Foi no passado dia 6 que a célebre ponte lisboeta comemorou o seu 50ª aniversário. Lisboa e Almada ficaram mais próximas em Agosto de 1966, quando a agora chamada Ponte 25 de Abril nasceu no alto dos seus 70 metros e por cima do rio Tejo. Antes conhecida como Ponte Salazar, e designada oficialmente como Ponte sobre o Tejo, é uma ponte pênsil rodo-ferroviária que liga a cidade de Almada à cidade de Lisboa. Ponte pênsil ou ponte suspensa é o tipo de ponte que é sustentada por cabos ou tirantes de suspensão, como é o seu caso.

“Dou graças a Deus e declaro aberta ao tráfego e ao serviço da nação a Ponte Salazar”. Foi assim que, perante cem milhões de pessoas por toda a Europa coladas à televisão para assistir, foi inaugurada a que seria a maior ponte do continente europeu. Depois de ser tocado o hino nacional, de vinte e um tiros se terem ouvido em Almada e de o cardeal Cerejeira ter abençoado a construção, abria, finalmente, “o grande símbolo do futuro”, como descreveu o jornal Diário de Notícias do dia seguinte. O primeiro automóvel a circular ao longo dos quase 2.300 metros do tabuleiro da Ponte, foi um carro da Polícia de Viação e Trânsito, que fazia a segurança do carro onde seguia a mulher de Américo Tomás, Presidente da República na altura, e de um outro carro no qual viajava António de Oliveira Salazar. Só às 15 horas é que o povo português pôde circular na ponte e o primeiro carro “civil” a atravessar a ponte para “a outra banda” foi um Austin-Seven. Nas primeiras dez horas, seguiram-se 50 mil automóveis e cerca de 200 mil pessoas a bordo deles.

A construção de uma ponte que atravessasse o Tejo era um plano bem antigo, mas só nos anos cinquenta é que foram dados passos efetivos nesse sentido. O engenheiro José Estevão Canto Moniz, que viria a ser Ministro da Comunicação, abriu um concurso internacional que recebeu quatro projetos. Em 1960, a empresa norte-americana United States Steel Export Company ganhou os direitos de construção, vinte e cinco anos depois de ter enviado para Portugal um primeiro plano de construção para uma ponte suspensa no rio Tejo. A construção começou em 1962 e terminou quatro anos mais tarde. Muitos compararam-na à Golden Gate, de S. Francisco, nos Estados Unidos, principalmente por causa da cor, da forma e dos materiais da ponte. Mas, na realidade, inspirou-se na ponte erguida na Baía de Oakland, também em São Francisco, pela mesma empresa. Desta, herdou a disposição dos ferros dos pilares, em “X”.

A imponência e a grandeza da Ponte 25 de Abril está bem expressa no facto de, aquando da sua inauguração, era a quinta maior ponte suspensa do mundo e a maior fora dos Estados Unidos. Atualmente, ocupa o 20.º lugar de maiores pontes suspensas do mundo, segundo o site da Ponte.
E como disse, a Ponte 25 de Abril é muito semelhante à Golden Gate, dado possuir a mesma arquitectura de ponte suspensa e, também, a mesma cor. Mas com uma grande diferença: no tamanho (a portuguesa é menor) e na sua construção (a portuguesa é mais recente, tendo a outra sido inaugurada a 27 de Maio de 1937). A também conhecida Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, no Brasil também se assemelha à ponte de Golden Gate e à nossa, porém, teve sua construção iniciada bem antes, assim como a sua abertura - foi inaugurada a 13 de Maio de 1926.
Inicialmente, a ponte servia apenas para a passagem de carros, mas em 1999 foi inaugurado um novo tipo de travessia, através da montagem de um novo tabuleiro a alguns metros abaixo do tabuleiro principal, onde passaram a circular comboios. Ao todo são mais de 2 quilómetros e está montada a 70 metros do nível do rio Tejo.

