Lembram-se de "Do They Know It's Christmas?" Pois é, mais uma vez e numa nova versão, esta canção está de volta. Originalmente, foi gravado em 25 de Novembro de 1984 e lançado no Reino Unido a 15 de Dezembro, chegando ao primeiro lugar dos tops. Em 1989, uma nova formação foi reunida por causa de uma outra onda de fome na Etiópia. Esta Band Aid II, como se veio a chamar, regravou a "Do They Know It's Christmas?", e a canção foi novamente colocada na primeira posição dos tops britânicos. Depois, em 2004, outra formação, chamada Band Aid 20, gravou, mais uma vez, o tema, desta vez para o 20º aniversário do projeto. Apesar de terem regravado a mesma canção, foi decidido mudar um pouco o estilo musical. Mais uma vez, foi um sucesso, alcançando o topo das listas musicais em 5 de Dezembro de 2004. E agora ressurge, com nova letra, para angariar fundos na luta contra a epidemia do ébola.

Mas tudo começou em 1984… "Do They Know It's Christmas" foi um single gravado por vários artistas para uma campanha de Natal beneficente da África, mais concretamente, o flagelo da fome na Etiópia. O tema original foi gravado num único dia, a 25 de novembro de 1984. Lançado em Inglaterra a 15 de Dezembro, logo chegou ao primeiro lugar. De entre os artistas presentes na altura estavam: Adam Clayton (U2), Queen, Phil Collins, Bob Geldof, os Spandau Ballet, Chris Cross (Ultravox), os Duran Duran, Paul Young, Glenn Gregory (Heaven 17), as Bananarama, Jody Watley, Bono Vox (U2), Paul Weller (The Style Council), George Michael, Midge Ure, Dennis J. T. Thomas (Kool & the Gang), Sting, David Bowie, Boy George e Jon Moss (dos Culture Club), Holly Johnson (Frankie Goes to Hollywood), Paul McCartney, os Big Country, entre outros.

Anos mais tarde, com a produção de Stock Aitken Waterman, o "Do They Know It's Christmas?" foi regravado. Estávamos em Novembro de 1989 e vários artistas aderiram ao apelo, tais como Bananarama, Kylie Minogue, Big Fun, os Bros, Cathy Dennis, Jason Donovan, Kevin Godley, Glen Goldsmith, Rolf Harris, The Pasadenas, Marti Pellow, Chris Rea, Cliff Richard, Jimmy Somerville, Sonia, Lisa Stansfield, Technotronic, entre outros. O single foi lançado a 1 de Dezembro de 1989 e chegou ao primeiro lugar no Reino Unido, tendo vendido 500,000 cópias e tornando-se no 9º single mais vendido do ano, superando até mesmo “Like a Prayer”, de Madonna.

Eis que surge a versão Band Aid 20, para assinalar os 20 anos do projecto. "Do They Know It's Christmas?" foi regravado novamente, em Novembro de 2004, por vários artistas como Bono Vox, Dido, Joss Stone, Sugababes, Snow Patrol, Daniel Bedingfield, Natasha Bedingfield, Chris Martin (dos Coldplay), Dizzee Rascal, Skye Edwards (dos Morcheeba), Estelle, Danny Goffey (dos Supergrass), Fran Healy (dos Travis), Jamelia, os Keane, Beverley Knight, Lemar, Thom Yorke, Shaznay Lewis, Paul McCartney, Katie Melua, Roisin Murphy, os Feeder, Robbie Williams e Will Young, entre outros. Esta nova versão do single foi tocada, pela primeira vez, no programa "The Chris Moyles Show (na BBC Radio 1) e na rádio Capital, às 8h, no dia 16 de Novembro de 2004. O vídeo foi para o ar no Reino Unido simultaneamente em vários canais, incluindo os cinco canais mais assistidos, em 18 de Novembro de 2004, com uma introdução por Madonna. A canção foi oficialmente lançada a 29 de Novembro de 2004, e alcançou, novamente, o primeiro lugar, chegando a vender 200,000 cópias e arrecadando dinheiro para combater a fome na região sudanesa de África.

E agora, uma nova versão do Natal solidário “Do They Know It’s Christmas?” foi revelada. Desta feita, Bob Geldoff juntou mais uma vez uma parada de estrelas, mas com novo objectivo: ajudar a combater o Ébola. São elas: One Direction, Bastille, Elbow, Chris Martin (dos Coldplay), Karl Hyde (dos Underworld), Roger Taylor (dos Queen), Clean Bandit, Olly Murs, Sinead O’Connor, Ellie Goulding, Jessie Ware, Marcus Mumford (dos Mumford & Sons), Ed Sheeran, Angélique Kidjo, Robert Plant (dos Led Zeppelin), Emeli Sandé, Paloma Faith, Sam Smith, Seal, Rita Ora, Bono Vox, Midge Ure e, claro, Bob Geldof. Esta nova versão foi gravada durante o fim-de-semana passado. Esta é a quarta versão do clássico de Natal, original de 1984, e foi gravada e lançada no espaço de 36 horas. Há 30 anos, a canção pretendeu angariar verbas para lutar contra a fome na Etiópia. Desta vez, a missão é auxiliar no combate ao Ébola, a afectar vários outros países de África.

A letra teve algumas alterações em relação à original para se adaptar à nova missão da canção, já à venda no iTunes. Alguns versos da letra foram alterados para refletir a crise na África Ocidental: "Where a kiss of love can kill you and there's death in every tear" substitui "where the only water flowing is the bitter sting of tears"; "no peace and joy this Christmas in west Africa/the only hope they'll have is being alive" substitui "there won't be snow in Africa".
"Não interessa, verdadeiramente, se não se gosta desta canção", disse Geldof, "também não interessa se não se gosta dos artistas, não interessa se se revelar uma gravação péssima - o que têm de fazer é comprar para ajudar". Para além da compra do single, físico ou via iTunes (a canção pode ser comprada nas lojas digitais por 1,29 Euros), há outras formas de colaborar. Por exemplo, cada visualização do vídeo no You Tube gera dinheiro para a causa e todas as receitas vão, integralmente, para a luta contra a epidemia de ébola.

Aqui fica o link do vídeo: http://youtu.be/i1jeiC-JEsI

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O homem-morcego, lançado em Março de 1939, foi criado por Bob Kane e Bill Finger, e rapidamente se tornou numa das personagens mais conhecidas de todos os tempos do mundo da banda-desenhada. Batman transformou-se numa febre comercial, e nas décadas seguintes, estava nas televisões e nas salas dos cinemas, sendo que as suas revistas vendiam como “pão quente”. O combatente do crime da cidade de Gotham não parou de receber elogios por parte da crítica e dos fãs. Bob Kane não foi o único criador do homem-morcego. Foi o escritor Bill Finger que veio complementar psicologica e dramaticamente a personagem, porém, este último não obteve nenhum crédito financeiro com a criação do combatente misterioso do crime, ficando “a ver navios”. Só Kane é que registou a marca Batman, tendo sido contratado pela editora National, que depois se transformaria na DC Comics. Mas adiante...

