Eis que a Marvel volta a carga e a surpreender-nos. Depois de “os Vingadores”, com Hulk, Thor, Homem-de-Ferro e tantos outros super-heróis poderosos, quem diria que iríamos assistir a um filme do... Homem-Formiga? Dar protagonismo a um herói cujo maior poder é encolher para competir com Deuses do Trovão e monstros verdes de quatro metros de altura parecia arriscado. Mas afinal, o menor herói do universo Marvel veio provar que os homens não se medem aos palmos, resultando num filme divertido e carismático, sem medo de explorar a herança da BD.

A história arranca quando, após ser surpreendentemente libertado da prisão, onde cumpria pena por roupo, Scott Lang (Paul Rudd) é desafiado pelo misterioso Dr. Hank Pym (Michael Douglas) a se associar a ele para uma importante missão. Ao ser-lhe fornecido um fato especial, que lhe dá a incrível capacidade de diminuir em escala e, simultaneamente, aumentar exponencialmente em força, Scott transforma-se no Homem-Formiga, um super-herói que, para além de ser capaz de adoptar o tamanho e força proporcional de um pequeno insecto, conta com uma aliança muito especial: as formigas. Contra obstáculos aparentemente intransponíveis, Scott une esforços com o Dr. Pym, de modo a destruir o terrível vilão Darren Cross (Corey Stoll) que se transforma no Jaqueta Amarela, sendo para tal treinado pela filha de Pym, Hope van Dyne (Evangeline Lilly).

Muito do sucesso de “Homem-Formiga” deve-se ao trabalho de Paul Rudd como protagonista, ao seu carisma e à sua capacidade de manter a personagem verossímil. Scott Lang resulta divertido, carismático e consegue cativar-nos mesmo quando não está montando nas costas de um invertebrado ou numa cena de luta. Ele não precisa de grandes feitos heróicos para nos provar que é um verdadeiro super-herói. Por outro lado, a Marvel também ajustou o tom e o ritmo do filme para compensar o conceito cómico deste micro herói. Mais leve e dinâmico do que alguns dos sucessos mais recentes produzidos pelo estúdio, Homem-Formiga parece aproveitar melhor as suas raízes de histórias de banda desenhada.

Portanto, com o fato que lhe dá poderes sobre-humanos, Scott tem de assumir a sua faceta de herói, redimir-se do seu passado criminoso e salvar o mundo tal como o conhecemos… Realizado por Peyton Reed, este é um filme que mistura acção, comédia e aventura e que adapta mais uma das personagens ricas do universo Marvel. E se Guardiões da Galáxia foi considerado a aposta mais arriscada do Marvel Studios, por se tratar de uma super equipa pouco conhecida até dos fãs de BD, a aposta do estúdio provou-se, tal como com o Homem-Formiga, certeira ao empregar a fórmula equilibrada de humor e acção que tem marcado as suas produções. Com "Homem-Formiga", a Marvel provou, mais uma vez, que não existe super-herói desconhecido ou arriscado quando a sua equipa criativa está ao comando.


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O coelho mais divertido e favorito da televisão já tem 75 anos. Foi no dia 27 de Julho de 1940 que Bugs Bunny fez a sua estreia na curta-metragem “Wild Hare“, realizado por Tex Avery, utilizando uma das frases mais conhecidas da animação “What’s up, Doc?". desde então, a personagem de desenhos animados mais conhecida de todas as gerações da série Looney Tunes, anda há 75 anos a fugir de um caçador. E desde que apareceu pela primeira fez na televisão, encantou logo o público.

Com o passar do tempo, esta personagem sofreu várias alterações. O coelho, com voz original de Mel Blank, já tinha aparecido em “Porky’s Hare Hunt”, de 1938, com padrões de fala e aparência bem diferentes do que se viria a conhecer anos depois. Mas o marco inicial foi mesmo em 1940, onde Bugs Bunny surge como é conhecido actualmente, e onde diz pela primeira vez o seu clássico “What’s up, Doc?”. Quanto ao nome, Bugs Bunny, o mesmo só viria a surgir no ano seguinte, em “Elmer’s Pet Rabbit“, realizado por Chuck Jones.

Como todas as outras grandes estrelas, a sua popularidade teve pontos baixos e altos. Alguns dos destaques incluem a curta-metragem de 1949, “Long-Haired Hare“, realizado também por Jones, em que Bugs Bunny duela com um tenor ao som de “O Barbeiro de Sevilha” no Hollywood Bowl. Em 1957, igualmente realizado por Jones, Bugs e Elmer Fudd fizeram uma paródia à ópera de Wilhelm Richard Wagner. Esta curta-metragem “What’s Opera, Doc?” foi selecionada para a National Film Registry em 1992, com o fim de ficar preservado na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. E entre outros clássicos, uns anos mais tarde, o cartoon “Knighty Knight Bugs”, co-protagonizado com por Yosemite Sam, venceu o Oscar de “Melhor Curta-Metragem de Animação”.

Nomeado como Bugs Bunny, em homenagem a um dos Diretores e desenhadores da época dos estúdios Warner Bros., a personagem acumula um histórico de mais de 160 curtas-metragens, incluindo participações em filmes. De entre os destaques, esta famosa lebre ou coelho (dilema ainda não resolvido), já contracenou com a estrela do basketball, Michael Jordan no filme "Space Jam", de 1996. Portanto, para além das grandes histórias, esta cómica personagem também acumulou vários prémios. De entre eles, está um Oscar e o título de melhor personagem de desenhos animados de todos os tempos pela revista "TV Guide".

A sua fama foi tal que deu origem às Tiny Toon Adventures (também conhecido como Tiny Toons), uma série animada de tv americana que teve início em 14 de Setembro de 1990 e prolongou-se até 28 de Maio de 1995, resultado de uma colaboração de Steven Spielberg, da sua Amblin Entertainment e da própria Warner Bros. Animation, depois de ter sido concebido no final de 1980 por Tom Ruegger. Esta série acompanhava as aventuras de um grupo de jovens personagens de desenhos animados que frequentavam a Acme Looniversity para se tornarem na próxima geração de personagens da série Looney Tunes. E assim tivemos o Buster Bunny, um esperto e divertido coelhinho azul de camisa vermelha inspirado no Bugs Bunny, a Babs Bunny, a engraçada coelhinha cor-de-rosa de camisa amarela, saia roxa e laços nas orelhas, também inspirada no bugs (ela e Buster frequentemente afirmavam “não somos parentes"), o Plucky Duck, um patinho verde inspirado, nem mais, nem menos, do que no Duffy Duck, e por aí fora...

Com o passar dos anos, esta hilariante personagem sobreviveu aos maus-feitios de Yosemite Sam, Elmer Fudd, Taz, Porky Pig, Duffy Duck, Foghorn Leghorn ou o marciano Marvin, entre uma outra mão cheia de personagens divertidas e competitivas. E nos seus 75 anos de carreira, Bugs Bunny nunca esteve envolvido em “escândalos", tornando-se sempre num bom exemplo para as crianças, com os seus hábitos saudáveis e o seu bom humor, além de divertir várias gerações. Vamos, por isso, brindar em homenagem a uma das maiores estrelas de Hollywood!

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Depois dos Metrossexuais e dos Lumberssexuais, que ainda vigoram, eis uma nova tendência que surge e que vai alegrar muitos homems. O termo significa, à letra, "corpo de pai", que é o mesmo que ter o físico de um homem que não é completamente tonificado, que tem um pouco de barriga e algumas gordurinhas... E ultimamente está a chamar a atenção das mulheres nos Estados Unidos. Não tarda, de todo o mundo. Celebridades como Jason Segel, Seth Rogan e Simon Cowell são alguns exemplos do "Dad Bod", mas há mais.

