São Martinho foi um cavaleiro, um monge e um santo. Graças a ele, temos verão ao outono e, também devido a ele, comemos castanhas assadas. Mas qual a história por trás do Dia de São Martinho e as suas tradições? Sempre me interroguei e hoje resolvi aprofundar...

No ano de 337, no século IV, um outono duro e frio assolava o continente europeu. Um cavaleiro, de nome Martinho, seguia montado no seu cavalo quando encontrou um mendigo, que pedia esmola. Vendo o pedinte a tremer de frio e sem nada que tivesse para lhe poder dar, pegou na espada e cortou o manto que o aquecia ao meio, cobrindo-o com uma das partes. Mais adiante, encontrou um outro mendigo, com quem partilhou a outra metade da sua capa. Sem nada que o protegesse do frio, Martinho prosseguiu viagem. Na noite seguinte, Cristo apareceu a Martinho num sonho. Usando o manto do mendigo, voltou-se para a multidão de anjos que o acompanhavam e disse em voz alta: “Martinho, ainda catecúmeno (aquele que não foi batizado), cobriu-me com esta veste”. Reza a lenda que, a partir desse momento, as nuvens negras desapareceram e um sol radioso surgiu. E o bom tempo prolongou-se por três dias.

O milagre ficou conhecido como "o verão de São Martinho". Desde então, na mesma altura do mês de Novembro, o austero tempo de outono dissipa-se e o sol ilumina-se no céu, como aconteceu quando o cavaleiro ofereceu o manto ao mendigo. Portanto, é por causa desta lenda que, todos os anos, festejamos o Dia de São Martinho. O famoso cavaleiro da história era militar do exército romano, que abandonou o exercício para se tornar num monge católico e fazer o bem. São Martinho foi um dos principais religiosos a espalhar a fé cristã pela Gália (atual França) e tornou-se num dos santos mais populares da Europa. Dele diz-se que protege os alfaiates, os soldados e cavaleiros, os pedintes e os produtores de vinho.

Foi a 11 de Novembro que São Martinho foi sepultado na cidade francesa de Tours, a sua terra natal, e é por esse motivo que a data foi a escolhida para celebrar o seu dia. O dia de São Martinho é festejado um pouco por toda a Europa, mas as celebrações variam de país para país. Em Portugal é tradição fazer-se um grande magusto, beber-se água-pé e jeropiga. Esta é também uma altura em que se prova o novo vinho. Pois, tal como diz o ditado popular, “no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”.

Além de Portugal, também outros países festejam este Santo. Em França e Itália, à semelhança de Portugal, comem-se castanhas assadas. Já em Espanha, faz-se a matança de um porco, e na Alemanha acendem-se fogueiras e organizam-se procissões.

Quanto ao pormenor das castanhas, e de acordo com alguns autores, a realização dos magustos remonta a uma antiga tradição de comemoração do Dia de Todos os Santos, uma data bem perto do Dia de São martinho, onde se acendiam fogueiras e se assavam castanhas.

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Mais uma vez, com o meu amigo Zé Luís, lá fui ao AmadoraBD, evento cultural que tem uma edição anual, desde 1990, dedicada à banda desenhada. Este ano, face à ligação com a Trienal de Lisboa, o tema do Festival é dedicado ao “Espaço vs Tempo”, ou seja, a representação do tempo e do espaço na nona arte.

De entre as várias exposições, destaco a “Espaço, Tempo e Banda Desenhada”, tema da Exposição Central que explora os conceitos do Tempo e do Espaço na Banda Desenhada e a sua relação com outras artes, em particular com a Arquitectura e o Cinema. Outra não podia deixar de ser, é a de “Lucky Luke, 70 Anos”, onde o Amadora BD, em associação com o Clube Português de Banda Desenhada, associou-se à celebração dos 70 anos de Lucky Luke, já que Morris foi o primeiro convidado internacional do AmadoraBD (logo na sua 1ª edição, em 1990) e, consequentemente, desempenhou um papel importante na internacionalização e credibilização do evento. O aniversário é ainda assinalado pelo lançamento mundial de uma nova aventura de Lucky Luke - “A Terra Prometida”, mas desta vez com autoria de Achdé e Jul.

O Fórum Luís de Camões, na Brandoa, continua a ser o local central do Amadora BD, onde tem acontecido a maioria da programação, mas só até amanhã, 6 de novembro. Ainda estão a tempo…



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Não há como negar… os zombies são muito populares, ultimamente. Eles têm tido o caminho aberto para a consciência pública graças a programas de TV como “The Walking Dead” e a filmes como “Zombieland” e “Shaun of the Dead”. Por isso, agora há quem imagine como seria o universo Disney durante um apocalipse zombie. E vem bem a propósito, no "Halloween".

