Provavelmente, já não é grande novidade para muitos, mas gosto sempre de abordar a cor que a Pantone define para um novo ano. E talvez este seja o meu último post de 2019… pois bem, por mais de 20 anos, a cor do ano da Pantone tem sido utilizada como inspiração e tem influenciado o desenvolvimento e a compra de produtos nos mais variados sectores.

Assim, para 2020, a empresa divulgou o “Classic Blue” (PANTONE 19-4052) como a sua grande aposta. Estável e eterna, esta cor transmite elegância na sua simplicidade e renova o desejo de construir uma base de confiança e estabilidade para a nova década que se inicia no próximo ano.



Depois do “Living Coral” deste ano, cheio de energia de dinamismo, a Pantone decidiu mergulhar ainda mais fundo nos oceanos para eleger a cor tendência de 2020. Chegou a hora de abraçar a calma, com o “Classic Blue”, um tom intemporal e duradouro, que se destaca pela simplicidade e elegância. Carrega, segundo a marca, “qualidades tranquilizantes” que realçam o desejo por uma “base estável e de confiança” para cruzar o “limiar de uma nova era”.

“É uma cor que traz uma mensagem de confiança. Tanto a confiança, quanto a ideia de ser duradouro e de ser resiliente são as mensagens principais da cor do ano. Ela também vai fazer-nos aprofundar no nosso próprio pensamento, pois é uma cor meditativa e, ao mesmo tempo, reflexiva. Ou seja, ela aceita muito bem a luz e quando conjuga metais ou brilho com esta cor, ela parece que se torna uma cor cósmica”, afirma Blanca Lliahnne, Directora da Pantone no Brasil.



Visto como um tom azul reflexivo, “Classic Blue” ainda pode promover uma espécie de resiliência. Sem perspectiva de género e sem fazer referência a estações, ela permite harmonias de cores em todos os aspectos. Emblemática como cor clássica, mas ao mesmo tempo contemporânea e versátil, “Classic Blue” assume aparências distintas através da sua aplicação em diferentes materiais.



Portanto, sem nenhuma qualidade negativa, encorajando as conexões humanas, o “Classic Blue” é uma cor sincera que transmite uma mensagem de honestidade, transparência e abertura. Internacionalmente, actua como um fio conector de inclusão entre pessoas de formações, culturas e personalidades diversas. É um azul sem limites: inspira-nos a experimentar a olhar para além do óbvio, encoraja-nos a expandir o nosso pensamento, desafiando-nos em mergulhos mais profundos, aumentando a nossa perspectiva, abrindo a comunicação.



Mas vejamos como aconteceu a selecção desta cor azul… A cor seleccionada para 2020 foi retirada do "Sistema de Cores Pantone Fashion, Home + Interiors" – o sistema de padrões de cores mais amplamente utilizado e reconhecido para moda, indústria têxtil, casa e design de interiores. O processo de escolha é feito com uma profunda apuração e análise de tendências. Assim, para chegar à selecção anual, os especialistas em cores do Pantone Color Institute perscrutam o mundo em busca de novas influências de cores, podendo incluir a indústria do entretenimento, filmes, media, colecções de arte itinerantes e novos artistas. As influências também podem resultar de novas tecnologias e efeitos que afectam a cor.

E por que razão um consumidor deve investir nesta cor? De acordo com Blanca, o interesse deve partir primeiro por o “Classic Blue” ser uma opção versátil e “harmonizar com todas as outras cores de forma imediata”. Outro ponto importante é a questão da confiança transmitida para o cliente. “Como passa uma mensagem muito grande de confiabilidade e de empatia, quando se estiver a usar esta cor numa marca, num logótipo ou numa colecção, imediatamente está-se a passar a mensagem da inclusão”, acrescenta a directora. Blanca ainda frisa a importância que uma marca deve ter ao se preocupar com um consumo mais consciente e que essa é uma das essências da Pantone.



“Hoje, acreditamos que depois da sustentabilidade, a mensagem mais importante para o consumidor moderno é a ideia da inclusão e da honestidade, que o produto realmente tenha aquilo que está a falar e que dê conta daquilo que está a prometer. Depois disso, vem a ideia de que podemos viver num mundo mais justo e mais equilibrado”, conclui.

