Quem diria? Há 10 anos atrás, um vídeo banal de 20 segundos, num mero jardim zoológico, marcou o início do projecto Youtube. Hoje, envolve mil milhões de pessoas por mês e a cada minuto recebe 300 horas de vídeo. É obra!

Actualmente disponível em 73 países e 61 línguas, uma das página mais populares da internet, que assenta na partilha de vídeos, nem existia há uma década atrás. Embora o domínio Youtube tenha sido registado a 15 de Fevereiro de 2005, foi só a 23 de Abril desse mesmo ano que foi carregado o primeiro vídeo. Por isso, é mesmo hoje que está a celebrar uma década de existência.

Esse curto vídeo assentava numa conversa banal num jardim zoológico, sobre os elefantes e a tromba grande que têm. Quando o fez, Jawed Karim, um dos três jovens criadores do Youtube, não imaginava que em apenas 10 anos, a página envolveria mais americanos adultos do que qualquer canal de cabo, nem que 80 por cento das visualizações aconteceriam fora dos Estados Unidos. E hoje, conseguiriam passar sem esta ferramenta? Penso que não!

O Youtube assinalou o seu o 10º aniversário com um vídeo incrível. Luc Bergeron liberou um vídeo de 3 minutos, que conta a historia sobre o Youtube. Em jeito de comemoração, Luc, que tem um canal muito famoso chamado “Zapatou”, compilou cerca de 200 dos clipes mais memoráveis num mashup incrível, que vão dos vídeos mais fofinhos aos mais engraçados, como “Leave Britney Alone” ou “Tiny Hamster Eating Tiny Burritos”, que chega a ser emocionante. Podem vê-lo aqui: https://youtu.be/wPd0MumNLbg

Parabéns ao Youtube, o mestre dos vídeos virais!


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Nós já conhecemos milhares de mundos para além do Sistema Solar, mas nenhum se compara à nossa querida Terra... Esta afirmação é da NASA. Quando falamos de Astronomia, pensamos logo em planetas, luas, cometas, asteróides, estrelas e galáxias distantes. Actualmente, mais de 1.800 planetas fora do Sistema Solar foram já catalogados. Estamos sempre à procura de coisas novas nos planetas mais longínquos, mas que tal se prestarmos mais atenção àquele planeta que é o único (pelo menos, que se conheça até agora), que pode abrigar vida? Estou a falar do nosso querido Planeta Terra.

Hoje, 22 de Abril, é o Dia da Terra, a celebração anual de suporte para a proteção ambiental, com mais de 192 países participantes. A Terra tem tudo aquilo que buscamos noutros planetas: oceanos, lagos, água, gelos, desertos, florestas, atmosfera e, claro, a vida (em abundância). Este ano, assinala-se o 45º aniversário do primeiro Dia da Terra, celebrado em 1970, para muitos, o berço do movimento ambientalista moderno.

2015 pode ser o ano mais emocionante da história ambiental. O ano em que o crescimento económico e a sustentabilidade dão as mãos. O ano em que todos os líderes mundiais finalmente concordam em assinar o tratado de alteração climática. O ano em que os cidadãos e as organizações se despojam de combustíveis fósseis e aplicam o seu dinheiro em soluções de energia renovável… Era o ideal, verdade? Por isso, é preciso que todos tomemos uma posição neste Dia da Terra, para que, juntos, possamos mostrar ao mundo uma nova direção. É a nossa vez de liderar. Para que nossos líderes mundiais possam acompanhar o nosso exemplo. Visitem o site www.earthday.org para saber tudo e para assinar a petição pelo clima.



O maior site de buscas da internet, o Google, também fez a sua parte e juntou-se para celebrar o Dia da Terra, ao lançar um “doodle” especial, acompanhado de um Questionário do Dia da Terra, onde qualquer usuário pode fazer um teste e descobrir que animal poderia ser. Vão lá ver!

Tal como no ano passado, com o evento Global Selfie (quando a NASA reuniu fotos de internautas ao redor do mundo para montar um mosaico), este ano a NASA irá criar um vídeo, que vai reunir as melhores imagens enviadas com o hashtag #NoPlaceLikeHome. Tirem uma fotografia de vosso lugar favorito, pode ser um campo, um lago, um rio, uma praia ou uma estrada no meio do deserto, tanto faz. Mas fotografem o lugar que mais vos apraz. E talvez a vossa imagem possa ir parar ao clipe oficial da NASA, comemorativo do Dia da Terra 2015… Vocês podem pode encontrar o evento oficial o Dia da Terra 2015 no Facebook, no Google+ e no Flickr. Confirmem a vossa presença e convidem amigos!

Tratem de cuidar melhor do nosso Planeta Terra, afinal de contas, ele até pode ser um pálido ponto azul no espaço, mas para nós, ele é tudo o que temos... é o nosso Lar. Por isso, neste dia 22 de Abril, todas as pesquisas, imagens e descobertas acerca do nosso querido planeta poderão ser divulgadas, se usarem o hashtag #NoPlaceLikeHome. E adoptem as fáceis medidas aqui descritas: www.stopglobalwarming.org/take-action/action-items. Façam parte, tomem iniciativa! Vamos celebrar, juntos, o Dia da Terra 2015!


