Terminei, em novembro passado, a Formação Pedagógica Inicial de Formadores e, olhando para trás, foi muito mais do que “tirar mais um curso”. Foi um exercício de disciplina, superação e, acima de tudo, de consciência sobre a responsabilidade de formar outros. Ainda não tinha tido oportunidade de partilhar esta experiência convosco...

 

 

Escolhi como tema da minha simulação pedagógica “Como Comunicar em Público”. E tal não foi por acaso. A comunicação sempre fez parte da minha vida: nos departamentos de comunicação das empresas por onde passei, na revista, no meu blog, em eventos, reuniões, mas colocá-la num plano estruturado, com objetivos operacionais, metodologias, avaliação e gestão de tempo… ganhou outra dimensão. Transformar experiência em modelo pedagógico exige rigor. E foi isso que aprendi.

 


Trabalhei cada objetivo, cada atividade, cada minuto da sessão. Ajustei tempos. Reformulei objetivos específicos. Percebi, na prática, a importância de definir claramente o que o formando deve saber, saber fazer e saber ser. A avaliação deixou de ser apenas uma formalidade para passar a ser parte integrante do processo. Houve testes, houve plano de sessão, houve análise crítica. E houve exigência.

 

Mas houve também aprendizagem mais concreta sobre mim. Sempre me considerei extrovertido, confortável com pessoas, sociável. E sou-o. No entanto, quando me vi a apresentar conteúdos aos colegas, percebi algo que não esperava com tanta clareza: o nervosismo, mesmo subtil, tornava-me por vezes repetitivo, menos claro, menos objetivo do que imaginava. A ideia estava lá, mas a forma nem sempre acompanhava a intenção. Foi um confronto saudável. Obrigar-me a organizar melhor o discurso, a simplificar, a respirar, a confiar na estrutura que tinha preparado foi talvez uma das maiores aprendizagens práticas do curso.

 

 

Saí com uma nota muito positiva e com um sentimento ainda melhor: o de ter feito o percurso com seriedade e entrega. Não foi perfeito, mas foi honesto. E foi evolutivo. Quero, por isso, deixar um agradecimento especial à Thaiana Barbosa, que conduziu praticamente todo o percurso formativo com exigência, clareza e enorme disponibilidade, desafiando-nos sempre a ir mais longe. À Sónia Diz, que assumiu um dos módulos com igual profissionalismo e competência. E aos meus colegas de curso, pela partilha, pela escuta, pelas apresentações, pelos nervosismos partilhados e pelas aprendizagens cruzadas, porque formar é também isso: crescer em conjunto.



Este curso deu-me mais uma mais-valia real. Não apenas no currículo, mas na forma como organizo ideias, estruturo conteúdos e penso a transmissão de conhecimento. E deu-me também novas valências para explorar uma outra área profissional, complementar às que já desenvolvo. A possibilidade de formar, orientar, partilhar conhecimento de forma estruturada deixou de ser apenas uma hipótese distante e passou a ser um caminho viável.

 

 

Acabar este ciclo, em novembro de 2025, foi fechar um capítulo com orgulho. E abrir outro com ainda mais ferramentas. Às vezes investimos em nós de forma silenciosa. Contudo, esse investimento constrói bases. E eu gosto de sentir que continuo a construir as minhas...

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