O verão está aí e as estrelas mais "quentes" do mundo do desporto estão, mais uma vez, a tirar tudo e a mostrar muito. Karl-Anthony Towns, Megan Rapinoe e Adam Rippon ficaram nus para a 10ª edição do Body Issue da revista ESPN. Mais uma vez, a revista que faz uma exaltação aos atletas e ao seu físico, oferece novas fotos incríveis e artísticas do corpo de jogadores das mais diversas modalidades.

Para comemorar a 10ª edição anual Body da revista ESPN, a publicação, que passou uma década a quebrar barreiras e tabus ao mostrar os atletas ao natural, voltou a colocar em 2018 atletas olímpicos, membros do Hall of Fame da NFL, os maiores ícones do futebol e um campeão da WWE todos nus! O olímpico Adam Rippon surpreendeu na capa, pois o patinador posa apenas com os seus patins de gelo. Enquanto alguns diriam que ele parecia frio, outros opinavam que ele estava impecável.



A lista completa da edição de Body 2018 da ESPN Magazine Body inclui: Saquon Barkley, dos New York Giants; Sue Bird, Seattle Storm Point Guard; Megan Rapinoe, USWNT e avançada dos Seattle Reign FC; Tori Bowie, atleta olímpica de atletismo e medalha de ouro nos EUA; Lauren Chamberlain, USSSA Pride Infielder; Jessie Diggins, esquiadora olímpica de cross-country dos EUA e medalha de ouro; Crystal Dunn, USWNT e avançada dos North Carolina Courage; Charlotte Flair, WWE Superstar; Zlatan Ibrahimovic, avançado dos LA Galaxy; Dallas Keuchel, campeão da World Series e Houston Astros Cy Young Award-Winning Pitcher; Greg Norman, golfista do Hall of Fame; Yasiel Puig, jogador dos LA Dodgers; Adam Rippon, Patinador olímpico de medalha de bronze; Jerry Rice, Pro Football Hall of Fame Wide Receiver; Breanna Stewart, avançada do Seattle Storm; e Karl-Anthony Towns, central dos Minnesota Timberwolves.



Como já tenho vindo aqui a falar (e a mostrar), o The Body Issue faz mais do que apenas mostrar algumas das maiores estrelas sem uma peça de roupa nelas. Desafia as percepções, ao mesmo tempo em que celebra os atletas e a forma humana, por mais perfeita ou imperfeita que seja. Além de mostrar atletas de todas as formas e tamanhos, a publicação orgulhosamente tem vindo a celebrar pares de atletas - desde Sarah Reinertsen, em 2009, até Kristie Ennis, em 2017. Juntamente com a edição deste ano, a publicação criou um arquivo digital de todas as edições anteriores, para celebrar uma década de belas imagens.


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E como bem diz o título desta nova entrega, Mamma Mia! E lá vamos nós outra vez… Preparem-se, uma vez mais, para se renderem às canções, à boa disposição e ao amor. Dez anos depois do estrondoso sucesso “Mamma Mia!”, que arrecadou mais de 600 milhões de dólares em todo o mundo, regressamos à encantadora ilha grega de Kalokairi, para uma nova história baseada nas músicas dos ABBA. Com o regresso do elenco original: Meryl Streep como Donna, Julie Walters como Rosie e Christine Baranski como Tanya; Amanda Seyfried e Dominic Cooper voltam aos papéis de Sophie e Sky, enquanto Pierce Brosnan, Stellan Skarsgård e Colin Firth retornam como as três possibilidades de pais de Sophie: Sam, Bill e Harry, e também de alguns novos elementos, como Lily James, Andy Garcia e Cher. Esta nova comédia musical vai se tornar, certamente, na banda sonora deste verão.

Basicamente, o enredo deste filme é semelhante ao primeiro: voltamos a ter uma grande festa na ilha. Porém, o filme não se torna repetitivo, pois “Mamma Mia! Here We Go Again” soube aproveitar tudo o que o primeiro teve de bom e conseguiu introduzir novos e interessantes momentos.



