Um ano não começa bem sem um bom calendário para o reger... E eis aqui dois excelentes!

O Calendário Pirelli 2017 mostra actrizes em fotos sem retoques por Peter Lindbergh. A seleção de mulheres "reais" feita pelo fotógrafo inclui Nicole Kidman, Kate Winslet e Helen Mirren.

Nada de modelos estonteantes, portanto, nem o uso de Photoshop em demasia: a edição deste ano do Calendário Pirelli traz 15 mulheres bem reais, sem retoques de imagem. A intenção de Peter Lindbergh foi enviar "uma contra-mensagem ao falso ideal de beleza da indústria". E adianta: “Numa época em que as mulheres são apresentadas pelos media e por toda parte como embaixadoras da perfeição e da beleza, pensei que seria importante lembrar a todos que existe uma beleza diferente, mais real e autêntica, e não manipulada pela propaganda ou outra coisa qualquer. Uma beleza que fala da individualidade, da coragem de ser quem se é e da sensibilidade”.
O fotógrafo alemão torna-se o primeiro fotógrafo a ser chamado três vezes para a criação do produto, este ano já na sua 44ª edição. Com o título "Emocional", o calendário de 2017 não é, garante Lindbergh, "sobre corpos perfeitos, mas sobre a sensibilidade e a emoção, desnudando a alma das protagonistas, que ficam mais nuas do que o nu”. Para contribuir ainda mais com a proposta do shooting, nada de grandes produções de roupa, maquilhagem ou cabelos.





A seleção feita pelo fotógrafo conta com Penélope Cruz, Uma Thurman, Lupita Nyong’o, Alicia Vikander, Robin Wright, Julianne Moore, Rooney Mara, Jessica Chastain, Charlotte Rampling, Zhang Ziyi, e Léa Seydoux, além da participação especial de Anastasia Ignatova, professora de teoria política em Moscovo, na Rússia, e das três já mencionadas.

As sessões fotográficas foram realizadas entre Maio e Junho de 2016, em cinco locais diferentes: Berlim, Los Angeles, Nova Iorque, Londres e na praia francesa de Le Touquet. O resultado é um calendário composto por 40 fotografias ─ incluindo retratos e ambientes ─ tiradas não só no estúdio, mas também em vários espaços metropolitanos e cenários ao ar livre, como ruas, fast foods e hotéis decadentes.



Num outro registo, a Central Models, a Antiga Barbearia de Bairro e o Flying Studios uniram-se e lançaram o Calendário Central da Antiga Barbearia de Bairro 2017. O Tempo e os Sinais dos Tempos; Barbas e Barbearias; O Efémero e o Eterno; O Comércio Tradicional, as Cidades e o Turismo; A Imagem e a Beleza; Os Costumes e as Modas. Estes foram os temas que serviram de base a uma ideia conjunta que se materializou na produção deste calendário.

Com a participação de um vasto leque de notáveis modelos e actores nacionais, as belíssimas imagens falam por si, desafiando-nos a interrogar se a Tradição já não é o que era… e a equacionarmos a nossa relação com o passado, presente e futuro.

“O olhar atento para as antigas barbearias nos bairros típicos portugueses, tem sido o mote de inspiração para o recuperar de hábitos e produtos meio adormecidos no tempo. Depois do pincel, creme e sabão de barba, chegou a vez do calendário, que sempre vimos pendurado nas nossas barbearias, ter também o nosso olhar”, afirma Luís Pereira, da Antiga Barbearia de Bairro.

A lista de participantes é imensa: do lado dos actores temos Adelaide Sousa, Fernando Luís, Joana Aguiar, Júlia Palha, Kelly Bailey, Paulo Pires, Ricardo Carriço, Sofia Baessa e Virgílio Castelo. Quanto aos modelos, são eles: Angelina Pavlishina, Ana Casian, Astrid Werding, Catarina Lynce, Cheyenne, Cláudio, Clem, Daniela Hanganu, Dariia, Débora Sabbo, Diana Neto, Elsa, Francisco Cipriano, Gonçalo Teixeira, Inês Ramos, João Lima, Margarita, Matilde Reymão, Miléne Veiga, Oksana, Pedro Guedes, Pedro Martin, Raquel Prates, Ricardo Cotovio, Ricardo Guedes, Telma Santos.



