Garfield, um felino de estimação sui generis que acha que merece ser o melhor gato de todos os tempos chegou aos jardins do Casino do Estoril em versão musical. Baseado na série original de desenhos “Garfield”, de Jim Davis, este “Garfield: um Musical com Gatitude” é uma divertida história musical do bem conhecido gato tigrado, gordinho e bem sarcástico.

Nesta particular história, este famoso gato, o mais guloso e preguiçoso das redondezas, tem o sonho sobre ter o aniversário mais incrível da história dos aniversários, com um delicioso bolo e até lasanha. Mas, infelizmente, todos os seus amigos – a sua paixão Arlene, o seu companheiro canídeo Odie, o seu dono Jon e até seu gato inimigo, Nermal – parecem ter-se esquecido do seu dia de anos.


Sentindo-se rejeitado e frustrado, Garfield aventura-se e decide deixar o conforto do seu lar, em busca de animação. Mas ao se afastar, ele rapidamente apercebe-se de que a casa é onde está o carinho… e a comida!

Entre os principais actores deste musical, temos Quimbé (que faz genialmente de Garfield), Mafalda Tavares, Ricardo de Sá, Diogo Martins e João Vilas.


Esta é uma produção da Yellow Star Company e está a decorrer na tenda do Jardim do Casino Estoril até 12 de Janeiro. Ideal para este período de férias dos mais pequenos, este musical é destinado às crianças e famílias, mas também a muitos graúdos. Os bilhetes podem ser adquiridos na Seetickets, Ticketline, Fnac e Worten. Não percam!

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Porque, mais do que nunca, F is for… Friendship

A mais recente edição da F Luxury Magazine está aí, nas bancas de todo o país. E bem a tempo do Natal, ou não fosse uma edição natalícia, especial Jóias & Relógios.

O Fado volta a ser protagonista de capa e não é por acaso. Talvez não saibam, mas a palavra “Fado” quer dizer “destino”. E bem a propósito, pois a revista sai também numa altura em que começamos a pensar nas resoluções de ano novo… A multifacetada fadista Cuca Roseta, uma das grande vozes da nova geração do Fado é protagonista de capa.



E capa é também a nova e fulgurante actriz, Isabel Valadeiro. Duas belíssimas mulheres para uma edição deveras especial. E tendo duas verdadeiras “jóias” na capa, nesta edição, que também é o número especial de jóias, podem atentar sobre as últimas tendências de joalharia, bem como as maiores novidades em relojoaria. Um must!



Ao longo das páginas da revista, há muito por onde se inspirarem, tal como um artigo sobre os cristais únicos da Baccarat, por exemplo. Porém, se o fim de ano convida a umas curtas férias, não percam um artigo por mim assinado: uma original e exclusiva viagem pela desconhecida Antártida.

Mas muito mais há para ler e descobrir numa edição rica em conteúdos e últimas tendências, onde não faltam atractivos para que sintam a F Luxury como a vossa melhor companheira, mesmo durante as festividades do Natal.

Por cá, podem encontrar esta última edição em 700 pontos de venda, tais como quiosques, em todas as Fnac e nos El Corte Inglés.

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É inegável! Todos os anos, quando chega o mês de Novembro, toda a gente começa a montar a árvore de Natal. E as lojas começam logo a ficar enfeitadas com motivos natalícios, algumas logo em finais de Outubro. Mas será que alguma vez se perguntaram qual o dia correto para montar a árvore de Natal?

Este ano de 2019, de acordo com a tradição católica, a data correta para começar a preparar a decoração de Natal é, apenas hoje, dia 1 de Dezembro. Por mais que o comércio e até algumas pessoas entrem no clima natalício bem antes, a Igreja Católica prevê que a preparação e a montagem da árvore de Natal aconteça apenas no Tempo do Advento, que começa quatro domingos antes do dia 25 de Dezembro, ou seja, no caso deste ano, no dia 1 de Dezembro. Além disso, caso não saibam, até o presépio tem data certa para ser montado: apenas no terceiro domingo do Advento (15 de Dezembro), que é quando o Evangelho fala sobre a visita do Anjo Gabriel a Maria e a anunciação da vinda de Jesus.
Portanto, o dia certo para montar a árvore de Natal em 2019 é mesmo hoje!



Segundo a tradição cristã, a árvore acompanha toda a preparação para o Natal -- e, por isso, a data correta é o primeiro domingo do Advento. Conforme o fim do ano se aproxima, cresce também a ansiedade para preparar a casa para celebrações de Natal e Ano Novo. Para muitos, esta época de tirar bolas, guirlandas, luzes e presépio da arrecadação e encetar a decoração da casa é sinónimo de compartilhar bons momentos com a família.

