Embora tenha sido celebrado em Janeiro passado, só hoje me lembrei de falar desta efeméride... O famoso marinheiro que ficava forte quando comia espinafres foi criado pelo cartoonista norte-americano Elzie Crisler Segar, em 1929. Para criar Popeye, o desenhador teve como inspiração um homem que conheceu na infância em Chester, no Estado de Illinois, EUA. Tal pessoa era Frank “Rocky” Fiegel, um reformado que costumava limpar um bar para ganhar dinheiro. O homem tinha o olho direito meio fechado e estava sempre com o cachimbo na boca enquanto contava aventuras imaginárias.

Mas embora já tenha 90 anos de vida, o retrato que o imaginário colectivo guarda de Popeye não podia estar mais distante do que era nas suas origens… no início, ele não comia espinafres. Mas devido a algumas crianças passarem a mostrar mais interesse pelo marinheiro, para fantasiar mais a história, a marijuana que ele consumia foi substituída por espinafre.



A sua primeira aparição deu-se a 17 de Janeiro de 1929, numa banda desenhada intitulada "The Thimble Theatre", que na altura já contabilizava uma década. Nessa tira diária, Elzie Crisler Segar, com base no quotidiano da família Oyl, onde predominavam o colérico Castor, a sua irmã Olive (Olívia Palito), e o seu noivo Ham Gravy, apontava alguns dos podres da sua América: a volatilidade das fortunas, o novo-riquismo ou as desigualdades sociais. Neste contexto, e dada a sua aparência, nada faria esperar que aquele marinheiro meio zarolho, careca, de corpo deformado, baixo e pouco inteligente viesse a tornar-se um herói de primeira categoria. Porém, foi exactamente o que aconteceu a Popeye, que logo na sua primeira aparição revelava a sua forma desconcertante de estar na vida. Em resposta à pergunta "É um marinheiro?", disparava esta curiosa resposta: "Penso que sou um cowboy!", e que mais tarde foi substituída pela carismática: "Eu sou o que sou!". Popeye caracterizava-se, ainda, pelas tatuagens de âncoras que tinha nos braços e pelo seu amor pela magricela Olivia Palito.

A adesão dos leitores foi imediata e logo em 1931 o seu nome passou a aparecer no cabeçalho: "The Thimble Theatre Starring Popeye". A galeria de personagens alargou-se com a chegada do pai, Poopedeck Pappy, o estranho animal Eugene the Jeep, a malévola Sea Hag (Bruxa do Mar), o sonhador devorador de hambúrgueres, Wimpy, ou o brutamontes Brutus. Juntamente com o marinheiro, que na altura tinha força sobre-humana e era resistente a tiros e a todo o tipo de violência física, deram corpo a narrativas cada vez mais surreais, até à morte de Segar, vítima de leucemia, em 1938.



Antes disso, em 1933, os estúdios Max Fleischer juntavam Popeye e Betty Boop durante o breve tempo de uma curta animação, para em seguida desenvolverem uma série com o marinheiro, que protagonizou centenas de desenhos animados, onde foi cimentada a sua atual imagem de marca: a força dependente dos espinafres, algo praticamente ausente na BD. Esse facto provocou um aumento de 33 % no consumo deste vegetal só nos Estados Unidos e fez com que Cristal City, no Texas, a maior produtora de espinafres do país lhe erigisse uma estátua em 1937. E, por incrível que pareça, dois anos antes, uma sondagem revelava que Popeye era mais popular do que Mickey Mouse. Quem diria?



O sucesso fez com que, após a morte de Segar, a banda desenhada continuasse nos jornais assinada por diversos autores, entre os quais se destacaria Bud Sagendorf (1915-1994), que lhe conferiu um caráter mais humorístico e próximo da versão animada, assinando-a entre 1958 e 1994, aumentando a sua popularidade. Fruto disso, a anorética Olive Oil inspirou um perfume da Moschino, nos anos 1960, e teve direito a uma série televisiva e em 1981, chegou ao grande ecrã, numa película de Robert Altman, que revelou o actor Robin Williams.



O filme foi integralmente filmado em Malta, em pleno Mediterrâneo, onde foi construída uma vila em Anchor Bay, uma das áreas de mergulho mais popular de toda a ilha. O cenário original do filme ainda hoje permanece no local, tendo-se tornado uma das grandes atracções turísticas para os vários viajantes que visitam Malta, especialmente para os apaixonados da personagem. A “Popeye Village” é hoje um Parque Temático, composto por dezanove casas coloridas onde diariamente são recebidos centenas de turistas, que não querem perder a oportunidade de conhecerem as personagens principais do filme – Popeye, Olivia, Brutus e Wimpy.