Esta recente tendência surgiu após uma estudante americana, de 19 anos, ter escrito um artigo sobre o assunto para o site da sua faculdade. Tal artigo tinha como título "Why Girls Love The Dad Bod" e chamava a atenção para o corpo masculino com algumas curvas. Trata-se de um corpo do tipo que diz: "vou ocasionalmente ao ginásio, mas bebo aos fins de semana e como fatias de pizza quando me apetece". Esta observação da estudante Mackenzie Pearson chamou a atenção dos Media, e a revista GQ chegou a divulgar, inclusive, uma dieta "Dad Bod" que inclui bebidas e pizza.

Portanto, a partir de agora, a barriga está na moda, mas apenas nos homens. E disso partilham outras celebridades, como Leonardo DiCaprio, John Hamm, Vince Vaughn e Adam Sandler. Sim, porque agora, esta nova moda masculina está a fazer sucesso (por parte deles, mas para agrado delas) ou seja, a gordura voltou a ser sinónimo de formosura. É claro que, como sempre e apesar de a origem desta nova tendência ter vindo de um texto, quem a catapultou para a ribalta foram as figuras públicas. Neste caso, de Hollywood. Bastou ver Leonardo DiCaprio exibir os seus “pneus” na praia, para logo de seguida Adam Sandler fazer o mesmo e até o actor principal de Mad Men, John Hamm. E eis que a moda passou a correr mundo e algumas mulheres parecem achar atraente. Segundo Mackenzie Pearson, as mulheres consideram a barriguinha saliente e os braços pouco tonificados mais atraentes porque “tornam os homens mais naturais”.

Pearson apercebeu-se desta nova tendência enquanto conversava com as colegas de faculdade. E acabou por descobrir algumas vantagens para o mundo feminino. Segundo a própria, perto destes homens as mulheres não se sentem como ao lado de alguns metrossexuais, ou seja, mais feias e menos cuidadas do que eles. “Elas gostam de ser a parte mais bonita da fotografia”, defende, e desta forma, garantem esse posto. Com um “dad bod” ao lado, nenhuma mulher vai parecer mal demais. Pelo contrário!

Há um outro ponto positivo, diz a estudante que deu nome à tendência: os “dad bod” são “bons de abraçar” e torna-se “melhor cair nos braços deles”. E acrescentam ainda uma outra vantagem para as jovens: estes “não enganam ninguém”. Como têm “tendência para imaginar o futuro mais depressa” do que eles, já sabem que os “dad bod” mostram, sem medo, o tipo de corpo que vão ter na meia-idade. “Com um dad bod sabemos no que nos estamos a meter: o corpo dos 22 anos será o mesmo aos 45”, garante. Depois vem o sexo. Dizem as mulheres que preferem homens com barriguinha porque os “dad bod” são sexualmente muito mais eficazes que os outros quando se trata de estímulos.

Mas cuidado! A revista GQ explica que um “dad bod” não é sinónimo de um obeso. O mesmo tem de ser saudável e nunca entrar em sobrepeso. Trata-se de um homem que “quer parecer mais humano, natural e atraente. É um homem que não está muito acima do peso, mas também não é um modelo cheio de músculos”, explica Mackenzie.

No entanto, este novo conceito tem vindo a gerar alguma controvérsia. Segundo a revista Time, o ‘dad bod’ é uma “atrocidade sexista”. O escritor, Brian Moylan afirma mesmo que “o problema com o dad bod não é o que ele diz sobre os homens, mas o que diz sobre as mulheres”. Mas, felizmente para muitos, são bastantes aqueles que consideram este conceito uma tendência “quente” deste Verão. Até a internet se encarregou de divulgar este tema e foi inclusivamente criada uma conta de Instagram que revela os "Dad Bod" que existem por esse mundo fora, e que conta já com mais de 15 mil seguidores.

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Desde uma viagem cheia de aventuras, através de um balão, a uma metrópole cheia de monstros, o realizador vencedor de um Oscar® da Academia, Pete Docter (o mesmo de “Monstros, S.A.” e “Up – Altamente”) já levou muitas plateias para lugares inimagináveis e únicos. Nesta nova longa-metragem da Disney Pixar, ele surpreende-nos e leva-nos para um lugar ainda mais extraordinário: dentro da mente.

“Divertida Mente” (“Inside Out” no original), já há algum tempo em cartaz, é o novo filme da Disney Pixar e aborda, de forma divertida e original, a jornada pessoal pela qual todos nós passamos – a do crescimento. Porque crescer é um exercício constante de auto-conhecimento, escolhas difíceis e surpresas - das mais doces até as mais dolorosas. E os criadores de Toy Story, conhecidos por alguns dos filmes de animação mais agridoces e marcantes das últimas décadas (como “Up!” e “À procura de Nemo”), descobriram a maneira mais gira e emocionante de nos colocar no divã, como se fossemos psicólogos de nós próprios.

“Divertida Mente” conta a história de Riley, uma menina de 11 anos do interior dos Estados Unidos (Minnesota), no momento em que se vê forçada a mudar-se para a agitada São Francisco com os seus pais. Riley tinha uma vida boa, cheia de amigos e boas memórias na sua terra natal, mas tal mudança acaba por virar o seu mundo ao contrário, forçando-a a lidar com emoções mais amargas, que nunca tinha sentido antes. Ora, se fosse contada da forma tradicional, a história de Riley era corriqueira, apenas mais um clichê. Mas a forma como a Pixar encontrou para humanizar e explicitar as mudanças pelas qual ela tem que passar é o que faz de “Divertida Mente” um dos melhores filmes já feitos pelo estúdio. Porque esta é uma jornada íntima e pessoal, que vivenciamos - literalmente, através dos olhos e da cabeça da menina em questão.

E nisso foram exímios, pois o enredo do filme passa-se quase inteiramente dentro da cabeça de Riley, apresentando as suas emoções mais fundamentais: Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Repulsa, como personagens caricatas mas cativantes. As mesmas representam a confusão de sentimentos que está sempre a acontecer dentro das nossas cabeças. Estas emoções antropomorfizadas discutem entre si, debatem sobre qual é a melhor maneira de lidar com o que está a acontecer com a Riley e muitas vezes tentam assumir o controle da cabeça da menina. É uma representação simples e inusitada das nossas emoções, bem divertida, por sinal, que funciona perfeitamente bem para qualquer pessoa que vá assistir o filme. Miúdos e graúdos.

Na montanha-russa constante de emoções passada na cabeça de Riley, “Divertida Mente" atinge-nos com maior intensidade, na precisão das suas piadas e na candura com que representa as emoções mais primordiais. E isto prova o que todos nós já sabemos, desde que “Toy Story” chegou ao cinema: a Disney Pixar sabe, melhor do que ninguém, representar experiências pelas quais todos nós já passámos. De forma explícita, mas também divertida.

Quando forem ver o filme (e olhem que devem), vão perceber o fascinante que “Divertida Mente” resulta. E se um filme da Disney Pixar já nos deixa contentes, imaginem dois numa única sessão! Atentem, por isso, a “Lava”, a nova curta-metragem animada que antecede “Inside Out” nos cinemas.

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A revista norte-americana do canal televisivo desportivo ESPN lançou mais uma edição “Body Issue”, onde prestigiados atletas exibem o esplendor atlético (ou não) dos seus corpos. Esta é já a sua sétima edição anual, mas só agora me debruço sobre a mesma, porque me chamou a atenção, quer pela beleza das imagens, quer pela atitude dos que posam, mas, sobretudo, porque prova que a nudez ainda vende e deslumbra… E foram vários os desportistas que se despiram de preconceitos para a edição de 2015.