Parabéns, Ponte 25 de Abril! Há 50 anos a ligar destinos. Fiquem com algumas curiosidades…

Comprimento do vão principal: 1.012,88m
Distância entre amarrações: 2.227,64m
Altura livre acima do nível da água: 70,00m
Altura das torres principais acima do nível da água: 190,50m
Diâmetro dos cabos principais: 58,60cm
Número de fios de aço por cada cabo principal: 11.248
Diâmetro de cada fio de aço, cabo principal: 4,877mm
Comprimento total de fio de aço nos cabos principais: 54.196km
Diâmetro dos cabos secundários: 35,44cm
Número de fios de aço por cada cabo secundário: 4.104
Diâmetro de cada fio de aço, cabo secundário: 4.98mmm
Comprimento total de fio de aço nos cabos secundários: 20.000km
Profundidade do pilar principal sul abaixo do nível da água: 80m
Profundidade do pilar principal norte abaixo do nível da água: 35m


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A moda dos filmes de super-heróis prossegue. Mas não se pense que estes são os bonzinhos do costume. Nada disso! São a “escumalha” criminosa, com poderes fora do normal, que vão salvar o mundo. Confusos? Tudo começa quando o governo dos Estados Unidos ordena o recrutamento dos piores malfeitores para uma importante missão, que visa acabar com uma entidade misteriosa e aparentemente impossível de se derrotar. Ora, numa missão quase impossível, é exactamente isso que o governo precisa, de bandidos que praticamente não têm nada a perder. Mas uma questão se põe: será que eles estão mesmo dispostos a arriscarem as suas vidas em nome da lei que repugnam?

O realizador e argumentista David Ayer, entra no universo DC e faz um filme de super-heróis com o chamado factor «over the edge», vertigem, limite. Cronologicamente, o filme coincide com a altura em que o mundo ainda está a gerir o confronto entre Batman e Super-Homem. Com a suposta morte deste último, uma agência secreta governamental cria uma força de combate, mais tarde apelidada de Esquadrão Suicida, composta por super-vilões encarcerados numa prisão de alta segurança e com poderes variados. A sua grande missão é a de enfrentar o espírito de uma bruxa com feitiços demoníacos e capaz de lançar o caos numa cidade vizinha de Gotham. O governo americano tinha decidido pôr em prática o ambicioso plano de Amanda Waller (Viola Davis), que tinha selecionado uma série de temíveis criminosos, convencida de que poderia formar uma equipa para combater forças sobre-humanas.

Os escolhidos são Deadshot (Will Smith), Harley Quinn (Margot Robbie), Boomerang (Jai Courtney), El Diablo (Jay Hernandez), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Slipknot (Adam Beach) e Magia (Cara Delevingne), que se juntam a duas peças das forças do governo, Rick Flag (Joel Kinnaman) e Katana (Karen Fukuhara). Forma-se, assim, o improvável Esquadrão Suicida.

Para além de muita acção e efeitos especiais, o grande destaque deste “Esquadrão Suicida” é Margot Robbie. Divertida, fatal e perturbada, para além de lindíssima, a personagem é extraordinariamente complexa e dá à atriz a oportunidade de brilhar, roubando a cena sempre que aparece. Além de Margot e de Will Smith, destaque também para o convincente desempenho de Viola Davis. Ela cria uma Amanda ameaçadora e dúbia, conseguindo impor-se perante figuras muito mais poderosas. Quanto ao Joker de Jared Leto, ele não pretende superar nenhum anterior, pois surge bem diferente. Mais punk na atitude e no look, mas igualmente tresloucado. Gostei!

No final, não abandonem logo a sala: a seguir aos primeiros créditos finais, há uma cena extra que já faz a ponte para “Justice League”, o filme que junta os principais super-heróis da DC. Quanto ao sucesso deste “Suicide Squad”, que está a ser enorme, parece que a Warner Bros. Pictures já começou a fase de pré-produção de “Esquadrão Suicida 2”. O realizador David Ayer e o actor Will Smith, já estão em negociações para regressarem ao título. As filmagens desta sequência estão a ser planeadas para o ano que vem. Aguardem… E até lá, não percam nos cinemas este fantástico “Esquadrão Suicida”.

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A artista coreana e ilustradora, Na Young Wu, tem a resposta, pois recriou princesas da Disney com características orientais.

