Sabiam que a invenção do automóvel tem uma data “oficial”? Pois, foi a 29 de Janeiro de 1886, há bem mais de um século, que Carl Benz registou a patente do seu "veículo com motor a gasolina". Curiosamente, mais tarde, mas ainda no mesmo ano e sem qualquer associação com Benz, Gottlieb Daimler construiu o seu veículo motorizado. Sem dúvida, o ano de 1886 marcou o início de uma longa história de sucesso da Mercedes-Benz e do automóvel com “motor a gasolina” que conta já com 130 anos.

Quando o engenheiro alemão Carl Benz registou no German Imperial Patent Office, em Berlim, a patente “Benz Patent-Motorwagen”, ele veio mudar a mobilidade no mundo. O certificado de nascença do automóvel possui o número DRP 37435, um documento que é o testemunho do espírito inovador, da criatividade e da visão empreendedora de Benz. A velocidade máxima do seu veículo de três rodas era de 16 km/h. E só a partir de 1908, com o lançamento do Ford Model T, o automóvel ficou disponível de uma forma global para todos. O primeiro veículo movido a hidrogénio é de 1807 e aquele com sistema de vapor data de 1768, mas nenhum deles teve impacto significativo.

Desde 2011, essa patente faz parte do Registo da Memória do Mundo da UNESCO, que também inclui a Bíblia de Gutenberg, a Magna Carta e a obra Mass em B Menor de Johann Sebastian Bach.

Juntamente com o veículo motorizado de Gottlieb Daimler, que foi desenvolvido também em 1886, o veículo motorizado e patenteado de Carl Benz é o primeiro veículo em exposição que os visitantes podem encontrar no início da visita ao Museu Mercedes-Benz. Esse Museu celebra o seu 10º aniversário agora, em 2016, tendo recebido, até à data, mais de sete milhões de visitantes.

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O fotógrafo inglês Daniel Sachon não tem dúvidas de que, se vivesse na actualidade, Marilyn iria adorar o Instagram. Por isso, criou a sua primeira exposição mostrando como seria a grande estrela se fosse viva nos dias de hoje.

Neste projecto, Sachon contou com a sua imaginação para “descobrir” como seriam as imagens do ícone Marilyn Monroe se ela estivesse a fazer sucesso em 2016. Será que a veríamos a praticar uma selfe com um Iphone? Andaria pelas ruas com um copo de café da Starbucks nas mãos? Seria ela a nova musa da Chanel?

Apesar de falecida, Marilyn Monroe ainda é um grande ícone nos dias que correm. Sempre foi sinónimo de sensualidade, fama e riqueza. Mas o seu suposto suicídio em 1962, aos 36 anos, interrompeu tudo o que ainda poderia vir e, ironicamente, tornou-a numa estrela imortal.

Resta-nos agora a modelo Suzie Kennedy, surpreendentemente parecida com Marilyn, para nos transportar para esta hipotética realidade… Vejam o resultado:







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“Goosebumps” é aquele tipo de obra na qual uma pessoa leva sustos em criança e dá para rir quando já se é adulto. Tratam-se de livros de terror e suspense, no género de literatura infanto-juvenil. É neste espírito de terror pueril que “Goosebumps – Arrepios” se situa e, por isso, torna-se um filme raro de se ver nos dias de hoje.

“Goosebumps” (publicada em Portugal com o nome "Arrepios") é uma série de livros do género ficcional de terror da autoria de R.L. Stine. Sessenta e dois livros foram publicados sob o título de “Goosebumps”, de 1992 a 1997. Muitos dos títulos foram levados à vida e tornaram-se filmes; a série também inspirou uma série de televisão, que durou de 1995 a 1998. Há quem os considere os “Harry Potter” do início da década de 1990. Outros, que R.L. Stine é o Stephen King da literatura infantil. O certo é que os livros de R.L. Stine já venderam mais de 400 milhões de cópias, o que o fez entrar para o Guinness World Records.

Apesar da série original acabar em 1999, em Portugal nem todos os livros das coleções foram lançados. Alguns dos livros “Goosebumps” foram publicadas pela antiga Abril/ControlJornal e os livros “Goosebumps HorrorLand” foram publicados pela Porto Editora.

