D de Arte? Sim! Quando Zé Diogo e Diamantino Jesus montaram a DDiArte em 1999, era apenas, na época, uma oficina de pintura onde reuniam o melhor de ambos para os propósitos de criação, no caso, pintura sobre tela. Em 2003, após várias experiências no campo e na fotografia digital, descobriram os meios ideais para expressar a sua criatividade: fotografia digital artisticamente retocada.

Dentro do contexto da historiografia da arte, o uso da fotografia, e mais especificamente, do retoque de fotografias, não é novidade. E a dupla pretendia inovar um pouco, sobretudo em termos dos temas em que se baseiam. Independentemente do facto de que sua principal fonte de inspiração é a mitologia, temas da atualidade ou outros que são simples fruto da sua criatividade, os seus trabalhos permanecem cheios de detalhes, de símbolos, de imagens, numa tentativa de cativar, mas principalmente, numa tentativa de estimular o pensamento crítico de quem os vê.

Embora parte do seu trabalho possa ser visto como satírico neste nosso mundo globalizado, mas ainda assim, repleto de diferenças, outros exemplos podem ser vistos como puramente cénicos, apenas para serem contemplados à vontade. Se alguns gritam contra a discriminação, ao mesmo tempo prestam indelével homenagem à beleza.



A dupla é oriunda da ilha da Madeira: Diamantino nasceu em Fevereiro de 1969 e Zé Diogo nasceu em Março de 1966. O primeiro, desde a infância demonstrou grande interesse pela arte, revelando enorme talento para a pintura e desenho. Após a licenciatura em Arte e Design pela Universidade da Madeira foi estudar dois anos de restauro em Pamplona, Espanha. Zé Diogo, igualmente desde muito cedo revelou talento para a pintura e desenho, mas também um grande interesse por ciência e tecnologia. Acabou por licenciar-se em Engenharia Química pelo IST, em Lisboa. Juntos desde 1999, estes artistas, ao criarem a DDiArte, passaram a dedicar-se à pintura, realizando exposições colectivas e individuais, assim como pinturas da sua autoria em tectos de igrejas. Em 2003, surgiu o interesse pela fotografia digital, e como autodidactas que eram nesta área, produziram obras de grande qualidade, consideradas como obras de arte, algumas das quais premiadas a nível mundial.

De facto, estes mentores da Ddiarte já são vencedores de uma infindável lista de prémios, tais como primeiro prémio atribuído em Paris, pela revista francesa PHOTO e uma companhia telefónica francesa, seis meses após se terem iniciado na fotografia. Este primeiro reconhecimento foi o mais marcante e aquele que lhes indicou que estavam no caminho certo, mas houve realmente muitos outros prémios que se destacaram.



Embora gostassem de viver em exclusivo da sua arte, infelizmente Diamantino e Zé Diogo não podem dedicar-se exclusivamente à fotografia, mantendo as suas profissões: Diamantino continua a ser professor e Zé Diogo prossegue como engenheiro químico, mas com horários reduzidos, caso contrário não daria para conciliar tudo.

Ao fim de quase 15 anos de actividade, o balanço é super positivo! A dupla, quando começou, nunca sonhou chegar onde chegou, com tantos prémios e reconhecimento a nível internacional. E com inúmeras obras para nos deleitar…



Podem acompanhar mais o seu trabalho aqui:
www.facebook.com/ddiarte
http://www.ddiarte.photography


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Já viram que ideia fantástica esta de alimentar o mundo e acabar com as invasões desses seres? Tal até é possível se nos acostumarmos com o seu sabor...

Escondida entre as dunas do sudoeste da província de Buenos Aires, a localidade litoral de Monte Hermoso ferve de atividade: é verão, e as praias do local transbordam de turistas. Crianças correm para construírem castelos de areia, mulheres e homens repousam sobre as espreguiçadeiras com as suas peles reluzentes de protetor solar e loções bronzeadoras... A cena não é muito diferente de outros destinos de praia ao redor do mundo, como a nossa, excepto por um pormenor específico: por mais que a temperatura suba, as águas azuis profundas permanecem vazias. Banhistas, surfistas ou “caiaquistas”: ninguém ousa estar no mar. Tal deve-se porque sob a superfície do oceano, grandes aglomerados de criaturas transparentes e com tentáculos aguardam. Em terra, a situação pode parecer sob controlo, mas aventurar-se apenas alguns passos dentro daquela água implica estar até ao joelho em território de medusas.

