Clint Eastood realiza esta adaptação ao cinema da autobiografia de Chris Kyle, interpretado por um excelente Bradley Cooper. Com cerca de 160 mortes no currículo, Kyle foi considerado "o mais letal atirador da história do exército dos EUA". Coube ao actor encarnar a complexidade desta singular e real personagem…

O filme começa na altura em que Kyle, em criança, aprende a disparar com o pai, numa caçada. Este, por seu turno, transmite-lhe nesta fase uma importante filosofia de vida, em jeito de fábula. No seguimento de um confronto na escola, onde intercedeu para defender o irmão de um bully mais velho, Kyle aprendeu a diferença entre ser uma "ovelha", potencial vítima ao longo da vida, um "lobo", prepotente perante os outros e um "cão-pastor", capaz de proteger o rebanho dos predadores. Era este o seu caso no episódio escolar.

Esta ideia passa a ser linear e crucial ao longo da vida de Kyle, fazendo-o alistar-se no Exército americano, após ver na televisão os ataques terroristas a embaixadas norte-americanas em África (Quénia e Tanzânia) e, a gota de água, o ataque de 11 de Setembro às torres gémeas. Kyle aplica-se na perícia em tiro e num profundo sentido de proteção, quando passa a apoiar as missões militares no Iraque, transformando-se rapidamente num símbolo nacional, fama que lhe colocou a cabeça a prémio nos territórios onde atuava. Ao longo de quatro missões que decorrem em três anos, dois conflitos paralelos vão sendo desenvolvidos. O primeiro, com um sniper sírio ao serviço do Iraque, uma assombração competitiva para Kyle, que se vê superado e frustrado no seu instinto de protecção, e um segundo, com a sua mulher, sempre que regressava a casa, quando demonstrava uma extrema dificuldade em fazer-se presente enquanto marido e pai.

Clint Eastwood continua, com este filme, a deixar-se seduzir pela adaptação de histórias reais para o cinema. Depois de “Invictus”,” J. Edgar” e” Jersey Boys”, Eastwood conta-nos em “Sniper Americano” a história de um texano que ganhou a alcunha de "Legend" ao tornar-se o atirador furtivo mais letal da história do exército americano. A narrativa de Eastwood é baseada no livro de Kyle “American Sniper: The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U.S. Militar History”, que ficou 18 semanas na lista de best-sellers do New York Times, sendo 13 em primeiro lugar, mas (que conste que não li o livro), arrisco a dizer que o filme fique aquém das dimensões políticas e do inconsciente humano que poderia explorar e desenvolver. Ao invés disso, faz uso repetido das várias missões militares, cumprindo à risca, cronológica e geograficamente, o percurso de Kyle...

Bradley Cooper, por seu turno vê o perfil da sua vida profissional a se elevar. Depois de se tornar colaborador frequente de David O. Russell e de garantir notoriedade desmedida na série de comédias “A Ressaca”, ele lá tomou fôlego e vive agora bafejado pelo sucesso. Na Broadway, rendem-se, com ovações, quando surge no palco, com aspeto deformado, em “O Homem Elefante”. Esta semana, mais uma coroa de louros: o filme “Sniper Americano” quebrou recordes de audiência na sua estreia americana, isto depois de ter arrecadado uma espantosa soma de nomeações para os Óscares – incluindo a de Melhor Actor. O desempenho de Cooper é irrepreensível. Não é apenas o menino bonito de olhos azuis… O actor até engordou para ficar mais fisicamente parecido com o verdadeiro Kyle e fez um trabalho de voz notável e, claro, a sua presença dentro da narrativa é admirável.

Voltando ao filme, membro das Forças de Operações Especiais da Marinha dos Estados Unidos, Chris Kyle salva inúmeras vidas no campo de batalha com a sua precisão. Ele serve por quatro angustiantes vezes no Iraque, levando à letra o lema “não deixar ninguém para trás”. Mas ao regressar para a sua mulher, Taya Renae Kyle (Sienna Miller) e para as crianças, Kyle descobre que é a guerra que, afinal, ele não consegue deixar para trás… “Sniper Americano”, um filme que merece ser visto!

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É uma realidade! Nunca se viu nada assim. Como já aqui dei notícia, através da Kate Upton, muitos dos anunciantes passaram a optar por esta modelo, mais rechonchuda do que o normal, para ficarem mais próximos das pessoas para quem comunicam. Agora, nesta temporada, temos duas novas situações… Por um lado, o fascínio da moda com a idade e a experiência, que veio roubar o centro das atenções às jovens modelos. Por outro, a mais recente campanha da centenária marca de jóias Tiffany&Co ser protagonizada, pela primeira vez, por um casal homossexual. Pois é, duas novas situações de uma assentada só, no mundo da publicidade!

