Depois de Hollywood no ter trazido filmes de animação com peixes-palhaço e pássaros zangados com porcos verdes, chegou a vez dos cães e gatos, que apresentam uma vida tremendamente agitada assim que os donos viram costas. 2016 está a ser um fantástico ano para as longas-metragens animadas e na lista dos doze filmes mais rentáveis do ano, até ao momento, nos Estados Unidos, seis deles não são de imagem real. No topo está “À Procura de Dory”, da Pixar. Na quarta posição aparece “O Livro da Selva” e na quinta “Zootrópolis”. Depois, há este recém-estreado “A Vida Secreta dos Nossos Bichos” em sétimo lugar, “O Panda do Kung Fu 3” em nono e o “Angry Birds – O Filme” na posição 11. Bem, a “A Vida Secreta dos Nossos Bichos”, da Illumination (a mesma de “Gru, o Maldisposto” e dos respectivos Mínimos), conseguiu uma proeza - a sua estreia nos EUA bateu um recorde ao ter conseguido, no primeiro fim de semana em exibição, ultrapassar os 320 milhões de dólares, representando o melhor resultado de sempre para uma obra não integrada numa saga. E eis que o filme chega hoje a Portugal…

Num edifício de apartamentos, em Manhattan, a vida para os habitantes domésticos de quatro patas começa a ser interessante quando os seus donos saem para o trabalho. A rotina consiste em partilhar histórias humilhantes sobre os humanos e treinar olhares adoráveis que resultem em mais biscoitos. O líder do grupo é Max, um esperto e determinado Terrier, que vê a sua posição ameaçada pelo recém-chegado Duke, um desajeitado cão, sem raça e sem educação. Rapidamente, os rivais são obrigados a juntar forças quando descobrem que Snowball, um adorável, mas terrível coelhinho branco, está a reunir um exército de animais de estimação abandonados para se vingarem da humanidade.

A história cativa miúdos e graúdos. O destaque vai para o coelho Snowball, com aparência de coelhinho fofinho, mas que de inocente não tem nada. Na verdade, ele é o “mau” da fita e passa boa parte do filme a perseguir Max e Duke. Há várias outras personagens interessantes, como a gata Chloé e a cadela secretamente apaixonada por Max, a pequena e valente Gidget, que contribuem para trazer uma boa e contagiante disposição. A relação que as personagens vão criando connosco é directa e firme, com quem estabelecemos uma imediata identificação emocional.

Como disse ao início, o sucesso desta animação tem sido tão grande, que não é de espantar que a Universal Pictures tenha já anunciado uma sequela. Chris Renaud será novamente o responsável pela realização do novo filme, que contará também com o regresso do argumentista Brian Lynch. E a Illumination até já anunciou a previsão de estreia: 13 de Julho de 2018.

Portanto, estejam certos de que “A Vida Secreta dos Nossos Bichos” é animação da boa, com personagens divertidos e um ritmo bem composto. Acreditem, é difícil sair aborrecido da sala após vermos esta animação de verão. E ainda tem um bónus! Atentem à exibição de uma curta metragem dos Minions (ou Mínimos) antes do filme… Mas, sobretudo, divirtam-se!

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Já começa a ser tradição, chega o Verão e a edição anual “The Body Issue”, publicada pela ESPN norte-americana, tira a roupa a alguns dos seus atletas conterrâneos. O foco é sempre o mesmo: como as práticas desportivas causam impacto no corpo humano.

Esta edição de 2016 foi lançada com estrelas olímpicas que estampam as páginas da revista com as suas formas esculpidas com muito suor e dedicação, além de falarem sobre a relação que têm com o próprio corpo.

De entre os atletas que aceitaram o desafio, destaque para Greg Louganis, HIV positivo e com 56 anos, e para Chris Mosier, o primeiro transsexual a posar para o projecto. Na lista, há ainda Dwyane Wade, Jake Arrieta, Elena Delle Done, Conor McGregor, Claressa Shields, Nathan Adrian e muito mais. Fiquem a conhecer estes e outros, em imagens belíssimas…


