Vários modelos encenam obras de arte icónicas do famoso pintor austríaco, que serviram de inspiração para uma bela série de fotos.

As pinturas do pintor Gustav Klimt, aquando do seu período dourado, são das obras mais icónicas e reproduzidas do universo das artes plásticas. E é justamente esse período que serviu de inspiração para a fotógrafa, também austríaca, Inge Prader. A mesma realizou uma série de imagens em que reproduz algumas das famosas pinturas do Klimt, mas com modelos de carne e osso.

Gustav Klimt é considerado um dos grandes expoentes da arte moderna na Áustria. Em 1900, chegou ao auge de sua carreira ao ganhar o Grande Prémio na Feira Mundial de Paris. Foi algo polémico, recebendo duras críticas dos sectores mais conservadores da sociedade vienense do início do século XX. Críticas essas que eram direcionadas, principalmente, pelo uso de elementos sensuais e eróticos nas suas pinturas. De facto, Klimt pintara imagens sensualizadas de mulheres, fazendo uso de muitos ornamentos e enfeites, principalmente de flores e recorrendo às cores dourada e prateada.

Esta série de fotografias faz parte do Life Ball Style Bible 2015, o guia de estilo produzido anualmente para os convidados do baile Life Ball - um dos maiores eventos do mundo voltados para a conscientização em relação à SIDA. O dress code tem de seguir o tema proposto pelo guia, o que quer dizer que a passadeira vermelha do evento irá receber convidados vestidos à la Klimt. Fantástico!

Mas vejam o resultado do incrível trabalho de Inge...

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Este vais ser um fim-de-semana cinéfilo de emoções fortes. Não duvidem! Ainda mais quando vaticinam chuva e vento forte para o fim-de-semana, nada melhor do que ir assistir um destes bons filmes no cinema. Devido a uma agenda agitada, desta vez acumulo e proponho dois filmes. Comecemos pelo mais “antigo”...

“Perdido em Marte”


Na mesma semana em que a NASA anunciou ter encontrado indícios de água líquida em Marte, estreou o filme “Perdido em Marte”, de Ridley Scott. No filme, baseado no livro “O Marciano”, de Andy Weir (que apesar de ter sido auto-editado transformou-se num “best-seller”), um astronauta fica retido no planeta vermelho e tem de fazer de tudo, os possíveis e os impossíveis, para sobreviver até que alguém o possa ir buscar.

A missão da NASA dedicada a estudar a história da água em Marte recolheu dados suficientes que podem indiciar a existência de água líquida no planeta. Bom, para já, tratam-se apenas de sais hidratados, mas no geral, os cientistas defendem o rigor científico do livro e do filme.

Em “The Martian”, o astronauta e botânico Mark Watney (Matt Damon) é julgado morto após uma grande tempestade em Marte, que obrigou os restantes membros da missão a deixarem o planeta e o colega para trás. Só que ao invés disso, Mark desperta e dá-se conta de que está sozinho no planeta vermelho e que tem de sobreviver com os poucos meios de que dispõe, até que uma outra missão o possa ir salvar. Fica à prova a capacidade da sobrevivência humana num planeta desolado e mortífero, através da aplicação de todos os conhecimentos científicos adquiridos. E com o astronauta temos um pouco de tudo: engenho e ciência, ação e aventura.

Eis uma filme de ficção científica bem realista, passado num hipotético futuro próximo, onde não há qualquer marciano à vista para nos aterrorizar, excepto o próprio Watney, que, por força das vis circunstâncias, se converte no primeiro e único habitante de Marte. No fundo, “Perdido em Marte” é uma espécie de “Robinson Crusoé” no espaço, mas com mais emoção.

A ação do filme divide-se entre a base marciana onde Watley, sozinho, tenta manter-se vivo e não desesperar, a nave da missão no seu longo trajeto de regresso à Terra, e as instalações da NASA, onde diretores, engenheiros, astrofísicos e matemáticos tentam pensar na maneira mais rápida e eficiente de ir buscar o seu astronauta, ao mesmo tempo em que se debatem com outros dilemas. Tudo isto “temperado” com o humor na adversidade, manifestado nos diversos ambientes, mas sobretudo nos monólogos da personagem de Matt Damon, enquanto este se dedica a cultivar batatas em solo marciano e a “fabricar” água no “habitat” da base, quando tenta arranjar forma de comunicar com o Cabo Canaveral improvisando com tecnologia ultrapassada ou na sua aversão à música “disco”, favorita da comandante da sua missão (Jessica Chastain) e única banda sonora a acompanhá-lo em Marte, quando nos põe a ouvir “Hot Stuff” de Donna Summer ou “Waterloo” dos ABBA, no meio da desolação daquele planeta.

