Chegou esta semana às salas de cinema portuguesas “Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los", um filme que recupera o universo mágico Harry Potter. Realizado por David Yates e escrito por J.K. Rowling, esta película inaugura uma nova série de cinco, passadas num universo pré-Harry Potter.

Trata-se de um “spinoff” das aventuras do jovem feiticeiro de Hogwarts, só que a história passa-se 70 anos antes de Potter entrar para a magia. Uma vez “esvaziada” a narrativa dos livros de Harry Potter, os estúdios não queriam deixar escapar a “galinha dos ovos de ouro” que representa J.K. Rowling, tendo conseguido convencê-la, e à equipa responsável pelas anteriores adaptações ao cinema, a criar uma nova saga que garantisse lucros para os próximos anos…

Estamos em Nova Iorque, em 1926. Algo misterioso está a deixar um rasto de destruição pelas ruas da cidade, ameaçando expor a comunidade de magia aos Segundos Salemers, uma facção fanática dos SemMages (denominativo de Muggle, para os americanos) que se dedica a localizar, a expõr e a destruir bruxas e feiticeiros. Ao mesmo tempo, o poderoso feiticeiro das trevas Gelleter Grindelwald foge ileso após provocar estragos na Europa e está em paradeiro desconhecido. Sem se aperceber destas tensões em solo americano, o "magizoólogo" Newt Scamander chega à cidade para encontrar e documentar um extraordinário leque de criaturas mágicas. O desastre começa quando o SemMage Jacob Kowalski deixa escapar algumas das criaturas que Newt guardava nas dimensões mágicas de uma discreta mala de pele…

Uma grave falha no Estatuto de Sigilo, que separa o mundo da magia dos comuns mortais, leva Tina Goldstein a entrar em ação, na esperança de recuperar o seu antigo emprego como Auror, uma espécie de polícia dos mágicos. O rumo dos acontecimentos torna-se ainda mais ameaçador quando Percival Graves, o estranho Diretor de Segurança de Magia da MACUSA (Congresso de Magia dos Estados Unidos da América), lança a responsabilidade do sucedido sobre Newt e Tina. Os dois unem-se a Queenie, irmã de Tina, uma rara Legilimens com a capacidade de ler a mente, e a Jacob, com o objetivo de recuperarem as criaturas perdidas de Newt antes que algo de grave lhes aconteça. Uma difícil missão que irá colidir com os desígnios das forças das trevas e colocar o mundo da feitiçaria e dos SemMages no limiar de um conflito.

Rowling consegue introduzir-nos no universo mágico dos Estados Unidos, com direito a uma presidente, a um congresso e a termos bem diferentes dos quais estávamos habituados. Por isso, quem espera um filme com referências a Harry Potter vai decepcionar-se. Há citações, claro, a personagens como Dumbledore, a feitiços conhecidos (Revelio), a apelidos famosos e às relíquias da morte, mas nada que passe de apenas isso, pequenos apontamentos da realidade inglesa.

O elenco merece destaque, especialmente Eddie Redmayne e Katherine Waterston. Ele não é, de todo, o típico herói, mostrando-se bem desajeitado, mas, ao mesmo tempo, extremamente sensível. Ela, por sua vez, é uma ex-aurora que está determinada em provar o seu valor. Dan Fogler é o “alívio” cómico do filme como o SemMage que aspira a ser pasteleiro. Colin Farrell, Ezra Miller, Samantha Morton, Jon Voight, Alison Sudol, Zoë Kravitz e ate Johnny Depp completam a equipa. O filme está pejado de efeitos especiais e David Yates, responsável por quatro dos filmes da série Harry Potter, continua aqui a ser o gestor das feitiçarias digitais.