A árvore representa a vida e a procura pela transformação. E nós enfeitamos a nossa casa com as qualidades de mudança de vida que o Advento pede: bondade, compreensão, vivência da paz e do amor. Assim como a árvore de Natal fica iluminada, é suposto iluminarmos também a nossa vida com a luz de Cristo ao longo do tempo de advento. Por outro lado, existe toda uma simbologia por trás da figura da árvore. O famoso pinheiro representa o nascimento, a vida e alguns de seus principais valores, como prosperidade e fertilidade. A árvore de Natal é, portanto, um símbolo de vida e o pinheiro resulta na escolha ideal por ser aquela que se mantém verde durante o frio e a chuva típicos do Inverno. E o que significa a estrela no topo da árvore? Ela tem um lugar de destaque porque simboliza a luz que guiou os Reis Magos até ao menino Jesus.


E se hoje, a árvore de Natal fica rodeada de presentes e é majestosamente enfeitada com bolas e guirlandas luminosas, saibam que nem sempre foi assim... Antigamente, a árvore de Natal era decorada com frutas, flores e doces. A tradição surgiu em França no século XVI, quando só havia permissão para cortar árvores a partir do dia 21 de Dezembro. As pessoas, então, deixavam as árvores nas suas casas até 24 de Dezembro. Depois, a tradição foi mudando. Actualmente, algumas pessoas montam a decoração uma ou duas semanas antes do Natal para conservá-la até a noite da Consoada. Mas há também os que seguem a tradição cristã e tomam o calendário do Advento como referência, como é o meu caso.



E quando se deve desmontar? Pois, também há uma data… O dia que marca o fim das festividades de Natal na Igreja Católica é o Dia de Reis, que acontece a 6 de Janeiro. Segundo a tradição cristã, é costume desmontar a árvore de Natal na Epifania, que é celebrada precisamente no dia 6 de Janeiro. No entanto, nesta Quadra, como a celebração da liturgia em si só acontece no domingo após a data, a decoração pode estender-se até o dia 12 de Janeiro de 2020.

Mas o mais importante é que independente da religião ou crença, é sempre bom sentir o espírito do Natal no seu melhor, pois ele incentiva a reunir a família, os amigos e a compartilhar bons momentos e sentimentos. Com ou sem decoração, com ou sem árvore, aproveitem a data para demonstrar o carinho e amor por aqueles que convivem convosco. E tenham presente de que um abraço ou uma palavra de carinho pode valer bem mais do que qualquer árvore ou presente de Natal.

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Nas últimas duas semanas assisti a duas antestreias de filmes que me surpreenderam… já para não falar de “Doutor Sono” e do novo “Família Addams” em versão animação. Comecemos pelo primeiro que foi o ultimo a entrar em cartaz…



“Os Órfãos de Brooklyn”

Esta é uma história pela qual Edward Norton nutria grande afeição, ao ponto de a querer levar ao grande ecrã. O romance Órfãos de Brooklyn, de Jonathan Lethem, chegou às livrarias antes do virar do milénio, em 1999. E assim que os olhos de Edward Norton se confrontaram com as suas 360 páginas, urgiu nele a vontade de adaptá-lo à tela. Por isso, Norton realiza e protagoniza o filme que conta ainda com Willem Dafoe, Bruce Wills, Cherry Jones, Bobby Cannavale, Gugu Mbatha-Raw, Leslie Mann. Michael K. Williams e Alec Baldwin.

Tendo Nova Iorque como pano de fundo, em 1950, o filme centra-se em Lionel Essrog (Edward Norton), um solitário detective privado que sofre de síndrome de Tourette, o que faz com que volta e meia não tenha controlo sobre o que diz. Ainda assim, ele vai tentar resolver o mistério por detrás do assassinato do seu mentor e único amigo, Frank Minna (Bruce Willis). Munido apenas de algumas pistas e com o “rastilho” da sua mente obsessiva, Lionel desvenda segredos bem guardados que mantêm o destino da Big Apple na corda bamba. Envolto num mistério que o leva dos clubes de jazz molhados de gin no Harlem aos bairros pobres de Brooklyn e, finalmente, aos corredores dourados dos corretores de Nova Iorque, Lionel vai ter de enfrentar bandidos, corrupção e o homem mais perigoso da cidade, para honrar o seu amigo e salvar a mulher que poderia ser a sua própria salvação.

Baseado no livro homónimo já referido, o grande atractivo do filme é o inusitado da sua personagem principal, que sofrendo do tal síndrome de Tourette, faz com que compulsivamente toque nas pessoas ou, sem qualquer motivo, fale aleatoriamente algum palavrão, o que torna Lionel Essrog num insólito e invulgar detective. Inspirado nos film noir de detectives dos anos 1950, “Os Órfãos de Brooklyn” entrega um bom trabalho de época, em particular no figurino, aliado a uma banda sonora que incorre no jazz para dar ritmo à narrativa.

