Os Prémios Screen Actors Guild 2019 (no original 25th Screen Actors Guild Awards) foi o 25.º evento promovido pelo sindicato americano Screen Actors Guild‐American Federation of Television and Radio Artists (SAG-AFTRA) com o intuito de reconhecer desempenhos excepcionais no cinema e na televisão. Na madrugada de hoje, 27 de Janeiro, no Shrine Auditorium, em Los Angeles, foram premiados os melhores actores e actrizes e também restantes elencos, e outras categorias em cinema e televisão de 2018, com a estatueta de uma figura masculina nua a segurar uma máscara de comédia e uma de tragédia, denominada de "The Actor".

Desde 1995, os SAG Awards têm vindo a tornar-se um dos principais eventos de premiação em Hollywood. As indicações para os prémios advêm de dois comités, um para cinema e outro para televisão, cada um com 2100 membros do sindicato, escolhidos ao acaso, de um total de 165 mil integrantes disponíveis para votarem. Tidos como um dos mais prestigiados da indústria, são uma "prévia" segura para os Oscars nas categorias de actuação.



Na passadeira vermelha, Lady Gaga mostrou, mais uma vez, que está no bom caminho. Decididamente, este é o seu ano! Das silhuetas mais clássicas às extravagâncias “permitidas” a uma estrela de Hollywood vinda do mundo da pop, o estilo desta cantora e agora actriz de 32 anos pode adjectivar-se de irrepreensível e magnífico. Depois de ter usado um Valentino nos “Golden Globes” e de um Calvin Klein nos “Critics’ Choice Awards”, desta feita Stefani Germanotta, o seu verdadeiro nome, optou por um vestido branco do atelier Christian Dior.

Mas não foi só Lady Gaga que decidiu iluminar a red carpet na noite de ontem, pois Glenn Close escolheu também um fato da criação de Ralph Lauren, igualmente na cor branca. Estas duas nomeadas ao prémio de Melhor Actriz não foram as únicas a impressionar em Los Angeles. De Rachel Brosnahan a Alison Brie, passando por Emily Blunt num deslumbrante vestido rosa com a assinatura Michael Kors Collection, mais actrizes abrilhantaram o pré-show. Porém, o destaque vai também para a ala masculina, que soube vestir exemplarmente e honrar o dress code de forma elegante.



Quanto aos vencedores dos SAG Awards, a noite pertenceu à Marvel, pois “Black Panter”, do realizador Ryan Coogler, venceu o prémio de Melhor Filme - Melhor Elenco. Glenn Close, em “A Mulher” e Rami Malek, pelo seu papel de Freddie Mercury em “Bohemian Rhapsody”, foram considerados os melhores actores. Para grande surpresa, Bradley Cooper e Lady Gaga nem um galardão levaram, uma vez que nesta cerimónia não houve espaço para empates, tal como acontecera nos Critic’s Choice Awards.



Mas se os SAG costumam ser um bom barómetro dos Óscares, algo não está bem, pois “Assim Nasce uma Estrela” não foi considerado em termos de galardões e “Roma”, de Alfonso Cuarón, ficou totalmente ausente das categorias de nomeações, quando ambos têm mobilizado atenções e somado distinções… a ver vamos.

Fiquem então, com a lista de prémios concedidos pela federação americana de artistas de rádio e televisão:

CINEMA

Melhor Elenco
Assim Nasce Um Estrela
Pantera Negra
BlacKkKlansman
Bohemian Rhapsody
Crazy Rich Asians

Melhor Actor
Christian Bale, Vice
Bradley Cooper, Assim Nasce Uma Estrela
Rami Malek, Bohemian Rhapsody
Viggo Mortensen, Green Book: Um Guia para a Vida
John David Washington, BlacKkKlansman

Melhor Actriz
Emily Blunt, O Regresso de Mary Poppins
Glenn Close, A Mulher
Olivia Colman, A Favorita
Lady Gaga, Assim Nasce Uma Estrela
Melissa McCarthy, an You Ever Forgive Me?

Melhor Actor Secundário
Mahershala Ali, Green Book: Um Guia para a Vida
Timothée Chalamet, Beautiful Boy
Adam Driver, BlacKkKlansman
Sam Elliott, Assim Nasce Uma Estrela
Richard E. Grant, Can You Ever Forgive Me?



