Sim, imaginem Cinderela como Emma Frost, Yasmin como Mística, Ariel como Jean Grey... As princesas da Disney são sempre donzelas indefesas que precisam de ser salvas por um galante rapaz, seja ele príncipe, guerreiro ou até ladrão. Claro que existem excepções como Mulan e Merida, que arrasam na questão do “girl power”, ou até mesmo Alice, que só é considerada “princesa” por ser a protagonista do seu filme.

Entretanto, com a iminente chegada aos cinemas de “X-Men: Apocalipse”, o artista Diego Gomez decidiu mudar esse status de donzelas indefesas e imaginou como seria se as principais personagens dos filmes da Disney tivessem super-poderes e fossem mutantes membros dos X-Men.

Assim, Diego transformou protagonistas como Cinderela, Pocahontas, Yasmin e Branca-de-Neve em mutantes icónicas como Emma Frost, Psylocke, Mística e Jubileu, entre outras. Portanto, já temos visto as princesas da Disney de várias maneiras, mas agora a coisa é diferente, pois nunca ninguém as tinha interpretado como integrantes dos X-Men. Sempre giro de se ver. Ora espreitem…

Tiana, de "A Princesa e o Sapo", como Tempestade

Branca-de-Neve como Jubileu

Belle, de "A Bela e o Monstro", como Lince Negra

Cinderela como Emma Frost

Mulan como X-23

Alice como Magik

Aurora, de "A Bela Adormecida", como Cristal

Merida, de "Brave", como Vampira

Ariel, de "A Pequena Sereia", como Jean Grey/Fénix

Pocahontas como Psylocke

Yasmin, de "Aladdin", como Mística

Rapunzel, de "Entrelaçados", como Polaris

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E pode abrir já em 2017! A Associação Museu da Publicidade (AMUSP), dirigida por João Monsanto, tem vindo a dinamizar a criação de um Museu da Publicidade. A parte física do museu físico pode vir a ser inaugurada já no próximo ano, numa localidade que, para já, os responsáveis preferem não divulgar, por se encontrar em processo de negociação do espaço com um município, igualmente não revelado.

O projecto está a ser cuidadosamente pensado para que seja uma referência nacional e internacional, não só pelos conteúdos, mas também pela forma arquitectónica, que irá contar com uma forte componente tecnológica, “nomeadamente na área da realidade aumentada”, adianta João Monsanto, também presidente da agência de publicidade «Laranja Mecânica».

O espólio inclui originais dos poetas Fernando Pessoa e Ary dos Santos, aquando das suas passagens pela publicidade, autocarros de dois andares com anúncios nos jardins e até estúdios que vão permitir aos futuros visitantes vestirem a pele de personagens marcantes em anúncios históricos.
A intenção de criar um museu surgiu da necessidade de defender um património histórico e cultural. Um património físico e humano. A ideia do Museu da Publicidade foi apresentada há mais de dois anos a um conjunto de publicitários, que desde logo a abraçaram. A partir de então, constituiu-se a AMUSP e depois passou-se à definição do projecto e ao estabelecimento de contactos para a sua viabilidade.

O Museu será exclusivamente dedicado à publicidade produzida em Portugal. Contudo, compreensível e atractivo para qualquer cidadão internacional que o queira visitar. Será fácil perceber que se trata de publicidade portuguesa, mas não necessariamente produzida para marcas portuguesas.
Eu, que adoro publicidade, estou ansioso… Podem seguir (e apoiar) toda a evolução na página de Facebook do Museu.


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Nunca se pensou que Hollywood viesse a encontrar uma forma “original” de fazer render a mundialmente conhecida história da Branca de Neve, após o “Branca de Neve e o Caçador” ((realizado, em 2012, por Rupert Sanders). Contudo, os produtores encontraram pretextos suficientes e até “convincentes” para dar continuidade ao particular universo de fantasia, com este “O Caçador e a Rainha do Gelo”. Mas, convenhamos, sem o mesmo “brilho” do anterior… Talvez por não se ver a própria da Branca de Neve (há quem diga que Kristen Stewart não faz falta, mas é tudo uma questão de argumento… e de contrato).

