“Downton Abbey: Uma Nova Era” leva a adorada família Crawley até ao final dos Loucos Anos 20, ao mundo do cinema e à Riviera Francesa naquele que é, talvez, o capítulo final desta história.

Do criador Julian Fellowes, com realização a cargo de Simon Curtis, um dos filmes mais aguardados do ano chega ao cinema com "Downton Abbey: Uma Nova Era". No tão esperado regresso ao grande ecrã deste fenómeno mundial de popularidade, os adorados aristocratas empreendem uma jornada até ao sul de França para descobrir o mistério da Villa herdada pela Condessa de Dowager. Neste novo “capítulo”, às personagens já conhecidas, juntam-se agora os atores Hugh Dancy, Laura Haddock, Nathalie Baye e Dominic West.

Após o primeiro filme de 2019, esta nova sequela decorre em 1928, levando as personagens até ao fim de uma época e ao início de outra. O rescaldo da Primeira Guerra Mundial vai dar lugar ao prelúdio da segunda e, no panorama cinematográfico, o mudo morre em prol da ascensão do sonoro. Este segundo drama cinematográfico baseado na série televisiva de sucesso traz-nos de novo Michelle Dockery, Tuppence Middleton e Maggie Smith. Para quem, como eu, acompanhou as seis temporadas de Downton Abbey na televisão, uma temática sempre este subjacente: o embate entre a inevitável modernização e as tradições constituídas entre os moradores da grande mansão em Yorkshire, sejam eles os aristocratas Crawley ou os criados que mantém a enorme propriedade em funcionamento. Claro que os melhores momentos, mais uma vez, estão relegados às aparições de Maggie Smith como a condessa viúva Violet Grantham, cujas frases certeiras e irónicas nos diverte, bem como as dinâmicas geradas entre a criadagem e os nobres da família Crawley.


Nesta nova história, pode-se dizer que a linha narrativa se divide em duas: administrar a filmagem de uma produção de época na mansão, capitaneada por Lady Mary (Michelle Dockery) e o cineasta Jack Barber (Hugh Dancy); e empreender uma viagem até o sul de França para visitar uma
 Villa herdada pela condessa viúva, que não pode mais viajar e faz-se representar pelo seu filho conde Grantham (Hugh Bonneville), a condessa Grantham (Elizabeth McGovern) e Tom Branson (Allen Leech).


De facto, o verão começa de forma bem diferente para a tradicional família Crawley. Se por um lado, a sua típica mansão (ou palacete) vê é a chegada do cinema falado provocar um alvoroço na família, por outro surge a notícia de que Violet Crawley herdou uma Villa na Riviera Francesa, de um homem que não via desde a juventude. Desta forma, embarcamos numa viagem misteriosa a França, na qual o relacionamento entre Robert (Hugh Bonneville) e Cora (Elizabeth McGovern) passa por uma terrível provação, enquanto ele tenta desvendar se o passado de sua mãe pode interferir na sua concepção de família ou não.


Por seu turno, os remanescentes em Downton recebem uma equipa de filmagem, pois, em troca da utilização dos belíssimos aposentos locais, eles receberiam uma boa quantia, o que poderia acertar as contas da família. Porém, a chegada das grandes estrelas de cinema mudo Myrna Dalgleish (Laura Haddock) e Guy Dexter (Dominic West) provoca muito mais reações do que seria previsto, principalmente em Lady Mary (Michelle Dockery), esquecida pelo marido enquanto este aproveita a bonança em outro país, e Thomas Barrow (Robert James-Collier), numa espécie de epifania a respeito do que um novo despertar poderia fazer pela sua felicidade, podendo assumir o seu lado homossexual sem restrições.


Embora com diversas personagens a transitarem constantemente perante os nossos olhos, pois o realizador faz-nos acompanhar cada uma, para aguardados desfechos, o filme não perde o seu ritmo. O argumento encontra um bom equilíbrio entre a quantidade de informação que deve entrega, bem como faz uso do espectador ao absorver tantas sub-tramas em simultâneo. Além disso, “Downton Abbey II: Uma Nova Era” faz jus ao seu título, pois apresenta, com pano de fundo da transição do cinema mudo para o falado, diversas mudanças, algumas marcadas por despedidas, que definitivamente irão surtir efeito num próximo capítulo, se o mesmo vier a acontecer. O melodrama, ainda que fique mais pesado em alguns momentos, permite à comédia equilibrá-lo de maneira a sempre nos entreter. De facto, este é um bom capítulo que homenageia a família Crawley com toda a pompa e circunstância que Downton Abbey exige.

