A Mattel, Inc. anunciou recentemente um acordo de licenciamento mundial entre a sua marca Barbie e a National Geographic para criar uma linha de produtos e conteúdos focados na exploração, ciência, conservação e pesquisa. Esta colaboração entre ambas as entidades surge com o intuito de expor as crianças a matérias ligadas a estas áreas cientificas.

Com novas e desafiantes profissões, a boneca mais famosa do planeta vai assumir "funções" como fotógrafa de vida selvagem, bióloga marinha, etnóloga, astrofísica ou conservacionista. As bonecas serão comercializadas com os vários acessórios ligados a cada uma das profissões, que destacam ocupações nas quais as mulheres ainda estão pouco representadas, seriamente escolhidos e autenticados por um conselho consultivo composto por exploradoras e investigadoras da National Geographic Explorers, assim como a própria editora-chefe da revista National Geographic, Susan Goldberg.



"A Barbie permite que as meninas experimentem novos papéis através da narrativa, mostrando que podem ser qualquer coisa e, através de parceria com a National Geographic, agora podem imaginar-se como astrofísicas, biólogas marinhas e muito mais", defendeu Lisa McKnight, vice-presidente e diretora geral da Mattel. "A Barbie e a National Geographic representam uma combinação de força motriz e os nossos esforços criativos conjuntos permitem que as crianças explorem o mundo e os diferentes campos da carreira nas suas próprias casas”, acrescenta.

Para incentivar a aprendizagem e a descoberta, haverá uma promoção especial para bonecas compradas online e em lojas selecionadas. Além disso, conteúdos relacionados com as novas actividades serão lançados ao longo do ano no canal da Barbie no YouTube. Estas novas bonecas só irão estar disponíveis no outono de 2019.


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Uma das noites mais esperadas do ano chegou! A 91.ª edição dos Óscares ocorrida esta madrugada não deu azo a grandes discursos, piadas ou enganos, nem tampouco momentos engraçados ou gags. Também não teve um apresentador, tendo sido a primeira gala em 30 anos sem um anfitrião oficial por decisão da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, e isso fez-se sentir…

“Green Book —Um Guia Para a Vida” recebeu o prémio mais aguardado: Óscar de Melhor Filme, o terceiro depois de Melhor Ator Secundário, pela interpretação de Mahershala Ali, e de Melhor Argumento Original. Tendo sido o filme da noite, não foi o que mais prémios recebeu. Apesar de em termos de nomeações as categorias terem sido lideradas por “A Favorita” e “Roma“, foi “Bohemian Rapsody” o filme que mais galardões recebeu, com quatro Óscares no total. Rami Malek foi galardoado com o Óscar pelo papel principal que fez de Freddy Mercury, tendo a fita sido também premiada nas categorias de Melhor Edição, Melhor Edição de Som e Melhor Mistura de Som. Embora não como esperado, esta também foi uma boa noite para Alfonso Cuarón, uma vez que “Roma” foi distinguido com os prémios de Melhor Realizador, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Fotografia. “Black Panther” dos estúdios Marvel, para surpresa de muitos, foi o grande protagonista na primeira parte da cerimónia ao arrecadar três Óscares: Design de Produção, Guarda-Roupa e Melhor Banda Sonora. A Marvel também recebeu um Óscar pelo Melhor Filme de Animação com “Homem-Aranha: No Universo Aranha”.



Mas antes da cerimónia dos Óscares, na chegada à passadeira vermelha do Dolby Theatre, em Los Angeles, neste domingo, 24 de fevereiro, as estrelas de Hollywood vestiram a rigor. No tapete vermelho, Lady Gaga foi uma das estrelas que mais atraiu atenções: com um longo vestido preto Alexander McQueen, luvas e um colar da Tiffany de 128.54 quilates, a cantora surgiu com um look inspirado em Audrey Hepburn no filme "Boneca de Luxo". Num registo mais irreverente, Jennifer Lopez surgiu com um vestido Tom Ford metalizado de gola alta bem “disco”, enquanto Emilia Clarke, de "Game Of Thrones", apareceu com cai-cai lilás. Emma Stone vestiu um impactante Louis Vuitton e Brie Larson envergou um vestido Céline prateado. Mas em termos de tons, o cor-de-rosa foi predominante, confirmado pelo vestido Brandon Maxwell de Sarah Paulson, pelos Schiaparelli usados por Linda Cardelinim e Helen Mirren ou pelo Valentino de Gemma Chan, e até no outfit de Jason Momoa.