Dezanove anos depois de “Sedutora Tentação”, uma comédia romântica, Edward Norton regressa à realização com este “Os Órfãos de Brooklyn”. Norton, que também escreve o argumento, parece ter analisado “Chinatown” (1974) ao pormenor, pois tal como neste clássico de Polanski, encontramos aqui o mesmo tipo de conspirações, segredos familiares e detetives privados que procuram uma verdade escondida pelos que estão no Poder. "Os Órfãos de Brooklyn" conta uma história de poder e corrupção onde os mais poderosos estão à frente da lei.



Regressando à narrativa, Lionel, devido ao seu problema, apresenta uma memória afinada. Ele possui uma mente que funciona como um autêntico gravador: se lhe é dito qualquer coisa, ele decora e desbobina praticamente sílaba a sílaba o discurso anterior. O mesmo acontece com uma ação. Uma espécie de memória fotográfica. E ao investigar o assassinato do seu mentor/patrão/figura paterna, Frank Minna (Bruce Willis), para vingar a morte da única pessoa que o aceitou tal como era, acaba por cair na teia montada por Mo (Alec Baldwin) — supostamente um mero comissário de parques urbanísticos —, que está a controlar a cidade e todos os trabalhos da área da construção. Obsessivo, Lionel passa a percorrer vários trechos da cidade em busca de respostas, até encontrar um caminho através da especulação imobiliária em vizinhanças resididas em sua maioria por pobres e negros.

Nesta jornada, impulsionada pela narração em off que traz as suas próprias memórias e divagações acerca do caso, surgem algumas questões interessantes, como a ponderação sobre a falta de informação dos repórteres de TV em detrimento da imprensa escrita - com direito a uma fina ironia, reflectida nos dias actuais - e algumas nuances que aproximam a personagem de Alec Baldwin ao perfil de Donald Trump. Porém, são uns longos 144 minutos de filme e às vezes, o ritmo perde-se. “Os Órfãos de Brooklyn” ainda comete a falha de entregar um desfecho apressado, no sentido das respostas tão procuradas surgirem muito repentinamente. No entanto, é um filme que explora complexos problemas sociais e que coloca inúmeras questões. Ou seja, embora seja um drama passado nos anos 50, não deixa de ser contemporâneo. Norton utilizar o contexto de Nova Iorque desse tempo para falar de uma realidade que não podia ser mais actual: a gentrificação e a forma como o dinheiro transforma uma cidade.




"Midway"

Este é um outro tipo de filme, nos cinemas desde 7 de Novembro. “Midway” centra-se precisamente e conforme o seu nome indica, nessa batalha histórica da Segunda Guerra Mundial, entre americanos e japoneses, que ficou conhecida assim.

Em Dezembro de 1941, a Marinha Imperial Japonesa atacou de surpresa e de forma inesperada a base militar Pearl Harbor, dos Estados Unidos, situada numa ilha do Hawai. Com tamanho e atroz acontecimento, os EUA, até então neutros, anunciaram a sua participação na Segunda Guerra Mundial. Tal agressão marcou o início da guerra no Oceano Pacífico. Seis meses depois, em junho de 1942, aconteceu a Batalha de Midway, conflito entre aviões e embarcações do Japão e dos EUA que durou três dias. Agora, a história dessa disputa surge contada na visão dos norte-americanos no filme “Midway”. O confronto marítimo entre a marinha americana e uma numerosa frota japonesa, que pretendia realizar um novo ataque-surpresa aos EUA, é retratado no filme. Porém, a invasão japonesa foi antecipada pela interceptação e decifração de códigos secretos, permitindo às forças americanas saberem exactamente quando e por onde os navios inimigos iriam chegar. O resultado foi a destruição da frota invasora e um grande golpe na capacidade japonesa de tentar levar a guerra aos EUA.

A longa-metragem tem realização a cargo de Roland Emmerich, o mesmo dos filmes de catástrofe “Independence Day” (1996) e “O Dia Depois de Amanhã”(2004), argumento escrito por Wes Tooke (“Colony”) e é protagonizada por um elenco de peso, com Patrick Wilson, Woody Harrelson, Ed Skrein, Darren Criss, Luke Evans, Aaron Eckhart, Mandy Moore, Nick Jonas (do grupo pop Jonas Brothers) e Dennis Quaid, apesar de também participarem vários actores japoneses.

Repleto de acção, o filme faz uso da tecnologia de CGI para criar os efeitos especiais do conflito, bem como os navios e os aviões. De tal forma que mesmo não sendo em 3D, parece que estamos mesmo no centro dos eventos. De facto, é esse o seu grande trunfo, a experiência de ver a guerra no grande ecrã com uma óptima definição, com a capacidade de nos transportar para aquele universo, graças aos efeitos especiais visuais, um dos elementos também alvo dos maiores leigos em “Midway”. Ao todo, são quase duas horas e 20 minutos de acção, que tentam mostrar uma perspectiva bastante fiel em relação ao que aconteceu na realidade. Há também elementos reais a comporem o cenário e o figurino: itens que foram usados por soldados norte-americanos, como broches, estão presentes na produção.