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Enquanto a crise climática se vai intensificando e se torna cada vez mais séria, cada Dia da Terra chega sempre com maior significado. E o passado dia 22 de abril não foi excepção. Estabelecido em 1970 nos Estados Unidos, o agora evento anual reúne milhões de pessoas ao redor do globo numa reflexão conjunta de apoio ao meio ambiente, ressaltando a importância de ações urgentes necessárias para salvar o planeta.

Em 1970, o tom já era de urgência, mas também de grande entusiasmo: “22 de Abril almeja um futuro que valha a pena viver” era a frase que fazia parte do anúncio publicado no New York Times, que funcionou como um manifesto, escrito pelos organizadores do primeiro Dia da Terra, para anunciar o evento. O manuscrito foi mais um impulso para que 20 milhões de pessoas saíssem à rua nos Estados Unidos para lutar pelo ambiente e por um futuro em que se pudesse respirar melhor e viver com maior qualidade.

Passados 52 anos, o Dia da Terra que se assinalou este ano partilha da urgência que emanava o manifesto. Entre o rescaldo de uma pandemia que teima em não nos deixar e uma guerra que está a afligir a Europa, quem sair hoje à rua preocupado com o estado do planeta pode parecer algo insignificante, mas representa os alertas sobre o aquecimento global emitidos no último relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), além de uma crise da biodiversidade, outra do plástico e a constatação de um mundo cada vez mais povoado, onde uma parte da humanidade consome produtos em excesso e a outra percorre quilómetros para conseguir obter, a grande custo, um balde de água.


É verdade, o Dia da Terra em 2022 chegou na sequência do tal relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), publicado em agosto de 2021, que continha "um código vermelho para humanidade", com cientistas a alertar que as temperaturas poderão aumentar para além de 2°C em comparação com os níveis pré-industriais neste século (um cenário que pode ter efeitos catastróficos em todo o planeta). Paralelamente, houve um grande decepção em relação ao acordo assinando na Cop26, em novembro de 2021, o que demonstra a magnitude do desafio que todos enfrentamos.

As origens e a história do Dia da Terra eram sobre motivar as pessoas a impulsionarem os seus governos para se mobilizarem no bom sentido. Contudo, em 2022, temos um acordo climático ineficiente e os governos a recuarem nos seus comprometimentos.


Se há 52 anos, a poluição atmosférica já era um problema gravíssimo nos países mais desenvolvidos, imaginem agora... O problema das emissões de gases com efeito de estufa e o perigo das alterações do clima nem sequer estavam no horizonte, quando as pessoas saíram à rua naquele primeiro 22 de Abril. Volvidas todas estas décadas, enquanto muitas cidades da Europa e dos Estados Unidos até viram melhorias na poluição do ar, o aumento da concentração dos gases com efeito de estufa, que faz com que a atmosfera terrestre retenha mais calor vindo do Sol, tornou-se a questão central do ambiente. De 1970 para cá, a concentração do dióxido de carbono na atmosfera, o gás mais importante para o efeito de estufa, passou de 325,68 para 416,45 partes por milhão (ppm), em 2021. Esse aumento deve-se principalmente ao uso de combustíveis fósseis, que se tornaram a grande fonte de energia desde a revolução industrial. Apesar dos avisos das últimas décadas em relação a este aumento, os países ainda não conseguiram inverter a aceleração. O relatório do IPCC afirma que a taxa de crescimento das emissões [de gases com efeito de estufa] foi de 2,1% entre 2000 e 2009, mas entre 2010 e 2019 foi de 1,3%, o que se pode traduzir numa razão de satisfação, porém o problema é que as emissões continuam a aumentar, o que baixou foi apenas a taxa de crescimento.

