Durante a infância assistimos a uma infinidade de desenhos animados. Existem tantos tipos de desenhos animados, que os há para todos os gostos. E muitos deles agradam até ao público adulto também. Cada um possui uma história com a sua ou as suas próprias personagens, cada uma com uma característica única que fica sempre na nossa lembrança.

Pensando em tal, um artista profissional em edição e ilustração francês, chamado Sylvain Sarrailh e que assina Tohad, criou as suas próprias versões alternativas de algumas personagens famosas que toda a gente adora. E o resultado ficou realmente incrível. E assustador…

Já imaginaram ver os vossos heróis favoritos de uma forma bem diferente do original? De maneira dura e agressiva? Por exemplo, temos o Tio Patinhas e os seus sobrinhos que deram lugar a perigosos assaltantes de banco. Ou o Bart e a Lisa, com os dois irmãos Simpson bem mais radicais. Também o Ursinho Pooh está bem sanguinário nesta nova versão e Dora, a Exploradora cresceu e agora está mais aventureira do que nunca.

Portanto, encontramos no trabalho de Tohad, características mais maduras e violentas que transformaram personagens como Sailor Moon, Hello Kitty, Sonic, Rapunzel, Ronald McDonald e muitos outros em rufiões. Podem aceder às sua página estas e outras ilustrações http://badassfanarts.tumblr.com/.



Ora vejam! Grande trabalho e imaginação. Vão-se surpreender...

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O terror tem vindo a ter um bom ano de bilheteira, com dois dos filmes do género de maior receita de todos os tempos em 2017. Primeiro, foi “Annabelle: A Criação do Mal” e depois “It”. Ambos ainda estão nos cinemas e são uma boa sugestão para este tempo de Halloweem. Quanto a “It”, o último que fui ver, trata-se da adaptação do romance de Stephen King. Mas ao contrário do que se possa pensar, este não é um remake da mini-série de 1990, e sim uma readaptação do livro.

27 anos após o seu primeiro “filme”, Pennywise regressa para se alimentar dos nossos medos numa nova encarnação que, graças a Bill Skarsgård, promete voltar a colocar a personagem no topo dos ícones dos filmes de terror. Conforme me referi, em 1990 já tinha havido uma adaptação, com Tim Curry numa interpretação marcante como Pennywise, mas a mini-série televisiva não resistiu ao passar do tempo… e o realizador “apadrinhado” por Guillermo del Toro, Andy Muschietti, colocou em prática parte do argumento escrito por Fukunaga para nos trazer um dos melhores filmes de terror de 2017. E também uma dos mais aguardados do ano. Bastou sair o trailer do filme e as espectativas aumentaram, tornando-o um dos filmes de terror mais antecipados desde o “The Conjuring” de 2013.

O enredo começa com o assassinato de uma criança, Georgie Denbrough (Jackson Robert Scott), numa pequena vala para escoamento de águas local. Um ano depois, no verão de 1989, o irmão mais velho de Georgie, Bill (Jaeden Lieberher) e o seu grupo de amigos, iniciam a busca do seu assassino. Porém, vêm a descobrir que o crime fora cometido por uma entidade do mal: Pennywise (Bill Skarsgård), um palhaço maquiavélico que anda a matar as crianças, supostamente dadas como desaparecidas.

A cada vinte e sete anos, acontece uma série de desgraças na pequena cidade de Derry, e Bill Denbrough juntamente com o seu grupo, o “Loser’s Club”, atribuem a Pennywise todos os “deaparecimentos” que têm acontecido ao longo do tempo. Pennywise, o palhaço dançarino, explora os medos e fobias das suas presas, e consegue, com isso, atraí-las para onde bem quer, transformando-se nos seus próprios medos ou fobias. Exemplo claro disso é o de Richie Tozier (Finn Wolfhard), que tem medo de palhaços. Quando o grupo de crianças vai, pela primeira vez, à casa abandonada onde está Pennywise, elas acabam por ser separados uns dos outros, e Richie vê-se trancado num quarto cheio de palhaços em bonecos... Uma curiosidade: um dos palhaços que podemos ver nessa divisão é um easter egg de Pennywise protagonizado por Tim Curry, na tal mini-série de 1990 “It – Palhaço Assassino”.

