Como sabem, gosto muito de contar “histórias”, de mostrar coisas novas ou reflectir sobre algo comum, mas de que muitos poucos sabem. No fundo, de contribuir para um melhor conhecimento sobre algo que me desperta a curiosidade ou me apraz. Por isso, eis-me agora a falar do Cavalo Lusitano. Uma raça equestre tão nossa mas, fora os aficionados, de que muito se desconhece… E se nós por cá temos muitos produtos magníficos bem reconhecidos, o Cavalo Lusitano é um deles. Sabiam que foi este cavalo que deu origem à lenda grega do Centauro, quando por aqui homens e cavalos se confundiam num só? Pois é!

O puro-sangue lusitano (PSL), uma raça de cavalos com origem em Portugal, é o cavalo de sela mais antigo do Mundo, sendo montado aproximadamente há mais de 5.000 mil anos. Tem ancestrais comuns aos da raça Sorraia e Árabe. Estas duas raças que formam os denominados cavalos ibéricos, evoluíram a partir de cavalos primitivos existentes na Península Ibérica, dos quais se supõe descenderem directamente do pequeno grupo da raça Sorraia ainda existente. Pensa-se também que essa raça primitiva foi cruzada com cavalos "Bereber", oriundos do Norte de África e, mais tarde, sofreram igualmente influência do árabe.

Portanto, o cavalo Lusitano é o descendente directo deste cavalo Ibérico, antepassado de todos os cavalos que estiveram na base da equitação em todo o mundo, desde a Europa ao Norte de África, à Ásia Menor, à Índia e à China. Graças ao isolamento desta zona da Europa, aqui sobreviveu e evoluiu desde há cerca de quinze mil anos, tornando-se num cavalo extraordinário quase completamente livre de influências estranhas até há bem pouco tempo. Este cavalo constitui hoje uma preciosa herança genética da Andaluzia e de Portugal.

Este singular cavalo veio expandir-se por toda a Europa, Ásia e Norte de África, sendo usado ainda no século XVIII como melhorador universal. É só nos séculos XIX e XX que vem a sofrer diversas infusões de sangues estranhos, em consequência da necessidade de maior força de tracção. Foram apenas duzentos anos, mas o efeito “abastardou” dramaticamente o original, tendo-lhe dado maior dimensão e peso, retirando-lhe ligeireza. Há quem diga que o psiquismo também se degradou, perdendo-se “finura”, ardência, vibração e o “desejo de adivinhar a vontade do cavaleiro”…

Podem ter-se degradado parte das suas características originais, mas na natureza nada se perde, tudo se transforma. E se chegámos onde chegámos, com cavalos maiores e melhores, foi graças ao trabalho inteligente dos criadores e, claro, à base de uma genética poderosa, que quinze mil anos de selecção não deixaram destruir por uns “meros” duzentos anos de perturbação. Pelo contrário, tendo tirado partido destas influências e chegando hoje à produção de cavalos de maior dimensão e de qualidade de andamentos, capazes de ombrear com todas as raças especializadas, em quase todas as modalidades do desporto equestre moderno.

Há cerca de 30 anos atrás, ainda consequência da forte ditadura, houve que reequacionar tudo o que se refere à selecção e melhoria da raça Lusitana. Um pequeno grupo de criadores redefiniu, com muito rigor, o padrão da raça, base de partida fundamental para a melhoria na selecção. Tendo apenas passado três décadas, a evolução consequente da raça é espantosa! Mas, perguntam-se, como foi possível, em tão pouco tempo, a raça ter regressado em grande às suas características ancestrais? A resposta é simples e a explicação reside no enorme potencial genético da raça Lusitana: após dois séculos, quando muitos perceberam e incorreram no sentido da importância que impunha a própria raça, os resultados foram surgindo. A raça estava apenas “mascarada”, mas a sua essência estava lá, resultado de milhares de anos de selecção. Portanto, todo um património genético que sobreviveu às várias infusões de sangue estranho e que só esperava que os criadores lusos se unissem, para o soltar. E devolver ao país o seu cavalo milenar.

Hoje, o puro-sangue lusitano apresenta aptidão natural para a alta escola (Haute École) e exercícios de ares altos, uma vez que põe os membros posteriores debaixo da massa com grande facilidade. Assim, o Lusitano tem-se revelado capaz não só para o toureio e equitação clássica, mas também nas disciplinas equestres federadas como dressage, obstáculos, atrelagem e, em especial, equitação de trabalho, estando no mesmo patamar que os melhores especialistas da modalidade.

E auguram-se novos desafios para esta raça. O actual Governo quer potenciar o turismo equestre no país, passando por dar maior visibilidade ao Cavalo Lusitano, produto que considera "extraordinário e de qualidade única". O turismo equestre pode vir a representar muito para Portugal...

Actualmente, a competição, o toureio e a arte equestre utilizam, cada vez mais, cavalos Lusitanos em todo o Mundo. E foram estes cavalos portugueses, os utilizados na produção da saga em filme "O Senhor dos Anéis".

Mais informações em www.cavalo-lusitano.com

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Depois de ter falado sobre o gin, resolvi também debruçar-me por uma outra bebida que regressa em força no Verão, a cerveja. Aquele liquido amarelo meio gasoso bem e fresquinho, que se toma quando se está triste, para animar ou ainda, quando já animado, para animar ainda mais! Porque uma cerveja, bem gelada, vai bem com tudo, verdade? Então, porque razão, quando estamos num restaurante, escolhemos criteriosamente o menú de acordo com o nosso apetite e vontade, mas pedimos uma cerveja de forma despersonalizada e pouco específica? A cerveja não é toda igual...

Entre o Mundo das bebidas e comidas, existe uma “família” abençoada com a vida eterna: a “família” das Fermentações! A fermentação é o acto da levedura se propagar a si própria. Embora hoje seja produzida em laboratório, as suas origens estão na natureza, pois são micro-organismos vivos. Descendem dos céus, mais propriamente das chuvas. Não se podem sentir, nem sequer são visíveis a olho nu. Férteis, potentes e poderosos, estes micro-organismos multiplicam-se aos milhões. São delicados pós que inspiram a levedação do pão, que evocam aromas sensoriais de queijos a vinagres, que adicionam sedução e tentação a vinhos e cervejas.

E há momentos em que um copo de vinho ou de cerveja são mesmo imprescindíveis. E não se trata apenas de uma questão de sede ou necessidade de álcool. E, tal como o vinho, a cerveja é cultivada. É um produto agrícola, talvez o primeiro conhecido de toda a Civilização. Acredita-se que a cerveja tenha sido uma das primeiras bebidas alcoólicas criadas pelo homem… Historicamente, já era conhecida pelos antigos sumérios, egípcios, mesopotâmicos e ibéricos. Estou a falar de datas próximas a 10.000 a.C. Actualmente, é a terceira bebida mais popular do mundo, logo a seguir à água e ao chá. Mas é a bebida alcoólica mais consumida no mundo.

Ora bem, este "néctar dos Deuses", como a maior parte já sabe, é produzido a partir da fermentação de cereais, principalmente da cevada maltada. Pode definir-se a cerveja como sendo uma bebida proveniente da fermentação, e não da destilação, de um extracto aquoso açucarado, fabricado a partir de cereais germinados, adicionado de lúpulo.
 A cerveja é de fraco teor alcoólico, que vai de 0 a 8,5 graus. No entanto existem algumas excepções que podem ultrapassar os 8,5 graus.

Conheçamos, então, um pouco mais sobre a cerveja. Quando se trata de pilsens, weiss, stouts, etc. não estamos a falar de tipos de cerveja, mas sim de “estilos” de cerveja. Embora sejam idênticos, praticamente sinónimos, podem achar que é tudo a mesma coisa, mas não, por isso vou tratar corretamente as nomenclaturas. Isto não é uma regra definitiva, pois não sou eu quem decide tal, mas é a forma mais correcta de abordar as cervejas.

Comecemos, então, pelos estilos de cerveja. São inúmeros... Posso citar voltar a citar a weiss, pilsen, stout, como também a abbey (ou cervejas "de abadia"), strong ale, kölsch, lambics, bock, entre muitas outras. Já os tipos de cerveja, e ao contrário dos estilos, são apenas dois: Ale e Lager. Provavelmente já ouviram falar desses tipos, principalmente do segundo, que é o tipo que mais é vendido por cá. Basicamente, são esses dois tipos ou grupos de cerveja que existem, e a diferença entre ambas tem a ver com a espécie de levedura e do seu posicionamento no tanque, durante a fermentação.