Ao todo, são 24 imagens de atletas de topo que posaram nus para a edição deste ano da revista ESPN Body Issue. São eles: o tenista suíço Stanislas Wawrinka, os basquetebolistas Kevin Love e DeAndre Jordan, a futebolista Ali Krieger, a nadadora Natalie Coughlin, o futebolista Jermaine Jones, a basquetebolista Brittney Griner, a ginasta Aly Raisman, a skater Leticia Bufoni, a hoquista Paige Selenski, a lançadora de martelo Amanda Bingson, a heptatleta Chantae McMillan, o jogador de râguebi Todd Clever, o surfista Laird Hamilton, a arqueira Khatuna Lorig, os jogadores de futebol americano Odell Beckham Jr., Anthony Castonzo, Todd Herremans e Jack Mewhort, o jogador de basebol Bryce Harper, o hoquista Tyler Seguin, a jogadora de voleibol de praia Gabrielle Reece e a praticante de wakeboard Dallas Friday. Tal como vieram ao mundo…

Na revista impressa, podemos ver as impressionantes fotografias de cada curva e músculo no corpo destes poderosos atletas. "É importante mostrar as vulnerabilidades. Estou orgulhosa do meu corpo, orgulhosa do meu desporto e de ser uma atleta feminina. Posar nua é apenas mais um aspecto, é real, é crú, é honesto", disse Ali Krieger ao ESPN. Esta "campanha" pretende celebrar a forma física de alguns dos desportistas mais famosos do mundo. São várias as razões que levaram tais atletas a desnudarem-se para este "Body Issue". Uns para provar que por debaixo de todo o equipamento que usam, existe também um corpo de desportista. Outros, para demonstrar o incrível comportamento do corpo quando está em acção, em movimento. Por último, quase todos vêem uma oportunidade de participarem num “clássico” editorial, pois o mesmo também funciona como distinção e reconhecimento da notoriedade e desempenho dos mesmos. Portanto, podem ser vários os motivos que levam estes atletas a participar nesta edição da revista, mas uma coisa é certa: todos o fazem com orgulho! A revista está à venda no próximo dia 10 de Julho.

Mais info em http://espn.go.com/espn/bodyissue

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Como sabem, gosto muito de contar “histórias”, de mostrar coisas novas ou reflectir sobre algo comum, mas de que muitos poucos sabem. No fundo, de contribuir para um melhor conhecimento sobre algo que me desperta a curiosidade ou me apraz. Por isso, eis-me agora a falar do Cavalo Lusitano. Uma raça equestre tão nossa mas, fora os aficionados, de que muito se desconhece… E se nós por cá temos muitos produtos magníficos bem reconhecidos, o Cavalo Lusitano é um deles. Sabiam que foi este cavalo que deu origem à lenda grega do Centauro, quando por aqui homens e cavalos se confundiam num só? Pois é!

O puro-sangue lusitano (PSL), uma raça de cavalos com origem em Portugal, é o cavalo de sela mais antigo do Mundo, sendo montado aproximadamente há mais de 5.000 mil anos. Tem ancestrais comuns aos da raça Sorraia e Árabe. Estas duas raças que formam os denominados cavalos ibéricos, evoluíram a partir de cavalos primitivos existentes na Península Ibérica, dos quais se supõe descenderem directamente do pequeno grupo da raça Sorraia ainda existente. Pensa-se também que essa raça primitiva foi cruzada com cavalos "Bereber", oriundos do Norte de África e, mais tarde, sofreram igualmente influência do árabe.

Portanto, o cavalo Lusitano é o descendente directo deste cavalo Ibérico, antepassado de todos os cavalos que estiveram na base da equitação em todo o mundo, desde a Europa ao Norte de África, à Ásia Menor, à Índia e à China. Graças ao isolamento desta zona da Europa, aqui sobreviveu e evoluiu desde há cerca de quinze mil anos, tornando-se num cavalo extraordinário quase completamente livre de influências estranhas até há bem pouco tempo. Este cavalo constitui hoje uma preciosa herança genética da Andaluzia e de Portugal.

Este singular cavalo veio expandir-se por toda a Europa, Ásia e Norte de África, sendo usado ainda no século XVIII como melhorador universal. É só nos séculos XIX e XX que vem a sofrer diversas infusões de sangues estranhos, em consequência da necessidade de maior força de tracção. Foram apenas duzentos anos, mas o efeito “abastardou” dramaticamente o original, tendo-lhe dado maior dimensão e peso, retirando-lhe ligeireza. Há quem diga que o psiquismo também se degradou, perdendo-se “finura”, ardência, vibração e o “desejo de adivinhar a vontade do cavaleiro”…

Podem ter-se degradado parte das suas características originais, mas na natureza nada se perde, tudo se transforma. E se chegámos onde chegámos, com cavalos maiores e melhores, foi graças ao trabalho inteligente dos criadores e, claro, à base de uma genética poderosa, que quinze mil anos de selecção não deixaram destruir por uns “meros” duzentos anos de perturbação. Pelo contrário, tendo tirado partido destas influências e chegando hoje à produção de cavalos de maior dimensão e de qualidade de andamentos, capazes de ombrear com todas as raças especializadas, em quase todas as modalidades do desporto equestre moderno.

Há cerca de 30 anos atrás, ainda consequência da forte ditadura, houve que reequacionar tudo o que se refere à selecção e melhoria da raça Lusitana. Um pequeno grupo de criadores redefiniu, com muito rigor, o padrão da raça, base de partida fundamental para a melhoria na selecção. Tendo apenas passado três décadas, a evolução consequente da raça é espantosa! Mas, perguntam-se, como foi possível, em tão pouco tempo, a raça ter regressado em grande às suas características ancestrais? A resposta é simples e a explicação reside no enorme potencial genético da raça Lusitana: após dois séculos, quando muitos perceberam e incorreram no sentido da importância que impunha a própria raça, os resultados foram surgindo. A raça estava apenas “mascarada”, mas a sua essência estava lá, resultado de milhares de anos de selecção. Portanto, todo um património genético que sobreviveu às várias infusões de sangue estranho e que só esperava que os criadores lusos se unissem, para o soltar. E devolver ao país o seu cavalo milenar.

Hoje, o puro-sangue lusitano apresenta aptidão natural para a alta escola (Haute École) e exercícios de ares altos, uma vez que põe os membros posteriores debaixo da massa com grande facilidade. Assim, o Lusitano tem-se revelado capaz não só para o toureio e equitação clássica, mas também nas disciplinas equestres federadas como dressage, obstáculos, atrelagem e, em especial, equitação de trabalho, estando no mesmo patamar que os melhores especialistas da modalidade.

E auguram-se novos desafios para esta raça. O actual Governo quer potenciar o turismo equestre no país, passando por dar maior visibilidade ao Cavalo Lusitano, produto que considera "extraordinário e de qualidade única". O turismo equestre pode vir a representar muito para Portugal...

Actualmente, a competição, o toureio e a arte equestre utilizam, cada vez mais, cavalos Lusitanos em todo o Mundo. E foram estes cavalos portugueses, os utilizados na produção da saga em filme "O Senhor dos Anéis".

Mais informações em www.cavalo-lusitano.com

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Depois de ter falado sobre o gin, resolvi também debruçar-me por uma outra bebida que regressa em força no Verão, a cerveja. Aquele liquido amarelo meio gasoso bem e fresquinho, que se toma quando se está triste, para animar ou ainda, quando já animado, para animar ainda mais! Porque uma cerveja, bem gelada, vai bem com tudo, verdade? Então, porque razão, quando estamos num restaurante, escolhemos criteriosamente o menú de acordo com o nosso apetite e vontade, mas pedimos uma cerveja de forma despersonalizada e pouco específica? A cerveja não é toda igual...