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A ante-estreia desta semana a que fui coube à longa-metragem “Noite em Fuga”, a nova incursão de Liam Neeson em filme de acção, realizado por Jaume Collet-Serra. Ao fim de três décadas a trabalhar para criminosos, o mafioso de Brooklyn e prolífico assassino, em tempos conhecido como "The Gravedigger", Jimmy Conlon (Neeson) encontra-se reformado e, assombrado pelos erros e mortes do passado, entregue completamente ao álcool. Amigo de longa data do chefe da máfia Shawn Maguire (Ed Harris), Jimmy não é penas perseguido pelo penoso passado, mas também por um obstinado detetive da polícia (Vincent D’Onofrio), que há 30 anos o tenta prender.

O único consolo de Jimmy, nos últimos tempos, encontra-se no fundo de um copo de whiskey. Digamos que já viu melhores dias... Mas quando o seu filho Mike se torna um alvo a abater, Mas quando descobre que o seu filho Mike (Joel Kinnaman), que havia abandonado há muito, se torna no novo alvo a abater por parte da organização onde trabalhava, Jimmy vai entrar numa verdadeira corrida contra o tempo. Num verdadeiro dilema, Jimmy é obrigado a escolher entre a família de criminosos e aqueles que abandonou há muitos anos. E tem apenas uma noite para salvar o seu filho e ajustar contas com os seus, agora, novos inimigos.

Embora possa parecer que já vimos um filme deste tipo antes, o certo é que “Noite em fuga” é um thriller elegante e repleto de acção, com Liam Neeson no seu melhor melancolismo, planos de câmara inusitados, com fantásticos movimentos e um vilão em grande, a cargo de Ed Harris. O realizador Jaume Collet-Serra (que anteriormente se associou a Neeson para "Non-Stop" e "Unknown") emprega, de facto, alguns movimentos de câmara fabulosos, à medida que a acção faz vai e vem de Manhattan para diversos bairros.

Com um elenco de actores que também compreende Génesis Rodríguez, o cantor Common, Boyd Holbrook como Danny Maguire, Holt McCallany, John Cenatiempo, James Martinez e o veterano Nick Nolte, este é um filme bem agradável para quem gosta de acção e intriga no cinema. Mais info em http://runallnightmovie.com

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Já começaram a ser famosos no ano passado, mas estes veículos aéreos não tripulados, usados para fins recreativos, já estão à disposição de qualquer fotógrafo. E agora, ao olhar para o céu e vermos um destes pequenos robôs com câmaras fotográficas ou de filmar, podem ficar descansados. Não são OVNIS, não se tratam de extraterrestres, nem de adereços de filmes de ficção científica, como Star Wars. Os drones são apenas uns pequenos veículos aéreos, com controlo remoto, usados para produzir imagens aéreas através de uma panorâmica única. E, claro, estão rapidamente a conquistar fãs por todo o lado, tanto profissionais da área, como amadores. Isto porque os drones são das máquinas mais úteis na área da fotografia, uma vez que proporcionam uma perspetiva diferente das fotos tiradas a partir de aviões e helicópteros. Mas se as imagens tiradas pelos drones são, de facto, fantásticas, quem os usa tem que ter muito cuidado para não o fazer em sítios com muitas pessoas por perto. Podem ser perigosos, quando usados incorretamente…

Então, afinal, como funcionam? Há vários, mas os drones mais básicos têm uma bateria, um sensor no meio e três ou quatro hélices. Têm também GPS, rádio e, claro, uma câmara. Um aparelho não tripulado deste género pode chegar aos 80km/h, sendo controlado remotamente, o que ajuda a orientar o sentido da câmara. Depois, as imagens produzidas podem ser monitorizadas por computador, tablet ou smartphone. Quanto aos preços destas engenhocas, variam entre os €1.000 e os €2.200 e não são difíceis de encontrar. Agora, muita atenção, pois, dependendo da lei de cada país, há zonas onde os drones são proibidos de sobrevoar (em Portugal, ainda estão a ultimar as regras e, para já, vigoram as “Leis do Ar”). Aliás, a lei de uso de drones é um pouco problemática. França é um dos poucos países que já estabeleceu algumas normas especificamente destinadas a regular o uso comercial e civil dos drones. A maioria dos países ainda não tem regulamentação, como é o caso do nosso país. A explicação para este vazio legislativo pode estar relacionada com a controvérsia instalada à volta destes gadgets que são, muitas vezes, comparados a drones militares.

Graças à sua crescente popularidade, a fotografia realizada com recurso a drones deu até origem a uma rede social própria, batizada de Dronestagram, plataforma que se centra na partilha de fotografias tiradas com drones por todo o mundo. Com cerca de 10 mil membros, e com o patrocínio de uma publicação lendária na história da fotografia, a National Geographic, o site até já promoveu competições dedicadas à fotografia tirada através de drones. “Trata-se de uma nova linguagem visual, uma nova forma de ver e descobrir o mundo, uma espécie de novas camadas de imagens”, defende Eric Dupin, fundador do Dronestagram e grande entusiasta da fotografia aérea. Para Eric, este sofisticado gadget apresenta enormes benefícios: “Os drones podem ir a sítios onde nenhuma outra engenhoca pode ir e fotografar de ângulos incríveis”, argumenta.

