Fui ver este filme, convidado pela minha amiga Xenica Jardim, a propósito da inauguração da exposição de dinossáurios do Freeport. Não sei se iria ver tal filme, se não fosse desta forma. Eu explico. Gosto muito de filmes de aventura e acção, mas não sei bem porquê, este não me estava a seduzir. Seguramente, iria esperar pelo DVD... E não me enganei. Tem uns impressionantes efeitos especiais e alguns momentos que prendem, mas pouco mais...

A acção do filme decorre, como diz o título, no ano 10.0000 antes de Cristo, numa época em que homens e animais conviviam em estado selvagem. O seu fio condutor é a missão, assumida por um jovem caçador, que se torna guerreiro à força, de nome D'Leh (Steven Strait), que vai reunindo e conduzindo um exército multi-racial, através das mais vastas paisagens e confrontando mamutes, tigres dentes-de-sabre e outros predadores daquele tempo, com o fim de salvar a mulher que ama, Evolet (Camilla Belle), raptada por um pérfido chefe guerreiro, determinado em possuí-la. No fim, acabam por descobrir uma civilização que desconheciam.

Esta super-produção da Warner Bros. com a premissa de "It takes a hero to change the world", tem como realizador o alemão Roland Emmerich (o mesmo de “Independence Day”, “Godzilla” e "The day after tomorrow”). Penso que esta lista vos dá uma ideia da capacidade de Emmerich em realizar espectaculares produções.

Esta odisseia do tempo em que os espíritos reinavam e poderosos mamutes abalavam a Terra, foi filmada na África do Sul. O nosso herói, para além dos animais pre-históricos, ainda tem de se debater com os elementos naturais mais agrestes, vem descobrir, no fim da sua jornada, um povo perdido altamente avançado para o seu tempo que, de forma tirana, escraviza todos quantos pode. É aí que D'Leh se apercebe que não foi apenas salvar a sua amada Evolet, mas toda a sua civilização.

10.000 A.C. é um filme que entretém e que visualmente nos pode maravilhar, mas é, sobretudo, um filme que vem agradar aos mais jovens.

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