As cervejas do tipo Lager são as cervejas mais consumidas no Mundo. Originárias da Europa Central no século XIV, são cervejas de baixa fermentação ou fermentação a frio (de 6 a 12ºC), com graduação alcoólica geralmente entre 4% e 5%. Tem entre os seus tipos mais conhecidos a Pilsener, tipo de cerveja originariamente criada no século XIX na cidade de Pilsen, região da Boémia da República Checa, e que, por isso, é muitas vezes chamada de Pilsen ou Pils, ao invés de Pilsener. Na sua grande maioria, as Lagers são mais secas, com maior predominância do malte e do lúpulo sobre os sabores e aromas provenientes da levedura.

Quanto às cervejas do tipo Ale, o que as difere das Lager é o tipo de fermentação, que é feita em temperaturas mais altas, geralmente entre os 15º e 24ºC, e os seus fermentos ficam suspensos nos tanques de fermentação, de onde deriva também o “alta fermentação” por que são conhecidas. É um processo mais antigo de fabricação, o que fez com que as cervejas do tipo Ale fossem as únicas disponíveis até meados do século XIX, quando foi inventada a baixa fermentação (Lager). Dada a sua “antiguidade”, aliada principalmente à fermentação a quente, os sabores complexos, maltados e lupulados das cervejas Ale são incomparavelmente mais perceptíveis, sendo cervejas mais encorpadas e vigorosas. São muito mais complexas e frutadas.

No sempre em "revolução" mundo das cervejas, estão constantemente a aparecer novos estilos no mercado, tais como, por exemplo, a cerveja aromatizada com Rum - Kingston (7,9º), a cerveja fabricada com Malte de Whisky - A Well Scotch e a Adelscott (6,6º) ou a cerveja fabricada com sumo de Lima ou Limão Verde - Dry Lime (4,5º).

Qunato ao consumo de cerveja na Europa Comunitária, a Alemanha lidera com 142 litros/ano por habitante, seguida da Dinamarca, com 125 litros. A Itália surge na última posição, com 22 litros. Portugal tem um “orgulhoso” consumo de 63 litros/ano.

Durante anos, os amantes do vinho (onde me incluo) têm-se vangloriado da glória do vinho tinto e das suas propriedades medicinais, que ajuda na luta contra doenças cardíacas. Mas pesquisas recentes têm demonstrado que a cerveja também pode beneficiar um grande número de pessoas. Por exemplo, de curar a insónia, para tratamentos de artrite ou até mesmo para o aumento da longevidade. Então, se também são amantes de cerveja, então têm mais um motivo para se alegrarem. Bem há pouco tempo, cientistas chineses descobriram uma forma de transformar o álcool da cerveja em algo benéfico para a saúde. A manipulação de um gene ajuda mesmo a proteger o fígado de várias doenças. Já um estudo japonês, publicado na revista científica “Medical Molecular Morphology” faz-nos acreditar que a cerveja pode afectar o nosso sistema imunológico e até combater a gripe. O estudo comprova que o lúpulo presente na cerveja possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, capazes de inibir a multiplicação do vírus respiratório, contribuindo também para a prevenção da pneumonia.

Por outro lado, a cerveja possui um boa quantidade de vitaminas do complexo B, capazes de beneficiar a flora intestinal, além de uma óptima capacidade antioxidante, que ajuda na manutenção de níveis saudáveis do colesterol total no sangue e protege contra o desenvolvimento de doenças, como o cancro e a diabetes.
Sabe-se, também, que a cerveja não é a culpada pela obesidade, já que tem cerca de 200 calorias por caneca, o mesmo que um café com leite integral, destaca a médica Rosa Lamuela, uma das responsáveis por uma pesquisa feita com 1.249 homens e mulheres acima de 57 anos. Tal estudo revela ainda que o que engorda, na verdade, são os petiscos gordurosos que costumam acompanhar a cerveja, como salgados e fritos. Mas a especialista saliente que o hábito moderado de tomar cerveja deve estar associado a dieta saudável e exercícios físicos regulares.
Portanto, a cerveja tem um baixo índice glicémico e é constituída de elementos poderosos, como antioxidantes, ácido fólico, ferro, minerais e vitaminas.
Contudo, o consumo adequado para que a cerveja seja realmente benéfica é de dois copos (500ml) para homens e um copo (250ml) para mulheres, por dia.

Mas há mais bons motivos para incorporarmos a cerveja nas nossas vidas:
1 - A CERVEJA DEIXA-NOS MAIS INTELIGENTES
Pesquisadores de Illinois descobriram que, após ingerir algumas cervejas, os homens resolviam muito mais rapidamente um jogo de quebra-cabeças do que os seus oponentes sóbrios.
2 - BEBIDA MENOS CALÓRICA E QUE NÃO FAZ BARRIGA
A “Scientific Review” aponta que a cerveja contém menos calorias do que bebidas como o vinho e o sumo de laranja. Além disso, a famosa barriguinha de cerveja não existe. “Se se beber muita cerveja, pode criar uma barriga, mas é a mesma barriga de alguém que beba a mesma quantidade de vinho”, disse Kathryn O’Sullivan, a médica que conduziu a pequisa na “Scientific Review”.
3 - CERVEJA HIDRATA COMO A ÁGUA
O pesquisador Manuel Castillo, da Universidade de Granada, expôs os resultados de um estudo que consistiu em medir a reação do corpo à ingestão de água ou cerveja, após a realização de esforço físico intenso. A conclusão foi a de que uma quantidade moderada de cerveja não prejudica a hidratação após o exercício e seria a mesma coisa que beebr água, por isso é recomendado o consumo da bebida fermentada a todas as pessoas que não tenham nenhuma contraindicação.
4 - CORAÇÃO MAIS SAUDÁVEL
Mais de 100 estudos demonstraram que o consumo moderado de cerveja diminui o risco de ataques cardíacos e morte por doença cardiovascular em 25 a 40%. Um ou dois copos por dia podem ajudar a elevar os níveis de HDL, o chamado “colesterol bom”, que ajuda a prevenir o entupimento das artérias.
5 - ESTIMULAR O CÉREBRO
Estudos têm demonstrado que uma cerveja diária pode manter o Alzheimer ou outra demência controlada. Isto é especialmente válido se se tartar de um bebedor moderado. O risco de ter uma doença mental é reduzido em 20%. Alternativamente, os lúpulos, que são utilizados na produção de cerveja, podem ajudar na cura da insónia. Uma cervejinha antes de deitar pode proporcionar boas noites de sono.
6 - AUMENTA OS NÍVEIS DE VITAMINA
Uma pesquisa na Holanda comprovou que participantes que consumiam cerveja apresentaram 30% dos níveis mais altos de vitamina B6. Além disso, a cerveja também contém vitaminas B12 e ácido fólico.
7 - BAIXA A PRESSÃO ARTERIAL
Os consumidores de cerveja moderados têm menor probabilidade de desenvolver a pressão arterial alta, um factor de risco para o ataque cardíaco.
8 - OSSOS MAIS FORTES
A cerveja contém altos níveis de silício, que está vinculado à saúde dos ossos. Um estudo realizado em 2009 pela Universidade de Tufts e em outros centros, demonstrou que os homens e mulheres de idade um pouco mais avançada e que consumiam um ou dois copos de cerveja por dia apresentavam uma densidade óssea maior. Porém, o consumo superior a esses teores foi relacionado ao maior risco de sofrer fraturas.
9 - DEIXA OS RINS SAUDÁVEIS
Uma garrafa de cerveja pode diminuir o risco de desenvolver pedras nos rins, nos homens, em 40%. A razão pode ser o elevado teor de água que possui, contribuindo a cerveja para o bom funcionamento dos rins, uma vez que a desidratação aumenta o risco de pedra nos rins. A cerveja também promove a produção de urina, como bom diurético que é, permitindo lavar a bexiga e os rins e mantê-los saudáveis.
10 - BOM PARA CABELOS CRESPOS
Para terminar, a cerveja é um condicionador natural para o cabelo. Algumas gotas de cerveja são o suficiente para “domar” um cabelo selvagem. Também se pode misturar 3 a 4 gotas de cerveja no champô todos os dias, para obter um cabelo mais brilhante.

E termino com uma novidade: a famosa marca de cervejas Carlsberg acaba de lançar cosméticos com cerveja! Parece que afinal, a cerveja também pode ser um bom aliado no que toca à beleza. Esta marca de cervejas lançou uma gama de cosméticos para homem fabricados com cerveja. A cerveja é congelada em azoto e no final os seus minerais, hidratos de carbono, proteínas e vitaminas ficam isolados e são misturados num bálsamo. Os novos cosméticos "Beer Beauty" resultam de uma parceria da cervejeira com a empresa de cosméticos Urtegaarden e estão disponíveis em qualquer parte do mundo, através do site da marca.