Em Portugal, no que à banda-desenhada diz respeito, o marinheiro nunca obteve a popularidade de que gozava no seu país de origem, mas a verdade é que se estreou logo em 1939, em "O Pirilau". Na maioria das publicações limitou-se a aparições breves, embora entre as dezenas de revistas se contem títulos de referência como o "Mundo de Aventuras", o "Condor Popular" ou o "Jornal do Cuto". Teve ainda direito a duas compilações de histórias de Segar (em 1973 e em 2004) e inclusive a uma publicação com o nome próprio, editada pela Agência Portuguesa de Revistas em 1980, e que durou algumas dezenas de números.



Em jeito de antecipação para a celebração dos 90 anos do marinheiro, no final do ano passado, a King Features Syndicate estreou no YouTube uma nova série animada com 25 episódios, intitulada "Popeye's Island Adventures" onde, ao abrigo do politicamente correcto, o popular Popeye utiliza um apito em vez do tradicional cachimbo e só come espinafres orgânicos. O seu espinafre agora é plantado e enlatado pelo próprio Popeye, que comanda uma produção orgânica no seu navio. E nestas novas aventuras do marinheiro mais conhecido do mundo, a personagem está muito diferente: Popeye está mais novo e a sua voz característica desapareceu, dado que nesta nova produção, o marinheiro não diz uma palavra. Olívia Palito também está de volta, mas não mais no papel de "donzela indefesa", que precisava sempre ser salva de Brutus. Logo no primeiro episódio, ela desenvolve uma invenção voadora e ajuda o marinheiro a dar um fim nos planos no vilão.



Contudo, e apesar dos seus 90 anos, algumas dúvidas/ curiosidades pairam no ar sobre Popeye:
- Em vários episódios, Olívia maltrata, bate e até trai Popeye. No entanto, apesar de não apresentar nenhum atractivo físico e nos maus modos, por que ele insistia tanto no amor por esta mulher?
- Brutus começa diversos episódios sendo um grande amigo de Popeye e no meio do capítulo, torna-se seu inimigo. Ele o trai e o ofende. Por que o marinheiro não o retira da sua lista de amigos?
- O que seriam as deformidades nos seus braços?
- A marca de espinafre Popeye tornou-se a segunda maior marca do produto na América.
- Este alimento vegetal não lhe dava apenas super força, mas também o transformava num óptimo dançarino.
- Diversos episódios tiveram cenas cortadas por apresentarem um conteúdo extremamente ofensivo racialmente - eles "atacavam" japoneses e afro-americanos.


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Quando pensamos nas Princesas da Disney, uma das primeiras coisas de que nos lembramos é do seu cabelo comprido e liso (ou levemente ondulado). Ou seja, o seu cabelo é magicamente perfeito em todos os momentos dos seus filmes, mas na vida real, o cabelo não é assim tão cooperante.

C. Cassandra, que nas suas histórias de BD documenta os seus muitos problemas com o cabelo, criou uma série de arte que dá às Princesas da Disney cabelos mais realistas, com caracóis. Esperamos que Cassandra continue esta sua série, pois ainda ficaram de fora muitas princesas de cabelos compridos…








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Dois mil minúsculos fragmentos de plástico são o que cada ser humano ingere aproximadamente por semana, equivalente ao peso de um cartão de crédito (cerca de cinco gramas). Assustador, verdade?

Este facto dramático emergiu de um estudo na Universidade de Newcastle, na Austrália, que ele chamou de “Não há plástico na Natureza plástica: avaliação da ingestão de plástico pelas pessoas”.
Esse consumo de plástico representa cerca de 250 gramas por ano, afirma o estudo encomendado pelo World Wildlife Fund (WWF), que combinou dados de mais de 50 investigações anteriores.

Muitas dessas partículas são tomadas com água da torneira e água engarrafada. Tais partículas vêm de uma variedade de fontes, desde as fibras artificiais de roupas às microesferas de alguns cremes dentais.
O microplástico está realmente presente na água de todo o mundo: “frutos do mar”, cerveja e sal são os alimentos com os maiores níveis registados. Estes resultados devem servir como um alerta para os governos, defende o diretor internacional do WWF, Marco Lambertini.