“Monstros Fantásticos e Onde encontrá-los” trata-se de uma obra mais madura, onde não falta magia. É, por isso, uma excelente reintrodução ao universo mágico de J.K. Rowling. E também uma expansão que abre inúmeras possibilidades daqui em diante. Os próximos filmes devem explorar a figura de Grindelwald, o seu conflito com Dumbledore e abranger ainda mais a misteriosa história de Newt. Agora, é esperar pelo próximo…

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Loucura e arte não andam necessariamente juntas. Mas, em certas circunstâncias, transtornos mentais podem abrir caminhos inusitados para a criatividade... É o caso de Yayoi Kusama, de 87 anos, considerada uma das mais importantes artistas japonesas da actualidade e que vive há mais de 30 anos e por iniciativa própria, numa instituição psiquiátrica em Tóquio. Segundo o The Art Newspaper, foi a artista mais popular de 2014. E eu, que também aprecio arte, encontrei nela uma história impressionante e até comovedora.

O seu trabalho é uma mistura de diversas artes, como colagens, pinturas, esculturas, arte cénica, de performance e instalações ambientais, onde é visível uma característica que se tornou a marca da artista: a obsessão por pontos e bolas. Todas as suas expressões artísticas possuem algo de surrealismo, de modernismo e de minimalismo, onde se denota o padrão de repetição e acumulação. Além disso, Kusama também se embrenhou na arte da literatura, com romances e poesias, escritas em 13 livros. Alguns dos seus romances são considerados chocantes e surrealistas, com personagens fortes como prostitutas, assassinos e um auto-retrato de si própria como Shimako, enlouquecida em Central Park. Mas, de onde vem tanta criatividade?

Tudo indica que é devido à esquizofrenia de que sofre, que a faz ter uma percepção e uma visão diferente da realidade em que vive. Segundo a própria, ela sempre foi atormentada por visões distorcidas, que a fazem visualizar bolas e pontos. Kusama sofre de transtorno obsessivo compulsivo e alucinações desde a infância. Nascida em Matsumoto, no Japão, numa família bastante repressora, desde cedo, os seus transtornos mentais traduziram-se em arte e na criação de uma identidade visual bem peculiar. A sua mãe chegava a destruir os seus desenhos, mas foram eles que a fizeram escapar do suicídio…

A artista diz sempre que, por sorte, quando ainda era muito jovem, fora a um psiquiatra que entendia de arte. Desde então, luta contra a sua doença, embora, no seu caso, a cura estivesse em criar arte baseada na doença. “Desenvolver a minha criatividade foi a minha cura” — explica Kusama.

A produção artística ajudou Kusama a canalizar suas ideias e manter-se viva. Por causa da guerra, ela teve de passar a sua juventude na “escuridão” de um Japão militarista. Isso fê-la buscar um lugar mais amplo, um mundo exterior em que pudesse expressar-se. Então, foi para os Estados Unidos. Kusama chegou a Nova Iorque em 1957, e lá entrou em contato com artistas como Donald Judd, Joseph Cornell e Andy Warhol. Foi ali que ela começou a fazer peformances, onde pessoas nuas eram cobertas com as suas indefectíveis bolinhas, numa espécie de celebração do amor livre. De certa forma, Kusama e Warhol eram líderes em campos rivais. Eles cortejavam a publicidade e criaram personas mediáticas fascinantes para promover as suas obras. E ambos experimentavam com a criatividade colectiva: Warhol tinha a sua Factory e Kusama tinha as suas orgias e performances. Contudo, há quem considere que ela é a versão japonesa de Andy Warhol.

Kusama viveu nos EUA de 1957 a 1973, período em que produziu o trabalho pelo qual hoje é mais conhecida. E, quando ela voltou para o seu país, com o agravamento do seu transtorno obsessivo, decidiu viver numa instituição psiquiátrica, apesar de usar o seu apartamento a poucos minutos de distância como atelier, para a sua mente inquieta e sem limites O Japão era, e de certa forma ainda é, um país profundamente patriarcal, onde as mulheres não têm as mesmas liberdades que os homens. É também uma cultura demasiado conformista, e o trabalho iconoclasta de Kusama e a sua singular personalidade (sem contar o facto de que ela assume publicamente a sua doença mental) fizeram com que não fosse muito compreendida… até recentemente.