Apelidada de Obsidian, Na Young Wu criou algumas ilustrações das histórias mais famosas, entre as quais muitas da Disney de ontem e de hoje, reinterpretando-as completamente ao mais puro estilo oriental, através do prisma dos cânones da moderna ilustração animada coreana, também conhecida como "manhwa".

“A Pequena Sereia” e “Branca de Neve” são algumas das princesas que compõem este elenco fabuloso, que nos transportam para o mundo da fantasia, verdadeira e totalmente reinventado ao estilo asiático.

Espero que, tal como eu, fiquem surpreendidos e admirados com a beleza que irradiam tais ilustrações.

"A Bela e o Monstro"



"Branca de Neve"



"O Capuchinho Vermelho"



"A Princesa e o Sapo"




"Alice no País das Maravilhas"



"A Pequena Sereia"



"Frozen"


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Matt Damon regressa ao seu papel mais icónico em “Jason Bourne” e revitaliza saga. Paul Greengrass, o realizador de "A Supremacia Bourne" e "O Ultimato Bourne", junta-se novamente a Damon para outro capítulo da série Bourne da Universal Pictures, na qual encontramos o ex-agente mais letal da CIA retirado das sombras e das brumas da sua memória... Ao ser lançado em 2002, acabou por vir a revolucionar, quase que sem querer, o género de filmes de espionagem. Após o primeiro filme da saga, nem mesmo James Bond conseguiu ser mais o mesmo.

O novo Bourne é já o quinto filme da série, contudo, o quarto com Jason Bourne. Depois de “O Legado de Bourne”, de Tony Gilroy, em 2012, os produtores acharam que era importante voltar à personagem original de Bourne, Jason Bourne, ou seja, trazer de volta o actor que melhor o personificava, Matt Damon. O problema, claro, era o de convencer o actor para mais uma sequela. Foram precisos dois anos e as receitas pouco estrondosas de “O Legado de Bourne”, com Jeremy Renner a fazer de Aaron Cross, um colega de Jason, para que Paul Greengrass e Matt Damon voltassem a reunir-se para Bourne, nove anos depois de “Ultimato”, o último filme da série. Curiosamente, este é o primeiro que não se baseia diretamente num livro de Robert Ludlum…

A inabilidade da personagem em trazer ao de cima os seus traumas e memórias, preenche todo este quinto filme da saga. Afinal, a caracterização de Damon como o assassino sem memória do passado e treinado pela CIA foi sempre um dos responsáveis pelo sucesso da série. Mas o melhor deste “Jason Bourne” é a participação de Alicia Vikander, como a profissional da CIA, que nos faz crer ser uma grande patriota, mas que se revela uma perfeita self-made woman, ambiciosa e determinada. Além de Vikander, temos Stiles, que repete o papel pela terceira vez- Todo um elenco respeitável que ainda conta com Tommy Lee Jones e Vicent Cassel.

E, claro, temos acção! Muita acção, com as duas principais sequências a fazerem subir o nível dos nossos nervos. A primeira, passada na Grécia, joga com a ideia de vigilância global e resulta empolgante quando nos é sonegada informação visual com fogos e fumo. A segunda, ocorre no clímax, em Las Vegas. E mais não revelo, pois já sabemos do que Greengrass é capaz de fazer com a sua câmara “nervosa”.
Portanto, se já não se lembram de um filme eletrizante, podem ter a certeza de que este novo filme da saga Bourne, é tudo isso e muito mais. E estreou ontem!

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Não restam dúvidas! O jogo virtual “Pokémon Go” está a tomar conta do Verão… Parece que todo o mundo está alucinado com este jogo que mistura elementos virtuais com o mundo real, recorrendo ao sistema GPS.

Agora, os super coloridos Pokémons migraram do universo dos “gamers” para o da Moda, através das imagens de campanhas da Prada, Balmain, Gucci, Dolce & Gabbana ou Chanel que, apesar de não serem novas, foram redescobertas. Tudo porque o canadiano Francis Phommisai, autor da página Pokemon&Fashion, tem vindo a fazer e a apaixonar o mundo da moda.