A Direção desta organização para a proteção do meio ambiente diz que "as investigações questionam os possíveis efeitos negativos sobre a saúde humana". Porém, "está claro para todos que este é um problema global".
"Se não queremos plástico no corpo, devemos parar os milhões de toneladas de plástico que continuam a espalhar-se na natureza", concluem.

Portanto, estamos a comer microplásticos de maneiras que nem percebemos. Estamos cada vez mais conscientes de como o plástico está a poluir o nosso meio ambiente. Mas uma atenção recente concentrou-se em como os microplásticos - peças minúsculas que variam de 5 milímetros a 100 nanômetros de diâmetro - estão a encher os mares e a penetrarem nas criaturas que vivem neles. Isso significa que esses microplásticos oceânicos estão a entrar na cadeia alimentar e, finalmente, nos nossos corpos.

O consumo de uma porção de mexilhões na Europa pode conter cerca de 90 microplásticos. Microplásticos também foram encontrados em peixes enlatados. Contudo, os números identificados eram relativamente baixos, então o consumidor médio só poderia ingerir até cinco microplásticos de uma porção de peixe dessa forma. As partículas encontradas também podem vir do processo de enlatamento ou do ar.
Outra fonte de microplásticos de origem marinha é o sal marinho. Um quilograma pode conter mais de 600 microplásticos. Se a ingestão diária máxima for de cinco gramas de sal, isso significa consumir três microplásticos por dia (embora muitas pessoas comam muito mais do que a quantidade recomendada).



Segundo a conceituada National Geographic, todos os anos, 5 a 13 milhões de toneladas de plástico fluem até aos oceanos. A luz solar, o vento, as ondas e o calor decompõem esses materiais em pedaços mais pequenos que o plâncton, os bivalves, os peixes e, até, as baleias acham muito parecidos com alimento.

As experiências demonstram que os microplásticos são nocivos para as criaturas aquáticas, bem como para as tartarugas e as aves: bloqueiam-lhes o aparelho digestivo, diminuindo a sua vontade de comer, resultando numa diminuição do crescimento e da capacidade reprodutiva. Algumas espécies passam fome e morrem. Além dos efeitos mecânicos, os microplásticos têm impactes químicos porque os poluentes que flutuam livremente e escorrem do solo para os mares tendem a aderir às suas superfícies.

Segundo esta organização, ainda é difícil determinar se os microplásticos nos afectam como consumidores individuais de alimentos de origem marinha, dado estarmos rodeados por este material – desde o ar que respiramos à água engarrafada e canalizada que bebemos, passando pelos alimentos que ingerimos. Além disso, o plástico não tem uma só configuração. Apresenta-se sob formas diversas e contém uma grande de variedade de aditivos que podem infiltrar-se no ambiente.

Plástico: Uma ameaça para nós?



Há, porém, boas notícias: a maioria dos microplásticos estudados pelos cientistas parece permanecer nas entranhas dos peixes, não se deslocando para os tecidos musculares – a parte que normalmente ingerimos. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, num volumoso relatório sobre o tema, conclui que os seres humanos consomem, provavelmente, quantidades negligenciáveis de microplásticos, mesmo aqueles que comem muito mexilhão e ostras, que são consumidos por inteiro. A ONU também nos recorda que o consumo de peixe faz bem à saúde: reduz o risco de doenças cardiovasculares e o peixe contém níveis elevados de nutrientes invulgares noutros alimentos.

Mesmo assim, a comunidade científica mantém-se preocupada com o impacto que os plásticos marinhos podem exercer na saúde humana porque, mais uma vez, estes são omnipresentes e acabarão por se degradar e fragmentar-se em nanoplásticos, com menos de 100 mil milionésimos de metro. Por outras palavras, são invisíveis. De forma alarmante, estes plásticos minúsculos podem penetrar nas células e deslocar-se para os tecidos e os órgãos. Como os investigadores não têm métodos analíticos para identificar os nanoplásticos nos alimentos, não dispõem de dados sobre a sua ocorrência de absorção pelos seres humanos.