Ao mesmo tempo, a monitorização da temperatura da Terra tem tornado evidente que o planeta está a aquecer. Em 2020, a temperatura da Terra foi 1,02 graus acima da média, comparativamente com a era pré-industrial. Uma subida que apresenta assimetrias: os continentes aquecem mais do que os oceanos, que têm tido um papel importantíssimo em conter esta tendência, e as latitudes mais perto dos pólos têm aquecido mais do que as regiões perto do equador... grave, muito grave! Na Europa, a temperatura em 2020 foi 2,02 graus acima da média. E em Portugal, as temperaturas nas sedes de distrito, apesar de variarem de ano para ano, mostram também uma tendência crescente.

O primeiro Dia da Terra demonstrou nos Estados Unidos que havia uma maioria ressentida pelo estado ambiental do país, com as suas cidades de ar poluído e os seus rios sujos, porém, tal constituiu o pontapé de saída para uma década que progrediu muito ao nível da política ambiental. No mesmo ano, foi criada a Agência de Protecção do Ambiente e uma importante emenda foi acrescentada à Clean Air Act, a lei do ar limpo, de 1963. Dois anos depois, em 1972, aprovou-se a Clean Water Act, a lei da água limpa. Estas foram vitórias baseadas num sentimento bipartidário que valorizava o ambiente, disseminado pela sociedade norte-americana, mas que, infelizmente, se desfazeria na década seguinte até aos dias de hoje.

De lá para cá, houve também uma ambivalência a nível global, que se traduziu nos insatisfatórios acordos mundiais para a redução das emissões de gases com efeito de estufa que foram sendo obtidos a cada convenção do clima, e que têm adiado uma viragem decisiva rumo às energias limpas, para combater o aquecimento global. Por outro lado, a recente guerra na Ucrânia tornou ainda mais evidente o grau de dependência da Europa face aos combustíveis fósseis. E, contudo, as catástrofes ambientais continuam a suceder-se um pouco por todo o lado...

Por isso, o tema do Dia da Terra deste ano foi "Investir no nosso Planeta" – uma chamada de atenção para governos, empresas e indivíduos para investir num futuro melhor para o planeta. A nível governamental, é possível passar regulamentações e promover uma economia verde, a nível individual, trata-se do voto político para que tal aconteça, a participação na comunidade e o investimento em responsabilidade ecológica.

E então, o que é possível fazer?

Devemos sempre acreditar que todos os dias deveriam ser o Dia da Terra, por isso é vital que continuemos a agir com consciência ao longo de todo o ano. Além disso, aqui vos deixo algumas outras maneiras pelas quais podemos viver de forma mais sustentável. Também podemos participar num grupo de campanha local, escrever emails para os nossos políticos e doar para instituições de caridade ambiental como Greenpeace, 350.org ou WWF.

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A Sala Estúdio do Teatro da Trindade INATEL estreou no passado dia 14 de abril a peça “O Beijo da Mulher Aranha”, encenada por Hélder Gamboa e protagonizada por Diogo Mesquita e João Jesus.

Numa prisão, sob um regime ditatorial, vemos uma cela com dois prisioneiros. Molina, um homossexual com um lado feminino intenso, é colocado pelo Diretor da cadeia numa cela com Valentín, um guerrilheiro e preso político, esperando, desta forma, obter informações sobre atividades revolucionárias.


Apesar das suas diferenças, o universo de fantasia de um e o sofrimento físico do outro acabam por aproximá-los e, contra todas as expectativas, desenvolvem uma cúmplice amizade, que nos mostra uma profunda dimensão do que é o Ser Humano.

Esta famosa obra literária publicada em 1976 por Manuel Puig, natural da Argentina, teve várias adaptações, um pouco por todo o mundo, incluindo um musical na Broadway. A adaptação ao cinema aconteceu em 1985.

Ao ver esta magnifica peça, magistralmente interpretada pelos dois atores em palco, a minha mente remeteu-me logo para a versão cinematográfica, que muito me impactou na minha juventude. No filme com o mesmo nome (Kiss of the Spider Woman) realizado pelo cineasta argentino-brasileiro Héctor Babenco, e adaptado por Leonard Schrader, também a partir do romance homónimo de Puig, temos William Hurt, Raul Julia e Sónia Braga como principais protagonistas. O filme estreou no Festival de Cinema de Cannes de 1985, onde Hurt ganhou o prémio de Melhor Actor e Babenco foi indicado para a Palma de Ouro. Lançado nos Estados Unidos em julho de 1985, recebeu logo ampla aclamação da crítica. Hurt acabou por ganhar o Óscar de Melhor Actor pela sua interpretação, bem como o BAFTA de Melhor Actor, tendo o filme recebido mais três nomeações ao Óscar, incluindo Melhor Filme.


