O Carnaval existe desde sempre… Desde os egípcios, que homenageavam a Deusa Ísis e o Touro Ápis. Entre os gregos e romanos havia as festas Bacanais, Lupercais e Saturnais, onde os escravos tomavam o lugar dos senhores e os senhores o dos escravos. Já na Idade Média, com o domínio da vida religiosa e do culto aos santos, tais festividades foram perdendo força. Mas mais adiante, o santo Entrudo surgiu como uma manifestação religiosa, onde a igreja se misturava com o povo em danças e procissões. A partir do século XVI, a Igreja Católica estabelece a data da Quaresma e, em consequência, a dos festejos de Carnaval. Estes deveriam limitar-se aos três dias antes do início da Quaresma, que começa na Quarta-feira de Cinzas, ou seja, no dia seguinte ao dia de Carnaval.

A Itália do século XVI transfigurou o Carnaval, transformando-o na obra-prima de poetas e pintores. Em pleno século XVIII, Veneza cria o Pierrot, a Columbina, o Arlequim e o Polichinelo, numa celebração que une teatro, dança e espectáculos acrobáticos. No Carnaval de Veneza, a partir do século XVII, a nobreza disfarçava-se para poder desfilar e misturar-se com o povo e a partir de então, as famosas máscaras de Veneza tornaram-se um símbolo e a peça mais emblemática deste Carnaval até aos dias de hoje.

Em França, o Carnaval era uma manifestação mais artística, onde prevalecia a ordem e a elegância, com os seus bailes e desfiles alegóricos. Já no Brasil, o Carnaval festeja-se desde os finais do século XVIII e a partir de então, ganhou uma projeção sem igual. Actualmente, é a maior festa do país, com as suas escolas de samba, danças, fantasias e monumentais carros alegóricos.

Ora, o Carnaval do Brasil foi, como é natural, introduzido pelos portugueses e foi acompanhando a evolução dos costumes cá da metrópole. Em Portugal, em princípios do século XIX, co-existiam duas tradições carnavalescas: a rural e a urbana. Na rural, os festejos carnavalescos, denominados Entrudo, concentravam-se nos três dias que antecediam a Quarta-Feira de Cinzas. Apesar da sua enorme diversidade, em todo o país, tinham alguns pontos em comum: a entronização do Rei do Carnaval, a realização de grandes comezainas, brincadeiras de todo o tipo, onde se atiravam água, farinha ou lama à cabeça das pessoas. Grupos de mascarados, em cortejos pelas ruas, cantavam e dançavam, fazendo um enorme barulho e aterrorizando tudo e todos. A festa só terminava com o enterro do Entrudo (Quarta-Feira), símbolo da folia, associadas a forças pagãs ou diabólicas. Na tradição urbana (sobretudo Lisboa e Porto), o Carnaval começou a "civilizar-se". Os cortejos desregrados de foliões foram sendo substituídos por cortejos de carruagens profusamente ornamentadas, que passeavam pelas principais ruas e avenidas, atirando confeites, flores, etc. E as festas grosseiras foram sendo substituídas por bailes de mascarados.

Na cidade de Lisboa, os cortejos eram acompanhados por figuras populares como o “Xé-Xé”, uma das principais personagens do Carnaval até cerca de 1910. Chamavam-lhe Salsa, Peralta ou Pisa-flores. Era uma caricatura da Lisboa do século XVIII. Usava uma casaca colorida com punhos de renda, sapatos de fivela, cabeleira de estopa, um enorme bicorne, luneta de vidro e bastão ornado de um chavelho. Quanto aos bailes de máscaras, assaltos e corsos, eram espectáculos reservados à burguesia, que se adornava para passear na Avenida da Liberdade e subir o Chiado, em caleche ou carro alegórico, decorados de forma vistosa e imaginativa. Os dois tipos de Carnavais mantiveram-se em Portugal até ao presente, embora adaptando-se aos tempos modernos.

Assim, no Brasil, predominou até meados do século XIX, o Entrudo rural português. O Carnaval urbano português foi introduzido em 1853, quando um grupo de jovens ligados ao comércio do Rio de Janeiro, onde predominavam os portugueses, resolveu mascarar-se e percorrer, em carruagens, algumas ruas da cidade. A população local reagiu bem a este tipo de festejos, e estes não tardaram a criar o Congresso das Sumidades Carnavalescas para preparem e organizar estes festejos. Pouco depois, forma-se formando outras colectividades. Em 1899, o rancho Rosa de Ouro encomendou a Chiquinha Gonzaga uma música para o desfile carnavalesco ("Ó Abre-alas"), surgindo, assim, a primeira música especialmente concebidas para o Carnaval. Com a profusão dos automóveis, os cortejos de carros alegóricos passaram a ser motorizados. Em Portugal, o fenómeno foi idêntico, onde se tornaram muito populares as "batalhas de flores".