Melhor Actriz Secundária

Amy Adams, Vice
Emily Blunt, Um Lugar Silencioso
Margot Robbie, Maria, Rainha dos Escoceses
Emma Stone, A Favorita
Rachel Weisz, A Favorita



TELEVISÃO

Melhor Elenco em Série Dramática
The Americans
Better Call Saul
The Handmaid's Tale
Ozark
This Is Us

Melhor Elenco em Série de Comédia
Atlanta
Barry
GLOW
The Kominsky Method
The Marvelous Mrs. Maisel



Melhor Actor em Série Dramática
Jason Bateman, Ozark
Sterling K. Brown, This Is Us
Joseph Fiennes, The Handmaid's Tale
John Krasinski, Tom Clancy's Jack Ryan
Bob Odenkirk, Better Call Saul

Melhor Actriz em Série Dramática
Julia Garner, Ozark
Laura Linney, Ozark
Elisabeth Moss, The Handmaid's Tale
Sandra Oh, Killing Eve
Robin Wright, House of Cards

Melhor Actor em Série de Comédia
Alan Arkin, The Kominsky Method
Michael Douglas, The Kominsky Method
Bill Hader, Barry
Tony Shalhoub, The Marvelous Mrs. Maisel
Henry Winkler, Barry

Melhor Actriz em Série de Comédia
Alex Borstein, The Marvelous Mrs. Maisel
Allison Brie, GLOW
Rachel Brosnhahan, The Marvelous Mrs. Maisel
Jane Fonda, Grace and Frankie
Lily Tomlin, Grace and Frankie



Melhor Actor em Filme para TV ou Minissérie
Antonio Banderas, Genius: Picasso
Darren Criss, “O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story”
Hugh Grant, A Very English Scandal
Anthony Hopkins, King Lear
Bill Pullman, The Sinner


Melhor Actriz em Filme para TV ou Minissérie

Amy Adams, Sharp Objects
Patricia Arquette, Escape at Dannemora
Patricia Clarkson, Sharp Objects
Penélope Cruz, The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story
Emma Stone, Maniac

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Do realizador e argumentista nomeado para um Óscar, Steven Knight, chega-nos um thriller original, sexy e aprimorado. Há quem afirme que o género suspense erótico esteja em vias de extinção, porém “Serenidade” prova-nos que Steven Knight está à altura de o trazer de volta. O argumentista britânico juntou novamente a dupla de “Interstellar”, Anne Hathaway e Matthew McConaughey, para o grande ecrã, mas esta “Serenidade” nada tem a ver com o conceito que vem no dicionário...

“Serenidade” começa na paradisíaca ilha de Plymouth, onde Matthew McConaughey é Baker Dill, um capitão de pesca com um passado misterioso desenterrado pela chegada da ex-mulher Karen (Anne Hathaway) - uma femme fatale loira que contrasta com a simplicidade da ilha -, que surge para pedir que a salve das mãos do muito violento marido Frank (Jason Clarke), em troca de 10 milhões de dólares.


Baker Dill, antes John, possui um barco de nome “Serenity” que passeia grupos de turistas pelo tranquilo enclave tropical conhecido como Plymouth Island para a pesca desportiva de espadarte e atum, entre outros peixes. Levava uma vida tranquila até ser interpelado pela sua ex-mulher, que o encontra, traz-lhe de volta todo um passado que ele queria esquecer e faz-lhe um apelo desesperado por ajuda. Karen suplica para que Dill a salve, bem como ao filho de ambos, das garras do seu perigoso e agressivo marido. Enquanto se debate sobre o certo e o errado, o que é real ou fantasia, Dill mergulha numa nova realidade onde nem tudo é o que aparenta.


Numa ilha onde toda a gente tudo sabe (excepto onde fica) e onde ninguém morre (a não ser que se quebre as regras do jogo), a liberdade de Karen e do seu filho Patrick está a um homicídio de distância… a proposta milionária é a de que Dill leve Franck numa excursão no barco e que depois o atire borda fora, deixando-o à mercê dos tubarões. O aparecimento de Karen provoca uma hecatombe na vida de Baker Dill, mas será que ele vai mesmo conseguir abandonar a sua serena e pacata vida, e ser capaz de matar um homem?


“Serenidade” foi filmado nas Maurícias, numa ilha do Oceano Índico, na costa sudeste de África. E, no filme, aparenta ser o paraíso. Porém, Plymouth é só uma ilha onde todos parecem ter mais passado do que futuro, mas onde a serenidade, no fundo, não existe. Por isso, não deixem que o título deste filme vos engane. Apesar de se chamar “Serenidade”, esta história é um intenso thriller. Estreou em Portugal nesta quinta-feira, e para além de ter como protagonistas Matthew McConaughey, Anne Hathaway e Jason Clarke já mencionados, conta também com Diane Lane, Djimon Hounsou e Jeremy Strong.

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Bom, começo logo por esclarece este "palavrão" anglo-saxónico. Sidekick é aquele amigo íntimo, confidente, companheiro, parceiro. Já a Disney é sinónimo de diversão, de histórias fantásticas, com finais felizes e, mais importante, sinónimo de grandes amizades. Afinal, quem de nós não vibra quando os ajudantes dos nossos heróis e princesas entram em acção e praticamente salvam o dia? Sejam animais, gárgulas ou mesmo figuras míticas, os sidekicks da Disney são, sem sombra de dúvida, parte essencial das nossas histórias preferidas.

