E começam a chegar os blockbusters da temporada… O MonsterVerse finalmente chegou ao seu ápice com “Godzilla 2: Rei dos Monstros”, que mostra o confronto entre o todo-poderoso Godzilla e o temível monstro de três cabeças Ghidorah, contando ainda com outros Kaijus (nome dado aos dragões, pterodáctilos e outras aberrações gigantes que marcaram o cinema japonês na década de 1960) como Rodan e Mothra no meio de um conflito tamanho. Depois de anos a desenvolver-se o MonsterVerse em “Godzilla” (2014) e “Kong: Ilha da Caveira” (2017), chegou agora a hora dos gigantes tomarem conta das salas de cinema.

Nesta continuação, que se passa cinco anos após o remake de “Godzilla” de 2014 (uma versão americana de 1998 realizada por Roland Emmerich nunca foi levada a sério, nem tida em conta pela própria Toho Film Company Ltd., do original de 1954), os integrantes da agência Monarch precisam lidar com a súbita aparição de vários outros monstros, incluindo Mothra, Rodan e Ghidorah. Enquanto procuram uma aliança com o próprio Godzilla (Gojira, nome original no Japão) com o fim de garantir o equilíbrio do planeta Terra, os humanos acabam por fazer parte de uma grande disputa pelo poder protagonizada por titãs.

De há uns tempos para cá, a tendência em Hollywood tem sido a de criar os chamados “universos partilhados” – um mundo ficcional do qual vários filmes fazem parte, com histórias diferentes, mas que uma vez, ou outra se misturam e se complementam. Uma estratégia que até tem dado certo. Por exemplo, o universo cinematográfico da Marvel tem sido exímio, com os seus 22 filmes. A partir de Homem de Ferro, em 2008, já arrecadou mais de 20 bilhões de dólares. Por outro lado e numa escala menor, o universo de terror iniciado em 2013 por “Invocação do Mal”, do realizador James Wan, também não vai nada mal…



“Godzilla II: Rei dos Monstros”, que estreou em Portugal na passada quinta-feira, é o mais novo filme a integrar um universo deste género. A nova aventura do monstro vem integrar o chamado MonsterVerse, uma iniciativa da Warner Bros. que já conta com “Godzilla” (2014) e “Kong: Ilha da Caveira” (2017). Sim, Godzilla e King Kong coexistem neste mundo, mas já vos adianto mais…

Não há dúvidas de que Godzilla é um dos monstros mais icónicos do cinema, porém “Godzilla II: Rei dos Monstros”, apesar de ser uma sequência, não carrega consigo quase nada do filme anterior de Gareth Edwards, mas sim muito dos elementos introduzidos em “Kong: Ilha da Caveira”, como a função da megacorporação Monarch em identificar e pesquisar os monstros gigantes, chamados de Titãs - que, por sua vez, estão a despertar em todo o mundo e a ameaçar a raça humana. É aí que o Godzilla entra em ação, para a defender.

Com um orçamento de 200 milhões de dólares, Godzilla II possui óptimos efeitos especiais e, claro, lutas renhidas entre os monstros. Paralelamente, existem enredos no núcleo humano do filme, cujo elenco é recheado de bons actores: Vera Farmiga, Ken Watanabe, Sally Hawkins e Millie Bobby-Brown, a enigmática Eleven de “Stranger Things”.

A fotografia resulta um pouco escura e a montagem algo confusa, talvez para tornar as criaturas gigantescas mais fidedignas e reais. Apesar disso, o filme vem prestar uma boa homenagem ao género dos kaijus, e dá detalhes intrigantes sobre a mitologia dos Titãs, que provavelmente poderá vir a ser explorada no futuro. “Godzilla II: Rei dos Monstros” diverte e possui um desfecho que faz jus à grandiosidade da criatura principal. E ainda consegue manter viva a chama da expectativa para o próximo duelo, desta vez com um titã que se encontra na mesma altura e é tão famoso quanto: Kong. Godzilla vs. Kong estreia em 2020, e vem provar que os monstros gigantes, e não apenas os super-heróis, dão “sumo” para um universo partilhado.




Conheçam os monstros: um guia Kaiju para "Godzilla 2: Rei dos Monstros"
Quem viu o trailer mais recente de Godzilla 2 quase que podia sentir a criança interior a se libertar, arranhando a superfície enquanto o trailer passava, ao ver-se o magnífico Ghidorah a lançar-se em direcção a Godzilla num impiedoso impasse. Assim, tendo em consideração que muitos novos fãs de Godzilla e do universo de Kaiju podem não conhecer as histórias por trás de alguns dos novos monstros introduzidos, pensei em ajudar-vos oferecendo apenas um vislumbre dos novos Kaijus.



GHIDORAH
Apesar de ter figurado nos cinemas pela primeira vez em 1964 como o grande inimigo de Godzilla, essa é a primeira vez que o Rei Ghidorah aparece na sua versão mais conhecida, que é o monstro de três cabeças. Contando com uma história de origem espacial, o Titã inicia a trama adormecido na Antártida. Chamado pelos cientistas de "Monstro Zero", ele é maior, mais largo e mais resistente do que o seu antagonista.



RODAN
Mesmo sendo um dos Titãs mais baixos a aparecer no filme, as asas do pteranodonte mutante são mais do que suficientes para conceder-lhe o status de gigante. Conhecido pelas civilizações mais antigas como "Demónio de Fogo", Rodan possui habilidades vulcânicas inigualáveis. O seu esvoaçar é letal. E ele é tão importante que até já teve até o seu próprio filme (assim como Ghidorah), no ano de 1956.



MOTHRA
Após pequenas aparições em diversos filmes da franquia, Mothra, conhecida também como Rainha dos Monstros, é outra criatura que por muito tempo foi objecto de culto pelos povos nativos. Devido à sua rivalidade mortal com Ghidorah, ela costuma ser associada como aliada de Godzilla e, por vezes, como grande defensora da humanidade. Os seus poderes pendem para um lado mais místico, assim como a aparência luminosa das suas asas.



APARIÇÕES EXTRAS
Agora que já falamos a respeito dos principais monstros presentes no filme, é a vez de dar um pouco de espaço àqueles que foram vistos apenas de relance. Durante alguns frames (contados meticulosamente para nos entregar apenas o necessário), é possível reparar a presença de alguns outros Titãs que, provavelmente, farão aparições maiores nos próximos filmes. Alguns deles foram, por exemplo, Kumonga, que tem uma aparência semelhante à de um caranguejo e o dinossauro Anguirus. Mas uma das presenças mais esperadas foi a do afamado Kong, que é visto em momentos extremamente pontuais e rápidos, criando aquela tensão necessária do espectador para o que está por vir no ano de 2020, quando chegar aos cinemas a maior luta da sua história. Para alguns fãs, pode parecer uma vitória certa do Godzilla, por conta dos poderes que nos são apresentados neste seu novo filme. Mas não se pense que a luta será fácil para o Kaiju. Godzilla tem poderes radioativos, etc, porém, quando conhecemos Kong pela primeira vez em A Ilha da Caveira, ele era um adolescente. Talvez ele tenha crescido desde a década de 70… além disso, Kong mais inteligente e como primata que é, ele sabe usar ferramentas. Resultado, ele tem velocidade, agilidade e pode ter um bom tamanho em termos de gigantismo.
Mas, antes de King Kong, Godzilla enfrenta os seus maiores rivais, como Rodan e Rei Ghidorah. Não percam, nos cinemas!

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