Não nos enganemos! Cerelac, Pensal ou Nestum não são apenas meras papas, são memórias, pois cada uma destas marcas faz parte da história das nossas infâncias, verdade? E como eu adoro efemérides, aqui me têm a falar, passe a publicidade, dos 60 anos do Nestum.

Quanto ao sexagenário Nestum, a receita é 100% portuguesa, embora a marca tenha nascido sob a alçada de uma multinacional centenária, a Nestlé. “Nestum, rico em proteínas. O pequeno-almoço completo e equilibrado”. Há seis décadas atrás, era assim que a Nestlé apresentava uma nova papa, uma receita original lusa que pretendia fazer parte da primeira refeição do dia das famílias portuguesas, numa altura em que os cereais de pequeno-almoço ainda não eram um hábito adquirido. Há 60 anos, imperavam nas mesas matinais o pão e a caneca de café com leite e esses alimentos de aparência duvidosa, pois não eram sólidos, nem eram líquidos, ainda eram vistos com alguma desconfiança. Embora já houvesse farinhas lácteas no mercado, as mesmas estavam reservadas aos bebés.

Os flocos solúveis com sabor a mel até podem ser os que predominam na memória colectiva, mas saibam que não foram os primeiros. Aliás, estiveram bastante longe de o ser. Sem qualquer sabor exótico, o primeiro Nestum a nascer era uma caixa de flocos de múltiplos cereais. Mas embora lá fora já constituíssem um hábito, estes cereais não eram importados. Tanto a receita original, assim como os ingredientes, foram, desde o início, 100% portugueses. Em Avanca, no distrito de Aveiro, a fábrica que os concebeu labora há 95 anos, exactamente o mesmo tempo que a multinacional suíça tem em Portugal. Uma vila que está para o sector assim como a Marinha Grande está para o vidro. Foi lá que se procedeu à produção de farinhas lácteas e que, em 1958, saíram as primeiras caixas Nestum para serem distribuídas pelas mercearias e outras pequenas superfícies comerciais espalhadas pelo país.


Ao longo de dez anos, não houve qualquer outro sabor acrescentado. Só em 1968 é que a Nestlé juntou duas novas edições à marca: o Nestum de Arroz e, o meu preferido de sempre, o Nestum de Figo. Um pouco mais tarde, corria o ano de 1971, lá nasceu o mais famoso Nestum, o de Mel, cujo sucesso foi imediato. No final da década de 70, a produção já tinha quadruplicado, com estes últimos flocos a representarem 85% das vendas. Com os anos 80 vieram algumas modernizações. Em 1985, abriu o primeiro hipermercado em Portugal, o Continente de Matosinhos, e também chegaram novas máquinas à fábrica, o que fez a produção aumentar. Hoje, 10% da produção de Nestum é exportada e a tendência é de aumentar. Nesse sentido, a Nestlé portuguesa está de olho no mercado asiático e se pegar, como boa receita lusa que é, o Nestum sairá de Portugal para conquistar o outro lado do mundo.


À lista de sabores juntaram-se ainda o Alperce e o Chocolate, e ainda o Bolacha Maria, mas o certo é que há muito que estes flocos solúveis deixaram de ser apreciados apenas pelas crianças. Segundo um estudo da marca, no ano passado, metade do consumo nacional foi feito por adultos. Não foi, por isso, à toa que a Nestum se soube reinventar. Além do tradicional Nestum Mel, a mais conhecida referência, a marca tem trazido para o mercado opções dedicadas para quem procura um estilo de vida equilibrado, como Nestum Aveia e Fruta (Maçã e Morango), Nestum Mel Cereais Integrais e Nestum 5 cereais. Portanto, se o Nestum marcou infâncias, provavelmente quem era viciado neste produto continua a comê-lo, mas agora numa versão mais fit e saudável. Nesse sentido, foi ainda lançado o Nestum com Aveia e Caramelo e o Nestum com Aveia e Chocolate. Apesar de ter um pouco mais de gordura, o de aveia com chocolate é, com uma diferença muito pequena, o melhor — tem menos açúcar e hidratos de carbono, sendo mais rico em proteínas e fibras, com os níveis de vitaminas e minerais iguais em ambos.


