Na passada noite de domingo, forma entregues mais uns prémios Globos de Ouro de 2015, no hotel Beverly Hilton, em Los Angeles. Muitos afirmam ser a “cerimónia mais divertida do ano” e raramente falham. Pelo menos, é a mais descontraída no seu género, sem dúvida. Esta 73.ª edição dos Globos de Ouro passou mais rapidamente do que o normal (uma emissão costuma durar quase quatro horas). E Ricky Gervais, a apresentar a cerimónia pela quarta vez, fez questão de não se desviar da sua veia cómica mais mordaz e, de quando em vez, lá passou os limites, para gáudio dos seus fãs e das redes sociais.

Só que algo estranho aconteceu nesta gala... Houve grande indignação pelo facto do filme “Perdido em Marte” e do seu protagonista Matt Damon, assim como Jennifer Lawrence, em “Joy”, terem vencido nas vertentes de Comédia/Musical. Isto porque um fala de um astronauta que sofre um acidente a milhares de quilómetros-luz da Terra e o outro de uma jovem que luta para sair da miséria, ou seja, ambas histórias são dramáticas e tristes. Algo não combinou aqui...

Mas passemos ao importante: em 2016, a cerimónia colocou “The Revenant” no pedestal, concedendo-lhe três dos maiores galardões: Melhor Realizador, Melhor Filme/Drama e Melhor Actor/Drama. “The Martian”, de Ridley Scott, conquistou dois prémios: Melhor Filme/Musical ou Comédia e Melhor Actor/Musical ou Comédia (Matt Damon , no seu segundo Globo de Ouro quase 20 anos depois de “Good Will Hunting”).

“Steve Jobs”, de Danny Boyle, também arrecadou dois galardões: Melhor Actriz Secundária/Filme e Melhor Argumento/Filme. Jennifer Lawrence voltou a brilhar e, aos 25 anos, conseguiu o terceiro Globo de Ouro da sua carreira por “Joy”. E Lady Gaga obteve o seu primeiro Globo de Ouro pelo seu papel na série de TV “American Horror Story Hotel”. Ainda no departamento das séries televisivas, grande surpresa de todos pelos dois vencedores inesperados, com dois Globos de Ouro cada: “Mr. Robot” e “Mozart in the Jungle”.

Portanto, na madrugada desta segunda-feira entregaram-se os Globos de Ouro para o melhor do cinema e da televisão em 2015. E morreu um dos maiores cantores de sempre da música pop: David Robert Jones, mais conhecido como David Bowie.

Fiquem com a lista (os vencedores estão a bold):

Cinema:

Melhor Filme - Drama:
The Revenant
Mad Max: Estrada da Fúria
Carol
Room
Spotlight

Melhor Filme - Comédia ou Musical:
The Martian
The Big Short
Joy
Spy
Trainwreck

Melhor Actor em filme dramático:
Leonardo Di Caprio – The Revenant como Hugh Glass
Bryan Cranston – Trumbo como Dalton Trumbo
Michael Fassbender – Steve Jobs como Steve Jobs
Eddie Redmayne – The Danish Girl como Lili Elbe / Einar Wegener
Will Smith – Concussion como Dr. Bennet Omalu

Melhor Actriz em filme dramático:
Brie Larson – Room como Joy "Ma" Newsome
Cate Blanchett – Carol como Carol Aird
Rooney Mara – Carol como Therese Belivet
Saoirse Ronan – Brooklyn como Eilis Lacey
Alicia Vikander – The Danish Girl como Gerda Wegener

Melhor Actor em filme de comédia ou musical:
Matt Damon – Perdido em Marte como Mark Watney
Christian Bale – The Big Short como Michael Burry
Steve Carell – The Big Short como Mark Baum
Al Pacino – Danny Collins como Danny Collins
Mark Ruffalo – Infinitely Polar Bear como Cam Stuart

Melhor Actriz em filme de comédia ou musical:
Jennifer Lawrence – Joy como Joy Mangano
Melissa McCarthy – Spy como Susan Cooper / Carol Jenkins / Penny Morgan
Amy Schumer – Trainwreck como Amy Townsend
Maggie Smith – The Lady in the Van como Miss Mary Shepherd / Margaret Fairchild
Lily Tomlin – Grandma como Elle Reid