"Midway foi uma das principais batalhas da Segunda Guerra Mundial", diz Quaid, que interpreta William "Bull" Halsey Jr., um almirante-de-esquadra da Marinha dos EUA. O actor ainda contou que o seu pai lutou na guerra. "É a maior reviravolta militar da história", afirma Nick Jonas, intérprete do aviador Bruno Gaido, que foi capturado pelos japoneses.

“Midway” tem sido apresentado como um filme respeitoso relativamente à história, que leva os acontecimentos a sério e que quer homenagear os corajosos soldados que lutaram pela sobrevivência de uma civilização, embora o ponto de vista assumido seja o americano. Na sua estreia, o filme de Emmerich surpreendeu o mercado, ao abrir em 1º lugar nos Estados Unidos e Canadá com uma bilheteira de 17,5 milhões de dólares.

Vale lembrar que o primeiro filme desta história, “A Batalha de Midway”, em 1976, protagonizada por Charlton Heston, Henry Fonda, James Coburn, Robert Mitchum, Glenn Ford, Robert Wagner, Cliff Robertson e Toshirô Mifune, também deveu grande parte do seu êxito aos efeitos especiais. Na ocasião, foi o segundo filme a usar a tecnologia sonora Senssuround, criada para intensificar os tremores do filme de desastre “Terremoto” (1974).



Concluindo, “Midway” é uma homenagem respeitosa aos heróis que lutaram na batalha com o mesmo nome, porém não consegue entregar uma história envolvente, com personagens emocionalmente convincentes. Mas acho que nem seria o suposto, ao Roland Emmerich querer mostrar a verdade numa história que teve, infelizmente, muitos intervenientes e demasiadas mortes. E Emmerich está de parabéns, por ter apresentado uma acção de guerra o mais realista possível da famosa batalha. Visuais verdadeiramente épicos com sequências aéreas tensas e fascinantes, além de uma produção sonora poderosa, que nos obrigam a agarrar à cadeira. Recomendo, sobretudo para quem gosta de épicos de guerra e adaptações “baseadas em histórias verídicas”.

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Bem sabem que adoro arte… várias formas de arte, particularmente a que for mais "fora da caixa". Por isso, venho hoje falar-vos de Odeith. Não só porque admiro o seu trabalho, mas por o mesmo poder agora ser contemplado até dia 24 de Novembro. Isto porque dos murais para as telas, Odeith realiza a sua primeira exposição a solo. Este artista que sempre se dedicou à rua expõe agora os seus quadros na Amadora, na Galeria Municipal Artur Bual.



É verdade, um dos mais reconhecidos artistas urbanos portugueses trocou a grande escala das paredes urbanas pelas telas. Os quadros mostram uma outra faceta do artista que sempre esteve envolvido no mundo do graffiti e deixou a sua marca em vários murais espalhados pelo país e pelo mundo. Na exposição "Escala 10:1", podemos apreciar os novos quadros do artista, mas também obras antigas suas que nunca vieram a público.



Porém, quem é este artista que decidiu dedicar-se ao trabalho em estúdio e às quatro paredes de uma galeria, mas que sempre esteve imbuído da vibração das ruas? Sérgio Odeith é um dos writers mais antigos e conhecidos de Lisboa, cujo trabalho há muito saltou fronteiras -- é possível encontrar obras suas em cidades como Londres, Dubai, Nova Orleães ou Abu Dhabi. A ilusão de ótica através da utilização de técnicas de sombra 3D é um dos seus traços mais marcantes e os seus trabalhos encontram-se expostos em cantos de edifícios ou em fábricas abandonadas. Mais recentemente, o mundo da web tem vindo a despertar para o seu alento, como o provam menções e aparições recentes nos sites Bored Panda, Laughing Squid, Fubiz, From Up North ou Demilked, entre outros. E a que é que se deve toda esta atenção? A uma das vertentes do seu portefólio, o chamado trabalho anamórfico.



Usando duas ou mais paredes e o chão, Odeith consegue criar a ilusão de que o que pinta está a sair da parede e a flutuar sobre o solo, como se fosse um objeto tridimensional. Este tipo de técnica não é propriamente novidade para o writer, que faz uso dela há cerca de uma década. Mas, claro, como em tudo na vida, ele tem vindo a aperfeiçoá-la e alguns dos seus últimos trabalhos são realmente inacreditáveis. Mas o português teve um longo percurso até chegar à técnica do graffiti em 3D.



O gosto de Sérgio pela pintura começou desde criança. Com cerca de 11 ou 12 anos começou a ter interesse pelo desenho. Depois, surgiu o interesse pelo graffiti, em Carcavelos, onde iniciou o grafitti comum, pintado primeiro na rua e em linhas de comboio. Foi a partir daí que começou a sua carreira na street art. E a experiência valeu-lhe muito, pois Sérgio é um auto-didacta, uma vez que não possui formação em pintura. As suas habilidades advêm do seu percurso, como na Damaia, local onde cresceu e onde viver foi determinante, pois assistir às diferenças sociais foi o que o motivou. Trabalhou ainda com o pai na construção de móveis para casas, mantendo o graffiti em paralelo, e seguiu-se a ocupação como tatuador, onde chegou a abrir três estúdios. O primeiro foi em 1999, mas o último fechou portas em 2008, pois Odeith tinha de viajar para Londres.