Por um lado, temos o trabalho do ilustrador americano Jeffrey Thomas que transformou estas lindas princesas em terríveis assassinas, zombies e outros monstros numa série intitulada “Twisted” .Em resumo, elas perseguem apenas duas coisas: sangue e horror!

Já o artista Clocktowerman criou uma série de desenhos que retratam as princesas da Disney como se elas tivessem sido mordidas por mortos-vivos e divulgou-os no DeviantArt. Numa mistura de traços sexy e podridão, ele retrata as singelas e delicadas princesas como se fossem infectadas e se alimentassem de miolos e carne humana.

Mas outro artista também se inspirou na mesma ideia e criou a sua versão de princesas «zumbificadas». O ilustrador americano dos desenhos monocromáticos (bem, o sangue surge em vermelho) denomina-se DeviN.

Felizmente, continuamos nos domínios da fantasia, pois não é agradável ver as nossas felizes memórias de infância afectadas… Que dizer quando vemos as nossas princesas preferidas das Disney transformadas em zombies? Vejam a seguir, mas cuidado! Foram avisados, pois o resultado é sangrento…













Ariel



































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Foi na passada sexta-feira, 21 de Outubro, que o majestoso Palácio do Freixo, no Porto, se engalanou de requinte e glamour para acolher o lançamento de um novo perfume. Por entre mais de centena e meia de convidados, entre os quais figuras do mundo empresarial e do meio social nacional, como Cláudia Jacques, Maria Pinto, Fernando Póvoas, António Pereira Coutinho, Casimira Duarte, Henrique Brust, Miguel Medina e eu próprio, decorreu a apresentação de MY BOOST, a nova fragrância de Manuela Barreira.

No magnífico Salão Douro, num ambiente requintadamente intimista, os presentes puderam testemunhar e surpreender-se com o desvendar de um segredo muito bem guardado, até ao momento, tanto pela criadora do perfume, como pela organização do evento.

MY BOOST é o resultado da criatividade e sensibilidade de Manuela Barreira, empresária do mundo da estética há mais de 24 anos. Sendo uma mulher emotiva, Manuela, ao viver a suprema alegria de ser avó, quis deixar à sua neta, por legado, um presente eterno: uma essência que as unirá, para sempre, num infindável jogo de emoções e sentidos, contribuindo, ao mesmo tempo, para realçar o requinte de todas as mulheres modernas e sofisticadas.

Baseada numa terna história de amor, a fragrância MY BOOST despertou a curiosidade e o interesse de todos nós ali presentes, pela sua frescura e aroma, que é simultaneamente intenso e suave. Num ambiente realmente festivo, pudemos partilhar experiências e homenagear a anfitriã da noite.

Ao som de uma melodiosa harpa, a alegria e a distinção de todos os convidados contribuiu para que este lançamento do MY BOOST se tornasse um memorável evento.


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Em Outubro de 1976 foi editado o primeiro número da TeleCulinária, revista que viria a tornar-se um caso sério de sucesso e a catapultar para a ribalta o seu director técnico por mais de 30 anos, o Chef Silva.

Estávamos a 4 de Outubro de 1976, quando, pela primeira vez, saía para as bancas aquela que é hoje a mais antiga revista de culinária portuguesa. Sob a direção do Chef Silva, a TeleCulinária, totalmente a cores, tinha o preço de 6 escudos. A capa trazia o Bolo de S. Tomé, que logo conquistou os portugueses, enchendo o olho dos leitores. Uma receita filmada e apresentada em televisão, transposta com fotografias para a edição. Mas trazia muitas outras como Sopa de tomate com ovos escalfados, Salada de fim de verão, Carne de porco frita à portuguesa e Pudim de fiambre. A minha mãe comprava todos os números e seguia várias das suas receitas. E, eu, bem pequeno, folheava e regalava a vista…

Quarenta anos passaram e a TeleCulinária continua, ainda hoje, a ser uma referência no panorama gastronómico português. Sim, porque ainda se encontra à venda. Actualmente é, sobretudo, uma verdadeira “escola”, repleta de dicas e truques para os seus leitores.
E lembrem-se, se hoje basta pesquisar na net por qualquer receita para a obter de imediato e em diversas versões, tempos houve em que, quem queria aventurar-se a fazer pratos que não dominasse, era obrigado a recorrer a livros, a revistas ou a assistir a programas de culinária na TV.

Os números alusivos ao Natal e à Páscoa vendiam sempre mais. Com mais páginas, a revista chegava a fazer tiragens de mais de 250 mil exemplares quando saiam estas edições especiais. A minha mãe até as chegava a encadernar, tal eram a preciosidade. Saudades…


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Pois, já devia ter falado sobre este filme há algum tempo, até porque fui à sua ante-estreia, mas o tempo nem sempre me permite escrever quando quero e me apetece, apenas quando posso…

O filme “A Rapariga no Comboio” é baseado no livro de Paula Hawkins, com o mesmo título, que acabou por ser o mais vendido de 2015. Eu digo sempre que o pior erro que se pode cometer é o de se ir ver um filme baseado num livro, que ainda está muito "fresco". Razão pela qual, ainda não fui ver “Inferno”, pois não acabei de ler o livro da Dan Brown. Quando se gosta muito de uma obra, é difícil não se ficar desiludido com a sua adaptação à tela. Por isso, ir ver um filme pouco tempo depois de se ter lido o livro não é, de todo, aconselhável. Neste caso, não tinha lido “A Rapariga no Comboio”, pelo que o filme resultou sinistro e surpreendente.