Para celebrar os seus 60 anos, foi lançada uma embalagem comemorativa que, através do seu packaging especial, recorda a imagem da primeira embalagem lançada pela marca. E também para assinalar o 60º aniversário da Nestum, foi lançada uma edição limitada de banana. Depois de ser “O alimento que nós gostamos”, “A energia para vencer” e “O próximo passo”, a Nestum quer agora mostrar que “Dá mais vida à sua vida” através do seu novo slogan e das novas embalagens já disponíveis.


Porém, parece que não sou o único a quem os flocos com sabor a figo deixaram muitas saudades. À Nestlé têm chegado dezenas de mensagens a pedir o regresso da caixa lilás. A marca não nega a possibilidade de voltar a produzir o Nestum de Figos, mas adianta que primeiro é necessário acertar numa fórmula rentável. Vamos ter de esperar… pois se o Nestum tem 60 anos, tal como os grandes apreciadores destes flocos como eu, não tem idade. Desde 1958, geração após geração, a Nestum tem conseguido estabelecer um forte elo emocional com os portugueses, ao oferecer diferentes referências de produto para todos os gostos, consumidas entre miúdos e graúdos.

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Eles são os protagonistas da revolução mais importante que os nossos armários testemunharam desde a chegada das calças de ganga. Os ténis são um fenómeno global que abrange todas as idades, estilos e classes sociais e cujo uso foi normalizado desde os ginásios até à gala dos Oscars. Elevados à categoria de símbolo de identidade, ultrapassam lentamente os sapatos e saltos altos e convertem-se no motor económico das marcas mais exclusivas, ocupadas actualmente numa competição implacável para lançar o "it sneaker" da temporada: o último grande objeto de desejo.

Em Março deste ano, a Chanel apresentava a sua coleção outono-inverno 2018-2019. Na primeira fila, figuravam clientes multimilionárias, directores das mais prestigiadas revistas de moda do mundo, compradores de lojas multimarcas ou department stores e várias celebridades. Tudo normal, excepto que, para além das suas carteiras de 6 mil euros e de nos pulsos sobressaírem relógios que custam o mesmo que um carro de gama média, todo um catálogo de ténis se apresentava: desde os desportivos Nike a modelos da marca que estava a desfilar, a 800 euros o par. E apesar da presença de alguns saltos stiletto, uma rápida visão geral confirmava que os ténis dominavam a primeira fila. Porque, embora há já alguns anos os ténis tenham deixado os ginásios para conquistar a rua, agora eles são mais "cool" do que nunca. E também o mais novo "motor" do sector de luxo, onde todas as marcas competem ferozmente para que o seu seja o sneaker do momento.


Olhe para o seu próprio guarda-roupa. Repare no Metro ou na rua. Agora, atente às estatísticas: as vendas de ténis cresceram 10% no ano passado, chegando aos 30.000 milhões de euros, enquanto as carteiras - até agora as rainhas dos acessórios – fizeram apenas 7%, de acordo com a consultora Bain & Co. Estamos a participar da "tenização" da sociedade: uma tendência que veio para ficar e que transformou não só a estética global, mas também toda a indústria têxtil, tal como na sua época o fizeram os jeans.

Este fenómeno também constitui a ponta de lança de um outro poder global: a ascensão do desporto e do streetwear, fazendo triunfar desde uma Prada a uma Zara entre o público. Por outras palavras, a tendência para uma maneira cada vez mais informal de se vestir, da cabeça aos pés. Como qualquer outro marco na história da moda, o boom dos ténis é grande porque se espalhou transversalmente. O seu uso normalizou-se entre todas as faixas etárias, estilos e classes. Desde uma competição de skate até à assembleia de accionistas de uma start-up.