“Sabemos que o plástico exerce efeitos sobre os animais a quase todos os níveis de organização biológica”, afirma Chelsea Rochman, professora de ecologia em Toronto. “Sabemos o suficiente para tomar medidas para diminuir a quantidade de poluição provocada pelo plástico que chega aos oceanos, lagos e rios.” Os países podem proibir determinados tipos de plástico, concentrando-se nos mais abundantes e problemáticos. Os engenheiros químicos podem inventar polímeros biodegradáveis. Os consumidores podem evitar os plásticos de utilização única. E a indústria e os governos podem investir em infra-estruturas para captar e reciclar estes materiais antes que atinjam a água.
“Acho que saberemos as respostas daqui a cinco ou dez anos”, resume a especialista. Contudo, daqui até lá, pelo menos mais 25 milhões de toneladas de plástico terão escorrido para os nossos mares e oceanos.


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“Madame X”, o novo álbum de Madonna, está aí! Para além de várias surpresas, ela canta em português. É verdade! O muito aguardado novo disco de Madonna já está disponível a partir de sexta-feira. E mal saiu é já um sucesso! Em menos de 24h após o seu lançamento, o álbum “Madame X” alcançou a marca de primeiro lugar em 58 países pelo iTunes, com Portugal incluído! É obra! Parabéns, Madonna!

Em “Madame X”, Madonna recupera o seu peculiar atrevimento e volta a soar imprevisível e diferente. Os sons tradicionais de Portugal surgem diluídos ao longo do álbum, assim como o funk brasileiro onde divide os vocais com Anitta, além do trap e reggaeton latino em dose dupla com Maluma. Sem dúvida, Madonna absorve novas referências e projeta novas tendências. Visualmente, a principal influência é a pintora surrealista Frida Kahlo, onde se denota a referência da artista mexicana na estética e na imagem da capa do álbum standard. Multifacetado, vê-se bem que Madonna não tem pretensões comerciais com este seu novo trabalho, pois à parte das parcerias que contém, o conceito do álbum não remete para tal, nem para os tops de preferências.

Dele já se escreveu: “Muito poucos artistas vivos se comparam a Madonna pelo seu impacto cultural e legado musical. Ao longo de quase quatro décadas aos olhos do público, ela tem causado polémica apenas por existir. A escolha dos colaboradores é, de longe, o mais forte do álbum e os momentos mais interessantes vêm quando ouvimos como ela navega no seu mundo particular.” (The Irish Times) Ou “Um retorno esplendidamente bizarro. Este é um álbum cujas músicas mais memoráveis são definitivamente as mais estranhas. Todo o conceito de Madame X – uma misteriosa mulher internacional – se dissipa rapidamente à medida que esse álbum inesperadamente cativante continua. Madame X é certamente um álbum fluido, mas temperado pela sólida confiança da Madonna em suas próprias decisões estéticas.” (The Guardian). E “Provavelmente é o seu álbum mais ousado e mais estranho ainda. Madame X passa entre música pop, latina e dance music, salta do pessoal para o político e está unido por um clima exótico e alegre que parece estranhamente íntimo, como se ela estivesse revelando uma parte até então oculta de sua alma.” (The Times) e ainda “Numa indústria que está rapidamente a se tornar desprovida de personalidade, ela retornou com o seu álbum mais diversificado e extraordinário de todos os tempos. É ultra-contemporâneo, cheio de variedade e totalmente diferente de tudo o que ela já fez antes. Assim como fez com o "Ray of Light", esta é a reinvenção de Madonna.” (The Sun). De facto, “Madame X” já fez correr muita tinta…



É este o resultado após meses de especulação e espera. E outro é o da influência de Lisboa e de Portugal. Além de alguns sons tipicamente nossos, como a guitarra portuguesa e o acordeão, em “Madame X” Madonna escolheu a língua portuguesa para se expressar em alguns versos de vários temas... em “Killers Who Are Partying”, diz: “O mundo é selvagem, o caminho é solitário, eu sei o que sou e o que não sou”; em “Crazy”, ouvimo-la a proferir frases como: “Você pensa que eu sou louca” e “Eu te amo, mas não deixo você me destruir”; por último, em “Extreme Occident”, um dos temas extra da versão Deluxe, entoa: “Aquilo que mais me magoa é que eu não estava perdida”. Isto para além do tema “Faz gostoso”, claro, quase todo em português do Brasil. E ainda canta em castelhano, nos dois temas com Maluma: “Medellín” e “Bitch I'm Loca”. Um terceiro tema, “Soltera”, em que também ambos cantam, apenas surge no álbum “111” do cantor colombiano.