Um belo filme de entretenimento, a provar que ter cientistas a habitar Marte faz parte das fantasias da humanidade. Mas se levar astronautas para Marte ainda não é possível, a agência espacial norte-americana espera que esteja para breve, com uma primeira viagem tripulada prevista para 2030.



“The Walk – O Desafio”


Ou a vertigem nas Torres Gémeas... Mesmo! Foi o que senti quando o vi em 3D no IMAX. O novo filme de Robert Zemeckis recria magnificamente, com recurso a tecnologia fotorealista inovadora e maestria em IMAX 3D, a real proeza de Philippe Petit, ocorrida em Agosto de 1974, quando atravessou os céus de Nova Iorque num arame.

Estando o cinema americano repleto de blockbusters com super-heróis dotados de super-poderes que levam a cabo feitos sobrehumanos, é bom e reconfortante encontrar um filme assim, sobre um ser humano normal que comete uma proeza incrível, quase sobrehumana. Dando-nos o mote de que “tudo é possível, basta querermos!”.

Este “The Walk – O Desafio”, de Robert Zemeckis, recria a fascinante travessia sobre um arame que o equilibrista francês Philippe Petit fez, ilegal e perigosamente, entre as Torres Gémeas, na madrugada de 7 de Agosto de 1974. Estes dois dois arranha-céus ainda estavam em fase de acabamento e eram alvo de grande hostilidade por parte dos nova-iorquinos, sendo encarados por muitos como verdadeiros “mamarrachos” que estragavam o “skyline” de Nova Iorque. Mas a sua grande proeza, a que o equilibrista chamou de “um gesto artístico”, veio a contribuir para “humanizar” as impopulares Torres Gémeas.

Quem diria, agora já nem existem... E que nostalgia ao vê-las recriadas. Bom, mas o verdadeiro Philippe Petit, actualmente com 65 anos, celebrou no ano passado o 40º aniversário da sua proeza, que ficou conhecida no mundo como “The Twin Tower high wire walk”. A sua história já fora contada em 2008, sob a forma de documentário, em “Homem no Arame”, de James Marsh, tendo vencido um Óscar na categoria, sendo que tanto este documentário, como o filme de Zemeckis, são baseados no livro que Petit escreveu, “To Reach the Clouds”.

Com “The Walk – O Desafio”, o realizador achou que a fascinante história podia e devia voltar a ser contada. Devido ao seu conteúdo dramático, por não terem sido feitas imagens cinematográficas nessa altura, apenas fotografias, e porque a travessia é irrepetível devido ao atentado de 11 de Setembro. Mas, sobretudo, pelo recurso a efeitos digitais, ao Imax e ao 3D, que vêm proporcionar-nos uma experiência visual e emocional única, sensacional mesmo.

Nesta reconstrução do grande feito, Philippe Petit é convincentemente interpretado por Joseph Gordon-Levitt. E Robert Zemeckis está de parabéns, por conseguir “ressuscitar” as desaparecidas Torres Gémeas no ano da conclusão da sua construção e por, graças ao Imax e ao 3D, conseguir pôr-nos bem lá no alto, sobre o arame, mesmo ao lado de Petit, a sentir o que ele sentiu, a desafiar a gravidade como ninguém a tinha desafiado antes e a sentir a vertigem do vazio como nunca antes o cinema conseguira transmitir. Bom, talvez com o vazio do espaço em “Gravidade”, que foi igualmente arrebatador em IMAX 3D.

Por isso, não percam! ‘The Walk – O Desafio’ é um filme onde o recurso ao 3D é inteira e gloriosamente justificado e empregue, pois temos a sensação de estarmos a experimentar algo realmente novo. Tensão, vertigem, medo e exaltação é só uma amostra do que o filme nos faz sentir, mas por favor, se não o conseguirem ver no Imax, vejam-no no maior ecrã que puderem encontrar.

