Quem diria, que o adolescente Harry Potter, com os seus óculos graduados redondos que tanto o caracterizam, já esteja a fazer 20 anos… mas é verdade! O livro “Harry Potter e a Pedra Filosofal” completou o seu 20º aniversário a 26 de Junho de 2017. Um livro que ao início foi rejeitado por editoras, mas que se tornou um fenómeno da literatura infanto-juvenil.

Joanne Rowling, como era conhecida até então, inventara a história de um menino mago que usava óculos durante uma viagem de comboio entre Londres e Manchester. Depois de muitas rejeições, o seu manuscrito foi finalmente aceite pela editora Bloomsbury. A primeira impressão de capa dura, lançada em 26 de junho de 1997, tinha apenas 500 cópias. Mas eis que algo realmente mágico aconteceu. O primeiro livro - e os outros seis da série – venderam, ao todo, mais de 450 milhões de cópias pelo mundo fora.

Os livros de Harry Potter abriram caminho para toda uma gama de novas séries de ficção fantástica para jovens adultos. Muitas delas foram chamadas de "o próximo Harry Potter", como “Artemis Fowl”, “As Crónicas de Spiderwick” e “Desventuras em Série”. Tiveram tal dimensão, que chegaram a introduzir uma nova palavra ao dicionário inglês.

Normalmente, uma palavra nova em inglês tem que estar a ser usada há pelo menos dez anos para que a sua inclusão seja considerada no Dicionário Inglês de Oxford, mas a palavra "muggle" criada por J.K. Rowling para se referir a pessoas "comuns" sem poderes mágicos, foi uma exceção. O termo foi logo acrescentado ao dicionário em 2002, e refere-se a "uma pessoa sem habilidades, ou que é considerada inferior de alguma forma".

Em 1999, Harry Potter chega a Portugal, com a publicação, em Outubro, da versão portuguesa de "Harry Potter e a Pedra Filosofal", com tradução a cargo de Isabel Fraga. Nesse mesmo ano, J.K.Rowling vende os direitos de filmagem dos primeiros livros de Harry Potter à Warner Bros.

Assim, o jovem mago foi também responsável por uma das maiores sagas de cinema. Até há pouco tempo, os oito filmes de Harry Potter formavam o franchising de filmes com o maior sucesso de bilheteira da história, tendo acumulado 7,7 bilhões de dólares. O primeiro filme, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, foi lançado em Novembro de 2001. Além de quebrar recordes de bilheteira, introduziu os jovens actores Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint ao mundo. O filme final, “Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2” (2011), teve a maior arrecadação de todos os filmes de Potter, com 1,34 bilhões de dólares. Constitui, também, a oitava maior receita de bilheteira de todos os tempos.

A saga - agora conhecida como "O Mundo Mágico de J.K. Rowling", prosseguiu com o filme derivado da série de Potter, “Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los” (2016). E, aqui, há muito mais por vir, pois Rowling disse ter planeado scripts para um total de cinco filmes desta série.

Vinte anos depois do primeiro livro, parece que ninguém vai querer dizer "Avada Kedavra" (o feitiço que causa morte instantânea) para Harry Potter tão cedo…

0 comentários

Corria o ano de 1892 quando começou a circular o célebre Ascensor da Bica, que liga o Largo do Calhariz e a Rua de São Paulo, em Lisboa. Na altura, representava apenas um meio de transporte e não um mero ponto turístico.
O elevador foi concebido pelo engenheiro Raoul Mesnier du Ponsard. Embora de nome e origens francesas, Ponsard era bem português, tendo nascido no Porto em 1848 e desenvolvido uma carreira ligada à construção de ascensores e elevadores. O Elevador de Santa Justa e o Ascensor da Glória, por exemplo, também foram obra do seu trabalho.

Quanto ao Ascensor da Bica, exactamente hoje, 28 de Junho, está a celebrar 125 anos de existência. A 28 de Junho de 1892 subiu pelos carris e tornou-se um grande sucesso, pois foi o primeiro transporte bem-sucedido numa das encostas mais íngremes da cidade de Lisboa. Está, desde Fevereiro de 2002, classificado como Monumento Nacional.

