Não restam dúvidas! O jogo virtual “Pokémon Go” está a tomar conta do Verão… Parece que todo o mundo está alucinado com este jogo que mistura elementos virtuais com o mundo real, recorrendo ao sistema GPS.

Agora, os super coloridos Pokémons migraram do universo dos “gamers” para o da Moda, através das imagens de campanhas da Prada, Balmain, Gucci, Dolce & Gabbana ou Chanel que, apesar de não serem novas, foram redescobertas. Tudo porque o canadiano Francis Phommisai, autor da página Pokemon&Fashion, tem vindo a fazer e a apaixonar o mundo da moda.

Por isso, vemos imagens de campanhas publicitárias de algumas grandes marcas transformadas em “Pop Art”, com os Pokémons adicionados às fotografias. Francis disse que esta sua intervenção artística representa a paixão que nutre pelos dois mundos.

pikachus e jigglypuffs ao lado de modelos como Joan Smalls, Cara Delevingne, Claudia Schiffer, Kendall Jenner ou Léa Seydoux. Todas as montagens são muito bem-feitas, tanto na qualidade, como na escolha dos Pokémons. O único senão é que o Tumblr não é lá muito actualizado... Podem passar semanas até que Francis ponha uma montagem nova. Mas vejam o seu trabalho giríssimo em algumas das imagens que seleccionei. Podem conhecer mais do seu trabalho aqui: http://pokexfashion.com/














0 comentários

Trinta anos depois do sucesso do clássico, "Caça-Fantasmas" está de volta e revitalizado para uma nova geração. O realizador Paul Feig combina todos os elementos paranormais que tornaram a série tão adorada e divertida, com um elenco de novas personagens, interpretadas pelos atores mais divertidos da actualidade.

Numa indústria dominada por sequências, re-filmagens e “reboots”, que investe muito no imaginário conhecido (devido ao grande potencial económico da nostalgia), não resulta nada surpreendente este retomar da franquia. Protagonizado por um novo elenco? Tinha de ser! Mas composto por mulheres? Ora, e porque não? Contrariando alguns preconceitos de que as mulheres não sabem fazer rir, o novo filme reúne quatro das actrizes mais engraçadas de hoje: além de Melissa McCarthy (parceira frequente do mesmo realizador, Paul Feig) e Kristen Wiig (eficaz até no pouco sucedido "Zoolander 2"), este novo “Caça-Fantasmas” conta ainda com a prestação das admiráveis Kate McKinnon (embora pouco familiar, ela é um dos nomes responsáveis por renovar o humor do tradicional "Saturday Night Live") e Leslie Jones (que ganha, finalmente, um papel de destaque no cinema).

Erin Gilbert (Kristen Wiig) e Abby Yates (Melissa McCarthy), são um par de autoras não reconhecidas que escreveram um livro que assumia que os fantasmas existem e são reais. Alguns anos se passam após a sua edição, e Gilbert consegue um desejado cargo de professora na muito prestigiada Universidade Columbia, onde é muito bem-sucedida até que o seu livro ressurge e ela vem a ser ridicularizada por todo o pessoal académico. Gilbert reúne-se novamente com a sua amiga Yates, com a sua nova parceira, Jillian (Kate McKinnon) e uma funcionária do metropolitano de Nova Iorque, Patty (Leslie Jones). A partir daí, Gilbert recebe a sua doce vingança de tudo e de todos quando os fantasmas invadem Manhattan, cabendo a ela e à sua equipa ter de salvar o mundo.

E não se pense que este novo “Caça-Fantasmas” fica a perder diante dos dois Ghostbusters anteriores, antes pelo contrário. Feig subverte a premissa do original e actualiza-a, sem deixar de prestar as devidas homenagens. Com este "Caça-Fantasmas", o que Feig faz é transformar a anterior disputa de classes numa disputa de géneros e preconceitos, juntando a morena, a loira, a negra e a ruiva (e ainda a gorda), numa sucessão de provocações contra o status quo do machismo, para consumar o girl power. Tal até se constata quando elas, no comando, mandam no “Vingador Thor” Chris Hemsworth, muito cómico no papel de Kevin, o “louro burro” que secretaria o grupo.