Mas há mais! O Pocket Drone (ou drone de bolso) foi criado para todos os interessados em tirar belas fotografias aéreas com uma câmara comum. É pequeno e leve, e até pode ser transportado numa mochila. “A ideia é ser capaz de ver, a partir de cima, e perceber o nosso mundo de uma nova e entusiasmante forma, com aplicações que vão desde as selfies aéreas (as já chamadas dronies), a algo mais complexo, como registar alterações ambientais”, explica Timothy Reuter, CEO da AirDroids, empresa por detrás do Pocket Drone. No entanto, quem pilota o drone não se pode limitar apenas a brincar durante o seu “vôo”. “Temos quer ter sempre atenção se estamos a interferir com a aviação tripulada, ou se não tiramos fotos a quem não quer ser fotografado”, diz Reuter.

Não há dúvida, estas máquinas voadoras com câmaras vieram para ficar e são muito apreciadas por fotógrafos, jornalistas e outras profissões da comunicação social. Podem ser facilmente transportadas para todo o lado e dão oportunidades únicas de obter grandes fotografias, o que significa também menos custos para as tirar.

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Josh Lane, designer gráfico e ilustrador de 27 anos, natural de Kansas, Missouri (E.U.A.), transportou super-heróis para um mundo de mitos ao desenhá-los, com muita criatividade, em hieróglifos. Nesta série, no original chamado de “hero-glyphics”, o artista une algumas das personagens mais conhecidas de todos os tempos, tanto da televisão como do mundo da BD, ao antigo Egipto.

Mas o que o motivou a tal? Segundo Josh, ele sempre teve a tendência de ler muito depressa, e uma vez leu a palavra “hieróglifo” como se fosse “heróiglifo”. A partir daí, começou logo a imaginar possíveis cenários e combinações de heróis...

Ora, os super-heróis são fragmentos de um mito quebrado. Num mundo científico racional, que deixou para trás os deuses e os monstros que uma vez povoaram lendas e religiões sustentadas, estes últimos seres sobrenaturais andam abertamente no nosso mundo, sendo combatentes fantasiados do crime dotados de incríveis poderes. Portanto, é natural, para os super-heróis, este "regresso" ao mundo antigo, cujos mitos e magia eles encarnam sob uma nova forma. Nos "hero-glyphics" de Josh Lane, os super-seres fantasiados – dos X-Men aos Power Rangers e Teenage Mutant Hero Turtles, aparecem em papiros egípcios no lugar de Osíris e Anubis. Para complicar mais as coisas, eles incluem também Thor, um super-herói com origem num Deus Viking. Isto confirma o sentido de que as tiras antigas egípcias de Lane são meros exercícios de mitologia comparativa.

É sabido que “realidades” como Star Wars e os super-heróis da Marvel fazem parte da mitologia moderna. É exactamente por isso que estas peças do artista Josh Lane, apresentando heróis dos mais variados quadrantes, mas processados ao estilo dos antigos hieróglifos egípcios, são muito, mas mesmo muito giras e “cool”. No total, há doze peças criadas. Três que apresentam heróis da Marvel Comics: os Vingadores, os X-Men e o Homem-Aranha. Claro, Star Trek e Star Wars também estão incluídos (como não poderiam estar?). A cultura dos videogames é representada com Legend of Zelda, e uma parte de Firefly. As Teenage Mutant Ninja Turtles e os Power Rangers também fazem a sua aparição. E até mesmo personagens de Kick-Ass, de Mark Millar, aparecem nesta série. Até a série Futurama, dos autores de "Os Simpsons", está presente. Mas porque não há quaisquer heróis da DC? Hum, acho que é preciso uma outra série destes Hero-Glyphics para corrigir esse lapso…

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Estreou ontem, no Casino Estoril a mais nova produção do grande Filipe La Féria. O Salão Preto e Prata passa agora a ser palco de “A Noite das Mil Estrelas”, um espetáculo que vai contar a história do Casino e do Estoril, desconhecida da maior parte dos portugueses, dos anos trinta à actualidade, revisitando também alguma História de Portugal do séc. XX aos nossos dias. Neste musical maior homenageia-se as grandes estrelas que subiram ao palco do Casino Estoril com as suas músicas, lendas e glamour, como Amália, Elis Regina, Charles Aznavour, Julio Iglesias ou Liza Minnelli, entre outras ilustras personalidades que marcaram para sempre a nossa memória. Escrita e encenada por Filipe La Féria, “A Noite das Mil Estrelas” está em cena, numa das salas de espectáculos mais belas do país.

Venham empreender esta fascinante viagem e deixem-se maravilhar pelo brilho, pelo talento em palco, pela música tocada por uma orquestra ao vivo e fantásticas vozes. A história da noite com mais luzes e glamour tem início com o sonho do empresário Fausto Figueiredo, quando este quis transformar os terrenos dos Estoris na Riviera Portuguesa. A partir desse momento, o Estoril passou a ser exilio de famílias reais, de refugiados e de agentes secretos da IIª Guerra Mundial. Em palco, vamos revisitando intrigas e espionagem desse período, assim como estrelas famosas de Hollywood, como Glória Swanson, ou Grace Kelly e o príncipe Rainier.