Em 1929, foi criada a primeira escola de samba do Brasil, a “Deixa Falar”. Por seu turno, a portuguesa Carmem Miranda (natural de Marco de Canavezes) lá radicada, nos anos trinta e quarenta do século XX, veio popularizar a fantasia no vestuário dos foliões carnavalescos. Mais tarde, a folia começou a perder a sua dimensão espontânea e irreverente, passando a assumir, como em algumas terras de Portugal, uma estrutura organizada e pensada para atrair e divertir os locais e turistas. O espírito ruidoso e irreverente começava a desaparecer no Brasil. E o Carnaval passou a ser um cortejo ordeiro, num espaço fechado, apenas para turista ver.

Engraçado, volvido todo este tempo e sabendo que também neste campo demos “novos mundos ao Mundo”, ver que agora se sucede o contrário. A tradição a deixar de ser o que era por cá e vermos a folia brasileira a ser adaptada, sem eira, nem beira. Não temos o clima quente, nem o “samba” faz parte de nós, para depois vermos "garotas" lusas, bem descascadas, a sambarem pelos cortejos de rua… Não combina! Mas, enfim... Bom Carnaval!!!

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Já imaginaram o engraçado que seria misturar nostalgia com um mundo ideal? Foi o que aconteceu com o artista Isaiah Stephens, que teve a brilhante ideia de transformar as personagens da Disney de sempre em estrelas da música pop, para a revista Cosmopolitan americana.

Isaiah colocou a Bela, a Fera, a Cinderela, a Pocahontas e companhia no papel de artistas que nós já idolatrámos um dia. E o resultado ficou incrível! Ora apreciem…

Pocahontas e amigas como as Destiny's Child


Pocahontas como (Beyoncé), Nakoma seria Kelly Roland (esquerda) e uma companheira da tribo Powhatan seria Michelle Williams

Príncipes como os *NSYNC


Da esquerda para a direita: Príncipe Encantado ("Cinderela") como Joey Fatone, Li Shang ("Mulan") como Chris Kirkpatrick, Flynn Rider ("Entrelaçados") como JC Chasez, Naveen ("A Princesa e o Sapo") como Justin Timberlake e Príncipe Philip ("A Bela Adormecida") como Lance Bass

Bella como Jennifer Lopez


e a Fera como P. Diddy

Esmeralda como Aaliyah



Princesas como as Spice Girls


Mulan ("Mulan") seria Sporty Spice, Ariel ("A Pequena Sereia") seria Ginger Spice, Megara ("Hércules") seria Posh Spice, Aurora ("A Bela Adormecida") como Baby Spice e Kida ("Atlantis - O Reino Perdido") como Scary Spice

Jasmine como Christina Aguilera


Aladim e o Génio como guarda-costas

Trio de Príncipes como os Hanson


Jonh Smith ("Pocahontas") como Isaac, Kristoff ("Frozen") como Taylor e Arthur ("A Espada era a Lei") como Zack

E agora, com "MMMBop" a não vos sair da cabeça, desejo-vos um bom fim-de-semana.

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Sabiam que a invenção do automóvel tem uma data “oficial”? Pois, foi a 29 de Janeiro de 1886, há bem mais de um século, que Carl Benz registou a patente do seu "veículo com motor a gasolina". Curiosamente, mais tarde, mas ainda no mesmo ano e sem qualquer associação com Benz, Gottlieb Daimler construiu o seu veículo motorizado. Sem dúvida, o ano de 1886 marcou o início de uma longa história de sucesso da Mercedes-Benz e do automóvel com “motor a gasolina” que conta já com 130 anos.

Quando o engenheiro alemão Carl Benz registou no German Imperial Patent Office, em Berlim, a patente “Benz Patent-Motorwagen”, ele veio mudar a mobilidade no mundo. O certificado de nascença do automóvel possui o número DRP 37435, um documento que é o testemunho do espírito inovador, da criatividade e da visão empreendedora de Benz. A velocidade máxima do seu veículo de três rodas era de 16 km/h. E só a partir de 1908, com o lançamento do Ford Model T, o automóvel ficou disponível de uma forma global para todos. O primeiro veículo movido a hidrogénio é de 1807 e aquele com sistema de vapor data de 1768, mas nenhum deles teve impacto significativo.