A olindias sambaquiensis (ou água-viva) é um predador aquático e translúcido. O seu pequeno corpo chega, geralmente, a ter 9-10 centímetros de diâmetro e é dotado de 38 tentáculos capazes de provocar uma dolorosa queimadura. É uma das 689 espécies de medusas que habitam a região sudoeste do oceano Atlântico; na Argentina, tal como nos Açores, só se utiliza uma palavra para se referir a qualquer uma delas, sem distinção: água-viva. Todos os verões, entre 500 e 1.000 casos de queimadura de medusa são registados em Monte Hermoso. É o lugar do país em que a queimadura de medusa é mais provável, mas não o único. Os bancos de medusas já obstruíram redes de pesca, interromperam operações de pesca marinha e provocaram breves momentos de pânico em praias de lugares tão diferentes como Inglaterra, Japão e o mar de Azov. Em anos recentes, dezenas de fábricas nucleares ao redor do mundo tiveram de fechar as suas operações devido à proliferação espontânea de medusas: os mesmos encanamentos que sugam a água de refrigeração podem aspirar medusas em quantidades industriais. Os barcos de grande porte também ficam expostos a elas. Em 2006, o USS Ronald Reagan, um porta-aviões nuclear, ficou momentaneamente fora de serviço depois de atravessar um banco de medusas.


A explosão das medusas em todo o mundo deve-se a uma série de factores inter-relacionados. Uma das principais causas é o excesso de pesca dos seus predadores naturais, como o atum, o que, ao mesmo tempo, elimina a concorrência pelo alimento e o espaço de reprodução. Em paralelo, diversas actividades humanas em regiões costeiras também ajudam a explicar o fenómeno pois é ali que enormes quantidades de nutrientes são atiradas ao mar (em forma de resíduos agrícolas, por exemplo), produzindo grandes explosões de populações de algas e plâncton, que consomem o oxigénio da água e acabam por gerar as denominadas zonas mortas. Não muitos peixes e mamíferos aquáticos conseguem sobreviver nelas, mas as medusas sim. E, além disso, encontram no plâncton uma fonte de alimentação abundante e ideal. Quando as populações de medusas conseguem estabelecer-se, as larvas de outras espécies acabam por fazer parte do seu cardápio, desequilibrando a cadeia trófica.

As medusas são, além disso, um dos poucos vencedores naturais da mudança climática, já que o seu ciclo reprodutivo é favorecido pelo aumento da temperatura nos ciclos oceânicos. Mas, infelizmente, há ainda mais factores. Existem evidências de que certas espécies de medusa se reproduzem com mais facilidade junto a estruturas costeiras artificiais, como embarcadouros e cais. Por isso, é difícil perceber se os esforços para deter, ou até reverter a alteração climática, representam uma solução à crescente presença de medusas nos mares, pelo menos enquanto continuemos a gerar problemas em ecossistemas costeiros e cadeias alimentares marinhas.

Até agora houve várias tentativas para contrapor o efeito das medusas em vários lugares do mundo. Por exemplo, o uso de redes no Mediterrâneo, trituradoras de aço nas quilhas de porta-aviões na China e o uso de robôs assassinos de Coreia do Sul. Mas nenhuma dessas tentativas oferece uma solução real para o problema: as redes acabam por prender tudo o que se move (colocando outras espécies marinhas em risco), e tanto os esforços chineses como os sul-coreanos focam-se mais na proteção de activos estratégicos (barcos, fábricas de energia) do que em abordar as causas sistémicas da proliferação das medusas.


No entanto — e não muito longe de Monte Hermoso — um cientista avança com uma ideia bem mais interessante: se queremos resolver o problema das medusas, temos de parar de vê-las como um mal e começar a vê-las como comida.
Agustín Schiariti possui o seu escritório no Instituto Nacional de Desenvolvimento Pesqueiro (INIDEP), cuja sede central fica em Mar de Plata, cidade portuária que é também o destino de verão mais popular da Argentina, a algumas centenas de quilómetros a leste de Monte Hermoso. O prédio do instituto eleva-se sobre um enorme quebra-mar que separa a base de submarinos da cidade da luxuosa faixa litoral conhecida como Praia Grande. Nele, dezenas de cientistas e estudantes de doutoramento trabalham em projetos de ciências marinhas aplicadas, que vão desde o controlo por satélite do mar argentino até ao desenvolvimento de programas piloto de pesca para espécies como o peixe-limão e o polvo. Aqui, no âmbito do programa de Ecologias Pesqueiras, Schiariti lidera a investigação sobre medusas.

“As regiões costeiras de todo o mundo viram muito desenvolvimento nas últimas décadas. Instalámos fábricas nucleares e de outro tipo, construímos hotéis e resorts para turistas”, diz Schiariti. “Destinámos recursos a uma infinidade de lugares que antes tinham visto pouco ou nenhum desenvolvimento, e poucos anos depois notámos que quase todos os verões uma enorme quantidade de medusas aparece nestes locais, ou nas proximidades de uma fábrica de dessalinização que fora instalada há menos de uma década.” Este cientista não considera que a mudança climática sirva de explicação para a proliferação de medusas em todo o mundo e, apesar de o fenómeno ser visto como uma maldição para muitos, também pode ser percebido com uma bênção. “A proliferação torna-se um problema no planeta, porém, em paralelo, há várias formas de podermos beneficiar disso. A produção de alimentos é, talvez, a mais realista e viável de todas”, defende.