Ao longo de hora e meia, o espetáculo vai celebrando outras grandes estrelas que subiram ao palco do Casino, tais como Liza Minelli, Shirley Bassey, Diana Ross, Ray Charles, Elton John, Marcel Marceau, Nina Simone e os brasileiros Maysa Matarazzo, Elis Regina, Chico Buarque, Maria Bethania. Para tal, Filipe La Féria fez-se rodear de um elenco de artistas portugueses como Alexandra , Gonçalo Salgueiro, Pedro Bargado, Vanessa, Rui Andrade, David Ripado, Dora, Cláudia Soares, João Frizza e Catarina Mouro, assim como de um corpo de baile de 18 bailarinos e 3 acrobatas.

Não percam! Todos os brilhos, com muito fulgor, estarão em cena nesta Noite das Mil Estrelas, no Casino Estoril. De quinta-feira a sábado, às 21h30; sábado e domingo, às 17h00, com preços que vão de €10 a €35, podem reviver os momentos mais emblemáticos da história do Casino Estoril.

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Já chega da vasta e longa influência do Oriente no mundo da moda! Nesta Primavera-Verão, os bons ventos vêm mesmo de Espanha… Aqui me têm a falar de mais uma tendência de moda. Sim, porque a moda não se faz de apenas uma, mas recebe várias influências em cada estação. Depois dos anos 70, de que já noticiei, cabe-me agora dar-vos conta das influências espanholas.

Tudo começou com uma estrondosa produção na Vogue Itália, ainda no ano passado, por Steven Meisel. Depois, seguiu-se Madonna. A cantora conseguiu deixar-nos boquiabertos com o seu vídeo “Living for Love”, onde a beleza do seu guarda-roupa de toureira a la Matador, das máscaras dos dançarinos e do "drama" das cortinas vermelho sangue, fizeram-nos sentir estarmos em plena arena. A Rainha da Pop também surpreendeu nos últimos Grammy Awards, onde decidiu ir de toureiro chique por Givenchy Couture.



Por seu turno, com inspiração na influência da Espanha na Sicília entre 1516 e 1713, a coleção de verão 2015 da Dolce & Gabbana desfilada na semana de moda de Milão trouxe o arquétipo da mulher mediterrânea. Um mulher forte, romântica e, ao mesmo tempo, tradicional, com um mistura das grandes touradas e o flamenco. Com muitos boleros e shorts bem trabalhados, cheios de bordados e cores fortes, aliados às calças bem justas. E assim foi também na sua publicidade, com uma campanha focada nos símbolos de Espanha. Para divulgar a sua nova linha, a dupla Domenico Dolce e Stefano Gabbana criou uma campanha muito sensual, na qual homens e mulheres, de diferentes gerações, dançam flamenco. Entre os diversos figurantes da campanha, fotografada pelo próprio Domenico Dolce, temos Bianca Balti, uma das principais embaixadoras da marca, e o toreador José Maria Manzanares, toureiro espanhol de 28 anos, que enfrentou seu primeiro touro aos 12 anos. Ele, que treinou com o pai e o avô e se estreou numa arena aos 20 anos, é hoje um dos mais talentosos do mundo.

Pois é, a “fuerza”, a "pasión", os “sombreros” e as tardes de touradas inspiraram vários designers. Desde a dupla italiana a Balenciaga, passando por Emilio Pucci, Ralph Lauren, Oscar de La Renta, Christian Dior ou Loewe, o estilo espanhol pisa as passarelas, passeia pelas red carpets e lança-se para conquistar as ruas, sabiamente combinado e dosificado, para obter os looks com mais raízes desta temporada. Fiquem atentos!

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Este foi um óptimo filme para esta altura de Páscoa. Sim, porque vou várias vezes ao cinema, não preciso de aguardar por convites para ante-estreias... “Cinderela” é um filme live-action americano, de grande fantasia romântica, realizado por Kenneth Branagh, a partir do guião de Chris Weitz. Produzido por David Barron, Simon Kinberg e Allison Shearmur para a Walt Disney Pictures, esta é a história conhecida por todos, inspirada no conto de fadas de Charles Perrault e na animação de 1950 dos estúdios Walt Disney com o mesmo nome.

A história segue amplamente a adaptação animada homónima, mas com várias reviravoltas. Por exemplo, nesta versão, Cinderela e o Príncipe conhecem-se antes do fatídico baile. Na ocasião, ele diz-lhe tratar-se de ser um simples aprendiz do palácio. Aliás, ao contrário da animação, o filme desenvolve mais o papel do príncipe, focando o seu relacionamento com o seu pai. Mas há mais! A fada madrinha é uma personagem mais presente do que na versão anterior, disfarçando-se como uma velha mendiga que olha por Cinderela antes de se revelar um ser mágico. Nos cinemas, o filme tem sido acompanhado pela curta-metragem de animação “Frozen: Fever”, dando continuidade ao êxito cinematográfico “Frozen”.

“Cinderela” tem um elenco exemplar: Lily James como Ella (a própria da Cinderela), Cate Blanchett como Lady Tremaine (a "madrasta má"), Richard Madden como Kit (o "Príncipe"), Sophie McShera como Drisella, Holliday Grainger como Anastasia, Stellan Skarsgård como o Grão-Duque, Derek Jacobi como o Rei, Ben Chaplin como o pai de Cinderela e Helena Bonham Carter como a Fada Madrinha.