A Pantone é uma empresa movida por grandes estudos. Além de toda a parte tecnológica e de cores, a empresa ainda estuda e analisa os seus clientes, desde os baby boomers até às gerações mais actuais. “O consumidor G e Z é muito inteligente. É umas das Gerações mais conectadas que já existiram no planeta”, afirma Blanca. Segundo esta directora, actualmente os consumidores estão extremamente incomodados com o atual cenário em que o planeta está inserido e estão a optar por mudanças. “Os millennials já começaram a refrear o consumo, por uma questão de não estarem tão atentos quanto ao trabalho e não perseguirem aquele ideal de riqueza que foi a grande história dos baby boomers nos anos 80 […] nós temos vários casos de grande sucesso empresarial de pessoas importantes em várias gerações, mas acreditamos fortemente que essa cor fala com todas as gerações, principalmente com essa geração mais jovem que agora está dentro do mercado de consumo e que quer um consumo consciente. Esta cor, por ser confiável, tem este viés do consumo consciente também”, finaliza a directora.

Por conseguinte, inspirem-se muito nesta cor... e tenham um excelente 2020!!!






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O lindo hino “Adeste Fideles”, que se volta a ouvir nesta quadra natalícia, é muito antigo. E há quem defenda que quem o escreveu foi um rei português. Aposto que não sabiam que, embora envolto em alguma polémica, esta hino de Natal é de origem portuguesa.

Passemos aos factos: há quem diga que “Adeste Fideles”, que se tornou uma das músicas natalícias mais tocadas em todo o mundo, foi composto por D. João IV (1604-1656). Porém, Rui Vieira Nery, historiador e musicólogo, sustenta que tal obra não é da autoria deste rei português. “Fantasia romântica sem qualquer fundamento”, caracteriza o ex-secretário de Estado da Cultura. Porém, a crença generalizada é exatamente oposta: “Adeste Fideles” é atribuído ao rei nascido em Vila Viçosa – regente melómano da dinastia de Bragança –, pois assim indicam dois manuscritos deste hino alegadamente encontrados na escola de música da Capela do Paço Ducal de Vila Viçosa. Rui Vieira Nery assegura ser “absolutamente falso” que tais manuscritos existam nessa vila alentejana.

“Adeste Fideles” (“Vinde, fiéis”) foi escrito segundo o modelo dos hinos litúrgicos e é ouvido em celebrações canónicas, como aconteceu já na Basílica de São Pedro, no Vaticano. É um cântico universalmente conhecido, que convida a uma celebração festiva do nascimento de Jesus. O Patriarcado de Lisboa classifica-o como “tradicional”, outros afirmam que é de autor anónimo. Do ponto de vista técnico e segundo o musicólogo, há um outro argumento: “É uma obra composta em harmonia funcional inteiramente tonal, com acompanhamento de baixo contínuo, num estilo absolutamente incompatível com a prática musical do tempo de D. João IV.”



Este hino foi ouvido em Paris, pela primeira vez, em 1744 e foi então considerado de origem inglesa ("O Come, All Ye Faithful"). A partitura terá uma primeira impressão em 1782, no livro inglês An Essay on the Plain Chant, de acordo com o maestro Luís de Freitas Branco, citado num artigo da professora Carlota Miranda, da Universidade de Coimbra. Tal artigo saiu no Boletim de Estudos Clássicos, em 1997, e tem por título “O Hino de Natal pseudo-português”.

Mas, caramba, se a autoria não é do rei português, de quem poderá ser? Rui Vieira Nery, defende que a composição é posterior a 1675, “mais provavelmente” de inícios do século XVIII, podendo ser atribuível a John Francis Wade (1711-1786). De acordo com uma nota no site da New York State Library, “investigações demonstram que o ‘Hino Português’, como era conhecido, foi provavelmente escrito pelo compositor John Francis Wade e publicado por este, pela primeira vez, na compilação Cantus Diversi, em 1751”. Segundo a professora de Coimbra, a composição “tem provavelmente as suas origens nos meios católicos ingleses de setecentos” e “no final do século XVIII cantava-se na capela da embaixada de Portugal em Londres”, e acrescenta: “Talvez advenha daqui a errada denominação deste hino como Portuguese Hymn, por parte dos católicos ingleses.” Já segundo Rui Vieira Nery, “até à legalização do culto católico em Inglaterra”, a embaixada portuguesa “era um dos únicos locais em que o mesmo podia ser celebrado em território britânico”.



Então, fica por terra a ideia de que se trata de um hino de origem portuguesa? De facto, até um passado recente, desde o século XVII, “Adeste Fideles” era conhecido, em Inglaterra e nos Estados Unidos, como “Hino Português”ou “The Portuguese Hymn”. Tal devia-se a que “Adeste Fideles” era um dos hinos favoritos, regularmente cantados no Natal da Capela da Embaixada Portuguesa, em Londres, nos séculos XVII e XVIII, no tempo da intolerante repressão protestante. A Embaixada Portuguesa também ficou célebre “pela excelência das músicas usadas nas cerimónias litúrgicas”.