Entre o Mundo das bebidas e comidas, existe uma “família” abençoada com a vida eterna: a “família” das Fermentações! A fermentação é o acto da levedura se propagar a si própria. Embora hoje seja produzida em laboratório, as suas origens estão na natureza, pois são micro-organismos vivos. Descendem dos céus, mais propriamente das chuvas. Não se podem sentir, nem sequer são visíveis a olho nu. Férteis, potentes e poderosos, estes micro-organismos multiplicam-se aos milhões. São delicados pós que inspiram a levedação do pão, que evocam aromas sensoriais de queijos a vinagres, que adicionam sedução e tentação a vinhos e cervejas.

E há momentos em que um copo de vinho ou de cerveja são mesmo imprescindíveis. E não se trata apenas de uma questão de sede ou necessidade de álcool. E, tal como o vinho, a cerveja é cultivada. É um produto agrícola, talvez o primeiro conhecido de toda a Civilização. Acredita-se que a cerveja tenha sido uma das primeiras bebidas alcoólicas criadas pelo homem… Historicamente, já era conhecida pelos antigos sumérios, egípcios, mesopotâmicos e ibéricos. Estou a falar de datas próximas a 10.000 a.C. Actualmente, é a terceira bebida mais popular do mundo, logo a seguir à água e ao chá. Mas é a bebida alcoólica mais consumida no mundo.

Ora bem, este "néctar dos Deuses", como a maior parte já sabe, é produzido a partir da fermentação de cereais, principalmente da cevada maltada. Pode definir-se a cerveja como sendo uma bebida proveniente da fermentação, e não da destilação, de um extracto aquoso açucarado, fabricado a partir de cereais germinados, adicionado de lúpulo.
 A cerveja é de fraco teor alcoólico, que vai de 0 a 8,5 graus. No entanto existem algumas excepções que podem ultrapassar os 8,5 graus.

Conheçamos, então, um pouco mais sobre a cerveja. Quando se trata de pilsens, weiss, stouts, etc. não estamos a falar de tipos de cerveja, mas sim de “estilos” de cerveja. Embora sejam idênticos, praticamente sinónimos, podem achar que é tudo a mesma coisa, mas não, por isso vou tratar corretamente as nomenclaturas. Isto não é uma regra definitiva, pois não sou eu quem decide tal, mas é a forma mais correcta de abordar as cervejas.

Comecemos, então, pelos estilos de cerveja. São inúmeros... Posso citar voltar a citar a weiss, pilsen, stout, como também a abbey (ou cervejas "de abadia"), strong ale, kölsch, lambics, bock, entre muitas outras. Já os tipos de cerveja, e ao contrário dos estilos, são apenas dois: Ale e Lager. Provavelmente já ouviram falar desses tipos, principalmente do segundo, que é o tipo que mais é vendido por cá. Basicamente, são esses dois tipos ou grupos de cerveja que existem, e a diferença entre ambas tem a ver com a espécie de levedura e do seu posicionamento no tanque, durante a fermentação.

As cervejas do tipo Lager são as cervejas mais consumidas no Mundo. Originárias da Europa Central no século XIV, são cervejas de baixa fermentação ou fermentação a frio (de 6 a 12ºC), com graduação alcoólica geralmente entre 4% e 5%. Tem entre os seus tipos mais conhecidos a Pilsener, tipo de cerveja originariamente criada no século XIX na cidade de Pilsen, região da Boémia da República Checa, e que, por isso, é muitas vezes chamada de Pilsen ou Pils, ao invés de Pilsener. Na sua grande maioria, as Lagers são mais secas, com maior predominância do malte e do lúpulo sobre os sabores e aromas provenientes da levedura.

Quanto às cervejas do tipo Ale, o que as difere das Lager é o tipo de fermentação, que é feita em temperaturas mais altas, geralmente entre os 15º e 24ºC, e os seus fermentos ficam suspensos nos tanques de fermentação, de onde deriva também o “alta fermentação” por que são conhecidas. É um processo mais antigo de fabricação, o que fez com que as cervejas do tipo Ale fossem as únicas disponíveis até meados do século XIX, quando foi inventada a baixa fermentação (Lager). Dada a sua “antiguidade”, aliada principalmente à fermentação a quente, os sabores complexos, maltados e lupulados das cervejas Ale são incomparavelmente mais perceptíveis, sendo cervejas mais encorpadas e vigorosas. São muito mais complexas e frutadas.

No sempre em "revolução" mundo das cervejas, estão constantemente a aparecer novos estilos no mercado, tais como, por exemplo, a cerveja aromatizada com Rum - Kingston (7,9º), a cerveja fabricada com Malte de Whisky - A Well Scotch e a Adelscott (6,6º) ou a cerveja fabricada com sumo de Lima ou Limão Verde - Dry Lime (4,5º).

Qunato ao consumo de cerveja na Europa Comunitária, a Alemanha lidera com 142 litros/ano por habitante, seguida da Dinamarca, com 125 litros. A Itália surge na última posição, com 22 litros. Portugal tem um “orgulhoso” consumo de 63 litros/ano.

Durante anos, os amantes do vinho (onde me incluo) têm-se vangloriado da glória do vinho tinto e das suas propriedades medicinais, que ajuda na luta contra doenças cardíacas. Mas pesquisas recentes têm demonstrado que a cerveja também pode beneficiar um grande número de pessoas. Por exemplo, de curar a insónia, para tratamentos de artrite ou até mesmo para o aumento da longevidade. Então, se também são amantes de cerveja, então têm mais um motivo para se alegrarem. Bem há pouco tempo, cientistas chineses descobriram uma forma de transformar o álcool da cerveja em algo benéfico para a saúde. A manipulação de um gene ajuda mesmo a proteger o fígado de várias doenças. Já um estudo japonês, publicado na revista científica “Medical Molecular Morphology” faz-nos acreditar que a cerveja pode afectar o nosso sistema imunológico e até combater a gripe. O estudo comprova que o lúpulo presente na cerveja possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, capazes de inibir a multiplicação do vírus respiratório, contribuindo também para a prevenção da pneumonia.

Por outro lado, a cerveja possui um boa quantidade de vitaminas do complexo B, capazes de beneficiar a flora intestinal, além de uma óptima capacidade antioxidante, que ajuda na manutenção de níveis saudáveis do colesterol total no sangue e protege contra o desenvolvimento de doenças, como o cancro e a diabetes.
Sabe-se, também, que a cerveja não é a culpada pela obesidade, já que tem cerca de 200 calorias por caneca, o mesmo que um café com leite integral, destaca a médica Rosa Lamuela, uma das responsáveis por uma pesquisa feita com 1.249 homens e mulheres acima de 57 anos. Tal estudo revela ainda que o que engorda, na verdade, são os petiscos gordurosos que costumam acompanhar a cerveja, como salgados e fritos. Mas a especialista saliente que o hábito moderado de tomar cerveja deve estar associado a dieta saudável e exercícios físicos regulares.
Portanto, a cerveja tem um baixo índice glicémico e é constituída de elementos poderosos, como antioxidantes, ácido fólico, ferro, minerais e vitaminas.
Contudo, o consumo adequado para que a cerveja seja realmente benéfica é de dois copos (500ml) para homens e um copo (250ml) para mulheres, por dia.