“A Rapariga no Comboio” foi transformado em filme em tempo recorde: cerca de ano e meio separam o lançamento da versão escrita da sua estreia nos cinemas. Com realização a cargo de Tate Taylor, temos a excelente Emily Blunt no papel de Rachel Watson, uma mulher que luta para manter a sanidade após um difícil e doloroso divórcio. Durante a semana, ela está sempre no comboio, indo e voltando de Manhattan, num lugar à janela, procurando distrair-se e alienar-se da sua vida. Contudo, o percurso torna-se numa grande armadilha, pois o comboio passa em frente à antiga casa que dividia com o agora ex-marido Tom (Justin Theroux), onde agora vive com a nova namorada. Por isso, Rachel prefere manter a sua atenção sobre uma outra casa e desenvolve uma certa obsessão pelos ocupantes do número 15 da Beckett Road. Nessa casa, mora o casal Megan (Haley Bennett) e Scott (Luke Evans). Observando a vida dos dois, durante meses, ela fantasia a mesma, imaginando que a vida deles seja perfeita e tranquila, fazendo deste seu faz-de-conta um refúgio para a separação de Tom. Sem se aperceber, Rachel acaba por se envolver no desaparecimento de Megan, ao mesmo tempo que tudo faz para acreditar em si mesma.

E mais não posso revelar… Desconcertante! Foi esta a palavra que me veio à cabeça quando deixei a sala. O filme de suspense da DreamWorks Pictures, distribuído pela Universal Pictures, resulta surpreendente. É mesmo um bom "thriller", que vale a pena ser visto nos cinemas.

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Mais uma edição ModaLisboa terminou este domingo. A 47ª edição da Lisboa Fashion Week, sob o mote “Together”, fechou com as propostas do criador Luís Carvalho para a próxima Primavera/Verão.

O Pátio da Galé foi também palco das propostas de Nadir Tati, Filipe Faísca, Ricardo Preto, Valentim Quaresmas, Dino Alves, Lidija Kolovrat, entre outros. Nuno Gama também apresentou as suas criações para a estação quente de 2017, mas noutro local. Na Praça do Império, o designer português resolveu partir pratos contra a discriminação. Num total de 78 pratos, com nomes como “feio”, “azeiteiro”, “refugiado”, “hetero",“caixa d’óculos”, foram sendo partidos contra a calçada num gesto de desaprovação contra a condenação dos estereótipos. Ao som da banda da Marinha, o criador celebrou 30 anos de carreira com um desfile em dois espaços diferentes: na Sala das Galeotas, dentro do Museu da Marinha, destinado a imprensa e convidados, e na Praça mencionada, para o público em geral.

Também a comemorar anos de carreira, 25, para ser exato, Filipe Faísca atirou rosas para a plateia, após um desfile que chamou todas as atenções, ao apresentar uma espécie de Brigitte Bardot de cabelos loiros, chapéu de palha e botas de cano alto.
A manequim Maria Clara, sendo já uma referência internacional, concedeu-nos o privilégio de a vermos desfilar também em Lisboa, depois de Paris e Milão. Por seu turno, o manequim Luís Borges pisou a passerelle, desfilando para Lidija Kolovrat e Nadir Tati. O "Master Level Certificate in The Fashion Area", prémio atribuído ao melhor designer do Sangue Novo da ModaLisboa, foi entregue nesta edição a João Barriga. Mais uma nova promessa da moda portuguesa…

O encerramento desta 47ª edição aconteceu ao ritmo de festa, sob a responsabilidade de Luís Carvalho, que fez da "passerelle" uma autêntica pista de dança dos anos 70, uma bola de espelhos que iluminou todo o Páteo da Galé. Quanto à Lisboa Fashion Week, em Março está de volta, desta feita com propostas para Outono/Inverno 2017/18. Até lá!

Saibam mais em dailymodalisboa.blogspot.com e em www.modalisboa.pt

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A nova F Magazine Luxury chegou de novo às bancas. E mais linda do que nunca, ou não se tratasse de uma edição pautada pela beleza.
Na capa, a fantástica Nayma, com a sua inquestionável beleza angolana, a mostrar que os anos são apenas números.. Lá dentro, Yolanda mostra como a beleza madura pode ser vivida em pleno e sem deixar marcas visíveis.

