F is… for Figo, Father & Futebol. assim começa mais um editorial da nova F Magazine Luxury. Porque o F, sendo da empresa mãe - FocusPremium, serve também para muitas outras coisas, como Fabulous, Fantastic, Fascination, and so on...

Mas a revista faz 2 anos, por isso, também é F de Festa! Dois anos a mostrar o mais belo da vida, todo um lifestyle de luxo. E a melhor forma que encontrou para marcar a celebração foi a fazer capa com o ainda ídolo de muitos, Luís Figo. Que para além do futebol, também se afirmou como empresário, filantropo e pai exemplar. Foi um privilégio conhecê-lo e entrevistá-lo.

De resto, na revista há de tudo um pouco: cor na moda, irreverência na casa, com Cavalli, ou tudo sobre como deve ser um hall de entrada por Maria Barros.

A revista também sugere a evasão, seja no Dubai, a fazer safari em Angola ou em escapadinhas perfeitas. Ou seja, há sempre muito para ver e ler em cada nova edição. E passado este par de anos, introduziu uma nova e inovadora App, gratuita, que nos permite levar a revista sempre connosco, tanto para Android como para iOS. Parabéns, F Magazine Luxury!

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O designer indiano e ilustrador Rohan Sharad Dahotre encontra a sua motivação criativa em animais e na Natureza, resultando em projectos que dão novos trajes às criaturas ao desenhar sobre a sua silhueta. E já sabem que gosto deste tipo de intervenções, Disney à parte.

"Animal Doodles" é uma série de imagens encontradas no Google que o designer interveio com as suas ilustrações, atraindo a sua fértil imaginação. O projeto celebra os animais em toda a sua glória, trazendo à tona a beleza das suas características, os seus comportamentos, cores e texturas, apenas com linhas a preto e branco acrescentadas.

"A ideia era fazer experiências com rabiscos de padrões tribais em fotografias de animais na Natureza", comenta o próprio Rohan. "Eu sempre encontrei inspiração na arte tribal em padrões e designs africanos especificamente. A minha primeira experiência deste tipo foi com um rinoceronte, para o qual obtive uma resposta muito boa nos meus feeds sociais e, por isso, decidi fazer toda uma série".

Através de padrões e texturas encontradas na Natureza, Sharat Dahotre embeleza os animais com os seus desenhos tribais como nunca antes visto. Ora apreciem...


















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Da Warner Bros. Pictures e Legendary Pictures chega-nos “Kong: A Ilha da Caveira”, uma longa-metragem que recria as origens do mítico gorila Kong numa emocionante e original aventura.

Uma equipa viaja até à misteriosa Ilha da Caveira numa missão de reconhecimento. Porém, eles não sabem que estão a invadir um território repleto de animais bizarros, de formas gigantescas e, na sua maioria, perigosos. Sobretudo, o grupo não contava encontrar lá um gorila gigante, que os intercepta logo à chegada, dando-lhes uma violenta “boas-vindas”.

King Kong é uma daquelas figuras que faz parte do imaginário cinéfilo colectivo. O gorila gigante a escalar o Empire State Building é algo que, mesmo tendo sido realizado na década de 1930, se tornou um ícone do cinema, afeito a inúmeras reinvenções. “Kong: A Ilha da Caveira” é mais uma delas. Ao longo de 84 anos, o lendário King Kong passou por diversas roupagens e até por projetos que desejavam apenas apanhar boleia do seu sucesso. Por isso, o primeiro desafio de “Kong: A Ilha da Caveira” era, precisamente, saber como trabalhar em cima de um ícone cristalizado há tanto tempo.

Nesse sentido, o filme realizado por Jordan Vogt-Robert utiliza a personagem de King Kong como uma figura já construída e reconstruída, que não precisa de ter a sua verdade, as suas essências ou a sua profundidade reveladas. Aqui, Kong ainda não tem o título de “rei” (por isso não é tratado por King). Ele é o último da sua espécie e tenta defender a ilha de ameaças internas e externas. Os humanos, por exemplo, são uma delas. O gorila gigante é visto como uma espécie de chefe reinante e neste episódio, não se apaixona por ninguém, nem se relaciona de maneira mais intensa com os humanos. Mas também não os ignora por completo… e a personagem feminina não deixa de lhe causar algum fascínio e curiosidade. O elenco aglomera um grupo de estrelas, com Tom Hiddleston, Brie Larson, Samuel L. Jackson, John Goodman e John C. Reilly na pele da equipa de protagonistas que invade a ilha e é recebida pelos temíveis monstros.