Mas há mais bons motivos para incorporarmos a cerveja nas nossas vidas:
1 - A CERVEJA DEIXA-NOS MAIS INTELIGENTES
Pesquisadores de Illinois descobriram que, após ingerir algumas cervejas, os homens resolviam muito mais rapidamente um jogo de quebra-cabeças do que os seus oponentes sóbrios.
2 - BEBIDA MENOS CALÓRICA E QUE NÃO FAZ BARRIGA
A “Scientific Review” aponta que a cerveja contém menos calorias do que bebidas como o vinho e o sumo de laranja. Além disso, a famosa barriguinha de cerveja não existe. “Se se beber muita cerveja, pode criar uma barriga, mas é a mesma barriga de alguém que beba a mesma quantidade de vinho”, disse Kathryn O’Sullivan, a médica que conduziu a pequisa na “Scientific Review”.
3 - CERVEJA HIDRATA COMO A ÁGUA
O pesquisador Manuel Castillo, da Universidade de Granada, expôs os resultados de um estudo que consistiu em medir a reação do corpo à ingestão de água ou cerveja, após a realização de esforço físico intenso. A conclusão foi a de que uma quantidade moderada de cerveja não prejudica a hidratação após o exercício e seria a mesma coisa que beebr água, por isso é recomendado o consumo da bebida fermentada a todas as pessoas que não tenham nenhuma contraindicação.
4 - CORAÇÃO MAIS SAUDÁVEL
Mais de 100 estudos demonstraram que o consumo moderado de cerveja diminui o risco de ataques cardíacos e morte por doença cardiovascular em 25 a 40%. Um ou dois copos por dia podem ajudar a elevar os níveis de HDL, o chamado “colesterol bom”, que ajuda a prevenir o entupimento das artérias.
5 - ESTIMULAR O CÉREBRO
Estudos têm demonstrado que uma cerveja diária pode manter o Alzheimer ou outra demência controlada. Isto é especialmente válido se se tartar de um bebedor moderado. O risco de ter uma doença mental é reduzido em 20%. Alternativamente, os lúpulos, que são utilizados na produção de cerveja, podem ajudar na cura da insónia. Uma cervejinha antes de deitar pode proporcionar boas noites de sono.
6 - AUMENTA OS NÍVEIS DE VITAMINA
Uma pesquisa na Holanda comprovou que participantes que consumiam cerveja apresentaram 30% dos níveis mais altos de vitamina B6. Além disso, a cerveja também contém vitaminas B12 e ácido fólico.
7 - BAIXA A PRESSÃO ARTERIAL
Os consumidores de cerveja moderados têm menor probabilidade de desenvolver a pressão arterial alta, um factor de risco para o ataque cardíaco.
8 - OSSOS MAIS FORTES
A cerveja contém altos níveis de silício, que está vinculado à saúde dos ossos. Um estudo realizado em 2009 pela Universidade de Tufts e em outros centros, demonstrou que os homens e mulheres de idade um pouco mais avançada e que consumiam um ou dois copos de cerveja por dia apresentavam uma densidade óssea maior. Porém, o consumo superior a esses teores foi relacionado ao maior risco de sofrer fraturas.
9 - DEIXA OS RINS SAUDÁVEIS
Uma garrafa de cerveja pode diminuir o risco de desenvolver pedras nos rins, nos homens, em 40%. A razão pode ser o elevado teor de água que possui, contribuindo a cerveja para o bom funcionamento dos rins, uma vez que a desidratação aumenta o risco de pedra nos rins. A cerveja também promove a produção de urina, como bom diurético que é, permitindo lavar a bexiga e os rins e mantê-los saudáveis.
10 - BOM PARA CABELOS CRESPOS
Para terminar, a cerveja é um condicionador natural para o cabelo. Algumas gotas de cerveja são o suficiente para “domar” um cabelo selvagem. Também se pode misturar 3 a 4 gotas de cerveja no champô todos os dias, para obter um cabelo mais brilhante.

E termino com uma novidade: a famosa marca de cervejas Carlsberg acaba de lançar cosméticos com cerveja! Parece que afinal, a cerveja também pode ser um bom aliado no que toca à beleza. Esta marca de cervejas lançou uma gama de cosméticos para homem fabricados com cerveja. A cerveja é congelada em azoto e no final os seus minerais, hidratos de carbono, proteínas e vitaminas ficam isolados e são misturados num bálsamo. Os novos cosméticos "Beer Beauty" resultam de uma parceria da cervejeira com a empresa de cosméticos Urtegaarden e estão disponíveis em qualquer parte do mundo, através do site da marca.


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O filme estreado esta semana, “San Andreas” traz-nos de volta o género filme-catástrofe (disaster movie). Assim que a famosa falha de San Andreas, na Califórnia, cede, provocando um terremoto da magnitude 9 na escala de Richter, Ray (Dwayne Johnson), um piloto de helicóptero de resgate e sua (prestes a ser) ex-mulher (Carla Gugino) vão percorrer todo aquele estado americano na esperança de resgatar a filha de ambos (Alexandra Daddario), que se encontrava em São Francisco, zona de emergência, onde o epicentro acontecia. Mas esta jornada torna-se muito traiçoeira, e logo no início, quando eles (e nós) pensavam que o pior já tinha passado… verificam que o terror estava apenas a começar.

Há já algum tempo que não surgia um filme deste género, com enredos apocalípticos e que geralmente envolvem famílias em crise, como aqui acontece, assim como efeitos especiais espetaculares. Os filmes-catástrofe já geraram bilhões de dólares em bilheteira, mas ultimamente andavam meio esquecidos pelos produtores. No final da década de 70, foram muitos os que iniciaram este género, como “Aeroporto”, com três sequelas, “Terremoto”, “Avalanche” e “A Torre do Inferno”. Depois, no final dos anos 90, o género ressurgiu em força, com filmes como “Volcano”, “O Cume de Dante”, “O Dia da Independência”, “Impacto Profundo”, “Armaggedon” e “Twister”. Com excepção de “O dia depois de amanhã” (2004) e de “O impossível (2012), que apareceram isoladamente, há realmente muito tempo que um filme empolgante e de destruição em massa não nos deslumbrava… “San Andreas”nasceu, assim, do desejo do produtor Beau Flynn, em trazer a tradição dos filmes-catástrofe para a era do 3D, graças à evolução dos efeitos por computação gráfica.

A realização de Brad Peyton é exímia quando se trata de destruir Los Angeles, São Francisco e grande parte do estado de Nevada. O arranha-céus em construção, que a personagem de Ioan Gruffudd (Daniel Reddick), mostra para a enteada, serve de cenário para um último trecho no filme. Nada existe por acaso, como num bom cinema clássico, mas muito se deve aos efeitos especiais. Foram mais de 1.300 os efeitos visuais utilizados para criar “San Andreas”...

Com paisagens de terra a ondularem, como se de água se tratassem, e prédios a caírem e a se desfazerem como baralhos de cartas, “San Andreas” vai oferecendo-nos óptimas e aterradoras cenas. Mas tem duas cenas que, por si só, já valem o bilhete. A primeira, logo que o filme começa, quando ainda nem sabemos do que está para vir, no seguimento de um acidente automóvel e consequente salvamento. A outra, quando, após a pequena mas óptima participação de Kylie Minogue, acontece uma movimentada e aparatosa sequência de tremor de terra.

Aos olhos do divertimento, o filme resulta excelente. Os movimentos sísmicos da falha de San Andreas (uma linha que marca o limite entre a Placa Tectónica do Pacífico e a Placa Norte-Americana) são transformados num frenesim de efeitos especiais, muito realistas, ligado por situações ficcionais vividas por actores carismáticos. A personagem de Paul Giamatti, que nunca chega a cruzar o caminho de Ray, vem legitimar a trama e garantir o bem comum: ele é o eterno cientista incompreendido, que acaba por explicar didaticamente a ciência do filme e salva o país com o seu conhecimento. E lembra-nos também que há pessoas, que vivem situações reais e emocionais, ou seja, embora se trate de um género fantástico e épico, também tem coração. Por isso, para além dos efeitos especiais, da acção lucinante, lembrem-se também das personagens. E divirtam-se!

Mais em www.sanandreasmovie.com

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Desde Maio que assumi o papel de Relações Públicas do afamado restaurante "31 da Armada", o que muito me apraz. Este restaurante incontornável de Lisboa, composto por duas salas de refeição, decoradas com azulejos da escola portuguesa antiga, com comunicação entre si, prima por ser rústico e muito acolhedor, apresentando, sobretudo, especialidades da cozinha típica portuguesa.