O nadador Nathan Adrian






A corredora de obstáculos Emma Coburn







O jogador de basebol Jake Arrieta






A surfista Courtney Conlogue






O jogador de futebol americano Antonio Brown




A jogadora de basket Elena Delle Donne




O competidor de motocross Ryan Dungey






A atleta de luta-livre Adeline Gray




O saltador ornamental de trampolim Greg Louganis








A jogadora de futebol Christen Press




O lutador de UFC (Ultimate Fighting Championship) Conor McGregor






A esgrimista Nzinga Prescod




O jogador de basket Dwyane Wade






A jogadora de volei de praia April Ross




O triatleta Chris Mosier






A boxeadora Claressa Shields




O jogador de futebol americano Von Miller




A paratriatleta Allysa Seely






E o jogador de futebol americano Vince Wilfork


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Eis um bom filme de verão, que nos vai fazer pensar antes de entrarmos novamente na água. Pois, aqui também não era expectável haver um dos maiores predadores marinhos a rondar...

Numa zona recôndita da costa mexicana, Nancy Adams (Blake Lively), estudante de medicina e praticante de surf, consegue encontrar a praia secreta que era o local favorito da sua mãe, recentemente falecida de cancro. Sabendo que é sempre perigoso andar sozinha por lugares desconhecidos, ela decide correr o risco quando a sua companheira de viagem fica a dormir, após uma noite de farra. Ao ligar para casa, diz ao pai e à irmã que encontrou o lugar especial que tanto procurava e faz-se ao mar. Eis que descobre uma carcaça de uma baleia moribunda. Logo de seguida, um súbito
ataque deixa-a ferida e isolada numa rocha dos baixios daquela praia secreta, a duzentos metros de terra firme. Entre Nancy e a salvação encontra-se um grande tubarão branco que defende o seu território de caça. E a maré vai subir...

Kate Lively vive uma improvável, mas vibrante aventura de uma jovem que, numa praia paradisíaca, encontra a mais temível companhia: um tubarão branco. Não nos deixa de vir à memória, o clássico “Tubarão” de Spielberg, mas de comum apenas tem o facto de termos um tubarão que não desiste de investir, nada mais. Contudo, “Aguas Perigosas” não deixa de ser um interessante exercício de suspense e terror.

“É um típico filme de ataque de tubarões. O espectador sabe que o tubarão vai atacar uma e outra vez. Como dizia Hitchcock, o medo não se cristaliza no ataque. O que suscita medo é a antecipação do ataque. Foi divertido trabalhar esse aspecto. Quando a câmara está debaixo de água e olhamos para uma pessoa que está à superfície, temos uma perspectiva assustadora”, afirma a actriz.

Tal como acontecia em “Gravidade” com Sandra Bullock, salvaguardadas todas as diferenças, este é um filme que usa a sua actriz principal de forma sábia para que seja a acção a conduzir os eventos e a nos fazer sofrer e vibrar com eles. E o realizador Collet-Serra, habituado a desenvolver "thrillers", faz bom uso das últimas tecnologias, nunca esquecendo o estado primitivo do ser humano, o do instinto de sobrevivência. A progressão do drama pessoal da protagonista, que vai fazer surf para encontrar paz, torna-se num suspense de primeira sobre o ser humano contra a natureza. Não se pense que a história se resume a uma mulher contra um predador, mas sim contra toda uma série de contratempos que vai encontrando, sejam medusas, recifes de coral cortantes, etc. E, com isso, vamos tendo a dose certa de momentos tensos… Resumindo, Blake Lively entrega-nos uma actuação grandiosa e o realizador Jaume Collet-Serra um suspense de primeira. A fotografia é sublime!

“Águas Perigosas” apresenta algumas novidades menos agradáveis, como um final extremamente forçado, mas que passa bem naquilo a que o filme se propõe: aterrorizar-nos. E vem provar-nos que não é necessário muito para fazer um filme competente, com uma trama q.b. e cenas de suspense que nos vão prender à cadeira. Por isso, sem ter a pretensão de fazer história no cinema como o “mítico” filme que já mencionei, “Águas Perigosas” é extremamente eficaz naquilo a que se propõe: suspense e entretenimento. A ver!


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Foi no passado dia 6 que a célebre ponte lisboeta comemorou o seu 50ª aniversário. Lisboa e Almada ficaram mais próximas em Agosto de 1966, quando a agora chamada Ponte 25 de Abril nasceu no alto dos seus 70 metros e por cima do rio Tejo. Antes conhecida como Ponte Salazar, e designada oficialmente como Ponte sobre o Tejo, é uma ponte pênsil rodo-ferroviária que liga a cidade de Almada à cidade de Lisboa. Ponte pênsil ou ponte suspensa é o tipo de ponte que é sustentada por cabos ou tirantes de suspensão, como é o seu caso.