Portanto, independente do que se pense sobre questões de identidade de género, o espectador vai encontrar no novo "Caça-Fantasmas" um filme que não se limita a dar uma nova roupagem ao velho. Na verdade, o grande tributo que Feig presta ao original é, precisamente, não ousar replicá-lo. Por isso, seja uma nova geração, sejam os fãs de sempre, fiquem com a certeza de que, sobretudo, este “Caça-Fantasmas” é um filme “monstruosamente” divertido.


0 comentários

Esta marca automóvel, que nasceu durante a Segunda Guerra Mundial, é hoje sinónimo de veículos de luxo para todo o tipo de terreno. A Jeep, actualmente uma divisão da FCA Fiat Chrysler, está a comemorar 75 anos com uma edição limitada para vários dos seus modelos: Compass, Cherokee, Grand Cherokee, Renegade, Wrangler e Wrangler Unlimited. Esta série especial do seu 75º aniversário usa tons exclusivos de verde na carroçaria e traz itens como rodas com acabamento em bronze acetinado, detalhes externos em bronze e laranja, emblemas 1941 – Seventy Five Years e interiores com acabamento diferenciado, em couro ou tecido, de acordo com o modelo. Com estreia no último Salão de Detroit, estas edições irão chegar às concessionárias dos EUA ao longo deste trimestre. Ainda não se sabe quando no resto do mundo, Portugal incluído…

A Jeep nasceu de uma encomenda do exército norte-americano, feita em 1940, para um “veículo leve de reconhecimento”. A Willys-Overland, assim como a American Bantam e a Ford mostraram protótipos, mas os testes feitos levaram o exército a optar pela Willys como principal fornecedora. Surgiram, então, os modelos MA e MB, em 1941, os primeiros Jeeps para exclusivo uso militar. Quatro anos depois, começavam as vendas do CJ-2A, o Jeep civil, a que se seguiu o duradouro CJ-5, produzido até os anos 70 em mais de 600 mil unidades. A marca Jeep original só veio a assumir o seu nome anos depois, tornando-se uma marca registada.

Na década de 1960, a Jeep diversificou a sua linha com a pickup Gladiator e a carrinha Wagoneer (que lançou a primeira tracção integral permanente e automática). O utilitário desportivo Cherokee só chegou em 1973, com duas portas e proposta de lazer, que seria acentuada mais tarde, em 1984, com a sua segunda geração. Por seu turno, o Jeep original evoluía para o CJ-7, em 1976, e para o Wrangler, em 1987. A partir deste ano, a Jeep passa a fazer parte do grupo Chrysler (hoje, grupo FCA, sigla para Fiat Chrysler Automobiles). O Grand Cherokee de 1992 representava a evolução da ideia da Wagoneer; hoje, este modelo está já na sua quarta geração. Em 2014, surgia o Renegade, o mais novinho da família, já sob alçada da Fiat. Com o lançamento mundial do Renegade no segmento de SUVs compactos, a Jeep dava continuidade ao maior plano de expansão nos, então, seus 74 anos de história.

Ao longo de 75 anos, os veículos da Jeep têm sido protagonistas de diversos episódios, graças à robustez, eficiência e carisma que sempre os caracterizaram. A receita veio a ser ainda mais acentuada com elementos de conforto, segurança e sofisticação adicionados aos modelos mais recentes. O seu sucesso foi sempre tão grande que, em Portugal, qualquer veículo todo terreno é, ainda hoje, chamado de “Jipe”. Parabéns por um aniversário recheado de êxitos, Jeep!


Ao longo da história...



A "família" edição especial do 75º aniversário




0 comentários

Eis uma história que já foi contada inúmeras vezes. Há personagens que nunca morrem e vão sendo recuperadas por “reeboots” ou novas abordagens. Desta vez, trata-se de uma continuação da história, com "flashbacks" a lembrar o original animado da Disney. Passaram já muitos anos desde que o homem, outrora conhecido por Tarzan, trocou a selva Congolesa pela vida londrina, como John Clayton III, Lord Greystoke (Alexander Skarsgard), na companhia da sua amada mulher, Jane Porter (Margot Robbie). Convidado a regressar a África e ao Congo, no papel de Emissário do Parlamento, John desconhece que vai assumir o papel de peão num perigoso jogo de ganância e vingança, orquestrado pelo belga Leon Rom (Christopher Waltz) e pelo Chefe Mbonga (Djimon Hounsou), respectivamente.