Ricardo Santos, fotógrafo do Flying Studios, remata: “o processo criativo é fruto da nossa negociação com o mundo e este projecto está cheio de desafios que, com uma linguagem despretensiosa, ajudámos a realizar. Uma experiência única, que transformámos em oportunidade.”

Agora, é só procurar um deles e pendurar numa parede...

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Segundo a Pantone, este tom de verde amarelado promete tingir a moda e a beleza durante todo o ano. Greenery, a cor do ano de 2017 é, no fundo, um verde musgo misturado com um amarelo intenso. É isso o que afirma a Pantone, fornecedora profissional de padrões de cores para a indústria da moda e do design.

"Sabemos o tipo de mundo em que estamos a viver, que é muito stressante e tenso", disse Leatrice Eiseman, Diretora Executiva do Pantone Color Institute. "Esta é a cor da esperança e da nossa ligação com a natureza. Ela remete ao que chamamos de palavras «re»: regenerar, refrescar, revitalizar, renovar… Todas as Primaveras entramos num novo ciclo. É algo como olhar para a frente".

Para além deste, a Pantone revelou mais 9 tons que devem predominar em 2017 no seu «2017 Fashion Color Report», um dossier que prevê dez tonalidades que serão tendência, com base no que foi visto em todos os desfiles de moda.



Tal como aconteceu em anos anteriores, com o Radiant Orchid (tom eleito em 2013), Verde Esmeralda (em 2014), o Marsala (em 2015) e o Rose Quartz/ Serenity no ano passado, o Greenery (Pantone 15-0343) vai influenciar as tendências na moda, na publicidade, no design e na decoração. Para usar esta cor, a Pantone recomenda a combinação com cores neutras, tons claros, pastéis, metálicos ou tons mais escuros de verde.

Prontos para aderir ao verde este ano?

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Ashton Kutcher, de 38 anos, é um dos actores mais bem pagos da actualidade e, por isso, pode bem permitir-se possuir alguns luxos na vida, como ter um super carro com motorista privado. Sim, na sua atitude cool, recorre ao Uber. Porquê? Há cinco anos, ele e o seu colega Guy Oseary (43 anos), produtor musical de Madonna e dos U2, investiram cerca de 500.000 dólares nessa então "startup" de boleias. Tendo adquirido uma fatia minoritária do aplicativo de transporte privado urbano, hoje vale mais de 100 vezes o valor investido. Que tal? Mas Kutcher não se contém, pois neste carro, ele é o chefe. “Na verdade, não estamos a abalar as empresas de táxi, estamos a mexer com a ideia de ser-se dono do carro”, diz Kutcher.

E não se ficaram por aí. Sócios na firma de investimentos A-Grade Investments, já fizeram render o seu dinheiro no Airbnb, Spotify, Pinterest, Shazam, Warby Parker e apostaram em "startups" valiosas e ainda em formação, como Zenefits e Flexport. Como se pode provar (e comprovar), esta dupla não só pratica arte com excelência, mas também sabe de empreendedorismo. O portfólio de Kutcher e de Oseary totaliza mais de 70 investimentos.

Por isso, achei por bem partilhar estas dicas, já que estamos a começar um novo ano. E embora sejam originalmente direccionadas para o investimento, podem muito bem ser aplicadas em vários outros aspectos da nossa vida. Ora vejam…



1 – Aposte em si mesmo
“Eu prefiro apostar em mim sempre que posso elevar uma marca, aportar algo, mais do que, basicamente, ficar na retaguarda da empresa”, defende Kutcher

2- Avance com ousadia

Não tenha medo de ignorar os pensamentos convencionais. Oseary explica que quando Ashton lhe apresentou a Airbnb, ele fez tudo o que não se deve fazer: apostou cada cêntimo do que tinha na empresa.