Passados tantos anos, ele continua a fazer o mesmo caminho e a fazer as delícias de todos— só que, agora, bem mais com turistas do que com lisboetas. A Carris não vai deixar passar esta data de aniversário em branco, pois a idade já é de respeito, pelo que tem várias iniciativas preparadas. Uma celebração que surge a poucos dias de uma breve paragem. Entre 17 de Julho e 28 de agosto, o ascensor vai ficar parado para uma reparação geral, prevista no seu plano de manutenção.

Por isso, aproveitem uma voltinha neste belo elevador, em jeito de celebração, antes de ele ir de “férias”...


0 comentários

Porque F is.. for Fun & Sun. Na estação mais quente do ano, a F Magazine Luxury faz capa com duas grandes personalidades que dão cartas no mundo da televisão: Fátima Lopes e Daniel Nascimento.

Uma nova edição bem “fresquinha”, com óptimos artigos e sugestões: os melhores óculos de sol, moda fresca, marcas de gelados premium… e quanto à evasão, propõe maravilhosos eco resorts, os bungalows à beira mar mais apetecíveis ou até alugar uma ilha privada… Pode, ainda, ficar a conhecer uma outra riqueza de Angola, o seu café. Sugestões de beleza não faltam, claro, e quanto a decoração, para desfrutar da vida ao ar livre, deixe-se guiar pelas propostas da Fendi Garden Outdoor.

Toda uma nova revista com muito para ler e descobrir. Numa banca perto de vocês, sem esquecer a sua dinâmica e gratuita App, bem como o seu site - www.fmagazineluxury.com

0 comentários

Em 20 cidades - de Sacramento a Sydney – Konstantin Dimopoulos, literalmente, fez uma marca no meio ambiente. Num esforço para enfatizar a qualidade efémera da Natureza e para aumentar a conscientização sobre questões ambientais como a sua proteção, o artista de origem egípcia e oriundo da Nova Zelândia usa um pigmento não tóxico e não permanente para pintar "árvores azuis".

"Sempre soube que a arte é, e sempre foi, uma parte alargada da natureza e também que a arte pode afetar a mudança social", afirma Dimopoulos sobre o seu particular interesse pela arte pública. "Para que isso aconteça, é preciso sair das instituições e galerias de arte e se adentrar na natureza e nos seres humanos nos seus espaços de vida".

O projeto "Blue Trees" de Dimopoulos procura expressar uma mensagem de consciência social e de consciencialização ecológica, particularmente no que se refere ao “ecocídio” e à destruição deliberada de florestas. Em ambas as cidades e paisagens naturais, o artista junta-se a voluntários da comunidade para transformar as árvores em telas de cores e expressão criativa. "Penso nas árvores azuis como uma obra de arte que tem um forte aspecto regenerativo, um trabalho orgânico que está a mudar e a evoluir continuamente de um sítio para outro", termina Dimopoulos

À luz do que tem vindo a acontecer no nosso país, nunca é demais alertar para as consciências, sobretudo, para as ações, em prol da Natureza.







0 comentários

Os Santos Populares estão aí e as ruas dos bairros lisboetas ganham vida, cor e animação. As Festas de Lisboa duram de 1 de Junho a 1 de Julho, tendo como ponto principal a noite de 12 de Junho e o dia de hoje, 13 de Junho, dia de Santo António. Mas, afinal, quem é este Santo? Santo António é mesmo o padroeiro de Lisboa? Porque se diz que Santo António é casamenteiro? Porque o celebramos a 13 de Junho? Como surgiram as marchas populares? De onde vem a tradição dos manjericos e das sardinhas? Tantas questões que pairam nas nossas cabeças... e eu resolvi aprofundá-las.

Baptizado com o nome de Fernando de Bulhões, nasceu em Lisboa, entre 1191 e 1195, na Rua das Pedras Negras, junto à Sé. Na casa onde nasceu e viveu a sua infância encontra-se hoje a Igreja de Santo António, e na Cripta é possível ver um pedaço de um dos ossos do Santo, autenticado por Bula. Na adolescência, ingressa na Ordem dos Cônegos Regrantes de Santo Agostinho, na Igreja de São Vicente de Fora, partindo, mais tarde, para Coimbra, onde estudou teologia. A busca pela introspecção e a simplicidade conduzem-no até à então recém-criada Ordem Franciscana, deixando de lado não só o hábito de Agostinho, mas também o seu próprio nome. Fernando adopta o nome de António, em homenagem ao eremita Santo Antão, e dedica-se a pregar as escrituras, que tão bem conhece, sobretudo após a sua mudança para Itália.