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E eis que aconteceu uma nova edição ModaLisboa, a 45ª. Denominada de “The Timers”, entre os dias 9, 10 e 11 de outubro, no Pátio da Galé e nos Paços do Concelho, deu-se mais uma apresentação oficial das coleções dos principais criadores portugueses para o Verão de 2016.

Segundo a Associação ModaLisboa, o papel e o objetivo “The Timers” era o de “agarrar a essência contemporânea da cultura e da moda numa cápsula do tempo, que permaneça como assinatura dos autores que transformam o seu tempo em arte e os seus sonhos na nossa realidade”.

Em nome da F Magazine Luxury, da qual sou Diretor Editorial, pude presenciar mais uma fantástica Lisboa Fashion Week, que se traduziu em 22 desfiles, com a abertura a cargo da plataforma , Sangue Novo, com 10 novos talentosos designers.
Nas passarelas, entre as colunatas do Pátio da Galé, com algumas excecões, como a coleção de Dino Alves que encerrou a ModaLisboa no Teatro São Luiz, vimos desfilar propostas de talento de Luis Carvalho, de sublime elegância em Carlos Gil, o classicismo fashion de Miguel Vieira, as ousadias de Filipe Faísca, a originalidade de Valentim Quaresma e um verdadeiro “fashion show” a cargo de Nuno Gama, que até dragões chineses teve. Nuno, aliás, tem sabido, como nenhum outro, tirar partido dos desfiles, fazendo do tema, neste caso, Os Lusíadas III, uma grande e bela encenação, onde a roupa não deixa de ser protagonista. O designer estrangeiro convidado foi o polaco Piotr Drzal, no âmbito da parceria existente com a Fashion Week da Polónia.

Havia muito mais para ver, claro que sim, mas está dado o destaque para a primavera/verão portuguesa do próximo ano.
E porque somos todos The Timers - mudança, intervenção, visão e moda, despeço-me até à próxima edição.

Mais em dailymodalisboa.blogspot.com e em www.modalisboa.pt

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Muitos de nós, utilizadores da rede social criada por Mark Zuckerberg, aguardavamos o ansiado botão de “Não gosto”. Contudo, ao contrário do que nos fora dado a entender, ele não vai mesmo existir. O Facebook apenas vai incluir os novos “reactions”. Agora, o famoso e gasto botão "Gosto" desta rede social vai deixar de estar sozinho para exprimir as nossas reações a determinadas publicações ou imagens. Portanto, irão ser adicionados outros seis botões, com diferentes tipos de reações.

Um coração para "Adoro" e cinco emoticons para exprimir fúria ("Furioso"), tristeza ("Triste"), surpresa ("Wow"), riso ("Haha") e sorriso ("Yay"): estas vão ser as novas formas “oficiais” de reagir online, num conteúdo que o Facebook denomina de "Reações".

"Estudámos quais os comentários e as reações mais comuns e usados com maior regularidade no Facebook", explicou o gestor de produtos da rede social, Chris Cox, acrescentando: "Apesar de não ser o botão do "Não Gosto", esperamos que alcance o espírito desse pedido de uma forma mais exponencial".

Ou seja, o principal objetivo passa por dar aos utilizadores diferentes formas de expressar aquilo que sentem. A utilização dos botões vai agora ser testada, e a versão experimental está apenas disponível em Espanha e na Irlanda. Porém, o Facebook revela ainda que, brevemente, espera conceder a todos os utilizadores a possibilidade de usar o "Yay" e o "Haha", numa primeira fase, e posteriormente todas as restantes reações. Aguardemos, pois…


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Mesmo! E com duas novidades! Vai ser apresentado, no próximo dia 15 de Outubro de 2015, na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, o Novo Dicionário da Comunicação. Tal livro consiste numa edição enciclopédica com significados de vocábulos profissionais do sistema mediático, desde os mais clássicos, como “Jornalismo”, “Censura” e “Audiência”, aos mais modernos como “Aplicação”, “Periscope” ou “Hashtag”. A obra, como já perceberam, bem especifica e circunscrita aos domínios da comunicação, resulta do contributo de vários autores ligados à área da Comunicação e tem a chancela da Chiado Editora.