Eles são usados por crianças e avós, devido ao seu conforto. E não distinguem géneros. Por exemplo, as mulheres entre 30 e 50 anos, as mais relutantes, mas também o nicho de consumidoras mais poderoso, têm sido fundamentais para a sua expansão. Um facto algo irónico, tendo em conta que elas foram justamente as que conseguiram que os ténis ultrapassassem os limites definidos pelas suas áreas tradicionais de influência: desporto, juventude e música. Assim, os ténis passaram a entrar nos armários de muitas mulheres devido aos ginásios, mas começaram a ganhar cada vez mais espaço dentro deles através das passarelas e das páginas de revistas, que, pouco a pouco, lhes foram mostrando que elas podiam usá-los e estarem impecáveis com um vestido comprido ou um colar de pérolas, num jantar, num encontro ou a passear o cão.

No ano passado, pela primeira vez, a compra de ténis streetwear cresceu mais do que a de calçado técnico: 9% contra 8,4%, segundo dados da Euromonitor International. E a venda de sapatos de salto alto caiu 12%, enquanto a dos ténis femininos cresceu 37%, de acordo com outros estudos. De facto, quando se vê as modelos com ténis nas passarelas, percebemos, sem dúvida, que eles vieram substituir os saltos altos como sapatos de moda e isso, por si só, constitui um marco.


Os ténis também agitaram a moda masculina. Durante 2017, a loja online Mr Porter - uma das maiores do mundo - multiplicou as suas vendas neste campo por quatro. Isto porque ao longo da história, os homens têm reprimido a sua personalidade no vestuário, mas o desporto deu-lhes a oportunidade de expressar a sua individualidade de forma mais fácil e eficiente, sem comprometer a sua aparência. Por isso, cedo, as sapatilhas tornaram-se o equivalente masculino para a "it bag", aquela carteira que a cada estação é a mais desejada e funciona como um símbolo de status. Hoje, consegue perceber-se se um homem gosta de moda ou não por causa dos ténis que usa: ele pode usar jeans e uma camisa preta, mas os seus ténis são uma afirmação e marcam a diferença.

Nesta última fase da sua invasão global, os ténis tornaram-se um dos principais motores e esperanças da indústria do luxo, que presume ser baseada na tradição, artesanato e exclusividade. Da Chanel à Louis Vuitton, passando por Dior, Valentino ou Balenciaga, todos competem ferozmente pelo lançamento do "it sneaker" da temporada. E não apenas isso. Hoje, não se considera que um designer de moda tenha triunfado até o mesmo conseguir lançar um ténis icónico, o que aumenta as vendas e o posicionamento da marca.


Os ténis como calçado de luxo não se trata de um fenómeno novo, mas tem tido um crescimento exponencial. Em 2013, o designer Raf Simons transformou a sua colaboração com a Adidas num prodígio de vendas. Um ano depois e à frente da Dior, lançou ténis bordados com cristais que revolucionaram o sector. A partir daquele momento, as reinterpretações desses modelos por falsificadores e marcas de baixo custo dispararam, popularizando esses projectos de vanguarda.
Mais tarde, em 2016, a versão da marca Vetements dos Instapump Fury da Reebok (cerca de 600 euros) deu o pontapé inicial na corrida pelo "it sneaker". E neste inverno, a Louis Vuitton subiu a parada ao abrir uma loja efémera no Soho, em Nova Iorque, dedicada exclusivamente à sua colecção desportiva. Uma decisão que deixou clara a importância desta área de negócio na centenária maison. Mas, se ainda houvesse alguma dúvida, convém lembrar que em Março passado a casa francesa nomeou o americano Virgil Abloh de director criativo da sua linha masculina, famoso, entre outros talentos, pelas suas bem sucedidas colaborações anteriores com a Nike e a Converse. E mais recentemente, foi veiculado o anúncio que a mítica Anna Wintour protagonizou para a Nike para divulgar a colecção de ténis que desenharam juntas. Por um momento, Wintour abandona os seus inseparáveis "Manolos" (vem exibindo o mesmo modelo com mínimas mudanças há anos) para calçar um par de ténis com a mesma naturalidade.


Os ténis também constituem a porta de entrada perfeita para o mundo do luxo por parte dos millennials, geração nascida nos anos noventa e que o sector tenta desesperadamente entender, sabendo que, em sete anos, representará 40% do seu público comprador, com rendimentos próprios ou dos pais. Sem negligenciar a influência significante nos consumidores mais maduros e supostamente clássicos, pois os de 50 anos querem parecer-se com os de 30...

