Corria o ano de 1892 quando começou a circular o célebre Ascensor da Bica, que liga o Largo do Calhariz e a Rua de São Paulo, em Lisboa. Na altura, representava apenas um meio de transporte e não um mero ponto turístico.
O elevador foi concebido pelo engenheiro Raoul Mesnier du Ponsard. Embora de nome e origens francesas, Ponsard era bem português, tendo nascido no Porto em 1848 e desenvolvido uma carreira ligada à construção de ascensores e elevadores. O Elevador de Santa Justa e o Ascensor da Glória, por exemplo, também foram obra do seu trabalho.

Quanto ao Ascensor da Bica, exactamente hoje, 28 de Junho, está a celebrar 125 anos de existência. A 28 de Junho de 1892 subiu pelos carris e tornou-se um grande sucesso, pois foi o primeiro transporte bem-sucedido numa das encostas mais íngremes da cidade de Lisboa. Está, desde Fevereiro de 2002, classificado como Monumento Nacional.

Passados tantos anos, ele continua a fazer o mesmo caminho e a fazer as delícias de todos— só que, agora, bem mais com turistas do que com lisboetas. A Carris não vai deixar passar esta data de aniversário em branco, pois a idade já é de respeito, pelo que tem várias iniciativas preparadas. Uma celebração que surge a poucos dias de uma breve paragem. Entre 17 de Julho e 28 de agosto, o ascensor vai ficar parado para uma reparação geral, prevista no seu plano de manutenção.

Por isso, aproveitem uma voltinha neste belo elevador, em jeito de celebração, antes de ele ir de “férias”...


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Porque F is.. for Fun & Sun. Na estação mais quente do ano, a F Magazine Luxury faz capa com duas grandes personalidades que dão cartas no mundo da televisão: Fátima Lopes e Daniel Nascimento.

Uma nova edição bem “fresquinha”, com óptimos artigos e sugestões: os melhores óculos de sol, moda fresca, marcas de gelados premium… e quanto à evasão, propõe maravilhosos eco resorts, os bungalows à beira mar mais apetecíveis ou até alugar uma ilha privada… Pode, ainda, ficar a conhecer uma outra riqueza de Angola, o seu café. Sugestões de beleza não faltam, claro, e quanto a decoração, para desfrutar da vida ao ar livre, deixe-se guiar pelas propostas da Fendi Garden Outdoor.

Toda uma nova revista com muito para ler e descobrir. Numa banca perto de vocês, sem esquecer a sua dinâmica e gratuita App, bem como o seu site - www.fmagazineluxury.com

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Em 20 cidades - de Sacramento a Sydney – Konstantin Dimopoulos, literalmente, fez uma marca no meio ambiente. Num esforço para enfatizar a qualidade efémera da Natureza e para aumentar a conscientização sobre questões ambientais como a sua proteção, o artista de origem egípcia e oriundo da Nova Zelândia usa um pigmento não tóxico e não permanente para pintar "árvores azuis".

"Sempre soube que a arte é, e sempre foi, uma parte alargada da natureza e também que a arte pode afetar a mudança social", afirma Dimopoulos sobre o seu particular interesse pela arte pública. "Para que isso aconteça, é preciso sair das instituições e galerias de arte e se adentrar na natureza e nos seres humanos nos seus espaços de vida".

O projeto "Blue Trees" de Dimopoulos procura expressar uma mensagem de consciência social e de consciencialização ecológica, particularmente no que se refere ao “ecocídio” e à destruição deliberada de florestas. Em ambas as cidades e paisagens naturais, o artista junta-se a voluntários da comunidade para transformar as árvores em telas de cores e expressão criativa. "Penso nas árvores azuis como uma obra de arte que tem um forte aspecto regenerativo, um trabalho orgânico que está a mudar e a evoluir continuamente de um sítio para outro", termina Dimopoulos

À luz do que tem vindo a acontecer no nosso país, nunca é demais alertar para as consciências, sobretudo, para as ações, em prol da Natureza.