Voltando à peça, damos com dois homens encarcerados devido às suas escolhas. Luís Molina foi feito prisioneiro pela suposta violação de um rapaz menor de idade e Valentin Arregui, devido às suas atividades clandestinas. Um preso político e um pederasta homossexual a dividirem cela. Porém, estes dois homens com personalidades distintas, cujas vidas certamente não se iriam cruzar noutro contexto, acabam por criar fortes laços.



No fundo, “O Beijo da Mulher Aranha” mostra-nos a natureza mutável do relacionamento entre dois homens muito diferentes que se encontram trancados juntos na mesma cela. Eles são opostos em todos os sentidos, mas ao compartilharem as mesmas experiências, dia após dia, isso dá-lhes um vínculo comum. Gradualmente, um certo afecto parece nascer entre eles, pelo que assumimos que a peça irá versar sobre as maneiras pelas quais eles aprendem a aceitar-se um ao outro. Porém, percebemos que a história vai muito mais longe, pois nem tudo é o que parece...


 

Peça para maiores de 18 anos, "O Beijo da Mulher Aranha" está em cena até 5 de junho, de quarta-feira a domingo, às 19 horas. Não percam!

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Eis um bom filme para este período de Páscoa: dispõe bem e diverte muito. A brilhante, porém, caseira autora de best sellers Loretta Sage (Sandra Bullock) escreve sobre lugares exóticos nos seus romances populares de aventura, cujas capas são protagonizadas pelo atrativo modelo Alan (Channing Tatum), que tem dedicado a sua vida a personificar a personagem herói dos seus livros, Dash. Durante a tourné de promoção do seu novo livro com Alan, Loretta é raptada por um bilionário excêntrico (Daniel Radcliffe), para que ela o guie ao tesouro da cidade perdida descrita no seu mais recente livro. De forma a provar que é possível ser um herói na vida real, não apenas nas páginas dos seus livros, Alan parte rumo à Isla Hundida para a resgatar. Forçados a viver uma aventura épica na selva, o improvável par precisa de trabalhar em conjunto para sobreviver e encontrar o antigo tesouro, antes que o mesmo seja perdido para sempre. Nas várias tentativas de salvar Loretta, Alan pensa que esta pode ser a aventura de que necessita para levar avante a paixão que nutre pela escritora.

Este é um filme que tem como objectivo principal entreter o espectador e, de modo geral, é bem-sucedido na sua missão, pois muito deste sucesso advém da química inerente entre Bullock e Tatum, um vez que ambos refletem o estado de espírito das duas personagens na perfeição e formam um magnífico par de opostos ao longo da história. Há 25 anos que Sandra Bullock é um dos nomes mais importantes e poderosos de Hollywood. Começou pelo cinema de ação antes de se tornar uma das grandes rainhas das comédias românticas, mas foi a sua aposta na diversidade em papéis mais dramáticos que a fez ganhar um merecido Oscar. Contudo, este "A Cidade Perdida" traz Sandra Bullock de volta à comédia e que gosto é vê-la novamente neste registo, ao lado de um motável elenco que também conta com Daniel Radcliffe e Brad Pitt, que faz aqui uma participação especial. Tão especial que rouba cada cena em que surge...


 

"A Cidade Perdida" consegue ser uma boa combinação de todos os géneros cinematográficos que contém: acção, aventura, romance e muita diversão, com muito humor à mistura. Quando menos esperamos, passa da comédia para a acção, da aventura para o romance, sempre num bom ritmo e sem perder a noção do rumo da narrativa. Na senda de filmes ”congéneres”, como “A Múmia” ou “Em Busca da Esmeralda Perdida”, “A Cidade Perdida” acaba por ser ligeiramente parecido na fórmula, o que faz com que se torne algo previsível, porém, nem por isso menos divertido ou surpreendente. Há muito que não me ria tanto numa sala de cinema.