Este é um filme de terror repleto de momentos de tensão e de alguma descontração. Quando o ambiente fica mais tenso, sentimos algum desconforto, medo até, pois os medos e as fobias retratados são bem reais. A banda sonora do filme também complementa muito bem estas cenas. Por seu turno, Bill Skarsgård consegue ser verdadeiramente assustador como Pennywise, até mesmo quando nada faz, ficando parado a olhar para a câmara. Ele não apressa as coisas como qualquer mauzão, ao invés disso, diverte-se com as suas presas, ferindo-as e assustando-as muito mais do que elas imaginavam possível, o que o leva a desfrutar ainda mais do seu aguardado festim, que ocorre de 27 em 27 anos. Acho que desde a terrível Freira do “Conjuring 2” que não me sentia tão assustado com uma personagem do género. O guarda-roupa, a caracterização e, obviamente, a representação de Skarsgård pontuam para que este filme se torne, talvez, o mais visto do género este ano.

Uma outra importante referência maligna está presente neste filme, que representa muito bem o problema de “bullying”. Estas crianças não têm apenas medo de Pennywise, ou dos seus próprios receios, dado que elas também sofrem com o bully Henry Bowers (numa fantástica interpretação de Nicholas Hamilton), que sozinho serviria na perfeição como o vilão do filme.

“It” já tem sequela prevista. Vai haver um “It 2”, pois a obra original foi dividida em duas partes, visto que o livro contém mais de 1000 páginas. Assim, se neste filme temos a primeira parte a mostrar-nos a jornada das 7 crianças do “Loser’s Club” para encontrar os amigos desaparecidos, além de enfrentar o palhaço assassino, na segunda teremos as mesmas personagens em adulto, que regressam a Derry 27 anos depois, para voltar a enfrentar Pennywise. Depois deste “It”, digo-vos: vale a pena esperar. Apenas desejo que Muschietti retorne para fazer o segundo capítulo, pois ele fez um excelente trabalho.

Andy Muschietti soube colocar a nossa empatia com os jovens protagonistas de "It" a braços com um monstro aterrorizante, mas aquele que repugna em vez de seduzir. Ao invés de entregar a habitual sede de sangue da audiência, está muito mais preocupado em mostrar-nos o trauma, real e imaginado, que os seus pequenos heróis terão de enfrentar para derrotar uma criatura que se alimenta de medo. Vibrante, confiante e com uma quantidade surpreendente de emoção, “It” é quase tudo o que se pode querer de um filme de terror moderno. Estou certo de que se trata de um filme de terror que marcará esta geração e que se irá tornar um dos clássicos do género.


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Como eu gosto de efemérides... Falar sobre o Citroën 2CV é estar a falar sobre um dos modelos mais representativos da história do automóvel. Mas este ano celebra-se o 50º aniversário do nascimento do Citroën Dyane, um modelo sucessor que nasceu com a difícil tarefa de assumir o lugar do icónico 2 CV.

O Dyane veio dar um toque mais elegante e melhorar o equipamento do 2 CV, mas também ganhar competitividade num mercado onde o Renault 4 era vencedor graças à sua quinta porta. Este novo modelo revelou-se mais actual e gracioso, sobretudo por culpa do equipamento mais refinado e da estética diferente (uma carroçaria mais dinâmica e linhas mais angulares). Porém, o Dyane nunca se assumiu como um verdadeiro sucessor do 2 CV. E prova disso é o facto da produção do Dyane ter chegado ao fim antes mesmo da do 2CV.

Apresentado em 1967 durante o Salão Automóvel de Paris, o Dyane destacou-se pelo desenho da porta traseira que dava acesso ao porta-bagagens, pela capota "retráctil" de duas posições, um banco traseiro removível e faróis dianteiros incorporados nos pára-choques. Possuindo 3,90 metros de comprimento e capacidade para quatro ocupantes, o Dyane foi produzido nas mesmas linhas de montagem do 2 CV e utilizava o mesmo motor.

A sua produção durou até 1983, altura em que este Citroën somava 1.444.583 unidades vendidas, sendo que pelo meio se foi diversificando e dando origem a versões distintas. Tais como Dyane 4 e o Dyane 6, uma versão "Made in Spain" que se fabricou na unidade de produção de Vigo. Com a carrinha Dyane 400, chegou ainda a um público que procurava uma van ligeira para o trabalho. A sua produção terminou sete anos antes do fim do mítico 2CV, cujas vendas ultrapassaram os cinco milhões de unidades, mais do triplo do que o Dyane que, supostamente, o viria substituir…

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O Halloween chegou mais cedo aos cinemas... Os Wishbones estão longe de ser uma família perfeita ou feliz. A mãe, Emma, possui uma livraria que está envolvida em dívidas, o pai, Frank, trabalha demasiado num escritório e sofre sob a alçada do seu chefe tirano, a filha, Fay, é uma adolescente preocupada com a aparência que acaba por se apaixonar pela primeira vez, e o genial filho Max está a ser intimidado na escola.