“Kong: A Ilha da Caveira” procura também construir uma visão crítica da relação entre os humanos e o meio ambiente, ao mesmo tempo em que tenta ser um filme divertido de guerra e de aventura. “Precisava dizer algo sobre o nosso relacionamento com a natureza, a guerra, e a maneira como vivemos no mundo”, explicou o realizador. “Adorei a ideia de mostrar o quanto os anos 1970 foram o espelho perfeito para todos os problemas que acontecem no mundo de hoje”, acrescenta.

Assim, esta versão de 2017 não visa aprofundar as suas personagens, explicar as suas origens ou o cerne das suas missões. E os espectadores somos colocados numa série de estímulos audiovisuais em que o único objetivo é o espectáculo e a diversão. Neste frenesim de efeitos especiais, macacos e monstros gigantes, de misto entre “Apocalipse Now” e “Indiana Jones”, tudo o que surge visa o puro divertimento. É quase como se de um passeio por um parque de diversões se tratasse. E o que se pode dizer de “Kong: A Ilha da Caveira” é que a entrada para esse parque vale mesmo a pena!

Resumindo, “Kong: A Ilha da Caveira” é o típico filme de pipocas, empolgante e realmente divertido. O compromisso do filme é com o entretenimento e não com a profundidade das suas mensagens ou personagens, o que, feito na dose certa, funciona bem. A ligação com o “Godzilla” de 2014 é subtil, mas empolga ao dar um vislumbre do que será o embate entre os dois monstros da Warner. Aliás, é justamente a cena pós-créditos a responsável por esse empolgamento, ou seja, não abandone a sala até que as luzes do cinema se acendam na totalidade.


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Mais um post apropriado ao dia de hoje (Dia da Mulher). Porque, desde novas, muitas têm crescido com o imaginário de formas perfeitas… e, claro, mais uma incursão ao universo Disney.

Sabemos que os clássicos da Disney são contos mágicos, mas também subtilmente formativos para os mais jovens. No entanto, essas histórias podem, por vezes, promover imagens desactualizadas ou mesmo exageradas, especialmente para as meninas. Vai daí, a ilustradora Loryn Brantz decidiu desafiar os tipos de corpo pouco saudáveis promovidos pelas princesas da Disney, atribuindo-lhes cinturas mais de acordo com a nossa realidade.

“As crianças podem não perceber como estas imagens as afectam, mas elas definitivamente as afectam”, defende Brantz. “Os meios de comunicação têm a oportunidade de mudar a forma como as mulheres são vistas e devem começar a assumir essa responsabilidade. Foi preciso apenas um par de retoques para tornar as cinturas das princesas menos extremas, e elas ainda continuam lindas e mágicas”.

Isto vem bem a propósito, pois um estudo da Universidade Pepperdine (EUA) descobriu que crianças de 3 anos já querem ser magras. Uma constatação preocupante, dado que a pressão para ser-se magro tem sido associada a um maior risco de transtornos alimentares e depressão. Mas não são só as princesas da Disney que promovem imagens irrealistas do corpo humano. O constante uso de Photoshop para deixar as celebridades com aparência inalcançável também prejudica a autoestima das mulheres.

Alguns pesquisadores científicos citam que crianças, mesmo em idade pré-escolar, estão expostas a inúmeros anúncios e mensagens a respeito da perda de peso, produtos de dieta e/ou produtos de beleza. Essas imagens, juntamente com mensagens anti-obesidade, promovem o consenso de que ser-se gordo é mau. Assim, para mantê-las saudáveis por dentro e por fora, um dos seus conselhos é o de limitar a exposição das crianças às fontes de media que enfatizam modelos muito magras ou que colocam um elevado valor na beleza física. Tal, infelizmente, inclui até histórias feitas exclusivamente para o público infantil.

Vejam, então, como seriam algumas das princesas com uma aparência mais saudável e realista…

Elsa


Pocahontas


Ariel


Belle


Yasmeen


Aurora

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O mundo dos super-heróis esta cada vez mais sério. E não me refiro meramente à indústria, que continua a faturar milhões à sua custa, mas às personagens e respectivos enredos. No universo DC, o Super-Homem morreu… e agora, na Marvel, o Wolverine diz-nos adeus…

Passado em 2029, acompanhamos os efeitos colaterais de Logan por ter sido Wolverine por muito tempo. Envelhecido, ele ganha a vida como condutor de uma espécie de Uber de limousine para cuidar do nonagenário Prof. Charles Xavier (Patrick Stewart) e, para tal, conta apenas com a ajuda do frágil Caliban (Stephen Merchant).