Realizado por David Yates (o mesmo de “Harry Potter e a Ordem da Fénix”, “Harry Potter e o Príncipe Misterioso”, “Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 1 e 2”), este filme de aventura readapta a história clássica criada por Edgar Rice Burroughs, em 1912, sobre o jovem órfão criado por gorilas, que cresceu para se tornar um herói da selva e dos povos indígenas. Christoph Waltz é o vilão de serviço e Samuel L. Jackson o americano que vem dar o tom cómico ao filme.

O filme, que estreou esta semana em Portugal, é um daqueles "blockbusters" de verão, por isso, é assim que devemos considera-lo e não como uma expectável obra prima de David Yates, tal como fez com os últimos quatro volumes de "Harry Potter".

“A lenda de Tarzan” parte do pressuposto de que toda a gente conhece a história de Tarzan e, por isso, vai ilustrando-a com "flashbacks" do seu passado, mas tal pode ser errado, sobretudo para as gerações mais novas. E isso pode resultar em algum aborrecimento, dado que é na essência da personagem que a ação de Tarzan se torna mais empolgante. Por exemplo, Tarzan comunica melhor com animais do que com os humanos, e essa é outra parte pouco desenvolvida...

Mas o filme entretém, acreditem. As paisagens são magníficas, os animais são sublimes e muito realistas e as poucas vezes em que Tarzan se pendura nas lianas dão uma sensação de expansão e liberdade, que nos impelem a “voar” com ele…

Este Tarzan parece mais próximo de demonstrar sentimentos que alguma vez já vimos na personagem (sem contar com o da Disney). E a Jane, quando fica à mercê de Leon Rom, nem por isso é a típica donzela em apuros, mostrando atitude e garra. Quanto às personagens secundárias, Leon Rom, no Congo, a fazer cumprir ordens do Rei Leopoldo da Bélgica, e George Washington Williams, o norte-americano que alerta Tarzan para a situação no Congo, muito bem retratados por Cristopher Waltz e Samuel L. Jackson, baseiam-se em personagens verídicas de Burroughs, embora se denote que tenha havido alguma liberdade criativa neste “A Lenda de Tarzan”.

Concluindo, Tarzan tornou-se um homem mais séria e sisudo, mas graças ao amigo Williams, conseguimos ver nele outras nuances que nos permitem criar empatia com o protagonista. E sim, ele também faz o famoso grito, algures. No final, este filme, ao contrário de outros congéneres, acaba por fazer sentido e tem muitas coisas para se gostar e desfrutar.

0 comentários

Foi há 70 anos que o mundo ficou a conhecer o biquíni, apresentado pela primeira vez em Paris. O tamanho reduzido do conjunto fez escândalo na altura e só quando algumas atrizes famosas lhe vieram dar corpo é que se tornou num sucesso mundial até aos dias de hoje.

A 5 de Maio de 1946, Micheline Bernardini, uma dançarina do Casino de Paris, posou na piscina de Molitor, em Paris, vestida apenas com duas pequenas peças de roupa. A indumentária reduzida fora registada por Louis Réard, um engenheiro francês que na época administrava a loja de lingerie da mãe na capital francesa. O sugestivo nome de biquíni veio-lhe devido ao atol de Bikini, no Oceano Pacífico, onde os Estados Unidos estavam a fazer os testes com a bomba de hidrogénio.

Ora, tal inspiração ocorreu-lhe porque Louis Réard pensou que aqueles quatro triângulos feitos de apenas 194 cm quadrados de tecido iriam ser uma verdadeira “bomba atómica” nas praias e nos costumes dos franceses (e um pouco por todo o mundo). Sem querer, o engenheiro antecipara-se ao designer de moda francês Jacques Haim, que também estava a produzir um desenho parecido, mas com uma pequena grande diferença: o modelo de Réard era mais reduzido e deixava o umbigo evidentemente à mostra. Até o nome escolhido por Heim ia no mesmo sentido: chamava-se “Atome” (átomo, em francês). Esta coincidência e diferença de dimensões entre os dois deu origem a uma piada popular. Na altura, dizia-se por Paris que o “biquíni” tinha dividido o “átomo”.