Mas “Madame X” também tem alguns temas mais entusiásticos, como “God Control”, com a participação do coro infantil Tiffin Children's Chorus (cujas vozes também se ouvem em “Come Alive”) e “I Don't Search I Find”. Em “Looking For Mercy” e “Dark Ballet” temos alguns arranjos de cordas e piano a remeterem-nos para o ambiente da canção que Madonna fez para um filme de James Bond. A versão especial Deluxe ainda contém mais 3 faixas, a saber: “Back That Up To the Beat”, uma demo do álbum “Rebel Heart” recuperada e rearranjada, “Ciao Bella” e, curiosamente, uma das minhas preferidas de todo o álbum “Funaná”, onde Madonna incita a dançar e faz uma homenagem a todos os artistas que ela admira e que já partiram: “Elvis Presley, Bob Marley, Whitney Houston, James Brown, Aretha Francklin, George Michael, David Bowie, 2Pac, Mac Miller, Freddie Mercury e Prince Rogers Nelson. Magnifico! Adorei esta canção desde a primeira audição.



Não vou mais falar de “Madame X”, pois a ideia é a de que descubram este novo álbum de Madonna por vocês próprios. Mas saibam que “Madame X” é talvez o seu álbum mais inovador. Muitos pensavam que ao 14º álbum de estúdio, a rainha da pop teria perdido o tino, perdido o timing. Ela, que sempre esteve alguns passos à frente das novas tendências, recentemente estava a correr atrás do vulgar hip hop e da EDM que se tinham tornado os standards da música pop americana. Porém, o improvável aconteceu: o futebol acabou por salvar Madonna, quando ela decidiu mudar-se para Lisboa, pois o seu filho adoptivo, David Banda, queria treinar este desporto, mas nunca iria encontra espaço nos Estados Unidos. E nessa incursão, a artista descobriu algo que talvez tenha passado despercebido ao resto do mundo: culturalmente, Portugal colhe o resultado do seu colonialismo. Lisboa é o destino de músicos imigrantes das nossas ex-colónias africanas, do Brasil e também da América latina. E Madonna colocou isso a seu favor neste trabalho, apropriando-se de outros ritmos e sons. “Madame X” até parece um álbum que ela produziu...

No processo do seu desenvolvimento, a Rainha da Pop aprendeu com os erros dos projectos anteriores e decidiu levar o processo de criação à maneira antiga, quando um grupo de produtores e compositores participam do começo ao fim, ajudando a ter um conceito bem definido. Para Madonna, esses foram os principais problemas de “MDNA” (2012) e “Rebel Heart” (2015), pois nesses álbuns, a lista de colaboradores era muito grande, misturando nomes fortes e conhecidos como Avicii, Diplo, Ryan Tedder, Kanye West, Benny Benassi, entre outros – e onde ela ficava “zonza” com tanta gente envolvida. A própria afirma ao “The Guardian”: “Há tantas distrações, tanto barulho, tantas pessoas a irem e virem tão rapidamente, que tira a habilidade do artista de crescer”. E acrescenta “Eu tentei isso no “MDNA” e no “Rebel Heart”. Trabalhei com muitas pessoas talentosas, mas é muito difícil ter uma visão quando se trabalha com tantas pessoas: há demasiada informação. Eu não gostei do processo. Às vezes é ótimo, mas é muito estranho sentar num quarto com estranhos e começar: ‘OK, aos seus lugares, vamos escrever uma música juntos!’ Uma pessoa tem que se revelar, tem que ser vulnerável, e é difícil fazer isso imediatamente”.



Pelo que parece, esse problema foi resolvido com “Madame X”. A cantora está, visivelmente, muito orgulhosa. É um disco contemporâneo, que possui alguns beats “comerciais”, mas sem soar comercial. Ele até resulta algo estranho, pois tem faixas que não são mesmo nada fáceis, mas acaba por nos conquistar, exactamente por ter um som novo. E é de louvar o facto de Madonna estar a fazer um “manguito” às fórmulas radiofónicas fáceis e de ter empreendido um caminho solitário, onde resulta difícil comparar a sonoridade de “Madame X” com o que está a ser produzido actualmente.


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Infelizmente, o abandono de animais é uma verdadeira marca a nível mundial, com milhões de animais a sofrerem em silêncio a sua sorte sem que haja um motivo justificável para tal fim. As estatísticas são aterradoras: são cerca de seiscentos milhões os animais de companhia abandonados por ano em todo o mundo.