“Dou graças a Deus e declaro aberta ao tráfego e ao serviço da nação a Ponte Salazar”. Foi assim que, perante cem milhões de pessoas por toda a Europa coladas à televisão para assistir, foi inaugurada a que seria a maior ponte do continente europeu. Depois de ser tocado o hino nacional, de vinte e um tiros se terem ouvido em Almada e de o cardeal Cerejeira ter abençoado a construção, abria, finalmente, “o grande símbolo do futuro”, como descreveu o jornal Diário de Notícias do dia seguinte. O primeiro automóvel a circular ao longo dos quase 2.300 metros do tabuleiro da Ponte, foi um carro da Polícia de Viação e Trânsito, que fazia a segurança do carro onde seguia a mulher de Américo Tomás, Presidente da República na altura, e de um outro carro no qual viajava António de Oliveira Salazar. Só às 15 horas é que o povo português pôde circular na ponte e o primeiro carro “civil” a atravessar a ponte para “a outra banda” foi um Austin-Seven. Nas primeiras dez horas, seguiram-se 50 mil automóveis e cerca de 200 mil pessoas a bordo deles.

A construção de uma ponte que atravessasse o Tejo era um plano bem antigo, mas só nos anos cinquenta é que foram dados passos efetivos nesse sentido. O engenheiro José Estevão Canto Moniz, que viria a ser Ministro da Comunicação, abriu um concurso internacional que recebeu quatro projetos. Em 1960, a empresa norte-americana United States Steel Export Company ganhou os direitos de construção, vinte e cinco anos depois de ter enviado para Portugal um primeiro plano de construção para uma ponte suspensa no rio Tejo. A construção começou em 1962 e terminou quatro anos mais tarde. Muitos compararam-na à Golden Gate, de S. Francisco, nos Estados Unidos, principalmente por causa da cor, da forma e dos materiais da ponte. Mas, na realidade, inspirou-se na ponte erguida na Baía de Oakland, também em São Francisco, pela mesma empresa. Desta, herdou a disposição dos ferros dos pilares, em “X”.

A imponência e a grandeza da Ponte 25 de Abril está bem expressa no facto de, aquando da sua inauguração, era a quinta maior ponte suspensa do mundo e a maior fora dos Estados Unidos. Atualmente, ocupa o 20.º lugar de maiores pontes suspensas do mundo, segundo o site da Ponte.
E como disse, a Ponte 25 de Abril é muito semelhante à Golden Gate, dado possuir a mesma arquitectura de ponte suspensa e, também, a mesma cor. Mas com uma grande diferença: no tamanho (a portuguesa é menor) e na sua construção (a portuguesa é mais recente, tendo a outra sido inaugurada a 27 de Maio de 1937). A também conhecida Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, no Brasil também se assemelha à ponte de Golden Gate e à nossa, porém, teve sua construção iniciada bem antes, assim como a sua abertura - foi inaugurada a 13 de Maio de 1926.
Inicialmente, a ponte servia apenas para a passagem de carros, mas em 1999 foi inaugurado um novo tipo de travessia, através da montagem de um novo tabuleiro a alguns metros abaixo do tabuleiro principal, onde passaram a circular comboios. Ao todo são mais de 2 quilómetros e está montada a 70 metros do nível do rio Tejo.

Parabéns, Ponte 25 de Abril! Há 50 anos a ligar destinos. Fiquem com algumas curiosidades…

Comprimento do vão principal: 1.012,88m
Distância entre amarrações: 2.227,64m
Altura livre acima do nível da água: 70,00m
Altura das torres principais acima do nível da água: 190,50m
Diâmetro dos cabos principais: 58,60cm
Número de fios de aço por cada cabo principal: 11.248
Diâmetro de cada fio de aço, cabo principal: 4,877mm
Comprimento total de fio de aço nos cabos principais: 54.196km
Diâmetro dos cabos secundários: 35,44cm
Número de fios de aço por cada cabo secundário: 4.104
Diâmetro de cada fio de aço, cabo secundário: 4.98mmm
Comprimento total de fio de aço nos cabos secundários: 20.000km
Profundidade do pilar principal sul abaixo do nível da água: 80m
Profundidade do pilar principal norte abaixo do nível da água: 35m