É uma sequela que também é prequela… pois este novo “episódio” traz-nos dois tempos distintos – o de ontem e o de agora. Por isso, introduz-nos uma jovem Donna (interpretada por Lily James) – recém-graduada e pronta para conhecer o mundo -, e que de uma assentada conhece três jovens rapazes, Sam, Bill e Harry (interpretados por Jeremy Irvine, Josh Dylan e Hugh Skinner, respetivamente). Acaba por viver três romances quase em simultâneo, de um dos quais resulta Sophie – mas mesmo indo ao passado de Donna ficamos sem saber na mesma quem é realmente o pai. Num outro tempo, vemos como corre a vida de Sophie (encarnada por Amanda Seyfried), depois de uma tragédia familiar. Sophie fez obras na antiga Villa Donna, tornando-a num hotel, e está a planear uma grande festa de inauguração quando percebe que está grávida, o que a faz sentir-se próxima da sua mãe.

A história de Donna na sua juventude resulta muito divertida e deixa-nos sempre em suspenso sobre como vai conhecer o próximo “pretendente”. Por outro lado, estes flashbacks resultam igualmente interessantes, não só por ficarmos a conhecer o percurso de Donna, mas também por podermos usufruir da viva e belíssima interpretação de Lily James, que, para além de estar fantástica no papel e nos fazer conseguir ver nela uma jovem Donna, canta mesmo muito bem. Além disso, traz-nos ainda novos atores: nos papéis das jovens Rosie e Tanya surgem Alexa Davies e Jessica Keenan Wynn. O jovem Sam é interpretado por Jeremy Irvine, Josh Dylan dá a cara pelo jovem Bill e Hugh Skinner encarna o jovem Harry.
“Mamma Mia! Here We Go Again” traz-nos também mais canções dos ABBA, como “Waterloo” ou “Fernando”, que voltam a encaixar na história como se tivessem sido escritas para o efeito, e novas coreografias, fazendo um bom “link” com o primeiro filme.



Uma curiosidade: não foi filmado na Grécia, mas sim na Croácia. A pequena ilha de Vis é que tem um papel principal nesta sequela do “Mamma Mia”. Com praias surpreendentes, arquitetura do século XVII e restaurantes com bom peixe fresco, não é difícil perceber-se porque é que foi escolhida como cenário deste filme, todo filmado na Costa da Dalmácia, território croata que se mascarou da ficcional ilha grega de Kalokairi.

Não sendo, ao contrário do primeiro, adaptado de um musical da Broadway ou West End, “Mamma Mia! Here We Go Again” é um óptimo musical. Não é um filme que tenha nascido de uma peça de teatro, mas a fotografia e a realização de Ol Parker são boas, assim como houve aperfeiçoamento dos cenários. Por isso, mesmo para quem não tinha visto o primeiro “Mamma Mia!”, esta nova entrega vai certamente surpreender e, claro, vai agradar e deliciar todos os que vibraram com o primeiro filme.

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Hoje é Dia Mundial dos Emojis. Quem diria... desde 2014, o dia 17 de julho é conhecido como o Dia Mundial do Emoji. Nesta data, gigantes de tecnologia promovem ações e eventos para celebrar estas carinhas. A escolha da data para homenagear os emojis tem relação direta com a Apple e o iOS, e foi abraçada por outras empresas, como Google e Facebook.

Os emoji já fazem parte da nossa comunicação diária e já é impensável viver sem eles. Apesar de não parecer, estes famosos ícones chegaram há apenas uns anos. E hoje faz precisamente 10 anos desde que a Apple lançou o primeiro set de emoji. Porém, nada fazia prever o sucesso que vieram alcançar, nem que teriam o seu próprio dia. Devido a isso, e para não deixar passar despercebida esta data, a Apple acaba de anunciar 70 novos, expressivos e divertidos bonecos que se vão juntar ao já extenso espólio de emojis. Esta nova coleção vai incluir não só caras com diferentes penteados e expressões, mas também novos animais, frutas, peças de roupa e outros símbolos. Prevê-se que esta novidade seja apenas lançada no final de 2018.

Convém lembrar que a Apple não foi exatamente pioneira na criação dos emojis. A história destes famosos bonecos amarelos, a fazer lembrar os glutões do Presto (quem não se recorda?) recua até aos anos 90, no Japão, onde assim que começaram a surgir os primeiros desenhos, foram um autêntico sucesso entre a população. Foi, no entanto, a Apple que lhes veio dar uma nova vida, roupagem e que os popularizou no ocidente, quase duas décadas depois.