Na tentativa de voltar a reunir a família, Emma decide planear uma noite divertida de Halloween. No entanto, o seu plano vai por-água-abaixo quando Baba Yaga, uma bruxa do Leste, a mando do encantador Conde Drácula, os amaldiçoa e acabam por ser todos transformados em monstros: Emma torna-se uma vampira, Frank é agora o monstro de Frankenstein, Fay uma múmia e Max um jovem lobisomem. Em conjunto, esta família grotesca tem de perseguir a bruxa para poder reverter a maldição. Uma aventura que mete os Wishbones em sarilhos e os coloca em confronto com alguns verdadeiros monstros, incluindo o charmoso Drácula, que irresponsável e maléfico, professa o seu eterno amor por Emma. A estrada para a felicidade familiar está cheia de buracos e curvas apertadas. Ou melhor, dentes afiados...

Esta é a premissa de uma típica produção animada voltada para o público infantil. “Um susto de família” lança mãos dos estereótipos familiares para, a partir da metáfora, reforçar valores importantes para as crianças, o que é de louvar. Porém, em termos de animação, se o compararmos com o nível de sofisticação a que o cinema do género já alcançou (por exemplo, através da Disney/Pixar), o filme do realizador Holger Tappe deixa um pouco a desejar num mercado cada vez mais exigente.

"Happy Family" (no original), baseado no livro homónimo do escritor alemão David Safier, centra-se na figura de Emma Wishbone. Como dito anteriormente, ela estava infeliz no casamento (com o marido, apático e escravo do trabalho), infeliz enquanto mãe (a filha adolescente tem vergonha dela; enquanto o filho, menor, é vítima de bullying na escola), infeliz no trabalho, pois não vende livros como gostaria… enfim, Emma está mesmo a viver um período de infelicidade. Até que a sua vida muda, ao ligar acidentalmente para Drácula, o Príncipe das Trevas, que, na sua solidão, apaixona-se imediatamente por ela e ordena que a bruxa Baba Yaga, sua cativa, através de um feitiço, intervenha como uma espécie de cupido na relação.

O resultado da magia acontece no momento já descrito, em que Emma, numa tentativa de dar um ânimo na família, leva-os a um baile de fantasia. Assim, cada membro da família Wishbone transforma-se no “monstro” do qual estava caracterizado no momento do feitiço. A partir de aqui tem início uma inesperada busca pelo reencontro com a união e a felicidade familiar.Neste cenário, duas personagens chama a nossa atenção: a bruxa Baba Yaga, meio atrapalhada, e a amiga de Emma, Sheila, muito zen e alternativa, mas sumamente decidida.

Eu, que vi o filme em antestreia na versão portuguesa, dou os meus parabéns a todo o elenco, pela excelência no trabalho de dobragem profissional. Embora não seja perfeito, “Um Susto de Família” dispõe bem e diverte q.b., miúdos e graúdos.


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Foi inaugurada hoje, na Gare Marítima Conde d'Óbidos, em Lisboa, a exposição "Debaixo do seu Nariz", que vem assinalar os 15 anos de existência da Operação Nariz Vermelho. Vai daí, eu pergunto-me: será que conhecem bem esta organização? Será que sabem do seu extraordinário trabalho desenvolvido? Pois bem, 15 anos parece-me uma boa data para me juntar às comemorações e de lhes prestar homenagem, falando da Operação Nariz Vermelho no meu blog.

A Operação Nariz Vermelho é uma organização que leva sorrisos aos mais novos em situação de fragilidade, como o internamento hospitalar. Ano após ano, vários palhaços levam alegria aos serviços de pediatria. Um trabalho sério e fundamental para todas as crianças que se encontram doentes e confinadas entre as 4 paredes da ala de um hospital. A Operação Nariz Vermelho espera, até ao final deste ano, poder juntar mais um hospital aos já 14 do país onde 23 “doutores palhaços” estão a trabalhar com crianças internadas. Se tal meta for atingida, ficará quase um slogan - “15 anos, 15 hospitais”.

Os 23 profissionais que desempenham esta tarefa, sempre com o nariz vermelho colocado, já passaram por mais de 80 serviços de internamento de crianças, com diferentes características que lhes exigiram formação específica e uma profissionalização deste trabalho. E em 15 anos, a Operação Nariz Vermelho conseguiu chegar (e alegrar) a 41 mil crianças.