Numa edição que tem a sempre subjetiva beleza como “coluna dorsal”, os gurus mundiais dão as suas dicas, assim como celebridades como Sharam Diniz, Gonçalo Teixeira, Maria Borges, Pedro Sousa, Fredy Costa, Rodrigo Castelhano, Patrícia Bull e Mário Franco, partilham os seus hábitos alimentares.

As mais recentes inovações e os métodos «anti-aging», de dentro para fora, também estão em destaque. E alguns dos melhores profissionais, como Dr. Ângelo Rebelo ou o Dr. Henrique Brust, cada um na sua área, falam dos últimos avanços na estética. E, claro, não poderiam deixar de faltar outras temáticas que tanto enriquecem a revista, como as sugestões dos melhores Spas do mundo para relaxar corpo e espírito, a mais nova tendência - marcas que apostam em arte, bem como as bicicletas e motas mais luxuosas do mercado. No universo da decoração, evidencia a importância dos acessórios e ensina a tornar um WC num autêntico Spa.

Esta é mais uma edição que mostra o que de melhor acontece no universo «Premium». Porque, F is… for forever beautiful!


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Eis um filme de animação que surpreende e diverte. Até me lembro de, na ante-estreia, comentar com o Nuno Markl: actualmente, o cinema de animação evoluiu muito, não apenas na forma técnica, mas também e sobretudo, no seu conteúdo, na sua narrativa, pois para além da animação ganhar alguma responsabilidade que antes parecia não possuir, o facto é que os filmes deste género parecem ir buscar algo mais, ficando num ponto em que se transformam num filme para crianças e adultos, divertindo os primeiros, mas captando a atenção dos segundos pelo enredo e conteúdo…

Quanto à história, as cegonhas entregam bebés... ou, pelo menos, costumavam. Era suposto! Mas agora elas entregam encomendas para a empresa global da internet “Cornerstore.com”. Júnior (Andy Samberg no original e Markl em Portugal), um dos principais profissionais da companhia, está prestes a ser promovido quando, acidentalmente, activa a máquina que faz bebés, produzindo uma linda e totalmente não autorizada bebé. Desesperado para entregar esta nova “encomenda” antes que o chefe Hunter (Kelsey Grammer no original e tobias monteiro na versão portuguesa) descubra, Júnior e a sua companheira Tulip (Katie Crown no original e Leonor Seixas em Portugal), o único ser humano da Montanha das Cegonhas, que tudo fazem para procederam à sua primeira entrega de bebés numa viagem alucinante e reveladora. Tal poderá fazer muito mais do que apenas iniciar uma família, mas também restaurar a verdadeira missão das cegonhas no mundo.

O filme, escrito por Nicholas Stoller e realizado pelo próprio Stoller, com Doug Sweetland, passa-se numa altura em que as cegonhas desistiram de entregar bebés e estão a trabalhar na entrega de encomendas de uma loja virtual, uma espécie de Amazon. Isto porque decidiram colocar toda a sua experiência e perícia, adquirida na mega estrutura por trás da fábrica de bebés, para controlarem um grande empreendimento e coordenarem todas as entregas nos horários e locais certos.

Com isso, o filme acompanha a história de Júnior, a cegonha que deseja tornar-se chefe na empresa de entregas, mas para alcançar o seu objetivo ele tem de demitir Tulipa, uma humana que nunca fora entregue aquando bebé e que crescera junto das cegonhas. Incapaz de a dispensar, acabam por se tornar cúmplices na bebé que acidentalmente acabam por criar. E a sua missão é a de a levar a um solitário rapaz que tinha pedido um irmãozinho por correspondência, contra tudo e todos: afinal, as cegonhas já não entregavam bebés… Os dois acabam por incorrer numa viagem incrível, de onde destaco a inusitada e hilariante matilha de lobos, que após uma perseguição, acabam por ficarem apaixonados pela “fofura” da bebé. Sem esquecer o pombo Toady (Stephen Kramer Glickman no original e Manuel Marques por cá), um verdadeiro “chico-esperto” que espia e conta os segredos aos colegas de trabalho, na Montanha das Cegonhas. Apesar de não se preocupar com o facto de não gostarem dele, lá no fundo, tudo faria para se integrar no grupo.

Posto isto, a maior qualidade de “Cegonhas” é ser certeiro no humor, que serve tanto para as crianças, como para os adultos. Enquanto os mais pequenos se riem das situações absurdas, os adultos têm referências - como o dia-a-dia de trabalho numa grande empresa, as dificuldades da paternidade, etc. - que só nós entendemos, mas que também nos divertimos imenso. Quanto às mensagens, elas são relevantes nos tempos que vivemos: a importância da família, da amizade, do comprometimento, da responsabilidade, do amor, tudo envolvido com muita alegria e o carisma de todas as personagens. Por isso, bem feito e bem construído, “Cegonhas” consegue tocar e conquistar, por levar o enredo por caminhos de grande diversão. Um filme que, como disse no início, acaba por ser suficiente para agradar todos os públicos.