Quanto à história, Freya é a irmã boazinha da toda poderosa Ravenna, a Rainha má. Depois de passar por um episódio traumatizante, ela desperta para os poderes mágicos e decide isolar-se. Longe da irmã, ela edifica o seu próprio reinado para se tornar a Rainha do Gelo. Aí, Freya, capaz de converter em gelo qualquer inimigo, passa a recrutar crianças para compor o seu exército, sob duas condições: jurarem-lhe obediência e que abdicarem de qualquer forma de amor. Contudo, dois dos petizes mais hábeis e talentosos para o combate, Eric e Sarah, crescem e acabam por se apaixonar. Quando Freya percebe que fora “traída”, decide separar os dois para acabar com o seu amor. Paralelamente, o espelho mágico é dado como desaparecido. E vai ser preciso impedir, a todo o custo, que o objeto caia nas mãos da nova rainha… que procura nele mais poder para lutar contra o amor e a amizade que ainda permanece nos corações dos seres humanos e de alguns dos seus próprios guerreiros e subjugar a Terra Encantada ao poder das trevas.

Com a estreia na realização de Cedric Nicolas-Troyan, o filme "O Caçador e a Rainha do Gelo" tem um forte elenco, com Chris Hemsworth, Charlize Theron, Nick Frost e Sam Claflin a darem vida às mesmas personagens do filme anterior e juntando-se a eles os actores Emily Blunt, Rob Brydon e Jessica Chastain. Emily Blunt está muito convincente no dúbio papel de Freya. Já Jessica Chastain apresenta-se “durona” e rufia, toda uma heroína num universo de fantasia. Hemsworth está óptimo no seu Caçador e Charlize Theron, para além de magnífica, relembra (principalmente neste seu registo "vilanesco") porque é uma das melhores actrizes da sua geração.

Com grandes e belos efeitos especiais, com uma surpresa ou outra, a história apresenta coerência, dentro do objectivo de fantasiar e entreter no meio de um enredo original largamente disseminado. Historicamente, não se trata de uma "prequela", dado que há um salto na cronologia, que engloba o filme de 2012. Ou seja, “The Huntsman: Winter's War” (no original) começa como uma "prequela", sim, passando-se antes de "A Branca de Neve e o Caçador", mas depois avança para um tempo posterior aos acontecimentos da primeira produção. Bom entretenimento visual, sobretudo. A ver, nos cinemas!


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O dia 23 de Abril é tido com a data de nascimento da famosa Vespa: foi nesse dia, em 1946, que Enrico Piaggio registou a patente da sua criação, transformada num símbolo da design da Itália e da cultura retro.

Tal efeméride vai ser assinalada pelo grupo italiano Piaggio com o lançamento de uma série comemorativa de modelos da Vespa. Para marcar o aniversário de 70 anos da sua criação mais famosa e um dos mais glamourosos ícones da estrada, será lançada com uma fornada de scooters exclusivas, que incluirá os modelos comemorativos da Vespa Primavera e da intemporal PX.

Batizada de Settantesimo, a série do aniversário de 70 anos deve chegar ao mercado no início de maio, nas cores azul ou cinza. Uma marca registrada da edição comemorativa será o logo Vespa Settantesimo 70° impresso no assento e no porta-luvas. A Piaggio criou ainda uma bolsa de couro castanha especial, elaborada no mesmo couro do assento, para ser fixada sobre o bagageiro cromado destes modelos.
Com o passar dos anos, a Vespa consolidou-se como um autêntico símbolo do design inovador italiano, não deixando de permanecer como atual e relevante. A mota, nos dias de hoje, é um clássico que remete à cultura retro, mas que ainda mantém elementos extremamente cativantes de luxo e estilo.