Estávamos em 1939 quando ocorreu a publicação da história “The Case of the Chemical Syndicate”, da revista Detective Comics, onde a personagem apareceu pela primeira vez. A sua criação foi uma encomenda da DC Comics para aproveitar o sucesso do Superman ou Super-Homem, criado um ano antes. A tarefa ficou a cargo de Bob Kane, que procurou influências bastante variadas, que iam do Drácula e Zorro, até ao Leonardo Da Vinci. O resultado final foi um cavaleiro das trevas que, ao longo dos anos, ganhou aliados (como o tenente Gordon, Robin e a Batgirl), diversos icónicos vilões (Joker, Pinguim, ou a Catwoman), e tornou-se num dos maiores ícones da cultura pop e um sucesso desmesurado nos livros aos quadradinhos, cinemas, TV, jogos, brinquedos e os mais diversos objetos licenciados. Além de ganhar uma mitologia rica e receber novos tratamentos no traço dos uniformes e do logo do personagem ao longo dos anos, tendo passado pelas mãos de Tim Burton, Neil Gaiman, Frank Miller, Christopher Nolan ou Alan Moore. É, sem dúvida, o super-herói mais filmado de sempre, mas também o mais “analisado no divã”: é o justiceiro fictício mais analisado por psiquiatras e psicólogos.

No ano seguinte, saiu a primeira revista Batman, já com outras duas personagens que ajudaram a definir este cavaleiro das trevas – Joker e Catwoman. A primeira era de Batman foi algo escura e tortuosa. Nos anos 50 e 60 tornou-se mais sorridente, quase paternal, além de bastante “camp” na série televisiva protagonizada por Adam West. Depois, veio a loucura do vigilante na sua incansável busca por vingança, com um storytelling mais rico e inovador, acompanhando as tensões dos anos 70. Mas em 1986 há uma grande mudança…

Nos últimos tempos, duas figuras centrais do universo Marvel (o outro gigante da edição de comics mundial, que também está a cumprir 75 anos este ano e de que darei conta mais adiante) mudaram. Thor, o Deus do trovão vai ser uma mulher e o Capitão América vai deixar de ser loiro para ser um negro. Há cinco anos, a Batwoman viveu a sua homossexualidade e há dois, a Marvel celebrou o seu primeiro casamento gay (na edição #50 da série Astonishing X-Men, Jean-Paul Beaubier, conhecido no universo Marvel como Northstar (Estrela Polar), pede em casamento o seu namorado, Kyle Jinadu, um jovem sem superpoderes). O Super-Homem já morreu e ressuscitou inúmeras vezes e Bruce Wayne também…“Estas inflexões narrativas são um golpe duplo: tira-se o fôlego aos fãs com a mudança drástica e reconquistam-se os seus corações um ano depois, devolvendo tudo à ‘normalidade’”, contextualiza João Lemos, ilustrador e autor de banda-desenhada português, que já colaborou com a Marvel. Apesar de, lembra, Batman também já ter tido outras vidas, nos chamados universos alternativos da DC (do Japão medieval a uma Gotham vitoriana, exemplifica), este ilustrador considera: “À noite, todas as silhuetas icónicas são pardas mas, a longo prazo, a história requer elementos como a duplicidade de um semi-diurno Bruce Wayne para se sustentar”. Ou seja, no fundo, a essência do homem-morcego é menos permeável a estes mecanismos de diversificação e mercado por parte das editoras. Mas uma dessas séries de histórias independentes mudou o Batman para sempre.

Com “The Dark Knight Returns” tudo mudou! Frank Miller (o mesmo de “Sin City” e “300”) reescreveu e redesenhou, com Klaus Janson a história de Batman numa minissérie em que o justiceiro aparecia mais velho (55 anos), Gotham inundada de crime e o Super-Homem em modo de perseguição ao homem-morcego em jeito de saído da reforma. Muitas outras histórias e momentos ajudaram a definir o Batman, mas “o que o Frank Miller fez é agora inseparável do ADN da personagem, que se tornou assim o contraponto lunar do solar Super-Homem”, defende João Lemos. Mudou a nossa percepção do que é hoje” a personagem. Batman tornou-se, com essa história, mais cruel, mais sádico e, por isso, mais real.

Batman é a prova de que não é preciso super-poderes para se ser um super-herói e sempre se reinventar. E este ano, todos os fãs estão a festejar os 3 quartos de século do homem-morcego. Apesar de ainda estar em fase de produção, o novo filme com a personagem, dessa vez vivida por Ben Affleck (e que ainda não se sabe se é uma participação em Superman 2 ou um crossover Batman VS Superman) só deve chegar aos cinemas em 2016. Contudo, até lá, os admiradores do universo do Cavaleiro das Trevas, tal como eu, podem acompanhar, numa nova série live action de televisão, a história das origens e do passado do Comissário Gordon, do Pinguim, do Enigma e outras personagens míticas, numa das cidades mais perigosas do mundo, Gotham. A série “Gotham” passa no canal FOX, às terças à noite e já estreou. Não percam, pois está muito bem conseguida!

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Símbolo da Guerra Fria, dividiu a maior cidade alemã por décadas. No passado domingo, o seu derrube fez 25 anos. Um quarto de século passado desde a data histórica, qual o legado da queda do Muro de Berlim?

A queda do Muro, a 9 de Novembro de 1989, foi um evento que correu mundo, provocando, simultaneamente, a queda do Comunismo, a unificação da Alemanha e o início do fim da Guerra Fria. O mundo viu a queda do Muro como um símbolo do fim da Guerra Fria entre os EUA e a União Soviética. Foi a remoção de uma barreira que impedia a unificação de um país dividido. As pessoas viram o triunfo dos Direitos Humanos sobre os Governos. Foi um evento dramático, coberto pelos media mundiais… Volvidos estes anos, considerada a quarta maior economia do globo e a “locomotiva económica da Europa”, a Alemanha celebrou, no passado domingo, a data que permitiu ao país unir-se depois da divisão sofrida como resultado da trágica 2ª Guerra Mundial. Sobre a mesma, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou «a queda do Muro de Berlim há 25 anos atrás, num prenúncio do fim da Guerra Fria, mostrou ao mundo que os "sonhos podem-se tornar realidade" e deveria inspirar as pessoas dominadas pela tirania»…

Mas porque é que o Muro caiu? Há três razões para tal… A imediata, é a de que o Governo da Alemanha Oriental errou. Quis mudar as regras e viagens no princípio do mês de Novembro de 1989, para quem quisesse visitar a Alemanha Ocidental, e deu uma conferência de imprensa para anunciar as mudanças. Quando um jornalista perguntou ao porta-voz do Governo quando é que as mudanças iam entrar em vigor, o mesmo inventou uma resposta: imediatamente. Ora, os rumores espalharam-se e acreditou-se que se podia passar imediatamente para o outro lado e, aí, começou a pressão. O erro levou a um mal-entendido e produziu-se um movimento instantâneo de mudança. A segunda razão prende-se com a mudança que assolou a região em 1989: as negociações da Mesa Redonda na Polónia; as eleições naquele país; o êxodo de alemães orientais para embaixadas da Alemanha Ocidental; ou o crescente número de manifestações na Alemanha Oriental, sobretudo em Leipzig. O Governo da Alemanha de Leste teria que usar a força bruta para contrariar essa tendência. A terceira e última tem a ver com o papel de Mikhail Gorbachev na União Soviética. Gorbachev cedo mostrou que não iria “salvar” os regimes comunistas na Europa Oriental com as tropas soviéticas, como aconteceu na Alemanha Oriental em 1953...