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A moda dos filmes de super-heróis prossegue. Mas não se pense que estes são os bonzinhos do costume. Nada disso! São a “escumalha” criminosa, com poderes fora do normal, que vão salvar o mundo. Confusos? Tudo começa quando o governo dos Estados Unidos ordena o recrutamento dos piores malfeitores para uma importante missão, que visa acabar com uma entidade misteriosa e aparentemente impossível de se derrotar. Ora, numa missão quase impossível, é exactamente isso que o governo precisa, de bandidos que praticamente não têm nada a perder. Mas uma questão se põe: será que eles estão mesmo dispostos a arriscarem as suas vidas em nome da lei que repugnam?

O realizador e argumentista David Ayer, entra no universo DC e faz um filme de super-heróis com o chamado factor «over the edge», vertigem, limite. Cronologicamente, o filme coincide com a altura em que o mundo ainda está a gerir o confronto entre Batman e Super-Homem. Com a suposta morte deste último, uma agência secreta governamental cria uma força de combate, mais tarde apelidada de Esquadrão Suicida, composta por super-vilões encarcerados numa prisão de alta segurança e com poderes variados. A sua grande missão é a de enfrentar o espírito de uma bruxa com feitiços demoníacos e capaz de lançar o caos numa cidade vizinha de Gotham. O governo americano tinha decidido pôr em prática o ambicioso plano de Amanda Waller (Viola Davis), que tinha selecionado uma série de temíveis criminosos, convencida de que poderia formar uma equipa para combater forças sobre-humanas.

Os escolhidos são Deadshot (Will Smith), Harley Quinn (Margot Robbie), Boomerang (Jai Courtney), El Diablo (Jay Hernandez), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Slipknot (Adam Beach) e Magia (Cara Delevingne), que se juntam a duas peças das forças do governo, Rick Flag (Joel Kinnaman) e Katana (Karen Fukuhara). Forma-se, assim, o improvável Esquadrão Suicida.

Para além de muita acção e efeitos especiais, o grande destaque deste “Esquadrão Suicida” é Margot Robbie. Divertida, fatal e perturbada, para além de lindíssima, a personagem é extraordinariamente complexa e dá à atriz a oportunidade de brilhar, roubando a cena sempre que aparece. Além de Margot e de Will Smith, destaque também para o convincente desempenho de Viola Davis. Ela cria uma Amanda ameaçadora e dúbia, conseguindo impor-se perante figuras muito mais poderosas. Quanto ao Joker de Jared Leto, ele não pretende superar nenhum anterior, pois surge bem diferente. Mais punk na atitude e no look, mas igualmente tresloucado. Gostei!

No final, não abandonem logo a sala: a seguir aos primeiros créditos finais, há uma cena extra que já faz a ponte para “Justice League”, o filme que junta os principais super-heróis da DC. Quanto ao sucesso deste “Suicide Squad”, que está a ser enorme, parece que a Warner Bros. Pictures já começou a fase de pré-produção de “Esquadrão Suicida 2”. O realizador David Ayer e o actor Will Smith, já estão em negociações para regressarem ao título. As filmagens desta sequência estão a ser planeadas para o ano que vem. Aguardem… E até lá, não percam nos cinemas este fantástico “Esquadrão Suicida”.

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A artista coreana e ilustradora, Na Young Wu, tem a resposta, pois recriou princesas da Disney com características orientais.

Apelidada de Obsidian, Na Young Wu criou algumas ilustrações das histórias mais famosas, entre as quais muitas da Disney de ontem e de hoje, reinterpretando-as completamente ao mais puro estilo oriental, através do prisma dos cânones da moderna ilustração animada coreana, também conhecida como "manhwa".

“A Pequena Sereia” e “Branca de Neve” são algumas das princesas que compõem este elenco fabuloso, que nos transportam para o mundo da fantasia, verdadeira e totalmente reinventado ao estilo asiático.

Espero que, tal como eu, fiquem surpreendidos e admirados com a beleza que irradiam tais ilustrações.

"A Bela e o Monstro"



"Branca de Neve"



"O Capuchinho Vermelho"



"A Princesa e o Sapo"




"Alice no País das Maravilhas"



"A Pequena Sereia"



"Frozen"


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