Hoje, ela vive o auge de sua fama internacional, figurando como a terceira artista feminina que mais dinheiro ganhou com o seu trabalho. Foi somente há um par de anos que o seu trabalho ganhou as primeiras grandes exposições internacionais: em 2011, no Reina Sofía, em Madrid, e no Centro Pompidou, em Paris; e, em 2012, na Tate Modern, em Londres, e no Whitney Museum, em Nova Iorque. Sem falar na sua produção de estampados para a marca Louis Vuitton.

As suas obras, já chegam a milhares e podem ser vistas não só em museus no Japão e Nova Iorque, como em várias partes do mundo, como Venezuela, Singapura, Espanha e Brasil, e possuem um valor inestimável. Considerada louca por alguns, o que se pode dizer de Yayoi Kusama é que, mesmo na sua loucura e nos seus devaneios, ela encontrou na arte a fuga e o tratamento da sua doença, tornando-se um dos grandes nomes da Pop Art ainda em vida. Pois, como ela própria diz: se não fosse a sua arte, já se teria matado há muito tempo…








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São Martinho foi um cavaleiro, um monge e um santo. Graças a ele, temos verão ao outono e, também devido a ele, comemos castanhas assadas. Mas qual a história por trás do Dia de São Martinho e as suas tradições? Sempre me interroguei e hoje resolvi aprofundar...

No ano de 337, no século IV, um outono duro e frio assolava o continente europeu. Um cavaleiro, de nome Martinho, seguia montado no seu cavalo quando encontrou um mendigo, que pedia esmola. Vendo o pedinte a tremer de frio e sem nada que tivesse para lhe poder dar, pegou na espada e cortou o manto que o aquecia ao meio, cobrindo-o com uma das partes. Mais adiante, encontrou um outro mendigo, com quem partilhou a outra metade da sua capa. Sem nada que o protegesse do frio, Martinho prosseguiu viagem. Na noite seguinte, Cristo apareceu a Martinho num sonho. Usando o manto do mendigo, voltou-se para a multidão de anjos que o acompanhavam e disse em voz alta: “Martinho, ainda catecúmeno (aquele que não foi batizado), cobriu-me com esta veste”. Reza a lenda que, a partir desse momento, as nuvens negras desapareceram e um sol radioso surgiu. E o bom tempo prolongou-se por três dias.

O milagre ficou conhecido como "o verão de São Martinho". Desde então, na mesma altura do mês de Novembro, o austero tempo de outono dissipa-se e o sol ilumina-se no céu, como aconteceu quando o cavaleiro ofereceu o manto ao mendigo. Portanto, é por causa desta lenda que, todos os anos, festejamos o Dia de São Martinho. O famoso cavaleiro da história era militar do exército romano, que abandonou o exercício para se tornar num monge católico e fazer o bem. São Martinho foi um dos principais religiosos a espalhar a fé cristã pela Gália (atual França) e tornou-se num dos santos mais populares da Europa. Dele diz-se que protege os alfaiates, os soldados e cavaleiros, os pedintes e os produtores de vinho.

Foi a 11 de Novembro que São Martinho foi sepultado na cidade francesa de Tours, a sua terra natal, e é por esse motivo que a data foi a escolhida para celebrar o seu dia. O dia de São Martinho é festejado um pouco por toda a Europa, mas as celebrações variam de país para país. Em Portugal é tradição fazer-se um grande magusto, beber-se água-pé e jeropiga. Esta é também uma altura em que se prova o novo vinho. Pois, tal como diz o ditado popular, “no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”.

Além de Portugal, também outros países festejam este Santo. Em França e Itália, à semelhança de Portugal, comem-se castanhas assadas. Já em Espanha, faz-se a matança de um porco, e na Alemanha acendem-se fogueiras e organizam-se procissões.

Quanto ao pormenor das castanhas, e de acordo com alguns autores, a realização dos magustos remonta a uma antiga tradição de comemoração do Dia de Todos os Santos, uma data bem perto do Dia de São martinho, onde se acendiam fogueiras e se assavam castanhas.

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Mais uma vez, com o meu amigo Zé Luís, lá fui ao AmadoraBD, evento cultural que tem uma edição anual, desde 1990, dedicada à banda desenhada. Este ano, face à ligação com a Trienal de Lisboa, o tema do Festival é dedicado ao “Espaço vs Tempo”, ou seja, a representação do tempo e do espaço na nona arte.