A outra novidade, que está ligada a esta obra, prende-se com o facto de estar a nascer o NewsMuseum, um espaço interactivo e experiencial dedicado às notícias, aos media e à comunicação. O mesmo está a ser erguido em Sintra, nas antigas instalações do Museu do Brinquedo, com abertura prevista para Março de 2016. E este Novo Dicionário da Comunicação apresenta-se como a primeira obra da colecção Biblioteca NewsMuseum. Portanto, a nova obra marca a estreia da Biblioteca NewsMuseum, dirigida por Luís Paixão Martins, Presidente da Associação Acta Diurna, que promove o NewsMuseum no seu todo. Este profissional, que lidera a agência de comunicação LPM, vai estar presente na apresentação do Novo Dicionário da Comunicação, no próximo dia 15, às 19h, juntamente com Rodrigo Moita de Deus, Director do espaço.

Há muito que o mundo da comunicação não era agraciado com tão boas e importantes novidades. A seguir de perto…

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Já aqui tinha escrito sobre Snoopy e o seu “gang”. A razão que agora me traz a falar de novo é o facto de terem atingido os 65 anos de existência. Durante quase 5 décadas, Charles M. Schulz desenhou milhares de tiras de banda desenhada protagonizadas por um grupo de crianças e um cão da raça beagle, que se tornaram famosas apesar do nome invulgar - "Peanuts". Um nome que, consta, nem Schulz gostava… Na verdade, o título dado ao grupo foi a maior decepção do desenhador. Ele chegou a afirmar, numa entrevista de 1987, com o historiador Rick Marschall, que preferia “Lil’ Folks,” ou “Good Old Charlie Brown”, mas alegou que fora forçado a usar o aleatoriamente escolhido "Peanuts", tendo achado, na altura, "totalmente ridículo" e "sem significado".

A primeira tira, na qual aparece Charlie Brown, foi publicada a 2 de Outubro de 1950, em sete jornais norte-americanos. Charles M. Schulz tinha 28 anos na altura e, sem saber, deu início a uma das mais afamadas bandas desenhadas do século XX e que perdura, mesmo após a sua morte, em 2000. Enquanto alguns artistas de banda desenhada têm equipas para auxiliar no processo de criação, Schultz trabalhava sozinho. O autor criou todas as tiras e ao longo dos seus 50 anos a desenhar os "Peanuts", apenas tirou férias uma única vez. A pausa de cinco semanas deu-se para comemorar o seu 75º aniversário e foi a única vez em que as tiras deixaram de ser publicadas enquanto Schulz esteve vivo. Charles Schulz, que tinha a alcunha de “Sparky, morreu aos 77 anos, horas antes da publicação nos jornais da sua última tira dominical dos "Peanuts".

Estas suas tiras de BD revelavam humores, angústias e dilemas de crianças, mas serviam também aos adultos. Hoje, o 65.º aniversário não poderia ser melhor assinalado, com uma longa-metragem de animação, em 3D, a ser lançada este ano, onde entram todas as personagens de "Peanuts". O filme “Snoopy e Charlie Brown – Peanuts” tem estreia mundial no próximo mês de Novembro, chegando a Portugal em Dezembro.

Calcula-se que a série de banda desenhada e estas personagens tenham sido lidas por mais de 300 milhões de pessoas, de várias gerações, tornando Schulz um dos homens mais ricos da sétima arte. Por seu turno, "Peanuts" é também um dos casos mais bem sucedidos de merchandising, tendo até as Havaianas chegado a lançar uma edição especial.



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Já estou a ver as “donzelas” portuguesas a suspirar… Mas é verdade! Eis o rol: Príncipe Ali de “Aladino”, Príncipe Eric de "A Pequena Sereia", Príncipe Phillip de "A Bela Adormecida", Príncipe Charming (Encantado) de "Cinderela".
Príncipe Adam de "A Bela e a Fera" e outros “princípes” como Tarzan, Hércules e John Smith de "Pocahontas". Ao todo, são oito os heróis da Disney que o artista finlandês Jirka Väätäinen reimaginou nas suas ilustrações "real life" que são, verdadeiramente, um conto de fadas tornado real.