Melhor Actor Secundário em filme – drama, musical ou comédia:
Sylvester Stallone – Creed como Rocky Balboa
Paul Dano – Love & Mercy como Brian Wilson
Idris Elba – Beasts of No Nation como Commandant
Mark Rylance – Bridge of Spies como Rudolf Abel
Michael Shannon – 99 Homes como Rick Carver

Melhor Actriz Secundária em filme – drama, musical ou comédia:
Kate Winslet – Steve Jobs como Joanna Hoffman
Jane Fonda – Youth como Brenda Morel
Jennifer Jason Leigh – The Hateful Eight como Daisy Domergue
Helen Mirren – Trumbo como Hedda Hopper
Alicia Vikander – Ex Machina como Ava

Melhor Realização
Alejandro González Iñárritu – The Revenant
Todd Haynes – Carol
Tom McCarthy – Spotlight
George Miller – Mad Max: Estrada da Fúria
Ridley Scott – Perdido em Marte

Melhor Argumento:
Aaron Sorkin - Steve Jobs
Emma Donoghue – Room
Tom McCarthy, Josh Singer – Spotlight
Charles Randolph, Adam McKay – The Big Short
Quentin Tarantino – The Hateful Eight

Melhor filme de animação:
Inside Out
Anomalisa
The Good Dinosaur
Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, O Filme
Shaun the Sheep Movie

Televisão:


Melhor Série TV - Drama:
Mr. Robot
Empire
Game of Thrones
Narcos
Outlander

Melhor Série TV - Comédia ou Musical:
Mozart in the jungle
Veep
Transparent
Orange Is the New Black
Silicon Valley

Melhor Actor em série dramática:
Jon Hamm – Mad Men como Don Draper
Wagner Moura – Narcos como Pablo Escobar
Rami Malek – Mr. Robot como Elliot Alderson
Bob Odenkirk – Better Call Saul como Saul Goodman
Liev Schreiber – Ray Donovan como Ray Donovan

Melhor Actriz em série dramática:
Taraji P. Henson – Empire como Cookie Lyon
Caitriona Balfe – Outlander como Claire Fraser
Viola Davis – How to Get Away with Murder como Professor Annalise Keating, J.D.
Eva Green – Penny Dreadful como Vanessa Ives
Robin Wright – House of Cards como Claire Underwood

Melhor Actor em série musical ou de comédia:
Gael García Bernal – Mozart in the Jungle como Rodrigo de Souza
Aziz Ansari – Master of None como Dev Shah
Rob Lowe – The Grinder como Dean Sanderson, Jr.
Patrick Stewart – Blunt Talk como Walter Blunt
Jeffrey Tambor – Transparent como Maura Pfefferman

Melhor Actriz em série musical ou de comédia:
Rachel Bloom – Crazy Ex-Girlfriend como Rebecca Bunch
Gina Rodriguez – Jane the Virgin como Jane Gloriana Villanueva
Jamie Lee Curtis – Scream Queens como Dean Cathy Munsch
Julia Louis-Dreyfus – Veep como Vice-Presidente Selina Meyer
Lily Tomlin – Grace and Frankie como Frankie Bergstein

Melhor Actor numa mini-série ou filme para televisão:
Oscar Isaac – Show Me a Hero como Nick Wasicsko
Idris Elba – Luther como DCI John Luther
David Oyelowo – Nightingale como Peter Snowden
Mark Rylance – Wolf Hall como Thomas Cromwell
Patrick Wilson – Fargo como State Trooper Lou Solverson

Melhor Actriz numa mini-série ou filme para televisão:
Lady Gaga – American Horror Story: Hotel como The Countess
Kirsten Dunst – Fargo como Peggy Blumquist
Sarah Hay – Flesh & Bone como Claire Robbins
Felicity Huffman – American Crime como Barbara Hanlon
Queen Latifah – Bessie como Bessie Smith

Melhor Actor Secundário numa série, mini-série ou filme para televisão:
Christian Slater – Mr. Robot como Mr. Robot
Alan Cumming – The Good Wife como Eli Gold
Damian Lewis – Wolf Hall como King Henry VIII
Ben Mendelsohn – Bloodline como Danny Rayburn
Tobias Menzies – Outlander como Frank Randall/Jonathan "Black Jack" Randall