Não é mistério para ninguém a enorme quantidade de animais abandonados nas ruas. Por isso, o ilustrador Nicolas Amiard teve a feliz ideia de separar as famosas duplas da cultura pop e da banda desenhada no projecto "Summer Adventures" como forma de criar consciência para este problema, infelizmente sem solução a curto prazo, e sensibilizar as pessoas para o abandono de animais.

Já imaginaram o Mickey a deixar o Pluto para trás? Ou Charlie Brown sem o seu Snoopy?... enfim, torna-se inimaginável pensar nestas personagens separadas, verdade? Mas, pela primeira vez eles estão mesmo, porém é por uma boa causa. Nicolas decidiu, desta forma, participar na campanha de consciencialização, à medida que as férias de verão se aproximam, que é quando o maior índice de abandonos aumenta. Com o verão, são muitas famílias que saem de férias e não têm melhor ideia do que abandonar os seus animais de estimação nas ruas. Não deviam!

A prática minimamente decente que estas pessoas deveriam prestar-se a fazer seria a de procurarem um abrigo, um hotel para cães ou uma loja de animais e exporem o seu "problema". Errar na adopção de um animal para o lar não é um problema, pois todos nós cometemos erros. A falta de dignidade é o facto de se abandonar um animal inocente na rua à sua própria sorte, depois deste conhecer o conforto e o carinho dos seus donos.

Fiquem com as imagens e pasmem-se...



















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F is for… Force and Power
É assim que a Diretora e CEO da F Luxury começa todos os seus Editoriais. F is for… sempre qualquer coisa, pois em cada revista, Fátima Magalhães “brinca” com o F, que advém da empresa-mãe Focuspremium. Porque procura começar sempre de forma positiva e atribuir vários significados ao F, consoante as edições e respectivos contextos. E volvidos 4 anos, este não poderia estar mais certeiro.

A nova edição em banca, conta com a elegância feita mulher na capa - Raquel Prates, uma empresária que se tem destacado pelo seu bom-gosto e graciosidade, e que surge lindíssima nesta edição de 4º aniversário num total look Chanel.



E no passado dia 30 de maio, a F Luxury festejou o seu 4.º aniversário numa festa inesquecível...
Num exclusivo evento à beira-mar, o hotel Fortaleza do Guincho, em Cascais, foi palco da celebração do 4º aniversário de edições. Ao final da tarde, muitos foram os ilustres convidados, de entre parceiros, Clientes e inúmeras personalidades, que não quiseram perder tão elegante comemoração, entre os quais Raquel Prates, Fredy Costa e Grace Mendes, Patricia Bull, Ciomara Morais, Luís Lourenço, Vítor Ennes, entre muitos outros.



Quando o som da música baixou, Fátima Magalhães, fez um bonito discurso aos presentes, de onde destacou que “o mercado português e o angolano são as nossas bases, mas como queremos continuar a crescer, queremos levar a nossa revista mais além. Trabalhamos para o Mundo. Somos uma revista diferente.” E sublinhou: “A sorte ou o acaso jamais foram suficientes, pois para se alcançar o sucesso, sólido e indiscutível, é necessário muito mais: talento, competência e, sobretudo, perseverança.” Antes, porém, agradeci a todas as marcas que se associaram ao aniversário da F Luxury, de entre as quais Clarins, Sensai, Schweppes, Perrier-Jouet, e Lexus.



E ao som da música de um DJ e de um exímio saxofonista, a festa da F Luxury prolongou-se com animação e requinte, numa festa que assinalou mais um ano de grande sucesso da revista. Quanto à nova F Luxury, encontram-ma numa banca perto de vocês…

Fotos by Focuspremium e Starsonline


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E começam a chegar os blockbusters da temporada… O MonsterVerse finalmente chegou ao seu ápice com “Godzilla 2: Rei dos Monstros”, que mostra o confronto entre o todo-poderoso Godzilla e o temível monstro de três cabeças Ghidorah, contando ainda com outros Kaijus (nome dado aos dragões, pterodáctilos e outras aberrações gigantes que marcaram o cinema japonês na década de 1960) como Rodan e Mothra no meio de um conflito tamanho. Depois de anos a desenvolver-se o MonsterVerse em “Godzilla” (2014) e “Kong: Ilha da Caveira” (2017), chegou agora a hora dos gigantes tomarem conta das salas de cinema.