Após uma tragédia (mal explicada, por sinal) que vitimou diversos membros dos X-Men, Logan (ou James Howlett, o seu verdadeiro nome) optou por retirar o seu alter-ego Wolverine da militância mutante, passando a viver numa instalação industrial militar abandonada próxima da fronteira com o México. Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, Logan é procurado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que requer a sua ajuda. Ao mesmo tempo em que se recusa a voltar ao activo, ele é confrontado por um mercenário implacável, o ciborgue Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado em “algo” que Gabriela possui e disposto a tudo para o obter - a menina Laura Kinney (com a formidável Dafne Keen). Tal com um velho pistoleiro cansado de violência, a sua recusa em ajudar é inútil, pois os problemas acabam por bater à sua porta.

Logan, o Professor Xavier e Laura põem-se numa fuga alucinada com um grupo paramilitar e o seu líder, Pierce, no seu encalço. Mestre e pupilo acabam por ficar juntos nesta última missão - impedir que a misteriosa menina caia nas mãos dos mercenários. Na ligação dos três e no estabelecimento de uma família X-Men, Logan triunfa para lá de garras e vísceras. Nessa relação paternal entre Charles e Logan, e Logan e Laura. Porque o que o Woverine sempre mais temeu foi o amor… E os dois atores estão excelentes. Caracterizados de velhos e cansados, Jackman e Stewart realizam o melhor desempenho como estas personagens desde que iniciaram essa jornada. O filme equilibra excepcionalmente bem entre esses momentos mais fraternais e as manifestações de ação e fúria.

Há muitos paralelismos com “Shane”, com o filme a assumir, a partir da fuga, um tom de road movie. A produção é baseada na mini-série de BD “Velho Logan”. Mas abstenham-se os fãs de acusarem o filme de “infiel”, pois desde o princípio da série iniciada por “X-Men - O Filme” (em 2000), os universos e as cronologias das versões cinematográficas há muito que não batem certo com os originais de banda desenhada que as inspiram… A mutante X-23 (Laura), por exemplo, surgiu na versão animada e, devido ao sucesso, migrou para os livros aos quadradinhos, mas jamais coabitou o universo de “Velho Logan”. Portanto, os filmes X-Men costumam trazer muitas mudanças em relação ao material original da BD, mas há um elemento que não muda desde que a primeira longa-metragem foi lançada, há 17 anos atrás: a confusa relação da série com a continuidade. E esse aspecto torna-se mais evidente com o lançamento de “Logan” nos cinemas. Este décimo exemplar da saga X-Men dá um longo salto no tempo, para explorar um mundo em que um envelhecido Wolverine é um dos últimos mutantes ainda vivos.

Depois de interpretar a personagem durante 17 anos em vários volumes de “X-Men”, Hugh Jackman decidiu que esta seria a última vez. Além de ter outros projetos pendentes, dois motivos foram decisivos: a idade (o australiano tem agora 48 anos) e o cancro de pele, embora a 2 de março tenha garantido não haver motivos para preocupações. Todo o processo para o terceiro e último “Wolverine” (depois de “X-Men Origens: Wolverine”, de 2009, e “Wolverine”, em 2013) foi, por isso, extremamente emotivo. Jackman confessou que em certas cenas chegou a ficar com lágrimas nos olhos, incluindo o momento em que carrega Laura às cavalitas ou nas interações com o professor X. “Queria fazer um filme do qual alguém que nunca tivesse visto um filme de comics pudesse retirar algo”, explicou ao “The Sydney Morning Herald”. Apesar de tudo, o actor já explicou porque não vai ter saudades de Wolverine: “Ele não vai a lado nenhum. É parte daquilo que eu sou e algo a que estou muito, muito grato.”

Para tal, contou com o realizador Mangold, também autor do argumento de “Logan”, que apresentou uma solução: nada mais simbólico do que se despedir de um (na realidade “do”) Wolverine apresentando um outro Wolverine (ou melhor, “uma”). Sim, como tudo indica, a pequena Laura é a 23ª tentativa de se “produzir” um novo espécimen recheado de Adamantium.

