O artista espanhol Nacho Diaz criou uma série de fantásticas ilustrações com mais de 50 vilões da cultura pop a serem abraçados pelos seus respectivos antagonistas de animações, filmes, games, animes ou séries de tv. O projeto chamado Villains Need Love (Os vilões precisam de Amor, na tradução) começou por estar em financiamento colectivo no Kickstarter e, mas tarde, acabou por se concretizar em livro (disponível em Naolito.com). O resultado é simplesmente adorável.

Nacho Diaz acredita que muitos dos vilões seriam pessoas diferentes se tivessem algum amor. E eu creio que essa é uma avaliação bastante justa para a maioria deles. Diaz afirma que a ideia do projecto surgiu da seguinte forma:
“Os vilões são, geralmente, as personagens mais interessantes. Na maioria das vezes, eles são do jeito que são, porque tiveram um momento difícil no passado. Daí eu pensei: será que seriam diferentes com um pouco de amor nas suas vidas? Será que eles ainda seriam essas pessoas mal-humoradas? Foi assim que Villains Need Love começou”.

A série é mesmo fofa. Por exemplo, tenho certeza de que Ursula teria deixado a Ariel manter a sua voz, se tal tivesse acontecido. Por outro lado, o Kylo Ren não merece qualquer abraço, mas Rey é muito boa ao tomar a iniciativa. Ora vejam e fiquem enternecidos…






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Há duas décadas, Portugal recebeu a Exposição Internacional de Lisboa, um evento que veio mudar para sempre a cidade, bem como o espírito lusitano... Exactamente há 20 anos, Lisboa tornava-se a capital do mundo. Fez, nesta terça-feira, 20 anos que abriu portas a Exposição Mundial dedicada ao tema "O Futuro dos Oceanos", que chegou a ser visitada por quase 10 milhões de pessoas. A Expo'98 decorreu no período entre 22 de Maio e 30 de Setembro de 1998, e no seu último dia, bateu o record de afluência, com o recinto a ser visitado por 200 mil pessoas que não quiseram perder o espetáculo de encerramento, o Aqua Matrix.

Quem não se lembra dos vulcões de água, do Oceanário, das filas intermináveis, do frenesim generalizado que se instalou em Lisboa, dos olharapos ou da simpática figura do Gil? Para muitos, como eu, parece que foi ontem, mas também há quem não tenha qualquer memória de um dos maiores eventos que Portugal já recebeu e uma das maiores mutações que a cidade de Lisboa sofreu. Hoje, quem passa pelo Parque das Nações nem imagina o que a Exposição Mundial, que centrou as atenções em Lisboa, transformou aquela zona da cidade. Nesta área esquecida do Estuário do Tejo havia todo um espólio industrial, habitado por contentores e lixo. Uma parte oriental de Lisboa que veio a ser totalmente revitalizada para receber a Expo e transformar-se numa nova cidade dentro da cidade assim que o evento terminou.



Desde essa época, alguns equipamentos chegaram aos nossos dias, mostrando apontamentos da Expo. Por exemplo, os icónicos vulcões de água, que faziam as delícias de todos de cada vez que explodiam, após alguns anos sem actividade, voltaram a “explodir” água. A trabalhar incessantemente desde o dia em que a Expo abriu portas, está o teleférico, que ainda faz uma viagem de 1.230 metros ao longo do rio Tejo, entre o Passeio de Neptuno, perto do Oceanário, e o Passeio das Tágides, junto à Torre Vasco da Gama. Alguns dos pavilhões mais emblemáticos também permanecem até aos dias de hoje, como é o caso da Altice Arena, outrora Pavilhão da Utopia. Com o fim da Expo foi transformado numa sala de espectáculos e eventos, e baptizado de Pavilhão Atlântico. Entretanto, foi vendido e rebaptizado de Meo Arena até adquirir o nome actual.



Subsistem, também, o Oceanário, o Teatro Camões, o Pavilhão do Conhecimento -- Ciência Viva (antigo Pavilhão do Conhecimento dos Mares), o Casino de Lisboa (que foi o Pavilhão do Futuro), a Torre Vasco da Gama, que foi um restaurante panorâmico durante a exposição e actualmente é um hotel, e ainda é possível vislumbrar três bonecos do Gil de braços abertos espalhados ao longo do Parque das Nações. O ex-líbris da exposição - o Pavilhão de Portugal, desenhado pelo conceituado arquitecto Álvaro Siza Vieira permanece, uma estrutura de grande beleza que não mudou de nome e 20 anos depois continua, com destino incerto. Depois de ter sido palco de vários eventos, foi recentemente vendido à Universidade de Lisboa, que pretende vir a revitalizá-lo. Por último e para lembrar a actividade industrial existente naquela zona antes da Exposição Mundial, ficou a Torre da Galp, da primeira refinaria portuguesa - a Refinaria de Cabo Ruivo -, que para muitos serviu de orientação ou ponto de encontro aquando a Expo.