Portanto, vão-se continuar a fazer e a usar saltos altos, claro, mas uma vez que o conforto tenha sido provado, será mais difícil resistir. É como a mala de viagem com rodas. Como poderíamos viver sem ela? Talvez esta febre possa baixar, porém todos - especialistas, indústria e marcas - concordam que não se trata de uma moda passageira, mas sim de um caminho que já não se pode deixar de fazer.

(feito com base num artigo do El País)

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Nos últimos anos, o artista finlandês Jirka Väätäinen tem recriado icónicas personagens da Disney para mostrar como elas seriam na vida real. De vilões a princesas e todas as personagens secundárias, aqui estão as suas últimas ilustrações.

Jirka Vinse Jonatan Väätäinen cresceu com a Disney e as suas personagens tornaram-se na sua fonte inesgotável de inspiração. Durante os últimos anos, Jirka tem criado os seus retratos e as imagens parecem incrivelmente realistas.

"Em 2011, eu apenas aleatoriamente pensei em me desafiar e me divertir um pouco no Photoshop, e explorar como a personagem de Úrsula da “Pequena Sereia” poderia parecer-se na vida real", defendeu Jirka. "Desde que cresci com muitas dessas personagens, a sensação de nostalgia tornou-se um projeto pessoal muito fascinante e divertido."
De facto, já aqui coloquei, por três vezes (http://liberiosleisures.blogspot.com/2015/09/e-se-os-principes-da-disney-fossem-uma.html, http://liberiosleisures.blogspot.com/2015/11/como-seriam-os-viloes-da-disney-se.html e http://liberiosleisures.blogspot.com/2016/03/personagens-disney-em-realistas.html) , alguns dos seus retratos, mas de forma aleatória. Ou seja, ficava sempre a faltar alguém… agora, podem ver as mais recentes acrescentes, inclusive com a Moana (Vaiana em Portugal).

Jirka, de 28 anos, acrescenta: "Inspirei-me na ideia de rever essas personagens que todos nós conhecemos e amamos, da maneira como imaginava que elas se parecessem se fossem "mais reais", enquanto ainda permanecendo fiel ao desenho original."

O artista afirmou que muitas vezes tem uma ideia bastante clara do que uma personagem em particular deve parecer na vida real na sua cabeça, porém criar cada retrato pode se tornar um processo de tentativa e erro. "Como todos não têm características faciais extremamente distintas, muitas vezes é mais sobre como ter uma noção da sua personalidade."

Portanto, se já falei aqui sobre Jirka quando ele apresentou a sua versão dos príncipes e dos vilões, agora temos uma nova oportunidade de ver mais do seu trabalho, desta vez com outras personagens da Disney que estavam a fazer falta.
Volto a lembrar que o trabalho de Jirka segue a linha das ilustrações realistas, surpreendendo pela habilidade e técnica em pintura digital. Podem ver mais do seu trabalho aqui: http://jirkavinse.com/

A seguir, deleitem-se com o seu realismo.

Mérida, de "Brave - Indomável"

Bela, de “A Bela e o Monstro”

Cruella de Vil, de "Os 101 Dálmatas"

Jaffar, de "Aladdin"

Princesa Jasmim, de "Aladdin" (também como na abertura deste post)

Elsa, de "Frozen - O Reino do Gelo"

Anna, de "Frozen - O Reino do Gelo"

Hans, de "Frozen - O Reino do Gelo"

Peter Pan

Sininho, de "As Aventuras de Peter Pan"

Wendy, de "As Aventuras de Peter Pan"

Alice, de "Alice no País das Maravilhas"

Mulan

Rapunzel, de "Entrelaçados"

Mãe Gothel, de "Entrelaçados"

Moana/ Vaiana

Esmeralda, de "O Corcunda de Notre Dame"

Frollo, de "O Corcunda de Notre Dame"

Naveen, de "A Princesa e o Sapo"


Pocahontas


Nakoma, de "Pocahontas"

Thomas, de "Pocahontas"