Melhor Actriz Secundária numa série, mini-série ou filme para televisão:
Maura Tierney – The Affair como Helen Solloway
Uzo Aduba – Orange Is the New Black como Suzanne "Crazy Eyes" Warren
Joanne Froggatt – Downton Abbey como Anna Bates
Regina King – American Crime como Aliyah Shadeed
Judith Light – Transparent como Shelly Pfefferman

Melhor mini-série ou filme para televisão:
Wolf Hall
Fargo
American Crime
American Horror Story: Hotel
Flesh & Bone

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Novo ano e eis mais uma interpretação do universo Disney, de livre e espontânea iniciativa. De facto, a Disney tem proporcionado um manancial de personagens tão ricas, que com as suas personalidades e beleza, se tornam alvo de inspiração e reinterpretação.

Desta feita, versões modernas das mais do que reconhecidas personagens da Disney foram criadas pela utilizadora do Tumblr com o perfil Punziella, cujo nome real é Pauline. Esta artista trocou os vestidos e as roupas de gala das personagens por roupas do quotidiano actual, como calças, calções, casacos e t-shirts.

Assim, vemos as princesas Anna, Elsa e Rapunzel como verdadeiras modelos de revistas adolescentes, enquanto Jack Frost foi transformado num verdadeiro galã. Também encontramos versões para o Hans, de "Frozen", e a ruiva Merida, de "Brave" cujo principal adereço ainda são os seus cabelos encaracolados. Vejam o resultado a seguir...

Podem acompanhar o seu trabalho aqui: http://punziella.tumblr.com

Rapunzel de "Entrelaçados"


Elsa de "Frozen"


Anna de "Frozen"


Merida de "Brave"


Hans de "Frozen"


Flynn Rider de "Entrelaçados"


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Estreou no último dia do ano! "A Rapariga Dinamarquesa", um dos filmes mais aguardados dos últimos tempos, começou logo a dar que falar assim que foi anunciado que seria o actor Eddie Redmayne a interpretar o papel de Lili Elbe, considerada como o primeiro transsexual a submeter-se à cirurgia de alteração de sexo. Eu, a convite da querida Xenica Jardim, tive a oportunidade de assistir à sua ante-estreia especial no CCB, o passado dia 22 de Dezembro.

Realizado por Tom Hooper (o mesmo de «O Discurso do Rei» e «Os Miseráveis»), e baseado no livro de David Ebershoff, “A Rapariga Dinamarquesa” aborda a história verídica de Einar Wegener, um famoso pintor dinamarquês que questiona profundamente a sua identidade de género e que se tornou na primeira pessoa a submeter-se a uma intervenção de mudança de sexo. É difícil centrarmo-nos apenas no filme, quando se trata de um drama real...

Einar Wegener sempre soube que não se adaptava ao seu corpo, mas foi quando serviu de modelo feminino para um quadro da também pintora e sua mulher, Gerda Wegener, que passou a ter plena consciência do seu “eu” interior. Foi naquele momento que ele, usando roupas femininas, sentiu aflorar dentro de si algo que, com o passar do tempo, se transformaria no mais intenso desejo da sua vida: ser uma verdadeira mulher. Esta torna-se uma jornada que o leva a uma lenta transformação numa outra pessoa, obrigando-o a viver uma vida dupla enquanto Einar ou Lili. E é isso que nos é apresentado, as alterações na vida do casal, desde a descoberta dessa necessidade de dar azo a uma nova identidade, até à mudança definitiva de sexo. Portanto, todo o processo da transformação de Einar Wegener em Lili Elbe, em plena Dinamarca e Paris da década de 1920, apesar da intervenção cirúrgica, pioneira na época, ter sido realizada na Alemanha.

A luta de Einar Wegener/Lili Elbe é hoje uma referência para o movimento gay, lésbico, bissexual e transgénero, mas a verdade é que muito poucos conheciam a sua história… Agora, graças ao filme de Tom Hooper, todos ficamos a saber da sua difícil vida. E Hooper não deixa nada ao acaso: a soberba fotografia, o perfeito enquadramento da época, a música sublime de Alexander Desplat, o extraordinário figurino, etc. Sempre com simplicidade e delicadeza, o realizador dá-nos uma obra completa e intensa, desde os dramas do casal até aos preconceitos de que é alvo, já que pessoas como Lili eram, muitas vezes, internadas em manicómios ou submetidas a eletrochoques.

