Numa época em que a guerra ao plástico é cada vez mais convicta e firme, o Grupo LEGO continua a dar passos de gigante na direcção de um mundo mais sustentável.

O novo set de peças LEGO Ideas “A Casa da Árvore” é um dos maiores sets de sempre da LEGO Ideas e conta com mais de 3000 peças, incluindo 185 elementos de plantas, fabricados com materiais sustentáveis à base de cana-de-açúcar, não só em verde, mas também em amarelo e castanho, para poder ser adaptado à estação do ano.



Este número representa um recorde da marca, que caminha a passos largos para a sua meta de até 2030 usar apenas materiais sustentáveis no fabrico dos seus brinquedos de construção, bem como de usar matérias-primas renováveis nas suas embalagens até 2025.

Desde o lançamento no ano passado das primeiras peças feitas de polietileno à base de plantas, a quantidade de peças sustentáveis tem aumentado nos sets da LEGO. Este novo set LEGO Ideas “A Casa da Árvore” apresenta o maior número de peças sustentáveis até ao momento num set da marca e é um passo importante rumo às ambições ambientais do Grupo LEGO.
Um esconderijo, um ponto de encontro, uma fortaleza ou um local para viver aventuras sem fim com os amigos, as casas das árvores sempre fizeram parte do nosso imaginário infantil e não há criança que não tenha ou não sonhe em ter uma… E agora a LEGO traz essa possibilidade com o novo set LEGO Ideas “A Casa da Árvore”, para todos poderem construir o refúgio de brincadeiras dos seus sonhos.



Tim Brooks, Vice-Presidente da Responsabilidade Ambiental do Grupo LEGO, afirma: “Quando vi pela primeira vez o set fiquei de queixo caído. Não só está incrível em termos visuais, como faz a ligação perfeita com a razão pela qual estamos a investir tanto tempo e esforço na busca por materiais sustentáveis, que é preservar os nossos recursos naturais e cumprir a nossa promessa para com o Planeta. É um passo importante para a nossa ambição de só usar materiais sustentáveis no fabrico das nossas peças.”

Os primeiros elementos sustentáveis apareceram em 2018, começando nas peças botânicas (árvores, folhas e arbustos) criadas a partir de polietileno feito a partir de cana-de-açúcar, que se provou ter as mesmas qualidades do polietileno tradicional, garantindo a qualidade, aspecto e durabilidade das peças. Note-se que os elementos ainda não são biodegradáveis… porque o objectivo é terem a qualidade e durabilidade a que a LEGO habituou desde sempre.



Este “A Casa da Árvore” é, assim, mais um exemplo de como o Grupo LEGO usa a co-criação para motivar a inovação. A ideia foi submetida por Kevin Feeser, de Nancy (França), na plataforma LEGO Ideas, que permite aos fãs partilhar as suas criações LEGO com outros fãs. Se tal vier a receber apoio suficiente da comunidade, pode originar um set LEGO real. Kevin, ao apresentar a sua ideia, juntou neste set as suas duas maiores paixões - as atividades ao ar livre e LEGO.

O novo set LEGO Ideas “A Casa da Árvore” está disponível online, em www.shop.lego.com a partir de amanhã, 1 de Agosto, por 199.99€. A plataforma LEGO Ideas pode ser visitada em www.ideas.lego.com.


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Quem é entendido de restauração de obras sabe da existência de diversas técnicas por trás de grandes obras, assim como o quão difícil é reproduzir o mais fielmente possível as cores originais, materiais e outras incontáveis nuances que transparecem e deixam uma obra restaurada com a aparência que deveria ter: original.

Obras de arte e esculturas muito antigas (entenda-se com milhares de anos) perderam as suas cores originais e, mesmo após muitos estudos e várias horas, senão dias, de testes, é muito difícil chegar às cores exactas da primeira versão, Porém, acontece que quando tal se conseguiu, apercebemo-nos que não se tratam exactamente das cores sóbrias que imaginávamos. Aliás, era tudo um pouco berrante e algo kitsch!



