A artista italiana Angela Vianello apareceu com incríveis ilustrações da Disney em versão “anime”. Ora, “anime” é um estilo de animação quase sempre produzida no Japão. A palavra é a pronúncia abreviada de "animação" em japonês, onde esse termo se refere a qualquer tipo de animação. Mas para nós, ocidentais, a palavra refere-se apenas aos desenhos animados oriundos do país do sol nascente. Uma boa parte dos "animes" possuí a sua versão em "mangá", a banda desenhada japonesa. Os "animes" e os "mangás" destacam-se principalmente pelos seus olhos, geralmente muito grandes e muito bem definidos, redondos ou rasgados, cheios de brilho e muitas vezes com cores chamativas, para que, desta forma, possam conferir mais emoção às personagens. Os sucessos do Studio Ghibli têm alguma coisa a dizer sobre isto...

Por isso, ver a Belle em "anime"/"mangá" pela Angela Vianello resulta tão diferente, quanto impressionante.

Um outra série de princesas e príncipes da Disney em "anime" foi criada por Andrew Peña. Acrescentando um toque de comédia, vemos Aurora, de "A Bela Adormecida" a dormir com a boca escancarada e a Jane de “Tarzan” a gritar enquanto “voa” de lianas através da selva.

Já não é surpresa quando artistas de todo o mundo resolvem colocar a sua própria interpretação ou “roupagem” sobre personagens clássicas da Disney. E os artistas de "mangá" ou "anime" não são excepção. Ora, quando o mundo de animação da Disney e o estilo "anime" colidem, proporcionam um resultado surpresa incrível.

Vejam, então, algumas personagens da Disney em estilo anime/ mangá pela mãos destes dois artistas...


Angela Vianello














Andrew Peña













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É verdade! Mesmo não sendo tão cépticos como a Scully, podemos mesmo acreditar: David Duchovny e Gillian Anderson, após uma pausa de 13 anos, estão de volta como Fox Mulder e Dana Scully. Os nossos agentes do paranormal do FBI favoritos regressam com uma nova temporada de 6 episódios. O criador Chris Carter voltou a produzir a série de culto “The X-Files” (ou “Ficheiros Secretos”), que começou a ser filmada no passado Verão.

“Ficheiros Secretos” teve a sua estreia em Setembro de 1993. Ao longo de 9 temporadas, tornou-se um sucesso à escala mundial e uma das melhores séries de sempre, totalizando 16 Emmys, 5 Golden Globes e 1 Peabody Award.

“Penso nisto como uma pausa comercial de 13 anos”, afirmou Carter recentemente. “A boa notícia é que o mundo ficou mais estranho, um timing perfeito para contar estas seis novas histórias”. Assim, dia 24 de Janeiro, estreia na FOX norte-americana esta nova temporada de “Ficheiros Secretos”. E dois dias depois, a 26 de Janeiro, os agentes Fox Mulder e Dana Scully também estreiam por cá, na FOX portuguesa.

Ora, o ansiado regresso dos agentes desaparecidos e a estreia da nova “The Magicians”, a que pude ir à sua apresentação no Teatro do Bairro, com direito a número de magia e tudo (a cargo do Mário Daniel, fabuloso, por sinal), fizeram-me reflectir sobre o crescente e maciço sucesso das séries de TV.

2015, à semelhança de outros anos recentes, foi mais uma vez diferente no que concerne às séries de TV. O público continua a demonstrar grande interesse por esta programação e as grandes cadeias têm investido, cada vez mais, neste tipo de formato. Ao todo, 409 séries ficcionais foram emitidas em 2015. Incrível! Um recorde a nível mundial e que desperta alguma curiosidade sobre estas grandes produções televisivas. Porque estão sempre inúmeras séries a sair? E outras a repetirem “seasons”? Que influência e impacto terão a Netflix e outros serviços de streaming neste inédito acontecimento?

Bom, das 409, talvez nem todas merecessem ser vistas. É sabido que a quantidade não faz a qualidade, mas uma coisa é certa, estamos, definitivamente, a atravessar uma era dourada da televisão. Vejamos as outras séries que aí vêm:


Game of Thrones
Eis um outro regresso ansiado. A HBO já disponibilizou o 1º teaser da 6ª temporada de “Guerra dos Tronos”. Para os amantes de batalhas de espada e flecha, de dragões e tórridos romances, esta série voltará com um enredo ainda mais emocionante, para não defraudar os fãs que seguiram até a quinta temporada e aguardam ansiosos.


