008, sob a forma de documentário, em “Homem no Arame”, de James Marsh, tendo vencido um Óscar na categoria, sendo que tanto este documentário, como o filme de Zemeckis, são baseados no livro que Petit escreveu, “To Reach the Clouds”.

Com “The Walk – O Desafio”, o realizador achou que a fascinante história podia e devia voltar a ser contada. Devido ao seu conteúdo dramático, por não terem sido feitas imagens cinematográficas nessa altura, apenas fotografias, e porque a travessia é irrepetível devido ao atentado de 11 de Setembro. Mas, sobretudo, pelo recurso a efeitos digitais, ao Imax e ao 3D, que vêm proporcionar-nos uma experiência visual e emocional única, sensacional mesmo.

Nesta reconstrução do grande feito, Philippe Petit é convincentemente interpretado por Joseph Gordon-Levitt. E Robert Zemeckis está de parabéns, por conseguir “ressuscitar” as desaparecidas Torres Gémeas no ano da conclusão da sua construção e por, graças ao Imax e ao 3D, conseguir pôr-nos bem lá no alto, sobre o arame, mesmo ao lado de Petit, a sentir o que ele sentiu, a desafiar a gravidade como ninguém a tinha desafiado antes e a sentir a vertigem do vazio como nunca antes o cinema conseguira transmitir. Bom, talvez com o vazio do espaço em “Gravidade”, que foi igualmente arrebatador em IMAX 3D.

Por isso, não percam! ‘The Walk – O Desafio’ é um filme onde o recurso ao 3D é inteira e gloriosamente justificado e empregue, pois temos a sensação de estarmos a experimentar algo realmente novo. Tensão, vertigem, medo e exaltação é só uma amostra do que o filme nos faz sentir, mas por favor, se não o conseguirem ver no Imax, vejam-no no maior ecrã que puderem encontrar.

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E eis que aconteceu uma nova edição ModaLisboa, a 45ª. Denominada de “The Timers”, entre os dias 9, 10 e 11 de outubro, no Pátio da Galé e nos Paços do Concelho, deu-se mais uma apresentação oficial das coleções dos principais criadores portugueses para o Verão de 2016.

Segundo a Associação ModaLisboa, o papel e o objetivo “The Timers” era o de “agarrar a essência contemporânea da cultura e da moda numa cápsula do tempo, que permaneça como assinatura dos autores que transformam o seu tempo em arte e os seus sonhos na nossa realidade”.

Em nome da F Magazine Luxury, da qual sou Diretor Editorial, pude presenciar mais uma fantástica Lisboa Fashion Week, que se traduziu em 22 desfiles, com a abertura a cargo da plataforma , Sangue Novo, com 10 novos talentosos designers.
Nas passarelas, entre as colunatas do Pátio da Galé, com algumas excecões, como a coleção de Dino Alves que encerrou a ModaLisboa no Teatro São Luiz, vimos desfilar propostas de talento de Luis Carvalho, de sublime elegância em Carlos Gil, o classicismo fashion de Miguel Vieira, as ousadias de Filipe Faísca, a originalidade de Valentim Quaresma e um verdadeiro “fashion show” a cargo de Nuno Gama, que até dragões chineses teve. Nuno, aliás, tem sabido, como nenhum outro, tirar partido dos desfiles, fazendo do tema, neste caso, Os Lusíadas III, uma grande e bela encenação, onde a roupa não deixa de ser protagonista. O designer estrangeiro convidado foi o polaco Piotr Drzal, no âmbito da parceria existente com a Fashion Week da Polónia.

Havia muito mais para ver, claro que sim, mas está dado o destaque para a primavera/verão portuguesa do próximo ano.
E porque somos todos The Timers - mudança, intervenção, visão e moda, despeço-me até à próxima edição.

Mais em dailymodalisboa.blogspot.com e em www.modalisboa.pt

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Muitos de nós, utilizadores da rede social criada por Mark Zuckerberg, aguardavamos o ansiado botão de “Não gosto”. Contudo, ao contrário do que nos fora dado a entender, ele não vai mesmo existir. O Facebook apenas vai incluir os novos “reactions”. Agora, o famoso e gasto botão "Gosto" desta rede social vai deixar de estar sozinho para exprimir as nossas reações a determinadas publicações ou imagens. Portanto, irão ser adicionados outros seis botões, com diferentes tipos de reações.

Um coração para "Adoro" e cinco emoticons para exprimir fúria ("Furioso"), tristeza ("Triste"), surpresa ("Wow"), riso ("Haha") e sorriso ("Yay"): estas vão ser as novas formas “oficiais” de reagir online, num conteúdo que o Facebook denomina de "Reações".