Nesta continuação, que se passa cinco anos após o remake de “Godzilla” de 2014 (uma versão americana de 1998 realizada por Roland Emmerich nunca foi levada a sério, nem tida em conta pela própria Toho Film Company Ltd., do original de 1954), os integrantes da agência Monarch precisam lidar com a súbita aparição de vários outros monstros, incluindo Mothra, Rodan e Ghidorah. Enquanto procuram uma aliança com o próprio Godzilla (Gojira, nome original no Japão) com o fim de garantir o equilíbrio do planeta Terra, os humanos acabam por fazer parte de uma grande disputa pelo poder protagonizada por titãs.

De há uns tempos para cá, a tendência em Hollywood tem sido a de criar os chamados “universos partilhados” – um mundo ficcional do qual vários filmes fazem parte, com histórias diferentes, mas que uma vez, ou outra se misturam e se complementam. Uma estratégia que até tem dado certo. Por exemplo, o universo cinematográfico da Marvel tem sido exímio, com os seus 22 filmes. A partir de Homem de Ferro, em 2008, já arrecadou mais de 20 bilhões de dólares. Por outro lado e numa escala menor, o universo de terror iniciado em 2013 por “Invocação do Mal”, do realizador James Wan, também não vai nada mal…



“Godzilla II: Rei dos Monstros”, que estreou em Portugal na passada quinta-feira, é o mais novo filme a integrar um universo deste género. A nova aventura do monstro vem integrar o chamado MonsterVerse, uma iniciativa da Warner Bros. que já conta com “Godzilla” (2014) e “Kong: Ilha da Caveira” (2017). Sim, Godzilla e King Kong coexistem neste mundo, mas já vos adianto mais…

Não há dúvidas de que Godzilla é um dos monstros mais icónicos do cinema, porém “Godzilla II: Rei dos Monstros”, apesar de ser uma sequência, não carrega consigo quase nada do filme anterior de Gareth Edwards, mas sim muito dos elementos introduzidos em “Kong: Ilha da Caveira”, como a função da megacorporação Monarch em identificar e pesquisar os monstros gigantes, chamados de Titãs - que, por sua vez, estão a despertar em todo o mundo e a ameaçar a raça humana. É aí que o Godzilla entra em ação, para a defender.

Com um orçamento de 200 milhões de dólares, Godzilla II possui óptimos efeitos especiais e, claro, lutas renhidas entre os monstros. Paralelamente, existem enredos no núcleo humano do filme, cujo elenco é recheado de bons actores: Vera Farmiga, Ken Watanabe, Sally Hawkins e Millie Bobby-Brown, a enigmática Eleven de “Stranger Things”.

A fotografia resulta um pouco escura e a montagem algo confusa, talvez para tornar as criaturas gigantescas mais fidedignas e reais. Apesar disso, o filme vem prestar uma boa homenagem ao género dos kaijus, e dá detalhes intrigantes sobre a mitologia dos Titãs, que provavelmente poderá vir a ser explorada no futuro. “Godzilla II: Rei dos Monstros” diverte e possui um desfecho que faz jus à grandiosidade da criatura principal. E ainda consegue manter viva a chama da expectativa para o próximo duelo, desta vez com um titã que se encontra na mesma altura e é tão famoso quanto: Kong. Godzilla vs. Kong estreia em 2020, e vem provar que os monstros gigantes, e não apenas os super-heróis, dão “sumo” para um universo partilhado.




Conheçam os monstros: um guia Kaiju para "Godzilla 2: Rei dos Monstros"
Quem viu o trailer mais recente de Godzilla 2 quase que podia sentir a criança interior a se libertar, arranhando a superfície enquanto o trailer passava, ao ver-se o magnífico Ghidorah a lançar-se em direcção a Godzilla num impiedoso impasse. Assim, tendo em consideração que muitos novos fãs de Godzilla e do universo de Kaiju podem não conhecer as histórias por trás de alguns dos novos monstros introduzidos, pensei em ajudar-vos oferecendo apenas um vislumbre dos novos Kaijus.



GHIDORAH
Apesar de ter figurado nos cinemas pela primeira vez em 1964 como o grande inimigo de Godzilla, essa é a primeira vez que o Rei Ghidorah aparece na sua versão mais conhecida, que é o monstro de três cabeças. Contando com uma história de origem espacial, o Titã inicia a trama adormecido na Antártida. Chamado pelos cientistas de "Monstro Zero", ele é maior, mais largo e mais resistente do que o seu antagonista.