The Magicians
Quentin Coldwater é um jovem adulto do Brooklyn, com uma inteligência acima da média, mas o mesmo não se pode dizer sobre as suas habilidades sociais. Quando é aceite na Academia Brakebills, uma prestigiada e secreta escola de magia, Quentin descobre que a sua fantasia não irá resolver todos os seus problemas. Assim, terá de lidar com a sua falta de sociabilidade ao longo do caminho, ao mesmo tempo que vai descobrindo que aprender magia, afinal, não é tão animador quanto ele imaginava...

Legends of Tomorrow
Quando heróis sozinhos não são o suficiente, o mundo precisa de lendas. Vizualizando o futuro, um deles irá, desesperadamente, tentar impedi-lo de acontecer. Rip Hunter, o viajante do tempo, recebe a tarefa de reunir um disforme grupo de heróis e vilões para confrontar uma ameaça difícil de parar. Uma ameaça que não só põe em perigo a integridade do planeta, mas também do próprio tempo como uma entidade. Será que esta improvável equipa é capaz de combater uma ameaça imortal, diferente de tudo que eles conhecem?

Lucifer
Entediado e infeliz como Senhor do inferno, Lúcifer abdica do seu trono e abandona o seu reinado para vir à superfície e viver na atordoada Los Angeles. Uma vez lá, ele dá início a um outro empreendimento: abre um piano-bar chamado “Lux”.

The Get Down
A série criada por Baz Luhrmann (o mesmo de “Moulin Rouge” e da última versão de “The Great Gatsby”) retrata o surgimento dos movimentos do hip-hop, do punk e do Disco Sound na cena musical e cultural da Nova Iorque dos anos 70. A série retrata o dia-a-dia dos jovens do Bronx que se armaram de latas de spray, passos de dança e rimas musicais para mudarem as suas vidas.


Preacher
Jesse Custer é um ex-pastor que foi possuído por uma entidade chamada Génesis, que fugiu do Paraíso e que está a ser procurada pelos anjos. Quando Jesse e Génesis se tornam num só, os anjos enviam o Santo dos Assassinos, um matador do Século XIX, para persegui-lo…

Damien
Esta série é uma continuação do filme “The Omen - A Profecia”, de 1976, e conta a história do jovem Damien Thorn. Agora adulto, ele é perseguido pelo seu passado e precisa de enfrentar uma série de acontecimentos macabros para finalmente descobrir a verdade: ele é o anti-cristo.


Heroes Reborn
Mini-série de 13 episódios, é um spin off (ramo independente) originado a partir de “Heroes” (2006). Esta nova série original conta a história de um grupo de pessoas comuns, não-relacionadas entre si, que descobrem que possuem poderes sobre-humanos.


Humans
Os Synths são versões computorizadas muito aproximadas dos seres humanos. Robôs que foram criados para desempenharem as mesmas funções, ocuparem postos de trabalho, fazer as lidas domésticas, até mesmo para satisfazer as fantasias mais doentias de cada um, etc… A única coisa que não possuem é uma alma ou, pelo menos, assim pensávamos. Os Hawkins encomendam o seu primeiro Synth, ao qual chamam Anita. Depois de algum tempo, Anita começa a desenvolver comportamentos atípicos às suas funções ordinárias, o que começa a interferir com a vivência da família…

Narcos
Pablo Emilio Escobar é um traficante de droga que ganha mais dinheiro do que a Google e em menos tempo. É um bon vivant colombiano que não tem medo de quem o possa apanhar, nem das consequências do seu crescimento político, muito pelo contrário, consegue esquivar-se sempre da polícia e dar o seu parecer ao povo colombiano como um justiceiro. Mas os investigadores Steve Murphy e Javier Peña foram indicados para tratar de Escobar e prometem não lhe facilitar a vida.

Sense8
Nesta série dos irmãos Wachowski, Nomi, Riley, Kala, Sun, Capheus, Will, Wolfgang e Lito não se conhecem, mas estão interligados uns aos outros. Eles são humanos, mas têm capacidades que vão bem mais além das dos comuns mortais. Com a morte de uma misteriosa mulher, com a qual também partilham uma ligação, estas oito pessoas começam a relacionar-se “mentalmente” e a descobrir coisas sobre eles próprios, mas também sobre o perigo que envolve a sua condição. Aliando as competências de cada um, eles vão tentar sobreviver e proteger os seus.