De facto, o mundo mudou por completo há 25 anos, quando centenas de pessoas se juntaram, com pás e marretas, para destruir a barreira que separou uma nação durante 28 anos e que manteve o mundo em constante ameaça de nova guerra. O dia 9 de Novembro de 1989 é uma data histórica, pois traçou a linha que separa a era da Guerra Fria da era do pós-Guerra Fria. “A queda do Muro permitiu a expansão da União Europeia (UE), celebrando a prioridade à geoeconomia e não à geopolítica”, explica John Feffer, co-director de Foreign Policy In Focus no Instituto (Americano) de Estudos Políticos, um “think tank” sediado em Washington DC.

Além de representar uma grande mudança a nível político e económico, o fim da era do Muro também é visto como uma vitória dos Direitos Humanos, conseguindo inspirar milhares de activistas à procura da Democracia nas suas sociedades. Apesar de a queda do Muro ter trazido mudanças significativas, é um facto que também gerou expectativas e que, um quarto de século passado, continuam por cumprir. “As expectativas estavam muito altas, em 1989 – que todas as ditaduras iriam acabar, que todos os conflitos seriam resolvidos, uma economia equitativamente global e estabelecida… Todo o dinheiro gasto a nível militar poderia ser transferido para as necessidades humanas… Ora, muitas destas expectativas não foram concretizadas”, defende Feffer. E acrescenta: “As guerras não acabaram, muitos ditadores continuam no Poder. E os gastos militares continuam muito elevados.”

Portanto, novas ameaças têm vindo a surgir nos últimos tempos: o espectro de uma nova Guerra Fria começa a ensombrar o Mundo, com a crise na Ucrânia, cujo destino depende dos confrontos entre EUA/UE e a Rússia, e muitas vozes têm chamado à atenção para a possibilidade de um novo confronto, de baixa densidade, entre as grandes potências mundiais. “É importante chamar as coisas pelos nomes e o colapso das relações entre a Rússia e o Ocidente tem, de facto, de ser chamado de Guerra Fria”, escreveu, recentemente, Robert H. Legvold, professor do Departamento de Ciências Políticas da prestigiada Universidade de Columbia, na revista “Foreign Affairs”.

Assim, o 25.º aniversário da queda do Muro, que se celebrou domingo, chega a meio de uma crise internacional. Por isso mesmo, os festejos podem servir como lembrete para os EUA e Rússia dos males que podem trazer confrontos ideológicos e políticos, a nível internacional. “Nunca é tarde para reatar as relações EUA-Rússia e evitar uma nova Guerra Fria. Mas isso exigiria um novo acordo envolvendo Washington, Moscovo e Bruxelas", conclui Feffer.

Mas, obviamente, muitas razões há para se celebrar as bodas de prata da Queda e por isso, simbolicamente, o muro foi reconstruído com balões cintilantes. Para comemorar os 25 anos da queda do Muro de Berlim, o artista Christopher Bauder e o realizador Marc Bauder criaram o “Lichtgrenze”, uma reconstrução de 10 km do Muro. Só que, em vez de betão, o percurso original tem balões luminosos, que ficarão na cidade durante dois dias, ou seja, até hoje. E em seis localizações-chave ao longo do percurso, a “Lichtgrenze” mostra imagens históricas dos tempos em que o Muro ainda dominava a paisagem.

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Na passada semana, tive o prazer de ir à ante-estreia do filme “Rio, I love you”, ou “Rio, Eu Te Amo”, em português do Brasil. Trata-se de um novo episódio da série de filmes Cities of love, que já nos deu “Paris, je t’aime” e “New York, I love you”. Todos estes filmes têm servido como um menu de degustação, que oferece pequenas porções para conquistar o público de pratos maiores. Criada pelo francês Emmanuel Benbihy, esta série aposta sempre no turismo, oferecendo-nos várias experiências com a assinatura de reconhecidos realizadores. No caso de “Rio, Eu te Amo”, há toda uma estratégia económica, também usada por Paris e Nova Iorque, mas um pouco mais assumida. A empresa de cosméticos “O Boticário” aparece nos créditos iniciais e vai aparecendo ao longo do filme. Nada contra, até porque cada vez mais, o cinema tem de viver desses dinheiros…

Portanto, tal como os seus antecessores, temos também aqui uma manta de retalhos, de histórias e estórias, alinhavadas por realizadores como Vicente Amorim, Guillermo Arriaga, Stephan Elliott, Im Sang-soo, Nadine Labaki, Fernando Meirelles, José Padilha, Carlos Saldanha, Paolo Sorrentino, John Torturro e Andrucha Waddington, sempre com o Rio de Janeiro como pano de fundo, e abrilhantadas por actores como Fernanda Montenegro, Eduardo Sterblitch, Emily Mortimer, Basil Hoffman, Ryan Kwanten, Marcelo Serrado, Bebel Gilberto, John Turturro, Tonico Pereira, Roberta Rodrigues, Vanessa Paradis, Vincent Cassel, Bruna Linzmeyer, Rodrigo Santoro, Wagner Moura, Harvey Keitel, entre outros. Ao todo, “Rio, Eu Te Amo” reúne dez episódios, onde cada um revela um bairro e uma característica marcante da “cidade maravilhosa”.

Por serem muitas e uma mais ou menos interessante do que a outra, vou-me centrar apenas nas que mais me tocaram… Por exemplo, “Dona Fulana”, por Andrucha Waddington, onde um rapaz, que acreditava que a sua avó, que conhecera quando criança, estava morta, a vai reencontrar na rua. Dona Fulana (Fernanda Montenegro) mora na rua, e de lá não quer sair. Nem mesmo com os apelos do neto, ela recusa-se a voltar para casa, e ainda o leva a ter uma experiência inesquecível pela cidade. Já em “Acho que Estou Apaixonado”, temos um famoso actor internacional, Jay, que está no Brasil para divulgar o seu novo filme no Festival do Rio. Ele não vê a hora de voltar para o hotel e descansar, mas o seu motorista não pára de falar com ele e de o chatear. Quando Jay se depara com o Pão de Açúcar, fica deslumbrado e é atraído até ao ponto turístico. Aqui, Stephan Elliott, o realizador de “Priscilla, a Rainha do Deserto” optou por contar a sua própria história de amor no Rio de Janeiro, colocando Ryan Kwanten e Marcelo Serrado numa escalada, sem equipamento de segurança, para encontrarem o amor no topo…

Em “O Vampiro do Rio”, temos uma inesperada aparição. Com cenas interessantes, como vampiros a sambar no morro, é um dos trechos mais surpreendentes e o que mais jus faz à cidade. Fernando é um garçon de meia-idade, que trabalha num movimentado restaurante turístico. Ele mora no Vidigal e guarda um grande segredo, mas é apaixonado por Isabel, sua vizinha, uma mulher que trabalha como prostituta para sustentar a filha.

Com “Pas de Deux, temos a subtileza de Carlos Saldanha. Um casal de bailarinos está a ensaiar para um novo espetáculo, quando ele (Rodrigo Santoro) recebe um convite para se apresentar no estrangeiro. O jovem hesita em aceitar a proposta, com medo de prejudicar o seu relacionamento com a parceira. A faltarem poucos minutos para entrar no palco, a discussão sobe de intensidade, mas o show tem que continuar…

E em “O Milagre” temos ternura e humor por Nadine Labaki. Durante uma filmagem no Rio, um casal de actores conhece uma criança que acredita estar a receber telefonemas de Jesus. E mais não conto… Há mais histórias e todas acabam por nos surpreender.