Feito o enquadramento, passemos ao filme. O jovem Zach Cooper (Dylan Minnette) muda-se de Nova Iorque para uma cidade pequena dos EUA, para onde a mãe fora transferida em trabalho. Lá, eles passam a morar na casa ao lado da de Hannah (Odeya Rush) – por quem o adolescente se apaixona – e o pai, o rezingão R. L. Stine (Jack Black). Depois de ouvir uma isucessão de gritos vindos da propriedade vizinha, Zach decide invadir a residência com a ajuda do medroso colega de liceu (Ryan Lee). Acidentalmente, acaba por abrir um dos livros e, consequentemente, dar início à libertação de todos os monstros criados por Stine. Isto porque a família guardava consigo todos os manuscritos que, uma vez abertos, libertariam os terríveis monstros surgidos da imaginação do escritor. Juntos, eles vão empreender a difícil tarefa de mandar as tenebrosas criaturas de volta para as prateleiras de livros, fazendo-os regressar ao reino da ficção.

Assim, vão entrando em cena as principais atracções do filme: os monstros criados por Stine. Criaturas que vão do mais “convencional” (lobisomens, o abominável homem-das-neves, zombie...) ao bizarro (louva-a-deus gigante, “inofensivos” anões gnomos de jardim e poodles voadores e assassinos), obedecendo todos a Slappy, o boneco de ventríloquo que, de certa forma, encerra o lado sombrio da personalidade de Stine (e, por isso, também é dobrado por Jack Black).

O filme acaba por resultar bem, fiel às raízes da série de best-sellers criada por R.L. Stine, descritas pelo próprio como “assustadora, mas também engraçada”. De forma a homenagear a carreira e a obra original do escritor, “Goosebumps – Arrepios” mistura situações conhecidas de vários livros com uma larga dose de fantasia, ironia e sarcasmo. Evocando um espírito de filme vespertino de TV nos anos 90, esta longa-metragem usa o terror como base para assustar, entreter e fazer rir.

Por isso, “Jumanji” poderia ser a referência mais óbvia, mas, por que não também “Os Goonies”? Este é mais um filme do realizador Rob Letterman, que repete a parceria com Jack Black em “As Viagens de Gulliver” e que fez, entre outros, “Monstros vs. Aliens” e “O Gang dos Tubarões”. “Goosebumps – Arrepios” é um filme que entretém e que justifica uma ida ao cinema.

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Certamente, já se olhou alguma vez no espelho e sentiu-se menos bem com o seu próprio corpo… E provavelmente, o problema não estava em si, mas no preconceito que impera socialmente. A revista canadense “Now Toronto”, na sua edição de Janeiro, ao publicar o seu segundo volume anual “Body Issue”, não usou modelos considerados bonitos pelo padrão actual para posar nus, mas outras pessoas bem mais normais e, por isso, esplendorosas.

No total, foram fotografadas doze pessoas que não se encaixam no padrão de beleza “imposto”, dito "normal", mas nem por isso deixam de ser e de se sentirem poderosas. A publicação quer, com esta edição, promover o positivismo dos indivíduos em relação ao próprio corpo, fazendo sobressair as diferentes formas, etnias e géneros. Ao mesmo tempo, a “Now Toronto” procura entender como os fotografados conseguiram sentir-se confiantes por mostrar os seus corpos nus, livres de preconceitos, e também dar a conhecer um pouco as suas histórias...

Assim, a edição conta com vários moradores de Toronto, com corpos e vidas incrivelmente diferentes, como o baterista Stephen Bowles, que diz que ter partido a sua coluna o fez mais empático em relação aos outros.


Antes, ao atravessar a rua, eu ficava irritado se alguém à minha frente estivesse a ir devagar”, diz ele à publicação. “Mas agora, eu percebo que eu não sei o que eles passaram para chegar a esse ponto e eu deveria honrar o facto de que eles estão aqui.”

Conta também com a activista de direitos humanos Akio Maroon, que discute as realidades de vida no corpo de uma mulher negra.