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O filme estreado esta semana, “San Andreas” traz-nos de volta o género filme-catástrofe (disaster movie). Assim que a famosa falha de San Andreas, na Califórnia, cede, provocando um terremoto da magnitude 9 na escala de Richter, Ray (Dwayne Johnson), um piloto de helicóptero de resgate e sua (prestes a ser) ex-mulher (Carla Gugino) vão percorrer todo aquele estado americano na esperança de resgatar a filha de ambos (Alexandra Daddario), que se encontrava em São Francisco, zona de emergência, onde o epicentro acontecia. Mas esta jornada torna-se muito traiçoeira, e logo no início, quando eles (e nós) pensavam que o pior já tinha passado… verificam que o terror estava apenas a começar.

Há já algum tempo que não surgia um filme deste género, com enredos apocalípticos e que geralmente envolvem famílias em crise, como aqui acontece, assim como efeitos especiais espetaculares. Os filmes-catástrofe já geraram bilhões de dólares em bilheteira, mas ultimamente andavam meio esquecidos pelos produtores. No final da década de 70, foram muitos os que iniciaram este género, como “Aeroporto”, com três sequelas, “Terremoto”, “Avalanche” e “A Torre do Inferno”. Depois, no final dos anos 90, o género ressurgiu em força, com filmes como “Volcano”, “O Cume de Dante”, “O Dia da Independência”, “Impacto Profundo”, “Armaggedon” e “Twister”. Com excepção de “O dia depois de amanhã” (2004) e de “O impossível (2012), que apareceram isoladamente, há realmente muito tempo que um filme empolgante e de destruição em massa não nos deslumbrava… “San Andreas”nasceu, assim, do desejo do produtor Beau Flynn, em trazer a tradição dos filmes-catástrofe para a era do 3D, graças à evolução dos efeitos por computação gráfica.

A realização de Brad Peyton é exímia quando se trata de destruir Los Angeles, São Francisco e grande parte do estado de Nevada. O arranha-céus em construção, que a personagem de Ioan Gruffudd (Daniel Reddick), mostra para a enteada, serve de cenário para um último trecho no filme. Nada existe por acaso, como num bom cinema clássico, mas muito se deve aos efeitos especiais. Foram mais de 1.300 os efeitos visuais utilizados para criar “San Andreas”...

Com paisagens de terra a ondularem, como se de água se tratassem, e prédios a caírem e a se desfazerem como baralhos de cartas, “San Andreas” vai oferecendo-nos óptimas e aterradoras cenas. Mas tem duas cenas que, por si só, já valem o bilhete. A primeira, logo que o filme começa, quando ainda nem sabemos do que está para vir, no seguimento de um acidente automóvel e consequente salvamento. A outra, quando, após a pequena mas óptima participação de Kylie Minogue, acontece uma movimentada e aparatosa sequência de tremor de terra.

Aos olhos do divertimento, o filme resulta excelente. Os movimentos sísmicos da falha de San Andreas (uma linha que marca o limite entre a Placa Tectónica do Pacífico e a Placa Norte-Americana) são transformados num frenesim de efeitos especiais, muito realistas, ligado por situações ficcionais vividas por actores carismáticos. A personagem de Paul Giamatti, que nunca chega a cruzar o caminho de Ray, vem legitimar a trama e garantir o bem comum: ele é o eterno cientista incompreendido, que acaba por explicar didaticamente a ciência do filme e salva o país com o seu conhecimento. E lembra-nos também que há pessoas, que vivem situações reais e emocionais, ou seja, embora se trate de um género fantástico e épico, também tem coração. Por isso, para além dos efeitos especiais, da acção lucinante, lembrem-se também das personagens. E divirtam-se!

Mais em www.sanandreasmovie.com

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Desde Maio que assumi o papel de Relações Públicas do afamado restaurante "31 da Armada", o que muito me apraz. Este restaurante incontornável de Lisboa, composto por duas salas de refeição, decoradas com azulejos da escola portuguesa antiga, com comunicação entre si, prima por ser rústico e muito acolhedor, apresentando, sobretudo, especialidades da cozinha típica portuguesa.

O "31 da Armada”, popular restaurante de Alcântara, é um espaço único de restauração da capital, que foi buscar o seu nome à toponímia local. Fica exactamente na Praça da Armada, no número 31, sob frondosas e coloridas buganvílias. Aqui, a arte do bem-receber e de bem comer aliam-se, por ser a sua filosofia e paixão desde sempre.

Honrosa e tipicamente português, o “31 da Armada” convida todos a querer entrar. Com mais de 30 anos de tradição na restauração e gastronomia lisboeta, consegue fugir à imagem estereotipada de um banal restaurante, devido ao ambiente acolhedor, que convida a ficar, e aos laços que estabelece com quem o frequenta.

Agora, neste tempo estival, conta também com uma magnifica esplanada, que convida aos almoços soalheiros, aos fins de tarde para uns aperitivos ou aos jantares pela noite sem horas, com outras iguarias tipicamente portuguesas, como a sardinha assada.

Não é à toa que o ”31 da Armada” faça parte da lista dos 21 restaurantes mais emblemáticos da cidade de Lisboa. Destacadas estas singularidades, há que sublinhar o respeito pela culinária de tradição nacional, que constitui o grosso da sua ementa.

Portanto, já sabem onde me encontrar… Marquem comigo uma ida até lá e fiquem deliciados com tudo! Mas avisem primeiro que vão, não vá acontecer não haver mesas para vos sentar…

O "31 da Armada” tem o seguinte horário de funcionamento: terças, das 19h-01h, e de quarta a domingo, das 12h-15h30 e das 19h-01h . Encerra às Segundas.

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Em 1993, milhões de espectadores em todo o mundo ficaram de respiração suspensa perante as imagens de uma ilha repleta de dinossauros. Agora, após uma longa ausência (um interregno de 15 anos), os dinossauros de Jurassic Park (segundo a obra de Michael Crichton), regressam num novo filme, que decorre 22 anos depois dos infelizes incidentes na Ilha Nublar, onde fora aberto o primeiro Parque Jurássico. Steven Spielberg, que realizou os dois primeiros filmes da saga, "Parque Jurássico" e "Mundo Perdido”, também está de regresso, desta vez como produtor executivo de "Mundo Jurássico", o quarto filme da série, com realização a cargo de Colin Trevorrow.

No primeiro filme, as criaturas tinham sido resgatadas da extinção através do processo de clonagem, graças à mente visionária do multimilionário John Hammond. O objectivo era proporcionar um parque onde pessoas, de todas as idades, pudessem observar estes extraordinários seres no seu "habitat" natural. Mas, quando o sistema de segurança falhou, os testes ao parque temático transformaram-se num pesadelo sem precedentes. E o mesmo teve de fechar… Anos passados sobre este terrível incidente, a Ilha Nublar foi transformada no "Mundo Jurássico", um parque temático tal como fora originalmente imaginado por Hammond. Só que, depois de dez anos de actividade, o sucesso do parque foi decrescendo, com o número de visitantes a descer, e o seu futuro é agora incerto...

Claire, interpretada por Bryce Dallas Howard, gestora de operações do parque, diz a um trio de visitantes que “as pessoas já se habituaram aos dinossauros” e que é preciso dar-lhes “algo novo”. Ou seja, um dinossauro nunca visto, sem antepassados na história da espécie, fabricado em laboratório pelos peritos em genética do parque. Um novo animal, feito a partir de genes não apenas de várias outras criaturas pré-históricas, como também de animais do nosso tempo, para o tornar maior, mais assustador, mais "cool". Ao definir-nos este novo dinossauro híbrido, adequadamente baptizado de Indominus Rex, Clare está também a definir este novo filme, que pretende superar os três anteriores.

Assim, de forma a atrair mais e novos visitantes, é criada esta nova criatura híbrida que vai mesmo surpreender. Contudo, o resultado é um animal altamente inteligente e adaptada, cujos instintos assassinos vão colocar milhares de pessoas em perigo… Este Indominus Rex é enorme, mais terrível e também muito mais esperto do que qualquer outro dinossauro. Ilude os humanos, evade-se e espalha o caos e a morte na ilha. E depois de atacar animais e algumas pessoas, ameaça devorar os dois jovens sobrinhos de Claire. Esta, contando com o apoio do intrépido Owen Grady (Chris Pratt, com um estilo a lembrar-nos Indiana Jones), que "domestica" Velociraptors, corre a salvá-los, enquanto tentam destruir o novo monstro.