Segundo o site Cliografia - http://www.cliografia.com, que se baseou nos de Harvard, de Tate, The Smithsonian e na Universidade do Colorado (EUA), entre outros, estudantes de arte descobriram padrões perdidos nas antigas estátuas gregas, de forma relativamente simples, usando a iluminação certa, no lugar certo. Essa técnica, denominada "raking light", tem sido usada há anos na análise artística e consiste em posicionar uma lâmpada de forma cuidadosa, de modo que o caminho da luz seja quase paralelo à superfície do objecto, e que, quando usada em pinturas, torna claramente visíveis as pinceladas, assim como sujidade e imperfeições. Em estátuas, o efeito é levemente subtil, pois tintas diferentes envelhecem em diferentes velocidades. Padrões mais elaborados tornam-se, assim, visíveis.

A luz ultravioleta também é usada para distinguir padrões, o que faz com que muitos compostos orgânicos se tornem fluorescentes. Por isso, em estátuas da Grécia antiga, pequenos fragmentos de pigmento que ainda restam na superfície brilham, iluminando padrões mais detalhados. Ainda segundo o Cliografia, depois de ser feito o mapeamento, há a questão de como descobrir quais as cores a serem usadas na reconstituição. Por exemplo, uma série de azuis escuros irão criar um efeito bem diferente do que uma combinação de dourado e rosa. Mesmo se for deixada uma quantidade suficiente de pigmento para que a olho nu se perceba a cor, alguns milhares de anos de idade podem modificar consideravelmente o aspecto de uma estátua. Por conseguinte, não há como saber se a cor vista actualmente tem alguma coisa a ver com a tonalidade original. Mas existe uma solução: as cores podem desvanecer com o tempo, mas os materiais originais (como pigmentos derivados de animais e plantas, pedras partidas ou conchas) ainda possuem a mesma aparência. E isso também pode ser visto pela técnica das luzes.

O infravermelho ajuda a determinar os compostos orgânicos, já os Raios X só param quando encontram algo realmente pesado, como pedras ou minerais. Desta forma, os pesquisadores podem determinar de que cor uma estátua milenar foi pintada. O material obtido teve tal relevo que ganhou uma exposição intitulada "Gods in Color: Painted Sculpture of Classical Antiquity". Vejam, então, algumas destas curiosas restaurações… e não se espantem!


















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Um super-herói de férias na Europa, mas sem qualquer descanso… No Verão, Peter Parker (Tom Holland) e os colegas de liceu resolvem partir de férias para a o continente europeu. Contudo, o prometido descanso não aparece, e Peter dá por si a tentar salvar os companheiros das garras de um vilão…

Este filme surge após os eventos de “Vingadores: Endgame” e o Homem-Aranha vê-se obrigado a dar um passo em frente e a encarar novas ameaças num mundo que mudou para sempre. Peter Parker está numa viagem de duas semanas pela Europa, ao lado de seus amigos, quando é surpreendido pela inesperada visita de Nick Fury (Samuel L. Jackson). A precisar de ajuda para enfrentar os monstros denominados como Elementais, o agente Fury convoca-o para lutar ao lado de Mysterio (Jake Gyllenhaal), um novo herói que afirma ter vindo de uma Terra paralela. Além da nova ameaça, Peter precisa ainda de lidar com a lacuna deixada por Tony Stark, que deixou para si os seus óculos de sol pessoais, com acesso a um especial sistema de inteligência artificial associado à Stark Industries.

Em “Homem-Aranha: Longe de Casa”, Jon Watts aborda Mysterio no que as suas ilusões têm de mais gráfico, e não necessariamente no seu potencial narrativo. E os leitores de BD vão reconhecer, naquele par de cenas do herói aracnídeo encurralado, os quadros claustrofóbicos em fundo todo preto em que o Homem-Aranha fica preso nas vertigens de Mysterio, sufocado por imagens que trazem à tona traumas do inconsciente. Um resultado esperado pelos fãs, e que sabe aproveitar bem o carácter banda-desenhada de situações e de caracterização de personagens.