Pelo meio surgiu o projecto anamorphic, reconhecido internacionalmente em 2005 pelas diversas obras em diferentes superfícies, como em esquinas de 90 graus ou da parede para o chão, criando um efeito de ilusão de óptica. Foi assim que começou um dos projectos que melhor identifica o estilo muito próprio de Odeith, onde também é possível identificar um dos maiores traços das obras que tem desenvolvido ao longo dos anos --insectos e bichos rastejantes. O grafitter tem um gosto especial por estas criaturas e não faltam exemplos na sua página de Instagram ou do blog, onde se podem ver aranhas ou louva-a-deus gigantes (que parecem muito reais). Porém, tais composições artísticas passam também importantes mensagens, pois Odeith retrata algumas espécies em via de extinção e a problemática ambiental relacionada com os plásticos.



A sua criatividade já fez com que o artista tivesse trabalhado com empresas nacionais e internacionais conhecidas, como a Coca-Cola, a Samsung, a London Shell e o Sport Lisboa e Benfica. Também colaborou com entidades estatais, como as Câmaras Municipais de Lisboa e de Oeiras, locais onde fez diversos murais. Quanto a eventos, Odeith passou por locais como o Meeting of Styles, na Alemanha, Museum of Public Art, em Louisiana, nos EUA, ou o MuBE – Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo, Brasil. No caso de Louisiana trata-se de um local muito especial para Odeith, pois foi aqui que expôs o seu crocodilo, umas das primeiras obras a tornar-se viral e que lhe valeu uma entrevista ao canal televisivo CNN.



Por falar em viral, o mais recente trabalho deste grafitter de 43 anos, em Agosto último, bateu o seu recorde pessoal. Depois de ser publicada no seu perfil de Instagram, que conta já com mais de 600 mil seguidores, a fotografia desta obra ganhou cerca de 80 mil gostos em menos de sete horas. O número não estagnou e é cada vez maior -- actualmente, a publicação conta já com 207 mil gostos. Trata-se de uma parede velha que foi transformada num autocarro que, apesar de recente no local -- uma fábrica abandonada em Vila Franca de Xira --, aparenta estar destruído. O artista conta ao Bored Panda que para o feito demorou "aproximadamente 10 horas" e usou "cerca de 30 latas de spray".



Futuro? Só Deus sabe, mas as tintas spray do grafitter português irão viajar para Genebra, na Suíça, para desenvolver um projecto no Village du Soir, e depois para a Austrália, onde vai continuar a fazer correr tinta, tanto nas paredes, como nos media. Podem seguir o seu trabalho aqui: Website https://www.odeith.com | Instagram https://www.instagram.com/odeith | Facebook https://www.facebook.com/odeithofficialpage


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Depois do primeiro, que me surpreendeu, confesso que estava curioso com a anunciada sequela “Maléfica: Mestre do Mal”, outra sequência do filme “A Bela Adormecida” sobre uma das vilãs mais queridas da Disney..

Desta vez, a fada das trevas precisa lidar com um novo desafio: encarar a saída de Aurora (Elle Fanning), sua afilhada, de casa, depois de ela ser pedida em casamento pelo príncipe Philip (Harris Dickinson). Uma possível união entre os reinos dos Moors (do qual a jovem é a rainha) e de Ulstead (do qual ele se tornará rei) está prestes a acontecer, porém, tal não vai agradar a todos e uma verdadeira guerra está prestes a acontecer.



Cinco anos após Aurora despertar do sono profundo, a agora rainha dos Moors aceita o pedido e, com isso, parte rumo ao reino de Ulstead ao lado de Maléfica, no intuito de conhecer os seus futuros sogros, John (Robert Lindsay) e Ingrith (Michelle Pfeiffer). O jantar entre eles deveria ser de celebração entre a união dos reinos, mas os interesses de Ingrith vêm à tona quando é criado um atrito com Maléfica e os demais seres mágicos. A Rainha Ingrith revela a sua vontade de acolher a jovem como filha e a fada com chifres Maléfica considera tais atitudes inaceitáveis, e rebela-se, para vir a descobrir mais tarde que estava a ser aguardada por aqueles seres alados da sua espécie.



Ao ser lançado em 2014, Maléfica fez mais que dar início à onda de adaptações em live-action de clássicos da animação da Disney. A partir de uma hábil recriação, o foco principal migrou da princesa adormecida para a grande vilã da história, justificada nas suas maldades numa narrativa mais enquadrada com os tempos actuais, quer em relação à representatividade, quer ao posicionamento das mulheres num mundo (ainda) dominado por homens. Cinco anos depois, Mestre do Mal apropria-se dos mesmos ideais e personagens com uma aventura tão multicolorida e fantasiosa quanto a original, mas com um pequeno revés: sem a mesma força narrativa.