De Joan Didion para a marca “Céline” e Joni Mitchell para “Saint Laurent”, a Julia Roberts para Givenchy e às avós resplandecentes para a “Dolce & Gabbana”, o que é comum nas publicidades Primavera/Verão 2015 destas marcas líderes é o uso de pessoas mais velhas nas suas campanhas de destaque, algo que a indústria da moda há muito tempo tem sido acusada de evitar. Agora, a quebra do tabu de idade — e dando protagonismo a mulheres, cujo trabalho tem forte peso cultural, deu às marcas um grau de integridade habilmente calculado e ajudou a catapultar as suas campanhas para um sucesso instantâneo nos media sociais, um campo de batalha agora mais importante do que as páginas de revistas impressas.

E, assim, canalizando o espírito do património de siciliano da casa, juntamente com história de toureiros de Espanha, a campanha de Primavera/Verão 2015 da “Dolce & Gabbana” combina artisticamente a resplandecência, apelo sexual e estilos clássicos associados em ambas as culturas. Por isso podemos ver, lado a lado, o toureiro espanhol José Maria Manzanares, de 28 anos de idade e a homenagem ao fascínio desta estação pelo peso da idade, num aglomerado de avós encantadoras a conversarem. Já a imagem da campanha da “Céline” apresenta a lendária escritora americana Joan Didion. Com os seus 80 anos de idade, conhecida tanto pela sua prosa de ficção como de não ficção, oferece um sorriso irónico enquanto posa de preto, usando os óculos escuros de grandes dimensões da marca e um grande pingente de ouro. Didion é, claramente, uma musa para a diretora criativa da Céline, Phoebe Philo.
Saint Laurent, por seu turno, vai buscar o ícone folk dos anos 70, Joni Mitchell, para a sua mais recente campanha, fotografada pelo diretor criativo Hedi Slimane. E o elenco de mulheres mais velhas e experientes nesta temporada prossegue, com Julia Roberts a dar a cara para a “Givenchy” e Madonna para “Versace”, claramente a anunciar para o mundo: now, age rules!

Mas a publicidade também está a ficar mais “colorida” e diversificada. A Tiffany & Co. tem um novo anúncio, protagonizado por um casal gay. Foram necessários 137 anos para a Tiffany & Co. veicular, pela primeira vez na sua história, um anúncio com temática gay. A peça, já divulgada nos E.U.A., apresenta um casal homossexual na campanha intitulada “Will You”, que promove itens da marca para os interessados em noivado e casamento. “Tu prometes nunca parar de completar as minhas frases ou cantar fora de tom, o que fazes frequentemente? Tu vais deixar que hoje se inicie a primeira fase de uma longa história que nunca vai acabar?”, diz o texto que acompanha o anúncio. Responsáveis da tradicional e cobiçada marca afirmam que o amor pode acontecer mais de uma vez, de diferentes formas. “Hoje em dia, a estrada para o casamento já não é linear, e o verdadeiro amor pode acontecer mais de uma vez com histórias de amor que vê numa variedade de formas. O anel de noivado Tiffany é a primeira frase da história que um casal vai escrever junto, enquanto criam uma vida que é profundamente íntima e excepcional, que é a mensagem que esperamos transmitir através desta campanha.”

A Tiffany & Co., empresa americana especializada no ramo de comercialização de joias, tem uma campanha que conta com a presença de 7 casais verdadeiros, incluído um casal do mesmo sexo. Este casal de homens é parte da estratégia da marca, cuja finalidade é mostrar diversas histórias de amor. Apesar de ser chamativo o facto de uma empresa tão tradicional posicionar-se numa questão delicada para muitos, é importante destacar a questão económica, tendo em vista o crescimento no mercado de casais do mesmo sexo que se estão a comprometer com o casamento, o que faz a empresa investir em publicidade também para esse público. Portanto, se a Tiffany & Co. já era chique, agora é também diversa!

Mas outros marcas norte-americanas como a “Banana Republic” e “GAP” tinham já antes apresentado anúncios dirigidos ao público homossexual. “Anúncios de verdade con casais reais: em vez de contratar modelos, a “Banana Republic” contou, na sua última campanha, com casais do mais dispar e, de entre eles, encontramos um par homossexual, formado por Nate Berkus e Jeremiah Brent, ambos designers de interiores. O objetivo do anúncio não era provocar, afirmou Trey Laird, director creativo da agência Laird & Partners, em Nova Iorque. Pelo contrario, o objetivo era “reflectir o nosso mundo e a nossa forma de viver, de una maneira verdadeira, genuína”. Há outra razão da presença deste par do mesmo sexo: os anúncios estão dirigidos aos consumidores mais jovens, muitos dos quais consideram a inclusão e a diversidade como parte intrínseca da sua visão do mundo, e, assim, a campanha anima-os a se juntarem às fileiras de clientes adultos fiéis das lojas “Banana Republic”.

A campanha mais marcante dos últimos anos, da marca americana “GAP”, intitulada “Be one”, retratava o actor Rory O’Malley, lembrado pela sua participação no filme “Dreamgirls” (2006), e o seu, à época, namorado, Gerold Schroeder, dentro de uma T-shirt. Os dois casaram-se em setembro do ano passado. Numa outra campanha, de fim de ano, a marca postou na sua página de Facebook uma imagem do músico Rufus Wainwright com o seu marido, Jorn Weisbrodt. “Cada família é única e muitas vezes vai além dos nossos parentes. Ela também inclui as pessoas que partilham as nossas vidas e paixões mais profundas”, defendeu a marca no seu press-release de divulgação da campanha “Love comes in every shade”. A “GAP” já foi classificada, pela Human Rights Campaign, como uma das melhores empresas para se trabalhar e também apoia o projeto “It gets better”, de prevenção ao bullying nas escolas.