“Homem-Aranha: Longe de Casa” possui um equilíbrio interessante entre humor, cartoon e empatia. Dos filmes do Universo Marvel, talvez seja um dos que melhor se organiza em torno de um elenco de tipos algo caricatos e em situações que se prestam mais facilmente ao riso fácil do que num episódio do Doutor Estranho ou do Thor. Além disso, este “episódio” encerra a Fase 3 do Universo Cinematográfico Marvel (UCM). Aliás, todo o aparelho do UCM funciona porque parte de um acordo de confiança com o seu público, e nesse sentido “Longe de Casa” faz o seu serviço de forma exemplar: explorando até o limite do bom senso a elegia de Tony Stark e oferecendo enlaces com filmes anteriores e futuros. Este “contrato de confiança” está bem explícito num easter egg/fan service que pode passar despercebido, quando o Homem-Aranha se balança com MJ diante de um edifício na Rua 41 de Manhattan e uma frase aparece escrita: "Mal podemos esperar para mostrar a vocês o que vem a seguir".



Que década para o super-herói aracnídeo... Depois de se consolidar nos cinemas, de uma vez por todas, com Tom Holland no papel principal, a franquia Homem-Aranha acaba de atingir mais um recorde: “Longe de Casa” já é o filme de maior bilheteira na história das adaptações do herói. Com 971 milhões de dólares arrecadados até ao momento, ele passou voando pelo valor, até então, estabelecido em Homem-Aranha 3: 880 milhões de dólares. Com menos de um mês em cartaz, especula-se que o novo ultrapassará facilmente o tão cobiçado bilião, deixando o ano da Marvel ainda mais lucrativo. Se “Longe de Casa” passar realmente da marca de 1 bilião de dólares, tornar-se-á o primeiro filme a solo do Homem-Aranha a alcançar tal patamar.



E para um filme a solo do herói aracnídeo, “Homem-Aranha: Longe de Casa” traz diversos detalhes e pistas do Universo Cinematográfico Marvel, incluindo sobre o seu futuro. Ainda não temos muitos detalhes sobre como a personagem de Tom Holland voltará a ingressar no UCM, e a Fase 4 só foi oficialmente anunciada há pouco, no Comic Com de San diego (EUA), mas há o tal pormenor que mencionei anteriormente: durante a cena pós-créditos de “Longe de Casa”, antes de prestar atenção no ecrã de notícias que acaba divulgando a sua identidade secreta ao público, ele pára em frente a um canteiro de obras. Lá, está a tal placa com a frase “Mal podemos esperar para mostrar o que vem a seguir”. O mais interessante é que a frase ainda traz os números 1,2 e 3, mas com o círculo onde o 4 viria com um ponto de interrogação…

Isso seria apenas um detalhe inofensivo, se o número 4 não significasse tanta coisa para o UCM. Por um lado, a Fase 4. O painel da Marvel Studios na San Diego Comic-Con do passado dia 20 de Julho, já anunciou a Viúva Negra, o novo Thor e Os Eternos, mas aquele sinal com um 4 certamente refere-se à Primeira Família da Marvel. Com a compra da Fox pela Disney, é apenas uma questão de tempo para que o Quarteto Fantástico se junte ao UCM, e essa pode ser a primeira pista de que Reed Richards, Sue Storm, Johnny Storm e Ben Grimm possam estar a chegar…

Mas depois de “Homem-Aranha: Longe de Casa”, nós ficamos com uma sensação de que realmente mal podemos esperar para ver o que a Marvel nos vai trazer…


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“The Eagle has landed!” ("A Águia aterrou"). Foi com esta frase que os astronautas Neil Armstrong, Edwin "Buzz" Aldrin e Michael Collins anunciaram a chegada do primeiro veículo espacial tripulado à Lua. Quando a bota de Neil Armstrong pisou, pela primeira vez o solo lunar, a 20 de Julho de 1969, o feito foi celebrado em todo o mundo como um grande triunfo para a Humanidade. Passaram 50 anos sobre este grande acontecimento, transmitido pela televisão para cerca de 500 milhões de pessoas.