Quanto às actuações, destaque para a abertura com os Queen e Adam Lambert e o dueto entre Bradley Cooper e Lady Gaga, que, ao interpretarem “Shallow”, proporcionaram um dos momentos altos da noite.



Mas antes de passagem à lista de premiados, destaque para Lady Gaga, que para além de estar de parabéns pelo Óscar da Melhor Canção Original, fez as pazes com Madonna, após 8 anos de conflito. As duas cantoras e actrizes foram fotografadas juntas numa after party dos Óscares e as acusações de plágio, que estiveram na origem da disputa entre as artistas parece ter chegado ao fim. Tudo começou em 2011. Lady Gaga tinha acabado de lançar o seu single “Born This Way”, e alcançou o topo das tabelas de 31 países, incluindo os Estados Unidos. Na época, os críticos começaram acusar Stefani Germanotta, nome verdadeiro da cantora, de plágio à música “Express Yourself”, de Madonna. E, durante anos, as acusações subtis mantiveram-se. Segundo o “Daily Mail“, ao fim de vários anos de conflito e especulação, Gaga afirmou que não existia qualquer semelhança entre as duas músicas, esclarecendo que a quantidade de instrumental utilizado na sua composição era muito superior àquela utilizada por Madonna.



Em 2016, Gaga chegou mesmo a esclarecer que não queria “desrespeitar Madonna”, cita o “Daily Mail”, “ela é uma boa mulher, e tem uma fantástica e enorme carreira. Ela é a maior estrela pop de todos os tempos”. No entanto, aproveitou o momento para distanciar as acusações que continuavam a recair sobre si. “Eu escrevo toda a minha música. Gasto horas e horas por dia no estúdio. Eu sou produtora. Eu sou compositora. O que eu faço é diferente”. Na época, a rainha da pop utilizou o Instagram para responder a Gaga, onde publicou um “meme” que rapidamente ficou associado à polémica entre ambas. No post, Hillary Clinton surgia a atender uma chamada telefónica enquanto dizia “não te consigo ouvir. Demasiado ocupada a ser incrível”. A publicação foi posteriormente apagada. Mais recentemente, no final de 2018, a polémica voltou ao perfil da rede social de Madonna, quando esta utilizou o Stories para divulgar um vídeo em que surge a dizer a frase “Se existirem 100 pessoas numa sala e uma delas disser que gosta, eu só me vou lembrar dessa pessoa”. Esta expressão foi popularizada por Lady Gaga, depois de a utilizar em várias entrevistas e conferências de imprensa para se referir à ligação que estabeleceu com Bradley Cooper. Após os fãs de Gaga surgirem a criticar a atitude de escárnio de Madonna, a estrela de 60 anos colocou outra publicação no Instagram onde partilha uma versão provocadora da música “Sorry” afirmando, na descrição: “Se não consegues fazer melhor que o silêncio… não digas nada”. Agora, as duas chamaram a atenção dos utilizadores das redes sociais depois de se ter tornado viral uma imagem onde ambas aparecem num ambiente de amizade e grande cumplicidade. Na foto, Madonna abraça Lady Gaga enquanto esta segura o Óscar que tinha acabado de receber pela composição de “Shallow”.



Mas fiquemos com a lista dos vencedores supremos da noite:

Melhor Filme
“Green Book”

Melhor Atriz
Olivia Colman (“A Favorita”)

Melhor Ator
Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”)

Melhor Realizador
Alfonso Cuarón (“Roma”)

Melhor Ator Secundário
Mahershala Ali (“Green Book – Um Guia Para a Vida”)

Melhor Atriz Secundária
Regina King (“If Beale Streat Could Talk”)

Melhor Argumento Adaptado
“BlacKkKlansman: O Infiltrado”

Melhor Argumento Original
“Green Book – Um Guia Para a Vida”

Melhor Fotografia
“Roma”

Melhor Design de Produção
“Black Panther”

Melhor Guarda-Roupa
“Black Panther”

Melhor Edição
“Bohemian Rhapsody”

Melhor Filme Estrangeiro
“Roma”

Melhor Documentário
“Free Solo”

Melhor Documentário de Curta-Metragem
“Period. End of Sentence”

Melhor Filme de Animação
“Homem-Aranha: No Universo Aranha”

Melhor Curta-Metragem de Animação
“Bao”

Melhor Curta-Metragem em Live Action
“Skin”

Melhor Banda Sonora
“Black Panther”