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Adaptar livros é uma das práticas mais recorrentes da indústria da sétima arte. E o mestre da fantasia negra, Tim Burton, adaptou o romance de 2011, “O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares” ao cinema e, no seu habitat natural, do tenebroso e obscuro, ele está de volta ao seu melhor. Burton consegue trazer-nos um filme repleto de magia, cativando jovens e adultos.

Asa Butterfield interpreta o jovem Jake que, no seguimento da estranha morte do avô (Terence Stamp), convence os pais a deixarem-no ir conhecer o enigmático orfanato onde o aventureiro avô tinha crescido, algures numa ilha no País de Gales. É lá que entra num vórtice temporal (recuando até 1943) e conhece as crianças peculiares (dotadas de poderes especiais) que cresceram com o avô e a sua guardiã (EvaGreen). Tal como ouvira nas histórias de embalar que o seu avô lhe relatava… Contudo, Jake também se defronta com uma ameaça que põe em perigo todos os “peculiares” e chega a um momento em que terá de decidir entre ser “peculiar” ou “normal”… Trata-se da entrada em cena do vilão Mr. Barron (Samuel L. Jackson) e seus seguidores sem olhos e com tentáculos.

Lugares fantásticos, viagens no tempo, crianças misteriosas com poderes únicos, guardiões com capacidade para mudar de forma e vilões deformados e maléficos... Há de tudo um pouco neste filme. Por isso, "A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares" parece ter sido uma história feita à medida de Tim Burton. E não duvidem disso, pois até há quem brinque e afirme que Ransom Riggs - o autor do conto que dá origem ao filme, escreveu-a para Tim Burton um dia a poder transpor para o grande ecrã.

O realizador, em mais de 30 anos de carreira, tem-nos habituado ao seu estilo e estética bem característicos. A estranheza e o bizarro das personagens são perfeitos para Burton. Porém, convém lembrar que "A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares" não é um "Eduardo Mãos de Tesoura", por exemplo, pois o argumento não deixa de ser um pouco previsível, mas acreditem, é um Tim Burton no seu ponto e o filme é, sem dúvida, um dos seus melhores trabalhos dos últimos anos. O que lhe faz mais jus.

Não percam este filme focado num grupo de crianças que, como o título deixa evidente, não se encaixam no padrão. Que possuem habilidades especiais como flutuar, ter um corpo cheio de abelhas e super-força, entre outros. Tanto Riggs, como Burton, não usam a palavra poderes, pois poderia passar a ideia de se tratarem de uma espécie de super-heróis. Essas características especiais são sempre descritas como peculiaridades. Entrem no reino da peculiaridade com “A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares” num cinema perto de vós...


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Todos pensam que a pizza surgiu em Itália… Errado! A pizza não é de origem italiana, como a maioria pensa. Embora tenha sido em Nápoles, no séc. XVI, que se transformou no “pitéu” com a combinação perfeita que hoje conhecemos (molho de tomate a complementar a massa), o certo é que os egípcios, gregos e romanos já com sumiam este tipo de pão achatado, misturando farinha de trigo e água.

Não é consensual qual destas civilizações foi pioneira, mas sabe-se que há seis mil anos antes de Cristo, os egípcios desenvolveram a receita de uma massa, resultado de farinha e água, que serviu de base para a actual massa de pizza. A receita egípcia percorreu diversas civilizações ao longo da história. Os gregos, por exemplo, resolveram colocar a farinha de trigo juntamente com o arroz e assar tal mistura em tijolos quentes. Já os fenícios tiveram a ideia de adicionar cebolas e carnes por cima dessa massa…

Ah, também aposto que não sabiam que a melhor pizza do mundo é portuguesa... Mas, sim, não se pode falar em pizza sem ressaltar a contribuição italiana. Os turcos muçulmanos adoptaram o costume dos fenícios durante a Idade Média e, devido às cruzadas, a receita da “pizza dos fenícios” chegou à Itália por meio do porto de Nápoles. No começo, as pizzas eram destinadas aos italianos pobres, para acabar com a fome do povo, sendo adicionadas à massa apenas algumas ervas e azeite. Além disso, a pizza era comida como uma espécie de sanduíche, tipo calzone. Mas a história da pizza redonda inicia-se mesmo na cidade de Nápoles, onde está documentada a primeira pizzaria do mundo, que abriu em 1830 – a Antica Pizzaria Port’Alba, que ainda hoje funciona. Nessa época, já eram adicionados à pizza tomate, toucinho, peixes fritos e queijo. A fama da pizza espalhou-se pelo mundo inteiro, e a primeira pizzaria da história tornou-se ponto de encontro de vários artistas famosos da época, tais como Alexandre Dumas, que, inclusive, citou variações de pizzas em suas obras, facto que veio retirar o estereótipo de “alimento dos pobres” a esta iguaria.