“Rio, Eu Te Amo” não deixa de ser também um retrato de um certo Brasil. Uma mescla de talento e liberdade criativa, com mensagens institucionais, de arte com propaganda, de crítica social. É uma experiência interessante, que apesar de nem sempre estar bem rematada na soma dos seus trechos, talvez seja o filme mais genuíno de Cities of Love.

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E como grande fã de banda-desenhada que sou, não poderia faltar a mais uma edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora. Esta edição assinala 25 anos deste importante certame, único no panorama nacional. O AmadoraBD está a decorrer de 24 de Outubro a 9 de Novembro no Fórum Luís de Camões, na Brandoa e, perante o 25º. aniversário, a exposição central foca a banda-desenhada contemporânea, as temáticas, as formas de difusão, os suportes e a relação entre autor e leitor. A par desta exposição central que celebra esta data marcante, esta edição faz também uma reflexão sobre a actualidade do Universo da BD, abordando a revolução que o sector tem sofrido com a introdução das novas tecnologias intitulada "Galáxia XXI", comissariada por Sara Figueiredo Costa e Luís Salvado, e com obras de autores portugueses e estrangeiros. O AmadoraBD associou-se, ainda, a outras duas efemérides: os 75 anos de Batman, personagem criada pela editora DC Comics (e qual conto dar destaque no meu blog), e os 50 anos da Mafalda, do autor argentino Quino, e de que aqui já dei conta.

O cartaz deste ano é assinado por Joana Afonso, autora que tem patente uma exposição individual, por ter sido premiada em 2013 com o seu álbum "O Baile", escrito por Nuno Duarte. Além de Joana Afonso, podemos encontrar outras pequenas exposições, tais como a dedicada ao argumentista Nuno Duarte e ao álbum "O Baile", a Osvaldo Medina, a Henrique Monteiro e, ainda, à personagem Surfista Prateado, da Marvel, pelo álbum "Parábola", de Moebius, John Buscema e Stan Lee.

Volto a frisar que vale sempre a pena vir, anualmente, até ao Amadora BD. E lá ui, com o meu grande amigo, José Luís Alves. Porque o que nos motiva são sempre as inesperadas novidades apresentadas, pela diversidade de exposições e retrospectivas, mas também pela criatividade demonstrada nos diversos espaços expositivos. Porque conseguem transpor ideias principais das pranchas de banda-desenhada para um universo 3D, sempre com algum cuidado nos materiais, mas com muita imaginação, proporcionando-nos atmosferas concordantes com as temáticas apresentadas. Um must!

Fora do Fórum Luís de Camões, mas ainda na Amadora, é ainda possível ver, no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem, a exposição "A Arte e o Ofício da BD", de José Ruy, que está a comemorar, este ano, 70 anos de carreira, o "AmadoraCartoon Restrospetivando Humores", exposição de homenagem aos cartoonistas António (Portugal), Xaquín Marín (Galiza/Espanha) e Yuriy Pogorelov (Ucrânia), na Galeria Municipal Artur Bual - Casa Aprígio Gomes; a exposição em homenagem a Carlos Baptista Mendes, vencedor do Troféu de Honra 2014 nos Prémios Nacionais de Banda Desenhada 2104, "Portugueses na Grande Guerra", na Galeria dos Paços do Concelho, e "Blanca Rosita Barcelona", de Miguel Gallardo, na Escola Superior de Teatro e Cinema. Todas estas exposições são de entrada gratuita.

Portanto, são muitos os motivos que nos fazem rumar à Amadora e há ainda muito para ver até Domingo no AmadoraBD 2014. Até ao final, são várias as atividades que o Festival ainda tem para oferecer. Os 4.000 metros quadrados de área expositiva que acolhem a 25.ª Edição do maior festival de Banda Desenhada do país, e um dos mais respeitados eventos internacionais do género, merecem a vossa visita! Não percam esta homenagem anual à Nona Arte e seus criadores, que culmina neste domingo, 9 de Novembro.

Mais informações em www.cm-amadora.pt/amadorabd/2014/

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Há muito que não fazia um “filme da semana”, mas tal deveu-se a não ter havido, ultimamente, ante-estreias… Claro que continuo a ser um fiel frequentador de cinema e, vai daí, aqui fica o último filme que fui ver.

Numa altura em que os vampiros voltaram a ficar na moda, especialmente na televisão, com a magnífica série de Alan Ball, “True Blood”, ou “Vampire Diaries”, “Moonlight” ou a mais recente “Dracula”, passada na Inglaterra Victoriana, com Jonathan Rhys Meyers, sem esquecer a saga “Twilight” levada ao grande ecrã, surge agora uma nova história deste ser sugador de sangue. Sem as tentações da carne, este novo filme transforma-o numa vítima das circunstâncias…

“Drácula: A História Desconhecida” retrata-nos Vlad Tepes (Luke Evans) como uma vítima de um acordo faustiano, um príncipe da Transilvânia que faz uma aliança com uma criatura das trevas para defender o seu povo e a sua família do hegemônico exército turco. Estamos no Século XV. Mas este Drácula se, por um lado é, inequivocamente, hollywoodiano, por lidar com naturalidade com a violência, tem um senão: não sabe abordar o sexo. Ora, a tentação da carne é o elemento central do vampirismo, de Bram Stoker a Anne Rice, mas o filme do realizador Gary Shore passa ao lado deste campo. Contudo, se há uma lado erotizado neste Drácula, é apenas o fetiche da guerra, a demonstração grandiosa dos poderes de destruição do vampiro. E aqui, os efeitos especiais são eficazes , com especial destaque para o efeito dos morcegos.

“Drácula: A História Desconhecida” é a primeira longa-metragem da tentativa da Universal Studios em reviver os monstros clássicos num universo compartilhado. Aqui, Vlad é um príncipe benevolente da Transilvânia que, quando criança, fora entregue como refém real para os turcos. Obrigado a lutar ao lado dos seus captores, Vlad ficou conhecido como o Empalador, um guerreiro brutal e monstruoso. Após mais de uma década de frágil paz, ele recebe a exigência do Sultão Mehmed (Dominic Cooper) de entregar mil crianças do seu reino, assim como o seu próprio filho, tal como tinha acontecido consigo, para servirem o exército turco. Sem qualquer defesa, Vlad vai procurar poder nas trevas, fazendo um acordo com um mestre vampiro (Charles Dance) para ganhar a força que precisa para vencer os seus adversários no campo de batalha. Com uma condição: se em três dias, Vlad não sucumbir à sede de sangue humano que acompanham os seus poderes, ele voltará a ser humano; mas, se ceder, libertará o mestre vampiro e irá tornar-se, ele próprio, numa criatura das trevas para sempre.

Frases à parte ("às vezes o mundo não precisa de um herói, e sim de um monstro"), Shore torna este seu vampiro num monstro, de facto, mas vitima das circunstâncias. Não há problema nenhum em humanizar a personagem-título ou transformá-la num herói trágico nas suas origens. O problema é fazê-lo num filme que renega o mundo bárbaro e sedutor no qual ele sempre foi inserido… A parte disso, não deixa de ter emoção q.b. e divertimento.

