2020 ainda mal começou, mas o meu blog já está de olho nas grandes produções cinematográficas que vão ser lançadas ao longo deste ano. 2019 acabou por se destacar como um dos melhores recentes anos para o cinema, rendendo excelentes filmes. Será que 2020 repetirá a proeza? Se vocês também quiserem saber o que vos espera nos cinemas em 2020, vejam a minha selecção dos lançamentos mais aguardados...


Birds of Prey (e a Fantabulástica Emancipação de uma Harley Quinn)
A DC vai voltar ao humor negro com a nova aventura da Harley Quinn de Margot Robbie, agora num episódio ao lado de novas vigilantes de Gotham City. Quinn terminou a sua relação com o vilão Joker e está à procura de um novo caminho para a sua carreia criminosa. Porém, essa busca leva-a a entrar em conflito com um novo vilão, forçando-a a aliar-se a um grupo de mulher poderosas para o derrotar. Além de ser protagonista, Robbie também produz e trouxe uma equipa de mulheres para trás das câmaras, com a promessa de pegar no que funcionou em "Esquadrão Suicida" e reinventar esta personagem.



Mulan

A Disney não mostra sinais de parar os seus remakes em modo live-action de histórias suas que já foram sucesso em animação. Porém, diferentemente de "O Rei Leão" ou "A Dama e o Vagabundo", a versão de Mulan parece genuinamente mais interessante, com Niki Caro a trazer um tom épico e realista a uma das melhores animações do estúdio.



007 - No Time to Die

Após cinco anos longe do grande ecrã, o James Bond de Daniel Craig vai fazer a sua última aparição com o 25º filme do franchising de espionagem. Dessa vez, 007 enfrentará o misterioso vilão de Rami Malek, contando também com a estreia de Ana de Armas e Lashana Lynch como Bond Girls e novas aliadas do protagonista. A realização fica a cargo de Cary Fukunaga.



Viúva Negra

Com o fim da saga dos Vingadores, em "Endgame", a Marvel Studios regressa ao passado para finalmente dar à Scarlett Johansson um filme a solo da sua Viúva Negra. A história deve ser ambientada antes dos grandes eventos de Vingadores, explorando o passado da heroína, assim como novos inimigos.


Mulher-Maravilha 1984
Após dominar os cinemas em 2017, a Mulher-Maravilha de Gal Gadot retorna para o seu segundo filme. Sem estar presa à cronologia da DCEU - DC Extended Universe, Patty Jenkins promete-nos uma aventura surpreendente e fantasiosa passada na década de 80, trazendo Kristen Wiig como a Mulher-Leopardo e Pedro Pascal como Maxwell Lord, além de ressuscitar o Steve Trevor de Chris Pine de forma misteriosa…


Soul
Nos últimos anos, a Pixar tem apostado constantemente em continuações de grandes sucessos do seu catálogo. Porém, o estúdio acerta verdadeiramente quando apresenta produções originais, e a premissa de "Soul", que vai explorar versões animadas da alma humana, certamente traz ecos de "Divertida Mente". É caso para se ficar muito empolgado.


Top Gun: Maverick
Quem diria… Tom Cruise finalmente vai trazer a continuação de "Top Gun: Ases Indomáveis". A julgar pelo impressionante trailer apresentado na San Diego Comic-Con, as impressionantes cenas aéreas vão ser de fazer cair o queixo, enquanto o Maverick de Cruise vai ser acompanhado por uma nova geração de nomes como Jon Hamm e Miles Teller.


Jungle Cruise
Numa era dominada por remakes e produções de outro cariz, torna-se uma raridade ver a Disney a apostar em novidades. Bem, tecnicamente, nem é original, já que é baseado numa atracção dos seus parques temáticos, mas "Jungle Cruise" promete ser um filme sobre uma aventura à moda antiga, com Dwayne Johnson e Emily Blunt.



