Está escolhida a cor do ano de 2019! Living coral, também conhecida como Pantone 16-1546, foi nomeada cor do ano pelo reconhecido sistema de correspondência de cores. Descrito como “flutuante, vibrante e efervescente”, prevê-se que este tom marinho domine a indústria do design nos próximos 12 meses.



Desde 1999, a Pantone tem vindo a escolher uma cor para ser tendência no ano que se sucede. O instituto faz sempre um estudo e lança tonalidades que reflectem o momento da sociedade, de acordo com as necessidades e novidades do mercado. Assim, para 2019, este tom laranja-pêssego é adoptado para reavivar as conexões humanas… e reger as tendências.



O novo Pantone escolhido é um tom que surge para reavivar a vida e colocar as pessoas em reflexão à vida marinha e ao problema da poluição dos mares, que vem matando milhares de espécies aquáticas todos os anos. Juntando estes factores, foi lançada a tonalidade de 2019: Living Coral, ou Pantone 16-1546. “Sociável e espirituosa, a natureza envolvente do Pantone 16-1546 Living Coral recebe e encoraja actividades despreocupadas”, defendeu a empresa.



O tom laranja pêssego é tido como “uma tonalidade coral animadora que reafirma a vida, com um tom dourado que energiza e anima com um tom mais suave”. De acordo com a marca, a cor é uma lente equalizadora, através da qual vivenciamos as nossas realidades naturais e digitais, e isso é particularmente verdadeiro para a Living Coral. Com os consumidores, que almejam a interação humana e a conexão social, as qualidades humanizadoras e animadoras demonstradas pelo Pantone Living Coral atingem um tom responsivo”, afirmou Leatrice Eiseman, Diretora Executiva do Pantone Color Institute.



A cor deste ano foi Ultra Violet, enquanto 2017 foi caracterizado por um tom verde chamado Greenery. Agora, Living Coral, a cor Pantone para 2019, é um tom alegre e reconfortante, que nos envolve num caloroso abraço e num senso de otimismo. Vejam as imagens e inspirem-se...












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Das mãos do realizador James Wan chega até nós “Aquaman”, um novo filme de super-heróis da DC, com Jason Momoa no principal papel, repleto de acção e aventura, que explora o deslumbrante e vasto mundo subaquático dos sete mares. O filme começa por revelar a origem da história de Arthur Curry, o rapaz meio-humano e meio-atlante, que irá empreender a viagem da sua vida. Forçado a ver e a ser quem realmente é, Arthur terá de descobrir se é merecedor do título para o qual nasceu - o de Rei. Nesta sua jornada, ele vai contar com Mera, uma guerreira forte e a aliada, desempenhada por Amber Heard. Após uma longa espera, finalmente temos outro grande lançamento da DC neste ano. “Aquaman” veio para dar continuidade ao herói que já conhecêramos graças a “Liga da Justiça”.



A maior parte da acção deste “Aquaman” passa-se debaixo de água. E nem poderia ser diferente, tratando-se de um filme sobre um herói submarino, aliás, anfíbio. Nele, podemos ver Atlântida em toda sua glória, com criaturas marítimas impressionantes e uns cenários a fazer lembrar “Avatar”, tudo passado no fundo do mar. Mas ao contrário do que se possa pensar, a produção pode não ter usado assim tanta água. Na verdade, muito pouca água foi usada durante as gravações do filme, dado ser quase impossível de gravar e de actuar estando submerso. A alternativa foi a de usar inúmeros cabos presos aos actores, o que permitiu que as personagens de Jason Momoa, Amber Heard e todo o núcleo atlante do filme interagisse, lutasse e parecesse estar debaixo de água. Porém, tal também não quer dizer que não usaram água de verdade alguma vez. Em cenas importantes, milhares de galões de água foram usados para fazer passar autenticidade nos cenários, já que a maior parte do ambiente do filme só tem água. De facto, um dos aspectos mais importantes de “Aquaman” é a acção passada baixo de água. Se não fosse convincente o suficiente, o filme inteiro iria – perdoem o trocadilho – por água abaixo. Mas, graças a Deus, nisso o filme não falha nem um bocadinho. Há até quem diga que este é o melhor filme da DC Comics até ao momento.