Quanto aos emoticons mais usados, o campeão de utilização entre a maioria é a cara a chorar de rir. No Facebook, por exemplo, ela aparece em primeiro lugar em todo o mundo, seguida pelo emoji sorridente com olhos de coração. No Twitter, a sequência é igual, com o rosto a chorar de tristeza em terceiro lugar.

O Google também emitiu um relatório de emojis mais utilizados no seu teclado, o Gboard. O mais popular do mundo também é o que aparece com lágrimas de risos, mas, em segundo lugar, vem o beijinho com coração, seguido pela cara com olhos de coração.

O Facebook revelou ainda que na app de mensagens Messenger os emojis representativos de beijos, bolo de aniversário, coração e sorriso com bochechas rosadas também estão entre os mais utilizados. Esta data também foi aproveitada por esta rede social para divulgar alguns dados que mostram bem como os emojis estão a mudar as nossas vidas, mais precisamente a forma como estão a alterar a comunicação pelas plataformas digitais. De acordo com o Facebook, há mais de 2.800 emojis e usados quase 2.300 deles todos os dias. No total, são usados mais de 700 milhões de emojis diariamente em publicações no Facebook e mais de 900 milhões no Messenger sem qualquer texto.

Podem ficar a saber mais sobre os emojis através do Emojipedia.


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Baseado numa história verídica, “Jogo da Apanhada” (“Tag” no original) é uma divertida comédia que conta com um elenco muito sólido: Jeremy Renner, Jon Hamm ("Nostalgia", série "Mad Men"), Ed Helms ("Bastardos", "A Ressaca"), Isla Fisher ("Mestres da Ilusão", “Louca por Compras”) e Annabelle Wallis ("A Múmia", “Annabelle”) figuram nos principais papéis.

Um grupo de colegas de escola em miúdos foi crescendo sem nunca deixarem de brincar à apanhada. Acabaram por criar um jogo da apanhada anual como forma de convívio. Passados 30 anos, mais adultos e apesar de terem seguido percursos distintos, continuam a jogá-lo. Com o tempo, porém, tal jogo acaba por ganhar outras dimensões. Já se estende por toda a América e dura um mês inteiro. Um deles, Jerry, nunca fora apanhado. Contudo, este ano, ele vai casar-se... e precisamente durante o mês da apanhada. No filme, o grupo de amigos que decidiu nunca parar de brincar define o mês de Maio como a altura em que realizam sempre um jogo da apanhada. Na vida real e apesar de serem amigos durante o ano todo, ainda hoje só jogam durante Fevereiro, talvez devido a ser o mês mais curto do ano.



Quem não se lembra de jogar à apanhada quando era pequeno? É um daqueles típicos jogos de rua e de escola que atravessam gerações, como as escondidas, saltar ao eixo, o macaquinho do chinês, jogo da macaca ou até o stop do lencinho. Jogos esses que permanecem no imaginário da nossa infância — porém, um grupo de dez amigos americanos continua a jogar, volvidos quase 30 anos, o que não deixa de ser surpreendente. Uma história tão especial que não podia ter sido inventada e, por isso, tinha de ser adaptada para filme. De facto, esta original comédia é mesmo baseada numa história verídica, versando sobre um tradicional jogo que acaba por unir um grupo de amigos para a vida, numa verdadeira celebração da amizade e do convívio. Podem não se encontrar durante o resto do ano, mas em Maio desatam à procura uns dos outros.



Na vida real, o tal grupo de amigos já fez coisas bem loucas para que outra pessoa fosse apanhada, tais como entrarem em quartos a meio da noite, meterem perucas e disfarçaram-se de outras pessoas, e tendo até feito viagens de avião de propósito para jogarem à apanhada. Um dos membros do grupo até chegou a ser apanhado no funeral do seu pai… no filme, algumas desses quadros são recriados, outros inventados, mas seguindo o conceito, pelo que o filme resulta deveras surpreendente e original. No final, após inúmeras gargalhadas, a mensagem que fica é este: não deixem de brincar e de ser crianças, mas, sobretudo, não se afastem dos grandes amigos.