“A Rapariga Dinamarquesa” vive, também e principalmente, de duas grandes interpretações. Tanto Alicia Vikander como Eddie Redmayne são absolutamente exímios. Estou certo de que o filme poderia incorrer num fracasso caso tivesse havido erro de casting quanto à escolha dos seus protagonistas. Felizmente, Vikander e Redmayne completam-se e oferecem-nos dois trabalhos absolutamente avassaladores. Por isso, já vencedor de alguns prémios em pequenos festivais e com o peso de três nomeações nas principais categorias dos Globos de Ouro, dificilmente não terá nomeações para os Oscar, principalmente por estes seus dois grandes papeis.

Por último e para que conste, de referir que o rei da Dinamarca dissolveu o casamento de Lili Elbe, sendo a sua nova sexualidade posteriormente legalizada. Ao longo de dois anos, Lili Elbe foi operada cinco vezes e no final desse processo, solicitou ao rei da Dinamarca que dissolvesse o seu casamento. O pedido foi concedido em 1930, altura em que conseguiu ver legalizada a sua nova identidade. Durante todo o processo, Gerda, que acompanhou de perto toda a transformação, nunca deixou de estar ao seu lado…

Uma história dramaticamente bonita, sem dúvida. A ver num cinema perto de vocês...


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Novo ano, mais um calendário Pirelli. O calendário mais exclusivo do mundo, famoso por apresentar nús sensuais, supermodelos ou estrelas glamourosas de Hollywood, resolveu mudar o conceito em 2016.

A 43ª Edição do Calendário Pirelli 2016, com fotografias de Annie Leibovitz destaca 13 mulheres notáveis nas suas conquistas pessoais e profissionais: sociais, culturais, artísticas e desportivas. Portanto, para este ano, a Pirelli tomou uma direcção totalmente nova, não recorrendo a lindas modelos jovens ou tops famosas e inovando ao apresentar algumas das mulheres mais influentes e inspiradoras, que fazem a diferença no mundo.

A Pirelli, quinta maior produtora de pneus do globo, escolheu as seguintes mulheres para figurar no seu calendário: a actriz Yao Chen (primeira chinesa Embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado da ONU para Refugiados), a top model russa Natalia Vodianova (fundadora da instituição de caridade Naked Heart Russia), a produtora Kathleen Kennedy (presidente da Lucasfilm e uma das figuras mais influentes de Hollywood), a coleccionadora e compradora de arte Agnes Gund, com a neta Sadie Rain Hope-Gund (Presidente Emérita do Museu de Arte Moderna em Nova Iorque), a tenista Serena Williams (número um do mundo na sua categoria), Mellody Hobson (Presidente da Ariel Investments, que apoia projetos de caridade em Chicago), Ava DuVernay (realizadora de cinema que fez, entre outros, “Selma”, indicado para o Oscar de Melhor Filme em 2015), a bloguista Tavi Gevinson (fundadora de Style Rookie e da revista online Rookie), Shirin Neshat (artista visual iraniana), a formadora de opinião, crítica e escritora Fran Lebowitz; a artista, música e performer Yoko Ono; a cantora Patti Smith e a atriz e comediante de stand-up, Amy Schumer. Todas no seu esplendor…

Embora o tema do Calendário Pirelli não se tenha focado nos atributos físicos, o aspecto sensual não foi completamente deixado de parte, apenas explorado de forma diferente. Por exemplo, a actriz Amy Schumer, que posou para Leibovitz apenas de cuequinhas e com um copo de café na mão disse, no vídeo de divulgação do Calendário, que "nunca se havia sentido tão bonita antes". Serena Williams também aparece seminua, embora de costas. E Yoko Onu, de 82 anos, surge de corpete com um decote insinuante e pernas à mostra.

Annie Leibovitz fez questão de destacar que "a marca estética do projecto são as personagens e as suas conquistas e que a mudança conceptual do Calendário era algo já ansiado pela própria Pirelli". Por seu turno, o CEO mundial da Pirelli, Marco Tronchetti Provera, defendeu que ano após ano, a empresa tenta fazer algo diferente. "Este ano, procurámos explorar a beleza feminina de uma nova perspectiva."