Fortes sinais de que a publicidade está mesmo a mudar e a acompanhar os tempos que correm, os tempos que vivemos…

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Estreou nos cinemas lusos, no primeiro dia deste ano, “O Sétimo Filho”, uma adaptação cinematográfica da aclamada série juvenil de livros “The Wardstone Chronicles”, do autor britânico Joseph Delaney (mais concretamente, trata-se da adaptação do primeiro volume, “The Spook's Apprentice”). O filme, ainda em cartaz, pode ser um dos grandes candidatos a ocupar um certo vazio deixado pelo culminar da saga “O Hobbit”… Com efeitos especiais, cenários grandiosos e cenas de acção épicas, esta entrega vem satisfazer todos os amantes da literatura fantástica e do cinema de fantasia.

“O Sétimo Filho” situa-se numa era em que reina a feitiçaria e onde lendas e magia colidem… O último guerreiro de uma ordem mística, John Gregory (interpretado pelo vencedor de um Oscar®, Jeff Bridges) é o sétimo filho de um sétimo filho e tem mantido uma povoação do século XVIII relativamente estável e afastada dos maus espíritos. No entanto, o peso da idade chega e ele não é mais o jovem audaz que tudo desafiava. As suas tentativas de treinar um sucessor resultam mal sucedidas e eis que parte numa viagem, para encontrar um profetizado herói, que nasceu com poderes especiais, Thomas Ward (Ben Barnes), o último sétimo filho das redondezas. Arrancado da sua vida pacata de agricultor, este jovem e improvável herói embarca numa arriscada aventura com o seu aguerrido mentor, para enfrentar a rainha do mal, Mãe Malkin (Julianne Moore) e o seu exército de assassinos sobrenaturais.

Constantemente seduzidos pelos poderes maléficos, cabe ao experiente Gregory encontrar o verdadeiro poder do sétimo filho, para fazer o que geralmente lhe levava anos: treinar o novo aprendiz para combater a magia negra como nenhum outro. E a Thomas, cabe tentar ser capaz de se manter fiel aos seus princípios. Agora, o destino do mundo depende da sabedoria de um e da força e coragem de outro. Com o tempo a esgotar-se, a ascensão da lua cheia Vermelha, os dois guerreiros devem derrotar o poder da dominante bruxa antes que seja demasiado tarde. Assim, a única esperança da humanidade reside num sétimo filho de um sétimo filho…

“O Sétimo Filho” é realizado por Sergei Bodrov, a partir do argumento de Charles Leavitt e Steve Knight e da adaptação para o ecrã de Matt Greenberg. Um filme divertido, que envereda pelo mundo imaginário de feiticeiros, bruxas e dragões. Não se espere daqui uma obra-prima do género, nem uma substituição das aventuras tolkianas, mas estejam certos de contar com empolgante animação, graças aos magníficos efeitos especiais e, claro, às actuações de dois atores de peso: Jeff Bridges e Julianne Moore.

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A artista plástica italiana Chritina Guggeri teve a excelente ideia de criar fotomontagens com os lideres mais poderosos deste mundo, cada um sentado no seu respectivo “trono”. Sem dúvida para fazer lembrar que, apesar da sua força politica impressionante, também eles fazem “cócó” como toda a gente. E eu decidi partilhar, pois também é preciso ter algum humor nestes dias…

A artista, em colaboração com o site www.areashoot.net , criou uma série de fotomontagens onde coloca alguns dos mais importantes líderes mundiais num “trono” bem diferente do habitual, a sanita. Não deixa de ser engraçado e perturbador, mesmo sem o ruído e o cheiro.

Fazendo uso do photoshop, a série batizada como “Krydy” impressiona, não apenas pela ousadia e pelo tom divertido e satírico do trabalho, mas também pela riqueza de pormenores que compõem cada cena. As casas-de-banho acabam por reflectir muito sobre cada um dos líderes retratados, como Barack Obama, Vladimir Putin, Silvio Berlusconi, Angela Merkel ou o Papa Francisco, o Dalai Lama e a Reina Isabel II. Porque, lideres mundiais ou não, num certo “trono”, todos somos iguais…

Mais em http://areashoot.net/category/photo-finishers e em http://cristinaguggeri.weebly.com

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A noite de ontem foi marcada pela 72ª edição dos Globos de Ouro. Como acontece anualmente, foi mais uma noite com muito glamour na passadeira vermelha e de momentos inesquecíveis ocorridos em palco, nomeadamente uma pseudo-selfie (depois da selfie tirada nos últimos Óscares, a produção dos Globos de Ouro tentou repetir a proeza mas de forma um pouco forçada) e a defesa da liberdade de expressão (ninguém ficou indiferente ao atentado em Paris e várias foram as celebridades que se manifestaram relativamente à liberdade de expressão). Na red carpet, destaque para a inusitada presença do travesti barbudo Conchita Wurst (ou o cantor austríaco em drag queen, Thomas "Tom" Neuwirth), que envergou um longo vestido de veludo verde.