Tenet

Christopher Nolan está de volta, e só esse facto bastava para deixar todos os cinéfilos empolgados. Um dos poucos nomes de Hollywood que pode fazer qualquer coisa na indústria saindo-se sempre bem, Nolan apresenta-nos agora uma misteriosa aventura de ficção científica que envolve espionagem e viagens no tempo. O elenco conta com John David Washington e Robert Pattinson, e é garantia de render alguma discussão.


Morbius
A Sony Pictures continua a expandir o seu próprio universo de produções da Marvel com mais um vilão: Morbius, o Vampiro Vivo. Apostando no carisma de Jared Leto, o filme de Daniel Espinosa deve seguir um caminho de terror, mas também acenando à proposta de anti-herói que resultou bem com o primeiro Venom. Mas ainda pouco se sabe sobre o filme… Aqui, Leto interpreta o Dr. Michael Morbius, um cientista cuja tentativa de se curar de uma doença no sangue o leva a desenvolver poderes semelhantes a vampiros.



Bill & Ted Face the Music

O renascimento de Keanu Reeves prossegue! Após o sucesso com John Wick e de ter o quarto "Matrix" confirmado, o actor retorna agora para a continuação de um de seus papéis mais icónicos. Ele reúne-se com Alex Winter para o tão desejado "Bill & Ted 3", que colocará os dois a tentarem escrever a música que irá salvar o universo de uma catástrofe.


Invocação do Mal 3
Após se afirmar como o franchise de terror mais popular da actualidade, "Invocação do Mal" regressa à seu cerne para o terceiro caso protagonizado pelo casal Ed e Lorraine Warren. Michael Chaves substitui James Wan (que participa como produtor) numa história que deve envolver o julgamento de um homem que cometeu assassinato enquanto estava supostamente possuído. Será que temos uma trilogia a fechar com louvor, mas sem Wan?



Os Eternos

A Fase 4 da Marvel Studios começa o seu caminho para o desconhecido com a apresentação de um bizarro novo grupo de super-heróis: os Eternos. Descritos como deuses e seres milenares, estes heróis irão contar com as faces de Angelina Jolie, Richard Madden, Salma Hayek e o elenco mais diverso do MCU - Marvel Cinematic Universe.


Halloween Kills
O reboot de Halloween de 2018 só poderia resultar, pois obteve duas continuações confirmadas. Jamie Lee Curtis e praticamente toda a equipa do anterior (e do original de 1978) retornam, prometendo mais um embate sanguinário com o assassino Michael Myers.


Godzilla vs. Kong
Com estreia anteriormente prevista para março, a Warner adiou o confronto entre os dois grandes monstros do cinema mais para o fim do ano. Parece que alguns elementos irão ser alterados nos bastidores, na montagem, mas os fãs ainda poderão ver Godzilla e King Kong a se enfrentarem para definir quem é o grande monstro do cinema contemporâneo. Adam Wingard (Bruxa de Blair) dirige o filme.


West Side Story
Steven Spielberg, um dos grandes cineastas americanos de todos os tempos, vai ousar voltar a filmar aquele que é considerado o maior filme musical da história cinematográfica dos EUA. Contando com Ansel Elgort e a novata Rachel Zegler, a nova versão de "West Side Story" promete uma grande produção, uma correcção histórica na etnia do elenco e ainda John Williams a divertir-se com os temas de Stephen Sondheim.



Dune

Depois de uma carreira impecável que conta com, entre outros, o fabuloso "Blade Runner 2049", não restam duvidas quanto a Denis Villeneuve. O próximo desafio deste realizador é fazer justiça a um dos maiores clássicos da ficção científica de todos os tempos, contando com o elenco mais emblemático dos últimos anos na sua nova investida – descrita como "Star Wars para adultos".


Avatar 2
A sinopse oficial ainda não foi divulgada, mas este é um dos filmes mais aguardados para este ano, dando, finalmente, sequência ao popular filme de 2009. Originalmente, era para ter sido lançado em 2014, mas foi adiado devido a impossibilidades tecnológicas. Porém, agora promete, pois iremos ter um filme de Avatar a cada ano, já que os próximos três da sequência foram filmados simultaneamente a este, com todo o trabalho de James Cameron.