E com este post desejo, a todos os leitores e admiradores, um muito feliz ano 2016!!!

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Estou certo de que este conteúdo vai-vos fazer corar... E não é para menos, pois não estamos habituados a ver as pueris personagens Disney nestes modos. Tudo porque um artista imaginou o que poderia acontecer por trás das portas fechadas dos castelos das Princesas da Disney. E assim surgiu algo surpreendentemente bizarro, embora não tenha posto (nem penso pôr) a versão "50 Shades of Grey" destas queridas personagens.

Andrew Tarusov, artista nascido na Rússia mas tornado ilustrador na Califórnia, E.U.A. foi outro dos recentemente "inspirados" que pegou nas suas Princesas favoritas para obter delas uma situação diferente, neste caso, um espírito burlesco e atrevido.

Mais uma vez, não é nenhuma surpresa que artistas de todo o mundo queiram colocar a sua própria interpretação/imaginação sobre personagens clássicas da Disney. Afinal, os Estúdios Disney criaram alguns dos filmes mais populares e queridos de todos os tempos... Agora, vendo as imagens, qual delas tem o poder de vos fazer Bibbidi, Bobbidi-Boo?

Alluring Ariel


Juicy Jasmine


Arousing Aurora


Titillating Tiana


Breathtaking Belle


Teasing Tinkerbell


Mesmerizing Merida


Saucy Snow White


Racy Rapunzel


Freaky Frozen

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Se são fãs da saga Star Wars como eu, a vossa espera acabou. “Star Wars: Episódio VII - O Despertar da Força” chegou, finalmente, aos cinemas. Agora, devido ao fluxo anormal de pessoas para as salas, ao lerem este texto, provavelmente ainda não conseguiram assistir ao filme, não aguentam mais de ansiedade mas tencionam fazê-lo nos próximos dias ...

E não é para menos... “Star Wars: O Despertar da Força” entrou para a história do cinema ao estabelecer um novo recorde de bilheteira no seu primeiro fim-de-semana de exibição, tendo representado a maior facturação num único dia de todos os tempos. O filme rendeu 238 milhões de dólares no seus primeiros dias em cartaz nos Estados Unidos. A Disney também confirmou que o novo filme da saga facturou 279 milhões de dólares durante os seus cinco primeiros dias de exibição no resto do mundo, elevando a arrecadação global do filme para uns inusitados 517 milhões dólares. E estes não foram os únicos recordes que “The Force Awakens” quebrou. O filme também teve a maior pré-estreia da história, arrecadando 57 milhões de dólares. Já quanto à sua estreia, garantiu 120 milhões de dólares, tornando-se o primeiro filme a facturar mais de 100 milhões em apenas um dia.

Realizado por J.J. Abrams, produtor da série televisiva “Perdidos” e realizador, entre outros, de “Missão Impossível” e do renovado “Star Trek”, “O Despertar da Força” é o sétimo filme de uma série idealizada pelo realizador norte-americano George Lucas e que se tornou num fenómeno da cultura popular, marcando várias gerações de espectadores ao longo dos últimos 40 anos. O filme representa também o primeiro desde que os estúdios Disney assumiram os comandos da série, adquirida a George Lucas em 2012, por quatro mil milhões de dólares. Até 2020, está na calha a estreia de quatro novos filmes.

“Star Wars: O Despertar da Força” passa-se trinta anos após os acontecimentos de “Episódio VI: O Retorno de Jedi”. Dois novos heróis, a cargo da vendedora de sucata Rey (Daisy Ridley) e Finn (John Boyega), um ex-Stormtrooper agora renegado – encontram um robô que tem de ser devolvido ao seu misterioso dono, assim como um sabre de luz perdido. Ambos decidem devolver as relíquias aos seus donos – um deles, mais tarde, descobrem tratar-se de Luke Skywalker. Eis que partem numa emocionante jornada a bordo da Millennium Falcon, ao lado de Han Solo e Chewbacca. No caminho, deparam-se com Leia Morgana, a eterna princesa, agora uma general ao comando da Rebelião e um novo vilão sombrio, Kylo Ren, pretendendo perpetuar o legado de Darth Vader… E o interessante é que todas as peças se encaixam.