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Os Santos Populares estão aí e as ruas dos bairros lisboetas ganham vida, cor e animação. As Festas de Lisboa duram de 1 de Junho a 1 de Julho, tendo como ponto principal a noite de 12 de Junho e o dia de hoje, 13 de Junho, dia de Santo António. Mas, afinal, quem é este Santo? Santo António é mesmo o padroeiro de Lisboa? Porque se diz que Santo António é casamenteiro? Porque o celebramos a 13 de Junho? Como surgiram as marchas populares? De onde vem a tradição dos manjericos e das sardinhas? Tantas questões que pairam nas nossas cabeças... e eu resolvi aprofundá-las.

Baptizado com o nome de Fernando de Bulhões, nasceu em Lisboa, entre 1191 e 1195, na Rua das Pedras Negras, junto à Sé. Na casa onde nasceu e viveu a sua infância encontra-se hoje a Igreja de Santo António, e na Cripta é possível ver um pedaço de um dos ossos do Santo, autenticado por Bula. Na adolescência, ingressa na Ordem dos Cônegos Regrantes de Santo Agostinho, na Igreja de São Vicente de Fora, partindo, mais tarde, para Coimbra, onde estudou teologia. A busca pela introspecção e a simplicidade conduzem-no até à então recém-criada Ordem Franciscana, deixando de lado não só o hábito de Agostinho, mas também o seu próprio nome. Fernando adopta o nome de António, em homenagem ao eremita Santo Antão, e dedica-se a pregar as escrituras, que tão bem conhece, sobretudo após a sua mudança para Itália.

O célebre Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira, inspira-se precisamente na sua qualidade de pregador. Isto porque em Rimini, Itália, Santo António tentou pregar a palavra católica aos “hereges”, mas de nada serviu. O franciscano decidiu, então, pregar aos peixes, já que mais ninguém se dignava ouvi-lo.

Mas se é Santo António de Pádua, em Itália, e Santo António de Lisboa, em Portugal, como tal é possível? Ora, sendo um dos santos mais populares da Igreja Católica, é normal que existam contestações, mas apesar dos nomes diferentes, trata-se do mesmo santo. Santo António nasceu e viveu em Lisboa, mas viveu e morreu em Pádua. Ora, em Itália, todos o querem como seu, e em Portugal não restam dúvidas quanto ao nome Santo António de Lisboa. Para acabar com as contendas, o melhor é lembrar o que disse o Papa Leão XIII (1878 – 1903): “É o santo de todo o mundo”. Contemporâneo e amigo de São Francisco de Assis, Santo António é um dos santos mais populares da Igreja Católica, e a sua imagem encontra-se nas várias igrejas portuguesas, italianas, brasileiras e também no sul de França.

A razão pela qual o celebramos a 13 de Junho prende-se com o facto de Santo António ter morrido a 13 de Junho de 1231, em Arcella, perto de Pádua, em Itália. Pádua acabou por acolher o corpo do santo e sepultou-o na igreja de Santa Maria Mater Domini. No ano seguinte, a cidade decidiu edificar uma Basílica em sua honra, e a pequena igreja onde está o corpo do santo foi integrada na construção. Oito séculos passados, a Basílica de Santo António prossegue de pé e ainda hoje é a principal atracção turística em Pádua.

Restam algumas dúvidas sobre Santo António ser o padroeiro de Lisboa. Tal se deve porque entre Santo António e São Vicente, a resposta não resulta simples. São Vicente de Saragoça é o santo padroeiro principal do Patriarcado de Lisboa. Já Santo António é o padroeiro principal da cidade de Lisboa. Santo António é também padroeiro secundário de Portugal (Nossa Senhora da Conceição é a padroeira principal).

E Porque se diz que Santo António é casamenteiro? Há muitas teorias e relatos de noivas que agradecem o milagre do casamento a Santo António, mas a mais certa é a que vem n’ “A Biografia do Santo do Amor”, onde Fernando Nuno relata o episódios de uma jovem devota que foi ter com frei António, pedindo-lhe ajuda para casar com o seu vizinho Filipe. Porém, havia um problema: a sua família não tinha dinheiro para o dote – por tradição, atribuído aos pais do noivo. Comovido, Santo António ter-lhe-á dito que o melhor era colocar o assunto nas mãos de Deus, mas, em segredo, pôs mãos à obra. Daquela vez, Santo António não distribuiu os donativos arrecadados, decidindo guardar o dinheiro até conseguir a quantia necessária para o casamento da jovem. Quando conseguiu, amarrou as moedas numa bolsa e atirou-a discretamente para dentro do quarto da rapariga, juntamente com uma nota: “Este é o dote que permitirá à noiva casar-se”. O livro admite que esta história possa ter várias versões, até porque “quem conta um conto acrescenta um ponto”. E há uma outra… Segundo uma tradição portuguesa do século XVII, uma mulher desesperada por encontrar marido atirou pela janela a estátua que tinha de Santo António e, por pontaria, atingiu a cabeça de um soldado que passava na rua naquele momento. Depois de ser socorrido pela própria mulher, conta-se que o soldado se apaixonou por ela e os dois acabaram por contrair matrimónio. As histórias multiplicam-se e, como sempre, o que conta é a fé e a crença. A Câmara Municipal de Lisboa, seguindo a tradição, organiza, todos os anos e nesta data, os casamentos de Santo António para casais que não têm possibilidade de pagar a cerimónia.