Ser parada pelos polícias é muito difícil para mim”, conta ela à revista, “porque quando eles tiram das suas armas, eu não sei se esse é meu último momento na Terra. É a minha última oportunidade de ligar para a minha filha ou para a minha família e lhes dizer que os amo? Cada dia, pode ser meu último por causa da pele em que vivo.

E Xica Ducharme, uma dançarina burlesca e comissária de bordo que discute a discriminação racial e de género que ela própria enfrentou nas mãos dos outros.


Não importa o quanto o mundo me tente derrubar”, diz ela. “Eu vou usar aqueles saltos, nua, à frente de todos, a segurar num ventilador para me resfriar de todas as lutas. Sendo bonita. De cabeça erguida.”

O personal trainer e coordenador de programas para jovens, Adam Benn discute como a gordofobia de quando era mais novo ainda afecta a sua auto-estima.


Eu era uma daquelas crianças acima do peso”, diz ele, “então, muitas das minhas experiências de infância foram definidas pelo fato de ser gordo, sentindo-me feio e não me sentindo bem comigo mesmo… Até tirar estas fotografias, era muito traumático. Tirar todas as minhas roupas e ficar na frente das pessoas é difícil devido a esse instinto de duvidar de mim mesmo.

A escritora e artista Katie Sly explica o motivo, para ela, de a nudez ser "muito um aspecto de força".


"O meu corpo foi possuído e dominado por pessoas sem a minha permissão, em várias ocasiões — e que se lixe, eu vou tomar o meu corpo de volta”, diz ela à Now Toronto. “Podem fazer o que quiserem comigo, mas eu ainda estarei aqui e neste corpo, totalmente sem vergonha.

Biko Beauttah discute a sua imagem corporal em evolução como uma mulher "trans", bem como suas experiências num abrigo com outros que procuram asilo. Quem vê a imagem dela na capa da revista, com colares tribais, não imagina o que ela passou na infância. Biko cresceu num corpo de rapaz no Quénia e sofria muito com a sua aparência. Hoje, ela é refugiada e activista dos direitos “trans”.


Para muitos dos meus companheiros refugiados, o abrigo foi o primeiro lugar em muito tempo onde eles não viveram com medo de ser alvejados por rebeldes, comidos por animais selvagens à noite, agredidos ou estuprados por soldados”, diz ela. “Eu ouvi a história de todos e prometi a mim mesma que quando eu saísse do abrigo, eu iria devotar a minha vida a dar voz aos refugiados, já que eles são os mais vulneráveis entre nós.”

Bo hedges, que é o co-capitão da equipa de basquetebol em cadeira de rodas do Canadá, fala sobre o seu papel na representação de pessoas com capacidades físicas diferentes.


É muito fácil fazer um homem branco atlético como eu representante da deficiência e chamar isso de ‘diversidade’”, diz ele. “Ainda assim, eu acho que mostrar a deficiência nestas páginas é melhor do que não ter nenhuma, e se eu posso mostrar que estou confortável na minha própria pele, talvez isso inspire a sociedade a se tornar mais confortável com corpos atipicamente debilitados.

Chiamaka Umeh, Esther Jun, e Rebecca Perry do Toronto’s Next Stage Theatre Fest discutem estigmas religiosos contra a nudez, passando uma imagem corporal positiva para gerações futuras e aparência versus talento no ramo do entretenimento.


Recentemente, eu disse [para a minha filha], ‘Eu adoro a tua barriguinha fofa’”, diz Jun. “E então ela tocou a minha barriga e disse, ‘Eu amo a sua barriga também, mãe!’ Eu quase morri. Ela a ama do jeito que ela é; ela não conhece nada diferente. Eu acho que deveria, provavelmente, aprender a amá-la do jeito que ela ama.

E, finalment,e Tiq e Kim Katrin Milan, ambos jornalistas e activistas, foram temporariamente banidos do Facebook após postarem uma foto da sessão com a Now — embora uma foto parecida, com Lady Gaga e Taylor Kinney, tenha bombado nesta rede social na mesma época...


Não há muita diversidade de representação de casais queer negros a se amarem e a celebrarem os ‘corpos e a beleza’ uns dos outros”, conta Kim à revista, numa citação que agora parece ainda mais significante. “Para muitas pessoas envolvidas com os transexuais, é algo escondido, e nós queremos desafiar essa narrativa. Não há nada de secreto na forma como nós nos amamos. Nós amamo-nos bem alto.