Desde 2011, essa patente faz parte do Registo da Memória do Mundo da UNESCO, que também inclui a Bíblia de Gutenberg, a Magna Carta e a obra Mass em B Menor de Johann Sebastian Bach.

Juntamente com o veículo motorizado de Gottlieb Daimler, que foi desenvolvido também em 1886, o veículo motorizado e patenteado de Carl Benz é o primeiro veículo em exposição que os visitantes podem encontrar no início da visita ao Museu Mercedes-Benz. Esse Museu celebra o seu 10º aniversário agora, em 2016, tendo recebido, até à data, mais de sete milhões de visitantes.

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O fotógrafo inglês Daniel Sachon não tem dúvidas de que, se vivesse na actualidade, Marilyn iria adorar o Instagram. Por isso, criou a sua primeira exposição mostrando como seria a grande estrela se fosse viva nos dias de hoje.

Neste projecto, Sachon contou com a sua imaginação para “descobrir” como seriam as imagens do ícone Marilyn Monroe se ela estivesse a fazer sucesso em 2016. Será que a veríamos a praticar uma selfe com um Iphone? Andaria pelas ruas com um copo de café da Starbucks nas mãos? Seria ela a nova musa da Chanel?

Apesar de falecida, Marilyn Monroe ainda é um grande ícone nos dias que correm. Sempre foi sinónimo de sensualidade, fama e riqueza. Mas o seu suposto suicídio em 1962, aos 36 anos, interrompeu tudo o que ainda poderia vir e, ironicamente, tornou-a numa estrela imortal.

Resta-nos agora a modelo Suzie Kennedy, surpreendentemente parecida com Marilyn, para nos transportar para esta hipotética realidade… Vejam o resultado:







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“Goosebumps” é aquele tipo de obra na qual uma pessoa leva sustos em criança e dá para rir quando já se é adulto. Tratam-se de livros de terror e suspense, no género de literatura infanto-juvenil. É neste espírito de terror pueril que “Goosebumps – Arrepios” se situa e, por isso, torna-se um filme raro de se ver nos dias de hoje.

“Goosebumps” (publicada em Portugal com o nome "Arrepios") é uma série de livros do género ficcional de terror da autoria de R.L. Stine. Sessenta e dois livros foram publicados sob o título de “Goosebumps”, de 1992 a 1997. Muitos dos títulos foram levados à vida e tornaram-se filmes; a série também inspirou uma série de televisão, que durou de 1995 a 1998. Há quem os considere os “Harry Potter” do início da década de 1990. Outros, que R.L. Stine é o Stephen King da literatura infantil. O certo é que os livros de R.L. Stine já venderam mais de 400 milhões de cópias, o que o fez entrar para o Guinness World Records.

Apesar da série original acabar em 1999, em Portugal nem todos os livros das coleções foram lançados. Alguns dos livros “Goosebumps” foram publicadas pela antiga Abril/ControlJornal e os livros “Goosebumps HorrorLand” foram publicados pela Porto Editora.

Feito o enquadramento, passemos ao filme. O jovem Zach Cooper (Dylan Minnette) muda-se de Nova Iorque para uma cidade pequena dos EUA, para onde a mãe fora transferida em trabalho. Lá, eles passam a morar na casa ao lado da de Hannah (Odeya Rush) – por quem o adolescente se apaixona – e o pai, o rezingão R. L. Stine (Jack Black). Depois de ouvir uma isucessão de gritos vindos da propriedade vizinha, Zach decide invadir a residência com a ajuda do medroso colega de liceu (Ryan Lee). Acidentalmente, acaba por abrir um dos livros e, consequentemente, dar início à libertação de todos os monstros criados por Stine. Isto porque a família guardava consigo todos os manuscritos que, uma vez abertos, libertariam os terríveis monstros surgidos da imaginação do escritor. Juntos, eles vão empreender a difícil tarefa de mandar as tenebrosas criaturas de volta para as prateleiras de livros, fazendo-os regressar ao reino da ficção.

Assim, vão entrando em cena as principais atracções do filme: os monstros criados por Stine. Criaturas que vão do mais “convencional” (lobisomens, o abominável homem-das-neves, zombie...) ao bizarro (louva-a-deus gigante, “inofensivos” anões gnomos de jardim e poodles voadores e assassinos), obedecendo todos a Slappy, o boneco de ventríloquo que, de certa forma, encerra o lado sombrio da personalidade de Stine (e, por isso, também é dobrado por Jack Black).