Sem dúvida, a Expo’98 foi um verdadeiro êxito, não só porque mostrou Portugal ao mundo, mas também por ter recuperado uma das zonas mais degradadas e esquecidas de Lisboa. Para o nosso turismo, o evento foi igualmente marcante, pois o sector mobilizou-se para trazer alguns milhões de visitantes estrangeiros ao nosso país, o que impulsionou o lançamento de novas unidades de hotelaria, bem como de outros projectos. Até final de 1997, o evento já tinha gerado receitas de 19,5 milhões de contos, a que se juntavam 39 milhões de contos da venda de terrenos.

Balanço feito, soube-se que a Expo’98 recebia 61 mil visitantes por dia, com o Oceanário e os pavilhões da Utopia, do Conhecimento dos Mares, do Futuro, de Portugal e da Realidade Virtual entre os mais visitados. A Expo’98, a última Exposição Mundial do século XX, tinha valido a pena: para o turismo, para o urbanismo, mas sobretudo, para todos nós.




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Eis uma comovente história sobre o poder da amizade, dos livros e do amor durante a ocupação alemã na ilha britânica de Guernsey aquando e após a Segunda Guerra Mundial. Em Londres, no ano de 1946 e depois do sucesso estrondoso do seu primeiro livro, a jovem escritora Juliet Ashton (Lily James), procura duas coisas: um assunto para o seu novo livro, e, embora sem o admitir abertamente, um homem com quem partilhar a vida e o amor pelos livros. Desde 10 de maio nos cinemas, este filme é a adaptação do romance best-seller internacional de 2010 das autoras Mary Ann Shaffer e Annie Barrows, cuja história se foca na importância de um clube de leitura durante a Segunda Guerra Mundial.

Este clube denominado Guernsey – A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata surge durante o período de ocupação nazi na ilha britânica com o mesmo nome. Mais tarde, já no pós-guerra, o misterioso clube vem a ser descoberto por Juliet Ashton, um espírito livre que, apesar do êxito do último romance e do forte apoio do seu amigo e editor Sidney (Matthew Goode), encontrava-se a atravessar uma fase de falta de inspiração no seguimento da trágica experiência causada pela guerra.

É com alguma surpresa que um certo dia Juliet recebe uma carta de um desconhecido senhor chamado Dawsey Adams (Michiel Huisman), residente na tal ilha britânica de Guernsey, a comunicar que tem um livro que outrora pertencera a Juliet. Curiosa por natureza, Juliet começa a corresponder-se com ele. E é assim que descobre que Guernsey fora ocupada pelas tropas nazis e que a pessoa com quem agora se correspondia fazia parte do clube secreto a que davam o nome de Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata. O que nasceu como um mero álibi para encobrir um inocente jantar de porco assado acabou por se transformar num refúgio semanal, pleno de emoção e sentido, no meio de uma guerra absurda e cruel.
Prestes a aceitar a proposta de casamento do americano Mark Reynolds (Glen Powell), Juliet, cheia de curiosidade, resolve ir até à ilha de Guernsey para se encontrar com os excêntricos membros da Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata, entre os quais se encontra Dawsey, o charmoso agricultor que esteve na origem da carta...



Já na ilha, aos poucos, Juliet vai-se apercebendo que a Sociedade esconde um intrigante segredo, assim como desconfia que os seus membros têm medo que ela o venha a revelar. As confidências que vai obtendo dos novos amigos insulares, o seu apego à ilha e aos membros da Sociedade e a inesperada e crescente afeição que nutre por Dawsey irão mudar drasticamente o rumo da vida de Juliet.

Este é um filme de época a que tive o privilégio de assistir à sua antestreia e que recomendo a ver. Uma bela e simples história que encanta.

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Como sabem, é recorrente falar/mostrar “mash ups” de imagens e bonecada, bem como também desvendar o que está por trás de uma data especial. Já falei sobre o Natal, o Santo António… e agora, para contribuir para a minha cultura geral e a vossa, irei debruçar-me sobre o Dia da Mãe.