The Voyage of Doctor Dolittle

Baseado no livro homónimo de Hugh Lofting, teremos o famoso Homem de Ferro, ou melhor, Robert Downey Jr., a interpretar o Doutor Dolittle, e a sua incrível descoberta da habilidade de não só ouvir os animais, mas também de entender o que eles têm a dizer e conseguir comunicar-se com eles. Esta viagem literária já rendeu diversos outros filmes, entre eles o mais popular, o filme de 1998, com Eddie Murphy no papel principal.


A Quiet Place 2
Este filme de terror e suspense foi um dos maiores e mais inesperados lançamentos de 2018 e este ano, volta para uma sequela ainda mais apavorante e silenciosa, mas que ainda não teve o seu enredo divulgado. Tudo o que se sabe é que o novo filme não será uma sequência tradicional, ou seja, não será focada apenas no regresso de uma personagem, mas sim de mostrar outros pontos de vistas da mesma narrativa como, por exemplo, como terá sido a experiência de outras famílias que enfrentaram a misteriosa entidade.



Kingsman 3

Para quem gosta de acção e espionagem, um dos filmes que está a deixar muita gente ansiosa para ir aos cinemas em 2020 é Kingsman 3, terceiro da saga Kingsman e comandado pelo realizador Matthew Vaughn. Desta vez, os acontecimentos da trama precedem a história dos anteriores, quando os criminosos mais perigosos do mundo se unem para roubar milhões de dólares.



Ghostbusters: Afterlife

Uma mãe solteira resolve mudar-se para uma pequena cidade do interior com os seus filhos, e acaba por descobrir uma conexão com os Caça-Fantasmas originais e o que o seu avô deixou para trás como legado… Paul Rudd e Finn Wolfhard são os novos caçadores de fantasmas. Escrito e realizado por Jason Reitman, conta ainda com a participação de Sigourney Weaver, Bill Murray e Dan Aykroyd. Promete!



Sing 2

A aguardada sequência da popular e divertidíssima animação de 2016, "Sing", ainda não teve a sua sinopse revelada, mas adivinha-se que o futuro desta série de comédia musical envolverá as incertezas que cercam a vida das personagens Rosita, Mike, Ash, Johnny, Meena e Buster Moon após o sucesso da última competição de canto.


Os Croods 2
A família das cavernas passou por maus bocados após precisarem passar pelas transformações de uma nova era e, agora, eles estão de volta para dar continuidade à sua incrível e divertida história familiar. Ryan Reynolds, Nicolas Cage e Emma Stone voltam a emprestar as suas vozes às mesmas personagens no original americano.


SCOOB!
Um novo filme de Scooby Doo será lançado pela Warner Bros. em 2020 para dar um reboot do live-action inspirado nas personagens da Hanna Barbera. Dex Shepard e Tony Cervone serão os realizadores, enquanto Matt Lieberman lidera o argumento da história que não contará com o regresso dos actores da versão de 2002, por ser tudo computorizado. Este novo filme mostra a origem da amizade de Shaggy e Scooby-Doo, além do encontro com Fred, Daphne e Velma que, é claro, têm que desvendar novos mistérios.

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Pois é, a primeira grande cerimónia de entrega de prémios de 2020 aconteceu na noite do passado domingo e, apesar de já muito se ter dito e falado, aqui venho eu também dar conta dos vencedores dos Golden Globes deste ano.

Apresentada pela quinta vez por Ricky Gervais (e mais uma vez de camisa desabotoada, sem o laço “obrigatório”), a 77.ª gala dos Golden Globes celebrou os melhores filmes e as melhores séries de 2019 no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles, numa cerimónia de um pouco mais de três horas e sem transmissão televisiva em Portugal.



Coube a Ellen DeGeneres ser homenageada com o Carol Burnett Award, o Golden Globe de carreira para TV, e a Tom Hanks receber o Cecil DeMille Award, o Golden Globe de carreira para cinema.