Melhor Canção Original
“Shallow” (“Assim Nasce Uma Estrela”)

Melhores Efeitos Especiais
“O Primeiro Homem Na Lua”

Melhor Caraterização
“Vice”

Melhor Edição de Som
“Bohemian Rhapsody”

Melhor Mistura de Som
“Bohemian Rhapsody”

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Em vésperas de Oscars e com oito nomeações, venho-vos falar de "Vice", um interessante filme a que assisti à sua antestreia e que já se encontra nos cinemas há uma semana. Esta película versa sobre o antigo vice-presidente dos EUA e permite-nos fazer a ligação entre o passado e a política da actualidade. É um "biopic" cinematográfico consagrado à ascensão do controverso ex-vice-presidente de George W. Bush (2001-2009).

Para quem não saiba, Dick Cheney foi um dos homens fortes da América cujo legado é deixado duma forma reservada pela forma como usou o seu poder e explorou o mesmo para seu bel-prazer. E ocupa um lugar na História pela presidência complicada de George W. Bush a lidar com vários acontecimentos que moldaram o mundo no início do milénio, entre um inesperado ataque terrorista e as subsequentes guerras.

Acompanhamos a subida ao poder de Cheney no corpo de Christian Bale, que engordou para o papel. O actor, que em 2004 ficou de pele e osso em “O Maquinista”, e mais tarde bem mais musculado a fazer de Batman, assume agora a pele de um gordo careca que se tornou o tirano secreto da administração norte-americana, reproduzindo em detalhe o seu feitio, as suas expressões faciais e a sua forma de falar. Uma actuação que podemos aplaudir, onde o rigor da personagem e o trabalho de Bale, irreconhecível sob muitas camadas de caracterização e com 20 quilos a mais, a todos conquistou e entusiasmou os críticos. "Vice", que já colecciona nomeações e prémios em várias efemérides de cinema, tem aqui fortes possibilidade de arrecadar o Oscar de Melhor Actor. "Encarna a essência de Cheney", resumiu a revista Rolling Stone, enquanto a Variety afirma que "Christian Bale captura a personagem de Dick Cheney - seco, sarcástico, falsamente aborrecido [...] - com um brilhantismo que se aproxima da perfeição".

Por outro lado, temos o argumento de Adam McKay que, em quase 2h15m de filme, o também realizador é capaz de recriar factos num ambiente descontraído, por vezes provocador. McKay, o mesmo realizador de "A Queda de Wall Street" (2015), empreende aqui uma missão em desacreditar Cheney de forma permanente, entretendo-nos com a sua abordagem niilista e objetiva do vice-presidente, fazendo-nos reflectir sobre o que seria o mundo de hoje se, num certo domingo de manhã, o telefone não tivesse tocado em sua casa...



Como um tecnocrata que dá prioridade à discrição, "Dick Cheney não era um indivíduo que procurava que fizessem um filme sobre ele", afirma Adam McKay. Porém, graças a uma gripe que deixou McKay de cama durante vários dias, o realizador acabou por “devorar” um livro sobre Cheney, "que não parou de me surpreender pela forma como mudou profundamente o curso da história dos Estados Unidos", explicou o próprio aquando a apresentação do seu filme.
"É uma personalidade muito forte, incrivelmente sólida, e, de certa maneira, ele entendia - talvez mais do que ninguém - como fazer funcionar as engrenagens do governo", explicou Bale sobre o ex-vice-presidente. Encarnação da linha dura dos neoconservadores americanos, Cheney também foi secretário da Defesa de 1989 a 1993, durante a primeira Guerra do Golfo (1991). Não apenas foi criticado pela sua política, como também pelas suas afirmações sobre a presença de armas de destruição em massa no Iraque e sua justificativa da tortura, a que chamou "técnicas melhoradas de interrogatório".
Cheney, de 77 anos, também foi suspeito de conflito de interesses: quando se candidatou a vice-presidente, em 2000, era diretor executivo da Halliburton, a segunda maior companhia petroleira do mundo, que enriqueceu graças à segunda guerra do Iraque, em 2003.



"Vice" mostra-nos os episódios entre o homem de poder na Casa Branca e o jovem originário de Wyoming, bêbado e grosseiro, que fora expulso da Universidade de Yale. A sua salvação aconteceu graças à mulher Lynne, encarnada por Amy Adams, cujo desempenho também recebeu aplausos de muitos críticos, assim como o de Sam Rockwell, que interpreta o presidente George W. Bush, um pouco perdido nos labirintos do poder, e de Steve Carell, caracterizado como Donald Rumsfeld.