Tal como cantava Adriana Calcanhoto "Avião sem asa, Fogueira sem brasa, Sou eu assim, sem você", assim estão as personagens de sempre da Disney: não as conseguimos imaginar sem os seus ajudantes de peso. O que seria de Simba sem o Timon e o Pumba? Ou que aconteceria à Mulan se não tivesse o seu Mushu?

Para todos aqueles que, tal como eu, cresceram com a Cinderela, Ariel, Rei Leão e muitos outros filmes de animação da Disney, a verdade é que as nossas personagens favoritas, os heróis da história, conquistam sempre um final feliz graças à ajuda dos seus fiéis amigos. Amigos esses que os incentivam a ir mais além, que os aconselham a olhar para o outro lado, a ter uma outra perspectiva das coisas ou que, simplesmente, os ensinam a viver a vida sem problemas. De facto, os nossos filmes de infância seriam muito diferentes sem eles. Porém, a verdade é que muitos deles ainda não recebem todo o crédito que merecem.
Então, resolvi criar uma lista dos melhores sidekicks da Disney para que fiquem para a posteridade como verdadeiros heróis que também são.



MAXIMUS, de "ENTRELAÇADOS"
Maximus é, sem dúvida, um dos melhores sidekicks da Disney. O facto de ele não falar, já que é um cavalo, e ainda assim conseguir transmitir tanta coisa é realmente incrível. Além disso, possui uma atitude rebelde e provocadora que não deixa ninguém indiferente.


LEFOU de "A BELA E O MONSTRO"
Lefou é parceiro do sedutor Gastón e embora este se tenha tornado um vilão, o pequeno Lefou sempre fez de tudo para o apoiar e ajudar. Um sidekick à altura, que não desapontava e que confiava cegamente no seu grande amigo. Por Lefou se destacar ao revelar uma confiança e lealdade quase cega a Gastón, há quem diga que poderia tratar-se de amor. Por isso, desde cedo, os fãs e a comunidade LGBT afirmam que Lefou se trata da primeira personagem homossexual da Disney e que a sua relação com Gastón, apesar de platónica, revelava o amor de Lefou pelo vilão.


DORY de "À PROCURA DE NEMO"
Quando pensamos em Nemo rapidamente somos levados para uma outra personagem, Dory. Quando Dory surge no filme "À Procura de Nemo" torna-se um sucesso igual ou maior do que o do peixe-palhaço protagonista.
Dory é um peixe bastante esquecido, mas há algo de que nunca se esquece: ajudar os seus amigos. Ainda que se possa esquecer do que tem para fazer ou dos lugares que visita, os seus motivos e coragem nunca são esquecidos. É por isso que se destaca no meio de tantos ajudantes da Disney, porque apesar dos seus problemas e esquecimentos, Dory tudo fará para ajudar Nemo. O seu êxito foi tal que teve direito ao seu próprio filme.


ABU de "ALADINO"
Aladino é um jovem que vive os seus dias a cantar e a roubar comida do mercado para sobreviver. No entanto, para que não seja apanhado, este nosso herói conta com a preciosa ajuda do seu melhor amigo, um macaco chamado Abu, que alinha nas suas jogadas e cria manobras de diversão para enganar a polícia real.
Aladino faz de tudo para salvar Abu, pois na verdade Abu é um sidekick com quem ele pode realmente contar. Além de alinhar em todas as suas manobras é bastante protetor, talvez até de mais…


AS GÁRGULAS de "O CORCUNDA DE NOTRE DAME"
Se um sidekick é bom, três é ainda melhor. Que o diga Quasimodo que conta com a ajuda de Victor, Hugo e Laverne para desabafar e receber conselhos que o fazem arriscar e declarar o seu amor. Estas três graciosas Gárgulas, além da proteção paternal que dão a Quasimodo, resultam também em serem bastante dinâmicas e engraçadas.


TAMBOR de "BAMBI"
Sejamos sinceros: o Tambor é, sem dúvida, um dos sidekicks mais queridos e fofos de sempre. Sabemos o quão trágica se torna a história de Bambi e quantas vezes choramos sempre que vemos o filme, mas a verdade é que este coelhinho anima bem esta história da Disney.
Além de estar sempre do lado de Bambi, Tambor ensina-nos algo muito importante - se não tivermos nada bom para dizer a alguém então mais vale não dizermos nada.