"1917", o épico de guerra de Sam Mendes, e "Era Uma Vez em… Hollywood", de Tarantino, foram os derradeiros vencedores da noite e apresentam-se como sérios candidatos aos Óscares, tal como Joaquin Phoenix que triunfou na categoria de melhor actor drama com a sua interpretação em "Joker". A plataforma de streaming Netflix, que liderava com 34 nomeações, acabou por levar apenas dois globos. Não triunfou nem no cinema, deixando “O Irlandês” sem prémios.



A Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood, ao contrário de outras organizações que atribuem prémios de cinema e televisão, não possui entre os seus 93 membros quaisquer votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, os cerca de sete mil profissionais da indústria que escolhem os Óscares. Por isso, o seu poder de previsão é bem escasso… Ainda assim, os Golden Globes tornaram-se na segunda mais mediática das noites de Hollywood e permitem, por vezes, antever o desígnio das campanhas promocionais ou da popularidade de cada filme, actor ou candidatos para os tão cobiçados Óscares, cujas nomeações são conhecidas a 13 de Janeiro.



Portanto, conhecidos como uma celebração e não uma previsão certeira para os Óscares, estes Golden Globes estiveram em maior afinidade com o outro sector da indústria — a televisão, premiando “Succession” e “Chernobyl”, da HBO, e “Fleabag”, da Amazon/BBC.

O melhor filme de comédia ou musical foi “Era Uma Vez... em Hollywood”, que também foi premiado pelo seu argumento, viu ainda um dos seus protagonistas, Brad Pitt, receber o troféu de actor secundário. Leonardo DiCaprio, que concorria como actor principal pelo mesmo filme de Tarantino, perdeu para Taron Edgerton, com a sua interpretação com Elton John em “Rocketman”. No feminino, Renée Zellwegger venceu pela sua Judy Garland em “Judy”. Por seu turno, Awkwafina tornou-se a primeira asiática americana a receber o prémio de Melhor Actriz de Comédia por “A Despedida”.



Mas fiquemos com a lista completa de vencedores (a bold) e nomeados nas principais categorias.

CINEMA

Melhor Filme Dramático
“1917”, de Sam Mendes
“O Irlandês”, de Martin Scorsese
“Joker”, de Todd Phillips
“Marriage Story”, de Noah Baumbach
“Os Dois Papas”, de Fernando Meirelles

Melhor Filme de Comédia ou Musical
“Era Uma Vez em...Hollywood”, de Quentin Tarantino
“Chamem-me Dolemite”, de Craig Brewer
“Jojo Rabbit”, de Taika Waititi
“Knives Out - Todos São Suspeitos”, de Rian Johnson
“Rocketman”, de Dexter Fletcher



Melhor Actriz num Drama
Renée Zellwegger, “Judy”
Cynthia Erivo, “Harriet”
Scarlett Johansson, “Marriage Story”
Saoirse Ronan, “Mulherzinhas”
Charlize Theron, “Bombshell: O Escândalo”



Melhor Actor num Drama
Joaquin Phoenix, “Joker”
Christian Bale, “Le Mans ‘66: O Duelo”
Antonio Banderas, “Dor e Glória”
Adam Driver, “Marriage Story”
Jonathan Pryce, “Os Dois Papas”

Melhor Actriz em Comédia ou Musical
Awkwafina, “A Despedida”
Ana de Armas, “Knives Out - Todos São Suspeitos”
Cate Blanchett, “Onde Estás, Bernadette?”
Beanie Feldstein, “Booksmart: Inteligentes e Rebeldes”
Emma Thompson, “Late Night”

Melhor Actor em Comédia ou Musical
Taron Egerton, “Rocketman”
Daniel Craig, “Knives Out - Todos São Suspeitos”
Roman Griffin Davis, “Jojo Rabbit”
Leonardo Di Caprio, “Era Uma Vez em...Hollywood”
Eddie Murphy, “Chamem-me Dolemite”

Melhor Realização
Sam Mendes, “1917”
Bong Joon-Ho, “Parasitas”
Todd Phillips, “Joker”
Martin Scorsese, “O Irlandês”
Quentin Tarantino, “Era Uma Vez em...Hollywood”