Um trabalho lindo de se ver, que nos põe a reflectir. Parabéns, "Now Toronto".








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O icónico parque Disneyland da Califórnia fez 60º anos no ano passado. Eu já deveria ter dado nota, mas foi um verão intenso, na F Magazine Luxury. Mas nunca é tarde... O parque temático original de Walt Disney em Anaheim, abriu as suas portas a 17 de Julho de 1955, e desde então o Disneyland Resort tem sido um destino mágico e inovador para as famílias.

“Para todos aqueles que vêm para este local feliz: bem-vindos. A Disneyland é a sua terra. Aqui, a idade revive as memórias do passado e a juventude pode saborear o desafio e a promessa do futuro. A Disneyland é dedicada aos ideais, sonhos e à dura realidade que criaram a América, com a esperança de que ela seria uma fonte de alegria e inspiração para todo o mundo”. Foi este o discurso de Walter E. Disney aquando da sua inauguração. Apesar de Walt Disney já ser famoso pelos seus filmes na época, a abertura da Disneyland mudou completamente a história da empresa, incluindo a expansão para a Walt Disney World alguns anos mais tarde.

Walt Disney costumava levar as suas filhas a parques de diversão quando elas eram pequenas. Nesses parques, era costume as crianças brincarem nas atrações e os pais esperarem do lado de fora. Numa dessas ocasiões, quando as suas filhas estavam a brincar no Carrossel do Griffith Park, em Los Angeles, Walt teve uma ideia: “não seria bem mais interessante um parque onde toda a família se pudesse divertir junta?”. Desde então, essa ideia não saiu mais da sua cabeça e Walt Disney que começou a procurar maneiras de viabilizar o projeto – no início denominado de Mickey Mouse Park. Foi então que ele conseguiu fazer uma parceria com a emissora de TV americana ABC, que iria ajudar a financiar a construção do parque em troca de um programa semanal aos Domingos, apresentado por Walt Disney, chamado “Disneyland”.

Essa estratégia de parceria resultou genial, pois além de conseguir o financiamento para o seu projecto, Walt Disney ainda podia fazer propaganda ao seu futuro parque todos os domingos de manhã, atingindo milhões de americanos. Por isso, no domingo, 17 de Julho de 1955 aconteceu, finalmente, a inauguração da Disneyland para jornalistas e convidados, mas o seu sucesso resultou num caos: apesar de apenas 11 mil entradas terem sido distribuídas aos convidados, mais de 30 mil pessoas apareceram no parque, conseguindo entrar com bilhetes falsos. Uma super lotação inesperada… No dia 18 de Julho, quando o parque abriu para o público em geral, as filas para entrar começaram por volta das 2h da manhã, e aproximadamente 50 mil pessoas visitaram o parque nesse dia. Até hoje, a Disneyland já teve mais de 650 milhões de visitantes desde a sua abertura.

Portanto, a Disneyland foi um sucesso desde o começo. E vários hotéis e restaurantes começaram a surgir em torno do parque, fazendo com que não houvesse mais espaço para ampliações. Devido a isso, no início da década de 60, Walt Disney começou a procurar um local que tivesse espaço suficiente para caberem todos os seus sonhos. E a região central da Florida era o local ideal, por vários motivos, dando origem ao Walt Disney World. Mas isso são outras núpcias…

Quando o Walt Disney criou a Disneyland, ao imaginar "um lugar onde famílias pudessem experimentar juntas, imersas numa atmosfera rica de detalhes e histórias", não imaginava que esse seria apenas o início de uma história de grande sucesso. Desde então, a família dos parques temáticos da Disney cresceu para 11 parques temáticos em cinco locais em todo o mundo. Assim, ao Disneyland Resort da Califórnia vieram simar-se: Walt Disney World Resort (Lake Buena Vista, Flórida), Disneyland Resort (em Hong Kong), Disneyland Resort (em Paris e antes chamado de Euro Disney) e o Disney Resort no Japão (em Tóquio). Para além destes, e complementando os parques e resorts, estão a Disney Cruise Line (desde 1998); o Disney Vacation Club (inaugurado em 1991); o Adventures by Disney (desde 2005); as lojas World of Disney (desde 1996), em Nova Iorque, Orlando e Anaheim; e o Walt Disney Imagineering. Este foi fundado em 1952 e é o grupo de reflexão e desenvolvimento por trás de todos os parques, resorts e atrações da Disney. É obra!