Parece que aqui, Steven Spielberg não tenha supervisionado apenas a rodagem, pois muito desta nova entrega remete-nos a este realizador. Por exemplo, quando o novo dinossauro não nos é dado logo a ver, pois vamos descobrindo-o pouco a pouco, para irmos ganhando algum terror (a lembrar-nos “Tubarão”, em que só o vemos por completo mais a meio do filme). Por outro lado, "Mundo Jurássico” parece muito mais a continuação do primeiro filme do que vir a ser o quarto título da série...

Esta quarta aventura da saga conta no elenco, para além de Bryce Dallas Howard e de Chris Pratt, com Judy Greer, Ty Simpkins, Vincent D'Onofrio e Omar Sy, entre outros. O único actor a repetir a presença feita em "Parque Jurássico" é B.D. Wong (Dr. Henry Wu), responsável pela equipa de genética que fez renascer os dinossauros no filme de 93. E é este mesmo Dr. Wu que faz antever uma nova trilogia, pois no final, na evacuação dos peritos em genética, ele leva consigo os “activos” de laboratório...

Não percam! Venham divertir-se como o fizeram há anos. E confirmar que o nosso "velho amigo" T-Rex continua vivo e de dentuças afiadas.

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Copos sexy, cheios com bebidas elegantes, saborosas e misteriosas. Bares de gin a aparecer como cogumelos, uma revista dedicada exclusivamente à bebida, um evento, o Gin Tasting, que voltou a ter uma edição na semana passada, várias marcas nacionais a nascerem… É, o gin é a bebida da moda e, para muita gente, é muito mais do que isso! Sejam adeptos ou não, há que reconhecer esta tendência que tem vindo a assolar o país. Mas o que aconteceu aos portugueses para, num ápice, andarem todos com um copo-balão gelado na mão? A verdade é que o gin tónico nem sempre foi esta "febre" em Portugal e raras eram as vezes em que era realmente bem servido. Cometiam-se muitos erros, como deitar a garrafa de gin para dentro do copo e tirar espaço à água tónica. Mas agora, o país parece ter-se rendido a esta bebida destilada, obtida a partir de cereais como milho, trigo e cevada e, posteriormente, aromatizada com “botânicas”, com a presença obrigatória do zimbro. Trata-se de um cocktail e, como tal, obedece a regras e a números precisos, tal como qualquer receita. Não é à toa que a “cocktelaria” seja equiparada à pastelaria. Ora, foi a negligência dessas “regras” que veio desacreditar o gin e a ser preterido por outras bebidas destiladas, como a vodka ou o whisky.

A revitalização do gin é recente e data de 2007 e 2008. A vizinha Espanha foi responsável por dar-lhe uma lufada de ar fresco. Tudo porque, nas cozinhas de Madrid e de Barcelona, devido a serem muito quentes, os chefs começarem a beber, ao final do dia, água tónica, com muito gelo, em copos grandes, para se refrescarem. A partir daí, foi uma questão de tempo até alcançarem a fórmula perfeita para o gin tónico. E esta versão “moderna” de gin tónico saltou a fronteira, começando a difundir-se no Norte. Na altura, o “Gin Club”, que actualmente se chama “The Gin House”, localizado no Porto, foi um dos primeiros impulsionadores. Na capital, essa função deveu-se à “Taberna Moderna”, que se lembrou de servir o gin como parte integrante da refeição.

Agora, os bares que servem a bebida em questão são mais que muitos e aqueles que a procuram, idem. Certamente, a vinda de muitas marcas estrangeiras, que continuam a proliferar, veio ajudar. Mas o mais relevante desta tendência é o surgimento de marcas portuguesas. Primeiro, chegou “Big Boss” e a seguir, a “NAO” (gin envelhecido em pipas de vinho do Porto). A “Templus”, que afirma ser o primeiro gin biológico da Península Ibérica, não tardou muito a chegar e foi logo precedida pela “Sharish”, proveniente de Monsaraz. No início deste ano, o empresário Pedro Miguel Ramos lançou o seu “Amo-te.Gin”, no qual se realça a conjugação da rosa, coentro, flor de laranjeira, poejo e o zimbro da Serra da Estrela. E também chegou aos escaparates o “Wild Snow Dog”, destilado de zimbro da Serra da Estrela e de mais nove botânicos: angélica, coentro, amêndoa, rosa, kumkuat, noz-moscada, cássia, canela e casca de limão. Também neste ano, surgiu um novo Gin nacional no mercado: “Tinto”. E há poucos dias atrás, nasceu o “Gin Nautilus”, um gin “com sabor a mar”. De realçar que este gin, do mesmo produtor do “Templus” e com tripla destilação, é aromatizado com algas da Ria de Aveiro. Foi lançado a 21 de Maio e já tem encomendas de diversos países. Será caso para dizer que o gin também tem alma nacional?

O certo é que, hoje em dia, qualquer bar que se preze tem de ter várias marcas de gin e aquele que não servir gin tónico, pode crer, está condenado ao insucesso. Segundo o entendido de gins, do colectivo Gin Lovers, e autor (juntamente com Daniel Carvalho) do “Primeiro Livro Português sobre o Mundo do Gin - Vamos Beber um Gin?”, o jornalista Miguel Somsem, o grande problema do país ao nível do gin reside na falta de formação existente no mercado. “Os clientes, às vezes, sabem mais do que os bartenders. A maior revolução que precisa de ser feita é ao nível do serviço”.

Uma parte de gin para quatro partes de água tónica. Um copo grande, com capacidade superior a 60cl, muitos cubos de gelo, de preferência, de água mineral, especiarias ou cascas de limão ou laranja a infundirem. Uma receita simples que veio revolucionar o gosto por esta bebida por parte dos portugueses, quando antes um gin tónico era apenas isso, um gin tónico, a água tónica era a que havia e o preço era mais acessível do que um whisky ou do que um cocktail. Mas hoje as coisas mudaram a valer! E já ninguém gosta de beber gin num copo vulgar…

E o gin tónico é pedido de acordo com ingredientes específicos, ao gosto do consumidor: clássico (predominante de zimbro com um toque picante); cítrico (dominado pelos aromas de laranja, limão ou tangerina); spicy (reforçado com sementes de coentros, raiz de lírio, canela, cardamomo, pimenta e noz-moscada); ou herbal (com tomilho, hortelã, alecrim ou manjericão). Já para não falar da água tónica, que deixou de ser um mero líquido gasoso adocicado para diluir o álcool para passar a ser tão importante (ou mais, dizem os entendidos) do que o próprio gin. Uma boa tónica tem a capacidade de transformar um gin razoável num bom gin, mas uma má tónica tem o condão de transformar um bom gin num mau gin. Acreditem! E até aqui, os consumidores estão mais atentos…

Posto tudo isto, qual o futuro do gin tónico em Portugal? Miguel Somsen explica que essa é uma questão recorrente. E defende: “É uma bebida que está a dar. Está na moda e a moda renova-se, não desaparece. O gin terá de se renovar, caso as pessoas queiram continuar a bebê-lo. É, realmente, uma bebida com muita vida”. Acrescentando: “Os gins premium não são conversa, são um produto de qualidade gastronómica. O gin premium vai abrir a porta a mais produtos premium na área dos destilados e alimentação. Sim, os hambúrgueres também estão na moda. Mas algum de nós acredita que daqui a dez anos voltaremos a comer apenas hambúrgueres congelados? Não me parece”.

Anotem na agenda: o Dia Nacional do Gin Tónico assinala-se a 27 de Junho. Mais info em www.ginlovers.pt

E termino, com a receita para um gin tónico “standard”:
É preciso um copo-balão grande, uma colher alta e um doseador. É indispensável um bom gin (nem mais!), gelo, água tónica, um citrino (lima, laranja ou limão) e algumas especiarias (por exemplo zimbro, pimenta-rosa, cardamomo… etc).
1. Pressionem a casca do citrino contra o copo para espalhar os óleos.
2. Encham o copo de cubos de gelo e deixem gelar o copo. No fim, retirem a água que derreteu.
3. Adicionem 5cl de gin para cada 20cl de água tónica; vertam a água tónica pelo cabo da colher para perder menos gás.
4. Juntem as especiarias: três a quatro bagas de zimbro esmagadas; pimenta-rosa ou pimenta-de-sichuan.
5. Misturem com a colher... e desfrutem com amigos!!!
(e podem ir variando com outros gins, outras águas tónicas e outras especiarias).

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Bom, há 31, mais exactamente. Mas, inexplicavelmente, passou-me ao lado, no ano passado, o aniversário de um dos videojogos mais populares do mundo. Conhecido também como “o jogo de mente soviético”, a história do Tetris começou durante o período de Guerra Fria na URSS, quando os russos Alexey Pajitnov e Dmitry Pavlovsky trabalhavam no Centro de Computadores da Academia Russa de Ciência, em Moscovo.