Mas devido à quase nudez feminina, o escândalo foi tal que fez com que as vendas dos primeiros biquínis fossem muito fracas. As novas duas peças só começaram a ganhar popularidade quando atrizes como Brigitte Bardot, Marilyn Monroe ou Jayne Mansfield começaram a posar de umbigo à mostra. E quando Ursula Andress, no filme “Dr. No” da saga 007, saía da água envergando um biquíni branco, a fama do biquíni disparou para nunca mais abandonar os corpos femininos de verão, apesar de fenómenos de moda pontuais. Como foi o caso do fato de banho completo que regressou, volta graças a um célebre exemplar vermelho usado por Pamela Anderson na série “Marés Vivas”. Mas Halle Berry veio fazer homenagem à colega, no filme de 007 "Die Another Day", exuberantemente envergando um biquíni retro.

Já lá vão 70 anos… Embora o seu lançamento tenha deixado os mais conservadores de cabelos em pé, não houve como impedir que a moda lançada pelo francês Louis Reard viesse a conquistar as mulheres de todos os continentes. O novo século tem trazido re-leituras de todas as décadas e tornou este simples traje numa peça muito democrática.

0 comentários

Quem diria… Até em matéria de coisas estranhas, somos muito bons. Numa lista dos 50 edifícios mais estranhos do mundo, uma casa entre quatro rochedos surge em primeiro lugar. E é lusa!

A casa mais estranha do mundo é, portanto, portuguesa e pertence à família Rodrigues, que a mandou construir em 1974. Tudo aconteceu num belo dia de Primavera, quando a família Rodrigues foi dar um passeio pela serra de Fafe. Quando se depararam com os quatro penedos, o pai Rodrigues pôs-se logo a idealizar ali uma casa...

Adquirido o terreno, a "Casa do Penedo" acabou por surgir mesmo ali, nas montanhas entre Fafe e Celorico de Basto. E hoje, passados 42 anos, continua a uso. Actualmente, a família utiliza-a apenas no período de férias e aos fins-de- semana, mas, infelizmente para os Rodrigues, são muitos os turistas de todo o mundo que ali acodem motivados pela curiosidade. E não é de estranhar, face à sua originalidade e beleza. Muitos dizem tratar-se da verdadeira casa dos Flinstones!

Tal como o exterior, o interior apresenta também um estilo rústico, com a mobília, as escadas e o corrimão todos feitos de troncos de árvores. O sofá é feito em betão e madeira de eucalipto, pesando 350 Kg. Ainda sem electricidade, o que aquece a casa no Inverno é a lareira que possui.

Mas nem tudo são rosas… Nos últimos anos, devido à notoriedade que tem vindo a receber através das redes sociais, a casa tem sido alvo de alguns actos de vandalismo. Contudo, a família Rodrigues tudo faz para manter a “Casa do Penedo” o mais operacional possível. Razão pela qual a porta, de aço, pesa à volta de 400 quilos e os vidros das janelas são agora à prova de bala. Foi na Internet que os Rodrigues ficaram a saber serem possuidores de "uma das casas mais loucas do mundo". A partir daí, os curiosos tentam levar tudo. “Até o sofá já levaram. Por isso, fiz um sofá que pesa uns 350 quilos, com cimento e tronco de eucalipto", argumenta Vítor Rodrigues, filho do comprador do terreno, entretanto já falecido.