LINGUADO de "A PEQUENA-SEREIA"
A princesa de todas as princesas que vivem no fundo do mar, de nome Ariel, tem a seu lado um dos mais simpáticos e queridos sidekicks da Disney. Trata-se do Linguado.
Acompanhando a pequena sereia em todas as suas aventuras, é também o melhor amigo da princesa quando esta se mete em confusões e precisa de alguém ao seu lado.


TERK de "TARZAN"
Quando se é um bebé humano e um acidente faz com que vá parar à selva, toda a ajuda é bem-vinda. Que o diga Tarzan que viveu na densa selva africana sempre rodeado da única família que conheceu: os gorilas.
Claro que não é fácil ser um homem e ter que andar de liana em liana a enfrentar animais perigosos. Aliás, quando o perigo vem de dentro da tua própria família, as coisas tornam-se bem mais complicadas. Felizmente, Tarzan conta com a ajuda de Terk para o acompanhar nas suas aventuras, defender de injustiças, salvar de perigos constantes, mas também para o animar com a sua boa disposição.


RATINHOS de "CINDERELA"
Para além do apoio da Fada Madrinha, a Cinderela conta com a incansável ajuda dos seus dois amigos ratos, Gus e Jaq . Os dois fazem de tudo para alegrar o dia da nossa gata borralheira, assim como para a salvar, custe o que custar. O que vem provar que não importa o tamanho, pois quando um amigo está em perigo fazemos de tudo para o salvar.


LUMIÉRE E RELÓGIO de "A BELA E O MONSTRO"
Lumiére e Relógio são os ajudantes mais valiosos que o Monstro poderia ter. Sabemos que os dois não se conseguem entender, mas quando é o bem-estar e a vida de Monstro que estão em causa, os dois juntam-se e tornam-se numa dupla imbatível.
Além da sua coragem e divertimento, são eles que ajudam o Monstro a lembrar-se do seu lado mais humano, quando tudo parece não ter fim.


PEGASUS de "HÉRCULES"
Pegasus é uma figura mitológica que surge no filme "Hércules" com um papel bem definido. Tal como Maximus, ele não fala e de certa forma, até são bastante parecidos. Mas enquanto Maximus é apenas um mero cavalo, Pegasus voa e foi criado por Zeus. Quando se junta ao semi-deus mais corajoso da história, Hércules, os dois tornam-se imbatíveis e capazes de proteger a humanidade de qualquer mal. Além disso, Pegasus é ainda o amigo que Hércules precisa para lhe dar o empurrão necessário para conquistar Megara.


OLAF de "FROZEN"
Olaf, tal como Dory, merecia um filme a solo. Quando falamos em sidekicks que nos animam, Olaf é um dos principais. O boneco-de-neve que quer viver o verão, apesar de frágil, faz de tudo para ajudar Anna e Elsa a vencerem o verdadeiro vilão. Nem que para isso precise de colocar a sua vida em risco e derreter-se. Olaf é determinado, divertido e muito corajoso, e essas características são o que o tornam num sidekick sem igual.


SININHO de "PETER PAN"
E aqui está uma que leva à letra a canção de Calcanhoto. Peter Pan não seria o mesmo sem Sininho, que é desde cedo uma das personagens mais faladas de sempre da Disney. Tão conhecida e adorada pelos fãs que recebeu a sua própria série e filme. Prova de que os ajudantes dos nossos heróis salvam mesmo o dia, Sininho tornou-se numa personagem principal.
Enquanto sidekick, a irreverente fada ajudou Peter a salvar Wendy, os irmãos e os Meninos Perdidos das mãos (e do gancho) do Capitão Gancho. Para isso, utilizou toda a sua força, força essa que, ao contrário do que possamos pensar, não é só pó de fada, mas sim muito amor e resiliência.


MUSHU de "MULAN"
Ao se falar de sidekicks, Mushu é aquele que surge mesmo com esse fim. Afinal, é confiado ao jovem dragão a missão de proteger Mulan durante a sua missão. Mas como qualquer ajudante que se preze, Mushu faz muito mais do que manter Mulan a salvo. Se bem se recordam, é ele que treina Mulan, que a ajuda a disfarçar-se no exército e que a incentiva a lutar pela sua família, pelo seu amor e por toda a China. Mushu é muito mais do que um confidente, é um amigo em que Mulan confia e que, efectivamente, tem um papel fundamental nesta história.


TIMON e PUMBA de "O REI LEÃO"
E assim termino a lista. E a medalha de ouro tem que ser dividida por duas das mais icónicas personagens de sempre, que até têm o seu lema: "HAKUNA MATATA". Deixar os problemas no passado não é coisa de agora e que o diga Simba, que quando fugiu de casa encontrou um javali emotivo e uma suricata líder que o ajudaram a manter-se a salvo na selva, a viver a vida e a aproveitar as oportunidades. Timon e Pumba destacam-se pela sua personalidade divertida, coragem fora de série e, ainda, porque sem eles Simba nunca se teria tornado Rei.
Mais há, mas tive de ser seletivo. Temos ainda Baguera e Babalu de "Mogli", o Grilo Falante de "Pinóquio", entre outros. Porém, ficamos sempre a pensar: qual é, de facto, o melhor sidekick de sempre?..