De entre as várias exposições, destaco a “Espaço, Tempo e Banda Desenhada”, tema da Exposição Central que explora os conceitos do Tempo e do Espaço na Banda Desenhada e a sua relação com outras artes, em particular com a Arquitectura e o Cinema. Outra não podia deixar de ser, é a de “Lucky Luke, 70 Anos”, onde o Amadora BD, em associação com o Clube Português de Banda Desenhada, associou-se à celebração dos 70 anos de Lucky Luke, já que Morris foi o primeiro convidado internacional do AmadoraBD (logo na sua 1ª edição, em 1990) e, consequentemente, desempenhou um papel importante na internacionalização e credibilização do evento. O aniversário é ainda assinalado pelo lançamento mundial de uma nova aventura de Lucky Luke - “A Terra Prometida”, mas desta vez com autoria de Achdé e Jul.

O Fórum Luís de Camões, na Brandoa, continua a ser o local central do Amadora BD, onde tem acontecido a maioria da programação, mas só até amanhã, 6 de novembro. Ainda estão a tempo…



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Não há como negar… os zombies são muito populares, ultimamente. Eles têm tido o caminho aberto para a consciência pública graças a programas de TV como “The Walking Dead” e a filmes como “Zombieland” e “Shaun of the Dead”. Por isso, agora há quem imagine como seria o universo Disney durante um apocalipse zombie. E vem bem a propósito, no "Halloween".

Por um lado, temos o trabalho do ilustrador americano Jeffrey Thomas que transformou estas lindas princesas em terríveis assassinas, zombies e outros monstros numa série intitulada “Twisted” .Em resumo, elas perseguem apenas duas coisas: sangue e horror!

Já o artista Clocktowerman criou uma série de desenhos que retratam as princesas da Disney como se elas tivessem sido mordidas por mortos-vivos e divulgou-os no DeviantArt. Numa mistura de traços sexy e podridão, ele retrata as singelas e delicadas princesas como se fossem infectadas e se alimentassem de miolos e carne humana.

Mas outro artista também se inspirou na mesma ideia e criou a sua versão de princesas «zumbificadas». O ilustrador americano dos desenhos monocromáticos (bem, o sangue surge em vermelho) denomina-se DeviN.

Felizmente, continuamos nos domínios da fantasia, pois não é agradável ver as nossas felizes memórias de infância afectadas… Que dizer quando vemos as nossas princesas preferidas das Disney transformadas em zombies? Vejam a seguir, mas cuidado! Foram avisados, pois o resultado é sangrento…













Ariel



































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Foi na passada sexta-feira, 21 de Outubro, que o majestoso Palácio do Freixo, no Porto, se engalanou de requinte e glamour para acolher o lançamento de um novo perfume. Por entre mais de centena e meia de convidados, entre os quais figuras do mundo empresarial e do meio social nacional, como Cláudia Jacques, Maria Pinto, Fernando Póvoas, António Pereira Coutinho, Casimira Duarte, Henrique Brust, Miguel Medina e eu próprio, decorreu a apresentação de MY BOOST, a nova fragrância de Manuela Barreira.

No magnífico Salão Douro, num ambiente requintadamente intimista, os presentes puderam testemunhar e surpreender-se com o desvendar de um segredo muito bem guardado, até ao momento, tanto pela criadora do perfume, como pela organização do evento.

MY BOOST é o resultado da criatividade e sensibilidade de Manuela Barreira, empresária do mundo da estética há mais de 24 anos. Sendo uma mulher emotiva, Manuela, ao viver a suprema alegria de ser avó, quis deixar à sua neta, por legado, um presente eterno: uma essência que as unirá, para sempre, num infindável jogo de emoções e sentidos, contribuindo, ao mesmo tempo, para realçar o requinte de todas as mulheres modernas e sofisticadas.

Baseada numa terna história de amor, a fragrância MY BOOST despertou a curiosidade e o interesse de todos nós ali presentes, pela sua frescura e aroma, que é simultaneamente intenso e suave. Num ambiente realmente festivo, pudemos partilhar experiências e homenagear a anfitriã da noite.