3- Esteja sempre disponível
Mesmo tratando-se de Ashton Kutcher, ele procura estar sempre disponível para os fundadores das em+resas em que investe. “Cada um dos nossos parceiros tem os nossos telefones ao alcance da mão. Eles podem entrar em contacto a qualquer momento das 24 horas do dia”, explicou.



4- Se não acrescentar valor, saia

Kutcher diz lembrar-se de quando recusou a parceria da Airware, uma companhia responsável por sistemas operacionais de drones, apesar de ter gostado muito. “Para aplicar a sua habilidade, é preciso entender o que se está a fazer. O espaço que se ocupa sem acrescentar muito pode ser usado por alguém que tem fibra e entende do mesmo”, afirmou Kutcher.

5- Mantenha sempre a mente aberta
“Boas ideias fluem de lugares inesperados. É preciso manter a mente aberta para novas propostas, novos negócios e visões”, disse Oseary.

6- Faça a diferença

Se os retornos são grandes, isso é fantástico. E se eles não forem, é bom também. “Nós devemos passar o tempo de nossas vidas a fazer algo que gostamos e fazendo com que as nossas ações tornem o mundo um lugar melhor, com pessoas melhores”, afirmou Kutcher.

E tenham um bom 2017!

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Nesta recta final de 2016, eis dois bons filmes a não perder nos cinemas…

"Beleza Colateral"

Após uma tragédia pessoal à qual não assistimos, Howard (Will Smith) entra em depressão e passa a escrever cartas para a Morte, o Tempo e o Amor - algo que preocupa seus amigos, e que vem sendo consequência dos seus quase dois anos de apatia e desinteresse total. Mas o que parece impossível, acaba por se tornar realidade quando estas três partes do universo lhe decidem responder... Morte (Helen Mirren), Tempo (Jacob Latimore) e Amor (Keira Knightley) vão tentar devolver o interesse pelo valor da vida ao protagonista.

Desde a morte da sua filha, Howard demonstra uma completa incapacidade de gerir a empresa de publicidade que dividia com os outros três sócios e amigos: Whit (Edward Norton), Claire (Kate Winslet) e Simon (Michael Peña). Como pretendiam salvar a empresa, eles contratam uma investigadora particular (Ann Dowd) para seguir Howard, para que possam provar que ele está incapaz de exercer as funções de gestor da empresa e, portanto, deixar de ser sócio maioritário. Ao descobrirem que Howard escreve a três entidades maiores: o tempo, o amor e a morte, os amigos vão fazer de tudo não só para provar a sua incapacidade, mas sobretudo, em lhe devolver o interessa pela vida.

Qual é a ideia do trio? Contratar três atores para desempenhar estes papéis, fazendo com que Howard sinta que só ele os consegue ver... Pelo meio, Howard ainda consegue conectar-se com uma mulher em luto pela morte da sua filha (Naomie Harris), que dirige um grupo de terapia.

O elenco é sublime, conforme podem ver. O enredo é, no mínimo, original, e o desenrolar é arrebatador. E quando já nos preparávamos para nos desligarmos do clímax crescente, eis que surge uma desconcertante reviravolta. Não percam este filme compulsivamente sedutor na sua abordagem.


"Passageiros"

Eis uma proposta para quem gosta de ficção científica, embora mais do que um filme do género, se trata antes de um filme romântico passado numa nave e no futuro…

A nave espacial Avalon segue a sua viagem de 120 anos entre a Terra e o local de estabelecimento da colónia Homestead II. A bordo vão cinco mil colonos em estado de hibernação, para não sofrerem os efeitos da passagem do tempo. Contudo, algo corre mal no trajeto e ao atravessar um campo de meteoritos a nave é danificada. Um dos efeitos dos danos resulta no acordar prematuramente Jim Preston (Chris Pratt), um engenheiro mecânico que procurava na nova colónia um recomeço de vida. Convencido de que estaria prestes a chegar à sua nova casa, Jim rapidamente percebe que acordou demasiado cedo. Com ele, desperta também Aurora Lane (Jennifer Lawrence), uma jovem e bela jornalista que procura ser a primeira a escrever sobre as colónias terrestres noutros planetas.