Schiariti, também professor universitário, está a estudar há 15 anos as populações de medusas. A sua experiência de campo, no contexto da explosão demográfica global, levou-o a promover a medusa como possível fonte de alimentação. Para começar, é importante reconhecer que a medusa tem valor algum nutricional. São, basicamente, “proteínas, água e sal, com quase nenhum conteúdo gorduroso”, explica. “Não as consideraria um prato principal, mas funcionam muito bem como acompanhamento de outros preparos”. E prossegue: “tive a oportunidade de experimentar medusa em várias circunstâncias e pratos ao longo dos últimos anos. Tem uma textura estranha, pelo menos para os meus padrões: macia e crocante ao mesmo tempo. E isso é possível? Em relação ao sabor, não é tão mau quanto se possa imaginar. É salgada, com um sabor suave, quase como um rebento de soja. Certamente não é o que há de mais inesquecível de se provar, mas também não é o pior.”
Schiariti quer que as pessoas (na Argentina e também fora dela) se ponham no lugar de quem já consome medusa, em países como China, Japão, Indonésia e Tailândia. “No Ocidente, os consumidores não pensam na medusa como comida e os pescadores consideram-na uma presa inútil, no melhor dos casos. Mas não é assim em todo o mundo”, reforça. “No leste da Ásia, a medusa faz parte do cardápio há décadas. É consumida em sopas, petiscos e saladas, entre outras formas. Nem todos na Ásia a consomem da mesma maneira, nem as mesmas espécies que os chineses. Essa é uma prova de que a medusa é capaz de cruzar barreiras culturais e, ainda assim, ser considerada uma fonte valiosa de alimento em locais muito distintos”. Mas calma, não se exaltem, pois nem tudo é otimismo… Schiariti suaviza o seu entusiasmo e concorda que apenas 20 espécies, das milhares que existem, são requisitadas por esses países, e por isso a pesca de medusas estaria limitada pelo gosto dos consumidores.

De qualquer forma, Schiariti argumenta que o desenvolvimento de uma pesca de medusa poderia ajudar os pescadores artesanais do planeta, oferecendo-lhes uma fonte extra de recursos. A Argentina, por sua vez, conta com uma das plataformas marinhas continentais mais extensas do mundo e é nesse tipo de águas que as medusas proliferam. Os futuros benefícios que tal pesca pode trazer, porém, estão ligados à disponibilidade de investimentos e educação na matéria, e é aí, segundo Schiariti, que se apresenta um dos maiores desafios.


Será mesmo possível virmos a comer medusas, alforrecas e afins? O nosso gosto é construído, temporal e subjetivo. Fatores sociais, económicos, culturais e religiosos influem nas nossas dietas e contribuem para fazer do gosto um conceito difícil de definir, com infinitas ramificações. Há quem deguste comidas como insectos ou testículos de boi, porque não estes seres gelatinosos? O prazer é, também, um conceito flexível, e quando está associado à comida pode assumir várias formas. Para uns, poderá estar representado por um tomate livre de pesticidas; para outros, será a costela de um animal caçado por eles próprios. Por isso, as comidas pouco comuns têm a capacidade de ocupar o tipo de função simbólica ocupado pela arte, por exemplo, na transformação da aversão em prazer, do desgosto em delícia. Será? Só o futuro o dirá…


(feito com base num artigo do El País)

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O cantor espanhol Dani Martin foi o mais recente de uma série de celebridades masculinas que louvam a liberdade e a igualdade ao publicarem fotografias dos seus corpos desnudados. E fazem questão de que tal sirva para questionar as regras das redes sociais ao regular qual a imagem ser ou não ofensiva, ou com hashtags como #loquemedalagana, #bootyfree e #freedom também pretendem solidarizar com algumas mulheres que têm sido censuradas por mostrarem exactamente o mesmo que eles. Como o calor teima em não nos deixar, achei por bem partilhar este post. Ora vejam…

Dani Martín
O ex-vocalista da banda El Canto del Loco e desde 2010 artista a solo não é novato nisto de tirar a roupa. Já o fez, com o resto do seu grupo, para vídeos promocionais e também em séries espanholas como “Cuenta Atrás”, transmitida pela rede espanhola Cuatro. O último “nude” de Dani Martin (Madrid, 1977) foi neste verão, no Instagram, onde o hashtag “o que eu estiver a fim” se rebela contra as imposições das redes sociais em relação aos corpos sem roupa. Isso sim, muitos dos seus seguidores pediam nos comentários que ele podia ter-se mostrado de frente.
Mais aqui: https://www.instagram.com/p/BngMS_XnZkP/?utm_source=ig_embed