Porém, os livros são quase unânimes em registar o “Adeste Fideles” como Hino Português. A autoria é mesmo atribuída, por alguns, ao Rei D. João IV, o rei músico, cuja Capela do Palácio Ducal de Vila Viçosa era um grande e célebre reduto de arte musical, no século XVII. De entre as composições muito conhecidas deste Rei conta-se a “Crux Fidelis”.

Uma coisa é certa, a autoria da melodia, jamais será conhecida com toda a certeza. Mas não há dúvida quanto à sua origem portuguesa. Por questões políticas e hegemôóicas, hoje muitos registam “Adeste Fideles” como sendo de autoria anónima, numa tentativa de desviar a atenção da verdadeira autoria portuguesa, até porque não existe outra alternativa plausível. Anónima, talvez, mas não apátrida.



De modo geral e até recentemente, era registado como canto popular português. Esta é, certamente, a única forma correta de conceber a origem de tão bela quão célebre melodia e letra, embora em latim. O ritmo musical de “Adeste Fideles” é claramente de origem portuguesa. Pela delicadeza e leveza da melodia, assemelha-se ao ritmo popular da ciranda, além de outras modalidades populares de Portugal, hoje tradicionais, em todos os povos lusófonos. O destaque dado hoje à celebração do Natal foi sendo imposto pela tradição popular, que aos poucos se impôs às hierarquias. Daí o ritmo do canto popular de roda, de ciranda, simples, alegre e movimentado que caracteriza “Adeste Fideles”. Por isto, pode ser acompanhado por instrumentos simples.

Concluindo, é possível dizer que, com tão leve e sugestiva melodia, Portugal ofereceu ao mundo o hino universal do Natal. “Adeste Fideles” entoa um Natal compartilhado e universal. É um convite a todos (Vinde, correi) para a confraternização do Natal, sem discriminação de raça ou posição social. “Adeste Fideles” canta os genuínos valores do Natal cristão. Canta a simplicidade, a confraternização popular, a alegria partilhada.

Tenham um Santo e Feliz Natal!

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Garfield, um felino de estimação sui generis que acha que merece ser o melhor gato de todos os tempos chegou aos jardins do Casino do Estoril em versão musical. Baseado na série original de desenhos “Garfield”, de Jim Davis, este “Garfield: um Musical com Gatitude” é uma divertida história musical do bem conhecido gato tigrado, gordinho e bem sarcástico.

Nesta particular história, este famoso gato, o mais guloso e preguiçoso das redondezas, tem o sonho sobre ter o aniversário mais incrível da história dos aniversários, com um delicioso bolo e até lasanha. Mas, infelizmente, todos os seus amigos – a sua paixão Arlene, o seu companheiro canídeo Odie, o seu dono Jon e até seu gato inimigo, Nermal – parecem ter-se esquecido do seu dia de anos.


Sentindo-se rejeitado e frustrado, Garfield aventura-se e decide deixar o conforto do seu lar, em busca de animação. Mas ao se afastar, ele rapidamente apercebe-se de que a casa é onde está o carinho… e a comida!

Entre os principais actores deste musical, temos Quimbé (que faz genialmente de Garfield), Mafalda Tavares, Ricardo de Sá, Diogo Martins e João Vilas.


Esta é uma produção da Yellow Star Company e está a decorrer na tenda do Jardim do Casino Estoril até 12 de Janeiro. Ideal para este período de férias dos mais pequenos, este musical é destinado às crianças e famílias, mas também a muitos graúdos. Os bilhetes podem ser adquiridos na Seetickets, Ticketline, Fnac e Worten. Não percam!

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Porque, mais do que nunca, F is for… Friendship

A mais recente edição da F Luxury Magazine está aí, nas bancas de todo o país. E bem a tempo do Natal, ou não fosse uma edição natalícia, especial Jóias & Relógios.

O Fado volta a ser protagonista de capa e não é por acaso. Talvez não saibam, mas a palavra “Fado” quer dizer “destino”. E bem a propósito, pois a revista sai também numa altura em que começamos a pensar nas resoluções de ano novo… A multifacetada fadista Cuca Roseta, uma das grande vozes da nova geração do Fado é protagonista de capa.



E capa é também a nova e fulgurante actriz, Isabel Valadeiro. Duas belíssimas mulheres para uma edição deveras especial. E tendo duas verdadeiras “jóias” na capa, nesta edição, que também é o número especial de jóias, podem atentar sobre as últimas tendências de joalharia, bem como as maiores novidades em relojoaria. Um must!