Segundo a conceituada “Variety”, o filme nunca responde à pergunta de "Quem é Dick Cheney?", pelo que "o público deve contentar-se com conceitos como cobiça e poder". Contudo, o realizador insiste que "desde o início teve a vontade de humanizar essas personagens, de profundá-las, de entendê-las". McKay "criou algo que realmente rompe as convenções [...] É necessário porque o que vemos no ecrã pode ser muito triste e traumático", argumentou Christian Bale. Já segundo Steve Carell, um dos pontos fortes do filme é "que é muito contemporâneo, muito actual. Os espectadores farão, forçosamente, a conexão entre o passado e o que está agora a acontecer", assegurou o actor, certamente referindo-se, mas apenas dando a entender, ao actual residente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Com recurso a um peculiar narrador (Jesse Plemons), que surge em vários locais, representando várias funções sociais, e figurando como metáfora para os espectadores, Adam McKay coloca-nos no lugar dos afetados pela desinformação, sonegação e as acções ardilosas do político. Porém, em “Vice”, não cabe ao elenco o brilho maior, mas sim à linguagem empregada.

Incisivo e necessariamente crítico, “Vice” é um retrato da recente política norte-americana, que a todos faz reflectir. O realizador apresenta assuntos densos numa linguagem leve, de forma a torná-los acessíveis ao grande público e constrói uma narrativa própria de forma a explicar e entreter, sem menosprezar a nossa inteligência.

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"Bond of Brothers", de David Lloyd, uma imagem comovente de um par de leões machos afectuosos, foi coroada vencedora do prémio "Wildlife Photographer of the Year" Lumix people’s choice award. A fotografia, de entre 25 pré-selecionadas para a competição de 2018, pode ser vista no Museu de História Natural, em Londres, até 30 de Junho.

Esta é já a 54ª edição do mais prestigiado concurso de fotografia de natureza do mundo. E cada vez mais, este tipo de imagens serve para nos alertar para a importância da protecção do meio ambiente. É sabido que a preservação da cadeia alimentar é essencial para o equilíbrio do nosso planeta, por isso, quando uma espécie entra em extinção, acaba por gerar um certo colapso nos ecossistemas da Terra. Aqui, seja pela beleza ou pelo revelador e alarmante, temos imagens que falam por si…


“One Toy, Three Dogs” por Bence Mate, Hungria
Apesar de os cães selvagens adultos africanos serem assassinos implacáveis, os seus filhotes são muito brincalhões. Bence fotografou estes irmãos em Mkuze (África do Sul). Todos queriam brincar com a perna de uma impala e tentaram arrastá-la em três direções diferentes.


“A Polar Bear’s Struggle”, por Justin Hofman, EUA
Um urso polar faminto num campo de caçadores abandonado, no Ártico canadense, levanta-se lentamente para ficar de pé. Com pouco e fino gelo, o urso não consegue procurar por alimento. A ausência de blocos de gelo impede que o urso se movimente em busca de comida.


“Three Kings”, por Wim van den Heever, África do Sul
Wim encontrou esses pinguins-rei numa praia das Ilhas Falkland, assim que o sol estava a nascer. Eles foram apanhados num comportamento de acasalamento fascinante: os dois machos estavam constantemente a se movimentarem ao redor da fêmea, enquanto usavam as suas barbatanas para se defender um do outro.


“Fox Meets Fox”, por Matthew Maran, Reino Unido
Matthew fotografa raposas perto de sua casa, no norte de Londres, há mais de um ano e, desde então, ao ver a singular arte de rua, sonhava em captar esta imagem. Após incontáveis horas e muitas tentativas fracassadas, a sua persistência foi recompensada.


“Bond of Brothers”, por David Lloyd, Nova Zelândia
Dois leões machos adultos, provavelmente irmãos, cumprimentam-se esfregando os rostos por 30 segundos. A foto foi tirada em Ndutu, Serengeti (Tanzânia). “Bond of Brothers” (vínculo de irmãos) é a imagem vencedora do “Wildlife Photograper of the Year 2018”.