O módulo lunar (LEM), conhecido como Eagle, pousou no satélite terrestre no dia 20 de julho de 1969 às 20h17 GMT, embora alguns documentos da NASA indiquem que tal aconteceu um minuto depois, às 20h18 GMT. Pouco mais de seis horas depois, às 02h56 GMT, o comandante da missão Apollo 11, Armstrong, falecido em 2012, colocou o pé esquerdo na superfície lunar e pronunciou a frase pela qual sempre será lembrado: “Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade”. Edwin “Buzz” Aldrin, de 89 anos, dissera: “Em retrospectiva, chegar à Lua não era só o nosso trabalho, era uma oportunidade histórica para mostrar ao mundo o espírito positivo dos Estados Unidos”, antes de subir num avião com destino ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida, de onde levantou vôo a 16 de Julho de 1969. “O dia de hoje pertence a vocês”, acrescentou.

Neil Armstrong

A NASA estava a preparar-se para este 50º aniversário há semanas, com inúmeras exposições e eventos nos centros espaciais da Flórida (Kennedy) e Houston, Texas (Johnson). E no dia em que se cumpriram 50 anos, o vice-presidente americano, Mike Pence, proferiu um discurso no Centro Kennedy, em Cabo Canaveral, o mesmo lugar de onde saíram Armstrong, Aldrin e Michael Collins rumo à Lua. “Hoje, a nossa nação homenageia três astronautas corajosos”, declarou Pence, ao lado de Aldrin. “Apollo 11 é o único evento do século XX que tem uma possibilidade de ser amplamente recordado no século XXX”, concluiu.


Tais festejos reanimaram o debate público sobre o projecto actual da agência espacial, chamado Artemis, para regressar à Lua em 2024. Porém, o futuro de Artemis – baptizado em homenagem à deusa grega, irmã gémea de Apollo – dependerá da vontade do Congresso norte-americano para aumentar o orçamento da NASA de cerca de 21 bilhões de dólares por ano, algo que parece pouco provável. Muitos especialistas, incluindo alguns dentro da NASA, consideram que será impossível voltar à Lua antes de 2024, pois tanto o foguetão como a cápsula para a tripulação e a estação orbital, elementos-chave da missão, sofreram atrasos e falta ainda muito para que estejam prontos. Desde o fim do programa Apollo, que pousou a última dupla de astronautas no satélite em Dezembro de 1972, vários presidentes anunciaram o relançamento do programa espacial americano. Mas a brecha entre as ambições e a realidade orçamental tem vindo a condenar esses projectos…


Porém, o CEO da SpaceX, Elon Musk, afirmou à revista Time que acredita que será possível aterrar na Lua nos próximos dois anos, em 2021. “Vai soar uma loucura, mas acredito que podemos aterrar na Lua em menos de dois anos. Certamente com um veículo sem tripulação, acredito que podemos aterrar na Lua em 2021. Por isso, talvez dentro de um ou dois anos depois podemos enviar uma tripulação. Diria que quatro anos na pior das hipóteses”, afirmou Musk. Esta missão referida por Musk será levada a cabo não pelo Falcon 9, mas pelo novo foguetão da SpaceX, o Starship. A nave tem sido testada ao longo dos últimos meses pela equipa de engenheiros, mas a maior "pedra no sapato" de Musk parece mesmo ser a NASA, agência especial que aparentemente não se deixa convencer pela capacidade da SpaceX de ir à Lua.


E por cá, como é que os portugueses viveram a aventura da Apollo 11 em 1969? Há 50 anos, a madrugada de segunda-feira, 21 de julho, foi diferente. Eram cerca das quatro horas da manhã em Lisboa quando as primeiras imagens começaram a ser emitidas. Excitação e hesitação, algum receio, uma boa dose de dúvida e, até, alguma histeria. A viagem de julho de 1969, que culminaria com os primeiros passos do Homem no satélite natural da Terra, gerou um turbilhão de emoções à volta do mundo, Portugal incluído. Portugal não só assistiu, como também empreendeu a viagem, pois até deixou uma recordação em solo lunar. A bandeira portuguesa foi uma das 136 que viajaram a bordo da Apollo 11, anunciava o jornal “Diário de Notícias” a 16 de Julho.

Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins foram os protagonistas da primeira aterragem com sucesso na Lua, um momento transmitido em direito na televisão e contou com uma audiência de mais de 530 milhões de pessoas em todo o mundo. Para marcar a presença do homem na Lua, foi deixada uma bandeira norte-americana e uma placa em que se pode ler "Aqui, Homens do Planeta Terra colocaram os pés na Lua pela primeira vez. Viemos em paz em nome da humanidade" e três medalhas em homenagem à tripulação da primeira missão lunar, a Apollo 1, que morreu num teste de lançamento.