Por último, o que têm a ver as marchas populares com o santo? Há 82 anos que os bairros e as colectividades lisboetas desfilam oficialmente na capital. Isto porque, apesar da primeira marcha datar de 1932, os vários bairros alfacinhas já organizavam entre si alguns bailes e pequenas marchas individuais. A primeira marcha foi promovida por Leitão de Barros, a pedido de Campos Figueira, então Director do Parque Mayer. A ideia era a de chamar os bairros lisboetas a mostrarem o melhor de si, dos trajes às músicas, e provar a união da alma alfacinha à volta da celebração de Santo António. À primeira marcha, apenas os bairros de Alto do Pina, Campo de Ourique e Bairro Alto compareceram à chamada.
Quanto à tradição dos manjericos e das sardinhas, não se conhece qualquer relação entre Santo António e estes dois símbolos das Festas de Lisboa. Até porque o manjerico e a sardinha são símbolos de todas as festas populares do mês de Junho, incluindo São João e São Pedro. A sardinha, peixe dos mares portugueses, tem a partir da primavera a sua época alta. A primavera é também a época associada ao amor e, na tradição popular das festas, era costume os rapazes comprarem um manjerico (também conhecido como a erva dos namorados) num pequeno vaso, para oferecer à sua amada. O facto de as condições da primavera e do verão serem as ideais para o crescimento dos manjericos ajudou a que a planta se tornasse tão popular nesta altura.


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Quase todos os desenhos animados que andam por aí hospedam algum tipo de criatura com grande personalidade. Às vezes, como no caso de Bugs Bunny ou o Pateta, as personagens não-humanas são as verdadeiras estrelas do show. Quando tal acontece, os autores adoram carregar a personagem com peculiaridades e maneirismos humanos, tornando-as divertidas, envolventes e confiáveis. Mas alguma vez imaginaram estas personagens como seres humanos?

Quando uma personagem não humana possui voz, personalidade e todos os outros traços antropomórficos que os autores gostam de lhes dar, é curioso pensar em que estes cartoons se pareceriam se fossem de carne e osso... Os artistas e ilustradores a seguir dedicaram-se a refazer totalmente animais, monstros e/ou criaturas míticas para torná-los pessoas de aparência estranhamente impressionante. Por isso, podem ficar descansados, pois as vossas personagens favoritas podem resultar nuns seres humanos muito “cool”.

BUGS BUNNY


TIMON, PUMBAA E SIMBA ("O REI LEÃO")


OPTIMUS PIME ("TRANSFORMERS")


MIKE WAZOWSKI & SULLEY ("MONSTERS INC.")


GARFIELD


SCOOBY-DOO & SHAGGY



MINIONS


JOHNNY BRAVO



OS MARRETAS



E muito mais...


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“Ligar as pessoas à Natureza”, é o mote do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano, que se celebra hoje, segunda-feira. Lembro de o mesmo advém de uma iniciativa das Nações Unidas para sensibilizar e estimular acções de defesa em prol da Natureza. Porque zelar pela “saúde” do nosso Mundo deve ser uma tarefa diária e prioritária. Desde a reciclagem ao menor uso do carro, passando pela limpeza dos espaços comuns à escolha de alimentos orgânicos e cosméticos com reduzida pegada ecológica… são vários os quadrantes onde cada pessoa pode e deve contribuir para um planeta mais saudável.