RODAN
Mesmo sendo um dos Titãs mais baixos a aparecer no filme, as asas do pteranodonte mutante são mais do que suficientes para conceder-lhe o status de gigante. Conhecido pelas civilizações mais antigas como "Demónio de Fogo", Rodan possui habilidades vulcânicas inigualáveis. O seu esvoaçar é letal. E ele é tão importante que até já teve até o seu próprio filme (assim como Ghidorah), no ano de 1956.



MOTHRA
Após pequenas aparições em diversos filmes da franquia, Mothra, conhecida também como Rainha dos Monstros, é outra criatura que por muito tempo foi objecto de culto pelos povos nativos. Devido à sua rivalidade mortal com Ghidorah, ela costuma ser associada como aliada de Godzilla e, por vezes, como grande defensora da humanidade. Os seus poderes pendem para um lado mais místico, assim como a aparência luminosa das suas asas.



APARIÇÕES EXTRAS
Agora que já falamos a respeito dos principais monstros presentes no filme, é a vez de dar um pouco de espaço àqueles que foram vistos apenas de relance. Durante alguns frames (contados meticulosamente para nos entregar apenas o necessário), é possível reparar a presença de alguns outros Titãs que, provavelmente, farão aparições maiores nos próximos filmes. Alguns deles foram, por exemplo, Kumonga, que tem uma aparência semelhante à de um caranguejo e o dinossauro Anguirus. Mas uma das presenças mais esperadas foi a do afamado Kong, que é visto em momentos extremamente pontuais e rápidos, criando aquela tensão necessária do espectador para o que está por vir no ano de 2020, quando chegar aos cinemas a maior luta da sua história. Para alguns fãs, pode parecer uma vitória certa do Godzilla, por conta dos poderes que nos são apresentados neste seu novo filme. Mas não se pense que a luta será fácil para o Kaiju. Godzilla tem poderes radioativos, etc, porém, quando conhecemos Kong pela primeira vez em A Ilha da Caveira, ele era um adolescente. Talvez ele tenha crescido desde a década de 70… além disso, Kong mais inteligente e como primata que é, ele sabe usar ferramentas. Resultado, ele tem velocidade, agilidade e pode ter um bom tamanho em termos de gigantismo.
Mas, antes de King Kong, Godzilla enfrenta os seus maiores rivais, como Rodan e Rei Ghidorah. Não percam, nos cinemas!

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E as personagens de desenhos animados no seu estilo único parecem bem melhores do que o original...

Isabelle Staub é uma artista norte-americana especializada em retratos e design de personagens. Sediada em Filadélfia, na Pensilvânia, ela usa as suas habilidades para transformar personagens de desenhos animados e ícones da cultura popular em criações próprias e únicas, e muitas vezes híper realistas.

Com o seu talento, Isabelle revisita famosas personagens femininas da nossa infância: Ariel, Jasmine, Cinderela, as Power Puffs, etc. Mas não se contenta em ser nostálgica: ela literalmente revisita as famosas personagens femininas de forma a que resultem melhores do que as originais! E embora tendo uma atracção especial por personagens femininas, podemos dar-nos conta, no seu perfil do Instagram, inspirações mais diversas, como o terrivel palhaço Pennywise.

"A partir do momento em que peguei num lápis, comecei a desenhar e a criar todos os dias. A arte é um reflexo directo do artista. Como tal, a minha obra é um reflexo de quem eu sou, constantemente evoluindo e melhorando, e não se limitando a um meio ou estilo. Deixei a minha arte contar aos espectadores uma história, conectando-os a um lugar, a um tempo e a uma emoção. Eu despejo o meu coração, mente e alma em cada peça que crio”, explica Isabelle. Para saber mais sobre a sua arte, visitem o seu perfil do Instagram - https://www.instagram.com/isabelle_staub/

E desçam para ver, por vós próprios, alguns das suas melhores inspirações e trabalhos.

Pocahontas


Ariel, "A Pequena Sereia"


Kidagakash Nedakh, "Atlântida: O Continente Perdido"


Tiana, "A Princesa e o Sapo"


Mulan


Nani, "Lilo & Stitch"



Meg, "Hércules"


Kim Possible



Cinderela


Branca-de-Neve


Belle, "A Bela e o Monstro"


Jessica Rabbit, "Quem tramou Roger Rabbit?"


Esmeralda, "O Corcunda de Notre-Dame"



Bliss, "The Powerpuff Girls"



Anastasia


Jasmine, "Aladino"


Vaiana


Aurora, "A Bela Adormecida"


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