Reza a história que em 1889 o cozinheiro Rafaelle Esposito serviu ao Rei umberto I e à Rainha Magherita uma pizza coberta com tomate (vermelho), queijo mozarela (branco) e manjericão (verde), representando, assim, as cores da bandeira de Itália. Margherita ficou tão encantada que Rafaelle acabou por batizar este tipo de pizza com o nome da Rainha. Daí até à disseminação mundial desta iguaria, sobretudo pelos americanos, foi um passo.

Contudo, atentem que a verdadeira pizza é a napolitana. Em 1982, foi fundada, em Nápoles, por Antonio Pace, a Associazione Verace Pizza Napoletana (Associação da Verdadeira Pizza Napolitana, em português), com a missão de promover a culinária e a tradição da pizza napolitana, defendendo, até com certo purismo, a sua cultura, resguardando-a contra a "miscigenação" cultural que sofre a sua receita. Com estatuto preciso, normaliza as suas principais características. E desde Dezembro de 2009, a pizza napolitana está protegida pela Comissão Europeia, juntamente com mais 44 produtos que têm o selo de "Especialidade Tradicional Garantida" (Specialità Tradizionale Garantita – STG). Segundo a associação, a Verace Pizza Napolitana deve ser confeccionada com farinha, fermento natural ou levedura de cerveja, água e sal. A pizza deve ser, ainda, trabalhada somente com as mãos. Depois de descansar, a massa deve ser esticada com as mãos, sem o uso de rolo ou equipamento mecânico. Na hora de assar, a pizza deve ser colocada em forno a lenha (apenas), a 485°C, sendo que, sobre a superfície do forno, não deve ser colocado nenhum outro utensílio.

A pizza deve ser obrigatoriamente redonda, não podendo o seu diâmetro ser maior do que trinta e cinco centímetros. Outra medida, a espessura no centro do disco, não deve ser maior do que cinco milímetros, e a borda não pode ser maior do que dois centímetros.

A variedade de coberturas é reconhecida pela organização, porém devem ter a sua aprovação, estando em conformidade com as tradições napolitanas e não contrastando com nenhuma regra gastronómica. Algumas coberturas são tidas como tradicionais, sendo elas (respeitando seus nomes italianos):
- Marinara (Napolitana): tomate, azeite de oliva, orégano (orégão) e alho.
- Margherita: tomate, azeite de oliva, queijo mozzarella e manjericão.
- Ripieno (Calzone), uma pizza recheada: queijo ricota, queijo mozzarella especial, azeite de oliva e salame.
- Formaggio e Pomodoro: tomate, azeite de oliva e queijo parmesão ralado.

Quando degustada, a pizza deve apresentar-se macia, bem assada, suave, “elástica” e fácil de ser dobrada pela metade. As bordas elevadas devem ser douradas. O gosto da massa deve ser de pão bem fermentado, misturado ao sabor ácido do tomate, aroma de alho, orégãos e manjericão.

Sim, já tinha dito que Portugal é o melhor do mundo a fazer pizza. E agora passo a explicar o porquê. Sardinhas, bacalhau, broa, presunto e azeitonas foram alguns dos ingredientes que convenceram o júri do Campeonato Mundial de Pizza que decorreu, há 15 dias, em Nápoles. “Veni, vidi, vici”, frase atribuída a Júlio César coube que nem uma luva à Seleção Nacional de "pizzaiolos", pois a equipa portuguesa arrecadou o 1.º lugar na competição por equipas, sagrando-se campeã mundial.

As seis pizzas apresentadas pela seleção foram elaboradas com produtos 100% portugueses e ingredientes típicos da gastronomia lusa, conquistando o júri constituído por anteriores campeões do mundo e especialistas internacionais nesta iguaria. Além do feito da seleção, António Mezzero, um italiano radicado em Portugal que organiza o campeonato nacional e lidera a equipa lusa, conseguiu obter o 2.º lugar da competição individual na categoria de Pizza Clássica, disputada com outros 480 concorrentes. É obra!

Posto isto, só me resta desejar bom apetite!

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Pois é, fui de férias sem vos deixar com as últimas ante-estreias a que tinha ido… desculpem! Mas como ainda são recentes e estão em cartaz, aqui ficam as minhas notas sobre dois bons filmes.