Kocoum, de "Pocahontas"

Megara, de "Hércules"

Aurora, de "A Bela Adormecida"

Jane, de "Tarzan"


Cinderela


Lady Tremaine, de "Cinderela"

Branca de Neve

Príncipe, de "Branca de Neve e os Sete Anões"

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Um submergível de alta profundidade – de um programa internacional de observação submarina nas Fossas das Marianas – é subitamente atacado por uma criatura gigante e encontra-se agora inutilizado na parte mais profunda do Oceano Pacífico… com a sua equipa de cientistas presa no interior. Com o tempo (e o oxigénio) a escassear, o experiente mergulhador de resgate em alto mar, Jonas Taylor (Jason Statham) é recrutado por um visionário oceanógrafo chinês (Winston Chao), a partir da base de pesquisa marítima Mana One e contra os desejos da sua filha Suyin (Bingbing Li), para salvar a equipa – e o próprio oceano – da recém-descoberta ameaça implacável: um tubarão pré-histórico com 22 metros de comprimento, conhecido como Megalodonte, que se julgava extinto. O que ninguém poderia imaginar é que, anos antes, Taylor já se tinha cruzado com essa terrível criatura. Agora, juntamente com Suyin e toda uma nova equipa (o elenco conta ainda com as participações de Rainn Wilson, Cliff Curtis, Page Kennedy e Ruby Rose), ele terá que confrontar os seus medos e arriscar a sua própria vida para salvar todos os que se encontram encurralados no fundo do mar… e deparar-se, uma vez mais, cara-a-cara com o maior predador alguma vez visto na face da Terra.

O carcharodon megalodon (também chamado de megalodonte ou, simplesmente, tubarão branco-gigante) foi uma espécie de tubarão que viveu entre 20 e 16 milhões de anos atrás no Oceano Pacífico e que usualmente media entre 15 e 20 metros, podendo chegar a pesar 50 toneladas. Ora, é este “humilde” animal o grande protagonista deste “The Meg”
As aberrações monstruosas têm constituído um dos patrimónios culturais da sétima arte. Desde ataques de um gorila gigante até ao Godzilla, o fascínio pelo caos e destruição conquista e amedronta o público há vários anos. Nesta espécie de obsessão pelo terror, o tubarão parece reinar como figura principal dos “monster movies”, cuja ameaça e presença geram material para situações aterrorizantes desde quando Steven Spielberg demonstrou tal potencial em ação em 1975 (de que aqui no blog já dei conta). É por isso que este Tubarão Gigante, onde o nome por si só já remete para a ideia, parece perfeito, especialmente nesta época de blockbusters. Tendo estreado nos cinemas portugueses ontem, 23 de agosto, nos Estados Unidos já ultrapassou “Missão Impossível” nas bilheteiras. Sem dúvida, “Meg – Tubarão Gigante” apresenta-se como o blockbuster surpresa deste verão.



Baseado no livro de Steve Alten, que escreveu mais cinco sobre este tipo de tubarão, “Meg – Tubarão Gigante” foi filmado em sítios como a ilha Hainan na China, o golfo de Hauraki, na Nova Zelândia e ainda em dois tanques de água construídos de propósito para o efeito, em Auckland. O principal megalodonte no filme tem aproximadamente 23 metros de largura o que equivale a quatro vezes maior do que um tubarão branco. Já a barbatana dorsal tem cerca de 2.5 metros de altura. Algumas das criaturas que ocupam as profundezas do oceano neste filme foram inventadas pela equipa de efeitos especiais que se basearam em formas de vida marinhas já existentes. Aliás, durante todas as cenas iniciais, onde os pesquisadores exploram o fundo do mar, a realização de Jon Turteltaub faz um uso exímio de planos mais intimistas e sufocantes para nos fazer passar um efeito de isolamento em meio à imensidão do oceano.