"Boyhood" foi o grande vencedor nas categorias de cinema, ao arrecadar três prémios na 72.ª gala, em que "Birdman" e "The Theory of Everything" ("A Teoria de Tudo") conseguiram dois galardões, respectivamente. A gala decorreu no hotel Beverly Hilton, de Los Angeles, E.U.A., e contou, entre os vários apresentadores, com as latinas Salma Hayek e Jennifer López, e com Lupita Nyong'o, Meryl Streep, Harrison Ford e Matthew McConaughey, entre muitos outros… Como sabem, os Globos de Ouro, prémios do cinema e da televisão americanos, atribuídos pela associação de imprensa estrangeira de Hollywood, são vistos como uma antecâmara dos Óscares, cujos nomeados vão ser anunciados já na próxima quinta-feira.

Mas, de facto, "Boyhood" foi mesmo o vencedor maior. O prémio de Melhor Realizador foi para Richard Linklater, pelo filme “Boyhood: Momentos de uma vida”, que estava nomeado em cinco categorias. Linklater destronou, para além do realizador mexicano Alejandro González Iñárritu (“Birdman”), outro favorito, os realizadores Wes Anderson ("Grand Budapest Hotel"), Ava Duvernay" ("Selma"), e David Fincher ("Em parte incerta"). A somar ao prémio de Melhor Realizador, "Boyhood" venceu também nas categorias de Melhor Filme e Melhor Actriz Secundária (Patricia Arquette).

Eddie Redmayne levou o prémio de Melhor Actor de Drama em "The Theory of Everything (A Teoria de Tudo), enquanto Julianne Moore obteve o de Melhor Actriz de Drama em "Still Alice" (O Meu Nome é Alice), pelo desempenho do papel de uma mulher com a doença de Alzheimer. Michael Keaton recebeu o prémio de Melhor Actor de Comédia ou Musical pelo papel no filme "Birdman (ou a inesperada virtude da ignorância)”, que estava nomeado em sete categorias. Por seu turno, Amy Adams foi distinguida como Melhor Actriz de Comédia, por "Big Eyes". "The Affair", "Fargo" e "Transparent", com dois galardões cada um, repartiram a glória nas categorias de TV desta 72.ª edição dos Golden Globes. "The Affair" conseguiu, na reta final da cerimónia, os galardões de Melhor Série Dramática e o de Melhor Actriz para Ruth Wilson.

George Clooney, homenageado com o prémio Cecil B. DeMille, foi uma das estrelas presentes que levou a mensagem "Je suis Charlie" para a cerimónia, em solidariedade com as vítimas dos ataques na semana passada, em Paris. "Os milhões de pessoas que se manifestaram em Paris e em todo o mundo, incluindo cristãos, judeus e muçulmanos, não o fizeram em protesto. Manifestaram-se em apoio à ideia de que não vamos caminhar com medo. Não o teremos", disse Clooney. O actor Jared Leto, que apresentou um dos galardões da noite, foi outro dos presentes que levou a frase "Je suis Charlie" ao palco. Ainda neste contexto, a audiência aplaudiu de pé o presidente da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, Theo Kingma, que defendeu a unidade contra todos os que atentam contra a liberdade de imprensa em qualquer parte do mundo, "desde a Coreia do Norte a Paris".

A cerimónia foi hábil e divertidamente conduzida pelas comediantes Tina Fey e Amy Poehler, que proporcionaram um momento de humor sobre o ataque informático à Sony Pictures, realizado com o objetivo de impedir a estreia do filme "The Interview", uma sátira sobre um plano para matar o líder da Coreia do Norte. "Hoje celebramos todos os filmes e programas de televisão aprovados pela Coreia do Norte", ironizou a dupla.

Fiquem, então, com a lista dos vencedores dos prémios Globos de Ouro de 2014, entregues na noite de ontem, em L.A.:

Cinema:

Melhor Drama: "Boyhood"

Melhor Comédia/Musical: "Grand Budapest Hotel"

Melhor Realizador: Richard Linklater, "Boyhood"

Melhor Actor de Drama: Eddie Redmayne, "The Theory of Everything" ("A Teoria de Tudo"

Melhor Actriz de Drama: Julianne Moore, "Still Alice" ("O meu nome é Alice"

Melhor Actor de Comédia/Musical: Michael Keaton, "Birdman"

Melhor Actriz de Comédia/Musical: Amy Adams, "Big Eyes"

Melhor Actor Secundário: J.K. Simmons, "Whiplash"

Melhor Actriz Secundária: Patricia Arquette, "Boyhood"

Melhor Filme Estrangeiro: "Leviathan" (Rússia)

Melhor Filme de Animação: "How to Train Your Dragon 2"

Melhor Argumento: "Birdman"