Maxi Iglesias
O actor madrilenho que ganhou fama na série “Física o Química”, é hoje muito popular no México e não esquece que o seu físico é parte importante do seu sucesso e ao qual deve o seu status. Por isso, no Instagram, Maxi Iglesias (Madrid, 1991) presenteia os seus seguidores com fotos no chuveiro, na praia, no ginásio, num navio... e, às vezes, como nesta imagem que publicou em outubro de 2016, sem nada de roupa.
Mais aqui: https://www.instagram.com/p/BLE4bMkB09F/?hl=en&taken-by=maxi_iglesias



Justin Bieber
Não é a primeira vez que Justin Bieber (London, Canadá, 1994) mostra o seu traseiro: já havia feito o mesmo em julho de 2015, numa foto que precisou apagar depois que alguns dos seus admiradores lhe recordarem que tinha muitos seguidores menores de idade, e que um nu não era o mais adequado. Pediu desculpas, retirou a imagem... e publicou outra nove meses depois, a que vemos agora, talvez já convencido de que é um artista adulto. Desde então, vimos a anatomia de Justin por trás, pela frente, de lado, de canto, de cima e de baixo, pois os “paparazzi” já o fotografaram nu várias vezes e em todas as situações possíveis.
Vejam mais aqui: https://www.instagram.com/p/BDcArURAvtC/?utm_source=ig_embed


Jon Kortajarena
Quando se é dono de um dos físicos mais privilegiados do mundo, o mesmo que fez de si o modelo espanhol mais internacional (junto com Andrés Velencoso), por que não tirar partido do mesmo para uma foto? O modelo Jon Kortajarena (Bilbao, 1985) oferece “nudes” de forma habitual aos seguidores da sua conta do Instagram: na praia, na piscina, no chuveiro, noutro chuveiro... Entre os comentários, algo milagroso nesta rede social: não há ninguém a se queixar. E olhem que são centenas.
Mais aqui: https://www.instagram.com/p/BbucA7xBgRG/?taken-by=kortajarenajon


Luis Cepeda
O concorrente de “Operación Triunfo 2017” (uma espécie de “The Voice” espanhol) Luis Cepeda (Ourense, 1989) tornou-se galã oficial graças a seu apreço pela balada romântica e, indubitavelmente, pelo seu atrativo físico. O seu posterior romance com a também participante Aitana acabou por fazer dele um fenómeno da Internet. E justamente na Internet revelou-se como um especialista nas redes sociais ao dar às suas admiradoras (e admiradores) o que elas esperam: colírios. A sua foto mais explícita foi publicada no final de agosto com uma só palavra de acompanhamento: “freedom”, ou seja, liberdade. Mas antes já tinha mostrado a sua anatomia em diversas imagens, frequentemente para reivindicar a liberdade de sua companheira Aitana, quando esta recebia críticas nas redes por mostrar o corpo no seu perfil.
Mais aqui; https://www.instagram.com/p/Bm32nT1gxJq/?taken-by=cepeda



Paco León

O actor e realizador Paco León (Sevilha, 1974) tampouco é novato em ficar nu. Certa vez, atreveu-se a fazê-lo frontalmente no Twitter (onde, diferentemente do Facebook e do Instagram, o nu frontal não está vetado) para comemorar um milhão de seguidores. E na sua conta do Instagram frequentemente aparece sem roupa, com mensagens de autoaceitação e liberdade. Esta imagem é apenas uma delas, mas há muitas por onde escolher.
Seu perfil aqui: https://www.instagram.com/pacoleon/


Jake Shears
Líder do grupo pop Scissor Sisters, Jake Shears (Arizona, 1978) tem uma imagem mediática compatível com o colorido grupo que lidera: é um “showman” extravagante que nunca teve medo de exibir a sua anatomia, à qual, aliás, dá um bom trato no ginásio. Protagonizou sessões de fotos com pouca roupa e foi pródigo em imagens de casas-de-banho e praia no Instagram. De todas as suas reivindicações do nu, ficamos com esta imagem em que, sem roupa nenhuma, dá uma barrigada na neve. Dois atrevimentos num só.
Perfil aqui: https://www.instagram.com/jakeshears/



Darren Criss
Os fãs da série “Glee” já o adoravam pelo seu papel como Blaine, mas Darren Criss (San Francisco, 1987) foi descoberto por um público mais adulto graças à sua magistral interpretação do assassino de Versace, Andrew Cunanan, na segunda temporada de “American Crime Story”. Na série, Criss dava boa conta do seu talento interpretativo e também da sua anatomia. O papel assim o pedia: Cunanan usava o seu corpo e os seus encantos sedutores para conquistar milionários e chegar até ao designer de moda, a sua verdadeira obsessão. Na sua conta oficial do Instagram, o actor e cantor não exibe tantos nus, mas, quando o faz, como nesta imagem em que ostenta o bronzeado, não decepciona.
seu perfil aqui: https://www.instagram.com/darrencriss/