E para “apimentar” o futuro, vem a ideia de que "tudo é um jogo", como diz a personagem de Charles Dance, o vampiro original, que veio iniciar este Drácula num universo de filmes compartilhados com outros monstros clássicos da Universal. Eis o novo Drácula: com controlo, sem traumas e sem conflitos, que nos vem entreter e tornar-se arauto de uma provável saga…

Mais em www.dracula-historiadesconhecida.pt

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O meu sorriso aberto e fácil, é uma das minhas características físicas mais visíveis e, modéstia à parte, das mais apreciadas. Mas desde há muito que ele estava a precisar de uma melhoria. Sentia-o! Eis que a minha amiga Sónia Bugan, Directora da Policlínica de Algueirão, me veio propor o uso de um sistema de aparelho transparente, totalmente «feito à medida», explicando-me que os alinhadores DentoSmile corrigem, suavemente, os dentes mal alinhados, com a aplicação de uma intensidade mínima de pressão. Nem hesitei… Aderi logo!
Isto, porque os habituais tratamentos ortodônticos punham-me sempre «de pé atrás», pois faziam-me pensar, imediatamente, em dentes com o inestético aparelho de metal colocado, com as implicações sociais negativas daí resultantes. Estando ciente desse “problema” e sendo sensível aos aspectos estéticos do meu sorriso, avancei e entreguei-me aos cuidados da Dra. Sofia Pascoal que, através da Biotech, detentora do método DentoSmile, me disponibilizou um aparelho inovador e transparente, progressivo, feito à minha medida, super confortável, dado não possuir suportes metálicos, e facilmente removível, já que pode ser retirado para comer, sem quaisquer restrições, ou para uma ocasião mais especial, como um evento social.

Agora, uso-o diariamente, por um período específico de tempo (15 dias), e o aparelho vai, gradual e suavemente, alinhando e endireitando os meus dentes. No final de cada período, desloco-me à Policlínica de Algueirão e a minha médica dentista, Dra. Sofia Pascoal, vai verificando o meu progresso e fornecendo um novo aparelho, novamente feito à minha medida. Normalmente, estes aparelhos transparentes podem ser usados entre 6 a 18 meses (dependendo da escala do tratamento) para obter os dentes perfeitamente alinhados. No meu caso, 6 meses bastam. Nada mal!
Um outra vantagem deste procedimento de alinhamento invisível é a de que o mesmo pode ser realizado por um médico dentista, ao contrário do tratamento tradicional, com aparelho metálico e arames, que só podem ser realizados por um ortodontista. Ora, isto representa, para mim e qualquer pessoa que adira, uma considerável economia de tempo e de conforto, com todo o tratamento de reabilitação do sorriso a ocorrer na mesma consulta dental.
Agora, graças aos alinhadores DentoSmile, os meus dentes imperfeitos e mal alinhados vão ficar corrigidos, sem quase dar por nada, com uma intensidade mínima de pressão.
Mas saibam mais sobre estes extraordinários aparelhos ortodônticos transparentes:
São recomendados para:
+ sobreposição de dentes
+ faltas de dentes
+ dentes mal alinhados
+ dentes amplamente espaçados
Vantagens:
+ feito à medida
+ alternativa discreta aos aparelhos metálicos
+ removível: pode ser retirado quando comer, beber ou escovar os dentes
+ higiénico: possibilidade de escovar os dentes, reduzindo o risco de cárie dentária
+ confortável e indolor: sem estrutura metálica ou arame que possa irritar as gengivas

Mais informações em www.dentosmile.fr e em www.policlinicadoalgueirao.pt

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Pois é, já era tempo de voltar a postar algo, mas tenho andado tão ocupado… E não podia deixar de dar o meu testemunho de tão alto evento de moda. Foi no final da passada semana que teve lugar a 43ª Edição da ModaLisboa, com o tema Legacy. O Pátio da Galé e os Paços do Concelho foram palco, nos idos dias 10, 11 e 12 de Outubro, da apresentação das coleções lusas para o Verão de 2015. Esta edição da ModaLisboa arrancou um dia antes (9 de outubro), no Salão Nobre dos Paços do Concelho, com as conferências "Fast Talks", apresentadas por Eduarda Abondanza. Seis jovens conferencistas (uma investigadora, três designers, uma empresária e uma responsável da Startup Lisboa) falaram sobre as suas experiências profissionais no mundo da Moda e debateram sobre as melhores opções para as marcas nacionais que representam e para os jovens criadores e empreendedores singrarem neste ambiente de forte competitividade internacional. Durante estes três dias, foram apresentadas os desfiles das coleções de 13 designers de moda portugueses, dois estrangeiros convidados (um francês, Christophe Sauvat, e um polaco), uma marca brasileira (Cia. Maritima) e de 12 jovens (quatro deles em duplas), no âmbito da mostra de novos talentos, a plataforma “Sangue Novo”. Foi um desfilar de propostas de Alexandra Moura, Ricardo Preto, Filipe Faísca, Miguel Vieira, que bisou (dia 11 passou Man e dia 12, Woman), Dino Alves, Pedro Pedro, Valentim Quaresma, Lidija Kolovrat, entre outros. Destaco, claramente, dois de entre estes. Carlos Gil, que fez “Match Point” ao estrear-se na ModaLisboa. O costureiro, que veste a primeira-dama portuguesa, foi a grande novidade desta edição e demonstrou na passerelle do Pátio da Galé porque é considerado um dos grandes designers nacionais. Carlos sugeriu padrões com bolas e riscas para o próximo verão, com peças desportivas mas elegantes e sofisticadas que envolvem a silhueta feminina. E Nuno Gama, que marcou a noite de despedida desta edição da ModaLisboa. Num desfile sublime, Nuno foi beber inspiração à Arrábida, pois, como ele afirma “para mim, é a parte da serra e é o mar - daí os caquis, os marinheiros..." e acrescenta Nuno: "ao mesmo tempo, é a minha infância, a minha descoberta de “Corto Maltese”, de “Os Pequenos Vagabundos”, de Fernão Capelo Gaivota...", referências esses que resultaram óbvias nas silhuetas, peças e styling que apresentou.
O Wonder Room, uma pop-up store de uma dúzia de marcas portuguesas emergentes, patente na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, e as exposições Workstation, de fotografia sobre moda, Griffe e Atelier AR completaram a oferta de iniciativas desta edição. Paralelamente, no MUDE - Museu do Design e da Moda, foi inaugurada a exposição Coleção André Ópticas "Por Detrás das Sombras". Uma vez mais, a criatividade e o glamour regressaram ao Pátio da Galé e assinalaram mais uma edição da ModaLisboa, porque Lisboa continua na moda. Sobretudo em termos turísticos… Para o ano, em Março, a ModaLisboa - Lisboa Fashion Week regressará para mais uma afirmação da indústria portuguesa da moda e dos seus criadores… Saibam mais em dailymodalisboa.blogspot.com e em www.modalisboa.pt