Nessa altura, Alexey tentava levar para os ecrãs de computador o seu jogo favorito de Tetraminós. Este jogo de tabuleiro é composto por várias formas criadas com pequenos quadrados idênticos, e onde o objetivo é preencher uma área sem deixar espaços vazios. No fundo, é um puzzle mental. Com a ajuda do seu colega de trabalho, Dmitry Pavlovsky, eles acabaram por criar um simples jogo virtual com gráficos muito básicos e sem som. O jogo foi adaptado para o sistema Electronica 60. Ainda numa fase embrionária, o conceito deste projeto assentava em ir buscar todos os elementos dos puzzles com Tetraminós, adicionando algumas variáveis, como a gravidade e a imprevisibilidade da peça a usar a seguir. O jogo adicionava ainda um elemento de dificuldade: o aumento da velocidade à medida que as peças caiam. O objetivo para passar de nível era simples, criar linhas horizontais completas, que iam sendo eliminadas, abrindo espaço no ecrã para novas peças encaixarem. Caso fossem deixados espaços em aberto, a linha incompleta permanecia até que o “buraco” fosse preenchido.

Nesta altura de desenvolvimento, o jogo estava praticamente feito, tal como o conhecemos, com quase todas as mecânicas, mas eis que faltava o mais importante: o nome. Pajitnov “resolveu” este problema de uma maneira simples, agarrou nos Tetraminós e no seu desporto favorito, o Ténis, e assim nasceu o Tetris.
Vadim Gerasimov, foi também um elemento importante para a história do Tetris. O estudante da Academia Russa de Ciências, aproveitou os seus conhecimentos de programação e converteu o projeto de Pajitnov para computadores da IBM. A partir daqui, o Tetris tornou-se um fenómeno, pois os colaboradores do Centro de Computadores ficaram completamente viciados com o videojogo, ao ponto de colocarem em causa o seu trabalho.

No verão de 1985, o jogo, que continuava em desenvolvimento, recebeu cores. Esta atualização levou o jogo para as “ruas” de Moscovo e tornou-o ainda mais popular. O Tetris acabou, depois, por chegar a Budapeste, na Hungria, onde uma empresa de software inglesa o ficou a conhecer. Na altura, Pajitnov trabalhava para o governo soviético, por isso a sua propriedade intelectual pertencia ao Estado. Tal facto fez com que Pajitnov demorasse anos até receber qualquer tipo de receitas da sua criação… Mas na época, Pajitnov não tinha noção de que o Governo se podesse apoderar da sua propriedade intelectual. O Tetris tornou-se, assim, um catalisador de uma guerra de direitos entre a empresa governamental russa ELORG e algumas empresas ocidentais.

No meio destas batalhas legais, em 1986, apareceu nos Estados Unidos uma versão do Tetris para PC, que supostamente seria oficial. Este foi o primeiro jogo soviético a chegar ao público americano e foi comercializado como um símbolo cultural russo. Até então, era completamente diferente de tudo o que era comercializado nos E.U.A., onde o mercado estava saturado de videojogos de tiros, corridas e plataformas em vez de jogos que requeriam o uso da mente. Tal como todos os que já tinham experimentado o jogo antes, os jogadores ocidentais ficaram “colados” a esta novidade e o Tetris tornou-se extremamente popular. No entanto, ainda ninguém tinha direitos sobre o jogo.

Ao fim de alguns anos de batalhas legais entre empresas, incluindo a Atari, foram Henk Rogers e a Nintendo que conseguiram ficar com os direitos do jogo, em 1989. Com esta vitória, a Nintendo lançou o Tetris incluindo-o na sua consola NES e no popular GameBoy, com o objetivo de atrair mais consumidores. A versão de GameBoy apresentava-se sem cor e mas já incluia o seu tema icónico. Esta versão acabava por ser a mais parecida com o original de Pajitnov.
Para Pajitnov, 1996 foi um ano em grande, pois começou, finalmente, a receber royalties quando os direitos do jogo começaram a reverter para ele, em vez do governo russo. Aliou-se a Henk Rogers e ambos criaram a Tetris Company para tratar do licenciamento do jogo nos E.U.A., e começou a trabalhar na Microsoft, depois de se mudar para os E.U.A. cinco anos antes.

A popularidade do jogo foi-se alastrando ao longo dos anos e a febre do Tetris não tinha fim. O jogo até se tornou objeto de estudos científicos, onde alguns concluíram que demasiado tempo de exposição ao jogo fazia com que os jogadores vissem o mundo como peças de Tetris em termos de organização e de como tudo se pode encaixar. Essas reações ao jogo foram categorizadas como uma forma de alucinação chamada “O Efeito Tetris”. Saltando no tempo até 2012, o jogo foi passou a ser visto como terapia, prevenindo sintomas de stress pós-traumático.

Desde a sua criação, o Tetris tornou-se um fenómeno que se expandiu a diferentes culturas, raças e que atraiu não só jogadores, mas quase toda a gente. É, sem dúvida, um dos clássicos dos jogos eletrónicos e, mesmo passadas três décadas, em que se venderam mais de 170 milhões de cópias, continua a agradar a miúdos e graúdos. Durante todo este tempo apareceram centenas de imitações, versões alternativas e até melhorias do jogo, que são hoje acessíveis em quase todos os dispositivos eletrónicos e que continuam a vender milhões de cópias afirmando que foi e continua a ser um dos jogos mais populares da história dos videojogos. Trinta anos mais tarde e depois de já ter passado por todas as plataformas, o popular e viciante jogo mantém-se presente nas consolas de última geração. Quem nunca o jogou?


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30 anos depois, Mad Max regressa ao cinema, com Tom Hardy, Charlize Theron e muito barulho. Aliás, Charlize Theron é a grande e boa surpresa de “Mad Max: Estrada da Fúria”, um dos melhores filmes de ação (frenética) deste ano. Embora a presença de Max acompanhe o espectador do começo ao fim, sentimos que a personagem de Charlize, Imperator Furiosa, é a verdadeira protagonista deste Mad Max. É ela que põe a trama em movimento…

Um dos maiores riscos no cinema é voltar ao sítio onde já se foi feliz. Foi isso que fez o cineasta australiano George Miller, criador do pós-apocalíptico Mad Max. 36 anos exactos após o primeiro filme (1979), o próprio Miller recomeça a saga do lendário Mad Max. Mas falar num "quarto filme" não faz muito sentido. Não apenas por conta das três décadas que separam este Estrada da Fúria do Além da Cúpula do Trovão, mas principalmente porque Miller faz poucas referências ao passado da série. Aliás, nem há uma cronologia a ser seguida. O futuro apocalíptico parece, neste último, mais avançado no tempo, com mutantes e uma guerra por água que parecem dar seguimento ao que foi visto nos filmes anteriores. Depois, o "Mad" Max Rockatansky de Tom Hardy é visivelmente menos experiente do que o de Mel Gibson. Portanto, para lá do carro V8 Interceptor, no início do filme, e das assombrações da filha morta de Max, não há mais nada em Estrada da Fúria que sugira uma relação com as outras longas-metragens. A ideia era essa mesma, a de que este Mad Max se sustentasse sozinho, ou seja, ", se alguém nunca tivesse visto um Mad Max, pode desfrutar desta nova entrega e não se sentir perdido. Como afirma, Miller, “Nós partimos com a intenção de fazer um filme que tivesse princípio, meio e fim”.

Embora exista um elo comum, que torna todos os Mad Max parte de uma coisa só, tanto em termos de estética, como na acção, a substituição de Mel Gibson por Tom Hardy pode tornar-se o principal foco de discussão, por parte dos entendidos e dos fãs. Em 2015, Max continua a ser uma personagem de poucas palavras e olhos loucos, encarregado de liderar as cenas de acção, mas, claro, os dois actores têm níveis de carisma bem distintos, o que faz toda a diferença neste Estrada da Fúria. Depois, George Miller, embora tivesse as condições climáticas perfeitas no deserto da Austrália, viu-se obrigado a mudar os sets para a Namíbia. Portanto, esteticamente, este quarto filme não se diferencia assim tanto dos anteriores, com as paisagens de um alaranjado empoeirado infinito, mas mais rochosas e acidentadas do que nas planícies australianas.

Sobre a ambientação no futuro, Miller diz que, na sua mente, o enredo passa-se, efectivamente, num lugar como a Austrália, 45 anos depois de um evento apocaliptico. "Aquele lugar, um centro da Austrália, é como um microcosmo do mundo, com gangues a controlar recursos diferentes. Não há vegetação, e quando a personagem de Nicholas Hoult vê uma árvore, ele nem sequer sabe como chamá-la”, diz.