No fundo, eles são dois passageiros que acordam 90 anos antes do tempo programado. Sozinhos, Jim e Aurora começam a estreitar o seu relacionamento. Mas a sua paz é ameaçada quando descobrem que a nave está a correr um sério risco e que eles são os únicos capazes de salvar os mais de cinco mil colegas em sono profundo…
Neste futuro, temos naves espaciais capazes de viajar perto da velocidade da luz, estabelecer colónias noutros planetas e hibernação durante centenas de anos. Contudo, não deixamos de ser humanos, com dúvidas existenciais e a viver com as nossas emoções… Por isso, Passageiros acaba por ser um filme romântico passado no espaço, seguindo mesmo a lógica clássica dos filmes do género: rapaz conhece rapariga; apaixonam-se; algo ocorre que provoca a zanga e a separação de ambos; no final, um acto superior de amor acontece para voltar a reunir o casal, levando-o numa relação ainda mais forte. Aqui, pelo meio, temos ainda o acordar de uma terceira personagem, o Chefe Gus (Laurence Fishburne), que surge para dar ao casal os conhecimentos necessários para resolverem os problemas que enfrentam.

O realizador Morten Tyldum (o mesmo de “O Jogo da Imitação”) proporciona-nos um filme bem feito e com excelentes momentos visuais. Resulta particularmente belo e aflitivo o momento em que Jennifer Lawrence luta por sobreviver numa piscina sob efeito da gravidade zero. Mas, como disse, a dinâmica do filme assenta, em grande medida, na ligação amorosa entre Jim e Aurora.
O elenco do filme é pequeno. Ao longo do filme, apenas quatro personagens interagem entre si. Chris Pratt é exímio, variando de dramático a engraçado, e Jennifer Lawrence vai excelente, como em qualquer papel que lhe dêem e a química entre ambos resulta. O barman androide Arthur, interpretado por Michael Sheen, funciona bem como escape humorístico. Lawrence Fishburne tem uma intervenção breve, mas importante. Temos ainda uma brevíssima aparição de Andy Garcia como comandante da Avalon.

“Passageiros” é um bom filme. Está longe de ser perfeito, mas consegue se manter interessante grande parte do tempo. Tudo é bem produzido e o final surpreende…


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O estuário do Tejo é uma das maiores zonas húmidas da Europa e o maior santuário de vida selvagem do país. Por desempenhar um papel de grande relevo nacional e internacional na conservação de aves aquáticas, que aqui encontram condições óptimas para invernada, nidificação ou como suporte às rotas migratórias, resolvi dar-lhe o devido destaque aqui no blog.

A Reserva Natural do Estuário do Tejo inclui uma extensa superfície de águas estuarinas, campos de vasas recortados por esteiros, mouchões, sapais, salinas e terrenos aluvionares agrícolas (lezírias). Insere-se na zona mais a montante do estuário, distribuindo-se pelos concelhos de Alcochete, Benavente e Vila Franca de Xira e não excedendo os 11 m de altitude e a profundidade de 10 m.

Nas suas margens desenvolve-se o sapal, cuja comunidade florística vive sob a influência das águas trazidas pela maré. Região de grande produtividade a nível de poliquetas, moluscos e crustáceos, constitui um autêntico "jardim de infância" para várias espécies de peixes, como é o caso do linguado Solea solea e do robalo Dicentrarchus labrax. De entre as espécies sedentárias, tipicamente estuarinas, salienta-se o caboz-da-areia Pomatoschistus minutus e o camarão-mouro Crangon crangon. Para peixes migradores, como a lampreia-marinha Petromyzon marinus, a savelha Allosa falax e a enguia Anguilla anguilla, esta zona do rio Tejo é local de transição entre o meio marinho e o fluvial.