Concluindo, “Logan” não é o tipo de cinema pirotécnico a que estamos habituados, estando mais virado para aquele tipo que se foca na parte psicológica da personagem. Não sendo a continuação dos filmes a solo do Wolverine, poderia funcionar melhor como sequência de “Shane” (ou “Os Brutos Também Amam”, de 1953) – citado em “Logan” e, segundo dizem, fonte de inspiração para “Velho Logan” em BD. O tom amargurado e desesperançado da vida de Wolverine não é sentimentalismo, é puro sentimento. Por isso, “Logan” vem trazer alguma sofisticação de argumento aos filmes do género. Aliás, que género?, perguntamo-nos quando deixamos a sala.. Este é um filme de super-herói, mas também um road movie, uma espécie de filme de cowboys e um drama familiar. Enfim, um grande filme. Podem ter a certeza. Sem rótulos. Ou, como diz Hugh Jackman, “a medida certa de emoção e violência, tornando esta a despedida perfeita da personagem”.

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Os Óscares acabam sempre por ser marcantes e ficarem na história, por este ou aquele motivo - pelos vendedores, pelos momentos de espectáculo ou devido a gagues nos discursos. Mas a cerimónia deste ano vai ser sempre recordada pela atribuição final de melhor filme, pelo anúncio do vencedor… errado! Pouco depois das cinco da manhã da madrugada de 27 de Fevereiro, em Portugal, o filme que todos achavam que tinha ganho, viu o Óscar ser-lhe tirado em pleno palco. Por isso, a 89ª cerimónia dos Óscares vai ficar mesmo para a posteridade. Warren Beatty e Faye Dunaway (a pretexto do 50º aniversário do filme “Bonnie & Clyde”, que ambos protagonizaram) apresentaram o último e principal Óscar da noite, o de Melhor Filme, tendo anunciado “La La Land” como vencedor. A plateia toda aplaudiu, os produtores e Damien Chazelle subiram ao palco, e já meio embalados nos discursos de agradecimento, alguém vem avisar que, afinal, o verdadeiro vencedor era “Moonlight”.

Um final trágico-cómico inesperado que acabou por ser centro das atenções de uma cerimónia que talvez tenha sido das mais equilibradas dos últimos tempos. O estreante Jimmy Kimmel foi eficaz e cómico q.b. sem ser pesado. Dotado de um tom justo, algures entre a leveza e a seriedade, hábil na maneira de lidar com as várias questões políticas que se foram levantando no decorrer da cerimónia. Porém, o erro histórico dos Óscares não veio da dupla de actores. Warren Beatty ainda hesitou, mas Faye Dunaway avançou confiante com o nome que lia no cartão: “La La Land”. Infelizmente, não tinha reparado que o envelope correspondia ao Óscar de Melhor Actriz, até todos perceberem que tinha havido uma grande falha… mas o culpado é apenas um. Foi Brian Cullinan quem deu o envelope errado aos apresentadores. A Academia já veio justificar e pedir desculpa.

Nas redes sociais, claro, as piadas e os comentários não demoraram. Ficou assente: esta foi a cerimónia dos Óscares mais insólita de sempre. Desde o concurso Miss Universo de 2015 (que vivera uma situação semelhante) aos Grammys, que não se vi algo assim. As brincadeiras acerca do momento final da 89ª edição dos prémios da Academia norte-americana de cinema sucederam-se e multiplicaram-se...



Felizmente, a grande noite dos Óscares teve outros grandes momentos. Como o desfile inicial na red carpet. Ao todo, são 274 metros de passadeira vermelha, onde centenas de estrelas se passeiam no percurso para o Dolby Theatre, na Hollywood Boulevard, para a tão esperada cerimónia de entrega dos prémios de cinema. E a espetacular abertura, com “Can’t Stop the Feeling”, de Justin Timberlake.

Quanto aos prémios, “Moonlight” lá venceu o Óscar de Melhor Filme, depois de “La La Land” ter sido anunciado como vencedor. Foi uma noite onde tanto um como outro dividiram o protagonismo, apesar de o musical ter arrecadado o dobro das estatuetas – seis contra três. “La La Land – Melodia de Amor”, o musical de Damien Chazelle, partira triunfador para esta 89ª edição dos prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, com um recorde de 14 nomeações. Não tendo conseguido o pleno, acabou por levar o maior número de estatuetas da noite (incluindo Melhor Actriz para Emma Stone e Melhor Realização para Damien Chazelle). Porém, o vencedor de melhor filme tornou-se um corolário de um ano repleto de vitórias de filmes e figuras negras, quase que a compensar as controvérsias de “Oscars so white” dos anos anteriores. Uma vitória que, contudo, transcende as meras questões de cor da pele. Ao atribuir o prémio máximo a “Moonlight”, a Academia acabou por premiar algo extraordinário. Financiado fora dos grandes estúdios, “Moonlight” foi o menos visto dos nove nomeados a Melhor Filme, bem como o menos convencional. Jenkins, de 37 anos, adaptou, com um elenco pouco conhecido e uma equipa composta de colegas da escola de cinema, a peça inédita “In Moonlight Black Boys Look Blue”, do dramaturgo Tarell Alvin McCraney, filmando no próprio bairro de Miami (Liberty City) onde o realizador tinha crescido. Contado em três tempos diferentes na vida de Chiron (interpretado por três actores diferentes), “Moonlight” torna-se pioneiro de uma vivência que o cinema mainstream nunca tinha abordado: ser-se jovem, negro e homossexual na América actual (para que conste, só o autor McCraney é gay, o realizador Jenkins não).