Após ser capturado por Immortan Joe (vivido pelo actor Hugh Keays-Byrne, que fez o vilão Toecutter no primeiro Mad Max), o guerreiro das estradas chamado Max vê-se no meio de uma guerra mortal, iniciada pela corajosa Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), na tentativa de salvar um grupo de jovens esposas do déspota. Também na sua tentativa de fuga, Max aceita ajudar Furiosa na sua luta contra Joe e vê-se dividido entre seguir sozinho o seu caminho ou ficar com o grupo. Após o “golpe” dado ao homem mais poderoso deste mundo desértico e decadente, o que se segue é uma perseguição implacável com boa música, muitos tiros, bólides artesanais, repletos de gadgets e formas originais de fazer guerra num filme em constante movimento. Além das brilhantes cenas de ação, no meio do deserto há espaço para crueldade, boas intenções, passados sombrios e improváveis heróis.

“Mad Max: Estrada da Fúria” pode ser considerado como o melhor filme de acção do ano e não fica nada a dever à mítica saga, sobressaindo – mantém os níveis de adrenalina no máximo. É um filme incansável, um espetáculo para os sentidos, emocionante, vibrante, electrizante. E está tudo lá, da tragédia à análise da condição humana. Ao mesmo tempo, com muitos carros, motas e perseguicões, Aconselhado para quem não tem arritmias…

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Adoro dar conta de bons projectos! “Gente bonita come fruta feia” é o lema de um projeto fantástico, que pretende associar bons ideais às pessoas que estão dispostas a comer fruta não normalizada, para evitar o desperdício. Na sociedade actual, no nosso país, em que cada vez há mais pobreza e até mesmo fome, deparamo-nos com a situação irónica e triste de cerca de 30% da fruta produzida em Portugal ser considerada desperdício porque, apesar de ser saborosa e de qualidade, não possui o aspecto “perfeito” em termos de cor, formato e calibre, que os canais de grande distribuição procuram e que os consumidores também escolhem. Ora, a cooperativa “Fruta Feia” nasceu com com o objectivo principal de canalizar essa parte da produção fruto-hortícola desperdiçada até aos consumidores que não julguem a qualidade pela aparência, combatendo, assim, uma ineficiência de mercado, e criando uma marca e um movimento que visa alterar padrões de consumo e gerar um mercado para a chamada "fruta feia”. Um mercado que agregue valor e combata tanto o desperdício alimentar, como o gasto desnecessário dos recursos utilizados na sua produção (água, energia e terrenos agrícolas). Missão: salvar fruta às toneladas!

Esta cooperativa de consumo “Fruta Feia” abriu a sua primeira delegação no Bairro dos Anjos, em Lisboa, em Novembro de 2013. Em apenas um ano de atividade, a cooperativa "Fruta Feia" conseguiu evitar que fosse diretamente para o lixo qualquer coisa como 100 toneladas de frutas e hortaliças. “A nossa meta era superar as 100 toneladas. Hoje em dia, estamos a trazer quatro toneladas do campo, o que, para os agricultores, representa um aumento bastante significativo na sua rentabilidade”, defende Isabel Soares, uma das fundadoras da cooperativa “Fruta Feia”. O projeto, único no panorama nacional, resulta de uma ideia de quatro amigos para aproveitar cerca de um terço da fruta e vegetais que os supermercados deitam para o lixo, por considerarem que não têm o aspeto perfeito que os consumidores procuram…

Hoje em dia, conta com dois pontos de entrega em Lisboa, 32 agricultores, 650 consumidores associados e uma lista de espera de 2.100, evitando, semanalmente, que cerca de 2 toneladas de fruto-hortícolas vão parar ao lixo! Com a abertura do último ponto de entrega da “Fruta Feia” na Parede, linha de Cascais, no passado mês, Isabel Soares considera ter sido dado mais “um salto no crescimento” do projeto e atingido um dos objetivos para Abril, que era descentralizar a distribuição em Lisboa.

Adiram a esta ideia! Mais informação em www.frutafeia.pt

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Este foi um visual masculino que ganhou corpo em 2014, mas que permanece em 2015, com força. A barba, tradicional ou com cortes mais ousados, tem vindo a ganhar o seu espaço, apesar de uma corrente anti-hipster que já começou a surgir nas redes sociais…

Quando se trata de barba, existe uma certa “concorrência” entre duas escolas estéticas: a americana (com mais detalhes e recortes) e a europeia, mais tradicional, à base de navalha e tesoura. O facto é que estas duas vertentes andam a fazer as suas trocas de influências, criando cortes que combinam as duas especialidades e dando mais alternativas aos adeptos do look “macho bem-cuidado” (o tal lumbersexual, de que já aqui dei conta). Porém, o que é bom destas combinações é que tornam o quotidiano mais diversificado e ajudam o homem a mudar de aparência. Na europa, contudo, as barbas em alta atingem dois extremos. Um, inclui a clássica barba rala, com acabamento leve, misturando a pele ao pelo (o chamado dirty look). O outro modelo de barba em alta, chamado de viking, soma barba cerrada e longa, com cabelos também compridos, às vezes presos em tranças.

Mas o que é certo, e como já devem ter reparado, os homens vão adoptando, cada vez mais, um rosto peludo. Até eu aderi à tendência! E estou a gostar muito de me ver de barba. Porque, não há dúvida de que o visual com barba está a ganhar mais e mais adeptos, e os próprios famosos como Ben Affleck, Jake Gyllenhaal, Matthew McConaughey, Jamie Dornan, George Clooney ou Hugh Jackman também promovem e impulsionam o uso da barba. Como vêem, não há dúvida. Pode ser uma barba bem acabada, cultivada e cuidada. Ou então, mais comprida, despenteada, ao estilo “homem das cavernas”. O certo é que as barba vieram mesmo para ficar.

Já agora, se se tornaram adeptos recentemente ou, pelo contrário, estão fartos da barba, aqui vos deixo 10 motivos não desfazerem a barba:
1.Os homens com barba são mais sexys
Uma pesquisa da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, mostrou a centenas de mulheres heterossexuais 10 fotos de diferentes etapas de crescimento da barba e pediu para pontuarem as fotos por atracção, masculinidade, saúde e potencial para serem namorados ou marido. Resultado: os homens que não desfaziam a barba há dez dias foram os mais populares entre mulheres pesquisadas. Já os homens com pouca barba, aquela de três/cinco dias, foram considerados menos atraentes pelas mulheres.
2.A barba protege contra o sol
Segundo uma pesquisa recente da Universidade de Southern Queensland, também na Austrália, os investigadores descobriram que as partes do rosto cobertas por barbas e bigodes, têm, em média, um terço a menos de exposição aos raios UV prejudiciais. O estudo foi feito no sol do deserto australiano com manequins com e sem barba (barbas de 3,8 e 8,8 centímetros). Os resultados mostraram que as barbas pareciam oferecer 90 a 95% de proteção contra o sol, dependendo do comprimento do pelo.
3.A barba mostra respeito
Com quem gostavam de ser parecidos, com o Ken ou o Falcon? Pois é! A cara sem barba passa a impressão de um homem mais jovem e, por esse motivo, as pessoas poderão não o levar tão a sério. Já com barba, transmitimos um respeito maior e mostramos uma cara mais experiente.
4.A barba economiza tempo
Já calcularam quanto tempo se perde a fazer a barba todos os dias? Considerando 10 minutos diários, num ano, dispensamos cerca de 60 horas, ou 2 dias e meio, com a máquina de barbear ou a Gillete na mão. Reduzam para uma vez por semana e será apenas 8 horas, quase um oitavo desse tempo…
5.A barba suaviza a pele
Ter barba significa não se cortar, nem irritar a pele com uma lâmina de barbear. “Barbear é, geralmente, a principal causa de infecções bacterianas na zona da barba”, explica o Dr. Martin Wade, dermatologista em Londres, Inglaterra. Com a barba, os homens também podem livrar-se de pêlos encravados e infecções na pele.
6.A barba desacelera o envelhecimento
Sabiam que o pêlo facial pode ajudar a manter a pele jovem e em boas condições? Isso deve-se ao facto dele impedir que a água deixe a pele por completo, mantendo-a hidratada e protegendo-a do vento, que a seca e perturba sua barreira protectora, de acordo com outro médico dermatologista, o Dr. Nick Lowe. “Além disso, se passar hidratante, a barba ou o bigode vão ajudá-lo a ficar muito mais tempo na pele do que num rosto exposto ou barbeado”, explica.
7.A barba alivia a asma
Homens com asma desencadeada por pólen e poeira deveriam deixar crescer os pêlos faciais para reduzir os sintomas. Bigodes que atingem a área nasal podem parar ou impedir que alérgenos entrem no nariz e sejam inalados pelos pulmões, de acordo com a especialista médica em pelo, Carol Walker, do Birmingham Trichology Centre, Inglaterra.
8.A barba ajuda a combater gripes, constipações e tosses
Barbas espessas, que crescem sob o queixo e o pescoço, aumentam a temperatura do corpo e podem ajudar a combater uma gripe ou constipação. “O pêlo é um isolante que mantém o pescoço quente. Uma barba espessa bloqueia o ar frio e eleva a temperatura do pescoço, tornando-se numa mais valia quando se está com uma gripe ou constipação”, explica Carol Walker. Quando se tem uma dor de garganta, por exemplo, o corpo aumenta a temperatura (febre) para matar o vírus. Quanto mais quente estiver e mais fluídos tomar, melhor equipado se fica para combater o vírus.
9.Cria um estilo próprio e mudar quando quiser
De cara lisa, barbeada, apenas tens um estilo. Agora, se usarem barba, podem optar por vários estilos: barba rija, por desfazer, bigode, barbicha, barba longa, entre outros…
10.Porque elas gostam mais e aprovam o visual com barba
As mulheres actualmente gostam tanto de homens com barba, que até elas próprias criaram campanhas femininas que apelam por pelos faciais masculinos. A página do facebook “Faça amor, não faça a barba” é um belo exemplo disso.