Arturo Valls
Outro nu na neve é o do apresentador Arturo Valls (Valência, 1975), publicado a 1 de janeiro de 2018 como mensagem de feliz ano-novo aos seus 440.000 seguidores. Não era a primeira vez que o ator e apresentador se despia: tinha feito o mesmo anteriormente em números cómicos e em séries espanholas como “Un Paso Adelante”.
Perfil aqui: https://www.instagram.com/arturovallsofficial/


Ricky Martin
Se pensam que esta imagem de Ricky Martin (San Juan, 1971), a mesma que abre o post, está demasiado trabalhada para ter sido um flagrante casual para o Instagram, pensem duas vezes. A fotografia é de Walid Azami e pertence a um documentário que o fotógrafo filmou sobre as actuações da estrela latina em Las Vegas. Ricky Martin, que ostenta um físico esplêndido aos seus 46 anos, mostra-o frequentemente na sua conta do Instagram, mas o nu integral é algo que pouco praticou na sua carreira. Esta imagem é uma das poucas que existem do artista sem roupa.
Perfil do artista: https://www.instagram.com/ricky_martin/


John Legend
Um detalhe diferencia esta imagem das outras que aparecem neste post: o cantor John Legend (Ohio, 1978) não a publicou na sua conta do Instagram. Quem o fez foi a sua mulher, a modelo Chrissy Teigen, em 2015, como protesto pelas imagens dela própria que a rede social tinha censurado. Aliás, como único texto, Teigen etiquetou o perfil oficial do Instagram. Funcionou? Aparentemente não, pois a rede social continua a censurar os peitos femininos. Entretanto, a imagem do cantor continua lá, três anos depois. Os fãs da liberdade de expressão não estão contentes. Os de John Legend, bastante.
Vejam a publicação original aqui: https://www.instagram.com/p/42eludJjQH/?utm_source=ig_embed


Jorge Javier Vázquez
Uma das mensagens que subjazem nos “nudes” do Instagram não é apenas a própria aceitação do corpo sem roupa, mas sim de que esse corpo que se mostra sem roupa possa não obedecer aos padrões da beleza normativa, do físico esculpido no ginásio e parecido com os dos anúncios de roupa íntima. Jorge Javier Vázquez (Badalona, 1970), o apresentador mais famoso da Espanha e muito ativo nas suas redes sociais, animou-se neste verão ao posar com um nu durante as suas férias na Grécia. Entre os comentários, muitas críticas de detratores e outros comentários de incentivo e celebração como: “está estupendo, olé!”.
Mais aqui: https://www.instagram.com/jorgejaviervazquez/?hl=en


Carles Francino
Por último, Carles Francino (Barcelona, 1980), um dos atores mais prolíficos da sua geração, é também um dos mais desejados, graças a um físico privilegiado que mostra sem reparos no Instagram, através de imagens do seu cotidiano na praia, na piscina ou simplesmente a praticar desporto. Neste verão, homenageando a natureza com o hashtag #summer, publicou um vídeo onde, sem complexos, tira o fato de banho para se atirar na piscina.
Vejam a publicação original aqui: https://www.instagram.com/carles_francino/?hl=en










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Eis um filme que resulta numa agradável surpresa. E de como uma relação de amizade inusitada pode realmente começar com um pequeno favor…

Stephanie (Anna Kendrick) é uma dona-de-casa, viúva, com um vlog (blog de vídeo), que vive para cuidar da casa e do seu filho. Emily (Blake Lively) é uma executiva do ramo da moda que adora tomar Martini às três da tarde e, eventualmente, ser uma mãe presente na vida do seu filho. Um belo dia, os seus caminhos acabam por se cruzar, já que os filhos, colegas de escola, tornam-se amigos. Por um lado, Stephanie, por viver para a casa e 100% para o filho, é uma mulher que precisa relaxar. Por seu turno, Emily é uma mãe que devido ao seu trabalho fora de horas, precisa de ser mais presente. Juntas, elas desenvolvem uma estranha amizade, abrem os seus segredos mais íntimos, partilham ideias e Emily passa a pedir vários favores à sua nova amiga. Até que um dia… Emily desaparece. Onde está Emily?