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Eis-me voltado de férias! E com um tema bem apropriado, de que muito se fala: o Ice Bucket Challenge, também conhecido na América como ALS Ice Bucket Challenge. Ora, este "Desafio do Balde de Gelo" é uma original acção que envolve deitar um balde de água gelada na cabeça de alguém para alertar e promover a conscientização sobre a praticamente desconhecida doença Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e incentivar as doações para a sua pesquisa. Em muito pouco tempo tornou-se viral em meios sociais durante Julho e Agosto de 2014. Nas últimas semanas, fomos inundados (literalmente) por vídeos do Desafio do Balde de Gelo. O divertido desafio convida os participantes a serem filmados enquanto um balde de água gelada é derramada sobre as suas cabeças e, em seguida, nomeiam outros a fazerem o mesmo. A estipulação comum é a de que os participantes nomeados têm apenas 24 horas para cumprir a tarefa ou então, caso não consigam, fazerem uma doação financeira de caridade à organização ALS, na América ou APELA, caso seja feita em Portugal.
A campanha começou nos E.U.A. e rapidamente alastrou-se pelo mundo, em especial em Portugal, onde um grande número de personalidades conhecidas aderiram ao desafio. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi desafiado por Ethel Kennedy, por Justin Bieber, entre outros, mas recusou-se a fazê-lo, optando por contribuir para a campanha com uma doação de US $100. O ex-presidente George W. Bush completou o desafio e nomeou o também ex-presidente Bill Clinton. O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, foi igualmente desafiado, mas também diminuiu em prol de uma doação. Sarah Jessica Parker, Bill Gates, Anna Wintour, Oprah, Mark Zuckerberg Gisele Büdchen, Gwineth Paltrow, Kylie Minogue, Lady Gaga, Shakira e Gerard Piqué, entre outros, aderiram de imediato. Várias personagens ficcionais também assumiram o desafio, incluindo o sapo Cocas e Homer Simpson. Eu aderi e fui um dos primeiros impulsionadores no nosso país. Porque acreditei logo no seu propósito! Desafiei Cláudia Jacques, Pedro Reis e Rita Frazão. Desde então, a iniciativa já se alastrou entre cantores, desportistas, empresários e muitos nomes conhecidos a despejar um balde de água com gelo por cima da cabeça: Luis de Matos, José Alberto Carvalho, Maria João Bastos, a apresentadora Fátima Lopes, entre outros. No Brasil, até a célebre personagem da Turma da Mônica que detesta água, Cascão, foi desafiada por diversos fãs para participar. Ele acabou por entrar na brincadeira, mas sem perder a sua tradição de fugir da água...
Mas a grande questão para muitos era sobre a real proposta do desafio e de como o mesmo foi sendo deturpado, tornando-se numa grande brincadeira. E altamente criticada, por se tratar de um mero desperdício da água. Nada mais errado! Ora, o que é um simples balde de água, que serve para despertar consciências e alertar para uma doença que tem vivido na "penumbra", comparado com a água que todos gastamos a mais, constante e diariamente, sem termos consciência disso? Por exemplo, nos banhos caseiros, muitas vezes demorados, no lavar de loiça com água sempre a correr ou na rega pública de jardins sem critério, em que os dispersores de água disparam para todos os lados sem ser para a terra... Enfim! Agora, tenham noção de que esta grande “brincadeira” foi a responsável por mostrar ao mundo informações sobre uma doença até então muito pouco conhecida e difundida. Uma doença degenerativa e sem cura… A vida é muito dura para aqueles que sofrem da doença. Por isso, eu defendo que o “Desafio do Balde de Gelo” é muito bom, pois mesmo que ele venha a gerar animosidades e “anticorpos”, só por isso já significaria que tinha atingido o objetivo de aumentar a conscientização sobre a doença. Por isso, antes de dizer que a campanha se tornou algo sem propósito, tenham a certeza de que na vossa “timeline” do Facebook e afins, estão a aparecer pessoas a despejarem água sobre si que, de uma forma ou outra, estão a dar visibilidade à doença, e consequentemente, a aumentar os recursos para a pesquisa de remédios e tratamentos específicos da ELA. Mas graças ao “Desafio do Balde de Gelo”, nada levada a sério por muitos, a APELA - Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica já arrecadou 120.000 euros. Tudo dinheiro conseguido com a campanha de banhos gelados que se tornou viral. A APELA disse, na sua página do Facebook, que “recebemos até ao momento cerca de 120.000€ em donativos, bem como novas inscrições de sócios e ajuda voluntária em diversas áreas. Graças à vossa generosidade, Portugal está agora mais consciente da doença Esclerose Lateral Amiotrófica e os doentes com ELA terão o apoio merecido. O nosso profundo agradecimento a todos os que até agora aderiram a esta corrente solidária!” Portanto, se ainda não participou, nem com balde, nem com donativo, pode ainda fazê-lo. A Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica continua a apelar à adesão do público em geral à campanha Balde de Água Gelada, para angariação de fundos para apoio aos doentes portugueses. E podem apoiar aqui: NIB para donativos: 0007.0369.00030460006.16 IBAN: PT50 0007 0369 0003 0460 0061 6 SWIFT/BIC: BESCPTPL Mais info em www.apela.pt Se quiserem ver a minha participação, podem ir ao YouTube: http://youtu.be/WmrEah9J7hk?list=UUotLjFHmH3cfHjpiOTAupKg

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É chegada a “silly season”... Alguns usam o termo sem saber o que significa, outros podem estar a par do seu verdadeiro significado, muitos nunca sequer se interrogaram... Ora bem, a expressão "silly season", tão em voga nesta altura do ano, tem a sua origem no século XIX e aqui vos deixo com mais alguma informação. No Reino Unido, Irlanda, Israel e em alguns outros países, a “silly season” é o período que decorre durante alguns meses de verão, tipificados pelo surgimento de notícias frívolas nos media. O termo foi criado em 1861, num artigo do “Saturday Review” artigo, e foi listado na segunda edição do “Brewer's Dictionary of Phrase and Fable” (1894) e permanece em uso em pleno século XXI. A décima quinta edição desse mesmo “Brewer” expande a definição de Silly Season como "aquela parte do ano em que o Parlamento e os Tribunais não estão sentados (cerca de Agosto e Setembro)." No Estados Unidos, o período é conhecido prosaicamente como a estação de poucas notícias (slow news season). Já na Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, a “Silly Season” tem vindo a referir-se ao período festivo do Natal/Ano Novo (que ocorre durante o verão no hemisfério sul) por conta de um maior, do que o habitual, número de compromissos sociais, onde o consumo de álcool é típico.
Por cá, não temos um termo português que a defina, mas também falamos muito da “silly season”. Normalmente, o período de Verão é lento e parco em termos de eventos de interesse jornalístico. Os jornais têm um declínio de notícias, porque as férias são comuns durante este período. Para reter (e atrair) os leitores, os jornais tentam imprimir manchetes e artigos que chamem a atenção, para impulsionar as vendas, como por exemplo, pânicos morais menores ou rapto de crianças. Os media têm, necessariamente, de se munir de táticas de "silly season". Porém, o efeito colateral de agitar o público desta maneira é o facto de uma história autêntica vir a ser considerada como uma brincadeira, ou de uma história supérflua vir a ser tida como legítima. Um bom exemplo disso é o facto de, no país vizinho e noutros países hispânicos, a “silly season” ser conhecida como "serpiente de verano" devido ao monstro do Lago Ness, uma vez que o faziam reaparecer todos os Agostos para que os jornais tivessem algo do que falar… Portanto, "silly season" é aquele período dos meses de Verão em que emergem todo o tipo de notícias irrelevante e incríveis, que são publicadas nos jornais diários para encher páginas ou para ocupar tempo de antena nos noticiários televisivos. No fundo, serve desculpa para muitas coisas, mas é também a época do calor, da praia, de conversas frívolas e despreocupadas, da boa disposição, pois o que verdadeiramente interessa é aproveitar o bom tempo. Bom verão! O blog vai de férias e volta em meados de Agosto.