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Como sabem, a banda-desenhada é uma das minhas paixões. Não é à toa que vou todos os anos ao Festival Amadora BD. Ora bem, já li muito, mas desde “Crying Freeman”, fantástico "manga" com argumento de Kazuo Koike e desenhos de Ryoichi Ikegami, que nenhuma banda-desenhada tinha tamanho impacto em mim… Até começar a ler “The Walking Dead”. “The Walking Dead” é uma publicação de banda-desenhada, publicada, desde 2003, nos Estados Unidos pela Image Comics. Em Portugal está a ser editada pela Devir Livraria. A história foi criada e escrita por Robert Kirkman e o desenhador Tony Moore, que mais tarde foi substituído por Charlie Adlard (a partir da edição número 7), mas tendo continuado a desenhar as capas até à edição número 24.

Esta inusitada série narra a história de um grupo de pessoas que tenta sobreviver a todo o custo, num mundo atingido por um apocalipse zombie. A mesma não teve grandes vendas por ocasião do seu lançamento, mas veio a ganhar enorme popularidade com o tempo. Para que tenham uma ideia, em 2006, a primeira tiragem da trigésima terceira edição da série esgotou em apenas 24 horas.

“The Walking Dead” centra-se em Rick Grimes, um oficial de polícia de uma cidade no estado de Geórgia/E.U.A. Também acompanha a trajetória da sua família e uma série de outros sobreviventes que se uniram para se manterem vivos, depois do mundo ter sido infestado por zombies. Uma epidemia de proporções apocalípticas varreu o globo, fazendo com que os mortos se animem e comecem a se alimentar dos vivos. Com o avançar da série, as personagens tornam-se mais desenvolvidas e as suas personalidades vêm ao de cima sob a tensão do tal apocalipse zombie, especialmente a de Rick.

Tudo começa quando Rick e o seu parceiro Shane participam num tiroteio e Rick é baleado, entrando em coma. Ao acordar num hospital, ele descobre que os mortos-vivos infestam o edifício e cidade inteira está destruída e deserta. Bem, não completamente deserta, afinal há zombis por todo o lado... E empreende uma viagem interminável… Desde reencontrar a família, a ser torturado por um homem louco que se autodenomina "O Governador", a confrontar-se com humanos canibais no caminho, etc. Rick e os seus amigos descobrem, sobretudo, que têm muito mais a temer para além dos pútridos mortos-vivos…

“The Walking Dead”, além da grande correria e da luta pela sobrevivência, tenta passar a ideia de uma sociedade nova que surge num mundo que tal como o conhecemos, desapareceu. O mundo do comércio e das necessidades frívolas foi substituído por um mundo de sobrevivência permanente e de responsabilidade. Numa questão de meses, a sociedade desmoronou-se, deixou de haver governos, lojas de víveres e mantimentos, deixou de haver correio, televisão por cabo, internet… O grupo de personagens principais tenta viver uma vida normal em sociedade, convivendo com outras pessoas, porque, para lá do princípio da série assentar em matar zombies, o conflito principal reside entre as pessoas, nos seus interiores e pesadelos. Nos seus conflitos por sobrevivência, na procura de armas e de um lugar para viver, na tentativa de cultivar alimentos num lugar grande, de formar uma sociedade no meio do caos. Assim, nesta banda-desenhada vamos engolindo muitas vezes em seco. Porque acontecem coisas inimagináveis, sofremos mas acabamos por compreender as atitudes extremas das personagens. E todo o ritmo dos livros está pensado como se de uma tela animada se tratasse. Deparamo-nos muito com um suspense ao jeito cinematográfico…

Ainda não me atrevi a ver a série de TV. Não enquanto não acabar de ler a BD… Isto porque temo o que acontece com os livros. Os filmes que deles derivam deixam sempre muito a desejar face ao original. Mas em 31 de Outubro de 2010, estreou, nos Estados Unidos, a série de televisão baseada nos livros de quadradinhos. No seu primeiro episódio, a série registou um recorde de audiências, tendo sido vista por cerca de 5,3 milhões de espectadores nos E.U.A. Entretanto, a banda-desenhada de “The Walking Dead” foi premiada com vários títulos: um Eisner Award em 2010 para “Best Continuing Series” (Melhor série contínua), um Harvey Award em 2010 para “Best Writer” (Melhor Argumento) e a Melhor série na Comic-Con de 2010. Por isso, aconselho! Experimentem ler “The Walking Dead” em BD e deixem-se surpreender... Por cá, está para sair o 12.  livro, sendo que cada um compreende 5 a 6 edições americanas. Mal posso esperar!

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Eis o primeiro blockbuster do ano. E eu tive o privilégio de ir à sua ante-estreia, na passada terça-feira, às 00h01 (hora em que em muitos outros lugares do mundo ocorria a mesma ante-estreia). Eles estão de volta! Todos e mais alguns novos. “Vingadores: A Era de Ultron”, produzido pela Marvel Studios e distribuído pela Walt Disney Pictures, é a segunda grande-metragem baseada na equipa de super-heróis da Marvel Comics, com o mesmo nome. Este novo filme surge como sequência de “Os Vingadores”, de 2012, e representa já o décimo primeiro filme do universo cinematográfico da Marvel. Novamente realizado por Joss Whedon, volta a aglomerar um elenco de grandes proporções, incluindo Robert Downey, Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Jeremy Renner e Chris Hemsworth. James Spader aparece como Ultron e Samuel L. Jackson, Don Cheadle, Paul Bettany, Stellan Skarsgård e Idris Elba são secundários de peso. Esta continuidade da união dos heróis da Marvel fora anunciada em Maio de 2012, após o lançamento muito bem sucedido do primeiro filme. A escolha do super elenco começou em Junho de 2013, com a renovação do contrato de Robert Downey, Jr. para mais dois filmes da saga.

Aqui, os Vingadores unem-se mais uma vez para combater uma ameaça comum. Tony Stark, o Homem-de-Ferro, tenta iniciar um plano de manutenção para a paz mundial. Mas, às vezes, as boas intenções caem em saco roto e quando a tecnologia utilizada falha, algo surge. O projeto acaba mesmo por dar para o torto, gerando o nascimento do Ultron e o destino do mundo torna-se turvo e ameaçador. Então, os super-heróis mais poderosos do planeta Terra, incluindo o Homem-de-Ferro, o Capitão América, o Deus do Trovão Thor, o Incrível Hulk, a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro são colocados à prova, enquanto tentam salvar o planeta da destruição pelo terrível e infernal vilão tecnológico, empenhado na extinção humana, Ultron.

Em Sokovia, os Vingadores invadem um posto avançado da H.I.D.R.A., liderado pelo Barão Wolfgang von Strucker, que tem feito experiências em humanos fazendo uso do ceptro de Loki. Aí, eles encontram duas das experiências de Strucker: os gêmeos Maximoff: Pietro (Mercúrio), que tem velocidade sobre-humana, e Wanda (Feiticeira Escarlate), que pode manipular mentes e lançar rajadas de energia. Uma vez inimigos, mais tarde, estes dois mutantes acabam por se aliar ao gurpo. Ultron, após "destruir" J.A.R.V.I.S, foge e passa a utilizar os recursos da base de Strucker para evoluir para um corpo melhor e construir um exército de robôs. Ele “recruta” os gémeos Maximoff, que possuem um enorme rancor contra Stark.