Agora, é só ver e suspirar... Sim, eles podiam ser bem mais reais e tornar os sonhos de muitas numa autêntica fantasia…

Mais em www.jirkavinse.com


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Aqui está o novo filme de M. Night Shyamalan, o memso realizador de "O Sexto Sentido" e "A Vila". O mesmo narra a história dos irmãos adolescentes Rebecca e Tyler, que vão, pela primeira vez, à quinta dos avós para passar uma semana. Os jovens não os conhecem, porque a mãe saíra de casa em conflito com os pais 15 anos antes, e desde então, nunca mais tivera qualquer contacto. Apesar do carinho com que são recebidos, os dois ficam muito surpreendidos quando lhes é dito, pelos idosos, que não podiam sair do quarto após as 21h30. Dado que lá, não tinham quase acesso à internet e como é próprio das suas idades, aventuram-se logo na primeira noite, bem curiosos e dispostos a desvendar a razão dessa particular e misteriosa interdição. É, então, quando descobrem que os avós são bem mais estranhos do que lhes parecera quando chegaram. E que algo de extremamente inquietante e perturbador acontece na casa durante a noite… Sem forma de contactarem com a mãe sobre experiência aterradora que lhes estava a acontecer, e com a noção perfeita de estarem a correr sério perigo de vida, os irmãos não têm outra solução senão a de tentarem sobreviver… sozinhos! E mais não posso dizer, pois iria revelar algo que não se pode. Até porque Shayamalan voltou a repor a “surpresa final” que sempre o celebrizou.

Mistura de terror e comédia, o filme, com argumento e realização de M. Night Shyamalan, não assenta nos pilares estereotipados do género. Shyamalan surpreende-nos com uma “comédia de terror” muito original, filmada em jeito de documentário amador pelas suas personagens principais, os dois jovens. Aqui a fazer-nos lembrar um pouco o “Blair Witch Project”, pois as situaçoes de tensão e terror vão-nos sendo mostradas pelo que só nos é dado a ver através da câmara dos adolescentes assustados.

Com um elenco de “desconhecidos”, tendo interpretações a cargo de Olivia DeJonge, Ed Oxenbould, Deanna Dunagan e Peter McRobbie, “A Visita” tem como um dos seus produtores Jason Blum, especialista em filmes de terror e de suspense de baixo orçamento, como os da série “Actividade Paranormal”. A produção foi financiada pelo próprio Shyamalan e foi filmado dentro e nos arredores da sua casa, na Pensilvânia.
Parece que após uma verdadeira travessia do deserto, com vários filmes de menor sucesso, M. Night Shyamalan volta a entrar, em grande, no território dos filmes de terror onde se sente mais à vontade e onde também se celebrizou com “O Sexto Sentido”. Este foi o filme que revelou Shyamalan, em 1999, e que para além de ter recolhido os maiores elogios da crítica, tornou-se no segundo mais rentável desse ano nos E.U.A.

Fazendo dos irmãos os “heróis” do filme, além de seus “narradores”, M. Night Shyamalan vai imprimindo um “alívio” cómico aos momentos mais tensos, de inquietação e sobressaltos, o que torna “A Visita” num inusitado e interessante filme de suspense.


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Foi há um quarto de século que uma capa da Vogue Inglesa mudou o paradigma da moda e deu a conhecer ao mundo algumas das primeiras top models originais. Agora, esse mesmo fotógrafo, Peter Lindbergh, reuniu-as num projeto que já está a causar furor e curiosidade.

Trata-se, de facto, de uma grande reunião, pois foi há 25 anos que essa icónica imagem foi criada, e com ela ficou definido um “antes” e um “depois” no universo da moda. Cinco modelos posavam para a lente deste fotógrafo alemão, num retrato a preto e branco centrado nos seus rostos quase isentos de maquilhagem. Eram elas: Linda Evangelista, Naomi Campbell, Cindy Crawford, Christy Turlington e Tatjana Patitz, algumas das supermodelos que marcaram os anos 90, considerados como a “década dourada" da moda. A mesma capa de Janeiro de 1990 viria, alguns meses mais tarde, a servir de inspiração para o videoclip "Freedom 90" de George Michael.