Tripulação da missão Apollo 12. Da esquerda para a direita, Charles Conrad, Comandante; Richard F. Gordon Jr., Piloto do Módulo de Comando; e Alan Bean, Piloto do Módulo Lunar

Desde então, apenas 12 homens já pisaram a Lua. Depois de Neil Armstrong, só mais 11 tiveram esse privilégio. Buzz Aldrin foi o segundo homem a pisar a Lua, nove minutos depois de Neil Armstrong. Obra do destino, ou pura coincidência, o nome da mãe de Buzz era Marion Moon (Lua). A Apollo 12 foi a segunda missão a pousar na superfície lunar e a primeira a fazer uma aterragem de precisão num ponto predeterminado do satélite da Terra, no Oceano das Tormentas. Os astronautas Charles Pete Conrad e Alan Bean estiveram 31 horas na Lua e trouxeram para a Terra registos fotográficos, rochas, amostras de solo e partes da Surveyor 3 - uma sonda não tripulada enviada dois anos antes - para estudos dos efeitos da permanência na Lua no material do objecto. Charles Conrad foi o terceiro Homem a pisar a Lua, mas o seu percurso até esse momento não foi fácil. Alan Bean foi o piloto do Módulo Lunar da missão Apollo 12 e o quarto homem a pisar a superfície lunar.

Tripulação da missão Apollo 14. Da esquerda para a direita Stuart A. Roosa, Piloto do Módulo de Comando; Alan Shepard, Comandante; e Edgar Mitchell, Piloto do Módulo Lunar

A missão Apollo 14, a terceira a pousar na Lua e a primeira a ser transmitida a cores na televisão, saiu da Terra no dia 31 de Janeiro de 1971 com os astronautas Alan Shepard, o Comandante, Edgar Mitchell, Piloto do Módulo Lunar, e Stuart Roosa, Piloto do Módulo de Comando. A missão tinha como objectivo pousar na região Fra Mauro, local designado para a aterragem da Apollo 13 que, devido a uma explosão de um dos tanques do oxigénio da nave, não chegou a aterrar na Lua. Alan Shepard e Edgar Mitchell não foram os primeiros astronautas a chegar à superfície lunar, mas a sua viagem ficou marcada por vários feitos: a maior distância até então percorrida na Lua e o maior tempo de permanência na superfície (33 horas) registaram-se no seu "mandato" e, apesar de só se ter descoberto em Janeiro de 2019, a tripulação da Apollo 14 foi responsável por trazer da Lua a rocha mais antiga da Terra. E na missão em que, pela primeira vez, se subiu a pé uma colina na Lua, os astronautas deixaram uma placa em homenagem à missão Apollo 13 que dizia "Here Men from the Planet Earth put the third time foot on the Moon, January 1971 A.D. What does the future guide the paths of mankind"(Aqui, os homens do Planeta Terra colocaram pela terceira vez os pés na Lua, Janeiro de 1971. Que o futuro guie os caminhos da Humanidade). Alan Shepard foi o quinto homem a pisar a Lua, ao lado do taco de golfe utilizado no satélite. Por seu turno, Edgar Mitchell tornou-se o sexto homem a pisar a Lua.

Apollo 15. Da esquerda para a direita: David Scott, Comandante; Alfred Worden, Piloto do Módulo de Comando; James Irwin, Piloto do Módulo Lunar

A missão Apollo 15 foi lançada a 26 de Julho de 1971 e terminou 12 dias depois, a 7 de Agosto, com a exploração lunar a ocorrer entre os dias 30 de Julho e 2 de Agosto na região lunar Hadley-Apennine. Os astronautas escolhidos para esta missão foram David R. Scott, o Comandante, James B. Irwin, o Piloto do Módulo Lunar, e Alfred M. Worden, o Piloto do Módulo de Comando. A Apollo 15 também ficou na história pela utilização do primeiro Jipe Lunar (ou Rover Lunar), que permitiu aos astronautas explorar áreas mais distantes da zona onde se encontrava o módulo lunar Falcon. No total, Scott e Irwin percorreram cerca de 28 km da superfície lunar no Rover e passaram mais de 18 hora a explorar fora do módulo lunar. Além da utilização do primeiro Rover Lunar, a equipa encontrou uma das rochas mais famosas do programa de missões Apollo, a Genesis Rock, com cerca de 4,5 mil milhões de anos. David Scott foi, assim, o sétimo homem a pisar a Lua e James Irwin, o oitavo homem a pisar solo lunar.

