É engraçado como duas formas de arte podem fornecer emoções tão contrastantes. Por um lado, pensem em obras-primas clássicas, daquelas presentes em galerias ou museus, as complexas obras de arte. Agora, tenham presente os desenhos animados, diversão, risos e análises em torno de como uma enorme bigorna de dez toneladas não pode causar mais danos além de um hilariante “galo” na cabeça.

Mas e se essas referências culturais do seu tempo fossem combinadas numa construção criativa de passado e presente? Aqui ficam alguns exemplos fabulosos de pinturas antigas em que uma personagem de desenhos animados tomou o lugar do tema original, segundo os designers da comunidade do DesignCrowd (https://blog.designcrowd.com).

Desde personagens da Disney e Loony Tunes, passando pela Family Guy e The Simpsons, aqui ficam algumas imagens em photoshop que espelham bem a mistura das principais personagens da cultura pop com obras clássicas. E, de facto, resulta bem engraçado como duas formas de arte podem causar emoções tão contrastantes…

Bela em "Mona Lisa", de Leonardo da Vinci



Piu piu em "O Terapeuta", de René Magritte



Ariel em "O Nascimento de Vênus", de Sandro Botticelli (na abertura, mesma obra com Bob Esponja)



Louis e Stewie Griffin em "A Pequena Madona Cowper", de Rafael



Os Simpsons em "A Última Ceia", de Leonardo da Vinci



Bambi, Flor e Tambor em "Rest at Harvest", de William-Adolphe Bouguereau



Cinderela em "Las Meninas", de Diego Velázquez



Pantera Cor-De-Rosa em "O Grito", de Edvard Munch



Branca de Neve em "The Flirtation", de Eugene de Blaas



Asterix e cia em "A Última Ceia", de Leonardo da Vinci









0 comentários



“Esta Vida é uma Cantiga”, o reformulado musical da ArtFeist Produções Artísticas está de volta e já estreou no Auditório do Casino Estoril no passado dia 16 de Março. Este novo espetáculo, que reúne os maiores êxitos do teatro e do cinema em Portugal, conta agora com a interpretação de Henrique Feist, Marta Alves, Susana Félix e Valter Mira.

Até 14 de abril, “Esta Vida é uma Cantiga” celebra, num magnífico palco que encena um típico bairro lisboeta, os 150 anos do Teatro de Revista e os 80 anos do Cinema Musical Português. Aliás, “Esta Vida é Uma Cantiga” é o verso inicial de uma das canções mais célebres de toda a história da Revista – “O Dia da Espiga” – que começou a ser cantada em 1929 e o seu sucesso foi tal que até hoje não há quem não a (re)conheça.

Fazendo uma viagem musical pelas célebres canções de revista que retratam a alegria, a saudade, a dor, o amor e a partida, em suma, cantigas de todos os tempos que foram criadas e continuam em grande maioria nos ouvidos de várias gerações, “Esta Vida é uma Cantiga” tem todos os condimentos indispensáveis para nos fazer recordar os tempos áureos de uma gostosa Revista ou de um fantástico filme musical português.



Este espectáculo é toda uma celebração da música do Teatro de Revista e do Cinema Musical português através de cantigas que se foram buscar à história deste género teatral e às quatro décadas deste género de cinema, captando os seus temas predilectos, como o Fado ou Lisboa, e também mostrar como essas cantigas são tão vibrantes na sua versão original, como agora, numa apresentação mais depurada e bem ao jeito da Broadway. E, claro, sem esquecer os seus maiores protagonistas, desde Ribeirinho a Amália Rodrigues, passando por Laura Alves e Hermínia Silva, entre muitos outros.

Uma animada homenagem que nos evoca os mesmos sentimentos que as cantigas despertavam no tempo em que foram criadas, "Esta Vida é uma Cantiga" é um espectáculo da autoria de Henrique Feist e Vítor Pavão dos Santos, com direcção musical a cargo de Nuno Feist. No fundo, um show bem ao jeito do que tem sido feito pela ArtFeist com os sucessos musicais dos últimos anos. A não perder, de quinta a sábado às 21h30, e domingo às 17h00. Bilhetes à venda nos locais habituais.




0 comentários



168.000 palhinhas usadas foram adaptadas artisticamente para criar duas ondas gigantes. Depois, uma caverna cósmica borbulhante foi feita a partir de 18.000 copos plásticos reciclados.