Com uma premissa muito apelativa e, por esse motivo, bastante divertido, este filme que marca a estreia de Jeff Tomsic na realização em cinema, já chegou aos cinemas portugueses. Não percam esta inusitada comédia!


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Porque o verão é mesmo formidável, a F Luxury Magazine acabou de sair fresquinha. Porque se é nesta altura em que paramos para descansar, viajar, refletir e recarregar energias, nada como ter a melhor das companhias para os momentos de ócio.

Nesta edição, a revista dá um especial ao Algarve, a Riviera nacional por excelência, com ótimas recomendações do que melhor lá pode se encontrar e experienciar. E se sonham com praias paradisíacas, atentem ao artigo que lhe é dedicado ou descubram destinos e experiências imperdíveis.

Novamente apostando em duas capas, dois modelos de topo portugueses dão a tónica da estação. Luís Borges e André Costa surgem em produções exclusivas de verão e agraciam a capa desta edição 12.

Na moda, fiquem a conhecer melhor o designer de referência e meu amigo Carlos Gil, numa entrevista retrospetiva, assim como os looks mais trendy, tanto para ela como para ele, para usar neste verão.

Há sempre muito mais a descobrir numa F Luxury Magazine. Adquiram já a vossa numa banca próxima. Sabiam que agora também podem encontrar esta revista de luxo em todas as FNAC do país? Com mais um forte ponto de venda onde pode ser adquirida, porque esperam?



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Um filme misto de animação e live action que envelhece, mas não perde o vigor. Traições, conspirações, assassinatos e desenhos animados, tudo junto. “Quem tramou Roger Rabbit?” (Who Framed Roger Rabbit) fez a proeza de unir a era de ouro da animação ao cinema noir.

Fruto de uma longa gestação, de um orçamento exacerbado, do carisma do produtor Steven Spielberg e do esmero do realizador Robert Zemeckis e do animador Richard Williams, esta mistura de animação e live action continua impressionante e vigorosa, chegando aos 30 anos da sua estreia com o mesmo vigor da época do seu lançamento. Ainda mais tendo em conta que a interacção entre desenhos e o mundo real foi feita de forma quase artesanal, numa época onde o chroma key era uma novidade e os efeitos em computação gráfica ainda davam os primeiros passos. Ainda hoje é o mais perfeito exemplo de fusão entre desenho animado e imagem real, um filme incontornável, repleto de humor tresloucado e irresistível, que acabou por dar o pontapé de saída para a idade de ouro da animação que vivemos actualmente.



Além do seu fantástico acervo visual, a longevidade de “Quem tramou Roger Rabbit?” também se deve ao seu rico argumento. Apesar de ter sido considerado "filme para a família", o esmerado texto de Jeffrey Price e Peter S. Seaman (baseado em “Who Censored Roger Rabbit?”, de Gary K. Wolf), foi inteiramente concebido a pensar no público adulto. No fundo, conseguiu-se dois tipos de filme: um visto com o olhar da infância, cheio de piadas físicas e de personagens queridas e outro visto com maturidade, com alguns detalhes sórdidos que mostram a complexidade da narrativa e a sua qualidade enquanto comédia noir.

Quando "Quem Tramou Roger Rabbit?" chegou aos cinemas a 21 de Junho de 1988, a situação era bem diferente: Hollywood produzia apenas uma longa-metragem de animação de dois em dois anos e ainda assim a expectativa em relação à mesma era relativamente baixa uma vez que todos pareciam estar convencidos de que os desenhos animados eram algo exclusivo das crianças e, por isso, era raro ver um adolescente ou adulto ir sozinho ao cinema por causa de um filme de animação. Mas com “Quem Tramou Roger Rabbit?” isso mudou e o filme tornou-se o percursor não só do renascimento criativo da Disney como, principalmente, da prosperidade de toda a indústria de animação, considerada algo moribunda nas décadas anteriores. Actualmente, vive um período de explosão criativa e produtiva como nunca antes se imaginara. Ora, “Quem Tramou Roger Rabbit?” veio desmistificar a ideia de que o cinema animado era apenas para crianças e acabou por provar que um filme com animação poderia ser um verdadeiro "blockbuster" nos finais do século XX, tal como “Branca de Neve e os Sete Anões” o fora em 1937, quando se tornou o maior êxito da história do cinema até àquela data.