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Durante o final da década de oitenta, não havia uma modelo mais omnipresente do que a checa Paulina Porizkova. E eu adorava-a! Tinha até um poster seu no meu quarto…

Para ela, tudo começou aos catorze anos, quando uma amiga de Paulina enviou fotos dela para algumas agências de modelos e John Casablancas, da agência Elite, notou a sua “promessa”. Paulina foi uma das primeiros modelos a despertar o seu interesse, pois Paulina era quase de outro mundo, diferente de qualquer outra. A estrutura óssea esculpida de Paulina, a pele luminosa e os olhos azul-celeste, juntamente com a sua incrível capacidade de projetar emoção através da lente das câmaras, fizeram dela uma das favoritas de então. Mas também foi a personalidade de Paulina, o seu diálogo honesto e franco, e o intelecto que a tornaram uma das modelos mais atraentes e envolventes do seu tempo.





Numa entrevista sua à revista Interview, em 1987, Paulina abordou a sua própria visão sobre o mundo dos modelos. "A minha opinião sobre a indústria de modelos é que eu não gosto disso. Eu não gosto de ser modelo, mas é um trabalho muito bom. É um bom passo se se quiser fazer outra coisa. Mas modelar como um estado de espírito - é aí que está o problema". Paulina desenvolveu ainda mais: "É um mundo muito plástico, muito superficial. As pessoas lisonjeiam-te até à morte todos os dias e, no dia seguinte, decidem que te odeiam. É muito volúvel e muito político". E Paulina minimiza o seu papel no processo criativo em ser modelo acrescentando que "modelar não é um trabalho criativo em si mesmo; a fotografia, sim é. O que é que eu crio? Eu deixo as pessoas brincarem comigo para que possam configurar o que querem fazer".



As opiniões sinceras e a franqueza candente de Paulina renderam-lhe uma reputação na indústria da moda como uma "enfant terrible". Apesar dessa marca, Paulina rapidamente se tornou a mais rara das modelos cuja aparência acabaria por definir o visual daquela década. Durante os anos oitenta, Paulina era a “queridinha” da moda que aparecia nas capas de todas as revistas: Vogue, Harper's Bazaar, Cosmopolitan, Elle, Glamour, Mademoiselle, Self e Sports Illustrated's Swimsuit. Em 1988, Paulina alcançou o auge da sua carreira de modelo ao assinar um contrato exclusivo de cosméticos com a Estée Lauder por um valor estimado de 6 milhões de dólares por ano.



Agora, passados todos estes anos, Paulina Porizkova regressa e em pleno: fazendo topless para a revista Sports Illustrated Swimsuit. Aos 53 anos, Paulina é a prova viva de que a idade é apenas um número. "Aprovação para a incomparável Christie Brinkley, que apareceu na edição do ano passado, provando que ser-se sexy é intemporal", defende Paulina.



A supermodelo checa foi a primeira a ser filmada por Walter Iooss Jr. para a Sports Illustrated Swimsuit em 1983, quando tinha apenas 17 anos de idade. Depois, ela apareceu na revista de 1983 a 1986, novamente em 1989, 1992, 2004 e para as filmagens dos 50 Anos do SI Swimsuit, em 2014. Ela foi a primeira mulher da Europa Central a figurar na capa da Sports Illustrated Swimsuit em 1984. Paulina também foi convidada, no ano passado, como parte de um especial de empowerment feminino, com pintura corporal, que também incluiu nomes como Aly Raisman, Hunter McGrady e Olivia Culpo.



Este ano, Paulina mostra às raparigas de 20 e poucos anos como se dever ser: posa em topless para a mais nova edição da Sports Illustrated Swimsuit, 36 anos depois de fazer a sua estreia na célebre revista. A mãe de dois filhos cobriu a revista no ano seguinte, em 1984, e passou a aparecer nela mais seis vezes.


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Mais uma noite de prémios americanos… nesta madrugada de domingo, 10 de fevereiro, as principais estrelas internacionais da música passaram pela passadeira vermelha dos 61º Grammy Awards em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Grandes nomes da música exibiram estilo e glamour. A vencedora de três Grammy, Lady Gaga, apostou em algo mais simples, mas brilhante. Katy Perry chamou a atenção dos holofotes com um vestido diferenciado da marca de luxo Balmain. Camila Cabello escolheu um vestido modelo clássico cor-de-rosa, com decote nas costas. A dona do sucesso “New Rules”, Dua Lipa, usou um longo vestido prateado, com joias exuberantes. A britânica ganhou o seu primeiro Grammy como "Artista Revelação". Mas a artista que mais frisson causou com o seu look foi a cantora e atriz Jennifer Lopez, que apareceu com um vestido bordado com brilhantes e um chapéu country algo exótico. A anfitriã da noite, Alicia Keys, usou um belo vestido longo vermelho decotado, sem qualquer maquilhagem.