Melhor Banda Sonora: "The Theory of Everything" ("A Teoria de Tudo")

Melhor Música Original: "Selma"


Televisão:

Melhor Série Dramática: "The Affair"

Melhor Actor de Drama: Kevin Spacey, "House of Cards"

Melhor Actriz de Drama: Ruth Wilson, "The Affair"

Melhor Série de Comédia: "Transparent" (Amazon)

Melhor Actor de Comédia ou Musical: Jeffrey Tambor, "Transparent"

Melhor Actriz de Comédia ou Musical: Gina Rodríguez, "Jane The Virgin"

Melhor Minissérie/Telefilme: "Fargo" (FX)

Melhor Actor de Série/Minissérie/Telefilme: Billy Bob Thornton, "Fargo"

Melhor Actriz de Série/Minissérie/Telefilme: Maggie Gyllenhaal, "The Honorable Woman"

Melhor Actor Secundário de Série/Minissérie/Telefilme: Matt Bomer, "The Normal Heart"

Melhor Actriz Secundária de Série/Minissérie/Telefilme: Joanne Froggatt, "Downton Abbey")


Prémio Carreira Cecil B. DeMille: George Clooney


Mais info em: www.goldenglobes.com

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É verdade! Elvis ainda não perdeu o título. O “Rei do Rock” nasceu há exactamente 80 anos. Elvis Aaron Presley, conhecido apenas como Elvis Presley, faria 80 anos nesta quintta-feira.. Apesar de ter morrido em 1977, os fãs continuam a recordá-lo como se ainda estivesse vivo…

Elvis nasceu a 8 de Janeiro de 1935, em Tupelo, no Mississipi, E.U.A. Com ele nasceu um irmão gémeo, mas já sem vida. Portanto, filho único de Vernon e Gladys Presley, tinha 13 anos quando se mudaram para Memphis (no Tennessee) e por essa altura, já a música lhe corria nas veias... No seu 11º aniversário, Elvis recebeu de presente uma guitarra. Foi na sua juventude que Elvis absorveu influências de Blues, da música Country e do Gospel, géneros musicais com que cresceu na comunidade religiosa e na Beale Street de Memphis, rua que frequentava na adolescência.

Mundialmente aclamado como o «Rei do Rock'n'Roll», o cantor ficou também conhecido como “Elvis, The Pelvis”, pela sua forma extravagante e ousada de dançar. Conhecido também como “o branco que cantava Blues”, Elvis foi o mais popular, e certamente um dos primeiros artistas a fundir o género Gospel com aquilo que viria a ser o Rock & Roll, estilo musical que ajudou a definir. Sem dúvida, uma das grandes riquezas de Elvis Presley foi a capacidade de reunir todas as influências com que cresceu.

Em 1954, Elvis gravou sua primeira música, 'That’s All Right', no estúdio de Sam Phillips. Portanto, a carreira discográfica de Elvis Presley teve início nesse ano, na lendária “Sun Records”. Um ano depois, em 1955, Elvis assinou seu primeiro contrato com a RCA Records, com a participação do empresário Tom Parker e passado apenas um ano, era já uma estrela internacional. Em 1956, 'Heartbreak Hotel', o seu primeiro single comercializado, vende um milhão de cópias. O álbum 'Elvis Presley' veio logo a seguir e apareceu em primeiro lugar no top da Billboard. No mesmo ano, Elvis apareceu no programa de Ed Sullivan 'Toast of the Town' e o primeiro filme “Love me tnder” foi lançado. Toda uma estrela…

Além da música, participou em 33 filmes e protagonizou dezenas de atuações musicais que fizeram história na televisão. Vendeu mil milhões de discos e ganhou vários prémios, entre eles três Grammy (em 14 nomeações). Porém, a fama não lhe retirou a humildade: em 1958 interrompera a carreia para responder à chamada do exército norte-americano.

O mundo chorou a sua morte, em 1977, quando o corpo do artista foi encontrado na sua casa de Graceland. Elvis morreu no dia 16 de Agosto, com 42 anos, No entanto, as circunstâncias do seu desaparecimento são dos pontos mais polémicos e controversos, fazendo perdurar o mito de que poderia não ter morrido naquele dia. Hoje, 38 anos depois da sua morte, Elvis é um artista que ainda vende e se ouve. No YouTube, por exemplo, soma milhões de visualizações, bem como nos novos serviços de streaming, como o Spotify.

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E que melhor forma de começar o novo ano do que falar de um calendário? Pois é! Há 50 anos que fotógrafos de renome e exuberantes modelos ilustram um dos calendários mais sexys do mundo, o Calendário Pirelli. Editada sempre em número limitado, esta ansiada publicação serve como objecto de sedução no relacionamento da empresa com alguns clientes VIPs. A 42.ª edição do já tradicional calendário, intitulado “The Cal”, junta modelos famosas, um fotógrafo de renome e muita beleza.