A personagem Aquaman foi ostracizada por muitos anos. A sua participação na BD, durante décadas, foi limitada a aparições secundárias e a aventuras de pouca importância. Com o passar dos anos, a personagem foi ganhando algum espaço e destaque. E com a nova era da DC no cinema, Zack Snyder transformou o Rei dos Mares, antes loiro e esbelto, num “brutamontes” de cabelos longos vivido pelo falsamente tatuado Jason Momoa. Mas, para quem esperava mais um episódio sombrio e denso, esta nova entrega vem desvirtuar toda a premissa estabelecida nos filmes anteriores do universo DC. “Aquaman” é um caleidoscópio de cores, criaturas fantásticas e uma miríade de luzes. Um desfile de insólitos animais e batalhas subaquáticas. Épico como “Homem de Aço”, mas sem a soturnidade característica dos anteriores filmes de Snyder para a editora. Antes, esta longa-metragem sustenta-se pela identidade e respeito que tem à história da personagem, ainda que seja feito com grandes alterações, a começar pela personagem principal. Inclusive o seu uniforme, esse sim, muito fiel ao original da BD, só surge quase no final.



Quando o “boom” dos filmes de super-heróis teve início, no final dos anos 1990, uma preocupação geral surgia: como é que personagens consagradas seriam personificadas fora das páginas 2D de uma BD, mantendo uma coesão estética num ambiente tão distinto quanto os live-action movies. O primeiro X-Men logo ultrapassou tal situação, abdicando das roupas tradicionais em detrimento de uniformes pretos em couro, bem mais sintonizados com o período. O mesmo aconteceu nos filmes seguintes, até nos casos de trajes icónicos que não poderiam ser ignorados, como o do Homem-Aranha. A proposta, sempre, era torná-los menos burlescos em relação ao que se passava ao redor. Mas com “Aquaman”, James Wan parece ignorar tal regra, implícita também em toda a estética do universo DC até então. O realizador abraça o colorido e o espampanante sem pensar duas vezes, construindo um mundo bem particular, não só apresentando a diversidade de reinos e espécies no fundo do mar como, também, algumas apostas visuais que quase atingem o kitsch, especialmente em relação às naves e algum guarda-roupa…

Por isso, além da excelência visual, o maior trunfo de “Aquaman” é ser ousado o suficiente para apostar numa estética quase pirosa, mas hipnotizante, potencializada pela realização frenética do australiano James Wan. A apresentação do mundo aquático é um verdadeiro deleite para os olhos. Toda a direção artística transmite a sensação de escala épica compatível com a grandeza da mitologia do herói. E, mais do que isso, Wan consegue tornar algumas esquisitices de design numa fantasia nunca antes vista num filme do género – por isso se afirma comummente que “Aquaman” é, possivelmente, o filme de super-heróis mais bonito feito até aqui.



A missão de Wan não era só apresentar-nos o Aquaman, mas toda a mitologia dos Sete Mares, incluindo a história do maior reino deles: Atlântida. Arthur, filho da Rainha Atlanna (Nicole Kidman) com o pescador e faroleiro Thomas Curry (Temuera Morrison), precisa de reaver o trono que é seu por direito para evitar uma guerra entre a superfície e os reinos subaquáticos, que com a aliança do Rei Nereus (Dolph Lundgren), serão comandados pelo seu irmão, Orm (Patrick Wilson). Para tal, conta com também com o apoio do atlante Vulko (William Dafoe).

Momoa entretem-nos como Aquaman, sem dúvida, mas ainda o vemos esforçar-se um pouco com qualquer exigência do argumento que vá para além do seu carisma e músculos. Por seu turno, Patrick Wilson destaca-se com o seu excelente Orm. Este Mestre dos Mares compõe outro êxito do filme, ao lado do Manta Negra vivido por Yayha Abdul Mateen II. O primeiro incorpora a megalomania de um filho que tem o trono negado, enquanto o outro é a personificação da vingança.

Com “Aquaman”, James Wan assina um filme de herói com muitas virtudes e algumas falhas. Tem um visual excelente, ação com escala e bastante tensão, mas peca apenas na altura de criar relações autênticas entre as personagens. Apesar disso, o mundo criado em torno do casal protagonista está muito bem estruturado e possui uma identidade tão particular que tal defeito é logo sobreposto e esquecido. A juntar a isto, temos ainda a coragem de gozar com algum ridículo, ao colocar o herói a falar com os peixes ou a cavalgar um cavalo-marinho gigante, o que vem dar ainda mais crédito ao filme. Consciente da enorme fantasia que nos propõe, “Aquaman” diverte-nos como nenhum outro herói da DC o fez nos últimos anos e assume-se, sem qualquer vergonha, de ser o que é.


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2018 ainda não acabou, mas alguns lendários calendários já começaram a ser lançados. É o caso do Calendário Pirelli, onde o célebre fotógrafo Albert Watson criou uma série de imagens centradas nos sonhos e aspirações de quatro mulheres bem-sucedidas e talentosas.