Hot and Bothered
A série acompanhará os bastidores de uma novela latina. Ana Sofia (a extraordinária Eva Longoria) é a estrela da sua novela, mas precisa de continuar a batalhar contra seus colegas de trabalho, que tentam roubar o seu lugar sob os holofotes. E por trás das câmaras, Ana precisa de lidar com desagradáveis executivos da emissora, argumentistas bêbados, colegas de elenco narcisistas e um novo interesse romântico para a sua personagem que lhe é particularmente familiar.


You, Me and the End of the World
Chega a notícia de que um meteoro entra numa rota inevitável de colisão com a Terra. Ambientada nesse mundo caótico e apocalíptico, a série acompanha um inusitado grupo de pessoas que inclui um padre rebelde, um neonazi desequilibrado, um gerente de banco bem-educado, um cyber terrorista germofóbico e um general americano de alto escalão. Alguns deles estão destinados a chegar a um bunker nos subúrbios da cidade britânica de Slough - e, portanto, são o provável futuro da humanidade.

Quantico
Um diverso grupo de recrutas chega à base do FBI em Quantico para treinamento. Eles são os melhores, os mais inteligentes e os mais qualificados, então parece impossível que um deles seja o responsável por arquitectar um dos maiores atentados terroristas à cidade de Nova Iorque desde o ataque às torres gémeas.


Angel from Hell
Uma série cómica! A dermatologista Allison é organizada e leva uma vida quase perfeita, até ao momento em que ela se depara com Amy (Jane Lynch, de “Glee”), uma esquisita e impertinente mulher que diz ser o seu anjo da guarda.

Supergirl
A série acompanha Kara Danvers ou Kara Zor-El, a prima do Super-Homem man, e Alexandra "Alex" Danvers, a sua irmã terráquea. Kara chega à Terra aos 12 anos, depois de partir do planeta Krypton, e é adoptada pela família Danvers, que a ensina a ser cuidadosa com os seus poderes. Depois de reprimir as suas habilidades por uma década, Kara é forçada a mostrar os seus dons em público durante um inesperado desastre. Motivada pelo seu heroísmo, ela começa a abraçar a sua vocação para ajudar as pessoas da sua cidade.

The Frankenstein Code
A velha história de terror com uma roupagem nova. A série fala de um polícia reformado que retorna do mundo dos mortos para viver a sua segunda oportunidade.

Portanto, esta é apenas uma selecção do que aí vem na TV, pois muitas mais séries haverá ainda por escolher, como “Marco Polo”, passando por dois ensaios da Marvel, “Daredevil” e “Jessica Jones”, até às “Master of None”, “Transparent”, “Mozart in the Jungle” e “The Man in the High Castle”.

Quanto à durabilidade das mesmas, isso só mesmo a quantidade de fãs e os números de audiência poderão ditar. Uma coisa é certa, a televisão está no auge em termos de séries e prima por abranger um variado leque de estilos representativos da sociedade actual, incorrendo numa diversidade de géneros: fantasia, comédia, drama, acção, aventura ou animação. E tudo a partir da nossa poltrona favorita, com o comando na mão. Porque, se não gostarmos do que estamos a ver, temos sempre por onde optar…


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Provavelmente, nunca pararam para pensar nisto, mas de facto, muitos dos objectos que utilizamos não os chamamos pelos seus nomes reais e sim pelas marcas que lhes deram fama. Quem não se lembra da Kispo? Por causa dessa marca, todos os blusões impermeáveis da altura passaram a chamar-se “kispo”. E o mesmo se passa com jipe, gillette ou post-it. Portanto, ao contrário do que se possa pensar, não se tratam dos nomes dos produtos, antes de marcas cuja designação levámos emprestada.

Mascar uma chiclet, desfrutar de um longo e quente banho num jacuzzi ou guiar um jipe. Os termos fazem (ou fizeram) parte do nosso vocabulário quotidiano, integrando-o de tal forma que nem damos conta que nos estamos a referir a marcas e não aos produtos em si. Ou seja, não nos apercebemos que deixamos de utilizar o nome real de determinado produto e passamos a fazer uso do nome da marca que ao mesmo foi propagada, com indiscutível sucesso. É o caso de produtos como Cotonete (haste pequena envolta em algodão) ou da Chiclet, a primeira marca de pastilhas a chegar a Portugal, em 1934. Mas há muitos mais...

A tais substituições dá-se o nome de metonímia, que nada mais é do que a substituição de um nome pelo outro, desde que mantenham alguma semelhança entre eles. Muitas vezes, uma marca ou produto acaba por se tornar sinónimo de todo um género de produtos, e a partir daí, começamos a confundir o nome de uma marca com um tipo de produto, mesmo quando vamos comprar um produto de outra marca.