Adam e Aaron Nee são dois irmãos realizadores relativamente desconhecidos no panorama cinematográfico, mas a recente revelação dos mesmos serem os realizadores do futuro filme de “Masters of the Universe” gerou algum interesse por parte dos fãs da franquia, vindo “A Cidade Perdida” a funcionar como uma espécie de teste. Uma comédia romântica disfarçada de um filme de aventuras, onde Bullock e Tatum demonstram como duas gerações de actores se podem juntar para nos divertir. São várias as vezes que a comédia triunfa sobre a narrativa, onde vemos Radcliffe a ser um irritante mau da fita e contamos com um divertidíssimo cameo de Brad Pitt como Jack Trainer. Tudo se compõe para nos divertir e oferecer um bom momento de cinema, com muitas risadas e aventura q.b. Vale bem a pena!

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Excelente, poderosa, com atitude: essas são as palavras que melhor descrevem a campanha para a Bold, a nova coleção de Etnia Barcelona.

Como sabem gosto de aqui falar de tudo, sobretudo daquilo que me causa impacto e que me apraz. Foi o que aconteceu quando dei de caras com esta campanha no Instagram, cuja estética me impressionou. Logo, quis saber mais...

Porque “ousadia” é muito mais do que uma atitude. É mostrar uma vontade de correr riscos de forma corajosa. E foi o que aconteceu com a campanha de comunicação da marca Etnia, que se diferencia pelo uso da cor e alguma rebeldia. A campanha da linha Bold é, por isso, pura sofisticação. Uma campanha sem medo, cheia de atitude, arriscada até, mas repleta de humor e glamour.

A publicidade apresenta uma estética intransigente: imagens de alto impacto, quase hiper-realistas, onde num fundo de cor forte ganham vida as personalidades de um variado grupo de modelos de todas as idades (ser ousado é também não ter limite de idade) e etnias, que combinam o espírito indomável dos óculos com penteados quase barrocos. Um convite irónico e glamouroso para quem quiser deixar a sua marca...

Etnia Barcelona, marca independente de óculos que em 2001 comemorou 20 anos, oferece um excelente ponto de vista com este lançamento: o nome da nova coleção Primavera-Verão 2022 —Bold —expressa por si só o que é o DNA da marca, caracterizada por um colorido vibrante, com um formato acentuado, para quem encara o dia-a-dia com um olhar desafiador.

Sendo focada no meio ambiente, Etnia Barcelona é uma marca que faz uso de materiais naturais, acetato da melhor qualidade, de algodão e madeira, e vidro mineral nas coleções de óculos oftalmológicos e de sol; as embalagens são em papelão sustentável certificado, composto de milho biodegradável e 100% reciclável.



Com esta coleção de óculos premium, composta por designs fortes e cores ousadas, a marca assina uma poderosa expressão de arte e liberdade.







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Após algum tempo de Hollywood estar a trabalhar para restabelecer os Óscares como um evento de televisão imperdível, com ajustes na cerimónia e na sua transmissão, a 94ª edição dos Óscares veio lembrar aos seus espectadores de que nada é melhor do que momentos genuinamente sem guião, em directo, e que apanham todos de surpresa. A noite de gala que celebra o cinema foi novamente transmitida em tempo real.

A grande noite de Óscares voltou em força este domingo, 27 de Março. Sem máscaras, as estrelas do cinema voltaram, após dois anos de interregno, à passadeira vermelha do Dolby Theatre, em Los Angeles, para ficarem a saber o que de melhor se fez na sétima arte durante o último ano. Claro que antes da cerimónia de entrega de prémios, o desfile de talentos aconteceu à porta do Dolby.


 

O objectivo deste ano da Academia era o de se reerguer após o desaire sofrido em 2021, quando a cerimónia teve as piores audiências da sua história televisiva.  Recuperando o esplendor de outrora, contou com várias anfitriãs: Regina Hall, Amy Schumer e Wanda Sykes. As três apresentadoras também deslumbraram na passadeira vermelha, destacando-se Schumer num vistoso Oscar de La Renta.