Por isso, vemos imagens de campanhas publicitárias de algumas grandes marcas transformadas em “Pop Art”, com os Pokémons adicionados às fotografias. Francis disse que esta sua intervenção artística representa a paixão que nutre pelos dois mundos.

pikachus e jigglypuffs ao lado de modelos como Joan Smalls, Cara Delevingne, Claudia Schiffer, Kendall Jenner ou Léa Seydoux. Todas as montagens são muito bem-feitas, tanto na qualidade, como na escolha dos Pokémons. O único senão é que o Tumblr não é lá muito actualizado... Podem passar semanas até que Francis ponha uma montagem nova. Mas vejam o seu trabalho giríssimo em algumas das imagens que seleccionei. Podem conhecer mais do seu trabalho aqui: http://pokexfashion.com/














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Trinta anos depois do sucesso do clássico, "Caça-Fantasmas" está de volta e revitalizado para uma nova geração. O realizador Paul Feig combina todos os elementos paranormais que tornaram a série tão adorada e divertida, com um elenco de novas personagens, interpretadas pelos atores mais divertidos da actualidade.

Numa indústria dominada por sequências, re-filmagens e “reboots”, que investe muito no imaginário conhecido (devido ao grande potencial económico da nostalgia), não resulta nada surpreendente este retomar da franquia. Protagonizado por um novo elenco? Tinha de ser! Mas composto por mulheres? Ora, e porque não? Contrariando alguns preconceitos de que as mulheres não sabem fazer rir, o novo filme reúne quatro das actrizes mais engraçadas de hoje: além de Melissa McCarthy (parceira frequente do mesmo realizador, Paul Feig) e Kristen Wiig (eficaz até no pouco sucedido "Zoolander 2"), este novo “Caça-Fantasmas” conta ainda com a prestação das admiráveis Kate McKinnon (embora pouco familiar, ela é um dos nomes responsáveis por renovar o humor do tradicional "Saturday Night Live") e Leslie Jones (que ganha, finalmente, um papel de destaque no cinema).

Erin Gilbert (Kristen Wiig) e Abby Yates (Melissa McCarthy), são um par de autoras não reconhecidas que escreveram um livro que assumia que os fantasmas existem e são reais. Alguns anos se passam após a sua edição, e Gilbert consegue um desejado cargo de professora na muito prestigiada Universidade Columbia, onde é muito bem-sucedida até que o seu livro ressurge e ela vem a ser ridicularizada por todo o pessoal académico. Gilbert reúne-se novamente com a sua amiga Yates, com a sua nova parceira, Jillian (Kate McKinnon) e uma funcionária do metropolitano de Nova Iorque, Patty (Leslie Jones). A partir daí, Gilbert recebe a sua doce vingança de tudo e de todos quando os fantasmas invadem Manhattan, cabendo a ela e à sua equipa ter de salvar o mundo.

E não se pense que este novo “Caça-Fantasmas” fica a perder diante dos dois Ghostbusters anteriores, antes pelo contrário. Feig subverte a premissa do original e actualiza-a, sem deixar de prestar as devidas homenagens. Com este "Caça-Fantasmas", o que Feig faz é transformar a anterior disputa de classes numa disputa de géneros e preconceitos, juntando a morena, a loira, a negra e a ruiva (e ainda a gorda), numa sucessão de provocações contra o status quo do machismo, para consumar o girl power. Tal até se constata quando elas, no comando, mandam no “Vingador Thor” Chris Hemsworth, muito cómico no papel de Kevin, o “louro burro” que secretaria o grupo.

Portanto, independente do que se pense sobre questões de identidade de género, o espectador vai encontrar no novo "Caça-Fantasmas" um filme que não se limita a dar uma nova roupagem ao velho. Na verdade, o grande tributo que Feig presta ao original é, precisamente, não ousar replicá-lo. Por isso, seja uma nova geração, sejam os fãs de sempre, fiquem com a certeza de que, sobretudo, este “Caça-Fantasmas” é um filme “monstruosamente” divertido.