Contudo, nunca pensei que a lista fosse tão grande... Ora ,vejamos o que está por detrás de cada nome/marca:

Post-its. Blocos amarelos (ou outras cores), com parte superior autocolante, para guardar notas e servir de lembrete. Contudo, a Post-it tem mais de 35 anos, assim como todo um leque de produtos com o mesmo propósito.

Gillette. É uma marca de lâminas de barbear norte-americana e centenária, apostando ainda numa panóplia de outros produtos de higiene pessoal. Sendo dedicada a homens, não quer dizer que não se ouçam senhoras a dizer que vão comprar "gillettes".

Chiclets. Tal como já disse, foi a primeira marca de pastilhas elásticas a surgir no nosso país. Nasceu nos EUA pelas mãos de Thomas Adams e agora está em todo o mundo.

X-acto. Remete-nos, de imediato, aquele utensílio pontiagudo, com lâmina, próprio para cortar papel. Mas, na verdade, trata-se do nome de uma empresa que vende todo o tipo de ferramentas de corte.

Tupperware. Nos anos 40, Earl Silas Tupper revolucionou a armazenagem de alimentos nos frigoríficos ao inventar caixas de plástico que fechavam hermeticamente. As famosas caixas são hoje, muito mais que uma marca, um muito útil utensílio, de tal maneira que algumas mães controlam, à unidade, as que deixam em casa dos filhos.

Jacuzzi. Chamamos tal a qualquer piscina de hidromassagem, a qualquer tanque com bolhinhas... Contudo, esse nome deve-se a sete irmãos italianos, os Jacuzzi, que fundaram a empresa com o mesmo nome. Especializada, entre outras coisas, em bombas hidráulicas. Um dia, a propósito da necessidade de hidroterapia de um familiar, decidiram incorporar uma dessas bombas numa banheira. E voilá, criou-se o “jacuzzi”.

Frisbee. Chamar 'frisbee' a qualquer disco de plástico voador (dos que se atiram na praia ou no campo) deve-se à Wham-O, empresa que inventou este tipo de brinquedo e que deu tal nome à sua criação.

Jeep. Tornou-se mais fácil dizer jipe do que “veículo todo-o-terreno”, mas o primeiro diz respeito a uma marca nascida na década de 1940. E hoje em dia há muitos mais carros do mesmo tipo, de outras marcas, que não devem gostar nada de serem chamados com o nome da concorrência...

Maizena. Já lá vão 130 anos desde que a marca de amido de milho da Unilever chegou ao mercado. A Maizena tem vindo a ser utilizada por mães, avós e tias desde sempre. O produto foi criado nos Estados Unidos em 1842 e ganhou tanta popularidade entre os portugueses que até se pode encontrar a palavra "maisena" no dicionário.

Filofax. Já não há muito quem os use, é certo, mas o nome 'filofax' foi, durante muito tempo, sinónimo de agenda prática. Não de uma agenda qualquer, mas daquela que traziam calendário, porta cartões, separadores, bloco de notas, sitio para a caneta, calendário, etc. A culpada foi a empresa inglesa Filofax, a primeira a inventar agendas do género.

Velcro. Aposto que esta vos surpreendeu. Pois é, velcro não é o nome do produto, mas sim da marca. Ele foi criado pelo engenheiro Georges de Mestrel, na década de 1940. No entanto, o sucesso só veio em 1967, quando a NASA usou velcro na vestimenta dos astronautas durante a missão Apollo 1. Apesar de velcro ser conhecido pelo nome da marca, não existe uma outra palavra que possa definir o produto.

Lego. Os pequenos tijolos da Lego, além de serem um brinquedo clássico, tornaram-se objectos de culto na nossa sociedade. Criado pelo dinamarquês Ole Kirk Kristiansen, é fabricado em escala industrial desde 1934, popularizando-se em todo o mundo desde então. De tal forma, que passámos a chamar de “legos a todos os brinquedos cujo conceito se baseasse em partes que se encaixam permitindo várias combinações.

Aspirina. Este é o nome do remédio criado pela Bayer que virou sinónimo de ácido acetilsalicílico. De tal maneira que quando estamos engripados ou com dor de cabeça pedimos uma Aspirina e não ácido acetilsalicílico ao farmacêutico.

Pyrex. Um refractário de vidro destinado exclusivamente ao forno ou a conter produtos a alta temperatura. Sendo a marca comercial usada, desde 1915, pela Corning Glass Works para a sua linha de recipientes em vidro borossilicatado destinada ao mercado doméstico, a popularidade foi tal, ao longo do século XX, que fez dela uma marca genérica e sinónimo deste tipo de vidro.