Stephanie tem um vlog voltado para as mães e donas-de-casa. Através dele, ela ensina receitas saudáveis, dá dicas de saúde, de artes manuais feitas em casa, etc. No fundo, o facto de ser uma mãe com muito tempo livre faz com que o seu vlog seja a sua grande distração e verdadeira companhia. Até Emily entrar na sua vida, Stephanie levava uma vida bem caseira e tranquila. Porém, com o desaparecimento da sua recente amiga, ela passa a usar o vlog para tentar encontrar Emily. Aos poucos, entre uma dica e outra, ela vai dando conta dos detalhes do seu desaparecimento, sempre a tentar manter a boa imagem que Emily tanto se esforça para ter. Quem diria que a mãe executiva, cheia de pinta e elegante iria abandonar o seu marido e filho?

A partir daí, Stephanie começa a mostrar um outro lado seu. Determinada, ela mesma passa a investigar o paradeiro da amiga. Viaja até Nova Iorque, procura a empresa onde Emily trabalhava, encontra os seus pais e até um antigo acampamento que Emily frequentava quando adolescente. Muitos segredos vão surgindo e a trama começa a revelar-se extremamente tensa.


E mais não se pode dizer, pois isso é estragar e dar todo e qualquer spoiler de “Um Pequeno Favor”, a não ser que com o desenrolar da história, Stephanie muda com o desaparecimento da amiga. Ela passa a ser vista de outra forma pelos pais e mães da escola do seu filho e vê-se na oportunidade de viver um pouco do glamour da vida de Emily.
Este filme tem tudo para nos agarrar à tela, com um enredo repleto de surpresas e conspirações, personagens caricatas e carismáticas, um ambiente algo provinciano que convence e potencializa o desaparecimento de Emily, duas protagonistas de peso com uma química fantástica e um final surpreendente, quase hitchcockiano. De facto, Blake Lively como a senhora dos drinks e Anna Kendrick como mãe demasiado certinha formam uma dupla surpreendentemente incrível. Para completar, ainda temos o charme de Henry Golding como Sean, o marido de Emily.

Realizado pelo já veterano de comédias, Paul Feig (o mesmo de “Spy” & “Ghostbusters”) sabe contar uma história envolvente e não desaponta com “Um Pequeno Favor”. Consegue passar-nos um ambiente misterioso e incutir nas protagonistas um grande contraste de personalidades que se vai desenvolvendo à medida que o filme progride. A produção baseia-se na obra literária de Darcey Bell com o mesmo nome. O argumento adaptado pertence a Jessica Sharzer (de “American Horror Story”) e apresenta um suspense intercalado com humor. A narrativa está bem construída, incorrendo numa dinâmica espectacular e acelerada, quase não dando tempo para tentarmos elaborar alguma teoria sobre o que de facto está a acontecer na história.

Por tudo isto, “Um Pequeno Favor” é um filme a não perder! Pelas duas atrizes e por, sendo de suspense, conseguir habilmente misturar o género crime misterioso com comédia. É aquele tipo de longa-metragem carregada de plot twists, que quando pensamos que acertámos, prova-nos que estivemos enganados. Outro ponto positivo recai na banda sonora que se harmoniza com a trama e que só nos faz desejar ouvi-la em looping. É, de facto, difícil não se deliciarem com este filme.

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Todos sabemos que a Disney não seria a mesma sem o Mickey Mouse. Este simpático ratinho é a figura mais emblemática da insígnia e moldou gerações que se divertiram com ele ao longo de 90 anos.

Esta icónica personagem estreou-se nas telas com "Steamboat Willie", lançado em 18 de novembro de 1928 em Nova Iorque, nos Estados Unidos. O seu criador Walt Disney, conhecendo a dívida para com Mickey, disse um dia: "Só espero que nunca percamos a visão de uma coisa: que tudo foi iniciado por um rato".


Porém, este adorável roedor, antes de empreender uma longa jornada, esteve quase para não acontecer… Ele começou a vida como um coelho chamado Oswald, porém o animador Walt, que estava a trabalhar na Universal Pictures, descobriu que havia perdido os direitos da personagem. Walt revelou em 1948 que Mickey apareceu na sua imaginação quando "o desastre parecia estar bem na esquina e eu temia perder tudo. Ele saiu da minha cabeça para um bloco de desenho numa viagem de comboio entre Manhattan a Hollywood, numa época em que as fortunas de negócios do meu irmão Roy e minhas estavam no ponto mais baixo”.

E Walt prosseguia: "Nascido de necessidade, este pequeno companheiro literalmente libertou-nos da preocupação imediata. Ele forneceu os meios para estender a nossa organização às dimensões actuais e alargar o meio de animação de desenho animado para novos níveis de entretenimento. Ele soletrou a libertação da produção para nós ".

A transformação de Oswald de coelho para rato, ajudada pelo amigo mais antigo de Walt - o animador Ub Iwerks - fez com que os seus ouvidos ficassem encurtados e redondos, tornando mais fácil para os animadores o desenharem. Walt nomeou-o Mortimer Mouse, mas a sua mulher, a artista Lillian, nunca gostou e implorou-lhe que mudasse para Mickey.