Portanto, é a primeira vez que um filme com personagens negras e sem abordar o racismo ganha o Óscar de Melhor Filme. E é também a primeira vez que um filme sobre uma personagem homossexual ganha o prémio máximo da Academia. Nem “Filadélfia”, de Jonathan Demme, nem “Milk”, de Gus van Sant ou “O Segredo de Brokeback Mountain”, de Ang Lee o conseguiram.

Para além de Melhor Filme, a Academia entregou ainda os galardões de Melhor Argumento Adaptado e Melhor Actor Secundário (Mahershala Ali tornou-se o primeiro muçulmano a receber um Óscar) a “Moonlight”. A Melhor Actriz Secundária coube a Viola Davis (por “Vedações”). Casey Affleck foi distinguido com o Óscar de Melhor Actor Principal, pela interpretação em “Manchester by the sea”, enquanto na categoria feminina foi premiada, como já havia dito, Emma Stone, por “La La Land”.

Fiquem, então, com a lista dos principais vencedores dos Óscares 2017 (a bold):

Melhor Filme
Moonlight
Arrival
Fences
Hacksaw Ridge
Hell or High Water
Hidden Figures
La La Land
Lion
Manchester by the Sea

Melhor Realizador
Damien Chazelle – La La Land
Barry Jenkins – Moonlight
Denis Villeneuve – Arrival
Kenneth Lonergan – Manchester by the Sea
Mel Gibson – Hacksaw Ridge

Melhor Actor Principal
Casey Affleck – Manchester by the Sea como Lee Chandler
Andrew Garfield – Hacksaw Ridge como Desmond Doss
Denzel Washington – Fences como Troy Maxson
Ryan Gosling – La La Land como Sebastian Wilder
Viggo Mortensen – Captain Fantastic como Ben Cash

Melhor Actriz Principal
Emma Stone – La La Land como Mia Dolan
Isabelle Huppert – Elle como Michèle LeBlanc
Meryl Streep – Florence Foster Jenkins como Florence Foster Jenkins
Natalie Portman – Jackie como Jackie Kennedy
Ruth Negga – Loving como Mildred Loving

Melhor Actor Secundário
Mahershala Ali – Moonlight como Juan
Dev Patel – Lion como Saroo Brierley
Jeff Bridges – Hell or High Water como Marcus Hamilton
Lucas Hedges – Manchester by the Sea como Patrick Chandler
Michael Shannon – Nocturnal Animals como Bobby Andes

Melhor Actriz Secundária
Viola Davis – Fences como Rose Maxson
Michelle Williams – Manchester by the Sea como Randi Chandler
Naomie Harris – Moonlight como Paula
Nicole Kidman – Lion como Sue Brierley
Octavia Spencer – Hidden Figures como Dorothy Vaughan



Melhor Argumento - Original
Manchester by the Sea – Kenneth Lonergan
20th Century Women – Mike Mills
Hell or High Water – Taylor Sheridan
La La Land – Damien Chazelle
The Lobster – Yorgos Lanthimos e Efthymis Filippou

Melhor Argumento - Adaptado
Moonlight – Barry Jenkins por In Moonlight Black Boys Look Blue de T. McCraney
Arrival – Eric Heisserer por Story of Your Life de Ted Chiang
Fences – August Wilson por Fences de August Wilson
Hidden Figures – Allison Schroeder e T. Melfi por Hidden Figures de M. Shetterly
Lion – Luke Davies por A Long Way Home de Saroo Brierley e Larry Buttrose

Melhor Filme de Animação
Zootopia
Kubo and the Two Strings
La Tortue rouge
Ma vie de Courgette
Moana

Melhor Filme Estrangeiro
Forushande (Irão)
En man som heter Ove (Suécia)
Tanna (Austrália)
Toni Erdmann (Alemanha)
Under sandet (Dinamarca)