Nick Fury entra em cena e incentiva a equipa a formar um plano para parar de vez Ultron. Em Seul, Ultron força a amiga de Bruce Banner, Dra. Helen Cho, a usar a sua tecnologia de tecido sintético, juntamente com a gema do ceptro, para criar o corpo perfeito para ele e deixar de vez o metal. Eis que, quando Ultron começa a fazer o upload para um novo corpo, Wanda lê a sua mente e acaba por descobrir o seu plano para a extinção humana. A partir daí, os Maximoff tentam desligar Ultron, mas sem sucesso. E começa uma grande caçada…

Frágeis alianças e acção inesperada, com muitos e bons efeitos especiais, traçam o caminho para uma aventura épica e única. A sua duração é de 160 minutos, ou seja, 2 horas e 40 minutos, quase 20 minutos a mais que o primeiro filme. A continuação de ‘Os Vingadores’ torna-se, assim, no filme mais longo do universo Marvel. E outro "recorde" confirmado é o de maior número de efeitos especiais da história do estúdio. São 3.000 cenas com efeitos especiais. Portanto, entretimento puro, adrenalina no máximo expoente, aconselhado para fãs, este é mais um filme de super-heróis que não podem perder.

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A manequim portuguesa, Sara Sampaio, foi escolhida entre as mulheres mais bonitas do mundo para “anjo” nos afamados desfiles da marca Victoria’s Secret. O anúncio foi feito nesta terça-feira, na conta de Twitter da marca, que contempla os dez novos nomes promovidos a “anjos”. Após Doutzen Kroes e Karlie Kloss terem terminado os seus contratos com a Victoria’s Secret, muitos foram os que ficaram curiosos para saber quem iria substituir estas duas “tops” no selecto grupo! Assim, para matar a curiosidade dos fãs e do público em geral, a marca americana de lingerie anunciou aos sete ventos os nomes das novas “angels” que prometem arrasar neste ano!

A modelo portuguesa Sara Sampaio, de 23 anos, torna-se na mais nova integrante do grupo de beldades da Victoria’s Secrets. A morena, nascida no Porto, foi apontada como a nova estrela da marca, que já conta com outras modelos de renome como Adriana Lima, Alessandra Ambrósio e Miranda Kerr. Convém lembrar que até grande Gisele Bündchen já integrou o rol de “angels” da famosa marca. A gigante norte-americana, que optou pelas redes sociais para avançar com a novidade, revelou os nomes dos restantes nove “anjos”: Kate Grigorieva, Taylor Hill, Elsa Hosk, Martha Hunt, Jac Jagaciak, Stella Maxwell, Lais Ribeiro, Romee Strijd e Jasmine Tookes.

Com esta “promoção”, Sara Sampaio subiu às nuvens. Depois de quatro anos a trabalhar para esta conceituada marca de lingerie, a modelo portuguesa ganhou asas e lança-se em pleno voo. A portuguesa, que figura entre as cem mulheres mais belas do mundo eleitas pela revista Maxim, junta-se agora a nomes e rostos conhecidos do público em geral, como as brasileiras Alessandra Ambrosio e Adriana Lima, mas também Candice Swanepoel e Lily Aldridge.

“Ainda não acredito que finalmente aconteceu. Eu trabalho com a Victoria’s Secrets há 4 anos e sempre foi o meu sonho tornar-me um dos anjos da marca. Hoje, esse sonho tornou-se realidade. Sou oficialmente um dos Anjos”, escreveu Sara Sampaio no seu perfil de Facebook. “É com muito orgulho que represento a Victoria’s Secret, e mal posso esperar por esta nova etapa na minha carreira. Quero também agradecer aos fãs por todo o carinho e apoio, não estaria aqui sem vocês”, prossegue a modelo.

Parabéns, Sara! Agora, o mundo da moda vai-se render ainda mais ao encantos desta musa portuguesa.

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A companhia aérea portuguesa está a comemorar o seu 70.º aniversário. A nossa companhia aérea de bandeira nasceu em 1945, no dia 14 de Março. “A TAP é, provavelmente, a única companhia aérea do mundo cujo fundador é um herói da liberdade”. Esta frase, da autoria de Frederico Delgado Rosa, neto e biógrafo de Humberto Delgado, o General Sem Medo, abre o texto que assina nas páginas da revista de bordo UP, colocada no banco da frente em todos os 77 aviões da TAP, que todas as semanas levantam voo cerca de 2500 vezes. Foi o criador, o então tenente-coronel Humberto Delgado, que baptizou a companhia: Transportes Aéreos Portugueses.

A operar desde 1945, a companhia tem o seu Hub em Lisboa, plataforma privilegiada de acesso na Europa, na encruzilhada com África, América do Norte, Central e do Sul. A Rede da TAP, líder na operação entre a Europa e o Brasil, cobre atualmente 84 destinos em 35 países a nível mundial.

Desde sempre, tem havido uma ligação sentimental muito forte entre os portugueses e a TAP… E tempos houve em que voar era uma verdadeira experiência, quando a TAP servia a bordo caviar e charutos aos viajantes em 1.ª classe, coisa que não se via noutras companhias. A primeira conexão comercial da TAP foi Lisboa-Madrid, iniciada a 19 de Setembro de 1946. Só em 1947 se estabeleceu a carreira regular Lisboa-Porto.

Nos anos 50, a grande aposta da companhia era África e com a aquisição dos C-54 Skymaster, em 1954, e dos Super-Constellation, no ano seguinte, a duração da viagem Lisboa-Luanda-Lourenço Marques foi reduzida a 22 horas. Por esta altura, já a TAP tinham passado a empresa privada de capitais públicos. E a década de 60 marca o grande avanço na companhia aérea de bandeira. Com a chegada dos três Caravelle, a empresa alarga o número de rotas para mais capitais europeias. Em 1967, quando a TAP se torna a primeira transportadora aérea europeia a voar exclusivamente a jacto, já tinha atingido o milhão de passageiros.

Numa altura em que andar de avião era um luxo acessível a muito poucos portugueses, devido ao elevado preço dos bilhetes, os que tinham esse privilégio sublinhavam a segurança que sentiam a bordo, a simpatia das hospedeiras e o requinte: na TAP, pasmem-se, as refeições eram servidas em loiça de porcelana e incluíam vinho, até na classe turística. Aliás, "TAP" e "segurança" são duas palavras que desde sempre andaram juntas.

Em Abril de 1975, a TAP foi nacionalizada e é nesse mesmo ano que também protagoniza uma das operações de resgate de cidadãos: a ponte aérea entre a metrópole e as ex-colónias, onde a situação social era explosiva. Os aviões descolavam com a carga máxima. Na década de 80, a situação económica não melhora. A empresa tem mais de dez mil trabalhadores e a subida dos preços dos petróleo, que obriga ao aumento dos preços dos bilhetes, afastam potenciais clientes que já vêem as viagens de avião como um direito democrático a que podiam ter acesso. Ainda assim, em 1988, após se "ter desfeito" de 21 aviões, investe em novos aparelhos mais económicos, os Airbus A310-300.

A crise na aviação a nível global, decorrente da Guerra do Golfo, também atinge a TAP que, no início dos anos 90, vive ainda dias conturbados de agitação social e laboral. Em 1994 é criado o Plano Estratégico e de Saneamento Económico-Financeiro, que divide a companhia em três unidades de negócio: transporte aéreo, "handling" e manutenção. Mais tarde, em 2000, há uma mudança de gestão na TAP: às escolhas políticas para a presidência da empresa sucede uma equipa de gestores profissionais, liderada pelo brasileiro Fernando Pinto, que ainda hoje se mantém no cargo.

Infelizmente, os atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001 dão mais uma machadada na aviação comercial, mas, por cá, ao contrário, a TAP vive mudanças estratégicas que marcam o início de uma década de recuperação. Após muitos anos de acumulação de prejuízos, 2003 é o primeiro com lucros. Surge o Grupo TAP e cresce o número de rotas.

Actualmente, em vias do processo de privatização, o Ministro da Economia, Pires de Lima, argumenta que "é o melhor para salvaguardar o futuro da TAP, porque a empresa precisa de capital para crescer". Apesar de tudo, muitos temem a perda da companhia de bandeira nacional…

E bons ventos continuam a soprar... A TAP, que transportou 11,4 milhões de passageiros em 2014, foi eleita a terceira companhia aérea mais segura da Europa, por ter um dos rácios mais baixos entre incidentes e tráfego aéreo dos últimos 30 anos. A empresa ocupa o 13.º lugar a nível mundial.

Há várias iniciativas que vão assinalar o 70º aniversário da TAP. As mesmas podem ser consultadas aqui: http://www.tap70.com/pt/



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