O rato foi uma sensação instantânea após aparecer no desenho animado “Steamboat Willie”, exibido no Colony Theatre antes de uma longa-metragem e causou logo grande agitação, especialmente porque foi um dos primeiros desenhos animados a sincronizar, com sucesso, o som.

Como a popularidade de Mickey subiu, o mesmo aconteceu com as suas aparições. Em alguns meses, uma série de curtas animadas do Mickey Mouse foi lançada - todas dobradas pelo próprio Walt Disney. convém lembrar que Mickey foi a primeira personagem de desenho animado a falar, exclamando: "Hot dogs" em “The Karnival Kid”, de 1929. Três anos depois, a Disney ganhou um Oscar pela criação do Mickey. A sua parceira Minnie Mouse, que também se estreou em "Steamboat Willie", estava ao seu lado. Ao longo dos anos, o grupo de amigos de Mickey cresceu para incluir o Pato Donald, Pateta e Pluto.


Em 1935, Fred Moore encurtou o nariz de Mickey para torná-lo mais "querido" e deu-lhe luvas brancas para distinguir as suas mãos do seu corpo negro. Este é o Mickey que ainda hoje conhecemos. Cinco anos depois, Mickey interpretou o Aprendiz de Feiticeiro em “Fantasia”. Explicando a sua duradoura aclamação, Walt explicou: "Quando as pessoas se riem do Mickey Mouse é porque ele ser tão humano. Esse é o segredo da sua popularidade.

Havia merchandising do Mickey e um clube de fãs para crianças que atraíam números crescentes nos anos 50 na América. Mais tarde, o programa de TV do Mickey Mouse Club teve estrelas infantis conhecidas como Mouseketeers e lançou as carreiras de Justin Timberlake, Britney Spears e Ryan Gosling. Em 1978, Mickey tornou-se a primeira personagem fictícia a se estrear no Hollywood Walk of Fame.

Ao longo dos anos, a fábrica Disney passou de animações de contos de fadas, como Bambi e o Rei Leão, a dominar a cultura popular com o recente lançamento de novos filmes de Star Wars e sucessos de super-heróis da Marvel. Mas Mickey continua a ser o embaixador da marca para o maior conglomerado de entretenimento do mundo.
Refletindo sobre o seu relacionamento com Mickey, Walt, que morreu em 1966, disse: "É compreensível que eu tenha um apego sentimental pela pequena personagem que desempenhou um papel tão importante no curso da Disney Productions. Ele ainda fala por mim e eu ainda falo por ele ".


Agora, em 2018, a mascote mais popular do mundo está a celebrar o seu 90º aniversário. E para festejar a especial efeméride, a Disney anunciou uma comemoração mundial para a personagem, que tem sido embaixadora da The Walt Disney Company desde a sua primeira aparição. Desde então, Mickey já apareceu em mais de 100 desenhos animados.

As celebrações já começaram no início de ano, mas em outubro, o canal norte-americano ABC irá exibir um especial do Mickey em homenagem ao seu aniversário. A programação contará com convidados especiais, apresentações musicais e outras atrações. A quinta temporada das curtas animadas Mickey Mouse chega ao Disney Channel, completando a sua 90ª produção com um episódio especial de aniversário que será exibido no final do ano.

Mas não as celebrações não se resumem a apenas isso: os parques da Disney também vão comemorar o 90º aniversário do Mickey com atrações especiais. Por isso, fiquem atentos para as novidades do Walt Disney World Resort, Disneyland Resort e muito mais para o dia 18 de novembro. Em todos os parques temáticos da Disney vai acontecer a Maior Festa Mouse do Mundo entre o fim de 2018 e o começo de 2019, por exemplo — mas é preciso ficar alerta para descobrir mais detalhes sobre esta grande festa.

Se pretendem visitar um país que tenha uma Disney Store ou irem até à que temos em Portugal, no Colombo, também é bom para se programarem: as lojas temáticas continuarão as comemorações com a Coleção Memórias Mickey Mouse, lançada em janeiro de 2018. Nestes espaços, também é possível encontrar uma série limitada de 12 bonecos de peluche, canecas e pins coleccionáveis e à venda. Mais de 30 livros também serão lançados para comemorar o aniversário.

Kate Moss e outros famosos também não deixam passar em branco tal data e celebram os 90 anos do Mickey Mouse. O fotógrafo britânico Rankin convidou 30 celebridades para um ensaio e as suas imagens forma transformadas num livro especial e de edição limitada, batizado de “Mickey Mouse & Me”. O mesmo não está à venda, mas irá ser leiloado por uma causa nobre: todo o dinheiro reunido será doado à Together for Short Lives, uma instituição conhecida no Reino Unido pelo seu trabalho com crianças com doenças graves e terminais. E há marcas que também se estão a associar á efeméride, com linhas especiais do Mickey.