Para ilustrar este ano de 2015, o fotógrafo responsável foi Steven Meisel, famoso, entre outros, por ter editado o livro “Sex” de Madonna, em 1992, e por ser encarregado de fotografar campanhas de marcas como Versace, Louis Vuitton, Calvin Klein ou Prada. O styling ficou a cargo de Carine Roitfeld e a maquilhagem foi assinada por Pat McGrath

A lógica do calendário mantém-se inalterada: cada mês é dedicado a uma manequim. Na perspetiva de moda, a principal novidade a nível de materiais é o latex, ainda que normalmente usado em pouca quantidade... As rendas e transparências também aparecem. E um dos destaques é Candice Huffine, de 29 anos e que já foi capa da revista Vogue, a primeira modelo
size plus a ilustrar o calendário Pirelli. As restantes 11 modelos, todas fotografadas em Nova Iorque, são as americanas Gigi Hadid, Carolyn Murphy e Cameron Russell, as brasileiras Isabeli Fontana, Adriana Lima e Raquel Zimmermann, a britânica Karen Elson, a porto-riquenha Joan Small, as russas Natalia Vodianova e Sasha Luss e a alemã Anna Ewers.

Para “apimentar” o ambiente fetichista da 42ª edição, as modelos aparecem envergando peças de látex, como meias acima do joelho e corsets. “Nós usámos o látex para dar para às imagens uma pitada de moda… para complementar a beleza das modelos – e uma pitada de humor também”, explicou Carine Roitfeld ao site da revista “Harper’s Bazaar”. Já Meisel defendeu: “Na minha opinião, estas são as modelos-chave da estética mundial de hoje. Elas representam a moda e o sistema solar que nos é imposto neste momento". No que respeita à sua visão sobre o projecto, o mesmo acrescentou: “Eu não quis fazer um calendário conceitual ou ligá-lo a um local em particular, mas sim criar 12 pósteres nos quais as mulheres, em toda a sua sensualidade, são as protagonistas absolutas de 12 imagens bem diferentes.”

Mais imagens em http://www.pirellical.com/ Bom ano novo!!!

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Com o ano quase a acabar e com os nossos olhares já postos em 2015, é altura de fazer balanços. E eu vou-me debruçar sobre as palavras que mais enriqueceram o léxico do ano de 2014.

Sim, muitas foram as expressões que passaram a estar na moda ou que mais nos marcaram, pelo seu excesso de uso, tais como: ébola, fatura, legionela, corrupção, jihadista, etc. Mas a que mais foi usada e que entrou nos nossos hábitos foi, sem dúvida nenhuma, a “selfie”.

Uma selfie é, em bom português, uma fotografia de auto-retrato captada por uma câmara. Na essência, selfie advém da junção do substantivo self (em inglês "eu", "a própria pessoa") e do sufixo ie - ou selfy. Normalmente, é tomada com uma câmara digital de mão ou com um telemóvel com câmara incorporada. Frequentemente associadas às redes sociais, as selfies são, muitas vezes, casuais, normalmente tomadas com uma câmara bem segura até ao comprimento do braço ou, então, com a ajuda de um espelho, e normalmente incluem apenas o fotógrafo ou o número de pessoas que possam estar em segundo plano. Neste último caso, as selfies que envolvem várias pessoas são conhecidas como "selfies de grupo". É muito popular, sobretudo em populações jovens.

Os principais sites de redes sociais em que podemos encontrar grandes selfies são Tumblr, Twitter, Facebook, Instagram, Snapchat, Google +, etc. Portanto, se as redes sociais têm ajudado a popularizar a expressão, foi na noite dos Oscar 2014 que a selfie de grupo, conduzida pela apresentadora Ellen DeGeneres (com mais de 2,7 milhões de partilhas, chegando a colapsar o Twitter por alguns minutos), veio tornar o termo (e a prática) mais popular do que nunca.

E vocês, já fizeram a vossa selfie de hoje? Tenham todos um excelente 2015!!!

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A cidade de Lisboa possui uma rede de metropolitano desde 1959. No entanto, tal empreendimento, que demorou mais de um século a ganhar forma, passou por vários projetos utópicos. Foi um processo longo e polémico, que começou no reinado de D. Luís e que desencadeou debates e paixões. Não foi fácil… Por todo o mundo, eram poucas as cidades que já possuíam este transporte coletivo urbano. A primeira cidade a inaugurar uma rede de metropolitano foi Londres, a 10 de Janeiro de 1863.