Ao contrário de “Malévola”, que conta a história da Bela Adormecida do ponto de vista da vilã, a intenção aqui foi actualizar a linguagem, sem perder a essência da história. De tal forma que uma frase da mãe de Ella (Hayle Atwell), dita logo no começo, ecoa por todo o filme – “Tenha coragem e seja gentil”. E com esta frase, define-se a personagem principal. Tanto que Ella apega-se à frase em todas as fases por que atravessa. Mas quem rouba a cena é Cate Blanchett, como a sua madrasta. A Disney percebeu, há já algum tempo, o fascínio que as suas vilãs exercem (a Malévola de Angelina Jolie é um belo exemplo disso) e esmerou-se para o papel de Lady Tramaine, tanto no figurino (o seu guarda-roupa é irrepreensível), como na sua caracterização, para evidenciar os seus comportamentos. Não é à toa que ela odeia Ella, mas nem por isso as suas atitudes são justificáveis. Se fosse protagonizada por uma actriz inferior, talvez não tivesse funcionado tão bem…

Quanto a Kenneth Branagh, ele tem sido, sobretudo, um realizador que sempre soube como fazer uma história conhecida ganhar novos contornos, como demonstrou nas suas adaptações de William Shakespeare, “Henrique V” (1989), “Muito Barulho por Nada” (1993) e “Hamlet” (1996). Em “Cinderela”, ele não teve exactamente uma tragédia shakespereana em mãos, mas Branagh diz ter abordado a história encantada da mesma forma como encenou as obras clássicas do dramaturgo britânico. Em conversa à imprensa, Branagh assumiu que gosta de fazer “as pessoas se interessarem por histórias icónicas”. E que o segredo é dar-lhes um tratamento moderno. Branagh disse ser movido por desafios e “Cinderela” tem todos os ingredientes para isso. “Eu gosto muito de desafios. Fiquei surpreso e feliz por ter sido chamado para realizar um conto de fadas. Tive a oportunidade de mostrar porque é que continuamos interessados por estas histórias. Foi uma possibilidade para explorar novas facetas da Cinderela”. Para Branagh, a grande mensagem do filme é a frase que a mãe de Cinderela lhe diz antes de morrer: “Seja corajosa e gentil”. “Todas as coisas simples vêm acompanhadas de grandes significados. Essa frase tem uma equivalente em ‘Rei Lear’, de William Shakespeare: “Tenha paciência e resista”. “Estava determinado em fazer um filme sobre coisas importantes e capazes de inspirar”, completa o realizador.

Como já disse, em “Cinderela”, bondade e coragem mostram ser capazes de vencer o mal, e com uma produção que deu atenção a todos os promenores, o filme também resulta num belíssimo espetáculo visual. E vamos embrenhando pela magia e pela fantasia, como se estivéssemos a ver esta história pela primeira vez, com o mesmo encantamento.

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A Abelha Maia fez ontem, quarta-feira, 40 anos. Foi exactamente há quatro décadas que Portugal transmitiu o primeiro episódio das aventuras e desventuras da abelha "conhecida pela amizade, pela alegria e pela bondade" e “Maia voa sem parar”, tal como canta o genérico. E sabiam que a abertura de cada episódio era cantado pela Ágata, ou melhor Fernanda Sousa, na altura? Pois é! Ágata e Tozé Brito dão as vozes do genérico desta série de animação.

Maia estreou-se no ecrãs de televisão em 1975, sob a chancela da companhia nipónica Nippon Animation, numa co-produção da Alemanha, Aústria e Japão, a partir da adaptação do livro infantil alemão de Waldemar Bonsels, “As Aventuras da Abelha Maia” (Die Biene Maja und ihre Abenteuer no original), de 1912. Hiroshi Saito realizou a série, com desenhos a cargo de Susumu Shiraume, cenários de Nizô Takahash e música de Karel Svoboda. O primeiro episódio foi emitido no dia 1 de Abril de 1975. Mas a Portugal, a Abelha Maia só chegou em 1978, pela RTP1.

Esta simpática e atrevida Abelha marcou gerações e, certamente, ainda hoje os descendentes dos aficcionados da série de desenhos-animados sentem-se encantados com ela e com a música entoada pela ex-"Doce". È verdade, A música do genérico continua a «não sair da cabeça» até das gerações mais novas…

No início dos anos 80, Maia teve direito a uma segunda série. E em 2014, a abelhinha foi “promovida” e voou dos ecrãs de televisão para as telas de cinema. Assim, “Maya, the Bee”, uma produção germano-australiana, estreou em Setembro de 2014, chegando a Portugal em Janeiro deste ano, com o título “Abelha Maia – o Filme”. E assim, Maia continuará a voar, sem nunca mais parar...

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O mundo conheceu ontem o lançamento de um novo serviço de música, o Tidal, e não se trata apenas de mais uma plataforma streaming , mas sim de um novo conceito de negócio. O Spotify que se cuide… Muita gente importante do mundo da música juntou-se em Nova Iorque para o lançamento do Tidal. Nomes como Nicki Minaj, Daft Punk, Usher, Madonna, Dead Mouse, Chris Martin, Arcade Fire, Alicia Keys, Calvin Harris, Kanye West, Rihanna, Beyoncé, Jack White…. e claro, o boss da empresa, o rapper nova-yorkino, Jay-Z.