O célebre Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira, inspira-se precisamente na sua qualidade de pregador. Isto porque em Rimini, Itália, Santo António tentou pregar a palavra católica aos “hereges”, mas de nada serviu. O franciscano decidiu, então, pregar aos peixes, já que mais ninguém se dignava ouvi-lo.

Mas se é Santo António de Pádua, em Itália, e Santo António de Lisboa, em Portugal, como tal é possível? Ora, sendo um dos santos mais populares da Igreja Católica, é normal que existam contestações, mas apesar dos nomes diferentes, trata-se do mesmo santo. Santo António nasceu e viveu em Lisboa, mas viveu e morreu em Pádua. Ora, em Itália, todos o querem como seu, e em Portugal não restam dúvidas quanto ao nome Santo António de Lisboa. Para acabar com as contendas, o melhor é lembrar o que disse o Papa Leão XIII (1878 – 1903): “É o santo de todo o mundo”. Contemporâneo e amigo de São Francisco de Assis, Santo António é um dos santos mais populares da Igreja Católica, e a sua imagem encontra-se nas várias igrejas portuguesas, italianas, brasileiras e também no sul de França.

A razão pela qual o celebramos a 13 de Junho prende-se com o facto de Santo António ter morrido a 13 de Junho de 1231, em Arcella, perto de Pádua, em Itália. Pádua acabou por acolher o corpo do santo e sepultou-o na igreja de Santa Maria Mater Domini. No ano seguinte, a cidade decidiu edificar uma Basílica em sua honra, e a pequena igreja onde está o corpo do santo foi integrada na construção. Oito séculos passados, a Basílica de Santo António prossegue de pé e ainda hoje é a principal atracção turística em Pádua.

Restam algumas dúvidas sobre Santo António ser o padroeiro de Lisboa. Tal se deve porque entre Santo António e São Vicente, a resposta não resulta simples. São Vicente de Saragoça é o santo padroeiro principal do Patriarcado de Lisboa. Já Santo António é o padroeiro principal da cidade de Lisboa. Santo António é também padroeiro secundário de Portugal (Nossa Senhora da Conceição é a padroeira principal).

E Porque se diz que Santo António é casamenteiro? Há muitas teorias e relatos de noivas que agradecem o milagre do casamento a Santo António, mas a mais certa é a que vem n’ “A Biografia do Santo do Amor”, onde Fernando Nuno relata o episódios de uma jovem devota que foi ter com frei António, pedindo-lhe ajuda para casar com o seu vizinho Filipe. Porém, havia um problema: a sua família não tinha dinheiro para o dote – por tradição, atribuído aos pais do noivo. Comovido, Santo António ter-lhe-á dito que o melhor era colocar o assunto nas mãos de Deus, mas, em segredo, pôs mãos à obra. Daquela vez, Santo António não distribuiu os donativos arrecadados, decidindo guardar o dinheiro até conseguir a quantia necessária para o casamento da jovem. Quando conseguiu, amarrou as moedas numa bolsa e atirou-a discretamente para dentro do quarto da rapariga, juntamente com uma nota: “Este é o dote que permitirá à noiva casar-se”. O livro admite que esta história possa ter várias versões, até porque “quem conta um conto acrescenta um ponto”. E há uma outra… Segundo uma tradição portuguesa do século XVII, uma mulher desesperada por encontrar marido atirou pela janela a estátua que tinha de Santo António e, por pontaria, atingiu a cabeça de um soldado que passava na rua naquele momento. Depois de ser socorrido pela própria mulher, conta-se que o soldado se apaixonou por ela e os dois acabaram por contrair matrimónio. As histórias multiplicam-se e, como sempre, o que conta é a fé e a crença. A Câmara Municipal de Lisboa, seguindo a tradição, organiza, todos os anos e nesta data, os casamentos de Santo António para casais que não têm possibilidade de pagar a cerimónia.