Melhor Animação em Curta-metragem
Piper
Blind Vaysha
Borrowed Time
Pear Cider and Cigarettes
Pearl

Melhor Banda Sonora
La La Land – Justin Hurwitz
Jackie – Mica Levi
Lion – Dustin O'Halloran e Hauschka
Moonlight – Nicholas Britell
Passengers – Thomas Newman

Melhor Canção original
"City of Stars" por La La Land – Justin Hurwitz, Pasek e Paul
"Audition (The Fools Who Dream)" por La La Land – Justin Hurwitz, Pasek e Paul
"Can't Stop the Feeling!" por Trolls – Justin Timberlake, Max Martin e Shellback
"How Far I'll Go" por Moana – Lin-Manuel Miranda
"The Empty Chair" por Jim: The James Foley Story – J. Ralph e Sting

Melhor Edição de Som
Arrival – Sylvain Bellemare
Deepwater Horizon – Wylie Stateman e Renée Tondelli
Hacksaw Ridge – Robert Mackenzie e Andy Wright
La La Land – Ai-Ling Lee e Mildred Iatrou Morgan
Sully – Alan Robert Murray e Bub Asman

Melhor mistura de Som
Hacksaw Ridge – Kevin O'Connell, Andy Wright, Robert Mackenzie e Peter Grace
13 Hours: The Secret Soldiers of Benghazi – Russell, Summers, Haboush e Ruth
Arrival – Bernard Gariépy Strobl e Claude La Haye
La La Land – Andy Nelson, Ai-Ling Lee e Steve A. Morrow
Rogue One: A Star Wars Story – David Parker, C. Scarabosio e Stuart Wilson

Melhor Direção de Arte
La La Land – Sandy Reynolds-Wasco e David Wasco
Arrival – Patrice Vermette e Paul Hotte
Fantastic Beasts and Where to Find Them – Stuart Craig e Anna Pinnock
Hail, Caesar! – Jess Gonchor e Nancy Haigh
Passengers – Guy Hendrix Dyas e Gene Serdena

Melhor Cinematografia/Fotografia
La La Land – Linus Sandgren
Arrival – Bradford Young
Lion – Greig Fraser
Moonlight – James Laxton
Silence – Rodrigo Prieto

Melhor Maquilhagem/ Caracterização
Suicide Squad – Alessandro Bertolazzi, Giorgio Gregorini e Christopher Nelson
En man som heter Ove – Eva von Bahr e Love Larson
Star Trek Beyond – Joel Harlow e Richard Alonzo

Melhor Guarda-Roupa
Fantastic Beasts and Where to Find Them – Colleen Atwood
Allied – Joanna Johnston
Florence Foster Jenkins – Consolata Boyle
Jackie – Madeline Fontaine
La La Land – Mary Zophres

Melhores Efeitos Visuais
The Jungle Book – Robert Legato, Adam Valdez, Andrew R. Jones e Dan Lemmon
Deepwater Horizon – Craig Hammeck, Jason Snell, Jason Billington e Burt Dalton
Doctor Strange – Stephane Ceretti, Richard Bluff, Vincent Cirelli e Paul Corbould
Kubo and the Two Strings – S. Emerson, Oliver Jones, Brian McLean e Brad Schiff
Rogue One: A Star Wars Story – J. Knoll, Mohen Leo, Hal Hickel e Neil Corbould


Bastou uma gaffe, e um vencedor em que já ninguém acreditava, para inscrever os Óscares de 2017 na história dos prémios. "Moonlight" foi uma histórica e surpreendente vitória para um filme à margem do stablishment da indústria cinematográfica.


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Pois, há já algum tempo que nada punha no blog, mas quando o trabalho aperta… e logo hoje, noite de Óscares, venho falar-vos de um filme que nunca poderia vir a estar nomeado. Mas que é sempre agradável de ver e, quanto muito, para acompanhar a “saga”.

Em “As Cinquenta Sombras Mais Negras” retoma-se o que foi deixado em aberto no primeiro filme. Para quem não se lembra, Anastasia tinha deixado Grey por não aguentar mais os seus jogos sexuais e de ter de obedecer a regras impostas num contrato, com as quais não concorda. Apesar de desapontada e fragilizada com a decisão, ela prossegue com a sua vida e começa a trabalhar numa importante editora de Seattle, como assistente do atraente e sedutor Jack Hyde. Porém, por mais que se esforce, o desejo persegue-a. E lá acaba por ceder às investidas de Christian, que se compromete a mudar e a assumir com ela uma relação diferente, menos dominadora.