Ao longo das páginas da revista, há muito por onde se inspirarem, tal como um artigo sobre os cristais únicos da Baccarat, por exemplo. Porém, se o fim de ano convida a umas curtas férias, não percam um artigo por mim assinado: uma original e exclusiva viagem pela desconhecida Antártida.

Mas muito mais há para ler e descobrir numa edição rica em conteúdos e últimas tendências, onde não faltam atractivos para que sintam a F Luxury como a vossa melhor companheira, mesmo durante as festividades do Natal.

Por cá, podem encontrar esta última edição em 700 pontos de venda, tais como quiosques, em todas as Fnac e nos El Corte Inglés.

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É inegável! Todos os anos, quando chega o mês de Novembro, toda a gente começa a montar a árvore de Natal. E as lojas começam logo a ficar enfeitadas com motivos natalícios, algumas logo em finais de Outubro. Mas será que alguma vez se perguntaram qual o dia correto para montar a árvore de Natal?

Este ano de 2019, de acordo com a tradição católica, a data correta para começar a preparar a decoração de Natal é, apenas hoje, dia 1 de Dezembro. Por mais que o comércio e até algumas pessoas entrem no clima natalício bem antes, a Igreja Católica prevê que a preparação e a montagem da árvore de Natal aconteça apenas no Tempo do Advento, que começa quatro domingos antes do dia 25 de Dezembro, ou seja, no caso deste ano, no dia 1 de Dezembro. Além disso, caso não saibam, até o presépio tem data certa para ser montado: apenas no terceiro domingo do Advento (15 de Dezembro), que é quando o Evangelho fala sobre a visita do Anjo Gabriel a Maria e a anunciação da vinda de Jesus.
Portanto, o dia certo para montar a árvore de Natal em 2019 é mesmo hoje!



Segundo a tradição cristã, a árvore acompanha toda a preparação para o Natal -- e, por isso, a data correta é o primeiro domingo do Advento. Conforme o fim do ano se aproxima, cresce também a ansiedade para preparar a casa para celebrações de Natal e Ano Novo. Para muitos, esta época de tirar bolas, guirlandas, luzes e presépio da arrecadação e encetar a decoração da casa é sinónimo de compartilhar bons momentos com a família.

A árvore representa a vida e a procura pela transformação. E nós enfeitamos a nossa casa com as qualidades de mudança de vida que o Advento pede: bondade, compreensão, vivência da paz e do amor. Assim como a árvore de Natal fica iluminada, é suposto iluminarmos também a nossa vida com a luz de Cristo ao longo do tempo de advento. Por outro lado, existe toda uma simbologia por trás da figura da árvore. O famoso pinheiro representa o nascimento, a vida e alguns de seus principais valores, como prosperidade e fertilidade. A árvore de Natal é, portanto, um símbolo de vida e o pinheiro resulta na escolha ideal por ser aquela que se mantém verde durante o frio e a chuva típicos do Inverno. E o que significa a estrela no topo da árvore? Ela tem um lugar de destaque porque simboliza a luz que guiou os Reis Magos até ao menino Jesus.


E se hoje, a árvore de Natal fica rodeada de presentes e é majestosamente enfeitada com bolas e guirlandas luminosas, saibam que nem sempre foi assim... Antigamente, a árvore de Natal era decorada com frutas, flores e doces. A tradição surgiu em França no século XVI, quando só havia permissão para cortar árvores a partir do dia 21 de Dezembro. As pessoas, então, deixavam as árvores nas suas casas até 24 de Dezembro. Depois, a tradição foi mudando. Actualmente, algumas pessoas montam a decoração uma ou duas semanas antes do Natal para conservá-la até a noite da Consoada. Mas há também os que seguem a tradição cristã e tomam o calendário do Advento como referência, como é o meu caso.



E quando se deve desmontar? Pois, também há uma data… O dia que marca o fim das festividades de Natal na Igreja Católica é o Dia de Reis, que acontece a 6 de Janeiro. Segundo a tradição cristã, é costume desmontar a árvore de Natal na Epifania, que é celebrada precisamente no dia 6 de Janeiro. No entanto, nesta Quadra, como a celebração da liturgia em si só acontece no domingo após a data, a decoração pode estender-se até o dia 12 de Janeiro de 2020.

Mas o mais importante é que independente da religião ou crença, é sempre bom sentir o espírito do Natal no seu melhor, pois ele incentiva a reunir a família, os amigos e a compartilhar bons momentos e sentimentos. Com ou sem decoração, com ou sem árvore, aproveitem a data para demonstrar o carinho e amor por aqueles que convivem convosco. E tenham presente de que um abraço ou uma palavra de carinho pode valer bem mais do que qualquer árvore ou presente de Natal.

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