Esta não foi a primeira vez que Von Wong pegou em milhares de objectos e fotografou-os de uma forma que nos faz sentir o peso dos números - na verdade, em dezembro de 2018, ele criou o armário mais alto do mundo, "pendurando" 3.000 peças de roupa na cabeça do consumidor médio. Von tem a particularidade de empreender um trabalho intenso para que possamos visualizá-lo da maneira mais bonita, mas ele fá-lo para que todos possamos tornar-nos mais conscientes. Segundo ele, consciência não é apenas um estado de espírito, é uma acção.



As palhinhas de "Straw apocalypse", num total de 168.000, poderiam ter sido compradas por menos de 20 euros no alibaba.com, mas os parceiros e voluntários que se juntaram a ele e uniram essas ondas não tomaram o caminho mais fácil. As palhinhas foram encontradas nas ruas, em latas ou sacos e colectadas por uma organização sem fins lucrativos no Vietnam chamada Zero Waste Saigon ao longo de seis meses.

Cada palhinha que usamos - por 10 minutos ou 10 segundos - provavelmente irá flutuar nos oceanos por 450 anos. Até 2050, estima-se que haja mais plástico no mar do que peixe.



Motivado por esta alarmante informação, Von Wong e um exército de voluntários incansavelmente vasculharam e limparam 18 mil copos de plástico sujos para "prender" a atenção dos mais desatentos numa caverna cósmica. Os copos de plástico de uso único são usados por minutos ou segundos e depois atirados e qualquer instagrammer que capte imagens na sua caverna de maravilha, terá que se lembrar disto na próxima vez que pedir comida.



Intitulada "Plastikophobia", a obra não significa apenas o medo do plástico, mas antes o medo do que pode acontecer ao nosso mundo se não deixarmos de tomar decisões descuidadas.



Acompanhem e saibam mais sobre Von Wong aqui: https://blog.vonwong.com

0 comentários



A "cadeia de restaurantes favoritos de hambúrgueres" da Suécia, a Max Burgers, há muito se comprometeu a reduzir o consumo de carne vermelha do país. E percebeu que já não bastava reduzir a pegada ecológica a zero para resolver a problemática do clima: era preciso ir mais além, torná-la positiva. Agora, o futuro da marca, segundo Kaj Török, que assume o comando do departamento de sustentabilidade da Max Burgers, passa por diminuir o consumo de carne e tornar os hambúrgueres “verdes” tão saborosos quanto os de vaca. Maravilha!



Quem não gosta de um bom e saboroso hambúrguer de vez em quando, motivado pela cada vez mais crescente influência americana de fast food? Pois bem, comer hambúrgueres e ajudar o clima pode resultar estranho à partida, mas é possível: a tal Max Burgers contabilizou todas as suas emissões de dióxido de carbono no seu processo, desde a agropecuária até à mesa, e decidiu não só neutralizá-las através da plantação de árvores (no continente africano já foram plantadas mais de dois milhões de árvores, o equivalente a cerca de 4380), mas também ultrapassá-las, proporcionado aquilo a que chamam “o primeiro menu do mundo com uma pegada ecológica positiva” ou, na versão original, climate positive.



Nesta singular empresa, a preocupação ambiental faz parte da ementa e esse é um dos trunfos da cadeia sueca, onde a escolha dos consumidores passa a ter em conta não só as opções saudáveis ou o sabor, mas também o facto de ser uma marca amiga do ambiente. Tem resultado muito lucrativo e há até casos de pessoas que não comem em cadeias de fast food, mas se o fizerem, optam pela Max.

Criada em 1968 pela família Bergfors e mantendo-se ainda hoje nas mãos da família, a cadeia de restaurantes Max Burgers surgiu meia década antes de as concorrentes norte-americanas chegarem ao mercado sueco para o conquistar. Mas já chegaram tarde, pois apesar da McDonald’s e do Burger King marcarem presença em solo escandinavo, a Max Burgers lidera tanto em proveitos, quanto em popularidade. Com um volume de negócios na ordem dos 220 milhões de euros por ano, a Max Burgers possui 140 restaurantes na sua rede: 125 na Suécia e os restantes na Noruega, na Dinamarca, na Polónia, no Egipto e nos Emirados Árabes Unidos.