Em todo a Terra, esta efeméride está a ser assinalada. Tomem, como exemplo, o Google, que se vestiu de verde. O gigante motor de busca da Internet assume-se como defensor do meio ambiente. Desde o início de 2017, o mesmo depende, a 100 por cento, de energias renováveis.

Em Portugal, são várias as iniciativas para sensibilizar a população para a defesa do meio ambiente. Exemplos disso são a “Green Week” em Guimarães, a caminhada para descer a Ribeira do Jamor, em Oeiras, ou a união entre a Sociedade Ponto Verde e o Jardim Zoológico de Lisboa, para incentivar as crianças a reciclar embalagens. Mas há mais… No Brasil, no Rio de Janeiro, estão programados vários colóquios sobre a preservação dos oceanos. Já em São Paulo, a iluminação de vários edifícios, vai ser, durante esta semana, toda em verde, e em Curitiba, no estado do Paraná, está programada uma recolha de óleo de cozinha utilizado e lixo electrónico.

Porque reciclar é a palavra de ordem. Num mundo cada vez mais escasso de matérias-primas, é preciso encontrar formas de dar utilidade aos recursos utilizados em vez de os enterrar no chão ou abandoná-los em qualquer lixeira. Esta também pode ser uma útil oportunidade de negócio, mais conhecida como economia circular, onde saímos todos a ganhar.

Quanto às medidas, em 2017 vou procurar não me repetir muito, pois costumo assinalar sempre este dia aqui no blog e já enunciei várias, mas nunca é demais lembrar…

Quanto à alimentação, para além de procurarmos que a mesma seja o mais saudável possível, em relação ao ambiente há que ter em conta a sustentabilidade, que deve assentar em algumas práticas:
- Comprar alimentos a produtores locais, sempre que possível;
- Preferir alimentos frescos, locais e da época;
- Ter uma alimentação mediterrânica;
- Repensar, reduzir, reutilizar e reciclar;
- Ajudar a promover uma alimentação saudável, através de um estímulo a uma governação mais eficaz.

Façam o vosso papel e tomem consciência de que, tal como o Natal, o Dia do Ambiente deveria ser todos os dias…

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Uma cativante Gal Gadot conquista logo na estreia do filme a solo da Princesa Amazona no grande ecrã. A Mulher Maravilha demorou 75 anos a chegar ao cinema, mas graças à realizadora Patty Jenkins e ao carisma da atriz israelita, eis que chega em grande, numa aventura empolgante, fascinante e deveras inspiradora.

Treinada desde muito cedo para ser uma guerreira invencível, Diana (Gadot) nunca saíra da paradisíaca Ilha de Themyscira, onde é reconhecida como Princesa das Amazonas. Orientada pela sua tia Antíope (Robin Wright) nas artes gladiadoras, mas sempre sob o olhar vigilante de sua mãe, a Rainha Hipólita (Connie Nielsen). Quando o piloto espião norte-americano Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai na ilha, ele fala às Amazonas sobre o grande conflito que ocorre no mundo do patriarcado, que conhecemos como Primeira Guerra Mundial. Diana, guiada pelo seu desejo de proteger os inocentes e perante uma guerra sem precedentes, decide deixar o seu lar, no intuito de parar o conflito, certa de que Ares, o deus grego da guerra, está a influenciar o confronto global. E é na luta que empreende para acabar com todas as contendas, que Diana percebe o alcance dos seus poderes e a sua verdadeira missão na Terra.

Este primeiro filme a solo da Mulher Maravilha é deveras bem-sucedido como peça cinematográfica. A realizadora Patty Jenkins (a mesma de “Monster”) entrega-nos uma película que, trilogia “O Cavaleiro das Trevas” à parte, é a melhor adaptação para o cinema de um super-herói da DC. Jenkins realizou um filme divertido, com muito encanto. Embora a trama lide com alguns temas complexos (e, infelizmente, intemporais), tais como o machismo e a propensão humana para a autodestruição, Jenkins fá-lo de uma forma lúdica e sensível, sem tornar o filme absurdo ou demasiado pesado.

Numa combinação de simplicidade narrativa e conotação emocional, este “Mulher-Maravilha” oferece momentos doces, outros de tremenda acção, dando espaço para cenas muito divertidas, como o contraste entre a princesa guerreira e o mundo conservador da urbe. O choque que Diana sente frente às regras sociais dirigidas às mulheres - restritas por roupas e sem direito a intervenção ou opinião - expõe o ridículo da situação da época, mas sem assumir uma postura rígida.