No campo masculino, Shawn Mendes surgiu com um blazer azul-marinho e o latino Ricky Martin, acompanhado pelo filho, envergava uma camisa estampada por baixo do blazer preto.
Quanto à 61ª edição dos prémios Grammy da música, os grandes vencedores desta edição foram pouco comuns. Primeiro, o rap como género. Childish Gambino fez história com três troféus dados ao seu “This Is America”. Dois deles, o de melhor canção e melhor gravação, nunca tinham sido atribuídos a um rap. Depois, foi a grande festa das mulheres. No palco, nos prémios e nos discursos. Da apresentadora Alicia Keys, até a mulher mais indicada da noite, Brandi Carlile, que arrecadou três galardões. As “donas” da noite, para além das mencionadas, foram Camila Cabello, Miley Cyrus, Jennifer Lopez, H.E.R., Cardi B, Michelle Monáe, Chloe x Ache. As homenageadas foram Dolly Parton e Diana Ross, e anoite no Staples Center contou ainda com a participação especial de Michelle Obama.



Na noite de consagração de Lady Gaga, que levou para casa três prémios, Cardi B fez história ao ser a primeira mulher a vencer, a solo, o Grammy para álbum rap por “Invasion of Privacy”. Lady Gaga começou a efeméride emocionada ao vencer o prémio de melhor dueto por "Shallow", agradecendo ao colega Bradley Cooper, que, na mesma noite, recebeu um BAFTA em Londres. O cobiçado prémio de melhor novo artista foi para a londrina Dua Lipa, que também ganhou um Grammy de melhor disco de dance por “Electricity”. Foi uma categoria de mulheres (com seis dos oito indicados) que remexeram a indústria no último ano. Outra das nomeadas, H.E.R., ganhou dois Grammys, de melhor disco e melhor interpretação de R&B.



Ariana Grande foi outra das estrelas distinguidas, mas vejamos a lista completa dos vencedores:

Álbum do ano: "Golden hour" - Kacey Musgraves

Gravação do ano: "This is America" - Childish Gambino

Melhor canção: "This is America" - Childish Gambino

Melhor artista novo: Dua Lipa

Melhor performance pop de duo ou grupo: Lady Gaga e Bradley Cooper - "Shallow"

Melhor disco de country: "Golden hour" - Kacey Musgraves

Melhor música de rap: "God's plan" - Drake

Melhor disco de r&b: "Her" - H.E.R.

Melhor disco de rap: "Invasion of privacy" - Cardi B

Melhor Álbum de comédia: "Equanimity & The Bird Revelation" - Dave Chapelle

Melhor Álbum de Teatro Musical: "The Band's Visit" - The Band's Visit

Melhor Álbum de Música Alternativa: "Colors" - Beck

Melhor Composição Instrumental: "Blut und boden (Blood and soil)" - Terence Blanchard

Melhor Engenharia de Som de Álbum Não-Clássico: "Colors" - Beck

Melhor Álbum Instrumental Pop: "Steve Gadd Band" - Steve Gadd

Melhor Compilação de Banda Sonora para Audiovisual: "The greatest showman" - "O rei do show"

Melhor Banda Sonora para Audiovisual: "Pantera Negra" - Ludwig Goransson (compositor)

Melhor Canção Composta para Audiovisual: "Shallow" - Lady Gaga, Mark Ronson, Anthony Rossomando e Andrew Wyatt

Melhor Álbum Folk: "All ashore" - Punch Brothers

Melhor Álbum de Pop Latino: "Sincera" - Claudia Brant

Melhor Videoclipe: "This is America" - Childish Gambino

Melhor Vídeo Musical Longo: "Quincy" - Quincy Jones, Alan Hicks e Rashida Jones

Melhor Performance Solo de Pop: "Joanne (Where do you think you're goin'?)" - Lady Gaga

Melhor Álbum Pop Vocal: "Sweetener" - Ariana Grande

Melhor Gravação Dance: "Electricity" - SilkCity e Dua Lipa (com participação de Diplo)

Melhor Performance de Rock: "When bad does good" - Chris Cornell (prémio póstumo)

Melhor Álbum de Rock: "From the fires" - Greta Van Fleet

Melhor Canção de Rock: "Masseduction" - St. Vincent (compositores: Jack Antonoff e Annie Clark)

Melhor Performance de Rap: "King's dead" - Kendrick Lamar, Jay Rock, Future e James Blake; "Bubblin" - Anderson Paak