Ao mesmo tempo em que temos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre as origens de Maléfica - em belos cenários, inspirados em ninhos -, há também um punhado de seres mágicos dos Moors que não têm a menor função na trama, além da fofura intrínseca. Soma-se a tais questões a postura ingénua do casal formado por Aurora e Phillip, bastante conveniente diante dos (descarados) planos realmente maléficos da rainha Ingrith. Posto isto, há ainda uma longa batalha que se estende por variadas personagens e situações sem jamais envolver, de facto, o espectador, servindo meramente como espectáculo de efeitos especiais em modo chroma key.



Ou seja, faz falta a fantasia, a curiosidade despertada e o encantamento do original, mas calma, este filme não é mau, longe disso. Há momentos fantásticos e há, sobretudo, o elenco. Angelina Jolie é competente o suficiente para voltar a entregar uma actuação convincente. É particularmente divertido vê-la a tentar esboçar sorrisos e a tentar ser simpática. Chiwetel Ejiofor, com um tempo em cena limitado, consegue transmitir ternura através do olhar, essencial para as características da sua personagem. E há ainda Michelle Pfeiffer, que rouba a cena sempre que aparece.



Resumindo: ao mesmo tempo em que entrava em potência total com a sua linha de remakes live-action, a Disney também apostava em re-imaginações. O “Alice no País das Maravilhas” de Tim Burton foi um primeiro passo em ambas as direcções, mas foi mesmo com "Maléfica" que o estúdio iniciou tal modelo: ao contar a clássica história da “Bela Adormecida” do ponto de vista da sinistra vilã, a Disney garantiu uma anti-heroína rentável na pessoa de Angelina Jolie. Cinco anos tarde demais, é um deleite voltar a reencontrar-mo-nos com todas as personagens e a magia nesta continuação “Mestre do Mal. Não é tão “perfeito” quanto o primeiro, mas vale a pena.


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Benidorm Dreams é um projecto do espanhol Roberto Alcaraz que faz de Benidorm a protagonista da sua fotografia arquitectónica como ninguém o havia feito antes. Um fotógrafo que faz uso da narrativa das suas imagens como que estando a fazer uma pergunta a quem as vê: o que vêem aqui e que não encontram noutro lugar?

Roberto Alcaraz quis, com as suas belas fotografias, transformar a imagem que se tem da cidade de Benidorm, inundada por turistas do sol e da praia ou por quem procura apenas festas e álcool. Por isso, nas fotos de Alcaraz, os protagonistas não são pessoas, mas sim o espaço. Benidorm é deveras uma cidade especial, "tem um microclima", segundo alguns, e é por isso que é uma referência constante em noticiários que falam sobre o sol, praias e hotéis lotados com 90% da capacidade. Uma cidade vocacionada para o turismo, férias, luzes e edifícios que nascem no sopé do mar para se fundirem com o céu. Talvez não saibam, mas Benidorm é a segunda cidade do mundo com mais arranha-céus (depois de Manhattan) e foi isso que atraiu o fotógrafo espanhol: os seus prédios.



É verdade! Pasmem-se: Benidorm é a cidade com mais arranha-céus por habitante no mundo e a segunda no mundo com mais arranha-céus por metro quadrado, depois de Nova Iorque. E o fotógrafo Roberto Alcaraz, na sua conta do Instagram @benidorm_dreams debruça-se sobre este facto, apresentando uma imagem mais serena e elegante desta Meca do turismo low cost. Revela-nos uma cidade diferente, de cores, com toalhas a secar em varandas salteadas de edifícios sem fim, de sombras no asfalto e nas paredes, das geometrias de telhados e janelas.

Sem querer, Alcaraz faz uma das maiores odes do concreto espanhol encontrado na cidade de Benidorm. Nele, a arquitectura compete na fama com as hordas de turistas ao sol. Ou, como afirma o próprio na sua biografia do Instagram: "Coisas comuns. Lugares comuns. Fotos comuns". Uma espécie de mantra que reivindica o valor do comum como catalisador da alegria.

"Estou muito interessado no comum, acessível a todos, e estes locais atendem a esse requisito. Por outro lado, são cidades que, à primeira vista, não têm raízes, são feitas para agradar a todos e, em muitos casos, a sua construção foi rápida e improvisada, sem aderir a um plano urbano de longo prazo. Todos esses factores alienantes dão um aspecto da «terra de ninguém» e, por sua vez, conferem o seu próprio carácter e uma entidade que os torna um género em si", afirma o fotógrafo. "Eu acho que o minimalismo reside nas reticências. Eu gosto dos trabalhos que me permitem adicionar minha parte. É por isso que, no palco do que mostro, dou ao observador todo o espaço para ele adicionar as suas personagens". No fundo, uma Benidorm que os seus olhos vêem, a sua câmara regista e nossa imaginação completa.