Mas o futuro passa por ser vegan? “O futuro é flexitariano: pode comer-se carne, mas menos do que se come hoje. A ciência não diz que temos de deixar de comer carne, diz que temos de deixar de comer tanta carne”, defende Török. Por isso, antes de pensar em inverter as emissões de forma que a balança seja positiva, há que começar por reduzir as emissões… e uma das formas mais rápidas de o fazer é reduzir o consumo de carne e apostar em opções à base de vegetais. Porém, para fazer vingar os hambúrgueres “verdes” — uns sem produtos de origem animal e outros ovolactovegetarianos —, há ainda o desafio de os tornar saborosos. Este tipo de hambúrgueres têm de saber, pelo menos, tão bem quanto os de carne bovina, e parece estarem a consegui-lo, pois os resultados têm sido positivos, as vendas têm subido e o negócio verde “está a florescer.
Numa altura em que se conhecem os impactos negativos do consumo excessivo de carne, quer para a saúde humana, quer para o ambiente, o objectivo da Max Burgers passa por reduzir a sua oferta carnívora. Por isso, atualmente a sua ementa é composta por 60% de hambúrgueres feitos com carne vermelha, mas a meta é atingir o equilíbrio e ter pelo menos 50% do menu sem esta proteína animal. E tal teve início com “15% há três anos, portanto a mudança é possível e rápida”, remata Török.



O cardápio inclui o Crispy No Chicken Burger, o Chili 'n' Cheese Burger, o Grand Deluxe Umami Halloumi e o Crispy Nuggets, todos os quais são “lacto-ovo” vegetarianos. O termo refere-se a vegetarianos que não consomem carne, mas comem laticínios e ovos em algumas quantidades. Notavelmente, a empresa estabeleceu uma meta para baixar para metade o consumo de carne vermelha até 2022. E para facilitar isso, introduziu a linha Green Family em 2016 - a variedade é vegetariana e oferece uma opção vegan. Até hoje, a Green Family é o lançamento mais bem-sucedido da rede e resultou num aumento de 10% na faturação. De acordo com a Sustainable Brands, atualmente, 33% das vendas da Max Burgers são isentas de carne vermelha.

O sueco refere ainda que a Max Burgers conseguiu alcançar a meta definida pela organização ambientalista WWF para medir a pegada ecológica, ou seja, 500 gramas de dióxido de carbono por refeição. E conseguiram-no 32 anos antes do prazo estipulado, tendo já um hambúrguer vegetariano chamado Crispy No Chicken que se fica pelos 300 gramas de CO2 por refeição. O sueco defende que é chegada a hora e espera que a ideia desenvolvida pela Max Burgers seja contagiante: a cadeia têxtil H&M já anunciou que pretende assumir este compromisso até 2040 e a IKEA anunciou que o pretende fazer até 2030. Tal é muito positivo e “mostra que é possível, que conseguimos fazê-lo”, conclui com esperança Kaj Török.



E para quando a Max Burgers por cá? A vinda para Portugal é sempre uma possibilidade, mas falta encontrar a entidade certa para a explorar no nosso país: “Se encontrarmos alguém que tenha a mesma visão sobre o que os negócios sustentáveis podem fazer pelo mundo e também seja bom na área da restauração, é muito provável que arrisquemos”. A ver vamos… mas parabéns, Max Burgers, pois sem te ter provado, já sou teu fã!

0 comentários



Foi precisamente neste dia, em 1989, que Sir Tim Berners-Lee apresentou a primeira proposta do que viria a ser conhecida como a World Wide Web. Ou seja, faz hoje 30 anos que o mundo deu mais um passo em frente. Na altura, o engenheiro de software com 33 anos, Tim Berners-Lee, apresentara uma proposta em forma de documento escrito aos seus colegas do CERN, na Suíça, onde trabalhava. O artigo chamava-se "Information Management: A Proposal" e era, nada mais, nada menos, do que um esboço completo para o sistema de informação em rede que se tornaria a internet que todos conhecemos e utilizamos actualmente.

Unindo ideias e tecnologias que já existiam, como o hipertexto, o Transmission Control Protocol (TCP) e o Domain Name System (DNS), o cientista britânico criou a World Wide Web. O caminho até à internet utilizada actualmente não foi, no entanto, fácil: apesar de a sua ideia ter sido revolucionária, a noção de uma rede comercial só veio a ser popularizada apenas em meados dos anos 90, quando Jim Clark e Marc Andreessen introduziram um browser chamado Netscape, que ficou conhecido como o primeiro browser online. Mas a verdade é que foram os alicerces construídos por Berners-Lee que permitiram a criação de uma web mais moderna, assim se pode dizer, que trouxe consigo a possibilidade de desenvolvimento de uma série de funcionalidades tecnológicas que, antes da sua existência, eram impossíveis.