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Esta marca automóvel, que nasceu durante a Segunda Guerra Mundial, é hoje sinónimo de veículos de luxo para todo o tipo de terreno. A Jeep, actualmente uma divisão da FCA Fiat Chrysler, está a comemorar 75 anos com uma edição limitada para vários dos seus modelos: Compass, Cherokee, Grand Cherokee, Renegade, Wrangler e Wrangler Unlimited. Esta série especial do seu 75º aniversário usa tons exclusivos de verde na carroçaria e traz itens como rodas com acabamento em bronze acetinado, detalhes externos em bronze e laranja, emblemas 1941 – Seventy Five Years e interiores com acabamento diferenciado, em couro ou tecido, de acordo com o modelo. Com estreia no último Salão de Detroit, estas edições irão chegar às concessionárias dos EUA ao longo deste trimestre. Ainda não se sabe quando no resto do mundo, Portugal incluído…

A Jeep nasceu de uma encomenda do exército norte-americano, feita em 1940, para um “veículo leve de reconhecimento”. A Willys-Overland, assim como a American Bantam e a Ford mostraram protótipos, mas os testes feitos levaram o exército a optar pela Willys como principal fornecedora. Surgiram, então, os modelos MA e MB, em 1941, os primeiros Jeeps para exclusivo uso militar. Quatro anos depois, começavam as vendas do CJ-2A, o Jeep civil, a que se seguiu o duradouro CJ-5, produzido até os anos 70 em mais de 600 mil unidades. A marca Jeep original só veio a assumir o seu nome anos depois, tornando-se uma marca registada.

Na década de 1960, a Jeep diversificou a sua linha com a pickup Gladiator e a carrinha Wagoneer (que lançou a primeira tracção integral permanente e automática). O utilitário desportivo Cherokee só chegou em 1973, com duas portas e proposta de lazer, que seria acentuada mais tarde, em 1984, com a sua segunda geração. Por seu turno, o Jeep original evoluía para o CJ-7, em 1976, e para o Wrangler, em 1987. A partir deste ano, a Jeep passa a fazer parte do grupo Chrysler (hoje, grupo FCA, sigla para Fiat Chrysler Automobiles). O Grand Cherokee de 1992 representava a evolução da ideia da Wagoneer; hoje, este modelo está já na sua quarta geração. Em 2014, surgia o Renegade, o mais novinho da família, já sob alçada da Fiat. Com o lançamento mundial do Renegade no segmento de SUVs compactos, a Jeep dava continuidade ao maior plano de expansão nos, então, seus 74 anos de história.

Ao longo de 75 anos, os veículos da Jeep têm sido protagonistas de diversos episódios, graças à robustez, eficiência e carisma que sempre os caracterizaram. A receita veio a ser ainda mais acentuada com elementos de conforto, segurança e sofisticação adicionados aos modelos mais recentes. O seu sucesso foi sempre tão grande que, em Portugal, qualquer veículo todo terreno é, ainda hoje, chamado de “Jipe”. Parabéns por um aniversário recheado de êxitos, Jeep!


Ao longo da história...



A "família" edição especial do 75º aniversário




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Eis uma história que já foi contada inúmeras vezes. Há personagens que nunca morrem e vão sendo recuperadas por “reeboots” ou novas abordagens. Desta vez, trata-se de uma continuação da história, com "flashbacks" a lembrar o original animado da Disney. Passaram já muitos anos desde que o homem, outrora conhecido por Tarzan, trocou a selva Congolesa pela vida londrina, como John Clayton III, Lord Greystoke (Alexander Skarsgard), na companhia da sua amada mulher, Jane Porter (Margot Robbie). Convidado a regressar a África e ao Congo, no papel de Emissário do Parlamento, John desconhece que vai assumir o papel de peão num perigoso jogo de ganância e vingança, orquestrado pelo belga Leon Rom (Christopher Waltz) e pelo Chefe Mbonga (Djimon Hounsou), respectivamente.