O filme acaba por resultar bem, fiel às raízes da série de best-sellers criada por R.L. Stine, descritas pelo próprio como “assustadora, mas também engraçada”. De forma a homenagear a carreira e a obra original do escritor, “Goosebumps – Arrepios” mistura situações conhecidas de vários livros com uma larga dose de fantasia, ironia e sarcasmo. Evocando um espírito de filme vespertino de TV nos anos 90, esta longa-metragem usa o terror como base para assustar, entreter e fazer rir.

Por isso, “Jumanji” poderia ser a referência mais óbvia, mas, por que não também “Os Goonies”? Este é mais um filme do realizador Rob Letterman, que repete a parceria com Jack Black em “As Viagens de Gulliver” e que fez, entre outros, “Monstros vs. Aliens” e “O Gang dos Tubarões”. “Goosebumps – Arrepios” é um filme que entretém e que justifica uma ida ao cinema.

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Certamente, já se olhou alguma vez no espelho e sentiu-se menos bem com o seu próprio corpo… E provavelmente, o problema não estava em si, mas no preconceito que impera socialmente. A revista canadense “Now Toronto”, na sua edição de Janeiro, ao publicar o seu segundo volume anual “Body Issue”, não usou modelos considerados bonitos pelo padrão actual para posar nus, mas outras pessoas bem mais normais e, por isso, esplendorosas.

No total, foram fotografadas doze pessoas que não se encaixam no padrão de beleza “imposto”, dito "normal", mas nem por isso deixam de ser e de se sentirem poderosas. A publicação quer, com esta edição, promover o positivismo dos indivíduos em relação ao próprio corpo, fazendo sobressair as diferentes formas, etnias e géneros. Ao mesmo tempo, a “Now Toronto” procura entender como os fotografados conseguiram sentir-se confiantes por mostrar os seus corpos nus, livres de preconceitos, e também dar a conhecer um pouco as suas histórias...

Assim, a edição conta com vários moradores de Toronto, com corpos e vidas incrivelmente diferentes, como o baterista Stephen Bowles, que diz que ter partido a sua coluna o fez mais empático em relação aos outros.


Antes, ao atravessar a rua, eu ficava irritado se alguém à minha frente estivesse a ir devagar”, diz ele à publicação. “Mas agora, eu percebo que eu não sei o que eles passaram para chegar a esse ponto e eu deveria honrar o facto de que eles estão aqui.”

Conta também com a activista de direitos humanos Akio Maroon, que discute as realidades de vida no corpo de uma mulher negra.


Ser parada pelos polícias é muito difícil para mim”, conta ela à revista, “porque quando eles tiram das suas armas, eu não sei se esse é meu último momento na Terra. É a minha última oportunidade de ligar para a minha filha ou para a minha família e lhes dizer que os amo? Cada dia, pode ser meu último por causa da pele em que vivo.

E Xica Ducharme, uma dançarina burlesca e comissária de bordo que discute a discriminação racial e de género que ela própria enfrentou nas mãos dos outros.


Não importa o quanto o mundo me tente derrubar”, diz ela. “Eu vou usar aqueles saltos, nua, à frente de todos, a segurar num ventilador para me resfriar de todas as lutas. Sendo bonita. De cabeça erguida.”

O personal trainer e coordenador de programas para jovens, Adam Benn discute como a gordofobia de quando era mais novo ainda afecta a sua auto-estima.


Eu era uma daquelas crianças acima do peso”, diz ele, “então, muitas das minhas experiências de infância foram definidas pelo fato de ser gordo, sentindo-me feio e não me sentindo bem comigo mesmo… Até tirar estas fotografias, era muito traumático. Tirar todas as minhas roupas e ficar na frente das pessoas é difícil devido a esse instinto de duvidar de mim mesmo.

A escritora e artista Katie Sly explica o motivo, para ela, de a nudez ser "muito um aspecto de força".


"O meu corpo foi possuído e dominado por pessoas sem a minha permissão, em várias ocasiões — e que se lixe, eu vou tomar o meu corpo de volta”, diz ela à Now Toronto. “Podem fazer o que quiserem comigo, mas eu ainda estarei aqui e neste corpo, totalmente sem vergonha.