60 anos depois, a Disneyland continua a brilhar e entreter. E o universo Disney é profícuo em nos fazer sonhar…



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A artista italiana Angela Vianello apareceu com incríveis ilustrações da Disney em versão “anime”. Ora, “anime” é um estilo de animação quase sempre produzida no Japão. A palavra é a pronúncia abreviada de "animação" em japonês, onde esse termo se refere a qualquer tipo de animação. Mas para nós, ocidentais, a palavra refere-se apenas aos desenhos animados oriundos do país do sol nascente. Uma boa parte dos "animes" possuí a sua versão em "mangá", a banda desenhada japonesa. Os "animes" e os "mangás" destacam-se principalmente pelos seus olhos, geralmente muito grandes e muito bem definidos, redondos ou rasgados, cheios de brilho e muitas vezes com cores chamativas, para que, desta forma, possam conferir mais emoção às personagens. Os sucessos do Studio Ghibli têm alguma coisa a dizer sobre isto...

Por isso, ver a Belle em "anime"/"mangá" pela Angela Vianello resulta tão diferente, quanto impressionante.

Um outra série de princesas e príncipes da Disney em "anime" foi criada por Andrew Peña. Acrescentando um toque de comédia, vemos Aurora, de "A Bela Adormecida" a dormir com a boca escancarada e a Jane de “Tarzan” a gritar enquanto “voa” de lianas através da selva.

Já não é surpresa quando artistas de todo o mundo resolvem colocar a sua própria interpretação ou “roupagem” sobre personagens clássicas da Disney. E os artistas de "mangá" ou "anime" não são excepção. Ora, quando o mundo de animação da Disney e o estilo "anime" colidem, proporcionam um resultado surpresa incrível.

Vejam, então, algumas personagens da Disney em estilo anime/ mangá pela mãos destes dois artistas...


Angela Vianello














Andrew Peña













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É verdade! Mesmo não sendo tão cépticos como a Scully, podemos mesmo acreditar: David Duchovny e Gillian Anderson, após uma pausa de 13 anos, estão de volta como Fox Mulder e Dana Scully. Os nossos agentes do paranormal do FBI favoritos regressam com uma nova temporada de 6 episódios. O criador Chris Carter voltou a produzir a série de culto “The X-Files” (ou “Ficheiros Secretos”), que começou a ser filmada no passado Verão.

“Ficheiros Secretos” teve a sua estreia em Setembro de 1993. Ao longo de 9 temporadas, tornou-se um sucesso à escala mundial e uma das melhores séries de sempre, totalizando 16 Emmys, 5 Golden Globes e 1 Peabody Award.

“Penso nisto como uma pausa comercial de 13 anos”, afirmou Carter recentemente. “A boa notícia é que o mundo ficou mais estranho, um timing perfeito para contar estas seis novas histórias”. Assim, dia 24 de Janeiro, estreia na FOX norte-americana esta nova temporada de “Ficheiros Secretos”. E dois dias depois, a 26 de Janeiro, os agentes Fox Mulder e Dana Scully também estreiam por cá, na FOX portuguesa.

Ora, o ansiado regresso dos agentes desaparecidos e a estreia da nova “The Magicians”, a que pude ir à sua apresentação no Teatro do Bairro, com direito a número de magia e tudo (a cargo do Mário Daniel, fabuloso, por sinal), fizeram-me reflectir sobre o crescente e maciço sucesso das séries de TV.

2015, à semelhança de outros anos recentes, foi mais uma vez diferente no que concerne às séries de TV. O público continua a demonstrar grande interesse por esta programação e as grandes cadeias têm investido, cada vez mais, neste tipo de formato. Ao todo, 409 séries ficcionais foram emitidas em 2015. Incrível! Um recorde a nível mundial e que desperta alguma curiosidade sobre estas grandes produções televisivas. Porque estão sempre inúmeras séries a sair? E outras a repetirem “seasons”? Que influência e impacto terão a Netflix e outros serviços de streaming neste inédito acontecimento?