Caldo Knorr. Passámos a chamar assim todos os caldos de condimento em cubos, usados na preparação de várias receitas, principalmente sopas e refogados, mas a Knorr é uma marca alemã, propriedade da companhia anglo-holandesa Unilever. Com vendas anuais superando € 3 bilhões, a Knorr é a marca mais vendida da Unilever.

Vespa. Durante muitos anos, Vespa foi o nome deste tipo de veículo que hoje é denominado de scooter. E antes, até era conhecida como Lambretta, um modelo de motorizada produzido pela Innocenti, entre 1947 e 1971.

Provavelmente, haverá muitas mais, mas estas foram algumas marcas famosas que viraram sinónimo de produtos e que são sucesso até hoje. Hoje em dia, para alcançar tal sucesso é preciso uma muito boa comunicação e um belo e eficaz plano de marketing...

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Na passada noite de domingo, forma entregues mais uns prémios Globos de Ouro de 2015, no hotel Beverly Hilton, em Los Angeles. Muitos afirmam ser a “cerimónia mais divertida do ano” e raramente falham. Pelo menos, é a mais descontraída no seu género, sem dúvida. Esta 73.ª edição dos Globos de Ouro passou mais rapidamente do que o normal (uma emissão costuma durar quase quatro horas). E Ricky Gervais, a apresentar a cerimónia pela quarta vez, fez questão de não se desviar da sua veia cómica mais mordaz e, de quando em vez, lá passou os limites, para gáudio dos seus fãs e das redes sociais.

Só que algo estranho aconteceu nesta gala... Houve grande indignação pelo facto do filme “Perdido em Marte” e do seu protagonista Matt Damon, assim como Jennifer Lawrence, em “Joy”, terem vencido nas vertentes de Comédia/Musical. Isto porque um fala de um astronauta que sofre um acidente a milhares de quilómetros-luz da Terra e o outro de uma jovem que luta para sair da miséria, ou seja, ambas histórias são dramáticas e tristes. Algo não combinou aqui...

Mas passemos ao importante: em 2016, a cerimónia colocou “The Revenant” no pedestal, concedendo-lhe três dos maiores galardões: Melhor Realizador, Melhor Filme/Drama e Melhor Actor/Drama. “The Martian”, de Ridley Scott, conquistou dois prémios: Melhor Filme/Musical ou Comédia e Melhor Actor/Musical ou Comédia (Matt Damon , no seu segundo Globo de Ouro quase 20 anos depois de “Good Will Hunting”).

“Steve Jobs”, de Danny Boyle, também arrecadou dois galardões: Melhor Actriz Secundária/Filme e Melhor Argumento/Filme. Jennifer Lawrence voltou a brilhar e, aos 25 anos, conseguiu o terceiro Globo de Ouro da sua carreira por “Joy”. E Lady Gaga obteve o seu primeiro Globo de Ouro pelo seu papel na série de TV “American Horror Story Hotel”. Ainda no departamento das séries televisivas, grande surpresa de todos pelos dois vencedores inesperados, com dois Globos de Ouro cada: “Mr. Robot” e “Mozart in the Jungle”.

Portanto, na madrugada desta segunda-feira entregaram-se os Globos de Ouro para o melhor do cinema e da televisão em 2015. E morreu um dos maiores cantores de sempre da música pop: David Robert Jones, mais conhecido como David Bowie.

Fiquem com a lista (os vencedores estão a bold):

Cinema:

Melhor Filme - Drama:
The Revenant
Mad Max: Estrada da Fúria
Carol
Room
Spotlight

Melhor Filme - Comédia ou Musical:
The Martian
The Big Short
Joy
Spy
Trainwreck

Melhor Actor em filme dramático:
Leonardo Di Caprio – The Revenant como Hugh Glass
Bryan Cranston – Trumbo como Dalton Trumbo
Michael Fassbender – Steve Jobs como Steve Jobs
Eddie Redmayne – The Danish Girl como Lili Elbe / Einar Wegener
Will Smith – Concussion como Dr. Bennet Omalu

Melhor Actriz em filme dramático:
Brie Larson – Room como Joy "Ma" Newsome
Cate Blanchett – Carol como Carol Aird
Rooney Mara – Carol como Therese Belivet
Saoirse Ronan – Brooklyn como Eilis Lacey
Alicia Vikander – The Danish Girl como Gerda Wegener