Melhor Filme de Animação
“Mr. Link”
“Frozen II - O Reino do Gelo”
“Como Treinares o Teu Dragão: O Mundo Secreto”
“O Rei Leão”
“Toy Story 4”

Melhor Filme em Língua Estrangeira
“Parasitas”, de Bong Joon-Ho (Coreia do Sul)
“Les Misérables”, de Ladj Ly (França)
“Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar (Espanha)
“A Despedida”, de Lulu Wang (Estados Unidos)
“Portrait de la jeune fille en feu”, de Céline Sciamma (França)



Melhor Argumento
Quentin Tarantino, “Era Uma Vez em...Hollywood”
Noah Baumbach, “Marriage Story”
Bong Joon-Ho e Han Jin-won, “Parasitas”
Anthony McCarten, “The Two Popes”
Steven Zaillian, “O Irlandês”

Melhor Actriz Secundária
Laura Dern, “Marriage Story”
Kathy Bates, “O Caso de Richard Jewell”
Annette Bening, “The Report”
Jennifer Lopez, “Ousadas e Golpistas”
Margot Robbie, “Bombshell”

Melhor Actor Secundário
Brad Pitt, “Era Uma Vez Em... Hollywood”
Tom Hanks, “A Beautiful Day in the Neighborhood”
Anthony Hopkins, “The Two Popes”
Al Pacino, “O Irlandês”
Joe Pesci, “O Irlandês”



TELEVISÃO

Melhor Série Dramática
“Succession” (HBO)
“The Crown”, (Netflix)
“Killing Eve” (BBC America/HBO Portugal)
“Big Little Lies” (HBO)
“The Morning Show” (Apple TV+)

Melhor Actriz numa Série Dramática
Olivia Colman, “The Crown”
Jennifer Aniston, “The Morning Show”
Jodie Comer, “Killing Eve”
Nicole Kidman, “Big Little Lies”
Reese Witherspoon, “The Morning Show”

Melhor Actor numa Série Dramática
Brian Cox, “Succession”
Kit Harington, “A Guerra dos Tronos”
Rami Malek, “Mr. Robot”
Tobias Menzies, “The Crown”
Billy Porter, “Pose”

Melhor Série de Comédia
“Fleabag” (BBC/Amazon)
“Barry” (HBO/TVSéries)
“The Politician” (Netflix)
“The Kominsky Method” (Netflix)
“The Marvelous Mrs. Maisel” (Amazon Prime Video)

Melhor Actriz numa Série de Comédia
Phoebe Waller-Bridge, “Fleabag”
Christina Applegate, “Dead to Me”
Rachel Brosnahan, “The Marvelous Mrs. Maisel”
Kirsten Dunst, “On Becoming a God in Central Florida”
Natasha Lyonne, “Russian Doll”

Melhor Actor numa série de comédia
Ramy Youssef, “Ramy”
Michael Douglas, 2The Kominsky Method”
Bill Hader, “Barry”
Ben Platt, “The Politician”
Paul Rudd, “Living with Yourself”



Melhor Telefilme ou Série Limitada
“Chernobyl” (HBO)
“Catch-22” (Hulu/HBO Portugal)
“Fosse/Verdon” (FX)
“The Loudest Voice” (Showtime/HBO Portugal)
“Unbelievable” (Netflix)

Melhor Actriz num Telefilme ou Série Limitada
Michelle Williams, “Fosse/Verdon”
Kaitlyn Dever, Unbelievable
Joey King, “The Act”
Helen Mirren, “Catherine, the Great”
Merritt Wever, “Unbelievable”

Melhor Actor num Telefilme ou Série Limitada
Russell Crowe, “The Loudest Voice”
Chris Abbott, “Catch-22”
Sacha Baron Cohen, “The Spy”
Jared Harris, “Chernobyl”
Sam Rockwell, “Fosse/Verdon”