 

Por momentos, esqueceu-se a Covid-19 e ninguém usou máscaras (excepto a produção). Os 2.500 convidados tiveram de apresentar obrigatoriamente o certificado de vacinação e pelo menos dois testes PCR negativos antes da cerimónia de domingo. Uma cerimónia pautada por uma Netflix, a trazer alguns candidatos favoritos para vencer nos óscares deste ano, onde o filme “Coda”, da Apple, veio a fazer história na noite passada ao se tornar o primeiro filme de streaming a conquistar uma estatueta de Melhor Filme – uma conquista que se tornou ainda mais impressionante devido à quantidade de Óscares em que o filme fora indicado. Enquanto “O Poder do Cão” não arrecadou o prémio da noite, a sua realizadora Jane Campion tornou-se a terceira mulher a ganhar o Óscar de Melhor Realização, e Ariana DeBose, de “West Side Story”, e Troy Kotsur, de “Coda”, tornaram-se os primeiros atores abertamente queer e surdos, respectivamente, a ganhar nas categorias de Melhor Ator/Atriz Secundários.


 

No lado mais técnico, “Dune”, de Denis Villeneuve, foi absolutamente vencedor com vitórias em Melhor Som, Melhor Design de Produção, Melhor Banda Sonora Original, Melhor Fotografia e Melhores Efeitos Visuais. Por mais impressionante que tenha sido a transformação física de Jessica Chastain em Tammy Faye, a Academia concordou que foi a sua atuação, como a televangelista que protagonizou em “Os Olhos de Tammy Faye”, que a levou à vitória, pela primeira vez, de Melhor Actriz. Will Smith também venceu, pela primeira vez e após inúmeras nomeações, o Óscar de Melhor Actor pela sua atuação em "King Richard - Criando Campeãs". Porém, ele garantiu ser notícia para o futuro ao não ter medido palavras (e mãos) com o apresentador Chris Rock.




De facto, em 2022, a noite dos Óscares ficou marcada por um momento inusitado: Will Smith agrediu Chris Rock, depois de o humorista ter feito uma piada sobre a sua mulher Jada Pinkett-Smith. Antes do anúncio do Óscar de Melhor Documentário, o humorista Chris Rock fez uma piada sobre Jada Pinkett-Smith, que recentemente tomou a decisão de rapar o cabelo, face à doença de alopecia de que padece, que causa a perda total ou parcial dos cabelos. Rock brincou, ao dizer que mal podia esperar por ver a atriz no "G.I. Jane 2", numa referência ao que seria uma sequela do filme "G.I. Jane", onde a personagem interpretada por Demi Moore é careca. Porém, o que se seguiu foi uma reação absolutamente inesperada por parte de Will Smith, que subiu ao palco e deu uma estalada ao comediante de 57 anos. "Will Smith acabou de me bater na cara", disse Rock, parecendo tão incrédulo quanto o público presente, que tentava perceber se se tratava realmente de uma agressão física ou de uma encenação. "Mantém o nome da minha mulher longe da p*ta da tua boca!", gritou por duas vezes Will Smith, já de volta ao lugar. Sobre o episódio, a Academia de Cinema dos Estados Unidos condenou, esta segunda-feira, a agressão do ator Will Smith a Chris Rock e revelou que irá analisar o caso e tirar daí as consequências.


 

Fiquemos, então, com a lista completa dos vencedores dos Óscares de 2022 (títulos deixados no original por opção, com vencedores em negrito):

 

Melhor filme

Belfast

CODA

Don’t Look Up

Drive My Car

Dune

King Richard

Licorice Pizza

Nightmare Alley

The Power of the Dog

West Side Story



 

Melhor Realização

Kenneth Branagh (Belfast)

Ryûsuke Hamaguchi (Drive My Car)

Paul Thomas Anderson (Licorice Pizza)

Jane Campion (The Power of the Dog)

Steven Spielberg (West Side Story)

 

Melhor Actor

Javier Bardem (Being the Ricardos)

Benedict Cumberbatch (The Power of the Dog)

Andrew Garfield (Tick, Tick … Boom!)