Eddie Murphy, Nicole Kidman, John Wayne e o ator espanhol Antonio Banderas são alguns dos fãs confessos da clássica Vespa. Mas não são apenas as personalidades do mundo do cinema que admiram este modelo, o próprio cinema já utilizou as curvas sedutoras da Vespa para criar algumas das suas produções. E até mesmo outras artes já se inspiraram na célebre mota italiana.

Transformada com o tempo em objecto de culto, a Vespa passou de 58 mil unidades produzidas em 2004 para 170 mil no ano passado. Graças ao status de lenda adquirido, a Piaggio pode dar-se ao luxo de cobrar preços mais elevados do que as concorrentes... Para que tenham uma ideia, desde 1946, cerca de 18 milhões de scooters Vespa foram vendidas no mundo. Alguns modelos antigos são disputados como relíquias, demonstrando a fama do modelo e a paixão que esta scooter desperta nos quatro cantos do mundo.


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É sabido que em qualquer conto de fadas ou histórias de princesas, nunca deve faltar um príncipe. Por se tratar de histórias que apelam, sobretudo, às crianças, os príncipes aparecem sempre com uma aparência demasiado jovem.

Contudo, as barbas masculinas estão definitivamente na moda. Por isso, uma questão se levanta: quão diferentes os príncipes de Disney ficariam se tivessem barba? Eis aqui algumas provas de que a barba consegue transformar qualquer príncipe num homem a sério. Vejam, então, 10 Príncipes da Disney como se tivessem deixado crescer a barba...

Príncipe Naveen, de "A Princesa e o Sapo"


Príncipe Eric, de "A Pequena Sereia"


Lee Zhang,de "Mulan"


John Smith, de "Pocahontas"


Príncipe Encantado, de "Cinderela"


Príncipe Felipe, de "A Bela Adormecida"


Príncipe Adam, de "A Bela e o Monstro"


Flynn Rider, de "Entrelaçados"


O Príncipe, de "Branca de Neve e os Sete Anões"


Aladino, de "Aladino"


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Hoje assinala-se o Dia Internacional do planeta Terra, um dia que, infelizmente, continua a passar despercebido para a maioria… São tantos os problemas políticos e socio-económicos na atualidade que poucos pensam realmente no nosso planeta. E até a constante informação sobre as iminentes ameaças ao ambiente como resultado do desenvolvimento insustentável que vivemos parece não assustar ninguém. Percebo, pois a Terra continua a providenciar-nos água, alimento e outros recursos.

Mas atentem! Os termómetros estão a bater recordes este ano. As temperaturas em Janeiro, Fevereiro e Março superaram as registadas em 2015 nos mesmos meses. Cada vez mais, começa a ser difícil ignorar o aquecimento global.

Ora, o Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos naturais da Terra e sua manutenção, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis. O objectivo principal da data é consciencializar os habitantes do nosso planeta sobre a importância e a necessidade da conservação dos recursos naturais do mundo.

O Dia da Terra foi criado pelo senador americano Gaylord Nelson, a 22 de Abril de 1970, tendo o político convocado o que foi considerado o primeiro protesto contra a poluição. De acordo com dados divulgados na época, mais de 20 milhões de pessoas participaram no acto em todos os E.U.A. Foi adoptado internacionalmente em 1990, e desde então é festejado a cada 22 de Abril. Hoje, o Dia da Terra é celebrado em mais de 190 países, com a participação de cerca de 1 bilhão de pessoas.