Ao som de uma melodiosa harpa, a alegria e a distinção de todos os convidados contribuiu para que este lançamento do MY BOOST se tornasse um memorável evento.


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Em Outubro de 1976 foi editado o primeiro número da TeleCulinária, revista que viria a tornar-se um caso sério de sucesso e a catapultar para a ribalta o seu director técnico por mais de 30 anos, o Chef Silva.

Estávamos a 4 de Outubro de 1976, quando, pela primeira vez, saía para as bancas aquela que é hoje a mais antiga revista de culinária portuguesa. Sob a direção do Chef Silva, a TeleCulinária, totalmente a cores, tinha o preço de 6 escudos. A capa trazia o Bolo de S. Tomé, que logo conquistou os portugueses, enchendo o olho dos leitores. Uma receita filmada e apresentada em televisão, transposta com fotografias para a edição. Mas trazia muitas outras como Sopa de tomate com ovos escalfados, Salada de fim de verão, Carne de porco frita à portuguesa e Pudim de fiambre. A minha mãe comprava todos os números e seguia várias das suas receitas. E, eu, bem pequeno, folheava e regalava a vista…

Quarenta anos passaram e a TeleCulinária continua, ainda hoje, a ser uma referência no panorama gastronómico português. Sim, porque ainda se encontra à venda. Actualmente é, sobretudo, uma verdadeira “escola”, repleta de dicas e truques para os seus leitores.
E lembrem-se, se hoje basta pesquisar na net por qualquer receita para a obter de imediato e em diversas versões, tempos houve em que, quem queria aventurar-se a fazer pratos que não dominasse, era obrigado a recorrer a livros, a revistas ou a assistir a programas de culinária na TV.

Os números alusivos ao Natal e à Páscoa vendiam sempre mais. Com mais páginas, a revista chegava a fazer tiragens de mais de 250 mil exemplares quando saiam estas edições especiais. A minha mãe até as chegava a encadernar, tal eram a preciosidade. Saudades…


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Pois, já devia ter falado sobre este filme há algum tempo, até porque fui à sua ante-estreia, mas o tempo nem sempre me permite escrever quando quero e me apetece, apenas quando posso…

O filme “A Rapariga no Comboio” é baseado no livro de Paula Hawkins, com o mesmo título, que acabou por ser o mais vendido de 2015. Eu digo sempre que o pior erro que se pode cometer é o de se ir ver um filme baseado num livro, que ainda está muito "fresco". Razão pela qual, ainda não fui ver “Inferno”, pois não acabei de ler o livro da Dan Brown. Quando se gosta muito de uma obra, é difícil não se ficar desiludido com a sua adaptação à tela. Por isso, ir ver um filme pouco tempo depois de se ter lido o livro não é, de todo, aconselhável. Neste caso, não tinha lido “A Rapariga no Comboio”, pelo que o filme resultou sinistro e surpreendente.

“A Rapariga no Comboio” foi transformado em filme em tempo recorde: cerca de ano e meio separam o lançamento da versão escrita da sua estreia nos cinemas. Com realização a cargo de Tate Taylor, temos a excelente Emily Blunt no papel de Rachel Watson, uma mulher que luta para manter a sanidade após um difícil e doloroso divórcio. Durante a semana, ela está sempre no comboio, indo e voltando de Manhattan, num lugar à janela, procurando distrair-se e alienar-se da sua vida. Contudo, o percurso torna-se numa grande armadilha, pois o comboio passa em frente à antiga casa que dividia com o agora ex-marido Tom (Justin Theroux), onde agora vive com a nova namorada. Por isso, Rachel prefere manter a sua atenção sobre uma outra casa e desenvolve uma certa obsessão pelos ocupantes do número 15 da Beckett Road. Nessa casa, mora o casal Megan (Haley Bennett) e Scott (Luke Evans). Observando a vida dos dois, durante meses, ela fantasia a mesma, imaginando que a vida deles seja perfeita e tranquila, fazendo deste seu faz-de-conta um refúgio para a separação de Tom. Sem se aperceber, Rachel acaba por se envolver no desaparecimento de Megan, ao mesmo tempo que tudo faz para acreditar em si mesma.