O "31 da Armada”, popular restaurante de Alcântara, é um espaço único de restauração da capital, que foi buscar o seu nome à toponímia local. Fica exactamente na Praça da Armada, no número 31, sob frondosas e coloridas buganvílias. Aqui, a arte do bem-receber e de bem comer aliam-se, por ser a sua filosofia e paixão desde sempre.

Honrosa e tipicamente português, o “31 da Armada” convida todos a querer entrar. Com mais de 30 anos de tradição na restauração e gastronomia lisboeta, consegue fugir à imagem estereotipada de um banal restaurante, devido ao ambiente acolhedor, que convida a ficar, e aos laços que estabelece com quem o frequenta.

Agora, neste tempo estival, conta também com uma magnifica esplanada, que convida aos almoços soalheiros, aos fins de tarde para uns aperitivos ou aos jantares pela noite sem horas, com outras iguarias tipicamente portuguesas, como a sardinha assada.

Não é à toa que o ”31 da Armada” faça parte da lista dos 21 restaurantes mais emblemáticos da cidade de Lisboa. Destacadas estas singularidades, há que sublinhar o respeito pela culinária de tradição nacional, que constitui o grosso da sua ementa.

Portanto, já sabem onde me encontrar… Marquem comigo uma ida até lá e fiquem deliciados com tudo! Mas avisem primeiro que vão, não vá acontecer não haver mesas para vos sentar…

O "31 da Armada” tem o seguinte horário de funcionamento: terças, das 19h-01h, e de quarta a domingo, das 12h-15h30 e das 19h-01h . Encerra às Segundas.

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Em 1993, milhões de espectadores em todo o mundo ficaram de respiração suspensa perante as imagens de uma ilha repleta de dinossauros. Agora, após uma longa ausência (um interregno de 15 anos), os dinossauros de Jurassic Park (segundo a obra de Michael Crichton), regressam num novo filme, que decorre 22 anos depois dos infelizes incidentes na Ilha Nublar, onde fora aberto o primeiro Parque Jurássico. Steven Spielberg, que realizou os dois primeiros filmes da saga, "Parque Jurássico" e "Mundo Perdido”, também está de regresso, desta vez como produtor executivo de "Mundo Jurássico", o quarto filme da série, com realização a cargo de Colin Trevorrow.

No primeiro filme, as criaturas tinham sido resgatadas da extinção através do processo de clonagem, graças à mente visionária do multimilionário John Hammond. O objectivo era proporcionar um parque onde pessoas, de todas as idades, pudessem observar estes extraordinários seres no seu "habitat" natural. Mas, quando o sistema de segurança falhou, os testes ao parque temático transformaram-se num pesadelo sem precedentes. E o mesmo teve de fechar… Anos passados sobre este terrível incidente, a Ilha Nublar foi transformada no "Mundo Jurássico", um parque temático tal como fora originalmente imaginado por Hammond. Só que, depois de dez anos de actividade, o sucesso do parque foi decrescendo, com o número de visitantes a descer, e o seu futuro é agora incerto...

Claire, interpretada por Bryce Dallas Howard, gestora de operações do parque, diz a um trio de visitantes que “as pessoas já se habituaram aos dinossauros” e que é preciso dar-lhes “algo novo”. Ou seja, um dinossauro nunca visto, sem antepassados na história da espécie, fabricado em laboratório pelos peritos em genética do parque. Um novo animal, feito a partir de genes não apenas de várias outras criaturas pré-históricas, como também de animais do nosso tempo, para o tornar maior, mais assustador, mais "cool". Ao definir-nos este novo dinossauro híbrido, adequadamente baptizado de Indominus Rex, Clare está também a definir este novo filme, que pretende superar os três anteriores.

Assim, de forma a atrair mais e novos visitantes, é criada esta nova criatura híbrida que vai mesmo surpreender. Contudo, o resultado é um animal altamente inteligente e adaptada, cujos instintos assassinos vão colocar milhares de pessoas em perigo… Este Indominus Rex é enorme, mais terrível e também muito mais esperto do que qualquer outro dinossauro. Ilude os humanos, evade-se e espalha o caos e a morte na ilha. E depois de atacar animais e algumas pessoas, ameaça devorar os dois jovens sobrinhos de Claire. Esta, contando com o apoio do intrépido Owen Grady (Chris Pratt, com um estilo a lembrar-nos Indiana Jones), que "domestica" Velociraptors, corre a salvá-los, enquanto tentam destruir o novo monstro.

Parece que aqui, Steven Spielberg não tenha supervisionado apenas a rodagem, pois muito desta nova entrega remete-nos a este realizador. Por exemplo, quando o novo dinossauro não nos é dado logo a ver, pois vamos descobrindo-o pouco a pouco, para irmos ganhando algum terror (a lembrar-nos “Tubarão”, em que só o vemos por completo mais a meio do filme). Por outro lado, "Mundo Jurássico” parece muito mais a continuação do primeiro filme do que vir a ser o quarto título da série...

Esta quarta aventura da saga conta no elenco, para além de Bryce Dallas Howard e de Chris Pratt, com Judy Greer, Ty Simpkins, Vincent D'Onofrio e Omar Sy, entre outros. O único actor a repetir a presença feita em "Parque Jurássico" é B.D. Wong (Dr. Henry Wu), responsável pela equipa de genética que fez renascer os dinossauros no filme de 93. E é este mesmo Dr. Wu que faz antever uma nova trilogia, pois no final, na evacuação dos peritos em genética, ele leva consigo os “activos” de laboratório...

Não percam! Venham divertir-se como o fizeram há anos. E confirmar que o nosso "velho amigo" T-Rex continua vivo e de dentuças afiadas.

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Copos sexy, cheios com bebidas elegantes, saborosas e misteriosas. Bares de gin a aparecer como cogumelos, uma revista dedicada exclusivamente à bebida, um evento, o Gin Tasting, que voltou a ter uma edição na semana passada, várias marcas nacionais a nascerem… É, o gin é a bebida da moda e, para muita gente, é muito mais do que isso! Sejam adeptos ou não, há que reconhecer esta tendência que tem vindo a assolar o país. Mas o que aconteceu aos portugueses para, num ápice, andarem todos com um copo-balão gelado na mão? A verdade é que o gin tónico nem sempre foi esta "febre" em Portugal e raras eram as vezes em que era realmente bem servido. Cometiam-se muitos erros, como deitar a garrafa de gin para dentro do copo e tirar espaço à água tónica. Mas agora, o país parece ter-se rendido a esta bebida destilada, obtida a partir de cereais como milho, trigo e cevada e, posteriormente, aromatizada com “botânicas”, com a presença obrigatória do zimbro. Trata-se de um cocktail e, como tal, obedece a regras e a números precisos, tal como qualquer receita. Não é à toa que a “cocktelaria” seja equiparada à pastelaria. Ora, foi a negligência dessas “regras” que veio desacreditar o gin e a ser preterido por outras bebidas destiladas, como a vodka ou o whisky.

A revitalização do gin é recente e data de 2007 e 2008. A vizinha Espanha foi responsável por dar-lhe uma lufada de ar fresco. Tudo porque, nas cozinhas de Madrid e de Barcelona, devido a serem muito quentes, os chefs começarem a beber, ao final do dia, água tónica, com muito gelo, em copos grandes, para se refrescarem. A partir daí, foi uma questão de tempo até alcançarem a fórmula perfeita para o gin tónico. E esta versão “moderna” de gin tónico saltou a fronteira, começando a difundir-se no Norte. Na altura, o “Gin Club”, que actualmente se chama “The Gin House”, localizado no Porto, foi um dos primeiros impulsionadores. Na capital, essa função deveu-se à “Taberna Moderna”, que se lembrou de servir o gin como parte integrante da refeição.