Por isso, na época, apesar de considerar a proposta algo vaga, o superior de Berners-Lee acabou por dar “luz-verde” ao projecto e por volta de 1991 os servidores externos da Web estavam a trabalhar a todo o vapor. E em breve, a Wolrd Wide Web viria a revolucionar a vida como a conhecemos, impulsionando a era da informação. Hoje, estão online quase dois mil milhões de sites. Quer a usemos para consultar o e-mail, fazer trabalhos de casa, jogar videojogos ou ver vídeos de animais fofinhos, é provável que não consigamos imaginar mais a vida sem a Web…
E como o 30º aniversário da Web não podia passar despercebido, aqui vos deixo algumas actividades que era inimagináveis há 30 anos e que agora são possíveis graças à internet:
1 - Fazer compras sem sair de casa
2 - Fazer transferências bancárias quando e onde se quiser
3 - Ver filmes e séries (em streaming)
4 – Pesquisar e estudar sem serem necessários grandes livros e enciclopédias
5 - Comunicar em tempo real por vídeo
6 - Enviar mensagens por e-mail
7 - Saber uma localização exacta sem precisar de consultar mapas ou guias
8 - Ouvir música sem precisar de discos ou CDs
9 - Saber o que se passa no mundo sem ter de recorrer à televisão
10 - Trabalhar a partir de casa



Berners-Lee admite que, "ao mesmo tempo que a 'web' criou oportunidades, deu voz a grupos marginalizados e facilitou as nossas vidas diárias, também criou oportunidades para burlões, deu voz aos que espalham o ódio e tornou todos os tipos de crime mais fáceis de serem cometidos". De facto, apesar dos abusos e do sentimento de insegurança e medo sentido por algumas pessoas, o cientista reivindica que "a 'web' é verdadeiramente uma força do bem" e lançou um apelo à acção.

"Considerando o quanto a 'web' mudou nos últimos 30 anos, seria derrotista e pouco imaginativo supor que a web como a conhecemos não pode ser modificada para melhor nos próximos 30 anos", disse.
Berners-Lee exalta, numa carta aberta, para a criação de "um contrato" entre utilizadores, empresas e governos de todo o mundo para "tornar a 'web' num sítio melhor", reduzindo desigualdades e melhorando questões como a privacidade. Para além da carta aberta, o 30.º aniversário da Internet está a ser marcado hoje com uma viagem de 30 horas de Tim Berners-Lee - que começou no Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN), em Genebra, e terminará amanhã, quarta-feira, em Lagos, na Nigéria, onde participará em conferências e em iniciativas de promoção do uso da Internet.

Tim Berners-Lee, cuja ideia em 1989 de um "sistema de gestão descentralizada de informação" resultou na criação da 'World Wide Web', lançou 20 anos depois, em 2009, a Fundação Web, uma organização que promove o desenvolvimento da rede e o acesso à Internet em todo o mundo.


0 comentários



Há alguns anos, o ilustrador Amit Shimoni, de Tel Aviv, pintou retratos de famosos líderes mundiais com penteados modernos. Agora, Shimoni aumenta a sua série "Hipstory", reimaginando os artistas mais emblemáticos do passado, como hipsters cool de hoje. Basta imaginar como seriam Frida Kahlo, Vincent Van Gogh, Salvador Dalí, Andy Warhol e Pablo Picasso, se eles fossem tatuados, vegans e favorecessem alimentos sem glúten…

Dalí surge estilizado com um "carrapito" masculino e Van Gogh é retratado a usar um airpod. Kahlo ostenta um piercing no nariz, enquanto mantém os seus pelos faciais naturais, fazendo de modelo perfeito para a mulher moderna. Também resistindo ao teste do tempo, está a coroa de flores da artista, da qual sai o seu cabelo entrelaçado.





Claro, tatuagens são uma obrigação. Dalí tem a sua famosa citação: "Eu não uso drogas. Sou drogado” tatuada no seu peito e podemos ver a “Cadeira” e a “Noite Estrelada” de Van Gogh tatuadas e a surgirem sob a sua camisa de manga curta, com os famosos girassóis do artista em padrão. Picasso veste de maneira semelhante com uma camisa embelezada pela sua obra “Guernica”. Por último, mas não menos importante, Warhol usa óculos clássicos de armação de chifre e é coberto por tatuagens de amigos seus famosos, incluindo Marilyn Monroe e Jean-Michel Basquiat.





A série “Hipstory” é apresentada na íntegra no Instagram de Shimoni e no website www.hipstoryart.com, onde as impressões de cada retrato podem ser adquiridas e compradas.

0 comentários