Há ainda um factor extra, raro nos dias de hoje: não é preciso assistir aos filmes anteriores do universo da DC para se poder embarcar na história, tratando-se de uma aventura completa, com começo, meio e fim.

A Princesa das Amazonas contava apenas com uma série de TV protagonizada por Lynda Carter na década de 1970, mas agora Gal Gadot, ex-miss, ex-recruta do exército Israel, ex-modelo e ex-estudante de Direito, veio dar vida à heroína do novo universo cinematográfico da Warner/DC. Forte, feminina e fascinante, a Mulher-Maravilha finalmente ganhou uma representação à altura nos cinemas, 75 anos depois da sua estreia na BD. Já era altura de ter um filme só seu. E de as meninas, tal como os rapazes que cresceram a admirar o Batman ou Super-Homem, terem um modelo de super-herói a seguir. A princesa das Amazonas só precisava mesmo de um oportunidade para mostrar o que podia fazer nos cinemas. E vocês não a podem perder!



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Com o verão a chegar, esta é das melhores novidades para os homens. Madjer, José Carlos Pereira, Marco Costa, Igor Marchesi e eu próprio, entre outros, marcámos presença no lançamento exclusivo dos novos calções de banho “Meander”, da marca de luxo sueca Panos Emporio, no El Corte Inglés de Lisboa, no início de Maio, ao ritmo da música colocada pela talentosa Isabel figueira. Num animado final de tarde, o fundador e designer da marca, Panos Papadopoulos, esteve também presente para nos apresentar a sua original coleção e o seu invento.

Os calções “Meander” são um modelo inovador para quem pretende um bronzeado total ou, então, uma liberdade de movimentos para desportos náuticos, pois apresentam uns discretos fechos laterais que, uma vez abertos, permitem enrolar o tecido e transformar os calções num elegante slip.

Panos Papadopoulos, fundador, designer e empresário da marca Panos Emporio, é de origem grega, mas há mais de 30 anos que vive na Suécia, onde tem desenvolvido a sua carreira. Após terminar os seus estudos sobre os padrões de comportamento da sociedade dos anos 80, em Estocolmo, e da importância da moda nesta década, Panos Papadopoulos decidiu criar a sua própria coleção de moda focada em peças para a praia, por ser um local que lhe é próximo do coração e das suas origens gregas.

Panos, depois de anos de estudo a observar como as pessoas se comportam na praia ou na piscina, percebeu que em qualquer parte do mundo os homens, incluindo os jogadores de futebol de alto nível, acabam sempre por enrolar os seus calcões para cima com o fim de obterem um bronzeado mais abrangente. Ora, este modelo "Meander" foi projetado para ir de encontro a esta tendência e oferecer uma solução para milhares de homens.
O design de “Meander” foi criado a partir de um “desconforto” real que os homens têm sentido durante as últimas décadas. Panos trabalhou neste modelo ao longo dos últimos cinco anos para criar um produto inovador que vai de encontro à necessidade de comodidade e mobilidade que os homens sentem, para além de permitir um bronzeado total.

Para além de designer, Panos Papadopoulos é também uma figura muito conhecida na Suécia, detendo os direitos do certame Miss Suécia, e tem trabalhado com modelos, cantores e atrizes como Traci Bingham da serie americana Baywatch e outros como José Solano, Victoria Silverstedt, Dr. Alban, etc..

Esta novíssima coleção, inspirada na forma como todos os homens usamos os calções de banho na praia para obtermos um bronzeamento total na perna, está agora disponível em Portugal, em exclusivo, no El Corte Inglés de Lisboa. São o máximo. Eu já estou fã!

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"Eu nasci assim, eu cresci assim e sou mesmo assim. Vou ser sempre assim: Gabriela, sempre Gabriela". Era desta forma, na voz de Gal Costa, que começavam os episódios de “Gabriela, Cravo e Canela”, a primeira telenovela brasileira a ser emitida em Portugal. A estreia desta produção baseada no romance de Jorge Amado, aconteceu há 40 anos, mais precisamente a 16 de maio de 1977, no único canal de televisão de então, a RTP.