Will Smith (King Richard)

Denzel Washington (The Tragedy of Macbeth)

 

Melhor Actriz

Jessica Chastain (The Eyes of Tammy Faye)

Olivia Colman (The Lost Daughter)

Penélope Cruz (Parallel Mothers)

Nicole Kidman (Being the Ricardos)

Kristen Stewart (Spencer)

 

Melhor Actor Secundário

Ciarán Hinds (Belfast)

Troy Kotsur (CODA)

Jesse Plemons (The Power of the Dog)

J.K. Simmons (Being the Ricardos)

Kodi Smit-McPhee (The Power of the Dog)

 

Melhor Actriz Secundária

Jessie Buckley (The Lost Daughter)

Ariana DeBose (West Side Story)

Judi Dench (Belfast)

Kirsten Dunst (The Power of the Dog)

Aunjanue Ellis (King Richard)



 

Melhor Argumento Adaptado

CODA, Siân Heder

Drive My Car, Ryûsuke Hamaguchi, Takamasa Oe

Dune, Jon Spaihts, Denis Villeneuve, Eric Roth

The Lost Daughter, Maggie Gyllenhaal

The Power of the Dog, Jane Campion

 

Melhor Argumento Original

Belfast, Kenneth Branagh

Don’t Look Up, Adam McKay, David Sirota

King Richard, Zach Baylin

Licorice Pizza, Paul Thomas Anderson

The Worst Person in the World, Eskil Vogt, Joachim Trier

 

Melhor Cinematografia

Dune, Greig Fraser

Nightmare Alley, Dan Laustsen

The Power of the Dog, Ari Wegner

The Tragedy of Macbeth, Bruno Delbonnel

West Side Story, Janusz Kamiński



Melhor filme de Animação

Encanto

Flee

Luca

The Mitchells vs. the Machines

Raya and the Last Dragon

 

Melhor Curta-Metragem de Animação

Affairs of the Art

Bestia

Boxballet

Robin Robin

The Windshield Wiper

 

Melhor Guarda-Roupa

Cruella

Cyrano

Dune

Nightmare Alley

West Side Story

 

Melhor Música

Don’t Look Up, Nicholas Britell

Dune, Hans Zimmer

Encanto, Germaine Franco

Parallel Mothers, Alberto Iglesias

The Power of the Dog, Jonny Greenwood



 

Melhor Som

Belfast

Dune

No Time to Die

The Power of the Dog

West Side Story

 

Melhor Canção Original

“Be Alive” (King Richard), Beyoncé Knowles-Carter, Dixson

“Dos Oruguitas” (Encanto), Lin-Manuel Miranda

“Down to Joy” (Belfast), Van Morrison

“No Time to Die” (No Time to Die), Billie Eilish, Finneas O’Connell

“Somehow You Do” (Four Good Days), Diane Warren

 

Melhor Documentário

Ascension

Attica

Flee

Summer of Soul (…Or, When The Revolution Could Not Be Televised)

Writing With Fire

 

Melhor Documentário em Curta-Metragem:

Lead Me Home

The Queen of Basketball

Three Songs for Benazir

When We Were Bullies

 

Melhor Edição

Don’t Look Up

Dune

King Richard

The Power of the Dog

Tick, Tick … Boom!

 

Melhor Filme Estrangeiro

Drive My Car (Japan)

Flee (Denmark)

The Hand of God (Italy)

Lunana: A Yak in the Classroom (Bhutan)

The Worst Person in the World (Norway)



Melhor Caracterização

Coming 2 America

Cruella

Dune

The Eyes of Tammy Faye

House of Gucci

 

Melhor Design de Produção

Dune

Nightmare Alley

The Power of the Dog

The Tragedy of Macbeth

West Side Story

 

Melhores Efeitos Visuais

Dune

Free Guy

No Time to Die

Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings

Spider-Man: No Way Home

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Pois é, há algum tempo que aqui não vinha, mas nem sempre tenho tido a disponibilidade para o fazer. Porém, desta feita, esta reflexão fez-me regressar e espero que em força. De facto, a Covid-19 veio acelerar a transformação digital e lançou-nos cinco anos no futuro.

A tecnologia tem desempenhado um papel crucial ao manter as sociedades em todo o mundo resilientes e funcionais (e alguns dizem, inclusive, sãs) durante a pandemia da Covid-19. Embora a luz no fim do túnel ainda permaneça fraca, algumas tendências que este Coronavírus lançou podem bem vir a ter um impacto duradouro...