Vamos às novidades? Rey, interpretada pela britânica e estreante Daisy Ridley, é fantástica e revela-se a heroína que Star Wars há muito precisava. Habilidosa, atlética, carismática e de personalidade forte, ela domina todas as cenas em que aparece e tem já o que é necessário para se tornar um ícone da saga para as novas gerações de fãs. Se há uma certeza no final do filme, é a de que Rey irá brilhar muito nos próximos episódios e, possivelmente, muito além desta trilogia. O restante do elenco novato também nos parece estranhamente familiar, mesmo que nunca tenhamos convivido com eles anteriormente. Poe Dameron (Oscar Isaac), o mais habilidoso piloto de X-Wings da Rebelião, provavelmente irá crescer mais nos próximos capítulos, mas já demonstrou ao que veio. E Finn (John Boyega) é também uma grata surpresa, trazendo uma interpretação energética, numa combinação de espontaneidade e de alívio cómico, que às vezes falta aos protagonistas dos filmes anteriores (e depois cai-se quase no ridículo de um Jar Jar Binks). Até o intrépido e carismático dróide BB-8 quase não nos faz sentir saudades (embora as sintamos sempre) de R2 D2. Portanto, tratando-se de novos heróis que vêm garantir o futuro da saga, Star Wars está muito bem entregue.

Do lado negro da Força, porém, as coisas ainda não estão bem definidas. O Kylo Ren de Adam Driver acaba por se revelar muito mais do que um mero vilão mascarado, mas proporciona-nos mais perguntas do que respostas. E tal como Daisy Ridley, Driver revela-se um grande elemento masculino do elenco, conciliando bem o duelo entre crueldade e humanidade. De uma coisa podemos ter certeza: Kylo Ren não é descartável como foi Darth Maul. E vamos ouvir falar muito dele nos próximos anos. Outros vilões que surgem neste Episódio VII -- o Líder Supremo Snoke (Andy Serkis, coberto de computação gráfica), a Capitã Phasma (Gwendoline Christie) e o General Hux (Domhnall Gleeson) -- poderiam ter mais tempo de antena, mas é bem provável que crescem em importância nos Episódios VIII e IX. O que é notório é o facto de a Primeira Ordem ser muito mais cruel e impiedosa do que costumava ser o Império, comandado por Palpatine e Vader. E mais não digo…

É bom concluir que J.J. Abrams executou a sua árdua tarefa com louvor. “O Despertar da Força” faz uso consciente de recursos de computação gráfica, sem exageros, excessos e exibicionismo. Dá prazer assistir a um filme de fantasia que parece mais autêntico, e não apenas “embrulhado” nos efeitos digitais que ensombraram a maior parte dos Episódios I a III. De facto, “O Despertar da Força” consegue captar a magia e até o sentimento dos três primeiros filmes lançados entre 1977 e 1983. Ao mesmo tempo, parece-nos moderno, actual e elegante como um Star Wars da geração actual deveria ser. Por outro lado, temos diante de nós um novo episódio do franchising mais assistido, discutido, seguido e explorado da história do cinema, e pela primeira vez não sabemos o que esperar dos seus próximos capítulos. O futuro é tão incerto tal como uma página em branco espera ser preenchida. Portanto, é bem possível que saiam do cinema a saber menos do que pensavam. E com uma sensação estranha, pois apercebem-se que nenhuma data parece tão distante como a de 26 de maio de 2017, quando o Episódio VIII chegará aos cinemas…

Em suma, os novos personagens convencem, com um enredo que deixa espaço para muita coisa acontecer nos Episódios VIII e IX. Se havia a intenção de renovar a saga de ficção-cientifica mais importante do cinema para as novas gerações e agradar, ao mesmo tempo, um enorme contingente de devotos fãs, o objectivo foi cumprido. E que venha logo o Episódio VIII!

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Enquanto estamos ansiosos pela estreia, hoje, do novo episódio de Star Wars, o artista Ralph Sevelius resolveu fazer uma reinterpretação da série. Ralph pegou em alguma das mais queridas princesas da Disney e colocou-as no universo do filme intergaláctico, com papéis que variam entre vilãs e heroínas.