Volvido todo este tempo e não conseguindo todas as de 1990, Lindbergh convocou seis nomes — Cindy Crawford, Eva Herzigova, Nadja Auermann, Helena Christensen, Karen Alexander e Tatjana Patitz, para um novo projeto batizado de “The Reunion”, que pretende recordar e recapturar a energia existente nas sessões fotográficas de então.

Peter Lindbergh juntou as modelos para uma recriação da capa original para a edição italiana da Vogue. Segundo o próprio, cada uma das modelos é mais bonita e mais interessante agora do que há 25 anos atrás. A sessão fotográfica, também em preto e branco, é composta por um editorial de 22 fotografias e será lançada na edição de Setembro da revista Vogue Itália. Fiquem atentos!

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Passado na década de 1960, no período inicial da Guerra Fria, o filme centra-se nos agentes insperados da U.N.C.L.E., o americano Napoleon Solo e o russo Illya Kuryakin. Esta dupla une-se na missão conjunta de fazer parar uma misteriosa organização criminosa internacional, que decide desestabilizar o frágil equilíbrio de poder através da proliferação de armas nucleares e da tecnologia (ainda algo escassa, na altura). A única pista que têm é a filha de um cientista alemão desaparecido. Ela é a chave para infiltrar-se na organização criminosa e eles terão de correr contra o tempo para encontrá-la e evitar uma catástrofe mundial.

Portanto, como podem constatar, os tempos de espionagem da Guerra Fria está de volta aos cinemas com esta adaptação de uma série de TV dos anos 60. Se hoje é difícil imaginar uma colaboração entre os serviços secretos dos dois países, imaginem como seria nos anos 60... Mas foi precisamente em 1964, durante o auge da Guerra Fria, que esta história foi para o ar no canal norte-americano NBC, numa série criada por Normal Felton e que foi interrompida ao fim de quatro anos e outras tantas temporadas. Agora, passado mais de meio século da exibição do último episódio, chega-nos esta adaptação ao grande ecrã pela mão de Guy Ritchie, o realizador britânico de filmes como “Snatch - Porcos e Diamantes” (2000) ou “Um Mal Nunca Vem Só” (1998).

Voltando ao filme, o espião da CIA, a cargo de Henry Cavill e o outro, da KGB, interpretado por Armie Hammer, têm mesmo de unir forças para impedir os criminosos da T.H.R.U.S.H. de destruirem o mundo com armas nucleares. Para além da participação dos actores de Super-Homem e de Lone Ranger nos papéis principais, o elenco conta ainda com a actriz do momento sueca Alicia Vikander, a nova “it girl” de Hollywood, a extraórdinária australiana Elizabeth Debicki, a fazer uma “deliciosa” vilã chique e requintada, e Hugh Grant.

Guy Ritchie consegue trazer-nos uma proposta vintage, enriquecida por carismáticas e divertidas personagens, com alguma acção à mistura, mas onde o humor prevalece. A banda sonora é necessária, para além do set e do exímio guarda-roupa, para nos transportar para aquela época, mas Daniel Pemberton tornou-a sublime e fê-la assentar na perfeição.

“O Agente da U.N.C.L.E”, repleto de surpresas, traições e twists entre tanta espionagem glamourosa, é um filme que dá prazer ver. E, ao que parece, esta produção da Warner pode vir a tornar-se num franchising...

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A inauguração do famoso Centro Comercial ocorreu a 27 de Setembro de 1985. E surpreendeu, especialmente pela sua arquitectura. Em vez de paredes de concreto tinha janelas de vidro espelhado e umas cores “garridas”. No seu interior, possuía escadas rolantes, lojas diversas, restaurantes e supermercado, bem como um estacionamento subterrâneo como havia poucos. A partir de então, tornou-se no lugar mais "trendy" de um país que entrava, pela primeira vez, no surpreendente mundo dos Centros Comerciais.

Vinha gente de todo o lado para subir e descer nas escadas rolantes, comer hambúrgueres, ir ao cinema “multiplex”, passear pelos dois andares de lojas hiper-modernas, enfim, toda uma série de comércio e serviços, onde não faltavam os Correios, Bancos e até uma capela… Toda uma afluência a uma mega novidade, que só fechava à meia-noite e abria aos fins de semana.