Produtor do Ano, Não-Clássico: Pharrell Williams


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Sejam bem-vindos a Kehoe, onde a temperatura é de 10 graus negativos e com tendência a descer. Nesta requintada estância de ski nas Rocky Mountains, a polícia local não está lá muito habituada a ter de lidar com grande ação até que um dia o filho de Nels Coxman (Liam Neeson), um pacato limpador de neve, é assassinado às ordens de Viking (Tom Bateman), um excêntrico barão da droga. Consumido pela raiva e armado com artilharia improvisada, Nels parte para a vingança e decide desmantelar o cartel de Viking, na sequência de um homem de cada vez, embora quase tudo o que ele saiba sobre homicídios vem do que leu em livros de crime. À medida que os cadáveres se vão amontoando, as iniciativas de Nels provocam uma guerra entre Viking e o gang rival de índios liderado por White Bull (Tom Jackson), um chefe da máfia nativo-americano. Rapidamente, os sopés brancos de neve da localidade vão começando a ficar tingidos de vermelho…



“Vingança Perfeita” acompanha o drama de Nels Coxman, cuja vida sofre uma reviravolta quando o filho Kyle (Micheál Richardson) é inocente e misteriosamente morto por um poderoso traficante de drogas. Magoado, irá fazer de tudo para destruir o cartel, neste thriller de ação que é um remake de um filme norueguês intitulado “In Order of Disappearance” (2014). Sendo um reboot não literal do filme protagonizado por Stellan Skarsgard, tanto o original quanto esta nova adaptação são realizados por Hans Petter Moland, que faz aqui a sua estreia em filmes falados na língua inglesa. O argumento desta nova versão fica por conta do estreante Frank Baldwin.

Apesar de ser um turbilhão de violência, seguindo um rasto de vingança, o que surpreende é que tudo é atravessado por uma partícula de humor negro. Damo-nos a soltar risos aquando de algumas mortes, para além de situações caricatas que se nos apresentam e com as quais é impossível contermo-nos. O filme mistura a ironia com a violência, mas o que mais distingue o é o modo como chama a atenção de cada vez que uma vida é tomada. Sempre que alguém morre, o nome da personagem pisca no ecrã, juntamente com a alcunha (como "Wingman" ou "Speedo" ou "Limbo") e um símbolo religioso - como se de uma pequena lápide visual para a vítima se tratasse. E a ironia é o trunfo de “Vingança Perfeita”, senão seria só mais um mero filme de acção e violência gratuita… além disso, este thriller de vingança apresenta um grau de introspecção pouco comum para o género.



Resumindo, se procuram aqui um drama de ação simples, vão ao engano. “Vingança Perfeita” é uma curiosidade, uma parábola sobre o vazio subjacente de uma vingança polémica que, no entanto, tenta servir-nos a quantidade necessária de violência sangrenta. Mas é algo bem mais estranho e perspicaz.

Além de Neeson e dos atores já mencionados, o elenco conta ainda com excelentes desempenhos de Emmy Rossum, William Forsythe e Laura Dern.

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Já alguma vez desejaram ter o vosso momento de estrela? Ou serem um sucesso animado? Lance Phan pode bem fazer isso, pois ele é um talentoso artista 3D que transforma sonhos de perfeitos estranhos em realidade, ao transformá-los em personagens incríveis que parecem sair de um novo filme da Pixar ou da Disney.

Lance possui um conjunto incrível de habilidades, mas a magia do seu trabalho reside nos detalhes que dá às personagens animadas, conferindo-lhes uma personalidade real e encantadora. Os seus retratos animados assemelham-se perfeitamente aos sujeitos humanos que lhes serviram de base e todo um fantástico mundo animado em torno deles bem poderia servir de inspiração para um novo filme de animação. Desde um passeio no parque a um relacionamento amoroso e uma demonstração de amizade, as suas criações animadas são tão diferentes quanto a vida das pessoas.