Melhor Actor em filme de comédia ou musical:
Matt Damon – Perdido em Marte como Mark Watney
Christian Bale – The Big Short como Michael Burry
Steve Carell – The Big Short como Mark Baum
Al Pacino – Danny Collins como Danny Collins
Mark Ruffalo – Infinitely Polar Bear como Cam Stuart

Melhor Actriz em filme de comédia ou musical:
Jennifer Lawrence – Joy como Joy Mangano
Melissa McCarthy – Spy como Susan Cooper / Carol Jenkins / Penny Morgan
Amy Schumer – Trainwreck como Amy Townsend
Maggie Smith – The Lady in the Van como Miss Mary Shepherd / Margaret Fairchild
Lily Tomlin – Grandma como Elle Reid

Melhor Actor Secundário em filme – drama, musical ou comédia:
Sylvester Stallone – Creed como Rocky Balboa
Paul Dano – Love & Mercy como Brian Wilson
Idris Elba – Beasts of No Nation como Commandant
Mark Rylance – Bridge of Spies como Rudolf Abel
Michael Shannon – 99 Homes como Rick Carver

Melhor Actriz Secundária em filme – drama, musical ou comédia:
Kate Winslet – Steve Jobs como Joanna Hoffman
Jane Fonda – Youth como Brenda Morel
Jennifer Jason Leigh – The Hateful Eight como Daisy Domergue
Helen Mirren – Trumbo como Hedda Hopper
Alicia Vikander – Ex Machina como Ava

Melhor Realização
Alejandro González Iñárritu – The Revenant
Todd Haynes – Carol
Tom McCarthy – Spotlight
George Miller – Mad Max: Estrada da Fúria
Ridley Scott – Perdido em Marte

Melhor Argumento:
Aaron Sorkin - Steve Jobs
Emma Donoghue – Room
Tom McCarthy, Josh Singer – Spotlight
Charles Randolph, Adam McKay – The Big Short
Quentin Tarantino – The Hateful Eight

Melhor filme de animação:
Inside Out
Anomalisa
The Good Dinosaur
Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, O Filme
Shaun the Sheep Movie

Televisão:


Melhor Série TV - Drama:
Mr. Robot
Empire
Game of Thrones
Narcos
Outlander

Melhor Série TV - Comédia ou Musical:
Mozart in the jungle
Veep
Transparent
Orange Is the New Black
Silicon Valley

Melhor Actor em série dramática:
Jon Hamm – Mad Men como Don Draper
Wagner Moura – Narcos como Pablo Escobar
Rami Malek – Mr. Robot como Elliot Alderson
Bob Odenkirk – Better Call Saul como Saul Goodman
Liev Schreiber – Ray Donovan como Ray Donovan

Melhor Actriz em série dramática:
Taraji P. Henson – Empire como Cookie Lyon
Caitriona Balfe – Outlander como Claire Fraser
Viola Davis – How to Get Away with Murder como Professor Annalise Keating, J.D.
Eva Green – Penny Dreadful como Vanessa Ives
Robin Wright – House of Cards como Claire Underwood

Melhor Actor em série musical ou de comédia:
Gael García Bernal – Mozart in the Jungle como Rodrigo de Souza
Aziz Ansari – Master of None como Dev Shah
Rob Lowe – The Grinder como Dean Sanderson, Jr.
Patrick Stewart – Blunt Talk como Walter Blunt
Jeffrey Tambor – Transparent como Maura Pfefferman

Melhor Actriz em série musical ou de comédia:
Rachel Bloom – Crazy Ex-Girlfriend como Rebecca Bunch
Gina Rodriguez – Jane the Virgin como Jane Gloriana Villanueva
Jamie Lee Curtis – Scream Queens como Dean Cathy Munsch
Julia Louis-Dreyfus – Veep como Vice-Presidente Selina Meyer
Lily Tomlin – Grace and Frankie como Frankie Bergstein

Melhor Actor numa mini-série ou filme para televisão:
Oscar Isaac – Show Me a Hero como Nick Wasicsko
Idris Elba – Luther como DCI John Luther
David Oyelowo – Nightingale como Peter Snowden
Mark Rylance – Wolf Hall como Thomas Cromwell
Patrick Wilson – Fargo como State Trooper Lou Solverson

Melhor Actriz numa mini-série ou filme para televisão:
Lady Gaga – American Horror Story: Hotel como The Countess
Kirsten Dunst – Fargo como Peggy Blumquist
Sarah Hay – Flesh & Bone como Claire Robbins
Felicity Huffman – American Crime como Barbara Hanlon
Queen Latifah – Bessie como Bessie Smith