Tidal é um serviço de música streaming em alta qualidade que foi comprado por Jay-Z no início do ano, por 56 milhões de dólares, e com a participação de outros artistas, acabou por se transformar num novo produto. No evento de lançamento, transmitido ao vivo nesta segunda-feira, dia 30 de Março, foi explicado que se trata de uma empresa em que os próprios artistas são sócios.

“Queremos criar um melhor serviço e experiência, tanto para os artistas e os fãs. Uma ligação directa entre eles. A nossa missão vai além do comércio e apenas da tecnologia. A nossa intenção é preservar a importância da música nas nossas vidas. A música é muito poderosa e é isso que o Tidal quer ser. Uma conexão entre os artistas e seus fãs, onde encontram uma experiência exclusiva e que não poderá ser obtida em nenhum outro lugar”, explicou Alicia Keys durante evento. “Tidal é uma plataforma global e em rápida expansão streaming. Estamos aqui hoje para oferecer algo diferente: uma plataforma com propriedade dos artistas. É tão dinâmica como os artistas por trás dela. Hoje é o início de uma nova era e o início de uma missão para restabelecer o valor da música”, completou.

A estratégia de divulgação foi trabalhosa e contou com todos os artistas-sócios envolvidos, fazendo alterar nas vésperas os respectivos avatares nas redes sociais para um quadrado na cor azul-bebé. No evento referido, todos eles compareceram e assinaram o contrato de sociedade. Madonna, irreverente como sempre, brincou e deitou-se na mesa, ao assinar.

Neste novo serviço de música streaming paga-se uma mensalidade a partir de 9,99 dólares para se poder ter acesso a um catálogo de 25 milhões de canções e 75 mil vídeos e entrevistas exclusivas com artistas. O seu factor diferencial consiste em oferecer áudio de altíssima qualidade e vídeos em HD, bem diferente de todos seus concorrentes. O objetivo do Tidal é destronar os outros serviços de streaming como Spotify, Deezer e Google Play, pois, segundo os artistas, eles não recebem devidamente pelas suas obras e direitos de autor.

Recorde-se que o Tidal passou a pertencer à Project Panther Bidco, empresa do rapper norte-americano, que recentemente tinha adquirido a plataforma de streaming à sueca Aspiro, por 56 milhões de dólares. O mesmo está agora disponível nos Estados Unidos e em mais de 15 países pelo mundo fora, como Noruega, Suécia, Dinamarca, Alemanha, Polónia e Portugal. No nosso país, pode custar 8,99 €/mês para o Tidal Premium (o básico) ou 17.99€/mês para o Tidal HiFi.

"Tidal não é sobre o consumo e ganância! É sobre como proteger uma forma de arte que é amada por todos nós, a música! #rebelhearts ficam juntos por aquilo em que acreditam!", defendeu Madonna. Por seu turno, Madonna tem somado sucessos. Na noite de 29 de Março, no Shrine Auditorium, em Los Angeles, a Rainha da Pop apareceu para apresentar o prémio de canção do ano para Taylor Swift pela faixa “Shake It Off”, nos iHeartRadio Music Awards. Taylor, que acabou por receber três prémios durante a noite, também se apresentou com Madonna em palco, num momento que ficará para a história da música pop, ao tocar guitarra para Madonna, enquanto esta cantava "Ghost Town", do seu mais recente álbum “Rebel Heart”.

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Foi lançado, no passado mês de Setembro, em Nova Iorque, a campanha da ONU Mulheres HeForShe – “ElePorEla”, na tradução à letra, um dos maiores movimentos de solidariedade do século XXI. Mas, por alguma razão, por cá pouco ou nada se tem feito… E como sou apologista de causas meritórias, aqui me têm a dar conta, pois ainda está a decorrer.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e a Embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, a actriz Emma Watson, abriram um evento repleto de personalidades com grande popularidade entre homens e crianças ao redor do mundo, para repercutir a igualdade de género e o poder das mulheres nos dias de hoje. “Ao longo dos anos, os homens têm apoiado o movimento das mulheres. Mas, para a maioria, era apenas isso: um movimento de mulheres quando, na realidade, a igualdade de géneros é da responsabilidade de todos”, disse o Secretário-Geral no seu discurso de abertura.
Mediada pelo apresentador da CNN, Wolf Blitzer, a campanha HeForShe tem como objetivo colocar homens no centro do activismo e do diálogo para acabar com as persistentes desigualdades enfrentadas pelas mulheres e meninas em todo o mundo. Ao longo de 12 meses (a contar de Setembro último) pretende mobilizar um bilhão de homens e rapazes como defensores e agentes de mudança para a igualdade de género.

“Os países têm a obrigação de combater qualquer violência contra a mulher. Mas também é preciso mudar atitudes”, afirmou Ban Ki-Moon, chamando à atenção de que uma em cada três mulheres é vítima de violência. “Os homens são responsáveis pela maioria das ameaças e violência contra as mulheres. Geralmente, estes homens até são bem próximos das suas vítimas: pais, maridos, namorados ou chefes”, concluiu. Ban também aproveitou para fazer um apelo: “Precisamos dizer aos homens e rapazes: Não levantem as vossas mãos pela violência, levantem, sim, as vossas vozes para pará-la e para promover os direitos humanos para todos”. Num ponto alto do lançamento, Ban ativou o mapa HeForShe, um gráfico em tempo real com um localizador GPS que acompanhará a participação dos homens com a iniciativa em todo o mundo, ao longo de doze meses. O chefe das Nações Unidas foi contado como o número um e Blitzer tornou-se “número dois”.