E mais não posso revelar… Desconcertante! Foi esta a palavra que me veio à cabeça quando deixei a sala. O filme de suspense da DreamWorks Pictures, distribuído pela Universal Pictures, resulta surpreendente. É mesmo um bom "thriller", que vale a pena ser visto nos cinemas.

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Mais uma edição ModaLisboa terminou este domingo. A 47ª edição da Lisboa Fashion Week, sob o mote “Together”, fechou com as propostas do criador Luís Carvalho para a próxima Primavera/Verão.

O Pátio da Galé foi também palco das propostas de Nadir Tati, Filipe Faísca, Ricardo Preto, Valentim Quaresmas, Dino Alves, Lidija Kolovrat, entre outros. Nuno Gama também apresentou as suas criações para a estação quente de 2017, mas noutro local. Na Praça do Império, o designer português resolveu partir pratos contra a discriminação. Num total de 78 pratos, com nomes como “feio”, “azeiteiro”, “refugiado”, “hetero",“caixa d’óculos”, foram sendo partidos contra a calçada num gesto de desaprovação contra a condenação dos estereótipos. Ao som da banda da Marinha, o criador celebrou 30 anos de carreira com um desfile em dois espaços diferentes: na Sala das Galeotas, dentro do Museu da Marinha, destinado a imprensa e convidados, e na Praça mencionada, para o público em geral.

Também a comemorar anos de carreira, 25, para ser exato, Filipe Faísca atirou rosas para a plateia, após um desfile que chamou todas as atenções, ao apresentar uma espécie de Brigitte Bardot de cabelos loiros, chapéu de palha e botas de cano alto.
A manequim Maria Clara, sendo já uma referência internacional, concedeu-nos o privilégio de a vermos desfilar também em Lisboa, depois de Paris e Milão. Por seu turno, o manequim Luís Borges pisou a passerelle, desfilando para Lidija Kolovrat e Nadir Tati. O "Master Level Certificate in The Fashion Area", prémio atribuído ao melhor designer do Sangue Novo da ModaLisboa, foi entregue nesta edição a João Barriga. Mais uma nova promessa da moda portuguesa…

O encerramento desta 47ª edição aconteceu ao ritmo de festa, sob a responsabilidade de Luís Carvalho, que fez da "passerelle" uma autêntica pista de dança dos anos 70, uma bola de espelhos que iluminou todo o Páteo da Galé. Quanto à Lisboa Fashion Week, em Março está de volta, desta feita com propostas para Outono/Inverno 2017/18. Até lá!

Saibam mais em dailymodalisboa.blogspot.com e em www.modalisboa.pt

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A nova F Magazine Luxury chegou de novo às bancas. E mais linda do que nunca, ou não se tratasse de uma edição pautada pela beleza.
Na capa, a fantástica Nayma, com a sua inquestionável beleza angolana, a mostrar que os anos são apenas números.. Lá dentro, Yolanda mostra como a beleza madura pode ser vivida em pleno e sem deixar marcas visíveis.

Numa edição que tem a sempre subjetiva beleza como “coluna dorsal”, os gurus mundiais dão as suas dicas, assim como celebridades como Sharam Diniz, Gonçalo Teixeira, Maria Borges, Pedro Sousa, Fredy Costa, Rodrigo Castelhano, Patrícia Bull e Mário Franco, partilham os seus hábitos alimentares.

As mais recentes inovações e os métodos «anti-aging», de dentro para fora, também estão em destaque. E alguns dos melhores profissionais, como Dr. Ângelo Rebelo ou o Dr. Henrique Brust, cada um na sua área, falam dos últimos avanços na estética. E, claro, não poderiam deixar de faltar outras temáticas que tanto enriquecem a revista, como as sugestões dos melhores Spas do mundo para relaxar corpo e espírito, a mais nova tendência - marcas que apostam em arte, bem como as bicicletas e motas mais luxuosas do mercado. No universo da decoração, evidencia a importância dos acessórios e ensina a tornar um WC num autêntico Spa.