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As notícias da morte do cinema continuam exageradas, mesmo na era Netflix. Nunca se fez tanto dinheiro nas bilheteiras do planeta como em 2018. E se o cinema teve um ano bom no mercado mundial, tal deve-se aos Estados Unidos, não só como país produtor dos filmes mais populares, mas também como consumidor. De facto, o ano passado deve render à indústria, em termos globais, uma receita-recorde de 36,4 mil milhões de euros, gerada pela habitual leva de super-heróis (“Black Panther” foi o filme mais visto e mais rentável nos E.U.A. em 2018), animação, biopics e sequelas que alimentaram o mercado interno norte-americano, mas também os espectadores chineses, decisivos para o cômputo final. Já os mercados europeus, como o francês ou o português, estão em contraciclo: após cinco anos sempre a subir, os portugueses foram menos ao cinema em 2018.

Com os números finais do ano passado ainda por revelar, alguns dados mostram que em Portugal, infelizmente e como se previa, 2018 foi um ano de perda em relação a 2017 – que, com os seus 15,6 milhões de espectadores, se fixou como o melhor ano para a frequência cinematográfica desde 2011. Segundo a soma possível apurada, com base nos dados do ICA disponíveis à data de 26 de Dezembro, o número de espectadores nos cinemas portugueses deverá ter rondado os 14,2 milhões no ano passado. Consequentemente, as receitas também sofreram uma quebra: aos 70,2 milhões de euros de receitas brutas contabilizados até ao final de Novembro juntaram-se até ao dia após o Natal cerca de seis milhões, o que colocará a fasquia final do ano na casa dos 76 milhões de euros. Já o ano de 2017 terminou com 81,6 milhões de euros de receitas.

Mas o mundo foi ao cinema ver, sobretudo, "Avengers", "Black Panther", "The Incredibles" ou "Bohemian Rhapsody" e contribuiu com receitas para a indústria a bater recordes globais em 2018. E 2019, o que nos reserva? Quem, como eu, gosta de cinema sabe que um novo ano também significa muitos filmes novos - e 2019 conta com títulos muito aguardados, como "Dumbo", na versão de Tim Burton, e também o remake de "O Rei Leão" em live-action movie, além de "Star Wars IX". Vejamos os principais…


Pokémon: Detetive Pikachu
Seguindo de perto os passos de “Lego” (2014) e “Lego Batman” (2017), a criatividade por trás deste filme e a brincadeira em torno de toda fantasia adorada pelos fãs levanta as expectativas. Com a voz de Ryan Reynolds a personificar Pikachu, os criadores tiram da cartola uma tirada inteligente atrás da outra, provando que qualquer tema pode render uma boa obra (ou uma boa ideia), basta empenho. Se o filme for tão divertido quanto o trailer, estaremos feitos.


John Wick – Capítulo 3
Em equipa vendedora não se mexe. Assim, protagonizado novamente por Keanu Reeves e novamente realizado por Chad Stahelski, chega-nos o terceiro capítulo de uma saga iniciada em 2014, que caiu nas graças do público de tal forma a se tornar o novo filme de ação de culto. As grandes novidades são as presenças de Anjelica Huston e Halle Berry no elenco.


Rocketman
Depois do sucesso estrondoso de “Bohemian Rhapsody”, a biografia dos Queen e, principalmente, do seu frontman Freddie Mercury - que leva justamente no título o nome de uma das canções mais icónicas do grupo -, outra biografia nos mesmos moldes promete em 2019. Dessa vez, o alvo de admiração nas telas é o lendário Elton John. Até mesmo o título da obra segue os moldes do filme dos Queen, tendo como nome uma das canções mais emblemáticas do músico: “Rocketman”. Depois de Rami Malek, é a vez de Taron Egerton provar o seu valor e sua envergadura como actor na pele do excêntrico e polémico artista. A realização é de Dexter Fletcher e o elenco conta com Bryce Dallas Howard e Jamie Bell.