Por último, o que têm a ver as marchas populares com o santo? Há 82 anos que os bairros e as colectividades lisboetas desfilam oficialmente na capital. Isto porque, apesar da primeira marcha datar de 1932, os vários bairros alfacinhas já organizavam entre si alguns bailes e pequenas marchas individuais. A primeira marcha foi promovida por Leitão de Barros, a pedido de Campos Figueira, então Director do Parque Mayer. A ideia era a de chamar os bairros lisboetas a mostrarem o melhor de si, dos trajes às músicas, e provar a união da alma alfacinha à volta da celebração de Santo António. À primeira marcha, apenas os bairros de Alto do Pina, Campo de Ourique e Bairro Alto compareceram à chamada.
Quanto à tradição dos manjericos e das sardinhas, não se conhece qualquer relação entre Santo António e estes dois símbolos das Festas de Lisboa. Até porque o manjerico e a sardinha são símbolos de todas as festas populares do mês de Junho, incluindo São João e São Pedro. A sardinha, peixe dos mares portugueses, tem a partir da primavera a sua época alta. A primavera é também a época associada ao amor e, na tradição popular das festas, era costume os rapazes comprarem um manjerico (também conhecido como a erva dos namorados) num pequeno vaso, para oferecer à sua amada. O facto de as condições da primavera e do verão serem as ideais para o crescimento dos manjericos ajudou a que a planta se tornasse tão popular nesta altura.


0 comentários

Quase todos os desenhos animados que andam por aí hospedam algum tipo de criatura com grande personalidade. Às vezes, como no caso de Bugs Bunny ou o Pateta, as personagens não-humanas são as verdadeiras estrelas do show. Quando tal acontece, os autores adoram carregar a personagem com peculiaridades e maneirismos humanos, tornando-as divertidas, envolventes e confiáveis. Mas alguma vez imaginaram estas personagens como seres humanos?

Quando uma personagem não humana possui voz, personalidade e todos os outros traços antropomórficos que os autores gostam de lhes dar, é curioso pensar em que estes cartoons se pareceriam se fossem de carne e osso... Os artistas e ilustradores a seguir dedicaram-se a refazer totalmente animais, monstros e/ou criaturas míticas para torná-los pessoas de aparência estranhamente impressionante. Por isso, podem ficar descansados, pois as vossas personagens favoritas podem resultar nuns seres humanos muito “cool”.

BUGS BUNNY


TIMON, PUMBAA E SIMBA ("O REI LEÃO")


OPTIMUS PIME ("TRANSFORMERS")


MIKE WAZOWSKI & SULLEY ("MONSTERS INC.")


GARFIELD


SCOOBY-DOO & SHAGGY



MINIONS


JOHNNY BRAVO



OS MARRETAS



E muito mais...


0 comentários

“Ligar as pessoas à Natureza”, é o mote do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano, que se celebra hoje, segunda-feira. Lembro de o mesmo advém de uma iniciativa das Nações Unidas para sensibilizar e estimular acções de defesa em prol da Natureza. Porque zelar pela “saúde” do nosso Mundo deve ser uma tarefa diária e prioritária. Desde a reciclagem ao menor uso do carro, passando pela limpeza dos espaços comuns à escolha de alimentos orgânicos e cosméticos com reduzida pegada ecológica… são vários os quadrantes onde cada pessoa pode e deve contribuir para um planeta mais saudável.

Em todo a Terra, esta efeméride está a ser assinalada. Tomem, como exemplo, o Google, que se vestiu de verde. O gigante motor de busca da Internet assume-se como defensor do meio ambiente. Desde o início de 2017, o mesmo depende, a 100 por cento, de energias renováveis.

Em Portugal, são várias as iniciativas para sensibilizar a população para a defesa do meio ambiente. Exemplos disso são a “Green Week” em Guimarães, a caminhada para descer a Ribeira do Jamor, em Oeiras, ou a união entre a Sociedade Ponto Verde e o Jardim Zoológico de Lisboa, para incentivar as crianças a reciclar embalagens. Mas há mais… No Brasil, no Rio de Janeiro, estão programados vários colóquios sobre a preservação dos oceanos. Já em São Paulo, a iluminação de vários edifícios, vai ser, durante esta semana, toda em verde, e em Curitiba, no estado do Paraná, está programada uma recolha de óleo de cozinha utilizado e lixo electrónico.

Porque reciclar é a palavra de ordem. Num mundo cada vez mais escasso de matérias-primas, é preciso encontrar formas de dar utilidade aos recursos utilizados em vez de os enterrar no chão ou abandoná-los em qualquer lixeira. Esta também pode ser uma útil oportunidade de negócio, mais conhecida como economia circular, onde saímos todos a ganhar.