Com tudo, é a avifauna aquática que atribui ao estuário do Tejo o estatuto da mais importante zona húmida do país e uma das mais importantes da Europa. Para que tenham uma ideia, os efectivos de espécies invernantes chegam a atingir cerca de 120.000 indivíduos. As contagens, regularmente efetuadas, indicam que invernam nesta Área Protegida mais de 10.000 anatídeos (vulgarmente chamados de "patos") e 50.000 limícolas (ou seja, aves que se alimentam nos sedimentos), das quais se destaca o alfaiate Recurvirostra avosetta, com um número que pode ascender a 25% da população invernante na Europa e que é o símbolo da Reserva. Porém, muitas outras espécies conferem igualmente a riqueza biológica e o valor para a conservação da natureza desta região, nomeadamente o flamingo Phoenicopterus roseus, o ganso-bravo Anser anser, o pilrito-de-peito-preto ou comum Calidris alpina e o milherango Limosa limosa. A RNET (Reserva Natural do Estuário do Tejo), para além de acolher estas concentrações internacionalmente importantes, pensa-se que suporta ainda 40 a 50% da população reprodutora nacional da Águia-sapeira (Circus aeruginosus). É obra!

Por isso, está de parabéns! Com os seus 40 anos, é também uma das zonas protegidas com maior longevidade. E a melhor altura para a observação das aves decorre de meados de Novembro a finais de Março. Portanto, estamos na época ideal. Uma vez aqui, pode observar-se uma grande variedade de espécies, tais como alfaiates, flamingos, patos, garças, maçaricos, pilritos, gansos, etc. Mais informações em www.evoa.pt


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Eis dois dos filmes mais “loucos” deste Natal…

“Festa de Natal da empresa”
Quando a Diretora-Geral (Jennifer Aniston) tenta encerrar a sucursal do seu irmão folião, ele (T.J. Miller) e o seu diretor-técnico (Jason Bateman) reúnem os colegas de trabalho e tentam dar a mais estrondosa festa de Natal de forma a impressionar um potencial cliente a fechar um negócio que poderá vir a salvar os seus empregos. “Festa de Natal da Empresa” é a mais recente comédia dos realizadores Josh Gordon e Will Speck (a dupla responsável por “A Glória dos Campeões” ou "A Troca") e conta com também a participação de Kate McKinnon, Olivia Munn, Jillian Bell, Rob Corddry, Vanessa Bayer, Randall Park, Sam Richardson, Jamie Chung e Courtney B. Vance.

Com a morte do pai, os irmãos Carol e Clay Vanston disputam o controlo da empresa familiar. Apesar de ambos ocuparem um lugar fundamental na companhia, não há forma de os fazer concordar seja no que for. Cansada de ver o irmão mais preocupado em encontrar novas formas de diversão do que em gerir o negócio, Carol tenta encerrar a sucursal gerida por Clay. O irmão resolve ripostar: para impressionar um potencial cliente para levá-lo a fechar um negócio rentável, organiza a mais doida e espectacular festa de Natal alguma vez realizada. Contudo, e como já seria de esperar num evento organizado por uma equipa da sucursal como aquela, a festa rapidamente fica fora de controlo…

Esta é uma comédia para adultos que, para além de marcar o regresso de Jennifer Aniston à grande tela, é definitivamente pouco “correta” para a época. Mas muito divertida!

“Porquê Ele?”

Ned (Bryan Cranston) leva a família inteira para visitar a querida filha Stephanie (Zoey Deutch) durante as férias do Natal, mas ao encontrá-la, entra em conflito com o namorado dela (James Franco), um excêntrico que ficou rico por causa da internet.
Stephanie Fleming, jovem estudante universitária, recebe a visita da família no Natal em Stanford, na California. Ora, o que os pais não esperavam era que ela estivesse a viver com um namorado rico e famoso, Laird Mayhew, um magnata bem-intencionado, mas pouco dotado a interacções sociais normais. É esta sua peculiar característica que leva a que o pai forme uma intensa rivalidade com ele, que só se vem a agravar ainda mais quando, num glamoroso ambiente high-tech, descobre que Mayhew quer pedir a mão da sua filha em casamento.

Um filme de John Hamburg, que escreveu a saga “Um Sogro do Pior” e realizou filmes como “Romance Arriscado” ou “És o Maior, Meu!”. Opõe James Franco a Bryan Cranston, o actor que se notabilizou pelos talentos dramáticos na série de TV “Breaking Bad”. Além destes, o elenco inclui Zoey Deutch, filha da actriz Lea Thompson, no papel de Stephanie; Megan Mullally, de “Will & Grace”, como a sua mãe; entre outros nomes.

