"Ocean's 8" é uma história paralela à da trilogia iniciada com "Ocean's eleven". Só que desta vez, o crime dá-se no feminino e é encabeçado por Sandra Bullock, que reúne uma equipa de luxo para um assalto único e histórico. Depois de "Ocean's eleven - Façam as vossas apostas" (2001), "Ocean's 12" (2014) e "Ocean's 13" (2007), todos realizados por Steven Soderbergh, chega-nos agora um "spin-off" (história paralela) com mulheres, realizado desta feita por Gary Ross. O elenco é, realmente, de luxo pois conta, para além de Bullock, com Cate Blanchett, Anne Hathaway, Mindy Kaling, Sarah Paulson, Awkwafina, Rihanna e Helena Bonham Carter. E não se fica por aqui… James Corden, Dakota Fanning e Olivia Munn integram o elenco. Com podemos ainda apercebermo-nos das presenças da mítica editora da Vogue, Anna Wintour, da modelo Heidi Klum e de algumas "socialites", como Kim Kardashian, Kendall Jenner e Kylie Jenner.

O enredo desenvolve-se em torno da personagem de Sandra Bullock, Debbie Ocean, irmã de Danny Ocean, o protagonista da trilogia anterior interpretado por George Clooney. À semelhança de "Ocean's eleven", o filme tem início com Debbie Ocean numa audiência onde fica decidida a sua saída da prisão em liberdade condicional. Mas não fosse ela uma Ocean, no regresso à vida civil há sempre mais um golpe para executar. Desta vez, o alvo é a famosa gala anual do MET, em Nova Iorque, que reúne as maiores celebridades num evento de angariação de fundos para o Metropolitan Museum of Art. O objectivo é roubar uma jóia valiosíssima da Cartier e, para isso, Debbie Ocean reúne uma equipa das maiores especialistas no crime.

Cinco anos, oito meses, 12 dias… e ainda a somar. Foi o tempo que Debbie levou a elaborar este plano, o maior assalto da sua vida. Ela sabe o que é preciso – reunir as melhores na sua área, começando pela sua parceira de crime Lou Miller (Cate Blanchett). Juntas, recrutam uma equipa de especialistas: a joalheira Amita (Mindy Kaling); a ilusionista de rua Constance (Awkwafina); a perita em contrabando Tammy (Sarah Paulson); a hacker Nine Ball (Rihanna); e a designer de moda Rose (Helena Bonham Carter). O alvo é um colar de 150 milhões de dólares em diamantes – diamantes esses que irão estar no pescoço da actriz mundialmente famosa, Daphne Kluger (Anne Hathaway), que será o centro das atenções na MET gala. O plano é sólido, mas tudo precisa de ser executado ao pormenor e na perfeição para que a equipa entre e saia com os diamantes, à vista de todos, mas sem serem notadas.

Para tais papeis, as actrizes tiveram de contar com o português Hélder Guimarães, campeão mundial de magia com cartas e consultor em Hollywood. Ele foi o responsável pela formação em manipulação às estrelas deste filme.
Só nos Estados Unidos da América, “Ocean’s 8” foi o filme mais visto no fim-de-semana de abertura, com mais de 41 milhões de dólares de receita bruta, ascendendo actualmente a cerca de 80 milhões de dólares. Por cá, embora já tenha estreado há uma semana, também se prevê grande sucesso.



As semelhanças com o filme de 2001, são subtis: temos as aparições de Reuben (Elliott Gould) e Yen (Shaobo Qin) e a tal primeira cena do filme praticamente idêntica, com Debbie Ocean numa audiência de condicional após passar cinco anos na prisão. A edição, a banda sonora e as escolhas estéticas no enquadramento também são verdadeiras homenagens à trilogia da década passada. Mas as semelhanças param aqui. O argumento acaba por "desromantizar" cada uma das personagens, a começar pela própria Debbie. Diferente do irmão, que saiu da prisão de aliança no dedo, disposto a reconquistar a ex-mulher, a nossa protagonista enfrenta a liberdade determinada, com um plano intrincado para não só enriquecer às custas do ex, mas também de incriminá-lo pelo roubo. E fazendo as vezes de Rusty (o parceiro de Danny vivido por Brad Pitt), temos Lou, melhor amiga de Debbie e com quem ela partilha uma química fantástica.

O filme conta mesmo com atrizes de renome. Todas estão brilhantes nos seus papéis, com saídas hilariantes e actuações que são a marca da série: um incrível grupo de intérpretes a viver personagens interessantes num roubo extremamente glamouroso. E também se destaca Anne Hathaway, com a actriz a divertir-se (e a divertir-nos) em cada cena. Mas não se enganem: neste ”Ocean’s 8”, não há mulheres burras. Muitas podem apresentar momentos de fragilidade, insegurança e medo. Apenas isso.

Eu, que fui à sua antestreia, garanto-: o uso da fórmula passada garante um filme que resulta divertido, sem grande compromisso com a realidade ou quaisquer pretensões além de provocar algumas gargalhadas e prender-nos ao ecrã com a curiosidade sobre como o plano irá ser executado (e se ira ser bem-sucedido). Sem falar no apelo de ver a carismática reunião de actrizes a fazerem de bad girls. Portanto, esperem uma versão feminina do original, mas bem mais divertida. Não percam!


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