Espero que este meu artigo não vá incomodar ainda mais os Rodrigues, mas não deixa de ser um “mimo”, esta casa. E podem apreciá-la aqui, nas imagens…








0 comentários

Quem não se lembra da mítica Bola Nivea? Alta e imponente, ela reinava nas praias portuguesas e fez parte do nosso imaginário infantil e juvenil. Era nesta bola que todos combinavam encontros com os amigos, numa era sem smartphones, nem beepers. E não havia que enganar: "encontramo-nos ao pé da Bola Nivea", dizíamos…

Essa "majestosa" torre foi testemunha de muitos encontros, namoros e brincadeiras, durante imensos Verões. Muita vida acontecia à sua volta… A Bola Nivea tornou-se ponto de referência em todas as praias deste nosso Portugal. Era uma espécie de posto de vigia patrocinado pela célebre marca da lata azul. Um verdadeiro “farol” num mar de gente, de toalhas e areia.

Embora a Bola Nívea esteja extinta das nossas praias, marcou toda uma geração. No tempo em que só havia “Olá” de laranja, “Olá” de ananás, Super Maxi e Epá, e fazíamos o famoso pedido “dá-me uma chupa, vá lá”. Numa altura em que se jogava ao prego na sombra dos toldos… em que a vida era bem mais simples. Tudo o que precisávamos para ser mais felizes estava ali, a escassos passos daquele ícone.

A grande bola azul foi mesmo um marco! Capaz de servir de localização, de ponto de encontro e até de sombra. Embora fosse muito mais do que um meio de divulgação da marca, o certo é que quem se lembrou de tal estratégia de marketing foi sobejamente bem sucedido. Conseguiu colocar a marca na boca de toda a gente, passando a fazer parte da nossa cultura de então, finais da década de 70 e toda a de 80.

Uma bola azul, que embora solitária, nos fez muita companhia. E tantas histórias ela teria para contar... Tornou-se, de facto, num símbolo nacional e persiste na nossa memória. Foi rainha numa altura em que não havia telemóveis… RIP!


0 comentários

Estamos muito habituados a pensar em vinho tinto ou branco, assim como rosé, mas uma marca chamada GIK está prestes a virar tudo do avesso…
Feito a partir de uvas cultivadas em La Rioja, León e Castilla-La Mancha, em Espanha, o extraordinário vinho GIK é de cor azul, daquele tom forte para ser mais específico. A marca espera, com esta novidade, vir a seduzir os consumidores mais jovens, que podem não aderir aos vinhos convencionais.

Sem tradição viticultora, um grupo de seis amigos espanhóis inovam o mundo da enologia ao produzir o GIK, primeiro vinho de cor azul do mercado, como resultado de um desafio. O vinho demorou dois anos a ser desenvolvido, e os jovens tiveram ajuda de pesquisadores da Universidade do País Basco e do departamento de pesquisa alimentar do governo basco.

"O mundo do vinho leva séculos sem mudanças", diz Aritz Lopez, de 22 anos, um dos sócios da GIK Live, de Bilbao e estudante de Publicidade e Relações Públicas. "Nós não gostamos da aura que normalmente rodeia o vinho, sempre com a obsessão quanto à denominação de origem. Não tem nenhuma tabela ou envelhecimento: misturamos diferentes uvas. Não é de sobremesa ou aperitivo, cada um bebe-o quando quer. E não tem denominação de origem, porque trabalhamos com várias vinícolas”. Bom, razão pela qual os puristas possam vir a dizer, então, que não se trata de vinho. “É claro que é vinho”, defende Lopez, “mas simplesmente não é um vinho típico. É um vinho para todos, sem regras ou preconceitos, sem convenções herdadas. GIK é um ato de revolução poética, e azul é a bandeira perfeita para esta revolução", diz, reivindicando uma cor associada com a mudança, fluidez e tecnologia. E parte diversão.

A cor azul é obtida a partir de pigmentos naturais. Ao trabalharem o desenvolvimento do seu produto, com um vinho de base púrpura, feito a partir de uvas brancas e uvas vermelhas, em seguida descobriram que a pele da uva tem um pigmento azul chamado “antocianina”, e depois um outro, o “indigocina”. Assim, a partir de uma base de mistura com uvas brancas e tintas, é acrescentado o tal pigmento “antocianina”, extraído a partir da pele das uvas vermelhas. Depois adiciona-se um outro pigmento orgânico, o “indigocina” e, por fim adoçantes naturais “não calóricos”. GIK é, por isso, fácil de beber, doce, com 11,5 ° de álcool e azul.