Esta é mais uma edição que mostra o que de melhor acontece no universo «Premium». Porque, F is… for forever beautiful!


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Eis um filme de animação que surpreende e diverte. Até me lembro de, na ante-estreia, comentar com o Nuno Markl: actualmente, o cinema de animação evoluiu muito, não apenas na forma técnica, mas também e sobretudo, no seu conteúdo, na sua narrativa, pois para além da animação ganhar alguma responsabilidade que antes parecia não possuir, o facto é que os filmes deste género parecem ir buscar algo mais, ficando num ponto em que se transformam num filme para crianças e adultos, divertindo os primeiros, mas captando a atenção dos segundos pelo enredo e conteúdo…

Quanto à história, as cegonhas entregam bebés... ou, pelo menos, costumavam. Era suposto! Mas agora elas entregam encomendas para a empresa global da internet “Cornerstore.com”. Júnior (Andy Samberg no original e Markl em Portugal), um dos principais profissionais da companhia, está prestes a ser promovido quando, acidentalmente, activa a máquina que faz bebés, produzindo uma linda e totalmente não autorizada bebé. Desesperado para entregar esta nova “encomenda” antes que o chefe Hunter (Kelsey Grammer no original e tobias monteiro na versão portuguesa) descubra, Júnior e a sua companheira Tulip (Katie Crown no original e Leonor Seixas em Portugal), o único ser humano da Montanha das Cegonhas, que tudo fazem para procederam à sua primeira entrega de bebés numa viagem alucinante e reveladora. Tal poderá fazer muito mais do que apenas iniciar uma família, mas também restaurar a verdadeira missão das cegonhas no mundo.

O filme, escrito por Nicholas Stoller e realizado pelo próprio Stoller, com Doug Sweetland, passa-se numa altura em que as cegonhas desistiram de entregar bebés e estão a trabalhar na entrega de encomendas de uma loja virtual, uma espécie de Amazon. Isto porque decidiram colocar toda a sua experiência e perícia, adquirida na mega estrutura por trás da fábrica de bebés, para controlarem um grande empreendimento e coordenarem todas as entregas nos horários e locais certos.

Com isso, o filme acompanha a história de Júnior, a cegonha que deseja tornar-se chefe na empresa de entregas, mas para alcançar o seu objetivo ele tem de demitir Tulipa, uma humana que nunca fora entregue aquando bebé e que crescera junto das cegonhas. Incapaz de a dispensar, acabam por se tornar cúmplices na bebé que acidentalmente acabam por criar. E a sua missão é a de a levar a um solitário rapaz que tinha pedido um irmãozinho por correspondência, contra tudo e todos: afinal, as cegonhas já não entregavam bebés… Os dois acabam por incorrer numa viagem incrível, de onde destaco a inusitada e hilariante matilha de lobos, que após uma perseguição, acabam por ficarem apaixonados pela “fofura” da bebé. Sem esquecer o pombo Toady (Stephen Kramer Glickman no original e Manuel Marques por cá), um verdadeiro “chico-esperto” que espia e conta os segredos aos colegas de trabalho, na Montanha das Cegonhas. Apesar de não se preocupar com o facto de não gostarem dele, lá no fundo, tudo faria para se integrar no grupo.

Posto isto, a maior qualidade de “Cegonhas” é ser certeiro no humor, que serve tanto para as crianças, como para os adultos. Enquanto os mais pequenos se riem das situações absurdas, os adultos têm referências - como o dia-a-dia de trabalho numa grande empresa, as dificuldades da paternidade, etc. - que só nós entendemos, mas que também nos divertimos imenso. Quanto às mensagens, elas são relevantes nos tempos que vivemos: a importância da família, da amizade, do comprometimento, da responsabilidade, do amor, tudo envolvido com muita alegria e o carisma de todas as personagens. Por isso, bem feito e bem construído, “Cegonhas” consegue tocar e conquistar, por levar o enredo por caminhos de grande diversão. Um filme que, como disse no início, acaba por ser suficiente para agradar todos os públicos.

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