Biko Beauttah discute a sua imagem corporal em evolução como uma mulher "trans", bem como suas experiências num abrigo com outros que procuram asilo. Quem vê a imagem dela na capa da revista, com colares tribais, não imagina o que ela passou na infância. Biko cresceu num corpo de rapaz no Quénia e sofria muito com a sua aparência. Hoje, ela é refugiada e activista dos direitos “trans”.


Para muitos dos meus companheiros refugiados, o abrigo foi o primeiro lugar em muito tempo onde eles não viveram com medo de ser alvejados por rebeldes, comidos por animais selvagens à noite, agredidos ou estuprados por soldados”, diz ela. “Eu ouvi a história de todos e prometi a mim mesma que quando eu saísse do abrigo, eu iria devotar a minha vida a dar voz aos refugiados, já que eles são os mais vulneráveis entre nós.”

Bo hedges, que é o co-capitão da equipa de basquetebol em cadeira de rodas do Canadá, fala sobre o seu papel na representação de pessoas com capacidades físicas diferentes.


É muito fácil fazer um homem branco atlético como eu representante da deficiência e chamar isso de ‘diversidade’”, diz ele. “Ainda assim, eu acho que mostrar a deficiência nestas páginas é melhor do que não ter nenhuma, e se eu posso mostrar que estou confortável na minha própria pele, talvez isso inspire a sociedade a se tornar mais confortável com corpos atipicamente debilitados.

Chiamaka Umeh, Esther Jun, e Rebecca Perry do Toronto’s Next Stage Theatre Fest discutem estigmas religiosos contra a nudez, passando uma imagem corporal positiva para gerações futuras e aparência versus talento no ramo do entretenimento.


Recentemente, eu disse [para a minha filha], ‘Eu adoro a tua barriguinha fofa’”, diz Jun. “E então ela tocou a minha barriga e disse, ‘Eu amo a sua barriga também, mãe!’ Eu quase morri. Ela a ama do jeito que ela é; ela não conhece nada diferente. Eu acho que deveria, provavelmente, aprender a amá-la do jeito que ela ama.

E, finalment,e Tiq e Kim Katrin Milan, ambos jornalistas e activistas, foram temporariamente banidos do Facebook após postarem uma foto da sessão com a Now — embora uma foto parecida, com Lady Gaga e Taylor Kinney, tenha bombado nesta rede social na mesma época...


Não há muita diversidade de representação de casais queer negros a se amarem e a celebrarem os ‘corpos e a beleza’ uns dos outros”, conta Kim à revista, numa citação que agora parece ainda mais significante. “Para muitas pessoas envolvidas com os transexuais, é algo escondido, e nós queremos desafiar essa narrativa. Não há nada de secreto na forma como nós nos amamos. Nós amamo-nos bem alto.

Um trabalho lindo de se ver, que nos põe a reflectir. Parabéns, "Now Toronto".








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O icónico parque Disneyland da Califórnia fez 60º anos no ano passado. Eu já deveria ter dado nota, mas foi um verão intenso, na F Magazine Luxury. Mas nunca é tarde... O parque temático original de Walt Disney em Anaheim, abriu as suas portas a 17 de Julho de 1955, e desde então o Disneyland Resort tem sido um destino mágico e inovador para as famílias.

“Para todos aqueles que vêm para este local feliz: bem-vindos. A Disneyland é a sua terra. Aqui, a idade revive as memórias do passado e a juventude pode saborear o desafio e a promessa do futuro. A Disneyland é dedicada aos ideais, sonhos e à dura realidade que criaram a América, com a esperança de que ela seria uma fonte de alegria e inspiração para todo o mundo”. Foi este o discurso de Walter E. Disney aquando da sua inauguração. Apesar de Walt Disney já ser famoso pelos seus filmes na época, a abertura da Disneyland mudou completamente a história da empresa, incluindo a expansão para a Walt Disney World alguns anos mais tarde.

Walt Disney costumava levar as suas filhas a parques de diversão quando elas eram pequenas. Nesses parques, era costume as crianças brincarem nas atrações e os pais esperarem do lado de fora. Numa dessas ocasiões, quando as suas filhas estavam a brincar no Carrossel do Griffith Park, em Los Angeles, Walt teve uma ideia: “não seria bem mais interessante um parque onde toda a família se pudesse divertir junta?”. Desde então, essa ideia não saiu mais da sua cabeça e Walt Disney que começou a procurar maneiras de viabilizar o projeto – no início denominado de Mickey Mouse Park. Foi então que ele conseguiu fazer uma parceria com a emissora de TV americana ABC, que iria ajudar a financiar a construção do parque em troca de um programa semanal aos Domingos, apresentado por Walt Disney, chamado “Disneyland”.