Num ano, já foram vendidas 70 mil garrafas e, neste momento, são produzidas mais de 16 mil garrafas por lote. O GIk já se encontra disponível em bares e restaurantes na Alemanha, França, Holanda e Suíça, chegando agora a Portugal através do canal online. Segundo a marca, este novo vinho tem tudo para ser o "hit" do Verão. Recomenda-se que seja servido bem frio, devido à sua doçura… Quem quiser experimentar, pode comprar uma garrafa do vinho azul pelo e-mail ventas@gik.blue


0 comentários

Ora aqui está uma campanha bem “esgalhada”. A nova campanha da ONG francesa AIDES talvez seja boa demais, porque demasiado bela para ser entendida como uma campanha para promover o sexo seguro. Cartazes eficazes? Não sei, mas não deixam de ser fantásticos. A organização aproveitou o Euro 2016 Euro, de decorre atualmente para a lançar.

A agência TBWA Paris foi a responsável por criar a campanha "Make Love, Not War" para a AIDES, que apoia doentes com SIDA. Com o objectivo de sensibilizar o público para a importância do uso de contraceptivos, a agência "despiu" alguns dos países que estão na competição europeia de futebol, incluindo Portugal.

Trata-se de um conjunto de quatro cartazes de grande formato que mostram diferentes casais, celebrando todas as sexualidades e completamente nus, com apenas o desenho das bandeiras dos respectivos países sobre a tinta que lhes cobre o corpo. Entre eles, uma jovem portuguesa com um jovem romeno.

Ao nível das zonas genitais é possível perceber a mistura de tintas entre cada casal, daí que as imagens sejam acompanhadas pela mensagem "Blend Together. Safe Together", que pode ser traduzida como "misturem-se, mas com segurança", reforçando, assim, a importância do uso de preservativo na protecção contra o VIH.

A mensagem está passada...







0 comentários

Artista japonesa residente em Paris, Kimiko Yoshida tem vindo a executar um trabalho onde o seu auto-retrato é sempre o centro da sua obra de arte. Por mais de uma década, Kimiko Yoshida cria fotos de si mesma, onde usa trajes elaborados que fazem referência a uma ampla gama de temas, desde a alta costura e culturas indígenas aos cânones da pintura ocidental.

Ao fazer constantemente o que, por princípio, parece tratarem-se de auto-retratos, Yoshida diz: "Eu estou basicamente a dizer que não existe tal coisa como um auto-retrato. Cada uma destas fotografias é, na realidade, uma cerimónia de desaparecimento. Não é o ênfase da identidade, mas o oposto, um apagamento da identidade".

Subtil, imaginário e paradoxal, o seu trabalho intitulado "Bachelor Brides", por exemplo, forma um conjunto de auto-retratos quase monocromáticos, fragmentos de uma web íntima, elaborando uma história singular: a condição feminina no Japão. As suas imagens de grande formato, quadradas e luminosas, sublinham a sua biografia fantasiosa e épica. Ainda muito jovem, Kimiko Yoshida ficou impressionada com a história da sua mãe, que conheceu o seu marido, pela primeira vez, no dia do casamento. A própria história de Kimiko é convincente. Nascida no Japão, ela foi para a França em 1995, onde veio a adotar uma nova linguagem, uma nova maneira de viver, de criar. Kimiko estudou fotografia na École Nationale, em Arles, tendo ido depois para Le Fresnoy Studio, em Tourcoing.

O seu sucesso é tal que já teve direito a vestimentas e acessórios criados por Paco Rabanne. Usando cores monocromáticas na maioria das imagens, Kimiko descreve a sua obra como um "desaparecimento" da artista, sobrando apenas a arte. Kimiko Yoshida tem-se vindo a concentrar nesta sua série de "auto-retratos intangíveis", que podem ser lidos como uma busca para a hibridação de culturas, para a transformação do ser e talvez, até mesmo, como uma supressão de identidades. A metamorfose de sua própria identidade numa multiplicidade de identificações expressa o desvanecimento da singularidade, a "desconstrução" do eu.

Um trabalho fascinante, a ser seguido. Vejam aqui alguma da sua arte...





























0 comentários