Um filme também pouco próprio para esta época natalícia, mas sumamente divertido.

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Mais uma edição que saiu. Mais alguns anseios acalmados... Afinal, acaba-se por esperar sempre algum tempo por uma revista deste gabarito, já que é trimestral.

E se, de facto, "F is…for Family reunion in Christmas time", esta é a revista que vos vai fazer companhia nestas Festas e ser partilhada por todos.

Mais uma vez, esta edição continua a ter duas capas, uma para Portugal, outra para Angola, porque se trata de duas mulheres com M maiúsculo em cada país: Catarina Furtado, de dimensão mundial, gere uma carreira que vai mais além do universo televisivo; Karina Barbosa, por seu turno, faz parte da história da moda angolana e é uma empresária de sucesso. Duas mulheres empreendedoras que a todos inspiram…

Por se tratar de uma edição especial Deco, aborda as principais tendências de decoração para 2017, bem como mostra o lado "Deco" de marcas de moda como a Fendi ou a Loewe. Apresenta, ainda, confidências e reflexões de reconhecidos arquitectos de interiores como Dino Alves ou Gracinha Viterbo.

Também porque a F Magazine Luxury só enaltece o bom-gosto, dá-nos a conhecer as avenidas mais luxuosas do mundo, ideais para compras, bem como sugere viagens para destinos opostos, entre o calor de Angola e o frio das melhores estâncias de ski.

Como temas mais intemporais, podemos ficar a conhecer o passado desconhecido das marcas mais famosas ou descobrir as bibliotecas mais encantadoras do mundo.

E, claro, por estarmos na época natalícia, na temática gourmet temos duas receitas do chef Vítor Sobral, os ingredientes mais luxuosos que se podem encontrar, assim como os melhores e mais exclusivos restaurantes do globo.

Há mesmo muito para ver e ler nesta nova edição. A descobrir, numa banca perto de vocês...


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Reinventar as princesas da Disney é algo constante e eu tenho dado prova disso. Certamente, por terem feito parte da infância de muitas gerações... E depois de terem ganho inúmeras versões, com o sexo trocado até zombies, agora é a vez delas se transformarem nos signos do Zodíaco.

O talentoso artista e obviamente fã da Disney - Grodansnagel-, ilustrou uma incrível coleção de signos do Zodíaco. O ilustrador conseguiu transformar os signos originais do Zodíaco em versões mais lúdicas, usando a imaginação, as suas habilidades e a sua própria distorção pessoal do universo Disney. Embora não tenha apresentado motivos para cada escolha, algumas das opções parecem realmente combinar com a personalidade e o estilo das personagens.

Dêem uma olhada e confiram o vosso signo como nunca viram antes…

A índia Pocahontas recebeu o arco e flecha do signo de Sagitário



Quem melhor do que Ariel, de "A Pequena Sereia", para ilustrar Peixes?



Oa Escorpinianos são tidos como sensuais e misteriosos, dois pontos que combinam com Jasmine, de "Aladdin"



A gentil “Branca de Neve” tornou-se o signo de Aquário



As duas facetas distintas de Mulan no filme fizeram com que ela ficasse perfeita para representar Gémeos



A princesa Aurora, de "A Bela Adormecida", calma e sonhadora, foi escolhida para ser o signo de Virgem



Mégara, de "Hércules", tem uma personalidade forte, divertida e sabe usar o seu charme... será que se assemelha aos leoninos?



Bela, de "A Bela e o Monstro", incorporou o signo de Carneiro



Os capricornianos são geralmente descritos como pessoas ambiciosas e apaixonadas pelo trabalho, o que pode ter motivado a escolha de Jane, de "Tarzan", para representar o signo



Rapunzel, de "Entrelaçados", foi imaginada como o signo de Balança, talvez por ter passado pela difícil escolha de ficar segura em casa ou conhecer o mundo lá fora...