Mas recordemos… A primeira proposta para construir um metropolitano de Lisboa surgiu em 1855 e previa um traçado que ligasse Santa Apolónia a Algés, com passagem pelo Rossio, São Bento, a Rua das Janelas Verdes e Alcântara. O custo do empreendimento estava orçado em 500$00 reis por metro corrente de túnel, mas a proposta não avançou. Em Maio de 1888, é apresentado pelo Engenheiro Militar Henrique Lima e Cunha à Associação dos Engenheiros Civis Portugueses um novo projeto para o metropolitano. Por razões económicas, o projeto que previa uma extensão de 14 quilómetros, com cerca de 14 estações, passando pelas freguesias mais populosas da cidade de Lisboa (Alcântara, Rato, Largo do Intendente e Cais dos Soldados), não chegou a ser aprovado. A 16 de Maio de 1922, três comerciantes moradores em Lisboa, interessados na concessão do metro, entregam na Câmara Municipal um requerimento onde propõem desenvolver, a expensas próprias, os estudos e orçamentos necessários. A proposta previa que a rede do metropolitano fosse constituída por duas linhas de via dupla subterrâneas, que iriam de Alcântara ao Rossio e de Alcântara aos Caminhos-de-Ferro. A rede, com um total de 8,6 quilómetros, teria 11 estações, com capacidade para composições de quatro carruagens. A via férrea deveria ter a mesma bitola dos elétricos que já circulavam na capital, de forma a permitir a circulação do metro nas linhas da Carris. Eis aqui mais uma proposta que não avançou...
No entanto, dois anos mais tarde, quando a construção de uma rede de metropolitano parecia já um dado irreversível, a Câmara Municipal de Lisboa, presidida na altura por Agostinho Inácio da Conceição Estrela, lança um concurso público destinado à concessão e exploração de uma rede de metropolitano. O projeto - o mais complexo até à época - passava pela construção de oito linhas, com um total de 26,8 quilómetros. É recebida a única proposta que dera entrada, da autoria de dois espanhóis, de Madrid. Mas o projeto acabaria também por ser anulado, devido a uma divergência de critérios propostos para a concessão.

Já no início de 1925 é lançado um novo concurso e, em Abril do mesmo ano, a autarquia de Lisboa, entretanto presidida por Albano Augusto de Portugal Durão, aprova a adjudicação aos madrilenos. O estudo económico e financeiro partia do pressuposto de que seria possível que a rede de metropolitano conseguisse transportar, por ano e por quilómetro de via dupla, cinco milhões de passageiros. Contudo, em 1926, depois de a Câmara de Lisboa ter indeferido um requerimento entregue pelos espanhóis, onde os concessionários do metropolitano sugeriam alterações ao contrato, a sociedade madrilena informa que desiste do processo de construção… Até 1945, a construção de uma rede de metropolitano em Lisboa parecia ter ficado esquecida. Mas nesse ano, são apresentadas mais três propostas para a construção da rede subterrânea.

E eis que, finalmente, o sonho se transforma em realidade… No final da II Guerra Mundial, perante a retoma da economia e a ajuda do Plano Marshall, surge novamente a ideia de se construir uma rede de metropolitano em Lisboa. E a 26 de Janeiro de 1948, é lavrada a escritura de constituição de uma nova sociedade, Metropolitano de Lisboa, S.A.R.L, bem como a escritura de concessão à Sociedade do exclusivo do estudo técnico e económico do Metropolitano. A 1 de julho de 1949 é outorgada a concessão para a instalação e exploração do respetivo serviço público. Em 1950, os projetos das obras do Metro no que respeita a galerias, estações, montagem de via, instalações de ventilação e abastecimento de energia e de sinalização prosseguem e, no final do ano, é aprovado, oficialmente, o projeto do troço entre Sete Rios e Rotunda, assim como o ramal das oficinas.

Em Setembro de 1954, o Engenheiro Francisco de Mello e Castro é nomeado presidente do Metro (cargo que desempenhou até ao final de Agosto de 1972). E no dia 18, é aberto o concurso para adjudicação das obras, material circulante e instalações fixas. As propostas são abertas em Dezembro e conduzem a um encargo total de 196 mil contos. Sete anos decorridos desde os estudos preliminares, a 11 de Julho de 1955 procede-se à assinatura dos contratos referentes à execução do primeiro escalão da rede do Metropolitano de Lisboa. E a 1 de Agosto arrancam, finalmente, os trabalhos de construção do Metro.
Quatro anos depois do arranque das obras e mais de um século após a primeira proposta, as obras do Metropolitano de Lisboa ficam praticamente concluídas e é testado o novo meio de transporte da capital. A primeira geração de material circulante foi a ML70 e o primeiro troço da rede teve como arquiteto Keil do Amaral e a intervenção plástica da artista Maria Keil do Amaral, com exceção da estação da Avenida, que foi intervencionada por Rogério Ribeiro.

A 29 de Dezembro de 1959, assiste-se à inauguração oficial da rede do Metro, que consistia numa linha em Y, com uma extensão de 6,5 quilómetros, percorridos por 24 comboios, e 11 estações, com dois troços distintos, Sete Rios (atualmente Jardim Zoológico) e Entre Campos – Rotunda (hoje Marquês de Pombal) – Restauradores. A estação da Rotunda permitia a correspondência entre os dois troços. As composições eram constituídas por duas carruagens. O Metropolitano de Lisboa foi oficialmente inaugurado pelo seu Presidente D. Francisco Manuel de Mello, tendo como convidado o Cardeal Cerejeira que abençoou este transporte, bem como esteve presente o Presidente da República, Almirante Américo Tomás.