Logo após a estreia, a telenovela, ainda era a preto e branco, arrebatou o coração dos portugueses de uma forma nunca antes vista. Três anos após nos termos libertado de um regime ditatorial, o país ficou preso à caixa mágica para assistir à famosa história, protagonizada por Sónia Braga (Gabriela) e Armando Bogus (Seu Nacib). E, assim, um novo hábito foi instaurado, que prossegue enraizado na sociedade portuguesa: o de assistir a telenovelas, continuando a manter-se com um dos produtos mais consumidos da televisão.

Gabriela, era uma simples moça do sertão baiano que fora para Ilhéus, uma terra dominada por poderosos fazendeiros de cacau, para fugir da seca do Nordeste. Sofrida, porém muito alegre, seduzia com naturalidade os homens. Acabou por se apaixonar por um estrangeiro que não aceitava da melhor forma o seu comportamento, ora ingénuo, ora loucamente sensual. Gabriela era uma morena ousada, que andava descalça e com vestidos extremamente curtos, mas sempre muito trabalhadora e dedicada. Esta era a base da história, passada em 1925, que se tornou um êxito num país que ainda se estava a adaptar aos primeiros tempos de liberdade e que começou a parar à hora de jantar para seguir o enredo. Portugal parava, literalmente, para poder ver “Gabriela”. Um fenómeno televisivo e social sem precedentes. Em casa, as famílias reuniam-se na sala. E quem não tinha televisão, juntava-se nos cafés para não perder um episódio da trama. A popularidade foi tal que chegou a estender-se até à Assembleia da República, onde o trabalho chegava mesmo a ser interrompido ou adiado.

Para uma audiência que estava habituada a assistir a minisséries europeias, como a "Família Belamy", ou a teatro para televisão, a oportunidade de acompanhar diariamente uma história filmada num país tropical, que falava a mesma língua, mas com sotaque mais doce, cheia de sensualidade, funcionava como uma lufada de ar fresco.

"Gabriela" teve não só o poder de alterar os nossos hábitos, como também de ser transversal a estratos sociais e faixas etárias. No final da década de 1970, esta novela da Globo passou a funcionar como elo de união, de conversas e também de mimetismo. O corte de cabelo da personagem Malvina (Elizabeth Savalla), por exemplo, tornou-se tendência, tendo sido adotado por várias mulheres. O próprio papel da mulher na sociedade portuguesa acabou, também, por sofrer algumas mudanças... De facto, o sucesso reflectiu-se em novas formas de comportamento e de relacionamento social por mostrar aquilo que, normalmente, não era visto em televisão e acabou por ditar modas, desde os penteados à escolha dos nomes próprios e da linguagem usada. E causou algum rebuliço junto do universo masculino. A novela apresentara aos portugueses a actriz Sónia Braga, que se tornou todo um sex symbol.

Para Sónia Braga, foi uma estreia, tendo sido escolhida depois vários de testes com outras atrizes. Sónia acabou por imortalizar a personagem na TV e no cinema, no filme de 1983. Mesmo sendo a protagonista da novela, o seu nome só era creditado em quarto lugar no genérico de abertura, depois de Paulo Gracindo (Coronel Ramiro Bastos), Armando Bógus e José Wilker (Mundinho Falcão). Elizabeth Savalla também se estreou na novela, e foi igualmente um dos destaques da trama na pele da rebelde Malvina, tendo o prémio de actriz revelação do ano. A história da personagem foi usada para mostrar a luta das mulheres contra o jugo familiar. Malvina enfrentava toda a família em nome do verdadeiro amor, e tinha atitudes muito avançadas para época. No elenco vale ainda destacar papeis memoráveis e interpretações inesquecíveis de Fúlvio Stefanini (Tonico Bastos), Nívea Maria (Jerusa); Eloisa Mafalda (Ana Machadão) e Dina Sfat (Zarolha) entre outros.

“Gabriela” foi a primeira novela com apelo sensual como fio condutor. Durante os seis meses em que foi exibida em Portugal, a telenovela foi seguida por uma impressionante média diária de quatro milhões de espectadores.

Anos mais tarde, em 2012, chegou a Portugal o remake da novela, assinado por Walcyr Carrasco e protagonizado por Juliana Paes, em vez de Sónia Braga, e Humberto Martins, na pele de Armando Bógus. Para celebrar o 40.º aniversário de “Gabriela”, o canal Globo está a emitir esta nova versão, de segunda a sexta-feira, às 23h.