Nas ilustrações, Tiana, de "A Princesa e o Sapo", personifica Caranguejo



E Cinderela foi retratada como Touro

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Arte e arquitectura sempre me fascinaram, cada uma à sua medida. Razão pela qual venho falar-vos de Freddy Mamani, que acaba por misturar ambas. Esta é também a história de um ex-pedreiro boliviano que se tornou engenheiro e construtor. Rapidamente, converteu-se no porta-estandarte de incongruências no país altiplano: as carências e luxos de uma rápida expansão urbana dispersa no El Alto, a cidade mais jovem da Bolívia; o nascimento de uma nova burguesia “aimara” diante da indiferença da elite branca; e o nascimento de uma identidade arquitectónica contemporânea, que incomoda puristas e enche de orgulho os “aimaras”, porém, rejeitada pelas escolas locais de arquitectura. (Nota - Aimara é o nome de um povo, estabelecido desde a era pré-colombiana no sul do Peru, na Bolívia, na Argentina e no Chile).

O livro "Arquitetura andina da Bolívia: a obra de Freddy Mamani Silvestre” foi uma grande conquista. Tal veio validar, perante o establishment cultural de La Paz, a prolífera carreira de Mamani, com mais de 60 projectos numa década, não sendo Freddy Mamani arquitecto. Nascido numa pequena comunidade aimara chamada Catavi, começou a trabalhar como assistente de pedreiro, mas os seus sonhos levaram-no a estudar na Faculdade Tecnológica de Construção Civil, na Universidade Mayor de San Andrés (1986). E, posteriormente, a cursar a carreira de Engenharia Civil na UBI. Tudo isso conseguiu com a sua família a insistir que desistisse...

Paralelamente, na cidade El Alto, que fora receptora, durante décadas, de milhares de indígenas camponeses provenientes de La Paz, Oruro e Potosí, formava-se uma nova burguesia aimara, que se identificou com o ofício de Mamani, por ser um dos seus: um homem sem apreensões académicas, mas empolgado com a ideia de encontrar uma identidade arquitectónica aimara. No fundo, procurou dar identidade à sua cidade, recuperando elementos da cultura original andina da Bolívia.

O seu primeiro trabalho veio de um pedido de Francisco Mamani, um comerciante importador de telemóveis, que "tinha um terreno de 300 m2" e queria construir um imóvel, mas não sabia de que tipo. Eis que Freddy Mamani sugeriu um "edifício elegante, com formas andinas, colorido e com um grande salão de eventos", algo que, até então, não havia na cidade. A partir daquele momento, começou tudo: fachadas convertidas em composições plásticas de molduras de gesso, banhadas com cores complementares: alaranjado/verde e azul/amarelo. Uma paleta cromática agressiva para a arquitectura tradicional, mas irresistível para uma cidade levantada com tijolo sem reboco, numa paisagem altiplana monocromática, fria e seca. Estas novas fachadas desenhadas por Mamani começaram a ser denominadas "transformer", ou depreciativamente "cholas". Surgiu o conceito de "cholets", um jogo de palavras criador de um estilo independente e único, que não deve nada a ninguém, sem referências ou tributos. Entretanto, Mamani afirmava que queria fazer uma arquitectura que falasse a linguagem andina, já que aquilo que era ensinado nas universidades não tinha nada a ver… De facto, algumas formas têm origem na arte dos Andes: Mamani utiliza a cruz andina, a sobreposição diagonal de planos, a duplicidade, a repetição, o círculo e faz disso tudo um tema de estilização.