"Estudámos quais os comentários e as reações mais comuns e usados com maior regularidade no Facebook", explicou o gestor de produtos da rede social, Chris Cox, acrescentando: "Apesar de não ser o botão do "Não Gosto", esperamos que alcance o espírito desse pedido de uma forma mais exponencial".

Ou seja, o principal objetivo passa por dar aos utilizadores diferentes formas de expressar aquilo que sentem. A utilização dos botões vai agora ser testada, e a versão experimental está apenas disponível em Espanha e na Irlanda. Porém, o Facebook revela ainda que, brevemente, espera conceder a todos os utilizadores a possibilidade de usar o "Yay" e o "Haha", numa primeira fase, e posteriormente todas as restantes reações. Aguardemos, pois…


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Mesmo! E com duas novidades! Vai ser apresentado, no próximo dia 15 de Outubro de 2015, na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, o Novo Dicionário da Comunicação. Tal livro consiste numa edição enciclopédica com significados de vocábulos profissionais do sistema mediático, desde os mais clássicos, como “Jornalismo”, “Censura” e “Audiência”, aos mais modernos como “Aplicação”, “Periscope” ou “Hashtag”. A obra, como já perceberam, bem especifica e circunscrita aos domínios da comunicação, resulta do contributo de vários autores ligados à área da Comunicação e tem a chancela da Chiado Editora.

A outra novidade, que está ligada a esta obra, prende-se com o facto de estar a nascer o NewsMuseum, um espaço interactivo e experiencial dedicado às notícias, aos media e à comunicação. O mesmo está a ser erguido em Sintra, nas antigas instalações do Museu do Brinquedo, com abertura prevista para Março de 2016. E este Novo Dicionário da Comunicação apresenta-se como a primeira obra da colecção Biblioteca NewsMuseum. Portanto, a nova obra marca a estreia da Biblioteca NewsMuseum, dirigida por Luís Paixão Martins, Presidente da Associação Acta Diurna, que promove o NewsMuseum no seu todo. Este profissional, que lidera a agência de comunicação LPM, vai estar presente na apresentação do Novo Dicionário da Comunicação, no próximo dia 15, às 19h, juntamente com Rodrigo Moita de Deus, Director do espaço.

Há muito que o mundo da comunicação não era agraciado com tão boas e importantes novidades. A seguir de perto…

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Já aqui tinha escrito sobre Snoopy e o seu “gang”. A razão que agora me traz a falar de novo é o facto de terem atingido os 65 anos de existência. Durante quase 5 décadas, Charles M. Schulz desenhou milhares de tiras de banda desenhada protagonizadas por um grupo de crianças e um cão da raça beagle, que se tornaram famosas apesar do nome invulgar - "Peanuts". Um nome que, consta, nem Schulz gostava… Na verdade, o título dado ao grupo foi a maior decepção do desenhador. Ele chegou a afirmar, numa entrevista de 1987, com o historiador Rick Marschall, que preferia “Lil’ Folks,” ou “Good Old Charlie Brown”, mas alegou que fora forçado a usar o aleatoriamente escolhido "Peanuts", tendo achado, na altura, "totalmente ridículo" e "sem significado".

A primeira tira, na qual aparece Charlie Brown, foi publicada a 2 de Outubro de 1950, em sete jornais norte-americanos. Charles M. Schulz tinha 28 anos na altura e, sem saber, deu início a uma das mais afamadas bandas desenhadas do século XX e que perdura, mesmo após a sua morte, em 2000. Enquanto alguns artistas de banda desenhada têm equipas para auxiliar no processo de criação, Schultz trabalhava sozinho. O autor criou todas as tiras e ao longo dos seus 50 anos a desenhar os "Peanuts", apenas tirou férias uma única vez. A pausa de cinco semanas deu-se para comemorar o seu 75º aniversário e foi a única vez em que as tiras deixaram de ser publicadas enquanto Schulz esteve vivo. Charles Schulz, que tinha a alcunha de “Sparky, morreu aos 77 anos, horas antes da publicação nos jornais da sua última tira dominical dos "Peanuts".

Estas suas tiras de BD revelavam humores, angústias e dilemas de crianças, mas serviam também aos adultos. Hoje, o 65.º aniversário não poderia ser melhor assinalado, com uma longa-metragem de animação, em 3D, a ser lançada este ano, onde entram todas as personagens de "Peanuts". O filme “Snoopy e Charlie Brown – Peanuts” tem estreia mundial no próximo mês de Novembro, chegando a Portugal em Dezembro.

Calcula-se que a série de banda desenhada e estas personagens tenham sido lidas por mais de 300 milhões de pessoas, de várias gerações, tornando Schulz um dos homens mais ricos da sétima arte. Por seu turno, "Peanuts" é também um dos casos mais bem sucedidos de merchandising, tendo até as Havaianas chegado a lançar uma edição especial.



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