Realizado por David Yates (o mesmo de “Harry Potter e a Ordem da Fénix”, “Harry Potter e o Príncipe Misterioso”, “Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 1 e 2”), este filme de aventura readapta a história clássica criada por Edgar Rice Burroughs, em 1912, sobre o jovem órfão criado por gorilas, que cresceu para se tornar um herói da selva e dos povos indígenas. Christoph Waltz é o vilão de serviço e Samuel L. Jackson o americano que vem dar o tom cómico ao filme.

O filme, que estreou esta semana em Portugal, é um daqueles "blockbusters" de verão, por isso, é assim que devemos considera-lo e não como uma expectável obra prima de David Yates, tal como fez com os últimos quatro volumes de "Harry Potter".

“A lenda de Tarzan” parte do pressuposto de que toda a gente conhece a história de Tarzan e, por isso, vai ilustrando-a com "flashbacks" do seu passado, mas tal pode ser errado, sobretudo para as gerações mais novas. E isso pode resultar em algum aborrecimento, dado que é na essência da personagem que a ação de Tarzan se torna mais empolgante. Por exemplo, Tarzan comunica melhor com animais do que com os humanos, e essa é outra parte pouco desenvolvida...

Mas o filme entretém, acreditem. As paisagens são magníficas, os animais são sublimes e muito realistas e as poucas vezes em que Tarzan se pendura nas lianas dão uma sensação de expansão e liberdade, que nos impelem a “voar” com ele…

Este Tarzan parece mais próximo de demonstrar sentimentos que alguma vez já vimos na personagem (sem contar com o da Disney). E a Jane, quando fica à mercê de Leon Rom, nem por isso é a típica donzela em apuros, mostrando atitude e garra. Quanto às personagens secundárias, Leon Rom, no Congo, a fazer cumprir ordens do Rei Leopoldo da Bélgica, e George Washington Williams, o norte-americano que alerta Tarzan para a situação no Congo, muito bem retratados por Cristopher Waltz e Samuel L. Jackson, baseiam-se em personagens verídicas de Burroughs, embora se denote que tenha havido alguma liberdade criativa neste “A Lenda de Tarzan”.

Concluindo, Tarzan tornou-se um homem mais séria e sisudo, mas graças ao amigo Williams, conseguimos ver nele outras nuances que nos permitem criar empatia com o protagonista. E sim, ele também faz o famoso grito, algures. No final, este filme, ao contrário de outros congéneres, acaba por fazer sentido e tem muitas coisas para se gostar e desfrutar.

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Foi há 70 anos que o mundo ficou a conhecer o biquíni, apresentado pela primeira vez em Paris. O tamanho reduzido do conjunto fez escândalo na altura e só quando algumas atrizes famosas lhe vieram dar corpo é que se tornou num sucesso mundial até aos dias de hoje.

A 5 de Maio de 1946, Micheline Bernardini, uma dançarina do Casino de Paris, posou na piscina de Molitor, em Paris, vestida apenas com duas pequenas peças de roupa. A indumentária reduzida fora registada por Louis Réard, um engenheiro francês que na época administrava a loja de lingerie da mãe na capital francesa. O sugestivo nome de biquíni veio-lhe devido ao atol de Bikini, no Oceano Pacífico, onde os Estados Unidos estavam a fazer os testes com a bomba de hidrogénio.

Ora, tal inspiração ocorreu-lhe porque Louis Réard pensou que aqueles quatro triângulos feitos de apenas 194 cm quadrados de tecido iriam ser uma verdadeira “bomba atómica” nas praias e nos costumes dos franceses (e um pouco por todo o mundo). Sem querer, o engenheiro antecipara-se ao designer de moda francês Jacques Haim, que também estava a produzir um desenho parecido, mas com uma pequena grande diferença: o modelo de Réard era mais reduzido e deixava o umbigo evidentemente à mostra. Até o nome escolhido por Heim ia no mesmo sentido: chamava-se “Atome” (átomo, em francês). Esta coincidência e diferença de dimensões entre os dois deu origem a uma piada popular. Na altura, dizia-se por Paris que o “biquíni” tinha dividido o “átomo”.