A composição plástica destas fachadas ofusca as qualidades propostas pelo construtor aimara, cujo principal atractivo são os salões de baile, construídos no segundo nível sobre uma dezena de espaços comerciais desenhados no piso térreo. Isto porque a cultura aimara costuma celebrar os grandes acontecimentos da vida. Para eles, há sempre um motivo para brindar. Por isso, quando as comunidades indígenas emigram para as cidades, encontram nos salões de baile o lugar para manter as suas tradições. Só que, até Freddy, nada havia sido pensado para as actividades da comunidade aimara... Ninguém os tinha pensado e desenhado como ele: espaços amplos, de pé-direito duplo, com bares, mesas para comer e beber cerveja, pistas de dança e palcos para duas ou três bandas poderem tocar ao vivo. Generosos salões em espelhos que reflectem centenas de luzinhas incrustadas nas paredes e tectos, das quais penduram-se lustres vindos da China. As pistas são envoltas por colunas bordadas em detalhes, enquanto robustas curvas coloridas vão tecendo composições nos céus, balaustradas com diferentes tons e requintes. Kitsch, mas ao mesmo tempo, belo e funcional. Nesta ensanduichado projecto, sobre os salões de baile, são desenhados apartamentos para alugar ou para os filhos dos donos. Sobre estes, e coroando o edifício, recai a moradia do dono, de uma forma e desenho que rompe com o resto do edifício: é a casa patronal.

Respeitando a paleta cromática do resto da obra, estas moradias de cobertura com duas águas - com jardim frontal e vista privilegiada sobre a cidade – tornam o edifício como duas prendas totalmente distinta, mas envoltas com o mesmo papel de embrulho. De acordo com a concepção andina, a moradia alta permite estar-se mais próximo do Alaqpacha (mundo superior), por cima do Akapacha (mundo terreno). Entretanto, à diferença do edifício comercial, que ocupa todo o terreno, a casa do dono pode ser menor e autónoma, mas ainda assim aquece com o calor do dia, podendo proteger-se do frio altiplano.

Aos 40 e poucos anos, Freddy Mamani orgulha-se das mais de 60 obras erguidas em El Alto, marcadas pela presença de cores vibrantes e elementos geométricos tomados emprestados da cultura Tiahuanaco, antecedente do Império Inca. "A minha arquitetura transmite identidade, recupera a essência da cultura tihuanacota através da iconografia andina de Tihuanaco e também mescla as cores dos tecidos que existem na parte andina e amazónica da Bolívia", remata Mamani. Da minha parte, termino a dizer: lindo de se ver!





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Ano de 1942. Max Vatan (Brad Pitt) é um espião ao serviço dos aliados que se encontra em Casablanca (Marrocos) para eliminar uma alta patente do Exército de Hitler ali destacada. Ao seu lado está Marianne Beausejour (Marion Cotillard), da Resistência Francesa. Durante a missão, os dois aproximam-se e apaixonam-se. Após cumprida a tarefa, tornam-se amantes e decidem ir juntos para Londres, onde se casam, têm uma filha e vivem felizes. Porém, tudo desaba quando o Comandante Vatan é avisado de que os oficiais ingleses suspeitam que Marianne possa ser uma agente dupla, com ligações aos nazis. A partir daí, as ordens que tem são simples: se ela estiver de facto do lado inimigo, ele terá de a executar com as suas próprias mãos ou será enforcado por traição. Vatan tem apenas 72 horas para descobrir se o que eles dizem é verdade ou se tudo não passa de um teste à sua lealdade…

Este novo filme com Brad Pitt e Marion Cotillard, é um belo tributo à era dourada de Hollywood. Um drama de guerra realizado por Robert Zemeckis (o mesmo de "Regresso ao Futuro", "Forest Gump", "O Náufrago", entre outros), com um ar de fantasia “à antiga”, quando os conceitos de amor e de patriotismo eram mais fortes e exigiam grandes sacrifícios. Robert Zemeckis demonstra estar apaixonado pelo ambiente perdido do cinema clássico, de uma certa idade de ouro, fazendo algumas referências a “Casablanca”.

É pena que um magnífico projeto como “Aliados” seja visto por grande parte do público como “aquele filme” que marcou o fim do casamento de Brad Pitt com Angelina Jolie. Houve alguma especulação de que foi nos bastidores do filme que Brad deu motivos para o divórcio acontecer, ao se relacionar extra conjugalmente com a sua colega de cena, Marion Cotillard. Mas tal não passou de rumores e Marion até terminou as filmagens grávida do seu marido. O facto é que a história é das mais interessantes dos últimos tempos, recorrendo à nostalgia da cinematografia de outrora. Por outras palavras, “Aliados” é um filme dotado de referências, mas vive por si só. E maravilha-nos ao seu jeito… Não percam!

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