Ele acaba por “jogar” com as regras dela. Tal cedência acaba por funcionar e Anastasia reinicia o relacionamento com o jovem milionário, sendo que, aos poucos, passa a compreender melhor os jogos sexuais que ele tanto aprecia. Porém, quando ambos julgavam ter superado as dificuldades, a sua felicidade é novamente assombrada pelo passado…

A continuidade da conturbada relação erótica e emocional entre o empresário Christian Grey e a jovem Anastasia Steele prossegue nesta adaptação do segundo volume da trilogia escrita pela autora britânica E.L. James (que se tornou num fenómeno global de vendas e que popularizou as práticas BDSM ("bondage", disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo). Desta vez, a realização coube a James Foley e o elenco, para além de contar com Jamie Dornan, Dakota Johnson e Marcia Gay Harden, teve novos contributos, como Tyler Hoechlin, Kim Basinger, Rita Ora e Eric Johnson.

É curioso o sucesso do franchising cinematográfico em torno de “Cinquenta Sombras de Grey”. Por mais que traga uma aura de ousadia e picardia, pela adopção do universo sado-masoquista na narrativa, o certo é que, devido às imposições existentes para que, na medida do possível, a longa-metragem fosse suavizada em relação ao livro, bem mais explícito, o resultado final possa sempre desiludir um pouco… Mas, volto a dizer, tal decepção ocorre sempre quando a matéria-prima - o livro, é muito rica.

Mas alto lá, pois o filme não é dos piores, como muitos andam a dizer por aí. Desta feita, traz-nos o amor que começa a florescer entre Christian e Ana, um amor enlouquecedor que o faz mudar e que coloca alguns do seus segredos à superfície. Anastacia, por seu turno, demonstra que não lhe pode ser submissa, mostrando, ao mesmo tempo, que não é igual às outras mulheres. Isso, não só o faz aceitá-la, como a se envolver, acabando por ficar completamente apaixonado.

“As Cinquenta Sombras Mais Negras” é um filme que entretém, com sensualidade, amor, intrigas e uma óptima banda-sonora, e não apenas o soft porno como muitos falam e que vão assistir ao filme a pensar em tal. Acreditem, o intuito do filme é bem diferente…

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Pois é, sabem como sou com as efemérides. Então de algo de que gosto… E cá está, banda desenhada. Embora tenha sido no ano passado, não queria deixar de dar conta de tão importante aniversário.

A primeira aventura de Lucky Luke foi publicada pela primeira vez a 7 de dezembro de 1946, numa revista de banda desenhada. E dos livros aos quadradinhos até à grande tela do cinema, o "cowboy" mais rápido do que a própria sombra não mais parou. E ainda continua a dar cartas…

Criado pelo lápis do belga Morris (nome artístico de Maurice de Bévère), o herói solitário do Far West foi concebido como um típico cowboy do Oeste norte-americano, de chapéu na cabeça, camisa, colete, lenço vermelho à volta do pescoço, uma pistola pendurada no cinto, umas botas de cabedal daquelas com esporas na zona do calcanhar e um cigarro no canto da boca. Atravessou os tempos e tornou-se um ícone da banda desenhada.

Toda a vida de Lucky Luke é passada a perseguir bandidos na companhia do seu fiel cavalo, Jolly Jumper. E quem se pode esquecer dos também “eternos” irmãos Dalton? Os quatro fora-da-lei, que pecam por alguma falta de inteligência, são as mais recorrentes vítimas do nosso cowboy e acabaram por se tornar, também eles, figuras incontornáveis do universo da banda.
Aqueles que o conheceram numa fase inicial sabem que, no atual lugar da palha no canto da boca, esteve durante muito tempo um cigarro. Tudo mudou a partir de 1983, quando a sociedade deixou de ver os fumadores com bons olhos. A partir daí, Morris deu um pequeno twist ao seu pistoleiro, algo que lhe valeu uma distinção da Organização Mundial de Saúde.

Ao longo destes 70 anos, Lucky Luke recebeu na sua terra figuras icónicas como o presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, o criador das calças de ganga, Levi Strauss, o famoso fora-da-lei americano Jesse James e a actriz Sarah Bernhart.
O salto para o ecrã deu-se em 1978, com a primeira longa-metragem “A Balada dos Dalton”. Uma das mais famosas adaptações acabou por surgir apenas em 1990, com um filme realizado e protagonizado por Terence Hill – o mesmo actor que, dois anos depois, levou o enredo até ao pequeno ecrã. No novo milénio, houve ainda espaço para mais dois filmes: “Os Dalton Contra Lucky Luke” (2004) e “Lucky Luke” (2009).