Mas devido à quase nudez feminina, o escândalo foi tal que fez com que as vendas dos primeiros biquínis fossem muito fracas. As novas duas peças só começaram a ganhar popularidade quando atrizes como Brigitte Bardot, Marilyn Monroe ou Jayne Mansfield começaram a posar de umbigo à mostra. E quando Ursula Andress, no filme “Dr. No” da saga 007, saía da água envergando um biquíni branco, a fama do biquíni disparou para nunca mais abandonar os corpos femininos de verão, apesar de fenómenos de moda pontuais. Como foi o caso do fato de banho completo que regressou, volta graças a um célebre exemplar vermelho usado por Pamela Anderson na série “Marés Vivas”. Mas Halle Berry veio fazer homenagem à colega, no filme de 007 "Die Another Day", exuberantemente envergando um biquíni retro.

Já lá vão 70 anos… Embora o seu lançamento tenha deixado os mais conservadores de cabelos em pé, não houve como impedir que a moda lançada pelo francês Louis Reard viesse a conquistar as mulheres de todos os continentes. O novo século tem trazido re-leituras de todas as décadas e tornou este simples traje numa peça muito democrática.

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Quem diria… Até em matéria de coisas estranhas, somos muito bons. Numa lista dos 50 edifícios mais estranhos do mundo, uma casa entre quatro rochedos surge em primeiro lugar. E é lusa!

A casa mais estranha do mundo é, portanto, portuguesa e pertence à família Rodrigues, que a mandou construir em 1974. Tudo aconteceu num belo dia de Primavera, quando a família Rodrigues foi dar um passeio pela serra de Fafe. Quando se depararam com os quatro penedos, o pai Rodrigues pôs-se logo a idealizar ali uma casa...

Adquirido o terreno, a "Casa do Penedo" acabou por surgir mesmo ali, nas montanhas entre Fafe e Celorico de Basto. E hoje, passados 42 anos, continua a uso. Actualmente, a família utiliza-a apenas no período de férias e aos fins-de- semana, mas, infelizmente para os Rodrigues, são muitos os turistas de todo o mundo que ali acodem motivados pela curiosidade. E não é de estranhar, face à sua originalidade e beleza. Muitos dizem tratar-se da verdadeira casa dos Flinstones!

Tal como o exterior, o interior apresenta também um estilo rústico, com a mobília, as escadas e o corrimão todos feitos de troncos de árvores. O sofá é feito em betão e madeira de eucalipto, pesando 350 Kg. Ainda sem electricidade, o que aquece a casa no Inverno é a lareira que possui.

Mas nem tudo são rosas… Nos últimos anos, devido à notoriedade que tem vindo a receber através das redes sociais, a casa tem sido alvo de alguns actos de vandalismo. Contudo, a família Rodrigues tudo faz para manter a “Casa do Penedo” o mais operacional possível. Razão pela qual a porta, de aço, pesa à volta de 400 quilos e os vidros das janelas são agora à prova de bala. Foi na Internet que os Rodrigues ficaram a saber serem possuidores de "uma das casas mais loucas do mundo". A partir daí, os curiosos tentam levar tudo. “Até o sofá já levaram. Por isso, fiz um sofá que pesa uns 350 quilos, com cimento e tronco de eucalipto", argumenta Vítor Rodrigues, filho do comprador do terreno, entretanto já falecido.

Espero que este meu artigo não vá incomodar ainda mais os Rodrigues, mas não deixa de ser um “mimo”, esta casa. E podem apreciá-la aqui, nas imagens…








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Quem não se lembra da mítica Bola Nivea? Alta e imponente, ela reinava nas praias portuguesas e fez parte do nosso imaginário infantil e juvenil. Era nesta bola que todos combinavam encontros com os amigos, numa era sem smartphones, nem beepers. E não havia que enganar: "encontramo-nos ao pé da Bola Nivea", dizíamos…

Essa "majestosa" torre foi testemunha de muitos encontros, namoros e brincadeiras, durante imensos Verões. Muita vida acontecia à sua volta… A Bola Nivea tornou-se ponto de referência em todas as praias deste nosso Portugal. Era uma espécie de posto de vigia patrocinado pela célebre marca da lata azul. Um verdadeiro “farol” num mar de gente, de toalhas e areia.