Mais uma vez, eis uma abordagem ao riquíssimo espólio de personagens da Dizensy. E sim, a mistura parece um pouco fora do comum, mas contudo, até faz algum sentido, já que a Lucasarts (responsável por Star Wars) foi comprada pela Disney há já um bom tempo...

Vejam as imagens em baixo e divirtam-se.

Carbonite Frozen Aurora


Sith Elsa


Bounty Hunter Mulan


Slave Princess Jasmine


Sith Snow White


Padawan Rapunzel


Jedi Ariel

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Desde há 10 anos, a Pantone tem vindo a consolidar-se como grande influenciadora de tendências na indústria de moda, decoração e design ao eleger “a cor do ano”. O comunicado da empresa norte-americana é acompanhado de perto, a cada ano, por designers e criativos, que o tomam como ponto de partida e referência, ditando novos rumos para a decoração, roupas e criação em geral. A Pantone, por seu turno, adianta a informação para parceiros de marketing como a gigante de cosméticos Sephora e a Keurig, marca de cafeteiras, para que estas empresas lancem logo produtos nos tons escolhidos. Pouco tempo depois, marcas de todos os sectores já anunciam vários produtos nas cores eleitas...

Fazendo o seu 10º aniversário em “ditar” tendências, a Pantone traz para 2016 uma grande novidade: a escolha de duas tonalidades, ao invés de uma, para sugerir o que teremos de cores mais predominantes no vestuário ou nos mais diversos produtos: o Rose Quartz (uma espécie de rosa pastel) e o Serenity (um azul pálido ou bebé).

“Juntas, as cores demonstram um equilíbrio inerente entre um rosa quente acolhedor e um azul mais suave, refletindo conexão, bem-estar, sentido de ordem e paz”, declarou a Pantone. Tons claros que marcam uma mudança no consumidor, que se afasta das cores fortes dos anos passados e sugere maior delicadeza. Contudo, para o grande público, pode ficar a ideia de que a fusão entre o cor-de-rosa e o azul simbolize a mistura entre os géneros feminino e masculino, respectivamente.

Para os que ainda não sabem, a Pantone tornou-se referência em todo o mundo por ter desenvolvido um sistema numérico de escala de cores, o que permite que cada tonalidade seja identificada facilmente, por código, sem a subjetividade da escolha de criadores, fabricantes, revendedores e consumidores.

Leatrice Eiseman, Diretora Executiva do Instituto Pantone, propriedade da Danaher Corp. sediada em Washignton (é ela quem acompanha todo o processo de escolha da cor do ano), afirma: “queríamos gentileza, algo que muita gente procura hoje em dia”, e descreve o duo de cores como “capaz de causar sensações de estabilidade, constância, conforto e relaxamento”, argumentando ainda que os tons “criam equilíbrio num mundo caótico”.

Eis, então, as referências desta dupla de tons pastéis, como uma espécie de ying-yang:
PANTONE-13-1520-Rose-Quartz
PANTONE-15-3919-Serenity

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Este novo filme de Ron Howard, um verdadeiro épico visual, estreou em Portugal nesta quinta-feira. E eu tive o privilégio de ir à sua ante-estreia e assisti-lo no IMAX 3D.

“No Coração do Mar”, toda uma arrebatadora aventura, é uma abordagem à história verídica na qual Herman Melville se terá inspirado para criar a sua epopeia literária “Moby Dick”. Tudo acontece no inverno de 1820, quando Essex, o barco baleeiro de Nova Inglaterra, fora atacado por algo em que ninguém podia imaginar ou acreditar: uma baleia de um tamanho colossal, com uma determinação irreal, que se sustenta num sentido de vingança quase humano. O desaire marítimo que ocorreu na vida real inspiraria Melville a escrever o seu livro “Moby Dick”. Só que a obra literária apenas conta metade da história… Já “In the Heart of the Sea”, baseado no livro da autoria de Nathaniel Phillbrick, narra as terríveis consequências desse encontro, quando a tripulação sobrevivente do barco é levada aos seus limites e forçada a fazer o impensável para permanecer viva. Enfrentando tempestades, fome, sede, pânico e desespero, os homens são levados a questionar as suas crenças mais profundas, do valor das suas vidas à moralidade dos seus actos, enquanto o seu capitão (Benjamin Walker) procura orientação no mar aberto e o seu primeiro imediato Owen Chase (Chris Hemsworth) ainda tenta uma maneira de derrotar a gigantesca baleia. Mais tarde, Herman Melville (Ben Whishaw), sabendo da lenda sobre o naufrágio do Essex, parte em busca da verdadeira história por trás da mesma. Eis que conhece um traumatizado sobrevivente (Brendan Gleeson).