A expressividade geométrica das suas imagens é notável. A linearidade perfeita das suas varandas, a simetria das suas janelas… "Estou sempre relutante em retocar. Intervenho na luz, na cor, no contraste, mas geralmente não altero o conteúdo. Se houver um saco no chão, ele permanece lá. O mais complexo é encontrar o ângulo. Se eu quero isolá-los ou se quero reunir muitos na mesma cena. É preciso andar muito, dar a volta ao prédio ou afastar-me muito para tentar captá-lo à distância ", explica. "Para mim, tirar estas fotos é como ir a uma aula de ioga, envolve muito esforço e concentração, mas é muito reconfortante".

Ora vejam pelos vossos próprios olhos ou visitem a sua conta de Instragram: https://www.instagram.com/benidorm_dreams/. E se gostarem, no site Objectif Editions https://www.objectif-editions.com/fr/artiste/roberto-alcaraz/22, podem obter cópias limitadas do trabalho de Roberto Alcaraz.
























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Espero que tenham tido saudades… já há algum tempo que nada escrevia, devido às minhas férias tardias. Mas recomeço em grande, com um filme extraordinário - "Joker". Confesso que mantinha alguma curiosidade, pois este filme do realizador norte-americano Todd Phillips mais conhecido pela trilogia de "A Ressaca", vencera o prémio maior da 76.ª edição do festival de cinema de Veneza, não sem antes ter sido ovacionado durante oito minutos, durante a sua apresentação no festival e Joaquin Phoenix ter sido elogiado pelo seu papel, falando-se já em possíveis nomeações para os óscares. A expectativa era grande… Por outro lado, este filme versa sobre uma personagem perversa, contudo, mais enigmática do que o próprio Enigma, outro vilão do universo DC. Quem era e de onde vinha tamanha loucura e psicopatia? O filme parece desvendar-nos estas questões.

"Joker", filme da DC/Warner que estreou em Portugal na passada quinta-feira, 3 de Outubro, é uma obra adulta, para adultos, onde todo o enfoque reside no magnetismo da personagem. Aqui, não há Batman na história, nem há cedências: "Joker" foi mesmo feito para ser levado a sério. Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) é um palhaço triste e sem talento. Ele trabalha como palhaço para uma agência de talentos e, semanalmente, precisa comparecer perante uma agente social, devido aos seus problemas mentais. Ocupado com biscates pouco dignos, Arthur tenta ganhar a vida a fazer rir os outros numa Gotham City sem disposição para isso: a criminalidade é elevada e as pessoas sofrem graves dificuldades económicas. A própria cidade está cheia de lixo, fruto de uma greve prolongada do serviço de recolha. O pobre e solitário homem vive com a sua mãe enferma (Frances Conroy), que o chama de "happy" -- uma pequena ironia relacionada com um problema neurológico que faz com que Arthur ria de forma descontrolada quando se sente melindrado emocionalmente. Tal condição obriga-o a levar consigo um cartão laminado a explicar esta sua doença, e que entrega a desconhecidos sempre que tem um ataque de riso nas alturas mais impróprias. Porém, chega a ser deprimente, pois vemos Arthur a ser vítima na maior parte da história, humilhado e enganado por todos, e que se afunda cada vez mais numa espiral de miséria e comiseração que só lhe resta cometer suicídio ou ripostar, como acaba por fazer, transformando-se no Joker. Embora saibamos de antemão no que a transformação de Arthur Fleck iria constar, não é de espantar o filme seja uma história com final anunciado, o facto é que o guião Phillips consegue oferecer algumas surpresas e descobertas ao longo da descida de Arthur à sua loucura homicida. Após ser demitido da sua função de palhaço, Fleck reage mal à importunação de três homens em pleno metro e acaba por os matar a sangue frio. Os assassinatos acabam por iniciar um movimento popular contra a elite de Gotham City, da qual Thomas Wayne (Brett Cullen) é o seu maior representante. E aqui reside a única ligação a Batman – Thomas é pai de Bruce Wayne.


Quando Christopher Nolan se predispôs a fazer "Batman Begins", ele trazia consigo a proposta de uma aventura bem mais sombria, condizente com o clima pesado das ruas de Gotham City. Por mais que tenha sido extremamente bem-sucedido, havia ainda algumas limitações dentro de tal proposta no sentido de manter os filmes do Homem-Morcego dentro de uma classificação acessível a todo público. Em "Joker", Todd Phillips consegue ir mais além e entrega um filme escuro, corajoso e transgressor, tão condizente com a essência da sua personagem-título quanto com a ideia de uma Gotham City caótica, decadente e sem qualquer regra. Neste sentido, é muito interessante como este Joker dialoga com o histórico da personagem, tanto no cinema, como na BD. Sem qualquer referência prévia, trata-se de uma história original que reinventa características básicas da personagem, sem modificá-la ou citar quaisquer dos seus antecessores. Ao mesmo tempo, apropria-se da memória coletiva em relação às versões anteriores, não propriamente no sentido de as comparar, mas antes de saber previamente do que tal personagem é capaz: o Joker é doentio e não vê problema algum em ser extremamente violento, e qualquer espectador está bem ciente disto. Tal consciência traz ao filme um clima de tensão omnipresente, especialmente quando os primeiros indícios da eclosão do Palhaço do Crime começam a vir à tona.