Tripulação da Apollo 16. Da esquerda para a direita: Thomas K. Mattingly II,Piloto do Módulo de Comando; John W. Young, Comandante; e Charles M. Duke Jr., Piloto do Módulo Lunar

A Apollo 16 foi a penúltima missão do programa a levar astronautas à superfície lunar e a primeira a aterrar numa região montanhosa da Lua. A missão, lançada a 16 de Abril de 1972, levou à Lua os astronautas John Young, enquanto Comandante, Charles Duke, Piloto do Módulo Lunar Orion, e Thomas Mattingly, responsável pelo Módulo de Comando. No dia 21 de Abril, o módulo lunar Orion aterrou na região montanhosa Descartes. Os astronautas estiveram 71 horas na superfície lunar e aproximadamente 20 horas fora do módulo lunar a recolher informações com o Rover Lunar, que percorreu 27 km, um pouco menos do que na missão Apollo 15. John Young tornou-se no nono homem a pisar a Lua e Charles Duke foi o décimo homem a pisar a superfície lunar, embora tenha acompanhado os passos dos primeiros homens no satélite.

Tripulação da Apollo 17. Schmitt, Evans e Cernan num Rover Lunar

De 11 a 14 de Dezembro de 1972, a Apollo 17 levou os 11º (Eugene Cernan) e 12º (Harrison Schmitt) homens à superfície da Lua, marcando o fim do programa Apollo, sendo a missão que mais tempo permaneceu na superfície lunar. A tripulação da Apollo 17 foi composta por Eugene Cernan, o Comandante, Ronald Evans, o Piloto do Módulo de Comando, e Harrison Schmitt, o Piloto do Módulo Lunar e único geólogo a ir à Lua. Cernan e Schmitt aterraram o módulo lunar Challenger, no vale Taurus-Littrow, uma região geologicamente muito relevante e no centro da qual se podiam ver inúmeras crateras escuras, provavelmente produzidas por material vulcânico. Nesta última missão à Lua, foram recolhidos 115 kg de amostras do solo lunar e percorridos 35 km da superfície do satélite. Eugene Cernan deixou a sua marca na história com três missões notáveis ao espaço: piloto da missão Gemini IX, do Módulo Lunar da Apollo 10 e Comandante da Apollo 17, Ceranan foi o décimo primeiro homem a chegar à Lua e o último a pisá-la (foi o último a subir ao módulo lunar Challanger).


Portanto, a última vez que o homem pisou a Lua foi há 47 anos, mas as pegadas do homem permanecem imortalizadas na superfície do satélite da Terra.

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J. Scott Campbell criou versões inusitadas das princesas da Disney. Conhecidas por serem graciosas, inocentes e puras, as personagens adquiriram um visual sedutor e sexy nas mãos deste artista.

J. Scott Campell é, sobretudo, um artista dedicado ao mundo dos comics. Já trabalhou para as editoras Wildstorm/DC e Marvel. Ele também é conhecido como o homem por trás do título Danger Girl. Ele já trabalhou em muitos projectos não só para a Image Comics, tendo sido responsável por, entre vários títulos, de Spawn e Witchblade, mas também noutras editoras, incluindo os traços de Thundercats. Algumas das suas influências incluem Jim Lee, Todd McFarlane, Michael Ouro e Art Adams.

São conhecidas, sobretudo, as suas obras sobre Spiderman e as suas pin-ups e capas são lendárias. A sua versão das personagens femininas da Disney, na série “Fairy Tale Fantasy” mostra as Princesas de uma forma mais madura e sensual, o que resultou até em um calendário. Nessa série algumas personagens até ganharam mais de uma versão... ora vejam a sensualidade que J. Scott Campell lhes incutiu.