Já no seu discurso, a Diretora Executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, disse que a HeForShe é para todo o homem, rapaz ou indivíduo, onde quer que estejam. Apesar das estatísticas terríveis sobre a violência contra as mulheres e a desigualdade de género, “os homens e os rapazes podem mudar o curso da história”, defendeu. Estimulando políticos, artistas, actores e desportistas do sexo masculino para “acordarem”, para que, através deles, os jovens e adolescentes vejam modelos a seguir, dispostos a ajudar na mudança da sociedade. Phumzile disse que as pessoas de todas as esferas são convidadas a trabalhar no sentido de criar um mundo de justiça e igualdade de oportunidades, sem discriminação.

Por seu turno, Emma Watsom fez um inspirador apelo, onde falou sobre a importância do feminismo, alertando para os malefícios, inclusive aos homens, que a desigualdade dos géneros acarreta. Ao longo do seu discurso, enquanto embaixadora das Nações Unidas, a atriz britânica disse que o feminismo não é sinónimo de ódio aos homens, mas sim a crença de que ambos devem ter os mesmos direitos e oportunidades. “Estou a pedir para si, porque nós precisamos da sua ajuda. Queremos acabar com a desigualdade de género e precisamos de todos os envolvidos “, disse Emma, ressaltando que a campanha HeForShe é, mais do que falar, tratar de alcançar resultados tangíveis.

E eu, sugiro, vamos dar voz a esta campanha! Vamos partilhar no Facebook, no Instagram, e noutras redes sociais! Não deixem morrer esta iniciativa, pois ainda faltam alguns meses.

Mais info em http://www.heforshe.org/


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Pois é, como homem, reconheço a importância desta tendência… Na maior parte das vezes, as passarelas mostram fantasias que pouco têm a ver com a realidade. Mas os recentes desfiles masculinos demonstraram o contrário e coincidiram numa coisa: a bolsa masculina. Omnipresente nos fashion shows, tornou-se peça regular e assídua também nas ruas. Para que tenham uma ideia, em 2014 foram vendidas cerca de 6 milhões ao redor do mundo, segundo a Euromonitor. E refiro-me apenas às bolsas masculinas de luxo, um sector que duplicou na última década e cujas vendas, actualmente, chegam muito perto da cifra 5,5 bilhões de euros. Com este ritmo, calcula a mesma consultora, poderá exceder os 7 bilhões em 2019.

O fenómeno corresponde a um crescente interesse no mundo da moda por parte dos homens. “A venda de moda masculina aumentou 70% desde 1998. Até então, representava uns 38% da indústria têxtil. E em 2013, o menswear já atingiu 42% e é esperado que continue a crescer", dá conta a Euromonitor. Os estudos da consultora mostram que o crescimento da moda masculina superou a feminina nos principais mercados. O certo é que os homens respondem, cada vez mais, às tendências. E estão dispostos a experimentar coisas que anteriormente não ligavam nenhuma e, acima de tudo, a investir mais dinheiro no seu guarda-roupa.

As 6 milhões de bolsas de homem vendidas em 2014 podem parecer uma anedota, quando comparadas com as 25,6 milhões do departamento feminino. Mas, como bem sabemos, no terreno do mercado de luxo, o segredo do sucesso é a qualidade, não a quantidade... E por estes dias, a ala masculina representa quase um quarto do negócio, de acordo com o último relatório publicado pelo consultora NPD. E com preços que variam dos 325 euros por uma clutch básica da Balenciaga aos 7.000 euros de uma shopping bag em pele de tubarão da Valextra, o certo é que estas peças não saem nada baratas. Excentricidades à parte, claro, como a Birkin XXL em pele de crocodilo roxo que Pharrell Williams encomendou à Hermàs, pelo valor de 61.000 euros.

Portanto, uma coisa está clara: o homem actual está disposto a desembolsar a soma necessária para aproveitar, para si, uma parte da moda que, até então, não lhe estava reservada. De facto, enquanto o mercado global de gama alta cresceu apenas 3% no ano passado (foi a quota mais baixa dos últimos cinco anos, provocando um alarme geral), os especialistas prevêem um retorno, impulsionado pela venda de acessórios. Mais especificamente, os masculinos, um departamento onde a bolsa é a estrela. “De há uns tempos para cá, a indústria tem-se vindo a masculinizar. “Há alguns anos atrás, acharíamos estranho ver um homem a andar pela rua com um tote da Mulberry pendurado ao ombro, mas hoje é uma imagem comum”, explica Fflur Roberts, gerente de bens de luxo da Euromonitor. Já segundo Jean Cassegrain, CEO de Longchamp, “a bolsa masculina tornou-se mais um elemento do guarda-roupa de um cavalheiro”. Jean viveu na pele, e nas suas próprias contas, os benefícios de ampliar a sua linha de acessórios masculinos: a empresa fechou o ano com um crescimento de 8% e um rendimento de 495 milhões de euros.