Por outro lado, Todd Phillips também consegue manipular a narrativa de forma que a loucura do Joker, ou melhor, de Arthur Fleck seja não apenas justificável como, numa primeira instância, quase perdoável. Acompanhamos a saga de Arthur em cada seu novo fracasso, assistindo à mudança de uma certa meiguice inicial rumo a um ser cada vez mais duro e decidido, em todas as etapas de uma transformação decorrente muito mais dos vícios da sociedade do que por falhas próprias. E aqui o mérito é todo de Joaquin Phoenix, absolutamente soberbo. Eu diria magistral, mesmo!
Se Phoenix tivesse apenas se sujeitado à transformação física e criado uma risada que provoca calafrios, seja pelo som emitido ou pela conjuntura da sua existência, já seria suficiente para entregar um belo trabalho. Porém, ele vai bem mais longe ao entregar uma variedade imensa de perfis multifacetados que compõem a estranha personagem, provocando espanto e admiração. É como se este Joker fosse uma evolução psicológica das versões anteriores, de Jack Nicholson e Heath Ledger, agora sem qualquer contenção para que possa soltar a sua loucura e violência sem pudores. Enquanto o Joker de "O Cavaleiro das Trevas" é uma encarnação enigmática de puro caos, imprevisível e algo animalesco, Phoenix concretiza todos os aspectos possíveis da personagem, tornando-a mais humana e tridimensional.



Este novo Joker é algo mais patético, desconcertante, impressionante e, ao mesmo tempo, mais elegante, com as suas sequências de dança memoráveis a contrastar com momentos de vergonha alheia. Sem dúvida, o trabalho de Joaquin Phoenix é fantástico até nos mais pequenos detalhes. Como os dedos de unhas roídas até aos dedos manchados de nicotina ou os 23 kg que perdeu para o papel -- todo um method acting que DeNiro dos anos 70 iria aprovar. Phoenix recorreu a alguns dos seus truques físicos para fazer esquecer o trabalho brilhante de Heath Ledger, assim como o "overacting" de Jared Leto em "Suicide Squad", tornando Joker numa personalidade inegavelmente sua, sucedendo com dignidade a Ledger numa tarefa quase impossível. Em relação ao restante elenco, obviamente ofuscado por Phoenix, merece destaque a desenvoltura de Robert De Niro como o apresentador de TV Murray Franklin, assim como Frances Conroy no papel de Penny Fleck, a mãe doente de Arthur.

Paralelamente ao desenvolvimento do assassino psicopata, a luta de classes invade Gotham City de forma absolutamente orgânica, provocando um levante dos oprimidos junto à elite local, cujo exponente maior é... Thomas Wayne. Aqui, o filme também passa pela origem do Batman, mais uma vez dialogando com a memória colectiva, entregando uma versão inédita de uma história já bem batida.



Inspirado, certamente, nos filmes urbanos de Martin Scorsese, em especial "Taxi Driver" com a sua estética de ruas e fotografia suja, "Joker" apresenta ainda uma apurada direcção artística na construção de filme de época dos anos 70, bem como um figurino rigoroso, recorrente às roupas e cores usuais da personagem-título.

Violento e de uma efervescência política vibrante, "Joker" é um novo capítulo na história do Palhaço do Crime que vai ser lembrado por muitos e muitos anos. E, independentemente da sua ligação prévia, trata-se também de um filme brilhante pela forma como foi construído: a partir de um fundo psicológico calcado apenas na vida real, de forma que a sua transformação resulte verossímil não só em Gotham CIty, mas em qualquer cidade nas mesmas condições de desigualdade social.



Não percam "Joker", que embora gire em torno do icónico arqui-inimigo de um super-herói, é uma história fictícia original e independente, nunca antes vista no ecrã grande. A exploração de Arthur Fleck por Phillips, que é indelevelmente retratada por Joaquin Phoenix, é de um homem que luta para encontrar o caminho na sociedade fraturada de Gotham. Um palhaço contratado durante o dia, ele aspira ser um stand up comedy à noite... porém, a piada sempre parece estar nele. Preso numa existência cíclica entre apatia e crueldade, Arthur toma uma péssima decisão que provoca uma reacção em cadeia de eventos crescentes, Vale a pena ver esta aposta num estudo de carácter corajoso.

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