Agora, os bares que servem a bebida em questão são mais que muitos e aqueles que a procuram, idem. Certamente, a vinda de muitas marcas estrangeiras, que continuam a proliferar, veio ajudar. Mas o mais relevante desta tendência é o surgimento de marcas portuguesas. Primeiro, chegou “Big Boss” e a seguir, a “NAO” (gin envelhecido em pipas de vinho do Porto). A “Templus”, que afirma ser o primeiro gin biológico da Península Ibérica, não tardou muito a chegar e foi logo precedida pela “Sharish”, proveniente de Monsaraz. No início deste ano, o empresário Pedro Miguel Ramos lançou o seu “Amo-te.Gin”, no qual se realça a conjugação da rosa, coentro, flor de laranjeira, poejo e o zimbro da Serra da Estrela. E também chegou aos escaparates o “Wild Snow Dog”, destilado de zimbro da Serra da Estrela e de mais nove botânicos: angélica, coentro, amêndoa, rosa, kumkuat, noz-moscada, cássia, canela e casca de limão. Também neste ano, surgiu um novo Gin nacional no mercado: “Tinto”. E há poucos dias atrás, nasceu o “Gin Nautilus”, um gin “com sabor a mar”. De realçar que este gin, do mesmo produtor do “Templus” e com tripla destilação, é aromatizado com algas da Ria de Aveiro. Foi lançado a 21 de Maio e já tem encomendas de diversos países. Será caso para dizer que o gin também tem alma nacional?

O certo é que, hoje em dia, qualquer bar que se preze tem de ter várias marcas de gin e aquele que não servir gin tónico, pode crer, está condenado ao insucesso. Segundo o entendido de gins, do colectivo Gin Lovers, e autor (juntamente com Daniel Carvalho) do “Primeiro Livro Português sobre o Mundo do Gin - Vamos Beber um Gin?”, o jornalista Miguel Somsem, o grande problema do país ao nível do gin reside na falta de formação existente no mercado. “Os clientes, às vezes, sabem mais do que os bartenders. A maior revolução que precisa de ser feita é ao nível do serviço”.

Uma parte de gin para quatro partes de água tónica. Um copo grande, com capacidade superior a 60cl, muitos cubos de gelo, de preferência, de água mineral, especiarias ou cascas de limão ou laranja a infundirem. Uma receita simples que veio revolucionar o gosto por esta bebida por parte dos portugueses, quando antes um gin tónico era apenas isso, um gin tónico, a água tónica era a que havia e o preço era mais acessível do que um whisky ou do que um cocktail. Mas hoje as coisas mudaram a valer! E já ninguém gosta de beber gin num copo vulgar…

E o gin tónico é pedido de acordo com ingredientes específicos, ao gosto do consumidor: clássico (predominante de zimbro com um toque picante); cítrico (dominado pelos aromas de laranja, limão ou tangerina); spicy (reforçado com sementes de coentros, raiz de lírio, canela, cardamomo, pimenta e noz-moscada); ou herbal (com tomilho, hortelã, alecrim ou manjericão). Já para não falar da água tónica, que deixou de ser um mero líquido gasoso adocicado para diluir o álcool para passar a ser tão importante (ou mais, dizem os entendidos) do que o próprio gin. Uma boa tónica tem a capacidade de transformar um gin razoável num bom gin, mas uma má tónica tem o condão de transformar um bom gin num mau gin. Acreditem! E até aqui, os consumidores estão mais atentos…

Posto tudo isto, qual o futuro do gin tónico em Portugal? Miguel Somsen explica que essa é uma questão recorrente. E defende: “É uma bebida que está a dar. Está na moda e a moda renova-se, não desaparece. O gin terá de se renovar, caso as pessoas queiram continuar a bebê-lo. É, realmente, uma bebida com muita vida”. Acrescentando: “Os gins premium não são conversa, são um produto de qualidade gastronómica. O gin premium vai abrir a porta a mais produtos premium na área dos destilados e alimentação. Sim, os hambúrgueres também estão na moda. Mas algum de nós acredita que daqui a dez anos voltaremos a comer apenas hambúrgueres congelados? Não me parece”.

Anotem na agenda: o Dia Nacional do Gin Tónico assinala-se a 27 de Junho. Mais info em www.ginlovers.pt

E termino, com a receita para um gin tónico “standard”:
É preciso um copo-balão grande, uma colher alta e um doseador. É indispensável um bom gin (nem mais!), gelo, água tónica, um citrino (lima, laranja ou limão) e algumas especiarias (por exemplo zimbro, pimenta-rosa, cardamomo… etc).
1. Pressionem a casca do citrino contra o copo para espalhar os óleos.
2. Encham o copo de cubos de gelo e deixem gelar o copo. No fim, retirem a água que derreteu.
3. Adicionem 5cl de gin para cada 20cl de água tónica; vertam a água tónica pelo cabo da colher para perder menos gás.
4. Juntem as especiarias: três a quatro bagas de zimbro esmagadas; pimenta-rosa ou pimenta-de-sichuan.
5. Misturem com a colher... e desfrutem com amigos!!!
(e podem ir variando com outros gins, outras águas tónicas e outras especiarias).

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Bom, há 31, mais exactamente. Mas, inexplicavelmente, passou-me ao lado, no ano passado, o aniversário de um dos videojogos mais populares do mundo. Conhecido também como “o jogo de mente soviético”, a história do Tetris começou durante o período de Guerra Fria na URSS, quando os russos Alexey Pajitnov e Dmitry Pavlovsky trabalhavam no Centro de Computadores da Academia Russa de Ciência, em Moscovo.

Nessa altura, Alexey tentava levar para os ecrãs de computador o seu jogo favorito de Tetraminós. Este jogo de tabuleiro é composto por várias formas criadas com pequenos quadrados idênticos, e onde o objetivo é preencher uma área sem deixar espaços vazios. No fundo, é um puzzle mental. Com a ajuda do seu colega de trabalho, Dmitry Pavlovsky, eles acabaram por criar um simples jogo virtual com gráficos muito básicos e sem som. O jogo foi adaptado para o sistema Electronica 60. Ainda numa fase embrionária, o conceito deste projeto assentava em ir buscar todos os elementos dos puzzles com Tetraminós, adicionando algumas variáveis, como a gravidade e a imprevisibilidade da peça a usar a seguir. O jogo adicionava ainda um elemento de dificuldade: o aumento da velocidade à medida que as peças caiam. O objetivo para passar de nível era simples, criar linhas horizontais completas, que iam sendo eliminadas, abrindo espaço no ecrã para novas peças encaixarem. Caso fossem deixados espaços em aberto, a linha incompleta permanecia até que o “buraco” fosse preenchido.

Nesta altura de desenvolvimento, o jogo estava praticamente feito, tal como o conhecemos, com quase todas as mecânicas, mas eis que faltava o mais importante: o nome. Pajitnov “resolveu” este problema de uma maneira simples, agarrou nos Tetraminós e no seu desporto favorito, o Ténis, e assim nasceu o Tetris.
Vadim Gerasimov, foi também um elemento importante para a história do Tetris. O estudante da Academia Russa de Ciências, aproveitou os seus conhecimentos de programação e converteu o projeto de Pajitnov para computadores da IBM. A partir daqui, o Tetris tornou-se um fenómeno, pois os colaboradores do Centro de Computadores ficaram completamente viciados com o videojogo, ao ponto de colocarem em causa o seu trabalho.