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Neste “Dawn of the Planet of the Apes”, o segundo capítulo desta última adaptação levado ao cinema desta saga que já vem de longe, uma nação de macacos geneticamente evoluídos, liderada por Caesar, vê-se ameaçada por um grupo de seres humanos sobreviventes de um devastador vírus da década anterior. A frágil paz conseguida pelos símios dura pouco tempo e as duas fações voltam a estar à beira de uma guerra que irá decidir qual será a espécie dominante no planeta Terra… Quem se tenha surpreendido com a qualidade de “Planeta dos Macacos – A Origem”, pode ir preparado, pois esta sequela é ainda melhor. Neste novo filme, o realizador Matt Reeves traz a esperada sequência de “Planeta dos Macacos – A Origem” à vida, com os os actores Andy Serkis, Gary Oldman, Jason Clarke, Kodi Smit-McPhee, Keri Russell e Judy Greer, que seguem a crescente comunidade de primatas geneticamente evoluídos, encabeçada por Caesar. Quando os primatas entram em contato com os poucos humanos sobreviventes pela primeira vez, numa década, desde que a gripe símia, um vírus criado em laboratório, dizimou quase toda a raça humana, tudo se altera. A humanidade que sobrou tem agora raiva dos símios Este óptimo "reboot" da série não deixa de ser um "blockbuster" feito para render muito no Verão e, por isso, agradar ao máximo de gente possível. E eles conseguem! Muito graças ao realizador Matt Reeves, que já tinha provado em “Cloverfield” (2008) e “Deixa-Me Entrar” (2010), que sabe contar uma história cheia de tensão, com ajuda da computação gráfica. "Planeta dos Macacos: A Revolta" lidera bilheteira portuguesa. Na audiência de cinema em Portugal, entre quinta e domingo passados, a quantidade de espectadores mais do que duplicou, essencialmente graças às estreias de "Planeta dos Macacos: A Revolta" e "Aviões - Equipa de Resgate". "Planeta dos Macacos: A Revolta" atraiu 51 mil espectadores nos seus primeiros quatro dias de exibição, bastante melhor do que os 38 mil totalizados do filme anterior, estreado a 11 de Agosto de 2011.
Em o "Planeta dos Macacos: A Revolta", o trabalho da equipa técnica é tão impressionante que na maior parte do filme vamo-nos perguntando se aqueles macacos são realmente criados por computadores, tal é o grau de realismo atingido. O encontro com os humanos continua a criar tensão no filme, mas como já temos o principal spoiler do filme (quem não se lembra da cena final, na praia, do filme de 1968?) sabe que os macacos irão sobreviver… Mas o filme tem vários focos de interesse. Mostrando um problema pontual que ocorre próximo ao lugar onde se deu o primeiro confronto em “A Origem”, é curioso verificar que após aquele confronto da ponte, já se passaram 10 anos e nunca houve mais nenhum outro confronto, ao ponto de os humanos nem saberem da existência do macaco Caesar e das suas avançadas habilidades. Outro factor interessante resulta do facto de Caesar, o macaco principal do primeiro filme, dividir o cenário com outros macacos tão bem fundamentados nos seus ideais, tal como o macaco Koba. E mais não conto! Este é um filme que vai agradar muito o público, pois é, sem sombra de dúvida, superior ao seu antecessor. Mas quem é fã do original “Planeta dos Macacos” (de 1968) e estiver à espera que o filme “dê a volta” para chegar próximo ao daquela época, pode tirar o cavalinho da chuva, pois ainda vão ter de haver mais uns três filmes antes de concluir esse ciclo (e caso isso venha a ocorrer).

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Assinalou-se, ontem, o 45º aniversário da chegada do Homem à Lua. Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin ‘Buzz’ E. Aldrin saíram da atmosfera terrestre a bordo da nave Columbia, que integrou a missão Apollo 11, no dia 16 de Julho. Quatro dias depois, Armstrong dava “um pequeno passo para o homem, mas um salto gigante para a Humanidade" ao pisar, pela primeira vez na História, a superfície lunar. No dia 24, os três novos heróis do mundo inteiro regressaram à Terra depois daquela que terá sido a viagem espacial de apenas oito dias mais produtiva de todo o sempre. Foi a 20 de Julho de 1969, que mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo (a maior audiência televisiva de sempre, até então) observaram as imagens a branco e preto dos astronautas Neil Armstrong e Edwin Aldrin a se movimentarem, lentamente, no Mar da Tranquilidade. A 25 de Maio de 1961, numa “mensagem especial ao Congresso sobre as necessidades nacionais urgentes”, o então Presidente americano John F. Kennedy afirmou que os Estados Unidos deveriam ter, como meta, “levar um homem à Lua e trazê-lo a salvo à Terra” antes do fim da década. Ora, em apenas oito anos, essa meta, que cientistas e sonhadores tinham explorado desde sempre décadas, foi alcançada: a oportunidade de observar a Terra a partir de um solo distante.
No apogeu do 45ª aniversário do pequeno passo de Neil Armstrong na Lua, a Nasa garantiu que os primeiros humanos que irão pisar o solo vermelho de Marte “caminham hoje sobre a Terra”. Em Agosto de 2010, o actual Presidente americano Barack Obama descreveu a sua esperança na exploração espacial num discurso no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, prévio ao envio de astronautas a um asteroide até 2020, e uma viagem de ida e volta a Marte no início da década de 2030. As cápsulas não tripuladas enviadas, até agora, a Marte, levam entre 150 e 210 dias para chegar até lá. Mas estes são artefactos muito mais pequenos e bem mais leves do que as cápsulas necessárias para albergar astronautas e provisões, numa viagem de ida e volta. Ora, em 2030, as filhas de Barack e Michelle Obama, Malia e Sasha, serão mulheres um pouco mais jovens que Neil Armstrong, Edwin Alvin e Michael Collins, quando os três, a bordo da cápsula “Eagle”, pisaram na Lua. Por isso, certamente, nos dias de hoje, já andam cá na Terra as crianças que estarão prontas para a assumir a aventura marciana, quando foram solucionados os desafios tecnológicos de uma outra viagem sem precedentes. Mas há exactos 45 anos, os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins chegaram à Lua a bordo da mais poderosa aeronave construída até então, a Apollo 11, o que representou uma das mais importantes viagens da história da Humanidade. Muitos haviam que a consideravam impossível – até hoje, ainda há quem duvide. No entanto, essa grande odisseia, que tinha começado alguns anos antes do lançamento, acabou por alterar a forma como passámos a ver a Terra…