Para mantermos o equilíbrio do planeta é preciso tomarmos consciência da sua importância, a começar pelas crianças. Não se pode acabar com os recursos naturais, essenciais para a vida humana, pois não há como os repor... Só no último século, a temperatura da Terra aumentou em 0,7 graus centígrados. Parece pouco, mas esse aquecimento já está a alterar o clima em todo o planeta. E o homem é o principal responsável por este problema. Por isso, é imperioso encontrar soluções urgentes para evitar grandes catástrofes.~

Felizmente, alguns passos vão sendo dados. Por exemplo, o "Acordo de Paris" é assinado hoje, Dia da Terra. A assinatura do acordo sobre a redução das emissões de gases com efeito de estufa obtido a 12 de Dezembro de 2015, depois de difíceis negociações entre 195 países e União Europeia, decorre na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Com o objectivo de entrada em vigor em 2020, contudo, o acordo só se concretiza quando 55 Estados responsáveis por, pelo menos, 55% das emissões de gases com efeito de estufa o ratificarem…

Temos de fazer mais! Todos somos responsáveis. Cada um deve fazer a sua parte!

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Que inspirador, que boa surpresa... O filme britânico “Eddie, a Águia” conta-nos o fantástico e improvável percurso de Michael Edwards, o primeiro britânico a competir na categoria saltos de esqui nos Jogos Olímpicos.

Michael Edwards, nascido em Inglaterra, a 5 de Dezembro de 1963, provinha de uma família modesta. Mas desde muito novo, sempre acalentou o sonho de participar nos Jogos Olímpicos. E apesar de todas as contrariedades – desde um problema na visão que o obrigava a usar óculos muito graduados, ao facto de não ter ninguém que o apoiasse financeiramente - a paixão de Eddie (interpretado por Taron Egerton) fez com que, ao longo da sua vida, tentasse vários tipos de desporto. Até que, após uma tentativa falhada em se qualificar para a equipa de esqui dos XV Jogos Olímpicos de Inverno, percebeu que a Grã-Bretanha não possuía uma equipa na categoria de salto sobre esqui… Na sua ânsia de ser alguém no evento máximo do desporto, eis que descobre a sua grande oportunidade de brilhar. Sozinho, impossível. Mas para o ajudar, acaba por ter ao seu lado Bronson Peary (Hugh Jackman), um ex-campeão que fez furor durante a década de 1960 mas que fora expulso devido a vários problemas de disciplina. Juntos, eles vão perceber que, para os que possuem um verdadeiro espírito desportista, nada é impossível…

Contra tudo e todos, enfrentando diversas limitações, não só por ser iniciante na prática, mas também os olhares dos colegas de competição e a má vontade e descrença do comitê olímpico inglês, Eddie “The Eagle” consegue qualificar-se para ir participar nos Jogos Olímpicos de Calgary, no Canadá, em 1988, e acaba por nos passar um dos exemplos que faz jus a uma das mensagens mais honestas do espírito olímpico defendido pelo Barão de Coubertin, fundador dos Jogos da era moderna – “"O importante não é vencer, mas competir. E com dignidade".

Ainda que os factos reais sejam suficientemente surpreendentes, o filme toma algumas liberdades para dar mais cor à vida do inexperiente atleta. Este semiamador que acabou por atrair grande parte dos holofotes dessa edição dos jogos Olímpicos de Inverno. Eddie, a águia, acabou por conseguir o que queria: competiu e não caiu.
A reconstrução da época está fabulosa. Nos fatos desportivos, nos óculos, penteados, tudo merece elogios. E a banda sonora ajuda e remete-nos para os finais dos anos 1980,incluindo teclados e sintetizadores, uma herança do início da década, mas que ainda estavam em voga quando Eddie conquistou o mundo do Desporto. Desde Vangelis a canções de Van Halen a Hall &Oates.

Quanto ao Eddie, ainda vivo, o mesmo disse: “tinha receio que fizessem de mim uma espécie de super-herói ou ainda pior, uma espécie de palhaço. Mas quando vi o filme pela primeira vez fiquei impressionado. Fizeram um trabalho incrível. Conservaram o espírito da história. A forma como a minha vida é retratada é mais verdadeira do que eu podia imaginar no início”.