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O meu primeiro dia de 2020 começou com a antestreia de “O Caso de Richard Jewell”, o novo filme de Clint Eastwood como realizador que versa sobre uma história real. Claro, se fui vê-lo no dia 1, o filme estreou logo nesta quinta-feira, 2 de Janeiro, em Portugal. Clint Eastwood, o já lendário realizador e actor de 89 anos, junta mais esta bela produção ao seu conceituado currículo. Está já nomeado para um Globo de Ouro e poderá ter alguma hipótese nos Óscares, cujas nomeações só irão ser anunciadas a 13 deste mês. E não é para menos…

Dando eco a um episódio da vida real, o guião de “O Caso de Richard Jewell” foi escrito com base no artigo da revista “Vanity Fair” publicado em 1997 - "American Nightmare: The Ballad of Richard Jewell", escrito por Marie Brenner, bem como no livro de 2019 "The Suspect", de Kent Alexander e Kevin Salwen. Esta é a história e o inferno de Richard Jewell contada pela mão de Clint Eastwood.



Jewell era um segurança que trabalhava nos Jogos Olímpicos de Atlanta, nos EUA, em 1996, quando descobriu uma mala suspeita. Tendo trabalhado como polícia e segurança de um campus universitário, ele logo identificou a mochila abandonada perto do seu posto de trabalho no Centennial Olympic Park. Estava a decorrer um concerto, mas, suspeitando do pior, Jewell, que deu o alerta, e a polícia tentaram evacuar a área. Tal evacuação aconteceu de forma lenta, porque quem assistia ao espetáculo teimava em não arredar pé. Poucos minutos depois, a mochila explodiu. Uma bomba recheada com pregos rebentou, matando duas pessoas e ferindo mais de outras 100. Sem Richard Jewell, a tragédia teria sido, certamente, bem maior. Após o incidente, o segurança teve direito aos seus 15 minutos de fama, com entrevistas na CNN e no famoso programa “Today Show”. Até lhe foi proposto escrever-se um livro sobre a sua história. Mas rapidamente, tudo começou a mudar… As autoridades procuravam desesperadamente por um suspeito e Richard Jewell acabou por ser o alvo escolhido. Foi considerado o principal suspeito na investigação do FBI, graças ao anterior empregador de Jewell, com quem ele se tinha desentendido e que terá deixado implícito aos agentes federais que ele poderia ter sido o culpado, para ficar com o papel de herói. Assim, depois de ter sido aclamado como um herói, tanto no seio das autoridades quanto da imprensa e da opinião pública, Jewell foi falsamente acusado de ter sido ele próprio a colocar a bomba no local. Vários órgãos de comunicação social montaram “acampamento” em frente da casa do segurança, que vivia com a mãe. Tornou-se um caso verdadeiramente mediático.



No processo em tribunal, Jewell contou com a ajuda de um antigo amigo, o advogado Watson Bryant, que tinha sido seu superior há cerca de uma década — quando Jewell fazia gestão de economato num escritório. O advogado, mais especializado no ramo imobiliário, ficando irritado com as acusações injustas das autoridades, tudo fez para auxiliar o amigo, que conhecia o suficiente para saber que não poderia ter sido ele o autor de tamanha tragédia.

Três meses depois, e após uma imagem pública completamente desgraçada, Richard Jewell veio a ser absolvido. Ele e o advogado processaram a NBC e a CNN, entre outros meios de comunicação, em casos que foram resolvidos em acordos fora de tribunal. Porém, o verdadeiro bombista só foi condenado em 2003 — Eric Robert Rudolph estava fugido do FBI há cinco anos e era culpado de outros três bombardeamentos, tendo confessado tudo.



O filme foca-se, sobretudo, em Richard Jewell, um homem bondoso e inocente que fez o seu trabalho de forma exemplar e corajosa ao salvar dezenas de pessoas, e que foi apontado como o principal suspeito do vil acto terrorista. Assim, a abordagem do filme interessa-se mais em edificar o protagonista e em comover-nos, mesmo que isso signifique deixar de lado algumas nuances importantes da real história, como o aspecto político. Contudo, “O Caso Richard Jewell” "acerta na mouche" ao evidenciar a contradição do governo americano ao lidar com o armamento da sociedade civil. No enredo, o Estado da Geórgia, que não só permite como implicitamente incentiva o direito de propriedade a armas de fogo, não hesita em tratar um suspeito como criminoso quando convém, mesmo tratando-se de uma investigação federal. Jewell, segundo o perfil elaborado pelo FBI, teria muito mais hipóteses de ser o culpado do atentado devido à sua preferência por armazenar revólveres e espingardas, mesmo que tudo indicasse que o uso das armas era meramente recreativo. Ou seja, o Estado que defende a necessidade do cidadão americano de se proteger é também o primeiro a acusá-lo numa situação de vulnerabilidade pública. Aqui, Eastwood faz-nos pensar e debater sobre tal permissão de uso de armas de fogo pelos comuns mortais...