Bom, das 409, talvez nem todas merecessem ser vistas. É sabido que a quantidade não faz a qualidade, mas uma coisa é certa, estamos, definitivamente, a atravessar uma era dourada da televisão. Vejamos as outras séries que aí vêm:


Game of Thrones
Eis um outro regresso ansiado. A HBO já disponibilizou o 1º teaser da 6ª temporada de “Guerra dos Tronos”. Para os amantes de batalhas de espada e flecha, de dragões e tórridos romances, esta série voltará com um enredo ainda mais emocionante, para não defraudar os fãs que seguiram até a quinta temporada e aguardam ansiosos.


The Magicians
Quentin Coldwater é um jovem adulto do Brooklyn, com uma inteligência acima da média, mas o mesmo não se pode dizer sobre as suas habilidades sociais. Quando é aceite na Academia Brakebills, uma prestigiada e secreta escola de magia, Quentin descobre que a sua fantasia não irá resolver todos os seus problemas. Assim, terá de lidar com a sua falta de sociabilidade ao longo do caminho, ao mesmo tempo que vai descobrindo que aprender magia, afinal, não é tão animador quanto ele imaginava...

Legends of Tomorrow
Quando heróis sozinhos não são o suficiente, o mundo precisa de lendas. Vizualizando o futuro, um deles irá, desesperadamente, tentar impedi-lo de acontecer. Rip Hunter, o viajante do tempo, recebe a tarefa de reunir um disforme grupo de heróis e vilões para confrontar uma ameaça difícil de parar. Uma ameaça que não só põe em perigo a integridade do planeta, mas também do próprio tempo como uma entidade. Será que esta improvável equipa é capaz de combater uma ameaça imortal, diferente de tudo que eles conhecem?

Lucifer
Entediado e infeliz como Senhor do inferno, Lúcifer abdica do seu trono e abandona o seu reinado para vir à superfície e viver na atordoada Los Angeles. Uma vez lá, ele dá início a um outro empreendimento: abre um piano-bar chamado “Lux”.

The Get Down
A série criada por Baz Luhrmann (o mesmo de “Moulin Rouge” e da última versão de “The Great Gatsby”) retrata o surgimento dos movimentos do hip-hop, do punk e do Disco Sound na cena musical e cultural da Nova Iorque dos anos 70. A série retrata o dia-a-dia dos jovens do Bronx que se armaram de latas de spray, passos de dança e rimas musicais para mudarem as suas vidas.


Preacher
Jesse Custer é um ex-pastor que foi possuído por uma entidade chamada Génesis, que fugiu do Paraíso e que está a ser procurada pelos anjos. Quando Jesse e Génesis se tornam num só, os anjos enviam o Santo dos Assassinos, um matador do Século XIX, para persegui-lo…

Damien
Esta série é uma continuação do filme “The Omen - A Profecia”, de 1976, e conta a história do jovem Damien Thorn. Agora adulto, ele é perseguido pelo seu passado e precisa de enfrentar uma série de acontecimentos macabros para finalmente descobrir a verdade: ele é o anti-cristo.


Heroes Reborn
Mini-série de 13 episódios, é um spin off (ramo independente) originado a partir de “Heroes” (2006). Esta nova série original conta a história de um grupo de pessoas comuns, não-relacionadas entre si, que descobrem que possuem poderes sobre-humanos.


Humans
Os Synths são versões computorizadas muito aproximadas dos seres humanos. Robôs que foram criados para desempenharem as mesmas funções, ocuparem postos de trabalho, fazer as lidas domésticas, até mesmo para satisfazer as fantasias mais doentias de cada um, etc… A única coisa que não possuem é uma alma ou, pelo menos, assim pensávamos. Os Hawkins encomendam o seu primeiro Synth, ao qual chamam Anita. Depois de algum tempo, Anita começa a desenvolver comportamentos atípicos às suas funções ordinárias, o que começa a interferir com a vivência da família…

Narcos
Pablo Emilio Escobar é um traficante de droga que ganha mais dinheiro do que a Google e em menos tempo. É um bon vivant colombiano que não tem medo de quem o possa apanhar, nem das consequências do seu crescimento político, muito pelo contrário, consegue esquivar-se sempre da polícia e dar o seu parecer ao povo colombiano como um justiceiro. Mas os investigadores Steve Murphy e Javier Peña foram indicados para tratar de Escobar e prometem não lhe facilitar a vida.