E é com a força de vontade deste “nosso” herói e o choque de personalidade com o seu treinador que “Eddie, a Águia” nos conquista. A história de superação é cativante e inspiradora. Não percam!

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Que experiência! Na passada semana, os cinemas do Fórum Almada foram o palco escolhido pela NOS para inaugurar a segunda sala 4DX do país, depois do GaiaShopping. Toda uma nova forma de ver e sentir o cinema. Equipada com tecnologia 4DX, passamos a poder usufruir de uma “experiência sensorial” única.

O motivo era o filme “10 Cloverfield Lane”, que fez ali a sua ante-estreia. Eu lá fui, a convite da NOS, e pude rever amigos como a Isabel Figueira, a Oceana Basílio, o Quimbé, entre outros, pois foram muitos os convidados a assistir, no dia 6 de abril, ao novo filme de J.J. Abrams. Juntos, pudemos experimentar as sensações de estar “dentro” do filme, de fazermos parte dele.

Esta nova sala tem 100 lugares e oferece uma experiência audiovisual sem precedentes, com efeitos e sensações sincronizados com o que se passa no grande ecrã. As cadeiras requerem mais espaço entre elas do que salas normais, assim como o ecrã é mais reduzido do que o habitual. No fundo, o 4DX é uma tecnologia multidimensional que desperta os nossos 5 sentidos, tornando-se numa experiência de cinema totalmente imersiva. Entre as principais características desta sala, temos cadeiras que se movimentam em todas as direções em reação ao que vemos no ecrã, salpicos de água (filtrada) para uma experiência mais realística, um sistema de vento instalado nas cadeiras que nos sopra ar ao nível do pescoço, cheiros que vão até 20 aromas diferentes e efeitos de luzes que simulam relâmpagos ou outros fenómenos.

Quanto ao filme, trata-se de um "thriller" psicológico intenso. No seguimento de um acidente de automóvel que a deixa sem sentidos, Michelle (Mary Elizabeth Winstead) desperta na cave de um desconhecido. Esse homem, chamado Howard (John Goodman) acaba por lhe explicar que houve um ataque químico à escala mundial e que, ao encontrá-la na estrada, a trouxe para lhe salvar a vida. Com eles, encontra-se Emmett (John Gallagher Jr.), outrora vizinho do dono do «bunker», que corrobora a teoria de que a salvação está dependente do total isolamento da atmosfera exterior. Embora ao princípio, o choque a tenha feito acreditar no que estes homens lhe diziam, com o passar do tempo, e com uma permanente sensação de claustrofobia, Michelle começa a desconfiar das intenções de Howard. E passa a arquitectar uma forma de escapar, independente do que possa vir a encontrar fora da cave…

As especificações vêm dos próprios estúdios e são programadas neste tipo de sala para que, durante o filme, possamos sentir os diferentes ambientes que nos permitem estar mais dentro da história. Portanto, cada experiência 4DX é diferente de filme para filme, e embora tenha gostado muito do filme, estou certo de que ter visto “10 Cloverfield Lane”, em Almada, não foi igual a ver o “Batman vs. Superman: O Despertar da Justiça”, em Gaia. Em termos de experiência multidimensional, claro.


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Ontem 12 de Abril, cumpriram-se exactamente 55 anos da viagem pioneira do astronauta soviético Yuri Gagarin. Personificando o estereótipo do trabalhador soviético, entrou para a história ao se tornar no primeiro ser humano a viajar ao espaço. A missão revelava-se perigosa: de 48 cães enviados para o espaço pela União Soviética, 20 tinham morrido. Ainda assim, muitos eram os colegas que sonhavam ir no seu lugar...

Na altura da proeza, a União Soviética e os Estados Unidos travavam uma batalha silenciosa para saber qual das nações levaria o primeiro ser humano à Lua. Os norte-americanos venceram a disputa em 1969, com os passos de Neil Armstrong no satélite natural da Terra, mas oito anos antes, os soviéticos estiveram na dianteira - inclusive no lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik, em 1957. Também nessa data, Gagarin tinha 27 anos e era casado com Valentina, uma enfermeira que tinha acabado de dar à luz a segunda filha do casal.