Agora, já não se vinha a Lisboa ver apenas os Jerónimos ou a Torre de Belém. A partir de Setembro de 1985, vinha-se a Lisboa também para ver as três torres de Tomás Taveira, sob as quais nasceu o maior centro comercial do país e o quarto maior da Europa. Com o mesmo nascia também um novo Portugal, mais moderno e cosmopolita.

O Centro Comercial das Amoreiras representava todo um novo conceito de consumo designado “comércio integrado”. Ou seja, a agregação de múltiplos tipos de comércio e serviços num mesmo espaço, funcionando como uma pequena urbe, sob um complexo de habitação e escritórios. Tomás Taveira ganhava notoriedade com a sua arquitetura pós-modernista. Desenhou estas três torres que simbolizavam uma dama a ser defendida por dois cavaleiros. Mais tarde, em 1993, o seu megalómano e arrojado projecto veio a vencer o conceituado prémio Valmor.

A sua abertura ocorreu apenas um ano antes de Portugal entrar para a, na altura, CEE e durante a década de 90 continuou a ser o lugar mais “in” do país, até porque o Chiado tinha ardido e os pequenos Centros Comerciais de bairro, como o Imaviz ou o Centro Comercial de Alvalade, já não tinham dimensão para competir com aquelas torres a marcarem o skyline da capital.

Pensado para atrair um público de classe média-alta, o Amoreiras foi o espaço escolhido para lojas como “Amarras”, “Tafetá”, “Strauss”, “Labrador”, “El Charro”, “Triudus”, “Charlot”, “Materna”, “Sempre em Festa”, “Cenoura”, “Bodum”, “Yellow Cab”, entre tantas outras… Espaços de “culto” que vieram marcar o estilo dos lisboetas no final dos anos 80, início dos 90.

Em Setembro de 1997 abriu, finalmente, o seu grande concorrente — o Centro Comercial Colombo — e o país enveredou pelos desígnios da Expo 98. Essa novidade, bem como a reabilitação do Chiado, fizeram com que o Amoreiras não parasse de reforçar a sua identidade de coração alfacinha da cidade. Actualmente, e até 30 de Outubro, podem saber mais visitando a exposição “Do Alto dos meus 30 Anos”, localizada no piso 2, junto à escadaria central.

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Faz precisamente hoje 40 anos que foi exibido o primeiro episódio da série televisiva de ficcção cientifica "Espaço 1999". Esta foi a primeia grande série do género a passar na televisão portuguesa. Na altura, na RTP.

"Espaço 1999" teve duas temporadas de 24 episódios cada uma, concebidos por Gerry Anderson e Sylvia Anderson para o canal britânico ITV. A série conta a história dos ocupantes de uma base lunar chamada Alpha, e a sua viagem pelo espaço, com a ajuda das naves Eagle, após a Lua ter sido lançada para fora da órbita terrestre devido a uma explosão nuclear, ocorrida pela acumulação de resíduos radioativos produzidos pelos reatores nucleares na Terra.

A partir dali, começou a luta pela sobrevivência, na procura de um planeta onde pudessem habitar. Uma viagem pelo espaço infinito e desconhecido, onde iriam passar por inúmeros buracos negros, tempestades de neutrões, nuvens de radiação, sem contar com múltiplos seres extra-terrestres. Maya, uma mulher alienígena com um poder único, o de se transformar em qualquer ser vivo, juntou-se à tripulação com o intuito de ajudar.

Muitas descolagens, explosões, descobertas, naves desconhecidas... um verdadeiro espetáculo de efeitos visuais, naquela que foi a primeira grande série de ficção científica a passar na televisão portuguesa. O primeiro episódio de "Espaço 1999" foi emitido em 4 de Setembro de 1975.

Os atores principais eram Martin Landau, que interpretava o papel de John Koeing, comandante da Base lunar Alpha, e Barbara Bain, como Dra. Helen Russel, chefe da secção médica.

“Espaço 1999” foi a primeira tentativa, desde o final de Star Trek, em 1969, de produzir uma série de ficção científica semanal em grande escala, e extraiu inspiração visual (e a perícia técnica) do clássico de Stanley Kubrick “2001: Uma Odisséia no Espaço". Uma série que ninguém esquece...


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