Embora a Bola Nívea esteja extinta das nossas praias, marcou toda uma geração. No tempo em que só havia “Olá” de laranja, “Olá” de ananás, Super Maxi e Epá, e fazíamos o famoso pedido “dá-me uma chupa, vá lá”. Numa altura em que se jogava ao prego na sombra dos toldos… em que a vida era bem mais simples. Tudo o que precisávamos para ser mais felizes estava ali, a escassos passos daquele ícone.

A grande bola azul foi mesmo um marco! Capaz de servir de localização, de ponto de encontro e até de sombra. Embora fosse muito mais do que um meio de divulgação da marca, o certo é que quem se lembrou de tal estratégia de marketing foi sobejamente bem sucedido. Conseguiu colocar a marca na boca de toda a gente, passando a fazer parte da nossa cultura de então, finais da década de 70 e toda a de 80.

Uma bola azul, que embora solitária, nos fez muita companhia. E tantas histórias ela teria para contar... Tornou-se, de facto, num símbolo nacional e persiste na nossa memória. Foi rainha numa altura em que não havia telemóveis… RIP!


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Estamos muito habituados a pensar em vinho tinto ou branco, assim como rosé, mas uma marca chamada GIK está prestes a virar tudo do avesso…
Feito a partir de uvas cultivadas em La Rioja, León e Castilla-La Mancha, em Espanha, o extraordinário vinho GIK é de cor azul, daquele tom forte para ser mais específico. A marca espera, com esta novidade, vir a seduzir os consumidores mais jovens, que podem não aderir aos vinhos convencionais.

Sem tradição viticultora, um grupo de seis amigos espanhóis inovam o mundo da enologia ao produzir o GIK, primeiro vinho de cor azul do mercado, como resultado de um desafio. O vinho demorou dois anos a ser desenvolvido, e os jovens tiveram ajuda de pesquisadores da Universidade do País Basco e do departamento de pesquisa alimentar do governo basco.

"O mundo do vinho leva séculos sem mudanças", diz Aritz Lopez, de 22 anos, um dos sócios da GIK Live, de Bilbao e estudante de Publicidade e Relações Públicas. "Nós não gostamos da aura que normalmente rodeia o vinho, sempre com a obsessão quanto à denominação de origem. Não tem nenhuma tabela ou envelhecimento: misturamos diferentes uvas. Não é de sobremesa ou aperitivo, cada um bebe-o quando quer. E não tem denominação de origem, porque trabalhamos com várias vinícolas”. Bom, razão pela qual os puristas possam vir a dizer, então, que não se trata de vinho. “É claro que é vinho”, defende Lopez, “mas simplesmente não é um vinho típico. É um vinho para todos, sem regras ou preconceitos, sem convenções herdadas. GIK é um ato de revolução poética, e azul é a bandeira perfeita para esta revolução", diz, reivindicando uma cor associada com a mudança, fluidez e tecnologia. E parte diversão.

A cor azul é obtida a partir de pigmentos naturais. Ao trabalharem o desenvolvimento do seu produto, com um vinho de base púrpura, feito a partir de uvas brancas e uvas vermelhas, em seguida descobriram que a pele da uva tem um pigmento azul chamado “antocianina”, e depois um outro, o “indigocina”. Assim, a partir de uma base de mistura com uvas brancas e tintas, é acrescentado o tal pigmento “antocianina”, extraído a partir da pele das uvas vermelhas. Depois adiciona-se um outro pigmento orgânico, o “indigocina” e, por fim adoçantes naturais “não calóricos”. GIK é, por isso, fácil de beber, doce, com 11,5 ° de álcool e azul.

Num ano, já foram vendidas 70 mil garrafas e, neste momento, são produzidas mais de 16 mil garrafas por lote. O GIk já se encontra disponível em bares e restaurantes na Alemanha, França, Holanda e Suíça, chegando agora a Portugal através do canal online. Segundo a marca, este novo vinho tem tudo para ser o "hit" do Verão. Recomenda-se que seja servido bem frio, devido à sua doçura… Quem quiser experimentar, pode comprar uma garrafa do vinho azul pelo e-mail ventas@gik.blue


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