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Este é o terceiro filme do fenómeno global “Annabelle”, que conta a história da infame e sinistra boneca pertencente ao Universo “The Conjuring”.

Determinados a evitar que Annabelle cause mais danos, os demonologistas e investigadores de fenómenos paranormais, Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga), decidem trancar a boneca possuída na sala de artefactos de sua casa, colocando-a “em segurança” dentro de uma vitrina benzida pelo Padre Gordon (Steve Coulter). Quando os Warren deixam a sua casa durante um fim-de-semana, a filha de dez anos do casal, a pequena Judy (McKenna Grace), é deixada aos cuidados da sua babysitter Mary (Madison Iseman). Porém, quando Daniela (Katie Sarife), uma amiga da babysitter de Judy entra no quarto proibido, a boneca desperta, assim como todos os espíritos malignos presentes no local. E uma noite profana de terror vai acontecer, pois Annabelle e os aterrorizantes espíritos da sala, aproveitando que os investigadores paranormais estão fora de jogo, voltam-se para novos alvos - a filha dos Warren e as suas amigas.



Boa parte da razão pela qual o universo “The Conjuring” se tem vindo a sustentar tão bem não reside apenas na produção de um bom terror que distribui entretenimento entre sustos bem construídos, mas também por conta do aproveitamento das entidades que nos vão sendo apresentadas através do casal Lorraine e Ed Warren. E de entre todas as que já vimos, passando pela Freira e a Mulher que Chora, é Annabelle quem mais se destaca – especialmente pelo facto de ela ser um veículo para outros espíritos poderem entrar no nosso mundo. Já no seu terceiro filme (ultrapassando até os próprios filmes de “The Conjuring”), a boneca maligna retorna, desta vez para uma história que pouco fala sobre si, servindo-nos uma atmosfera sombria, muitos sustos e algumas entidades para nos meterem medo no seu lugar.



O diferencial e interessante neste terceiro capítulo vem-nos de alguém inesperado - a pequena Judy. O facto da filha de Lorraine e Ed também ser médium resulta bem na história, e a clareza para com o seu "dom" e o discernimento com que lida com a fama dos pais não só é aliciante de ver como também dá um ar maduro à personagem, sem nunca sair do tom. Por isso, a mais nova do trio feminino é justamente a mais coerente e corajosa, sendo também o polo mais firme quando o terror se instaura no seu lar. Daniela, responsável por iniciar todo o caos ao tentar invocar a alma do seu pai na sala de artefactos dos demonologistas, é também uma personagem de peso.



Passando-se na década de 70, o ambiente do filme aproxima-se de filmes de terror de décadas passadas por se passar basicamente num único local e usufruir do mesmo ambiente para criar todo o suspense. Sendo o local o palco para as criaturas libertadas terem o seu momento, basicamente um ou dois espíritos são apresentados mais a fundo e têm a oportunidade de efectivamente aterrorizar. Annabelle, como sempre, assusta mais do que todos, mesmo tendo um papel quase secundário.



O enredo vai ao limite para se contextualizar na cronologia, passando-se após o primeiro filme principal e Annabelle (2014), mas situa-se antes do segundo “The Conjuring” (2016). O realizador Gary Dauberman – que também escreveu o argumento – segue, em partes, o estilo que James Wan caracterizou e tornou a franquia tão elogiada. Dauberman – tendo tido “It: A Coisa” como o seu primeiro trabalho no comando - usa a simplicidade narrativa para desenvolver a tensão com cuidado. O resultado é um filme de terror puro, mais sóbrio, com atenção especial para a construção de uma atmosfera de medo, o que compensa a previsibilidade da fórmula da série e que nos deixa em constante estado de alerta. Cria um clima muito mais pesado do que qualquer um dos seus antecessores.



Por isso, “Annabelle 3” pode bem ser o melhor derivado do universo “The Conjuring”. E é sempre bom ver a dupla Patrick Wilson (Ed Warren) e Vera Farmiga (Lorraine Warren) novamente de volta. Nesse sentido, o futuro próximo parece ser bastante animador: Wilson e Farmiga já estão a filmar “The Conjuring 3”. Até lá, temos este belo episódio da boneca com sede de almas…



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