Esta ideia de dedicar um dia às mães nasceu nos Estados Unidos, porém, é transversal a todas as culturas, religiões e países. E sabiam que em Portugal já foi comemorado a 8 de Dezembro? O seu significado, por cá, mantém-se ligado à Virgem Maria, mas já lá vamos…

A mais antiga comemoração dos dias das mães é de ordem mitológica. Na Grécia antiga, a entrada do período da Primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses, com a particularidade de Rhea ser mulher de Cronos, o deus grego que trouxe a palavra “cronologia” para as culturas latinas, pois regia o tempo. O registo seguinte situa-se no início do século XVII, quando Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as respectivas mães. Era chamado de "Mothering Day", facto que deu origem ao "mothering cake", um bolo feitos para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.

Nos Estados Unidos da América, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães situam-se em 1872, através da escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República". Porém, foi outra americana, Anna Reese Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou uma campanha para instituir o Dia da Mãe. Em 1905, Anna, filha de pastores, perdeu a sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com o seu sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da sua mãe com uma festa. A partir daí, Anna quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todos os filhos se lembrassem e homenageassem as suas mães. O intuito era o de fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Assim, a feminista Anna Jarvis lançou em 1907 um movimento para criar o “dia nacional das mães”. As comemorações tiveram início na sua cidade – Grafton, na Filadélfia – no aniversário da morte da sua própria mãe. No ano seguinte, todo o estado de Filadélfia prosseguiu a comemorar o dia nacional das mães. Rapidamente, outros estados norte-americanos foram aderindo à comemoração. A campanha de Anna teve grande sucesso e estendeu-se a todo o país, pelo que em 1911 já o dia da mãe era celebrado em toda a América. Mais tarde, em 1914, o então presidente Woodrow E. Wilson unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de Maio. Uma sugestão dada pela própria Anna Jarvis. Em pouco tempo, mais de 40 países adoptaram a data do segundo domingo de maio, tal como ainda hoje acontece no Brasil, Austrália, Canadá, Dinamarca, Finlândia, Itália, Japão, Turquia e outros.

Os brasileiros costumam chamá-lo de “Dia das Mães”, mas os portugueses preferem o singular: “Dia da Mãe” e, ao contrário do país irmão, celebram-no no primeiro domingo de Maio – hoje, portanto. Antes, em Portugal, o Dia da Mãe foi comemorado, durante muito tempo, a 8 de Dezembro, no mesmo dia da Imaculada Conceição, a celebração da concepção de Jesus Cristo através da Virgem Maria. Não se sabe precisar quando a comemoração passou para o mês de maio, porém o seu significado manteve-se, pois segundo a tradição católica, maio é o mês de Maria, a mãe de Cristo. A nossa vizinha Espanha também já celebrou as mães a 8 de Dezembro e comemora agora, tal como cá, no primeiro domingo de Maio. Moçambique, Cabo Verde, Angola, Lituânia e Hungria são outros países que escolheram celebrar o dia da mãe no mesmo dia que nós e Espanha.

Para homenagear as mães, Colômbia, França e Suécia preferem o último domingo de Maio. Já na Índia, a celebração das mães dá-se em outubro, assim como na Argentina e na Bielorrússia. A Noruega escolheu Fevereiro. A Bélgica e a Costa Rica, tal como nós, também homenageiam a mãe de Jesus, celebrando as mães a 15 de Agosto, data que marca a Assunção da Virgem Maria – ou seja, quando a mãe de Cristo ascende aos céus para se juntar ao filho.



Voltando aos Estados Unidos, o sonho de Anna Jarvis foi realizado, mas, inesperadamente, o Dia das Mães tornou-se numa data triste para ela. A popularidade do feriado fez com que se tornasse um dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia das mães para gerar lucro", afirmou, furiosa, para um jornalista, em 1923. Nesse mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, mas sem sucesso. Anna passou praticamente toda a vida a lutar para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa adiante. Proclamava que as pessoas não agradeciam frequentemente o amor que recebiam das suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou, certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos de todo o mundo, por anos a fio, mas, ironicamente, nunca chegou a ser mãe.

Este dia, tal como aconteceu com Anna na sua génese, não serve apenas para celebrar as mães vivas, mas também para homenagear as que já partiram, como é o meu caso. O que não é fácil… Apesar de ter passado mais de um século, este amor, que foi oficialmente reconhecido no início do século XX, é o mesmo amor que é celebrado hoje e cabe, a cada um de nós, fazer deste um dia muito especial.

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