O elenco conta também com os bons desempenhos de Cillian Murphy, Frank Dillane, Michelle Fairley e Charlotte Riley, mas o destaque vai mesmo para a dupla Hemsworth e Holland, curiosamente dois actores que já interpretaram super-heróis da Marvel (Thor e Homem-Aranha). Quanto ao filme, “No Coração do Mar” conta com belos cenários e com óptimos efeitos visuais. E, como em “Tubarão”, a tensão reside mais na ameaça do que no ataque em si, razão pela qual a baleia resulte mais interessante quando oculta.

O filme alterna entre dois tempos: a acção em alto mar, na luta contra as baleias, é-nos apresentada ao mesmo tempo que Melville vai descobrindo os pormenores desta história, contada pelo único sobrevivente ainda vivo, Tom Nickerson. A montagem alterna entre estes dois momentos espacio-temporais e o ritmo é bem conseguido, contrabalançando a acção e luta da tripulação contra as forças da Natureza, em 1820, e a calmo mas atormentado tempo presente do filme, com a dor das recordações e outras, quando Nickerson relata os acontecimentos que viveu.
Portanto, o que Melville veio a escrever não espelha a brutalidade e a complexidade do que realmente aconteceu. Além disso, esta história centra-se mais na ganância, no jogo de hierarquias, nas dificuldades da navegação e na importância do óleo de baleia, o petróleo do século XVIII.

No questionar valores, no desespero que coloca os instintos mais primitivos à frente do socialmente aceite, ou até mesmo o dilema moral - afinal, será que a baleia é mesmo a má da fita?, “No Coração do Mar” vale por tudo mas, sobretudo, pelos magníficos efeitos visuais. Mas cuidado, se o forem ver em 3D ou no Imax, podem ficar atordoados ou até meio enjoados, como eu, mas também percebo o porquê de tal, afinal o diretor de fotografia é o parceiro de longa data de Lars von Trier, Anthony Dod Mantle.

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Amanhã, 11 de Dezembro de 2015, chega às bancas dos Estados Unidos o último número com nus integrais nas páginas da revista do coelhinho. E já é conhecida a capa daquela que vai ser a última Playboy norte-americana com mulheres nuas - a actriz Pamela Anderson. A história das capas da icónica revista começou com Marilyn Monroe, no seu primeiro número, em 1953, onde incluía o “centerfold” da actriz nua sobre um fundo vermelho e termina agora, com Pamela, pois chega amanhã, às bancas americanas, a última edição com nus integrais nas suas páginas.

Aos 48 anos, a actriz de "Marés Vivas" tem o recorde de aparições na revista: nada mais do que 14 capas e 15 reportagens desde que, em 1989, se estreou aos 22 anos. Entrevistada para este número pelo colega, o actor James Franco, Pamela diz ter ficado surpreendida por ter sido convidada para a última capa: “Recebi uma chamada a dizer ‘Não queremos mais ninguém. Não há mais ninguém! Pode fazer a última capa da Playboy?’”

Há um par de meses, a Playboy tinha anunciado que iria deixar de publicar imagens de nu integral, a sua essência desde sempre. A razão, segundo o Director Executivo, Scott Flanders, deve-se porque as fotografias explícitas já não fazem sentido. Agora, as imagens, que prometem continuar a ser atrevidas, poderão passar a ser vistas por maiores de 13 anos e a circularem nas redes sociais.

O número de Dezembro inclui ainda uma reportagem de 12 páginas na Playboy Mansion, a casa de Hugh Hefner, o fundador da revista. Hugh também adiantara que em 2016 a nudez iria ser substituída por poses sensuais e provocantes com o objetivo de "ganhar um público de leitores mais jovens".

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