“Ainda se trata dos bons a enfrentar os maus”, afirma Jewell num dado momento, ao tentar defender a importância do cargo de segurança que exerce. Com esta frase, Eastwood parece estar a falar da sua própria realização, já que resume “O Caso Richard Jewell” a uma dicotomia do bem contra o mal, não querendo incorrer no uso de acontecimentos dos 90 para criticar o momento actual dos EUA, que tem em Donald Trump o seu maior emblema.



No filme, as cenas do concerto e da explosão da bomba foram mesmo filmadas no parque olímpico de Atlanta, onde o incidente aconteceu. Inicialmente, era suposto ser uma produção dos estúdios Fox, mas quando a Disney comprou a empresa, deixou cair o projecto. Só mais tarde é que a Warner Bros o veio recuperar e trazer-nos esta fabulosa história. Clint Eastwood, ao agarrar no projecto, dá-nos um pouco o mesmo que fez com “Sully”: uma história real, cujos acontecimentos deram um volte face. Dois heróis que depois veriam a ser “crucificados” pelo mesmo sistema que os elevou. De facto, encontramos em ambas as obras um paralelismo que caracteriza a forma como Eastwood aborda estas histórias reais.



Quanto ao elenco, Paul Walter Hauser é a estrela ao interpretar o segurança protagonista. É caso de destaque a excelente interpretação deste actor praticamente desconhecido e que, por essa mesma razão, casa na perfeição com o protótipo do “homem comum” que está na génese de Jewell. Um homem comum a viver coisas fora do comum, uma linha, conforme já referi, partilhada pelos mais recentes filmes de Clint Eastwood. O papel do seu advogado coube a Sam Rockwell e Olivia Wilde interpreta a imparável repórter Kathy Scruggs. Jon Hamm é um dos detectives do FBI responsáveis pela investigação e Kathy Bates faz de Bobi Jewell, mãe de Richard, cujo papel também lhe valeu a nomeação para um Globo de Ouro de Melhor Actriz Secundária.

Não percam “O Caso de Richard Jewell”, pois é caso para dizer que 2020 começou muito bem em termos de cinema.

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Provavelmente, já não é grande novidade para muitos, mas gosto sempre de abordar a cor que a Pantone define para um novo ano. E talvez este seja o meu último post de 2019… pois bem, por mais de 20 anos, a cor do ano da Pantone tem sido utilizada como inspiração e tem influenciado o desenvolvimento e a compra de produtos nos mais variados sectores.

Assim, para 2020, a empresa divulgou o “Classic Blue” (PANTONE 19-4052) como a sua grande aposta. Estável e eterna, esta cor transmite elegância na sua simplicidade e renova o desejo de construir uma base de confiança e estabilidade para a nova década que se inicia no próximo ano.



Depois do “Living Coral” deste ano, cheio de energia de dinamismo, a Pantone decidiu mergulhar ainda mais fundo nos oceanos para eleger a cor tendência de 2020. Chegou a hora de abraçar a calma, com o “Classic Blue”, um tom intemporal e duradouro, que se destaca pela simplicidade e elegância. Carrega, segundo a marca, “qualidades tranquilizantes” que realçam o desejo por uma “base estável e de confiança” para cruzar o “limiar de uma nova era”.