X-Men: Fénix Negra
A saga X-Men nos cinemas já anda nas lides dos cinemas há algum tempo. E existe uma certa esperança de que este quarto capítulo do reboot desencadeado pelo “X-Men First Class” seja o melhor de todos. Tal como com o “Novos Mutantes”, o filme foi adiado um ano, o que não é um bom sinal. A Disney oficializou a compra da Fox nesse entretanto, pelo que muitos acreditam que o adiamento seja por este motivo. E já poderemos começar a presenciar a inclusão de personagens da Marvel Studios no universo X…


Shazam!
O teste de fogo da DC aconteceu em dezembro passado, quando o público pôde finalmente conhecer a visão do “mestre” James Wan para o lendário “Aquaman”. Agora, os fãs do universo DC estão empolgados com “Shazam!”, filme que promete ser o mais cómico do estúdio, tal como foi “Deadpool” para a Marvel” e que pode igualmente sair-se bem. Se o filme resultar satisfatório poderá consolidar uma nova fase para a DC nos cinemas.
Shazam, antes conhecido como Capitão Marvel, é um super-herói que apareceu pela primeira vez na revista Whiz Comics #2, lançada em fevereiro de 1940, durante a era de ouro da BD americana. Com uma história que envolve uma fantasia adolescente, Capitão Marvel é o alter-ego de Billy Batson, um jovem que trabalha como repórter de rádio e que foi escolhido, devido à sua bondade interior, para receber os poderes do Mago Shazam, a fim de preservar a justiça e a paz no Universo. Sempre que Billy profere o nome "Shazam", ele é instantaneamente atingido por um raio mágico que o transforma num super-herói adulto com poderes sobre-humanos, oriundos de seis personagens mitológicas que lhe concedem tais características —Salomão (sabedoria), Hércules (vasta força física), Atlas (resistência, invulnerabilidade), Zeus (poderes mágicos), Aquiles (coragem) e Mércurio (velocidade, capacidade de voo).


Era uma Vez em Hollywood
Quentin Tarantino, um dos autores mais cultuados da história do cinema, lança em 2019 um novo trabalho. Brad Pitt, Leonardo DiCaprio e Margot Robbie inserem-se no elenco. E só isto seria o suficiente para atrair os fãs, porém, o realizador traz ainda Al Pacino e uma história sobre Hollywood da década de 1970, com atores, agentes e o assassinato de Sharon Tate pela seita de Charles Manson. Perder este filme não é uma opção.


Aladdin
Mais uma aventura da Disney em live-action, baseada numa sua animação clássica. “Aladdin” (1992), que estreou dois anos antes do fenómeno “O Rei Leão” (1994), seguia firme na revitalização das animações do estúdio, após os grandes sucessos de “A Pequena Sereia” (1989) e “A Bela e o Monstro” (1991). “Aladdin” manteve a qualidade e fez a ponte ideal entre o citado último filme de 1991 (indicado a Óscar de melhor filme) e “O Rei Leão”. Com realização a cargo de Guy Ritchie, outro dos grandes chamarizes é a presença de Will Smith como o génio da lâmpada, imortalizado pela voz de Robin Williams na animação. Como será a personificação de Smith no papel? É o que todos queremos saber. As mil e uma noites serão concretizadas em breve...


Us
Do realizador de “Foge” (Get Out), Jordan Peele, chega-nos “Us”. É uma história mais aproximada do género de terror. Um casal leva os seus filhos para uma casa na praia com a esperança de passar uns dias divertidos com os seus amigos, mas os seus planos tranquilos chegam ao fim quando surge uma família bizarra nos seus domínios. Adelaide Wilson (Lupita Nyong’o) – que é assombrada por um persistente trauma do seu passado – torna-se paranóica, acreditando que algo de mal irá acontecer à sua família. À medida que a noite cai, os Wilsons vêem quatro figuras de mãos dadas, em silêncio, no final da entrada da sua casa…
Depois de ter vencido o Óscar para Melhor Argumento Adaptado no início deste ano com “Foge“, Jordan Peele leva-nos a um novo pesadelo intitulado “Us.” Este thriller conta com um elenco de luxo liderado por Lupita Nyong’o, Winston Duke, Elisabeth Moss e Tim Heidecker.


Dumbo
Desde que começou a fazer live-action movies das suas animações, a Disney tem acertado em cheio, captando a adesão de novas gerações. 2019 será, por isso, decisivo e marcado como o ano mais preenchido em termos de lançamentos dentro deste contexto. Além de “Aladdin”, o primeiro a chegar atende pelo nome “Dumbo”, com um animal como protagonista desta clássica história – um elefante bebé de circo, separado da mãe, cujas enormes orelhas são a sua vergonha e maior qualidade. O filme é realizado por Tim Burton e promete ser uma aventura surpreendente e encantadora para toda a família. Michael Keaton e Danny DeVito voltam a colaborar com o cineasta. Só faltava Michelle Pfeiffer para uma reunião oficial do elenco de “Batman, O Retorno” (1992)…