E então, senhores, vão resistir a esta tendência? A moda lembrou-se de nós e até nos dá uma ajuda. Afinal, agora temos onde guardar os nossos gadgets, smartphones e até tablets ou laptops…

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Ainda não dá para perceber se “Focus” será um grande sucesso de bilheteira, capaz de colmatar os últimos insucessos de Will Smith, mas, pelo menos, em termos de qualidade , houve uma clara evolução. O filme pode não ser extraordinário, mas cumpre bem a sua função de entreter o espectador. Em “Focus”, Will interpreta Nicky, um trapaceiro profissional, que vive de pequenos golpes, mas possui uma verdadeira quadrilha organizada que o apoia nas actividades ilícitas. Eis que ele conhece uma golpista, Jess (Margot Robbie) bem menos experiente. Ela vê nele a possibilidade de aprender mais sobre a sua "profissão" e ele, vendo potencial nela, começa a treinar a novata. Jess faz uso de toda a sua beleza para os golpes só que, aos poucos, vai conquistando o coração de Nicky. Entrando numa grande confusão, para ter a rapariga estonteante nos seus braços, Nicky não mede esforços e acaba por ter de enfrentar um empresário milionário (interpretado pelo actor brasileiro Rodrigo Santoro).

Realizado por Glenn Ficarra e John Requa, realizadores responsáveis por “Amor, Estúpido e Louco” ou “Eu Amo-te Phillip Morris”, “Focus” é uma divertida mistura entre romance e (muita) vigarice. Recheado de voltas e reviravoltas, o filme leva-nos por caminhos bem diferentes do previsível e isso é o que resulta mais interessante. Com muita imprevisibilidade, a forma “deliciosa” com que nos envolve e cativa faz com que a história resulte e nos entretenha do princípio ao fim. Will Smith e Margot Robbie têm uma química excelente e parte do filme resulta por este facto. A banda sonora também não é de se deitar fora, com músicas ao nível de “Sympathy For The Devil”, dos lendários The Rolling Stones e com dois temas originais da banda portuguesa Dead Combo, “Lisboa mulata” e “Rumbero”.

“Focus” não é, nem pretende ser uma obra-prima. É apenas um filme que resulta por ser aquilo que é, ou seja, um belo filme de entretenimento. Mais info em http://www.youtube.com/WarnerBrosPortugal e www.twitter.com/warnerbros_PT


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Mais uma vez, com paixão, muita curiosidade (ou não se chamasse esta 44ª edição “Curioser”) e, certamente, grande energia criativa e motora, a ModaLisboa regressou ao Pátio da Galé, para apresentar as coleções Outono/Inverno 15/16 dos principais criadores portugueses. E por três dias, vimos modelos a passarem colecções, múltiplos convidados a observar (e a se exibirem) e as marcas associadas a aproveitarem o espaço expositivo para se mostrarem.

Sempre vocacionada na descoberta de novos talentos da moda nacional, a ModaLisboa Curiouser começou com o habitual Sangue Novo, com doze jovens designers (8 em nome individual e duas duplas) a apresentaram coleções, com estéticas bem distintas, e a provarem que o futuro da moda portuguesa é promissor. Pela passerelle, desfilaram propostas de Inês Duvale, Cristina Real, Banda, Duarte, David Catalán, Patrick de Pádua, M HKA, Patrícia da Costa, Tânia Fonseca, Rúben Damásio. E no âmbito de uma parceria entre a ModaLisboa e o festival de moda holandês Fashion Clash, Patrick de Pádua acabou por ser selecionado a apresentar a sua coleção e a representar Portugal no evento deste ano, que se vai realizar em Junho próximo, em Maastricht.

Luís Carvalho exibiu a sua mais recente coleção, integrada na secção LAB. Mas muitos outros nomes se lhe juntaram. Pudemos assistir à apresentação das propostas, sempre frescas e inovadoras, de Dino Alves, Valentim Quaresma, Ricardo Preto, Alexandra Moura, Miguel Vieira, Carlos Gil, Lidija Kolovrat, entre outros. A angolana Nadir Tati estreou-se na passerelle portuguesa e o guest designer polaco Dawid Tomaszewski, que já tinha participado na 37ª edição da Modalisboa, com boas criticas relativas à coleção da altura, voltou aos holofotes da Lisbon Fashion Week.

Filipe Faísca e as suas oito meninas em tratamento no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, que desfilaram nesta edição causaram enorme comoção na assistência. E Nuno Gama teve, mais uma vez, uma das maiores enchentes e ovações da ModaLisboa. A sua interpretação de “Os Lusíadas” deu um tom de espectáculo à última noite do certame, com aves de rapina, estandartes com a cruz de Cristo, chapéus de inspiração quinhentista e peças de design contemporâneo, numa bonita “mise en scène” que terminou com Amália e o hino português, que fez erguer todos na sala, para porem as mãos ao peito e, a seguir, aplaudirem emocionados.

E, assim, as grandes novidades da moda portuguesa foram, mais uma vez, apresentadas, pela 44ª vez na ModaLisboa… Lá para Outubro, a ModaLisboa - Lisboa Fashion Week regressará para afirmar, mais uma vez, a indústria portuguesa da moda e dos seus designers… Saibam mais em dailymodalisboa.blogspot.com e em www.modalisboa.pt

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