No verão de 1985, o jogo, que continuava em desenvolvimento, recebeu cores. Esta atualização levou o jogo para as “ruas” de Moscovo e tornou-o ainda mais popular. O Tetris acabou, depois, por chegar a Budapeste, na Hungria, onde uma empresa de software inglesa o ficou a conhecer. Na altura, Pajitnov trabalhava para o governo soviético, por isso a sua propriedade intelectual pertencia ao Estado. Tal facto fez com que Pajitnov demorasse anos até receber qualquer tipo de receitas da sua criação… Mas na época, Pajitnov não tinha noção de que o Governo se podesse apoderar da sua propriedade intelectual. O Tetris tornou-se, assim, um catalisador de uma guerra de direitos entre a empresa governamental russa ELORG e algumas empresas ocidentais.

No meio destas batalhas legais, em 1986, apareceu nos Estados Unidos uma versão do Tetris para PC, que supostamente seria oficial. Este foi o primeiro jogo soviético a chegar ao público americano e foi comercializado como um símbolo cultural russo. Até então, era completamente diferente de tudo o que era comercializado nos E.U.A., onde o mercado estava saturado de videojogos de tiros, corridas e plataformas em vez de jogos que requeriam o uso da mente. Tal como todos os que já tinham experimentado o jogo antes, os jogadores ocidentais ficaram “colados” a esta novidade e o Tetris tornou-se extremamente popular. No entanto, ainda ninguém tinha direitos sobre o jogo.

Ao fim de alguns anos de batalhas legais entre empresas, incluindo a Atari, foram Henk Rogers e a Nintendo que conseguiram ficar com os direitos do jogo, em 1989. Com esta vitória, a Nintendo lançou o Tetris incluindo-o na sua consola NES e no popular GameBoy, com o objetivo de atrair mais consumidores. A versão de GameBoy apresentava-se sem cor e mas já incluia o seu tema icónico. Esta versão acabava por ser a mais parecida com o original de Pajitnov.
Para Pajitnov, 1996 foi um ano em grande, pois começou, finalmente, a receber royalties quando os direitos do jogo começaram a reverter para ele, em vez do governo russo. Aliou-se a Henk Rogers e ambos criaram a Tetris Company para tratar do licenciamento do jogo nos E.U.A., e começou a trabalhar na Microsoft, depois de se mudar para os E.U.A. cinco anos antes.

A popularidade do jogo foi-se alastrando ao longo dos anos e a febre do Tetris não tinha fim. O jogo até se tornou objeto de estudos científicos, onde alguns concluíram que demasiado tempo de exposição ao jogo fazia com que os jogadores vissem o mundo como peças de Tetris em termos de organização e de como tudo se pode encaixar. Essas reações ao jogo foram categorizadas como uma forma de alucinação chamada “O Efeito Tetris”. Saltando no tempo até 2012, o jogo foi passou a ser visto como terapia, prevenindo sintomas de stress pós-traumático.

Desde a sua criação, o Tetris tornou-se um fenómeno que se expandiu a diferentes culturas, raças e que atraiu não só jogadores, mas quase toda a gente. É, sem dúvida, um dos clássicos dos jogos eletrónicos e, mesmo passadas três décadas, em que se venderam mais de 170 milhões de cópias, continua a agradar a miúdos e graúdos. Durante todo este tempo apareceram centenas de imitações, versões alternativas e até melhorias do jogo, que são hoje acessíveis em quase todos os dispositivos eletrónicos e que continuam a vender milhões de cópias afirmando que foi e continua a ser um dos jogos mais populares da história dos videojogos. Trinta anos mais tarde e depois de já ter passado por todas as plataformas, o popular e viciante jogo mantém-se presente nas consolas de última geração. Quem nunca o jogou?


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30 anos depois, Mad Max regressa ao cinema, com Tom Hardy, Charlize Theron e muito barulho. Aliás, Charlize Theron é a grande e boa surpresa de “Mad Max: Estrada da Fúria”, um dos melhores filmes de ação (frenética) deste ano. Embora a presença de Max acompanhe o espectador do começo ao fim, sentimos que a personagem de Charlize, Imperator Furiosa, é a verdadeira protagonista deste Mad Max. É ela que põe a trama em movimento…

Um dos maiores riscos no cinema é voltar ao sítio onde já se foi feliz. Foi isso que fez o cineasta australiano George Miller, criador do pós-apocalíptico Mad Max. 36 anos exactos após o primeiro filme (1979), o próprio Miller recomeça a saga do lendário Mad Max. Mas falar num "quarto filme" não faz muito sentido. Não apenas por conta das três décadas que separam este Estrada da Fúria do Além da Cúpula do Trovão, mas principalmente porque Miller faz poucas referências ao passado da série. Aliás, nem há uma cronologia a ser seguida. O futuro apocalíptico parece, neste último, mais avançado no tempo, com mutantes e uma guerra por água que parecem dar seguimento ao que foi visto nos filmes anteriores. Depois, o "Mad" Max Rockatansky de Tom Hardy é visivelmente menos experiente do que o de Mel Gibson. Portanto, para lá do carro V8 Interceptor, no início do filme, e das assombrações da filha morta de Max, não há mais nada em Estrada da Fúria que sugira uma relação com as outras longas-metragens. A ideia era essa mesma, a de que este Mad Max se sustentasse sozinho, ou seja, ", se alguém nunca tivesse visto um Mad Max, pode desfrutar desta nova entrega e não se sentir perdido. Como afirma, Miller, “Nós partimos com a intenção de fazer um filme que tivesse princípio, meio e fim”.

Embora exista um elo comum, que torna todos os Mad Max parte de uma coisa só, tanto em termos de estética, como na acção, a substituição de Mel Gibson por Tom Hardy pode tornar-se o principal foco de discussão, por parte dos entendidos e dos fãs. Em 2015, Max continua a ser uma personagem de poucas palavras e olhos loucos, encarregado de liderar as cenas de acção, mas, claro, os dois actores têm níveis de carisma bem distintos, o que faz toda a diferença neste Estrada da Fúria. Depois, George Miller, embora tivesse as condições climáticas perfeitas no deserto da Austrália, viu-se obrigado a mudar os sets para a Namíbia. Portanto, esteticamente, este quarto filme não se diferencia assim tanto dos anteriores, com as paisagens de um alaranjado empoeirado infinito, mas mais rochosas e acidentadas do que nas planícies australianas.

Sobre a ambientação no futuro, Miller diz que, na sua mente, o enredo passa-se, efectivamente, num lugar como a Austrália, 45 anos depois de um evento apocaliptico. "Aquele lugar, um centro da Austrália, é como um microcosmo do mundo, com gangues a controlar recursos diferentes. Não há vegetação, e quando a personagem de Nicholas Hoult vê uma árvore, ele nem sequer sabe como chamá-la”, diz.

Após ser capturado por Immortan Joe (vivido pelo actor Hugh Keays-Byrne, que fez o vilão Toecutter no primeiro Mad Max), o guerreiro das estradas chamado Max vê-se no meio de uma guerra mortal, iniciada pela corajosa Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), na tentativa de salvar um grupo de jovens esposas do déspota. Também na sua tentativa de fuga, Max aceita ajudar Furiosa na sua luta contra Joe e vê-se dividido entre seguir sozinho o seu caminho ou ficar com o grupo. Após o “golpe” dado ao homem mais poderoso deste mundo desértico e decadente, o que se segue é uma perseguição implacável com boa música, muitos tiros, bólides artesanais, repletos de gadgets e formas originais de fazer guerra num filme em constante movimento. Além das brilhantes cenas de ação, no meio do deserto há espaço para crueldade, boas intenções, passados sombrios e improváveis heróis.

“Mad Max: Estrada da Fúria” pode ser considerado como o melhor filme de acção do ano e não fica nada a dever à mítica saga, sobressaindo – mantém os níveis de adrenalina no máximo. É um filme incansável, um espetáculo para os sentidos, emocionante, vibrante, electrizante. E está tudo lá, da tragédia à análise da condição humana. Ao mesmo tempo, com muitos carros, motas e perseguicões, Aconselhado para quem não tem arritmias…

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