Acompanhado de um vídeo, em que cada “filme curto”, com modelos conhecidas do cinema, moda e dança, mostra personagens em encruzilhadas significativas das suas vidas. O resultado são 40 belas e cinematográficas imagens tomadas em locações como Miami e Nova Iorque, todas sob o tema “Dreaming”.

As fotografias da 46° edição do icónico calendário foram realizadas a cores e em preto e branco, fazendo uso do formato cinematográfico 16:9, inspiradas pela paixão de Albert Watson pela arte do cinema. O fotógrafo diz que a ideia básica por trás de todo o projecto foi a de contar uma história em quatro “pequenos filmes”. “O que eu queria transmitir eram as esperanças das personagens e a sua forma de pensar no futuro de uma maneira que trouxesse o aspecto de sonho,” defendeu Watson.

O Calendário Pirelli 2019 foi lançado no passado dia 5 de Dezembro, em Milão, e é protagonizado pela atriz Julia Garner como “a fotógrafa botânica”, Astrid Eika como “a modelo”, a atriz e modelo Laetitia Casta como “a pintora”, o bailarino profissional Sergei Polunin como “o namorado da pintora”, a estrela do ballet Misty Copeland como “a bailarina”, o bailarino profissional Calvin Royal III como “o namorado da bailarina”, a modelo Gigi Hadid como “a rica socialite” e Alexander Wang como “o confidente”.

Sob os temas do "empoderamento" feminino e da não “objectificação” do corpo da mulher, a edição de 2019 apresenta várias mulheres que interpretam um conjunto de cenas cinematográficas enquanto protagonistas de histórias mais profundas e não como meros objectos de desejo masculino. No calendário, elas dão vida a uma herdeira que se sente abandonada mesmo com milhares de seguidores, a uma escultora que queria pintar, a uma fotógrafa botânica que só pensa em retratos e a uma stripper que desejava ser bailarina.

Mulheres empenhadas em alcançar os próprios sonhos e objectivos, "com coragem e desafiando a si mesmas". O propósito da Pirelli foi retratar não os corpos, mas sim as vidas e aspirações que as protagonistas interpretam. Mais do que pneus, este seu calendário promove arte. Ora vejam as belíssimas imagens...

Misty Copeland & Calvin Royal III









Laetitia Casta & Sergei Polunin









Julia Garner & Astrid Eika









Gigi Hadid & Alexander Wang










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A convite dos “Retratos Contados”, de Nelson Mateus, tive o privilégio de poder assistir, no Auditório do Casino Estoril, ao espectáculo “White Christmas”. Esta é a nova proposta e produção da Artfeist, que desde 24 de Novembro, se propõe conquistar diferentes gerações de espectadores que nutram um sentimento comum por um elemento essencial das festividades natalícias – o das suas tradicionais canções, num ciclo de representações que se renova de Quinta-Feira a Domingo.

Com encenação de Henrique Feist, “White Christmas” é baseado no musical “Um Canto de Natal”, também da Artfeist que, em 2017, conquistou por esta mesma altura o público no Auditório do Casino Estoril. Em plena quadra natalícia de 2018, este Auditório acolhe, agora, uma curta temporada de representações de “White Christmas”, idealizada para os espectadores partilharem momentos únicos e especiais com familiares e amigos.


De cariz intimista, “White Christmas” convida-nos a reflectir sobre várias questões relacionadas com o Natal. Por exemplo, que a canção “Jingle Bells” nem sequer fora escrita a pensar no Natal, mas sim nas célebres corridas de trenós do séc. XIX, em Massachussets, e que ainda hoje existem, ou que a canção “Stille Nacht” (Noite feliz) acabou por parar a 1ª Guerra Mundial… ou ainda, que existe uma centenar canção de origem portuguesa.

“White Christmas” é, por isso, um espectáculo fantástico, ideal para o público conhecer estas e outras histórias sobre o Natal, ao mesmo tempo que vai recordando as mais belas melodias, no seu idioma original, desta quadra que “teima” em vir todos os anos.

“White Christmas” é mesmo um espectáculo que não devem perder e mais razões há para tal, pois é protagonizado pelo próprio Henrique Feist, acompanhado pela talentosa actriz Mariana Pacheco e pelo duo de vozes masculinas Valter Mira e Diogo Leite. A direcção musical está a cargo de Nuno Feist.

Anotem: de Quinta-Feira a Sábado, a partir das 21:30. Aos Domingos, os espectáculos estão agendados para as 18:00. E não percam tempo, pois “White Christmas” só vai estar em cena até ao Dia de Reis (6 de Janeiro).

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