Por isso, muitas novidades ainda estão programas para os próximos meses. Se não quiserem perder nada e participarem da comemoração, basta usarem o hashtag #Mickey90 nas redes sociais como Instagram, Twitter e Facebook. Parabéns, Mickey!

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Eis um filme que bem poderia ser bom para vermos numa tarde de inverno em casa, tipo home cinema, mas não. O elenco e a frescura do mesmo merecem uma ida ao cinema.

Nos arredores da Califórnia, quatro amigas de longa data, já na casa dos 60 anos, decidem ler, no seu clube do livro mensal, o polémico "As Cinquenta Sombras de Grey". E a partir daí inicia-se uma mudança que vai abalar as suas vidas por completo…

No original, este “Do Jeito Que Elas Querem” chama-se “Book Club”, o que vem mais a propósito, pois é a partir do seu clube de leitura que estas amigas, já na terceira idade, vão ver as suas vidas alteradas. De alguma forma, as suas vidas sexuais e amorosas ganham um novo fôlego graças ao romance erótico da britânica E.L. James (que até faz um cameo no filme). É esta a premissa da comédia co-escrita e realizada por Bill Holderman, que assinou o guião de "Por Aqui e Por Ali" (“A walk in the woods”), de 2015, e agora estreia-se a comandar um filme após um percurso também dedicado à produção.

Conforme disse, o elenco é o grande trunfo deste filme. A dar vida ao quarteto central temos Diane Keaton, Jane Fonda, Candice Bergen e Mary Steenburgen, todas atrizes com carreiras longas em Hollywood, e que é sempre um privilégio voltar a vê-las trabalhar. A elas juntam-se nomes igualmente interessantes, como Andy García, Don Johnson, Craig T. Nelson, Alicia Silverstone, Richard Dreyfuss ou Wallace Shawn, entre outros.


Vivian, Diane, Sharon e Carol são quatro amigas de longa data e inseparáveis. Bem posicionadas na vida, elas possuem boa saúde e trabalhos estáveis, de modo que o único assunto que as aflige diz respeito à vida afetiva. Seguindo uma dinâmica algo parecida com “Sex and the City”, o argumento desta comédia romântica oferece quatro personalidades complementares: uma mulher que só pensa em sexo, mas que não quer assumir um compromisso a longo prazo (Jane Fonda), outra ocupada demais com a vida de profissional de juíza para se dedicar aos romances (Candice Bergen), outra ingénua e sonhadora, a única ainda casada (Mary Steenburgen) e aquela que reúne o grupo, além de ser a narradora da história (Diane Keaton).

O quarteto reúne-se mensalmente sob o pretexto da discussão de um livro, que não parece muito verossímil – raramente discutem literatura nas suas reuniões. Porém, elas conversam, e muito, sobre as suas vidas. O clube de leitura acaba por assentar em diálogos, onde as amigas se confrontam quanto às suas visões do mundo e trazem à tona conflitos morais e geracionais: por exemplo, ainda é tarde para pensar em sexo depois dos 60? É possível encontrar um novo amor e fazer planos para o futuro’ Ou reacender a chama de um casamento demasiado estável?

De certo modo, o humor de “Do jeito que elas querem” reside na semelhança entre as quatro mulheres seniores e as adolescentes: elas têm o mesmo receio quanto ao sexo, de conquistarem o homem desejado ou de serem rejeitadas. E não sabem o que vestir ou se maquilharem perante novas situações. Além disso, o filme faz questão de ter um tom solto e leve. A sua estética contribui para um certo positivismo, com os cenários e figurinos a adoptarem cores suaves, e a música bem “feel good” ajuda a manter o optimismo. E a mensagem final acaba por passar: uma mulher, independente da idade, pode encontrar a felicidade. Tal como Vivian defende, a idade delas não é um indício de que devam parar de viver. Pelo contrário! A partir do momento em que estas senhoras se permitem descobrir coisas novas, a ideia de que a velhice é monótona desfaz-se por completo e o passado acaba por ser colocado de lado para que elas possam aproveitar o presente com maior entusiasmo.


O factor decisivo para que “Do jeito que elas querem” resulte tão agradável e carismática não reside apenas nas piadas que as amigas vão lançando ou no enredo em si. Está no próprio conceito do filme e nas quatro premiadas atrizes. Desde o início, é bem evidente que a intenção do filme não é a de ser inovador ou memorável. É simplesmente a de mostrar uma história ligeira e agradável a partir de personagens com as quais é fácil nos identificarmos e mostrar que, independentemente de termos 16 ou 70 anos, podemos sempre apaixonar-mo-nos. E, nisso, acreditem, o filme é bem-sucedido!

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