Sense8
Nesta série dos irmãos Wachowski, Nomi, Riley, Kala, Sun, Capheus, Will, Wolfgang e Lito não se conhecem, mas estão interligados uns aos outros. Eles são humanos, mas têm capacidades que vão bem mais além das dos comuns mortais. Com a morte de uma misteriosa mulher, com a qual também partilham uma ligação, estas oito pessoas começam a relacionar-se “mentalmente” e a descobrir coisas sobre eles próprios, mas também sobre o perigo que envolve a sua condição. Aliando as competências de cada um, eles vão tentar sobreviver e proteger os seus.


Hot and Bothered
A série acompanhará os bastidores de uma novela latina. Ana Sofia (a extraordinária Eva Longoria) é a estrela da sua novela, mas precisa de continuar a batalhar contra seus colegas de trabalho, que tentam roubar o seu lugar sob os holofotes. E por trás das câmaras, Ana precisa de lidar com desagradáveis executivos da emissora, argumentistas bêbados, colegas de elenco narcisistas e um novo interesse romântico para a sua personagem que lhe é particularmente familiar.


You, Me and the End of the World
Chega a notícia de que um meteoro entra numa rota inevitável de colisão com a Terra. Ambientada nesse mundo caótico e apocalíptico, a série acompanha um inusitado grupo de pessoas que inclui um padre rebelde, um neonazi desequilibrado, um gerente de banco bem-educado, um cyber terrorista germofóbico e um general americano de alto escalão. Alguns deles estão destinados a chegar a um bunker nos subúrbios da cidade britânica de Slough - e, portanto, são o provável futuro da humanidade.

Quantico
Um diverso grupo de recrutas chega à base do FBI em Quantico para treinamento. Eles são os melhores, os mais inteligentes e os mais qualificados, então parece impossível que um deles seja o responsável por arquitectar um dos maiores atentados terroristas à cidade de Nova Iorque desde o ataque às torres gémeas.


Angel from Hell
Uma série cómica! A dermatologista Allison é organizada e leva uma vida quase perfeita, até ao momento em que ela se depara com Amy (Jane Lynch, de “Glee”), uma esquisita e impertinente mulher que diz ser o seu anjo da guarda.

Supergirl
A série acompanha Kara Danvers ou Kara Zor-El, a prima do Super-Homem man, e Alexandra "Alex" Danvers, a sua irmã terráquea. Kara chega à Terra aos 12 anos, depois de partir do planeta Krypton, e é adoptada pela família Danvers, que a ensina a ser cuidadosa com os seus poderes. Depois de reprimir as suas habilidades por uma década, Kara é forçada a mostrar os seus dons em público durante um inesperado desastre. Motivada pelo seu heroísmo, ela começa a abraçar a sua vocação para ajudar as pessoas da sua cidade.

The Frankenstein Code
A velha história de terror com uma roupagem nova. A série fala de um polícia reformado que retorna do mundo dos mortos para viver a sua segunda oportunidade.

Portanto, esta é apenas uma selecção do que aí vem na TV, pois muitas mais séries haverá ainda por escolher, como “Marco Polo”, passando por dois ensaios da Marvel, “Daredevil” e “Jessica Jones”, até às “Master of None”, “Transparent”, “Mozart in the Jungle” e “The Man in the High Castle”.

Quanto à durabilidade das mesmas, isso só mesmo a quantidade de fãs e os números de audiência poderão ditar. Uma coisa é certa, a televisão está no auge em termos de séries e prima por abranger um variado leque de estilos representativos da sociedade actual, incorrendo numa diversidade de géneros: fantasia, comédia, drama, acção, aventura ou animação. E tudo a partir da nossa poltrona favorita, com o comando na mão. Porque, se não gostarmos do que estamos a ver, temos sempre por onde optar…


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