Os estúdios Disney, nos anos 80, ainda foram tentando provar que se mantinham no activo, com filmes como “Papuça e Dentuça” ou “Taran e o Caldeirão Mágico”, mas a sua produção era uma réstia do que fora no passado e vivia, sobretudo, das glórias dos seus clássicos, que os repunha nas salas de sete em sete anos. Steven Spielberg, que sempre fora apaixonado pela animação, apostou na mesma em 1986 e produziu “Fievel – Um Conto Americano”, que acabou por ser o 16º filme mais visto nos EUA naquele ano, coisa que há muito não se via.

Mas a revolução a todos os níveis deu-se mesmo com “Quem Tramou Roger Rabbit?”, que Spielberg co-produziu com a Disney e se tornou, de rompante, o filme mais visto do ano em todo o mundo em 1988. E não só: facturou uma verdadeira fortuna em todo o globo e foi nomeado para seis Óscares, tendo ganho três em competição e mais um honorário.



Começou por ser uma aposta muito arriscada: um filme de orçamento muito elevado, que cruzava desenho animado e imagem real a uma escala nunca vista. Porém, o resultado foi uma verdadeira vitória, que tanto veio recuperar a qualidade estética dos melhores filmes da Disney, como o humor característico dos cartoons da Warner Bros. “Quem Tramou Roger Rabbit?” era uma homenagem ao passado da animação que, contudo, acabou por abrir portas para o seu futuro.

Roger Rabbit e a voluptuosa Jessica Rabbit eram personagens de animação novas, em constante interacção com o protagonista Bob Hoskins a fazer do detective pouco sóbrio Eddie Valiant, e em seu redor iam surgindo a maioria das figuras dos desenhos animados da época, da Disney à Warner, da MGM a Walter Lantz, num cruzamento até então considerado impossível e que só o prestígio de Spielberg tornou válido.



Os efeitos do sucesso do filme nos anos seguintes fizeram-se logo sentir. A Disney teve um renascimento criativo com “A Pequena Sereia”, “A Bela e o Monstro” (que se tornou no primeiro filme de animação nomeado a Óscar de Melhor Filme e foi mais um passo para a legitimação do desenho animado entre os adultos), “Aladdin” e “O Rei Leão”, com estes dois últimos a serem os maiores sucessos do ano em todo mundo nos respetivos anos em que estrearam. Outros estúdios proliferaram e também lançaram grandes sucessos de animação. No campo televisivo, a animação também conquistou novos públicos e com maior abrangência de idades, graças ao sucesso de “Os Simpsons”, estreado em 1989, e a produção de animação para todos os públicos e em todos os géneros e plataformas não tem parado de crescer em todo o mundo. Toda uma explosão criativa que vem lembrar a qualidade do grande filme que lhe antecedeu e que ainda hoje é uma das maiores homenagens aos desenhos animados que o cinema produziu.

Para celebrar (e entender) a importância de “Quem tramou Roger Rabbit?”, fiquem com algumas curiosidades:

- Spielberg foi fundamental na hora de convencer a Warner Bros. a libertar as suas criações para a Disney. Além dos US$ 5 mil pagos por cada personagem, o filme precisava atender algumas exigências, como dar o mesmo tempo em cena para personagens icónicas da Warner e da Disney. É por isso que o Bugs Bunny e Duffy Duck dividem o ecrã com o Mickey Mouse e o Donald Duck, garantindo que estas personagens tivessem o mesmo número de frames.