Melhor Actor Secundário numa série, mini-série ou filme para televisão:
Christian Slater – Mr. Robot como Mr. Robot
Alan Cumming – The Good Wife como Eli Gold
Damian Lewis – Wolf Hall como King Henry VIII
Ben Mendelsohn – Bloodline como Danny Rayburn
Tobias Menzies – Outlander como Frank Randall/Jonathan "Black Jack" Randall

Melhor Actriz Secundária numa série, mini-série ou filme para televisão:
Maura Tierney – The Affair como Helen Solloway
Uzo Aduba – Orange Is the New Black como Suzanne "Crazy Eyes" Warren
Joanne Froggatt – Downton Abbey como Anna Bates
Regina King – American Crime como Aliyah Shadeed
Judith Light – Transparent como Shelly Pfefferman

Melhor mini-série ou filme para televisão:
Wolf Hall
Fargo
American Crime
American Horror Story: Hotel
Flesh & Bone

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Novo ano e eis mais uma interpretação do universo Disney, de livre e espontânea iniciativa. De facto, a Disney tem proporcionado um manancial de personagens tão ricas, que com as suas personalidades e beleza, se tornam alvo de inspiração e reinterpretação.

Desta feita, versões modernas das mais do que reconhecidas personagens da Disney foram criadas pela utilizadora do Tumblr com o perfil Punziella, cujo nome real é Pauline. Esta artista trocou os vestidos e as roupas de gala das personagens por roupas do quotidiano actual, como calças, calções, casacos e t-shirts.

Assim, vemos as princesas Anna, Elsa e Rapunzel como verdadeiras modelos de revistas adolescentes, enquanto Jack Frost foi transformado num verdadeiro galã. Também encontramos versões para o Hans, de "Frozen", e a ruiva Merida, de "Brave" cujo principal adereço ainda são os seus cabelos encaracolados. Vejam o resultado a seguir...

Podem acompanhar o seu trabalho aqui: http://punziella.tumblr.com

Rapunzel de "Entrelaçados"


Elsa de "Frozen"


Anna de "Frozen"


Merida de "Brave"


Hans de "Frozen"


Flynn Rider de "Entrelaçados"


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Estreou no último dia do ano! "A Rapariga Dinamarquesa", um dos filmes mais aguardados dos últimos tempos, começou logo a dar que falar assim que foi anunciado que seria o actor Eddie Redmayne a interpretar o papel de Lili Elbe, considerada como o primeiro transsexual a submeter-se à cirurgia de alteração de sexo. Eu, a convite da querida Xenica Jardim, tive a oportunidade de assistir à sua ante-estreia especial no CCB, o passado dia 22 de Dezembro.

Realizado por Tom Hooper (o mesmo de «O Discurso do Rei» e «Os Miseráveis»), e baseado no livro de David Ebershoff, “A Rapariga Dinamarquesa” aborda a história verídica de Einar Wegener, um famoso pintor dinamarquês que questiona profundamente a sua identidade de género e que se tornou na primeira pessoa a submeter-se a uma intervenção de mudança de sexo. É difícil centrarmo-nos apenas no filme, quando se trata de um drama real...

Einar Wegener sempre soube que não se adaptava ao seu corpo, mas foi quando serviu de modelo feminino para um quadro da também pintora e sua mulher, Gerda Wegener, que passou a ter plena consciência do seu “eu” interior. Foi naquele momento que ele, usando roupas femininas, sentiu aflorar dentro de si algo que, com o passar do tempo, se transformaria no mais intenso desejo da sua vida: ser uma verdadeira mulher. Esta torna-se uma jornada que o leva a uma lenta transformação numa outra pessoa, obrigando-o a viver uma vida dupla enquanto Einar ou Lili. E é isso que nos é apresentado, as alterações na vida do casal, desde a descoberta dessa necessidade de dar azo a uma nova identidade, até à mudança definitiva de sexo. Portanto, todo o processo da transformação de Einar Wegener em Lili Elbe, em plena Dinamarca e Paris da década de 1920, apesar da intervenção cirúrgica, pioneira na época, ter sido realizada na Alemanha.

A luta de Einar Wegener/Lili Elbe é hoje uma referência para o movimento gay, lésbico, bissexual e transgénero, mas a verdade é que muito poucos conheciam a sua história… Agora, graças ao filme de Tom Hooper, todos ficamos a saber da sua difícil vida. E Hooper não deixa nada ao acaso: a soberba fotografia, o perfeito enquadramento da época, a música sublime de Alexander Desplat, o extraordinário figurino, etc. Sempre com simplicidade e delicadeza, o realizador dá-nos uma obra completa e intensa, desde os dramas do casal até aos preconceitos de que é alvo, já que pessoas como Lili eram, muitas vezes, internadas em manicómios ou submetidas a eletrochoques.