O vôo de Gagarin começou às 09h07 do dia 12 de Abril de 1961, no horário de Moscovo, com o lançamento da cápsula Vostok 1, juntamente com o foguete R-7. Antes de descolar, o astronauta gritou “Poyekhali!” (“Vamos a isso!"). A nave partiu das instalações da então secreta Base de Baikonur, conhecida à época também como Tyuratam, ficando localizada nas estepes do Cazaquistão – uma das ex-repúblicas soviéticas.

Onze minutos após levantar vôo, o combustível do foguetão acabou, a cápsula redonda Vostok 1 foi libertada e a humanidade entrou em órbita pela primeira vez.

Para girar em redor do planeta, a Vostok 1 necessitou de atingir uma velocidade média de 28 mil km/h. Gagarin não chegou a controlar a nave, ainda que os controlos para uma operação manual da cápsula estivessem disponíveis para o piloto soviético.Durante os 108 minutos de duração da missão, Gagarin deu uma volta completa ao planeta Terra. Os relatos do astronauta narram a sensação de estar sob o efeito de uma gravidade menor. O mesmo retornou ao solo terrestre às 10h55 numa área agrícola em Smelovka, na província de Saratov, a 300 km de onde deveria ter pousado.

Gagarin sonhava em ir à Lua, mas o destino tinha incorrido noutro rumo. Muito apreciado pelas autoridades soviéticas, permaneceu algum tempo com a proibição de pilotar. E a 27 de Março de 1968, ao pilotar um pequeno avião de treino, caiu a Nordeste de Moscovo, em circunstâncias ainda pouco claras. Mas o seu nome ficou para a História!

Depois do seu arriscado feito, Gagarin tornou-se herói no seu país e no mundo inteiro. Ele conseguiu observar o nosso planeta - pela primeira vez - de fora. E descreveu-o como sendo azul. Após a tragédia que o matou, uma cratera na Lua e um asteróide foram nomeados em homenagem ao
astronauta.

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Ora aqui está um trabalho artístico que fala mais alto do que muitas mensagens escritas...

Em algumas paredes das ruas de Londres e Nova Iorque, O Super-Homem agarra a máscara de Batman e ambos beijam-se apaixonadamente entre as suas capas. O artista pop e urbano Rich Simmons, natural de Londres, disse ter concebido esta composição porque queria dar inicio a uma conversa sobre igualdade, colocando "os super-heróis alfa mais machos num abraço".

Simmons, que já exibiu seu trabalho na sua cidade natal, em Genebra, e nos Estados Unidos, em Tampa, Nova Iorque e Los Angeles, defende que as suas obras também pretendem desafiar a ideia de heroísmo que partilhamos. "Por vezes, é bem mais heroico defender apenas as suas crenças, defender a igualdade", afirma. "Se alguém estivesse a precisar de ser salvo de alguma coisa, iria importar se a pessoa que viesse a ser o seu herói fosse gay ou não?", deixa a pergunta no ar…

O artista já exibira Super-Homem a beijar Batman numa tela, aquando da sua mostra na galeria londrinense “Imitate Modern”, em 2014. Mas nas últimas semanas, com a chegada do filme “Batman vs Super-Homem: O Despertar da Justiça” aos cinemas, ele criou enormes colagens em Croydon e Soho, em Londres, e na baixa de Manhattan, em Nova Iorque.

O seu trabalho “street art”, que circula intensamente nas redes sociais, tem uma mensagem muito clara: “Ser um herói transcende quem a pessoa é, quem ela ama, no que ela acredita ou de onde ela vem. Deveríamos julgar os outros a partir do modo como eles tratam cada um, e não por quem eles dividem a cama”. E está tudo dito!

Apreciem este recente trabalho de Simmons...










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