- Muitas das personagens usados no filme não tinham sido criadas até 1947, ano em que o filme é situado. As personagens da Disney que aparecem são: Mickey (1928), Minnie (1928), Pluto (1930), Pato Donald (1934), Pateta (1932), Bafo de Onça (1925), Horácio (1929), Clarabela (1929), Merry Dwarfs (1929), Huguinho, Zezinho e Luisinho (1937), Clara (1934), as flores e árvores de Flores e Árvores (1932), Lobo Mau e os Três Porquinhos (1933), Peter Porco de A Galinha Esperta (1934), Toby Tortoise, Max Hare e as coelhinhas de A Tartaruga e a Lebre (1935), os órfãos de Em Benefício dos Órfãos (1934), Capuchinho Vermelho de O Super Lobo Mau (1934), Jenny Wren de A Flecha do Amor (1935), Elefante Elmer (1936), Branca de Neve, os sete anões e a bruxa de Branca de Neve e os Sete Anões (1937), Wynken, Blynken & Nod (1938), Ferdinando, o Touro (1938), Pinóquio e o Grilo Falante de Pinóquio (1940), as vassouras, os cupidos, o bebé pégaso, a avestruz e a hipopótamo de Fantasia (1940), Sir Giles e o Dragão Relutante (1941), Dumbo, a Sra. Jumbo, Casey Jr. e os corvos de Dumbo (1941), Bambi (1942), Chicken Little (1943), Zé Carioca (1942), o pelicano de The Pelican and the Snipe (1944), Pedro de Música, Maestro! (1946), Br'er Bear, as marmotas e o bebê de piche de Canção do Sul (1946), a arpa cantante de Como é Bom de Divertir (1947), os animais de Johnny Semente-de-Maçã (1948), a ovelha Danny de Tão Perto do Coração, Sr. Toad e seu cavalo Cyril de Dois Sujeitos Fabulosos (1949), Sininho de Peter Pan (1953), Maléfica de A Bela Adormecida (1959) e os pinguins de Mary Poppins (1964).



As personagens da Warner que fazem aparições no filme são: Bugs Bunny ou Pernalonga (1940), Daffy Duck (1937), Porky Pig (1935), Piu-piu (1942), Silvester (1945), Yosemite Sam (1945), Foghorn Leghorn (1946), Marvin, o Marciano (1948), Bip Bip (1949), Coiote (1949), o buldogue Marc Antony (1952), Sam Sheepdog (1953) e Speedy González (1955). Da Paramount aparecem Koko, o palhaço (1919) e Betty Boop (1930). Walter Lantz emprestou Pica-Pau (1940) e a MGM cedeu Droopy (1943).



- Durante as filmagens, um dos maiores desafios foi a interacção dos personagens animados com os objetos e atores reais. O efeito final foi resultado de duas técnicas: alguns objectos, como o charuto do bebé Herman e os pratos que Roger quebra na própria cabeça, eram movimentados no set por meio de máquinas de movimento presas a um operador. Na pós-produção, o personagem era simplesmente desenhado sobre a máquina. A cena do clube Ink & Paint seguia na mesma linha, os copos movimentados pelo bartender polvo são controlados como marionetas e as bandejas dos pinguins garçons eram coladas em bastões. Tanto os bastões como os fios foram removidos e os desenhos foram adicionados. Já na sequência que se passa em Toontown, o chroma key foi a técnica escolhida, com Bob Hoskins a interagir com o mundo que seria criado na pós-produção.

- A pós-produção levou 14 meses para ser concluída. Com 326 animadores contratados e 82.080 frames de animação desenhados, o filme tinha uma das maiores sequências de créditos da década de 80.

- Jessica Rabbit reúne quatro femme fatales. O escritor Gary K. Wolf baseou Jessica em Red, criada por Tex Avery, já o animador Richard Williams procurou inspiração em Rita Hayworth e Veronika Lake. Por sugestão do diretor Robert Zemeckis, Lauren Bacall também serviu de inspiração para o visual da personagem.

- Com o lançamento do filme em DVD, duas sequências do filme tornaram-se controversas, graças a possibilidade de visualização do filme frame a frame. A primeira mostraria a breve nudez de Jessica Rabbit (na cena do acidente com o Benny, o táxi) e a segunda envolveria o bebé Herman e seu olhar lascivo quando ele esbarra na saia de uma mulher no set de filmagem.

- Sete anos se passaram até que “Quem tramou Roger Rabbit?” saísse do papel. O mesmo processo lento acompanhou a sequência, planeada desde o sucesso do original nas bilheterias. Depois de muitas versões de scripts e testes de efeitos especiais rejeitados, a última notícia sobre o filme é de 2012 e com a morte de Hoskins o projeto parece ter sido deixado de lado. Contudo, se depender da persistência de Zemeckis, a continuação tem hipóteses de sair do papel.

E assim termino esta minha homenagem a "Quem Tramou Roger Rabbit?" onde, há 30 anos, um coelho trapalhão veio revolucionar o cinema...


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