Vejam mais em baixo os resultados divertidos que parecem pertencer ao mundo da animação real da Pixar. Mais informações sobre Lance aqui: https://www.instagram.com/lance_phan/ ; http://lancephan.art/ e https://www.facebook.com/lancephanart/





























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"Correio de Droga" é o mais novo filme do consagrado Clint Eastwood. Realizado e protagonizado por ele, é quase um road movie, trata-se de um drama criminal sobre um horticultor falido e solitário que aceita a oportunidade de uma nova vida, porém do lado errado da lei. Escrito por Nick Shenk, que se inspirou no artigo “The Sinaloa Cartel´s 90-Year-Old Drug Mule”, de Sam Dolnick, publicado no New York Times, portanto, baseado numa história real, narra as crónicas de viagem de Earl Stone (Clint Eastwood), que começa a transportar droga pelas estradas da América.
Enquanto homem que passou o tempo a viajar de convenção em convenção floral, Earl tem aqui uma segunda oportunidade na sua vida, rejuvenescendo, pois sobra-lhe descontração na estrada e conhecimento dos melhores recantos para uma boa refeição ou distração nocturna.

Mas a culpa do passado e o isolamento vão-lhe pesando e à medida que o rendimento aumenta, Earl aproveita o dinheiro para (a)pagar as suas dívidas morais, redimindo-se dos anos afastados da família (Earl Stone está há anos longe da sua mulher, Mary - interpretada por Dianne Wies – e da filha Iris - Alison Eastwood) ou até aproveitando para apoiar negócios de amigos de longa data.

Veterano da Guerra da Coreia, Eral aceita atravessar estado do Michigan a mando de um perigoso grupo de narcotraficantes, com o equivalente a três milhões de dólares em cocaína. Apesar do risco, o facto de ter 90 anos, aliado a um registo criminal imaculado, torna-o quase insuspeito aos olhos das autoridades. Mas tudo se complica, pois os agentes da DEA-Drug Enforcement Administration (Agência de Drogas dos EUA) Colin Bates (Bradley Cooper), Trevino (Michael Peña) e Special Agent (Laurence Fishburne) estão no seu encalço.

"Correio de Droga" é um “passeio” pelas estradas norte-americanas em velocidade cruzeiro, onde a intriga se vai adensa e o final se vai tornando claro. Trata-se de um filme eficiente na narrativa, com diálogos fortes, como só Eastwood nos sabe apresentar, onde sequências de paisagens, por vezes de motivo repetido, enquadram a naturalidade da rotina da personagem. Earl, um racista e sexista moderado, tem uma natureza fácil, sem filtro no que diz, mas com graciosidade, respondendo como um sorriso sarcástico quando é corrigido pelas suas afirmações.



A adaptação toma algumas liberdades, ou não se tratasse de ficção, relativamente ao percurso verídico do traficante Leo Sharp. O nome do protagonista foi alterado para Earl Stone, bem como o nome dos outros intervenientes, incluindo o do agente Jeff Moore – no filme é Colin Bates - e o do célebre "El Chapo" - para Laton, numa interpretação a cargo de Andy Garcia. Os locais de origem foram alterados - de Detroit para Chicago e do Indiana para o Illinois e o Texas - e a backstory do protagonista foi criada de raiz para efeitos dramáticos, de forma a dar ênfase a certas atitudes e motivações. Ao contrário do que o filme mostra, o verdadeiro traficante, além de se iniciar nessas lides em 1999/2000, cinco anos mais cedo do que o tempo de acção retratado e começando aos 76 anos – e não a caminho dos 90 como "Correio de Droga" sugere -, envolveu-se desde o início de forma voluntária com o cartel de Sinaloa (de acordo com o advogado que mais tarde o defenderia em julgamento, Darryl. A. Goldberg) através de trabalhadores mexicanos da sua propriedade. No filme, Earl Stone desconhece, nos inícios, o conteúdo da mercadoria que transportava, e obtém o contacto dos dealers através de um convidado no brunch matrimonial da neta Ginny (Taissa Farmiga).

Mas, tal como na história original, ninguém escapa para sempre. Ao fim de mais de uma década de sucesso no tráfico de droga, Sharp, que começara a ser investigado pela DEA, acabaria por ser capturado a 21 de Outubro de 2011. Começara aos 76 anos e à data da detenção, Leo Sharp tinha 87 anos. Condenado a três anos de prisão com circunstâncias atenuantes pela idade e por um princípio de demência confirmado graças a relatórios médicos, Sharp foi posto em liberdade ao fim de um ano, falecendo pouco tempo depois, em 2016.

Produzida pela Warner Brothers, a longa-metragem realizada pelo experiente e multipremiado actor de 88 anos Clint Eastwood é um filme dramático que merece a pena ver, onde Bradley Cooper volta a trabalhar com Eastwood depois de “Sniper Americano” (nomeado para Óscar de Melhor Filme) que lhe valeu a nomeação para o Óscar de Melhor Actor, em 2015.

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