Antes, no dia 22 de Dezembro de 1959, a imprensa estava dominada pelos títulos centrais em letras apelativas que anunciavam que “O Metropolitano é inaugurado dia 29”. Uma realidade que se materializava, finalmente, após tantos anos de obras que mudaram a face de Lisboa. Obras essas envoltas em polémica e descrença em relação à utilidade e importância, para a cidade, de um transporte como aquele “debaixo da terra”. Razão pela qual, em 1957, o Metro iniciara a edição de folhetos intitulados “Manual do Mirone”, onde constavam as características do, então, futuro metropolitano e os métodos de construção.

Nos dias que antecederam a tão aguardada abertura deste novo inovador meio de transporte, os lisboetas muito conversavam como referia o Diário Ilustrado: “O Metropolitano de Lisboa ainda não está a funcionar e é já um centro social lisboeta”. Ninguém estava indiferente a esta tão grande inauguração!

No dia seguinte, a 30 de Dezembro de 1959, dia da abertura ao público, por volta das três horas da manhã, existiam filas intermináveis à porta das estações para utilizar o novo meio de transporte. A afluência foi tanta que algumas estações foram obrigadas, por motivos de segurança, a cancelar temporariamente a venda de bilhetes, de forma a que os passageiros não invadissem o cais. A população, que acudiu em massa ao Metropolitano, fez deste dia não apenas um dia com uma nova modalidade de deslocação, mas todo um divertimento. Entre as principais atrações, estavam as escadas rolantes da estação do Parque. Imagine-se… Portanto, a curiosidade das primeiras escadas rolantes, a magia da técnica, o fascínio de todo um espaço labiríntico moveu, vigorosamente, toda a cidade, permitindo a entrada em todo um novo mundo.

O Metropolitano de Lisboa surgiu para colmatar o problema de tráfego na grande cidade. E hoje, mais do que nunca, percebe-se a sua necessidade. 55 anos depois, o Metro conta com 55 estações. Números coincidentes de sucesso! Parabéns Metro!!!

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Um dos filmes ícones da década de 80, “Ghostbusters” (ou “Os Caça-Fantasmas”), realizado por Ivan Reitman, está a comemorar 30 anos de existência. Lançado em Junho de 1984, nos E.U.A. e em Dezembro do mesmo ano em Portugal, tratava-se de um filme de comédia, que mostrava um mundo dominado por fantasmas e fenómenos paranormais e uma equipa que sempre era contratada para resolver os "problemas" sobrenaturais pela cidade de Nova Iorque.

Esta troupe era formada por Egon Spengler, um génio da Ciência (Harold Ramis), Peter Venkman, o tipo agradável, de boa conversa mas às vezes, um charlatão de primeira(Bill Murray) e Raymond Stantz, um profundo conhecedor do paranormal (Dan Aykroyd). Com o tempo, o volume de chamados para resolverem os casos fantasmagóricos na cidade era tão grande, que acabaram por contratar um quarto membro para a equipa, Winston Zeddemore (Ernie Hudson) e a secretária trapalhona, Janine Melnitz (Annie Potts). Sem esquecer o “lunático” Louis Tully (Rick Moranis) e a sexy e misteriosa personagem Dana Barrett (Sigourney Weaver).

Grande sucesso de crítica, “Ghostbusters” foi a segunda maior bilheteira do ano de 84 (mais do que o segundo Indiana Jones), arrecadando cerca de 291 milhões de dólares, e teve seu auge com a sequela “Ghostbusters 2”, em 1985, e é considerado o maior sucesso dos filmes de comédia dos anos 80. Foram lançadas também duas versões em desenhos animados na altura: "The Real Ghostbusters" (exibido nos anos 80) e "Extreme Ghostbusters". Ambos tinham o fantasma "Slimer" como amigo e membro da equipa.

Em 2000, os leitores da revista “Total Film” elegeram “Ghostbusters” como o 44° melhor filme de comédia de todos os tempos. O American Film Institute classificou-o como o 28° na lista das 100 melhores comédias de todos os tempos (numa lista chamada "AFI's 100 Years… 100 Laughs"). Em 2005, o IGN (Imagine Games Network) elegeu “Ghostbusters” como a melhor comédia de todos os tempos e em 2006, o canal de televisão norte-americano “Bravo” colocou o filme na 76ª posição entre os 100 Filmes mais Divertidos.

Neste ano, em comemoração dos 30 anos do filme e de sua banda-sonora interpretada por Ray Parker Jr., foi lançada uma edição especial em vinil com a canção "Ghostbusters", que teve como conteúdo a versão original, uma versão instrumental e uma versão dance remix. O mais interessante é que este vinil de 10 polegadas brilha no escuro. Foram lançadas apenas 1.000 cópias, o que o confere como artigo de coleção. Também foi reunido o elenco original de “Ghostbusters”, ao posarem juntos para a edição da revista “Entertainment Weekly”, abrindo os ânimos para um terceiro filme… Mas na prática, o reencontro deu-se apenas para ilustrar uma edição especial com outros elencos que marcaram época. Foi também lançada uma versão em Lego. E, claro, foi editada uma edição especial em DVD e Blu Ray, contendo os dois filmes. Uma boa sugestão, para recordar nesta época…
Mais informações em http://www.ghostbusters.com

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