It – Parte 2
Depois do êxito como um dos filmes de terror mais rentáveis da história do cinema, este é um dos filmes mais aguardados. E a segunda parte do estrondoso sucesso de “It” não poderia ficar de fora, pois este filme de terror veio mostrar que obras do género podem ir muito mais além do que um mero manancial de jump scares e momentos desagradáveis, elevando o terror a um outro patamar. A produção baseada em Stephen King é um excelente filme e quem o viu está certamente ansioso pelo desfecho, agora com as personagens adultas. A história deste segundo capítulo decorre 27 anos após a do primeiro filme e conta com um elenco novo com nomes como Jessica Chastain, James McAvoy, Isaiah Mustafa, Jay Ryan, James Ransone, Bill Hader e Andy Bean. Bill Skarsgard está obviamente de regresso como Pennywise, bem como o elenco original do Losers Club. Esta continuação estreia mais lá para o final do ano.


Spiderman: Far from home
No seguimento de uma grande comoção e do forte apelo dos fãs para que o maior herói da Marvel finalmente voltasse aos domínios do estúdio, o Homem-Aranha pôde contracenar com as maiores personagens da casa. O “cabeça de teia” (personificado neste comeback por Tom Holland) ocupou o mesmo espaço nas telas com lendas da BD do cinema, como Homem de Ferro, Capitão América e Thor. Mas logo após Vingadores 4, chega-nos o segundo filme individual do Homem-Aranha. Pouco se sabe acerca da história para além de que o escalador de paredes retorna irá viajar para a Europa com os seus amigos e terá de se defrontar com o vilão Mysterio, interpretado por Jake Gyllenhaal. A estreia ocorre a 4 de julho, coincidindo com o Dia da Independência norte-americana.


Joker
Alguns filmes são imbatíveis quando a questão é expectativa. E apesar de não ser exatamente uma superprodução propriamente dita, esta obra chama a atenção pela ousadia e originalidade. O Joker é considerado um dos maiores vilões da BD (senão “o” maior vilão) e a sua transição para o cinema deu-se da mesma forma – fazendo dele um dos antagonistas mais celebrados da sétima arte. Diversos atores prestaram a sua interpretação do papel ao longo das décadas – de Jack Nicholson a Heath Ledger, passando por um menos brilhante Jared Leto. Deste feita, cabe ao talentoso Joaquin Phoenix encarnar esta enigmática personagem, num filme produzido por Martin Scorsese. Promete…


Star Wars: Episódio IX
Ainda sem título, a conclusão da recente trilogia de uma das séries mais amadas do cinema é envolta em muito mistério e só nos chega em dezembro. Mesmo assim, ocupa uma elevada posição na lista dos filmes mais aguardados. Afinal, trata-se de mais um episódio de Star Wars.
De volta para as mãos do realizador J. J. Abrams, a esperada conclusão chega-nos a 19 de dezembro, dia do meu aniversário. Os pormenores acerca do enredo são poucos e envolvidos em mistério, pelo que ainda não foi lançado nenhum trailer até ao momento.


Capitã Marvel
Ao contrário da DC, a Marvel já não precisa de provar nada. Os seus sucessos em 2018 foram retumbantes, com “Pantera Negra” e “Vingadores: Guerra Infinita”. Mas existe ainda um senão que os estúdios ainda precisam desbravar: o primeiro filme protagonizado por uma heroína. Neste campo, a sua rival DC avançou e aprovou a Mulher-Maravilha junto do público. Será que a Capitã Marvel, de Brie Larson, estará à altura?
A história acompanha Carol Danvers quando esta se torna numa das heroínas mais poderosas do universo, num momento em que a Terra se encontra no meio de uma guerra galáctica entre duas raças alienígenas. Passado na década de 90, Capitã Marvel é uma nova aventura de um período inédito na história do universo cinematográfico da Marvel.


O Rei Leão
A Disney prossegue o seu caminho de domínio mundial. Pelo menos, no que diz respeito a produções cinematográficas. Conforme já referi, o estúdio continua a transformar os seus clássicos de animação em versão live-action de centenas de milhões de dólares. E neste ano, a Disney lança o terceiro que segue este filão. Trata-se de “O Rei Leão” em versão digital do “clássico”. Simba e toda a equipa estão de volta para encantar novas gerações e “Hakuna Matata” voltará a ser entoado. A estreia acontece no verão.


Vingadores: Endgame
Não há volta a dar, a Marvel domina o mercado quando o assunto é super-heróis no cinema. E depois do fenómeno que foi o episódio “Vingadores: Guerra do Infinito”, este ano o que o grande público quer saber é o que aconteceu com os maiores super-heróis da casa. Recorde-se que Thanos reuniu as pedras do Infinito e aniquilou metade dos seres vivos do universo. Os Vingadores que tiveram a sorte de permancerem vivos terão de fazer os possíveis para desfazer as tristes consequências do filme anterior. Por isso, este quarto capítulo dos Vingadores, o maior blockbuster de 2019, deve tornar-se o divisor das águas para personagens icónicas e marcar uma nova fase de filmes na empresa.