“A Rapariga Dinamarquesa” vive, também e principalmente, de duas grandes interpretações. Tanto Alicia Vikander como Eddie Redmayne são absolutamente exímios. Estou certo de que o filme poderia incorrer num fracasso caso tivesse havido erro de casting quanto à escolha dos seus protagonistas. Felizmente, Vikander e Redmayne completam-se e oferecem-nos dois trabalhos absolutamente avassaladores. Por isso, já vencedor de alguns prémios em pequenos festivais e com o peso de três nomeações nas principais categorias dos Globos de Ouro, dificilmente não terá nomeações para os Oscar, principalmente por estes seus dois grandes papeis.

Por último e para que conste, de referir que o rei da Dinamarca dissolveu o casamento de Lili Elbe, sendo a sua nova sexualidade posteriormente legalizada. Ao longo de dois anos, Lili Elbe foi operada cinco vezes e no final desse processo, solicitou ao rei da Dinamarca que dissolvesse o seu casamento. O pedido foi concedido em 1930, altura em que conseguiu ver legalizada a sua nova identidade. Durante todo o processo, Gerda, que acompanhou de perto toda a transformação, nunca deixou de estar ao seu lado…

Uma história dramaticamente bonita, sem dúvida. A ver num cinema perto de vocês...


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Novo ano, mais um calendário Pirelli. O calendário mais exclusivo do mundo, famoso por apresentar nús sensuais, supermodelos ou estrelas glamourosas de Hollywood, resolveu mudar o conceito em 2016.

A 43ª Edição do Calendário Pirelli 2016, com fotografias de Annie Leibovitz destaca 13 mulheres notáveis nas suas conquistas pessoais e profissionais: sociais, culturais, artísticas e desportivas. Portanto, para este ano, a Pirelli tomou uma direcção totalmente nova, não recorrendo a lindas modelos jovens ou tops famosas e inovando ao apresentar algumas das mulheres mais influentes e inspiradoras, que fazem a diferença no mundo.

A Pirelli, quinta maior produtora de pneus do globo, escolheu as seguintes mulheres para figurar no seu calendário: a actriz Yao Chen (primeira chinesa Embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado da ONU para Refugiados), a top model russa Natalia Vodianova (fundadora da instituição de caridade Naked Heart Russia), a produtora Kathleen Kennedy (presidente da Lucasfilm e uma das figuras mais influentes de Hollywood), a coleccionadora e compradora de arte Agnes Gund, com a neta Sadie Rain Hope-Gund (Presidente Emérita do Museu de Arte Moderna em Nova Iorque), a tenista Serena Williams (número um do mundo na sua categoria), Mellody Hobson (Presidente da Ariel Investments, que apoia projetos de caridade em Chicago), Ava DuVernay (realizadora de cinema que fez, entre outros, “Selma”, indicado para o Oscar de Melhor Filme em 2015), a bloguista Tavi Gevinson (fundadora de Style Rookie e da revista online Rookie), Shirin Neshat (artista visual iraniana), a formadora de opinião, crítica e escritora Fran Lebowitz; a artista, música e performer Yoko Ono; a cantora Patti Smith e a atriz e comediante de stand-up, Amy Schumer. Todas no seu esplendor…

Embora o tema do Calendário Pirelli não se tenha focado nos atributos físicos, o aspecto sensual não foi completamente deixado de parte, apenas explorado de forma diferente. Por exemplo, a actriz Amy Schumer, que posou para Leibovitz apenas de cuequinhas e com um copo de café na mão disse, no vídeo de divulgação do Calendário, que "nunca se havia sentido tão bonita antes". Serena Williams também aparece seminua, embora de costas. E Yoko Onu, de 82 anos, surge de corpete com um decote insinuante e pernas à mostra.

Annie Leibovitz fez questão de destacar que "a marca estética do projecto são as personagens e as suas conquistas e que a mudança conceptual do Calendário era algo já ansiado pela própria Pirelli". Por seu turno, o CEO mundial da Pirelli, Marco Tronchetti Provera, defendeu que ano após ano, a empresa tenta fazer algo diferente. "Este ano, procurámos explorar a beleza feminina de uma nova perspectiva."

E com este post desejo, a todos os leitores e admiradores, um muito feliz ano 2016!!!

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