Mas este é um momento especial. De comemoração. E para envolver todos os que (felizmente) não vêem o trabalho da Operação Nariz Vermelho, muitas pessoas que também precisam de sorrir, a organização convida a uma exposição dinâmica, a mergulhar no conceito de humor, riso e palhaços. Com recurso a filmes, performance, escultura, literatura, desenho e pintura, "Debaixo do seu Nariz" pretende representar o cómico e o riso, quer seja de forma mais directa ou mais abstracta. Porque rir é, literalmente, um dos melhores remédios, não deixem de visitar a exposição "Debaixo do Seu Nariz", na Gare Marítima da Rocha de Conde d’Óbidos, em Alcântara, patente até 19 de Novembro, com abertura ao público marcada já para amanhã.

Mais informações em www.narizvermelho.pt

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Neste Outono, a ModaLisboa voltou a mudar. A mudar de espaço e de palco, entenda-se, deixando o habitual Pátio da Galé para subir até ao Pavilhão Carlos Lopes, olhando de outra forma para a luz que irradia sobre a cidade de Lisboa.Sim,a 49ª edição da ModaLisboa fez-se sob a influência da “Luz”. E as propostas de criadores nacionais e internacionais convidados “iluminaram” o Pavilhão Carlos Lopes, recentemente alvo de obras de recuperação. De 5 a 8 de outubro e sob o tema “Luz”, os desfiles decorreram tanto indoor, como outdoor, nos jardins do Parque.

Eu lá fui, com alguma limitação de tempo, mas do que vi, adorei. Destaque para dois designers de peso – Nuno Gama e Nadir Tati. Por um lado, a rica simplicidade de Nuno, com a dupla de cores azul e branco a predominarem e a sugerirem a inspiração principal: o azulejo português. Por outro, o colorido africano de Nadir. A angolana apresentou a sua coleção “arte africana”, apostando na utilização da capulana, tecido tipicamente africano.

Ricardo Preto, Dino Alves, Luís Carvalho, o esperado retorno de Aleksandar Protic ao palco lisboeta e Filipe Faísca, que encerrou em grande esta edição, foram outros dos muitos criadores que também apresentaram as suas propostas para primavera-verão 2018. No total, foram 15 os desfiles levados a cabo, incluindo o habitual Sangue Novo, uma oportunidade da Lisboa Fashion Week para os talentos emergentes da moda.

A ModaLisboa mudou. Para melhor. Desde Cascais que não se via este arejamento E as esplanadas montadas, com os quiosques, foram uma boa ideia para o convívio, numa Lisboa cada vez mais trendsetter. A Lisboa Fashion Week, está de volta em Março do próximo ano, com propostas para Outono/Inverno 2018/19. Até lá, acompanhem tudo aqui: dailymodalisboa.blogspot.com e www.modalisboa.pt


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Andy Warhol queria morrer com elas vestidas, Giorgio Armani considera-as a democratização da moda e Yves Saint Laurent tinha pena de não as ter inventado. Os jeans, denim ou calças de ganga, são sempre uma boa ideia para qualquer look e transversais a qualquer tendência.

Por outro lado, a moda adora colaborações. E, muitas das vezes, essas colaborações resultam em coleções estendidas de produtos específicos com o objetivo de levar essas linhas para além do comum das lojas. Podemos observar a Louis Vuitton x Supreme ou a Coach x Selena Gomez como exemplos recentes. Mas o que nunca se viu é o facto de uma casa permitir a outro diretor, artista ou fotógrafo criativo, reinterpretar as suas mensagens de comunicação na sua própria voz e mão. Ora, os artesãos, fundadores e diretores criativos Erik Torstensson e Jens Grede fizeram exactamente isso na sua última colaboração da sua marca Frame Denim com o fotógrafo Bruce Weber, que é tudo sobre liberdade…

Tendo crescido com as imagens de Weber nos anos 80 e 90, o casal enviou a ao fotógrafo uma caixa de jeans sem lhe pedir nada, a não ser "enviar a sua própria interpretação e ponto de vista sobre os jeans de hoje". Começando com uma admiração que se encorajou numa amizade, a dupla partiu para trabalhar com Weber num projeto que nunca seria um acordo comercial convencional: sem temporada, sem prazo, sem perímetros em mente. Eles desbloquearam todas os limites e Weber soube tirar partido disso.

O resultado é um testemunho de confiança criativa de ambas as partes e uma pitada de génio de marketing por parte dos proprietários da Frame Denim. Obviamente, eles associaram-se à experiência de Weber, que veio com, nada mais, nada menos do que a modelo Elaine Irwin. Imagens divertidas que marcam a diferença e são um deleite para a nossa vista...














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