Ben-Hur

Ben-Hur, filme épico e histórico, realizado por Timur Bekmambetov, foi baseado no romance de 1880, “Ben-Hur: A Tale of the Christ”, de Lew Wallace. Um livro que teve outras adaptações cinematográficas com o mesmo nome, incluindo os filmes de 1925 e de 1959. Este último, a 4 de abril de 1960, fez história. Na cerimónia realizada no teatro da RKO, em Hollywood, o filme dirigido por William Wyler, levou 11 estatuetas do Oscar para casa, estabelecendo um novo recorde: 11 Oscars a partir de 12 nomeações, só perdendo a de Melhor Argumento Adaptado.
56 anos já se passaram. E, até ao momento, o recorde de Ben-Hur de 1959 mantém-se. A marca de 11 estatuetas foi alcançada por “Titanic” e “O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei”, mas jamais superada. Agora, tempo depois, um novo Ben-Hur chega aos cinemas. E o filme deve ser considerado como obra individual e não tido como em comparação com o clássico, até porque seria praticamente impossível superar o mesmo.

Judah Ben Hur (Jack Huston) é um nobre judeu de Jerusalém, que prega uma convivência harmoniosa com os soldados de Roma, que estavam a cercar a cidade. Cresceu ao lado do irmão adotivo, Messala (Toby Kebbell), de origem romana. Este sofre por não ter as mesmas raízes da família que o acolheu, nem por possuir o sangue nobre do irmão. Por isso, acaba por decidir ir para Roma, onde, mais tarde, se torna um importante comandante do exército de César. Messala acaba por voltar a Jerusalém e entra em conflito com o irmão. Judah vem a ser acusado de traição e condenado à escravidão. Nesse desígnio, busca incessantemente uma forma de vingar o seu nome e a sua família.

O actor brasileiro Rodrigo Santoro assume a responsabilidade de interpretar Jesus Cristo e acaba por dar um maior peso dramático ao filme. Por mais que a sua personagem não seja protagonista na narrativa principal, acaba por ser responsável por transmitir uma maior carga emocional à produção. O elenco conta ainda com as presenças de Morgan Freeman como Sheik Ilderim, mentor e benfeitor de Bem-Hur, Nazanin Boniadi e Pilou Asbæk, que não comprometem, muito pelo contrário.

Voltando ao clássico de 1959, com Charlton Heston, o mesmo tem como ponto forte a cena da corrida de quadrigas. Sabendo da responsabilidade em recriar a sequência, o novo filme investe “forte e feio” e a cena resulta emocionante, com muita ação e bons efeitos. O realizador Timur Bekmambetov é particularmente competente nas cenas de ação, como já havia demonstrado em “Guardiões da Noite” e “O Procurado”. Resumindo, temos Ben-Hur, que não decepciona quem ainda tem o clássico na memória e que conquista quem nunca viu esta trágica história entre irmãos.


Milagre no Rio Hudson

“Milagre no Rio Hudson" é um filme de drama biográfico, reaçizado e co-produzido por Clint Eastwood, que nos conta a história verídica do Voo US Airways 1549 e do piloto Chesley Burnett Sullenberger III, de 2009. Baseado na autobiografia escrita “Highest Duty: My Search for What Really Matters”, de Sullenberger e Jeffrey Zaslow, a obra cinematográfica é interpretada por Tom Hanks, Aaron Eckhart, Laura Linney, entre outros excelentes actores, sobre o episódio verídico do piloto que amarou um avião no rio Hudson sem fazer qualquer vítima.

O filme não versa a história de um acidente de avião que podia ter acabado em tragédia. É sobre tudo o que aconteceu a seguir, com o pesado processo de inquéritos que pôs em causa a decisão do piloto, Chesley “Sully” Sullenberger (Tom Hanks), e do co-piloto, Jeff Skiles (Aaron Eckhart), colocando a hipótese de, afinal, eles terem colocado em risco a vida de 155 pessoas.

O voo esteve no ar apenas seis minutos, depois de descolar de La Guardia, a 15 de Janeiro de 2009, antes de ser atingido por um bando de pássaros que danificaram os dois motores das asas. A partir desse momento, os pilotos sabiam que tinham de aterrar e a única solução que encontraram foi o rio que banha a ilha de Manhattan. Contudo, a companhia aérea e as várias equipas de especialistas vieram garantir que teria sido possível voltar a um dos aeroportos próximos, incluindo o La Guardia. E é através de “flashbacks” que vamos vivendo o momento do acidente e das decisões que se seguiram. Todo o incidente - desde o início do voo até ao salvamento da tripulação e passageiros - demorou exactamente 24 minutos. Sully teve 208 segundos para tomar decisões e executá-las. Mas tudo podia ter corrido mal...

Tom Hanks não falha ao encarnar Sully, um herói cujo título que nunca quis. E, magistralmente, mostra-nos a angústia do homem que sabe que fez o que tinha de ser feito, mas que também coloca as suas decisões em causa após tantos peritos provarem o contrário. E o realizador conseguiu fazer aquilo que onde é melhor, dando-nos um protagonista heroico, mas simultaneamente humilde e humano.

“Milagre no Rio Hudson” tem vários momentos de tensão, sobretudo nos minutos antes do avião amarar. E nisto, o filme resulta incrível, pois já sabendo nós o desfecho, as emoções passam da tela para fora e um estado de tensão apodera-se de nós, ao ponto de nos agarrarmos à cadeira. Não foi à toa que que Clint Eastwood filmou inteiramente fazendo recurso à tecnologia IMAX, tornando-se, aos 86 anos, no primeiro a fazê-lo.