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Os Aliens já nos atormentam há quase 40 anos e não há meio de desistirem. Aos 79 anos de idade, Ridley Scott regressa com mais um épico filme da saga – “Alien: Covenant” - repleto de mistérios, suspense e muita emoção.

Este novo episódio surge, em termos temporais, no seguimento de “Prometheus”. Em 2093, a nave "Prometheus" e a sua equipa de cientistas tinha sido enviada aos confins do universo em busca dos criadores da Humanidade. Infelizmente, ao descobrirem o grande segredo da criação da vida, deparam-se também com a maior ameaça à sua extinção. A nave acabou por ser destruída e os seus ocupantes mortos. Dez anos depois, os tripulantes da nave colonizadora "Covenant" encontram um planeta inexplorado onde poderão, finalmente, aterrar depois de uma longa viagem na senda de um lugar propício à vida humana. Porém, quando uma equipa de batedores se desloca ao terreno para uma avaliação mais profunda, depara-se com o maior de todos os horrores…

Realizado pelo britânico Ridley Scott, este é um "thriller" de ficção científica que prossegue a história contada no filme "Prometheus" (preâmbulo da saga "Alien", iniciada em 1979 pelo mesmo realizador). Voltando a contar com a participação de Michael Fassbender, desta vez com um duplo papel, conta no elenco com Katherine Waterston, Billy Crudup, Danny McBride e Demián Bichir bem como breves aparições de James Franco, Guy Pearce e Noomi Rapace – a retomarem as suas personagens de "Prometheus".

Um clássico do cinema moderno, "Alien - o 8º passageiro" estreou há quase 40 anos e veio revolucionar as indústrias do terror e da ficção científica. Para quem possa não estar familiarizado com esta saga, a história passa-se “num futuro distante”, com viagens inter-espaciais banalizadas, e recai num episódio espacial no qual os tripulantes da nave da sub-tenente Ellen Ripley (Sigourney Weaver) são desafiados por uma criatura temível (o Alien). Um filme aterrorizador, que nos prende à cadeira, tal é o suspense. Isto deve-se, sobretudo, às características da figura do Alien, por ser um monstro alto, ágil e discreto, com uma longa cauda pontiaguda, cujo sangue é ácido e possui duas bocas com dentes de aço, mas também ao modo progressivo e muito cuidado como são desenvolvidas as cenas. O sucesso do primeiro filme transformou-o numa das séries de franchise mais valiosas do mundo e, estranhamente ao contrário da maioria, baseia todo o seu triunfo no “mau da fita”. Em 1979, venceu o Óscar para Melhores Efeitos Especiais e ainda o prémio Saturn Awards de ficção científica. Entretanto, seguiram-se mais três sequelas sobre o conflito entre Ripley e o Alien, e ainda duas prequelas – “Prometheus” (2012) e, agora, “Alien: Covenant” (2017).

Enquanto a aventura anterior construía sugestões ambíguas em grande parte do filme para vir a entregar todos os seus conflitos de uma só vez, desta feita a narrativa distribui de modo equilibrado as suas cenas, garantido um melhor e progressivo ritmo. Apresentando efeitos colaterais da nossa acção invasiva, das questões interpessoais e de confiarmos em quem não devemos, aqui recai o raro fio condutor da série: os alienígenas prevalecem devido à ganância, incompetência ou traição dos humanos, permitindo que o invasor escape e se reproduza. Desde o "Alien – o 8º Passageiro”, a culpa tem sido sempre nossa. E, agora, Scott mostra uma nova maneira pela qual os humanos expõem a sua própria espécie ao risco de extinção.

Embora Daniels (Katherine Waterston) se apresente como uma nova versão de Ripley, o verdadeiro protagonista são os andróides David/ Walter (Michael Fassbender). O resto da tripulação apenas vai reagindo de forma básica ao perigo, seja a metralhar ou a rebentar explosivos, a agir com demasiada displicência numa atmosfera selvagem e desconhecida ou, simplesmente, a meter o nariz onde não deve.