“É uma cor que traz uma mensagem de confiança. Tanto a confiança, quanto a ideia de ser duradouro e de ser resiliente são as mensagens principais da cor do ano. Ela também vai fazer-nos aprofundar no nosso próprio pensamento, pois é uma cor meditativa e, ao mesmo tempo, reflexiva. Ou seja, ela aceita muito bem a luz e quando conjuga metais ou brilho com esta cor, ela parece que se torna uma cor cósmica”, afirma Blanca Lliahnne, Directora da Pantone no Brasil.



Visto como um tom azul reflexivo, “Classic Blue” ainda pode promover uma espécie de resiliência. Sem perspectiva de género e sem fazer referência a estações, ela permite harmonias de cores em todos os aspectos. Emblemática como cor clássica, mas ao mesmo tempo contemporânea e versátil, “Classic Blue” assume aparências distintas através da sua aplicação em diferentes materiais.



Portanto, sem nenhuma qualidade negativa, encorajando as conexões humanas, o “Classic Blue” é uma cor sincera que transmite uma mensagem de honestidade, transparência e abertura. Internacionalmente, actua como um fio conector de inclusão entre pessoas de formações, culturas e personalidades diversas. É um azul sem limites: inspira-nos a experimentar a olhar para além do óbvio, encoraja-nos a expandir o nosso pensamento, desafiando-nos em mergulhos mais profundos, aumentando a nossa perspectiva, abrindo a comunicação.



Mas vejamos como aconteceu a selecção desta cor azul… A cor seleccionada para 2020 foi retirada do "Sistema de Cores Pantone Fashion, Home + Interiors" – o sistema de padrões de cores mais amplamente utilizado e reconhecido para moda, indústria têxtil, casa e design de interiores. O processo de escolha é feito com uma profunda apuração e análise de tendências. Assim, para chegar à selecção anual, os especialistas em cores do Pantone Color Institute perscrutam o mundo em busca de novas influências de cores, podendo incluir a indústria do entretenimento, filmes, media, colecções de arte itinerantes e novos artistas. As influências também podem resultar de novas tecnologias e efeitos que afectam a cor.

E por que razão um consumidor deve investir nesta cor? De acordo com Blanca, o interesse deve partir primeiro por o “Classic Blue” ser uma opção versátil e “harmonizar com todas as outras cores de forma imediata”. Outro ponto importante é a questão da confiança transmitida para o cliente. “Como passa uma mensagem muito grande de confiabilidade e de empatia, quando se estiver a usar esta cor numa marca, num logótipo ou numa colecção, imediatamente está-se a passar a mensagem da inclusão”, acrescenta a directora. Blanca ainda frisa a importância que uma marca deve ter ao se preocupar com um consumo mais consciente e que essa é uma das essências da Pantone.



“Hoje, acreditamos que depois da sustentabilidade, a mensagem mais importante para o consumidor moderno é a ideia da inclusão e da honestidade, que o produto realmente tenha aquilo que está a falar e que dê conta daquilo que está a prometer. Depois disso, vem a ideia de que podemos viver num mundo mais justo e mais equilibrado”, conclui.

A Pantone é uma empresa movida por grandes estudos. Além de toda a parte tecnológica e de cores, a empresa ainda estuda e analisa os seus clientes, desde os baby boomers até às gerações mais actuais. “O consumidor G e Z é muito inteligente. É umas das Gerações mais conectadas que já existiram no planeta”, afirma Blanca. Segundo esta directora, actualmente os consumidores estão extremamente incomodados com o atual cenário em que o planeta está inserido e estão a optar por mudanças. “Os millennials já começaram a refrear o consumo, por uma questão de não estarem tão atentos quanto ao trabalho e não perseguirem aquele ideal de riqueza que foi a grande história dos baby boomers nos anos 80 […] nós temos vários casos de grande sucesso empresarial de pessoas importantes em várias gerações, mas acreditamos fortemente que essa cor fala com todas as gerações, principalmente com essa geração mais jovem que agora está dentro do mercado de consumo e que quer um consumo consciente. Esta cor, por ser confiável, tem este viés do consumo consciente também”, finaliza a directora.

Por conseguinte, inspirem-se muito nesta cor... e tenham um excelente 2020!!!






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