Clint Eastwood acabou por trazer ao grande ecrã a história deste famoso incidente, com tudo o que foi conhecido na altura e, principalmente, tudo o que ficou fora das notícias. Muitos desconhecem o que se passou nas inúmeras audiências do inquérito ao incidente que, a dada altura, chegaram a querer culpabilizar o comandante Chesley "Sully" Sullenberger pela decisão tomada. Não percam “Milagre no Rio Hudson”e percebam porque, a 15 de janeiro de 2009, o comandante "Sully" conseguiu o que muitos julgavam impossível: a amaragem nas águas de um Airbus A320, de forma segura e sem qualquer vítima. A bordo seguiam 155 pessoas… no fundo, a história de um homem que acabou por ser um herói sem o querer.


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Calma, a Madonna, a Britney, a Gaga, a Beyoncé e tantos outros ainda estão para as curvas e os tops, mas o facto é que ultimamente os Djs têm vindo a subir na escalada das preferências e "playlists" do público e das rádios. Já para não falar de serem os mais requisitadas em festas ou sunsets…

Graças ao fenómeno recente de "music stream", como o Spotify, muitos foram os que tiveram oportunidade de brilhar. E até de virarem sucesso de popularidade. Senão, como se explica a inclusão de Kygo, com a sua vocalista convidada Julia Michaels, na cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos, no Rio, com o single “Carry Me”?

E o que dizer de Sigala, de Klindengade, Alan Walker, Galantis, Steve Aoki, Afrojack, Robin Schulz, Bob Sinclair, DJ Snake, Major Lazer, Tiësto, David Guetta, Avicii, Zedd, Calvin Harris, Kaskade ou Benny Benassi, entre muitos outros… São estes os nomes que agora dão cartas na música do momento, e que se associam a vozes mais ou menos conhecidas, para lançarem grandes canções. Pois, alguns já têm uma fama tamanha que conseguem nomes como Zara Larson, Rihanna, Justin Bieber, Chris Brown ou Adam Lambert para fazerem parcerias, mas o facto é que ilustres desconhecidos, a maior parte deles, e com nomes impronunciáveis, os DJs tem conseguido impor-se. E com canções originais, por si criadas. Podemos não os conhecer a todos, mas sabemos de cor as suas músicas…

Um DJ (disc jockey) é todo o artista profissional que selecciona e reproduz as mais diferentes composições, previamente gravadas ou produzidas no momento, para um determinado público alvo, trabalhando o seu conteúdo e diversificando o seu trabalho em rádios, pistas de dança, clubes e discotecas. À partida, um DJ tem de ter a percepção musical de saber quais as composições possuem velocidades (mensuradas em batidas por minuto) próximas ou iguais, de forma a que uma alteração num ou dois por cento da velocidade permita com que o compasso das mesmas seja sincronizado e mixado, e o público não consiga notar que uma faixa está a terminar e outra já está a iniciar, pois as duas faixas estão no mesmo ritmo, métrica e velocidade. Por isso, antes, um DJ era apenas tido como animador de eventos. Ele deveria conhecer as canções o suficiente para saber como e quando misturá-las, sentindo a vibração do público que o estava a ouvir, e sabendo mudar um estilo no timing certo, para que a pista não se esvaziasse…

Mas agora, com este advento, os Djs passaram a criar composições originais e a vender CDs em nome próprio e respectivos "downloads". Um dos pioneiros ou mais populares foi o DJ francês David Guetta, que convidou sempre vozes de gabarito para as suas composições, como Sia, Nicky Minaj, Usher, Estelle, Rihanna, entre outros e é já vencedor de 2 Grammy Awards. Lançou, no final do ano passado, o seu sexto álbum de originais, "Listen". E o escocês Calvin Harris, que em 1999 estava a gravar «demos» no seu quarto, é hoje o DJ mais bem pago do mundo. Segundo a Forbes, Harris ganhou mais do que Jay Z e Katy Perry no último ano. A sua carreira explodiu em 2006, quando assinou com a Sony BMG e os seus ganhos foram impulsionados pelo sucesso de singles seus, como "We Found Love", gravado em parceria com Rihanna.

Escrevi este "post" por estar a reparar que colocava mais repetidamente a tocar no meu iPod as músicas oriundas de ilustres desconhecidos… Famosos por tocarem nos maiores festivais de música electrónica do mundo, além de produzirem os seus próprios álbuns, o certo é que os DJs facturam bem alto, quer seja com campanhas publicitárias, ou ao encetarem parcerias com outros artistas. E para nosso deleite, vamos desfrutando de tudo o que eles vão produzindo… No Spotify mais perto de si!

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