Quanto às medidas, em 2017 vou procurar não me repetir muito, pois costumo assinalar sempre este dia aqui no blog e já enunciei várias, mas nunca é demais lembrar…

Quanto à alimentação, para além de procurarmos que a mesma seja o mais saudável possível, em relação ao ambiente há que ter em conta a sustentabilidade, que deve assentar em algumas práticas:
- Comprar alimentos a produtores locais, sempre que possível;
- Preferir alimentos frescos, locais e da época;
- Ter uma alimentação mediterrânica;
- Repensar, reduzir, reutilizar e reciclar;
- Ajudar a promover uma alimentação saudável, através de um estímulo a uma governação mais eficaz.

Façam o vosso papel e tomem consciência de que, tal como o Natal, o Dia do Ambiente deveria ser todos os dias…

0 comentários

Uma cativante Gal Gadot conquista logo na estreia do filme a solo da Princesa Amazona no grande ecrã. A Mulher Maravilha demorou 75 anos a chegar ao cinema, mas graças à realizadora Patty Jenkins e ao carisma da atriz israelita, eis que chega em grande, numa aventura empolgante, fascinante e deveras inspiradora.

Treinada desde muito cedo para ser uma guerreira invencível, Diana (Gadot) nunca saíra da paradisíaca Ilha de Themyscira, onde é reconhecida como Princesa das Amazonas. Orientada pela sua tia Antíope (Robin Wright) nas artes gladiadoras, mas sempre sob o olhar vigilante de sua mãe, a Rainha Hipólita (Connie Nielsen). Quando o piloto espião norte-americano Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai na ilha, ele fala às Amazonas sobre o grande conflito que ocorre no mundo do patriarcado, que conhecemos como Primeira Guerra Mundial. Diana, guiada pelo seu desejo de proteger os inocentes e perante uma guerra sem precedentes, decide deixar o seu lar, no intuito de parar o conflito, certa de que Ares, o deus grego da guerra, está a influenciar o confronto global. E é na luta que empreende para acabar com todas as contendas, que Diana percebe o alcance dos seus poderes e a sua verdadeira missão na Terra.

Este primeiro filme a solo da Mulher Maravilha é deveras bem-sucedido como peça cinematográfica. A realizadora Patty Jenkins (a mesma de “Monster”) entrega-nos uma película que, trilogia “O Cavaleiro das Trevas” à parte, é a melhor adaptação para o cinema de um super-herói da DC. Jenkins realizou um filme divertido, com muito encanto. Embora a trama lide com alguns temas complexos (e, infelizmente, intemporais), tais como o machismo e a propensão humana para a autodestruição, Jenkins fá-lo de uma forma lúdica e sensível, sem tornar o filme absurdo ou demasiado pesado.

Numa combinação de simplicidade narrativa e conotação emocional, este “Mulher-Maravilha” oferece momentos doces, outros de tremenda acção, dando espaço para cenas muito divertidas, como o contraste entre a princesa guerreira e o mundo conservador da urbe. O choque que Diana sente frente às regras sociais dirigidas às mulheres - restritas por roupas e sem direito a intervenção ou opinião - expõe o ridículo da situação da época, mas sem assumir uma postura rígida.

Há ainda um factor extra, raro nos dias de hoje: não é preciso assistir aos filmes anteriores do universo da DC para se poder embarcar na história, tratando-se de uma aventura completa, com começo, meio e fim.

A Princesa das Amazonas contava apenas com uma série de TV protagonizada por Lynda Carter na década de 1970, mas agora Gal Gadot, ex-miss, ex-recruta do exército Israel, ex-modelo e ex-estudante de Direito, veio dar vida à heroína do novo universo cinematográfico da Warner/DC. Forte, feminina e fascinante, a Mulher-Maravilha finalmente ganhou uma representação à altura nos cinemas, 75 anos depois da sua estreia na BD. Já era altura de ter um filme só seu. E de as meninas, tal como os rapazes que cresceram a admirar o Batman ou Super-Homem, terem um modelo de super-herói a seguir. A princesa das Amazonas só precisava mesmo de um oportunidade para mostrar o que podia fazer nos cinemas. E vocês não a podem perder!



2 comentários