Tecnologia educacional

A aprendizagem digital não é um conceito novo, mas anteriormente era limitado principalmente aos cursos de ensino superior. De repente, quase da noite para o dia, a Covid-19 fechou estabelecimentos de educação física em todo o mundo, deixando professores e alunos adoptarem rapidamente a aprendizagem digital. Em alguns pontos do globo, os alunos adotaram ferramentas de ensino e facilitação online e de ensino e aprendizagem por meio de aplicativos como Zoom, Skype, Microsoft Teams, Google Hangouts e até WhatsApp. O problema é que nem todos foram equipados com infra-estruturas adequadas para acesso à internet de alta velocidade. Por outro lado, voltou a Telescola, que através da televisão, de fácil acesso, os alunos puderam aprender, em direto, de professores destacados para o efeito.


Força de trabalho remota

Enquanto, infelizmente, milhões perderam os seus empregos e tiveram as suas vidas viradas do avesso, a Covid-19 também obrigou organizações e empresas em massa a adoptar o trabalho remoto para garantir a continuidade dos seus objetivos e negócios – um benefício para alguns, uma desgraça para outros. Isso ocorre porque para alguns empregos em alguns setores, como manufatura e agricultura, o trabalho em casa simplesmente não é possível.

Por outro lado, aqueles que eram capazes de efetuar teletrabalho de repente viram-se a ter que lidar com outros desafios, como comunicação, produtividade, trabalho em equipa, eficiência, contas de serviços públicos mais caras, um certo esgotamento (aquela área cinzenta entre vida profissional e vida doméstica), pouco acesso aos equipamentos de escritório, reuniões online, isolamento e muito mais.

Sem se vislumbrar ainda o fim da Covid-19 num futuro mais próximo, o distanciamento social, o uso de máscaras e o teletrabalho continuarão a ter efeitos profundos na força de trabalho coletiva e vamos ter de continuar a gerir as prioridades e aprimorar a tecnologia para estabelecermos o novo normal.


Entretenimento digital


A falta de atividades ao ar livre e as interações da vida real viram uma grande mudança e aceitação quanto ao consumo dos media. Em particular, as pessoas começaram a gravitar em direção ao entretenimento por streaming e jogos online. Por exemplo, um estudo revelou que a Netflix ganhou 195% no tráfego sequencial em março de 2020, enquanto as visitas ao serviço de streaming de outros players aumentaram exponencialmente. Razão pela qual a DisneyPlus se prontificou a lançar-se neste período. Em 2020 houve um aumento de mais de 35% no tempo de exibição no YouTube e um aumento de 60% no tempo de exibição do YouTube na TV. Enquanto isso, os jogos tiveram um aumento na popularidade, aumentando cinco vezes o tempo de exibição de vídeos de jogos casuais.



Comércio eletrónico


Além do entretenimento, o aumento no consumo digital também pode ser atribuído pois a maior parte da população a nível mundial começou a fazer a mudança para a segurança do comércio eletrónico, tanto empresários quanto compradores. Uma pesquisa mostrou que 60% dos indivíduos estão a fazer mais compras online em comparação com os tempos pré-Covid, priorizando alimentos essenciais e utensílios domésticos. Já para não falar da proliferação das empresas delivery, tal como Uber Eats, Glovo, entre muitas outras que, entretanto, nasceram.

 

Necessidade de mais velocidade


Tendo em consideração todos os itens descritos acima, ficou mais claro do que nunca de que todos precisávamos de uma conectividade mais rápida – e a pandemia intensificou essa demanda. Razão pela qual chegou o desejado 5 G. As indústrias que mais irão beneficiar do 5G são aquelas fortemente impactadas pela Covid19 em termos de demanda crescente por aplicativos e serviços. Estes sectores incluem saúde, educação e sector público. O uso de aplicações digitais ou virtuais e serviços remotos nestes sectores vai-se tornar a norma, e o 5G será uma prioridade para aplicações com uso intensivo de dados.



Portanto, se há uma coisa crucial que a Covid-19 e os vários estágios de confinamento nos ensinaram, é a necessidade de haver uma prontidão digital. Porém, agora que podemos começar a tirar partido, da melhor maneira, de algumas tendências tecnológicas que o Coronavírus fez acelerar, o facto é que agora rebentou uma guerra, a infame invasão da Rússia à Ucrânia. E todos vamos sofrer as consequências disso...


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