Outros igualmente interessantes:
• Godzilla II: King of the Monsters
• The Secret Life of Pets 2
• Hellboy
• The Lego Movie 2: The Second Part
• How to Train Your Dragon: Hidden World
• Toy Story 4



Bom, e agora toca de amealhar algum para irem mais ao cinema e fazer de 2019 um melhor ano de cinema a nível nacional. Aqui vos apresentei alguns motivos para tal...

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"Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália está ocupada pelos romanos... Toda? Não! Uma pequena aldeia habitada por irredutíveis gauleses resiste, ainda e sempre, ao invasor. E a vida não é fácil para as guarnições de legionários romanos". Quem não se lembra? É assim que começam todas as aventuras de Astérix, o gaulês nos seus livres de banda desenhada. Desta feita, temos um novo filme baseado nas divertidas personagens criadas pelos franceses René Goscinny e Albert Uderzo, uma comédia de animação realizada por Louis Clichy e Alexandre Astier, a dupla que também foi responsável por “Astérix: O Domínio dos Deuses”, de 2014, também em animação.

Nesta nova aventura na telas, depois de sofrer uma queda aparatosa que poderia ter sido fatal, Panoramix, o druida da aldeia dos mais corajosos gauleses, percebe que é chegado o momento de encontrar um sucessor mais jovem a quem seja possível revelar o segredo da poção mágica. Porém, de forma a assegurar que a receita não caia em mãos erradas, a seleção não pode ser feita de ânimo-leve. E então, devido a isso, o grande e velho sábio decide fazer uma longa viagem por toda a Gália, numa busca por um jovem e talentoso druida que possa ser treinado e que seja digno de conhecer o segredo da poção mágica, na companhia de Astérix e Obélix, dois dos seus mais fiéis e íntimos amigos.



Embora já esteja nos cinemas desde 10 de janeiro e eu tenha ido à sua antestreia, só hoje me dignifiquei a dar-vos conta deste filme, em parte devido às minhas atividades profissionais que não me permitem escrever tanto quanto gostaria... mas este filme surpreendeu-me. Talvez por ter sido a primeira animação de Asterix que tenha visto no cinema. Comecei logo por ficar estupefacto ao ver o nosso velho Panoramix convertido em perito numa colheita acrobática do visco nos galhos dos carvalhos que povoam a floresta em torno da Aldeia dos Irredutíveis gauleses. Por uma vez, ao calcular mal o movimento e dando uma queda aparatosa, tal dá-lhe que pensar... e a nós! O que aconteceria se ele se visse impedido de preparar a sua beberagem mágica?



Resulta interessante o facto de o filme se centrar em Panoramix, uma das personagens mais conhecidas da obra de Goscinny e Uderzo, uma vez que é a personagem que conta com mais tempo de exposição e aquela que desencadeia várias ações. Para além disso e também resulta curioso, há que falar da jovem Pectina, uma rapariga discípula que venera Panoramix, sendo a primeira personagem feminina a ter um papel principal nas histórias de Astérix e Obélix, neste filme que traz uma aventura inédita, não existente em nenhum livro. No final, acaba por ser Pectina a resolver vários problemas, então é curioso o crescimento desta personagem, que se revela ser uma boa surpresa.
E como em equipa vencedora não se mexe, devido aos cerca de 3 milhões de bilhetes vendidos por “Astérix – O Domínio dos Deuses”, corealizado por Alexandre Astier e Louis Clichy, e por ter sido um dos maiores sucessos cinematográficos de 2014, trata-se da mesma dupla que se pôs em ação para este “Astérix – O Segredo da Poção Mágica”. Louis Clichy é um sobredotado da animação que se iniciou nos estúdios da Pixar com filmes como “Up” e “Wall-E”. Alexandre Astier é, entre outras coisas, o célebre criador de Kaamelott.



A animação é bastante viva e colorida, o que também torna o “Astérix – O Segredo da Poção Mágica” atraente. No que toca à história temos um filme que segue bastante o ritmo do seu antecessor: temos vários momentos divertidos, especialmente os musicais, como nos primeiros minutos do filme. Pessoalmente e não tendo nada contra as dobragens portuguesas, teria preferido ver o filme no original, com as falas em francês.



“Astérix - O Segredo da Poção Mágica” resulta num filme bem animado e divertido, especialmente para os mais novos, que são definitivamente o seu público-alvo. Nós, os mais adultos ficamos felizes por sentirmos uma certa nostalgia, de quando líamos os álbuns destas carismáticas personagens.




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