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Depois da grande estreia em Angola, o filme angolano "Njinga, Rainha de Angola", produzido pela Semba Comunicação, vai estrear em Portugal, amanhã, dia 10. Eu, que tive o privilégio de assistir à sua ante-estreia no cinema São Jorge, no passado domingo, venho “levantar um pouco o véu”… O filme conta-nos a trajetória de uma das mais importantes mulheres africanas que marcou a história de Angola. A mulher em questão é Njinga, guerreira africana, que durante quarenta anos lutou pela independência dos reinos de Ndongo e Matamba, ao longo do século XVII. Uma verdadeira viagem no tempo e na história desse país, para conhecer a vida de luta desta destemida mulher. A história começa em 1617, ano em que o pai de Njinga, o Rei Kilwanji, morre. A partir daí, Njinga é testemunha do crescente domínio português e da perda de soberania dos povos ao seu redor. Depois do assassinato do seu filho e ao presenciar o declínio do seu reino, Njinga concentra a sua energia na luta pela libertação dos Mbundu. Após vários anos de incursões portuguesas para a captura de escravos, e entre batalhas intermitentes que vamos podendo ver, Njinga consegue negociar um tratado de termos iguais, chegando a converter-se ao cristianismo como forma de fortalecer a confiança entre os dois povos, adoptando o nome português de Ana de Sousa. Portanto, só após quatro décadas de conflito com o lema deixado por seu pai “quem ficar, luta até vencer”, é finalmente selada a paz com os portugueses, que a vieram a reconhecer como a rainha de Matamba e Ndongo. Determinada a proteger os seus, ajudou a reinserir antigos escravos e formou uma economia que, ao contrário de outras, não dependia do tráfico de pessoas. O filme não mostra, mas sabe-se que Njinga faleceu aos 80 anos de idade, admirada e respeitada por Portugal, depois de uma luta corajosa contra a ocupação colonial, em defesa do povo Mbundu. Para retratar a história desta guerreira o mais próximo possível da realidade, foi previamente realizado um colóquio internacional sobre a rainha Njinga, com a participação da UNESCO. "A rainha Njinga foi considerada pela UNESCO uma das 25 figuras femininas mais importantes da História de África. Por isso, é fundamental ter a trajetória dela contada e uma honra poder mostrar aos portugueses um pouco da história angolana”, foi dito por uma das responsáveis pela Semba no São Jorge.
O filme “Njinga, Rainha de Angola, marca a estreia de Lesliana Pereira, que a encarna, como protagonista no grande ecrã. Para além de Lesliana, fazem parte do elenco, os actores Erica Chissapa, Ana Santos, Sílvio Nascimento, Miguel Hurst, Jaime Joaquim, José Fidalgo, Paulo Pinto, Philippe Leroux e Orlando Sérgio. O argumento ficou a cargo de Joana Jorge e a realização do português Sérgio Graciano (conhecido pelas séries "Conta-me como Foi" e "Depois do Adeus"). A belíssima partitura musical chega-nos pela mão de Rodrigo Leão. A produção da Semba Comunicação, rodada inteiramente em Angola, com direito a lindíssimas paisagens, mereceu elogios por parte dos espectadores presentes, que, como eu, muitos afirmaram que o filme permite ter uma visão aproximada dos contornos que envolveram o tráfico de escravos a partir do actual território de Angola para as Américas. Segundo o realizador, “a importância desta obra está no facto de ela ser contada pelos próprios angolanos”. A não perder…

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A convite da minha amiga Catarina Castro, lá me aventurei a fazer um artigo como convidado, para o site Supa-woman.com, um portal de Eles para Elas... Ora, como eu sou um Ele, fiz um artigo para uma Supa Girl/Woman! Baseado num post meu sobre as "it Girls", desenvolvi um outro, em que brincava e sugeria dicas para «Como ser uma verdadeira “it girl”»? O resultado está à vista, disponível no site. Mas podem ser acesso directo por aqui: http://supa-woman.com/como-ser-uma-verdadeira-it-girl/ Espero que gostem... Fui o primeiro convidado a inaugurar esta secção no site. De resto, tenho agradecer a forma como me descrevem, assim como caracterizam o meu blog, que transcrevo "Autor do blog Libério’s Leisures – http://liberiosleisures.blogspot.pt, um blog pessoal, tão eclético quanto o seu autor. Aborda todos os assuntos ou temas que lhe aprazem e que, por seu turno, acha que agrada outros, daí os mais diversos posts que vai acrescentando. Do cinema à música, suas grandes paixões, ou efemérides e acontecimentos, ou campanhas que possam abrir os olhos contra a descriminação e indiferença…" Não deixem de visitar o site Supa Woman!

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E hoje, que estreia o quarto filme desta saga, aqui me têm a falar de “Transformers 4 - Era da Extinção”, o qual tive oportunidade de ver em ante-estreia, no Imax. Esta nova “entrega” passa-se alguns anos após o grande confronto entre Autobots e Decepticons, que deixou Chicago devastada, mais propriamente quatro anos depois dos eventos de “Transformers 3: O Lado Oculto da Lua”, de 2011, ainda com Shia LaBeouf no principal papel. Agora, estes gigantescos robots alienígenas praticamente desapareceram. E os poucos que ainda habitam na Terra estão a ser caçados por um grupo de humanos, com o objectivo de que a história ocorrida em Chicago não se repita… O protagonismo deste novo capítulo recai em Mark Wahlberg, que faz de Cade Yeager, mecânico e pródigo inventor. Quando Cade dá de caras com um caminhão veho abandonado, ele nunca poderia imaginar que o veículo fosse o grande Optimus Prime, líder dos Autobots. Muito menos que, ao ajudar a trazê-lo de volta à vida, Cade e sua filha Tessa (Nicola Peltz) passariam a fazer parte da mira das autoridades americanas. As mesmas andam, obsessivamente, na senda deste e de outros vestígios de robots transformistas porque a sua revolucionária tecnologia é muito desejada por cientistas e negociantes. Paralelamente, os Decepticons vão regressando também à vida e com a extinção da Humanidade em causa, Cade, a sua filha Tessa e outros amigos vão ter de proteger Optimus Prime, enfrentar os terríveis Decepticons e, ainda, lidar com vilões humanos inesperados. Os tais homens poderosos, movidos pela ganância.
Sete anos depois de Michael Bay ter trazido para o cinema uma versão repleta de ação, efeitos especiais e novamente sucesso de bilheteira, ”Transformers: Era da Extinção” marca o regresso, ao grande ecrã, de uma das sagas mais rentáveis de sempre. Este novo filme volta a contar com Michael Bay como realizador, e para além de Mark Wahlberg e Nicola Peltz, traz outros novos actores: Jack Reynor, Kelsey Grammer e Stanley Tucci, a quem se juntam também novos e absolutamente fantásticos Transformers: Hound (John Goodman), Drift (Ken Watanabe) e Crosshairs (John DiMaggio), assim como os muito aguardados Dinobots. Bay encontra sempre maneira de elevar a fasquia e aqui não defrauda, pois volta a apostar na espetacularidade, nas explosões e nos efeitos especiais, ao longo de 165 intensos minutos, com algumas surpresas, que prometem tornar o filme num dos grandes blockbusters deste Verão. Este “Transformers: Era da Extinção” entrega aos fãs desta saga mais do que qualquer promessa que Michael Bay possa ter feito. Por isso, os conhecedores sabem o que os espera ao irem ver este filme, pois Bay está empenhado em "esgotar-nos" com o mais tremendo e “louco” filme Transformers até à data. Não percam!

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