“Alien: Covenant” apresenta novos rumos à narrativa, respondendo a algumas das perguntas que foram deixadas em aberto em “Prometheus”. Depois, quem viu a obra original, deve de se lembrar da alta tensão produzida por um único “xenomorph”, mas aqui somos surpreendidos pelo desenvolvimento e formas de outros “xenomorphs”. Embora o terror tenha uma componente digital, o universo de HR Giger prossegue com os novos bebés Alien, os “neomorphs”, aqueles que emergem do peito e são capazes de levantar os braços como que em sinal de vitória.

Em suma, este Alien é mais uma das obras de qualidade que passaram pelas mãos de Ridley Scott, conseguindo, novamente, surpreender. Em “Alien: Covenant” preparem-se uma emocionante experiência de terror e suspense ao longo das duas horas.

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Artur (Charlie Hunnam) é um jovem que controla os becos de Londonium e desconhece por completo o seu predestino até ao momento em que entra em contacto com a Excalibur. Instigado pela espada, ele precisa de tomar decisões difíceis, enfrentar os seus demónios e aprender a dominar o poder que passou a possuir para conseguir, por fim, unir o seu povo e partir para a luta contra o tirano Vortigern, que destruíra a sua família.

Quando o pai do muito jovem Artur foi assassinado, Vortigern, seu tio, apoderou-se da coroa. Sem ter o que é seu por direito de nascimento e sem fazer a mínima ideia de quem realmente é, Artur cresceu da maneira mais humilde nas ruelas da cidade. Porém, assim que ele remove a espada da pedra, a sua vida muda por completo e Artur é forçado a descobrir o seu verdadeiro legado…

Bom, mais ou menos, esta é a história que já praticamente todos sabemos. Contudo, o novo filme de Guy Ritchie vem dar uma “roupagem“ nova à lenda, um pouco ao estilo dos videogames, com mundos fantasiosos. Guy Ritchie faz uso das suas conhecidas técnicas de montagem, trazendo a lume diversas cenas não-lineares, bem como takes mais agitados que ajudam a construir o clima tenso da história. É um filme que se situa no mesmo patamar de filmes de acção seus como “Sherlock Holmes”.

Nesta produção realizada por Guy Ritchie, para além de Charlie Hunnam como Rei Arthur, o elenco apresenta Astrid Bergès-Frisbey como Mage, Jude Law como Vortigern, Eric Bana como Uther Pendragon e Djimon Hounsou como Bedivere, entre outros.O veterano dos campos de futebol, David Beckham, possui aqui um pequeno papel.

É um filme de acção, sem dúvida, possuindo muitos efeitos visuais e alguns elementos característicos dos games medievais, que nos vão entretendo no desenrolar da história. Destaque para as cenas onde Artur "rebenta" com uma legião de soldados apenas fazendo uso da Excalibur. Esta é, provavelmente, a versão mais diferente alguma vez retratada da famosa espada. A realização sobressai pelo seu ritmo acelerado, o que, de certa forma, nos distrai do enredo, que se revela algo longo e já é sobejamente conhecido.

Resumindo, a versão de Guy Ritchie não segue linear, nem classicamente, a história original do Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda, mas isso não impede de resultar num bom filme, com alguns apontamentos de humor e magia à mistura. Por isso, recomendo! Entretenimento puro a não perder.

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No passado dia 27 de abril, a multifacetada empresária angolana Fátima Magalhães, CEO da FocusPremium, celebrou o segundo ano da F Magazine Luxury, no Sheraton Lisboa.

O “Panorama Bar” foi palco de uma grande celebração que reuniu vários empresários e ilustres convidados. Neste espaço, com uma vista soberba sobre Lisboa, Fátima e a sua equipa receberam anunciantes premium, parceiros e figuras públicas, entre as quais algumas que já foram capa da revista, como C4 Pedro, Nayma Mingas, Fredy Costa e Catarina Furtado.

O evento, desenvolvido inteiramente pela FocusPremium, contou ainda com um elegante momento musical – a cantora angolana Bruna Tatiana cantou dois dos seus temas a capella, acompanhada ao piano.

A sétima edição da F Magazine Luxury, que é também a edição de aniversário, atualmente nas bancas de Portugal e Angola, de que já aqui falei, conta na capa com o eterno ídolo Luís Figo.

Mais do evento aqui: http://www.fmagazineluxury.com/pt/people/eventos/2487-f-magazine-luxury-celebra-2-anos.html





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