No cinema, os tubarões têm gozado de dois tipos de protagonismo: Antes de Spielberg e Depois de Spielberg. Antes deste realizador, os tubarões eram apenas perigosos e apareciam como protagonistas secundários nos filmes de ação e aventuras ou de James Bond. A partir de Spielberg e do seu “O Tubarão”, conforme já aqui me referi, os tubarões transformaram-se em monstros marinhos privilegiados do cinema de terror. Houve algumas produções menores a seguir, infelizmente, mas desde há um par de anos, parece que este género de terror marítimo ressurgiu. Mais recentemente, com o magnífico “Águas Perigosas” (The Shallows) com Blake Lively e “47 Metros de Terror” (47 Metres Down), sem esquecer os também melhor sucedidos “Perigo no Oceano” (Deep Blue Sea) e “Em Águas Profundas” (Open Water), baseado em factos reais. Em homenagem ao novo filme, estes são os melhores filmes do género feitos na era Depois de Spielberg – genuinamente tensos e bem-feitos que, por isso, nos divertem. Tal como agora “Meg – Tubarão Gigante”.



Remetendo-nos também para “No coração do mar”, a história do afundamento do baleeiro Essex em 1820, que inspirou Herman Melville a escrever «Moby Dick», protagonizado por Chris Hemsworth e realizado por Ron Howard, pois há um constante ajuste de contas entre um homem e uma criatura gigantesca e maligna, o filme segue a mesma estrutura usada em quase todo o filme clássico de Steven Spielberg, que é esconder ao máximo o animal e fazer-nos sentir terror só pela imaginação da sua existência, criando um estado de grande suspense e tensão. E apesar de querermos ver o monstro o mais rapidamente possível, não deixamos de dar alguns pulos de susto nas cadeiras. Resumindo e concluindo, “Meg – Tubarão Gigante” é uma produção bem trabalhada, com acção envolvente q.b. e excelentes efeitos especiais, que resulta em exatamente aquilo que se espera deste tipo de filme: algum medo e muita diversão.


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Ao estar a ver as muitas imagens que preenchiam o meu mural do Pinterest, reparei numa uma série delas sobre "equipas" para BD muito pouco plausíveis: Homem de Ferro e James Bond, Snoopy vs. Enemy Ace, Godzilla e os Ghostbusters, Robocop e Judge Dredd, Xena e a Princesa Leia, Conan, o Bárbaro e He-man, entre muitas outras interessantes criações, mas muito improváveis.

E perguntei-me: terão sido verdade? Terão mesmo existido estes livros de BD? Pus-me a seguir os links das imagens e alguns levaram-me até ao Super-Team Family… The Lost Issues, um site dedicado às maiores parcerias e confrontos que nunca acontecerem… mas que deveriam ter acontecido! E que galeria, meu Deus! Existem mais de 1000 equipas/parcerias/confrontos para ver neste blog e todos foram engenhosamente engendrados por Ross Pearsall, um artista e fã de banda-desenhada que produz capas imaginárias criadas com as maiores estrelas da DC, da Marvel e mais além...

Investiguei um pouco mais e descobri que o Super Team Family foi uma série de antologia de livros aos quadradinhos publicada pela DC Comics nos anos 1970 e que durou quinze edições. Estes livros de BD apresentavam uma mistura de histórias originais e outras reimpressas. Ross produziu uma fantástica série de capas de revistas de quadradinhos numa clara referência e alguma paródia a esta Super Team Family do passado, mas é ele quem imagina e desenvolve o blog Super-Team Family… The Lost Issues. Nele, Ross cria fabulosas capas de histórias de banda-desenhada imaginárias com a maior equipa de super-heróis reunida e não só, mas que nunca aconteceram... Porém, pensamos, nós, deveriam! Quem não gostaria de ver Indiana Jones e Lara Croft? Sherlock Holmes e o Demolidor? Ou a Mulher-Maravilha e Astérix?

A seguir, apresento algumas capas, das que mais me impactaram e me surpreenderam, para vos deixar algo intrigados. Acreditem, adoraria que tivessem acontecido e que tivesse oportunidade de ler todas estas BDs, que nos vêm lembrar que as capas de revistas de banda-desenhada costumavam ser divertidas. Os exemplos aqui mostrados são apenas uma pequena amostra do incrível trabalho de Ross, por isso, se quiserem ver mais, não deixem de visitar http://braveandboldlost.blogspot.com/



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