Essa estratégia de parceria resultou genial, pois além de conseguir o financiamento para o seu projecto, Walt Disney ainda podia fazer propaganda ao seu futuro parque todos os domingos de manhã, atingindo milhões de americanos. Por isso, no domingo, 17 de Julho de 1955 aconteceu, finalmente, a inauguração da Disneyland para jornalistas e convidados, mas o seu sucesso resultou num caos: apesar de apenas 11 mil entradas terem sido distribuídas aos convidados, mais de 30 mil pessoas apareceram no parque, conseguindo entrar com bilhetes falsos. Uma super lotação inesperada… No dia 18 de Julho, quando o parque abriu para o público em geral, as filas para entrar começaram por volta das 2h da manhã, e aproximadamente 50 mil pessoas visitaram o parque nesse dia. Até hoje, a Disneyland já teve mais de 650 milhões de visitantes desde a sua abertura.

Portanto, a Disneyland foi um sucesso desde o começo. E vários hotéis e restaurantes começaram a surgir em torno do parque, fazendo com que não houvesse mais espaço para ampliações. Devido a isso, no início da década de 60, Walt Disney começou a procurar um local que tivesse espaço suficiente para caberem todos os seus sonhos. E a região central da Florida era o local ideal, por vários motivos, dando origem ao Walt Disney World. Mas isso são outras núpcias…

Quando o Walt Disney criou a Disneyland, ao imaginar "um lugar onde famílias pudessem experimentar juntas, imersas numa atmosfera rica de detalhes e histórias", não imaginava que esse seria apenas o início de uma história de grande sucesso. Desde então, a família dos parques temáticos da Disney cresceu para 11 parques temáticos em cinco locais em todo o mundo. Assim, ao Disneyland Resort da Califórnia vieram simar-se: Walt Disney World Resort (Lake Buena Vista, Flórida), Disneyland Resort (em Hong Kong), Disneyland Resort (em Paris e antes chamado de Euro Disney) e o Disney Resort no Japão (em Tóquio). Para além destes, e complementando os parques e resorts, estão a Disney Cruise Line (desde 1998); o Disney Vacation Club (inaugurado em 1991); o Adventures by Disney (desde 2005); as lojas World of Disney (desde 1996), em Nova Iorque, Orlando e Anaheim; e o Walt Disney Imagineering. Este foi fundado em 1952 e é o grupo de reflexão e desenvolvimento por trás de todos os parques, resorts e atrações da Disney. É obra!

60 anos depois, a Disneyland continua a brilhar e entreter. E o universo Disney é profícuo em nos fazer sonhar…



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A artista italiana Angela Vianello apareceu com incríveis ilustrações da Disney em versão “anime”. Ora, “anime” é um estilo de animação quase sempre produzida no Japão. A palavra é a pronúncia abreviada de "animação" em japonês, onde esse termo se refere a qualquer tipo de animação. Mas para nós, ocidentais, a palavra refere-se apenas aos desenhos animados oriundos do país do sol nascente. Uma boa parte dos "animes" possuí a sua versão em "mangá", a banda desenhada japonesa. Os "animes" e os "mangás" destacam-se principalmente pelos seus olhos, geralmente muito grandes e muito bem definidos, redondos ou rasgados, cheios de brilho e muitas vezes com cores chamativas, para que, desta forma, possam conferir mais emoção às personagens. Os sucessos do Studio Ghibli têm alguma coisa a dizer sobre isto...

Por isso, ver a Belle em "anime"/"mangá" pela Angela Vianello resulta tão diferente, quanto impressionante.

Um outra série de princesas e príncipes da Disney em "anime" foi criada por Andrew Peña. Acrescentando um toque de comédia, vemos Aurora, de "A Bela Adormecida" a dormir com a boca escancarada e a Jane de “Tarzan” a gritar enquanto “voa” de lianas através da selva.

Já não é surpresa quando artistas de todo o mundo resolvem colocar a sua própria interpretação ou “roupagem” sobre personagens clássicas da Disney. E os artistas de "mangá" ou "anime" não são excepção. Ora, quando o mundo de animação da Disney e o estilo "anime" colidem, proporcionam um resultado surpresa incrível.

Vejam, então, algumas personagens da Disney em estilo anime/ mangá pela mãos destes dois artistas...


Angela Vianello














Andrew Peña













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