Voltando às origens, tendo surgido na revista franco-belga “Spirou”, o guião da personagem passou, anos depois, a depender do imaginário de René Goscinny, um dos criadores de Astérix, que colaborou com Morris até ao ano em que morreu, 1977. Lucky Luke passou pelas mãos de vários autores e publicações e voltou a sobreviver quando, em 2001, Morris cedeu a uma embolia pulmonar. Daí em diante, e ainda hoje, é o artista francês Achdé quem continua a ilustrar as aventuras de Lucky Luke.

O 70.º aniversário ficou assinalado pela edição de um novo álbum, "A terra prometida". O desenho deste sétimo volume de "As Aventuras de Lucky Luke segundo Morris" ficou novamente entregue a Achdé. Quanto ao argumento, tem pela primeira vez a assinatura de Jul, autor de "Silex and the city".

Dos quadradinhos à tela grande do cinema, passando pelos jogos de computador, Lucky Luke mantém-se invencível, tendo inclusive resistido à morte do seu autor, em 2001. Ao fim de 70 anos, com mais de 300 milhões de exemplares vendidos e traduções em mais de 30 línguas, é mesmo um caso sério de sucesso.


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Conforme já puderam constatar, gosto muito de ilustradores. São criativos e é sempre bom acompanhar o trabalho de novos talentos. Ainda mais, quando as suas obras são uma releitura e interpretação livre de outros tipos de trabalhos, que, de uma forma ou outra, nos cativaram e nos retiram alguns sentimentos. Exacto, volto a referir-me ao universo Disney.

Aqui, já dei conta de vários "mashups" de personagens da Disney e, agora, em modo de pré-Oscares 2017, nada melhor do que nos debruçarmos sobre filmes famosos, alguns de Leonardo DiCaprio e um outro específico, o “O Diário da Nossa Paixão” (“The Notebook” no original) sobre o amor incondicional entre Noah e Allie.

Através do olhar e da criatividade do ilustrador Isaiah Stephens, cujo trabalho se baseia nisso - retratar cenas famosas fazendo uso de personagens da Disney,- agora as suas divertidas e apaixonantes ilustrações dos príncipes e das princesas Disney versam sobre desempenhos cinematográficos do ilustre Leonardo DiCaprio e sobre emblemáticas cenas de Rachel McAdams e Ryan Gosling, o casal romântico do filme “The Notebook”, baseado no livro de mesmo nome de Nicholas Sparks.

Como os trabalhos foram feitos para a revista “Cosmopolitan”, não houve forma de retirar o desproporcionado logótipo das imagens, mas o resultado ficou bem giro, ora vejam…

PRÍNCIPES DISNEY EM FILMES DE LEONARDO DICAPRIO

Li Shang e Mulan em "Romeo + Juliet"


Aladdin e Jasmine em "The Great Gatsby"


Tarzan (e um urso) em "The Revenant"


Hércules, Mégara e as Musas em "Catch Me if You Can"


Naveen e Tiana (de "A Princesa e o Sapo")em "The Wolf of Wall Street"


Príncipe Eric e Ariel (de "A Pequena Sereia") em "The Beach"


Kristoff e Anna (de "Frozen") em "Gangs of New York"


Príncipe Filipe e Aurora (de "A Bela Adormecida") em "The Man in The Iron Mask"


Milo Thatch (de "Atlântida") em "The Basketball Diaries"


John Smith e Pocahontas em "Titanic", obviamente


E ainda, Belle (de "A Bela e o Monstro") também em "Titanic"



PRÍNCIPES E PRINCESAS DISNEY COMO NO FILME “O DIÁRIO DA NOSSA PAIXÃO"

Ariel e Eric na cena "I'm a bird"


Flash-forward para Mulan e Li Shang como Allie e Noah idosos


Kristoff, Anna e Hans na cena "fun fair flirtation"



Pocahontas e John Smith deitados na estrada


Príncipe Naveen como o triste e desalinhado Noah


E a triste Tiana como a comprometida Allie quando o vai visitar


Hércules como o orgulhoso proprietário


Rapunzel e Flynn na cena do barco e dos gansos


E Jasmine e Aladdin na cena quente e molhada que se segue


Aurora e o Príncipe Filipe na última cena no filme



Conforme puderam ver, o trabalho De Isaiah é muito bom, o seu traço é impecável. Para quem não gosta ssim tanto de Disney como eu, pode sempre ver outros dos seus desenhos no seu perfil do DeviantArt - http://isaiahstephens.deviantart.com/

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