Em 2015, “Jurassic World” trouxe-nos de volta a nostalgia dos parques de dinossauros e mostrou-nos também a sua destruição. Exatamente vinte e cinco anos depois da estreia do grande sucesso “Jurassic Park” de Steven Spielberg, chega-nos, agora, mais uma sequela, realizada por J. A. Bayona e, novamente, com Chris Pratt e Bryce Dallas Howard nos papéis principais. Este é o segundo filme da nova trilogia saída do "Parque Jurássico" original.

Três anos após o parque temático e resort de luxo Mundo Jurássico ter sido destruído por dinossauros fora de controlo, a Ilha Nublar tornou-se um lugar abandonado pelo Homem, com os dinossauros a sobreviverem na selva. Porém, quando o adormecido vulcão da ilha se torna ativo, Owen (Chris Pratt) e Claire (Bryce Dallas Howard) embarcam numa missão para salvar os dinossauros da segunda extinção. Owen tem como objetivo principal encontrar Blue, a sua Velociraptor líder que desaparecera sem deixar rasto, enquanto Claire, que ganhou grande respeito por estas criaturas, torna-as na sua missão de vida. Ao chegarem à instável ilha, mesmo quando a lava começa a aparecer, a expedição que ambos integram descobre uma conspiração que pode devolver todo o planeta a um estado nunca visto desde os tempos pré-históricos…



Convém recuar um pouco no tempo. Em 1993, milhões de espectadores em todo o mundo, comigo incluído, ficaram de respiração suspensa perante as imagens de Nublar, uma ilha repleta de dinossauros. No primeiro filme, tais criaturas tinham sido resgatadas da extinção através da clonagem, através da mente visionária de John Hammond. O objectivo deste multimilionário era criar uma reserva natural onde pessoas de todas as idades pudessem observar, de forma segura, estes extraordinários animais no seu "habitat" natural. Mas, quando o sistema de segurança falhou, os testes ao parque temático transformaram-se num pesadelo sem precedentes. Alguns anos volvidos sobre o terrível incidente, a ilha foi transformada no "Mundo Jurássico", um novo parque tal como antes fora imaginado por Hammond. Tudo parecia correr bem e sucesso foi gigantesco, até ao dia em que, mais uma vez, os humanos perderam o controlo sobre os dinossauros e tudo foi destruído. Quatro anos depois, Nublar é agora uma zona abandonada, onde imperam as implacáveis leis da Natureza e os dinossauros lutam pela sobrevivência. Quando os cientistas descobrem que o grande vulcão está prestes a entrar numa erupção que irá afetar toda a ilha, deparam-se com um difícil dilema: regressar ao local e salvar os animais de uma segunda extinção, ou deixar a Mãe Natureza seguir o seu curso, deixando-os à sua sorte…



Benjamin Lockwood (James Cromwell), multimilionário e parceiro do falecido John Hammond nas experiências de clonagem de dinossauros que levaram à construção do Parque Jurássico original, decide criar um santuário e contratar uma equipa para, numa espécie de Arca de Noé, resgatar um exemplar de cada criatura. Ao chegarem a Nublar, Owen e Claire dão com o parque definitivamente destruído, e por entre alguns dinossauros, encontram o vulcão em erupção. A premissa inicial era simples: salvar os dinossauros, para que a espécie “ressuscitada” não voltasse a ficar extinta. Contudo, “Mundo Jurássico: Reino Caído” volta a trazer-nos uns “maus da fita” e ainda um novo dinossauro praticamente indestrutível. Tal faz com que, a partir de um certo momento, o filme seja como os outros que o antecederam, parecendo-nos demasiado familiar, mas nem por isso menos interessante. É sempre um gosto voltar a matar saudades de tamanhas criaturas, tão bem trabalhadas digitalmente. De facto, as cenas com os dinossauros resultam sempre interessantes e é nas interações com estes que as personagens principais, Owen e Claire sobressaem.



O novo monstro em questão é o Indoraptor, uma espécie de super-Velociraptor, maior em tamanho, mais inteligente e mais letal. Uma abominação híbrida fabricada geneticamente no laboratório do dissimulado e manhoso Eli (Rafe Spall), o secretário de confiança de Lockwood, com o intuito de servir de arma de guerra. Graças a este vilão, os dinossauros são transformados em mercadoria, num leilão sem precedentes.



Esta quinta aventura da saga "Parque Jurássico" (baseada nos livros do escritor Michael Crichton), conta com a realização do espanhol J. A. Bayona (autor do arrepiante filme de terror “O Orfanato”, de 2007) e produção de Steven Spielberg (que realizou os dois primeiros filmes, "Parque Jurássico" e "Mundo Perdido"). No elenco, participam também os actores B. D. Wong, Jeff Goldblum, Ted Levine, Rafe Spall, Toby Jones, Justice Smith, James Cromwell e Geraldine Chaplin.



Não sendo uma grande surpresa de filme, “Mundo Jurássico: Reino Caído” é um “monster movie” a valer que consegue entreter, especialmente os fãs, como eu, desta série iniciada há 25 anos. E este segundo filme da segunda trilogia abre um novo capítulo, que pode vir a ser bastante interessante, se o próximo filme se focar no que o final deste propõe. Porém, a continuação só deve chegar aos cinemas em 2021…


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Ontem, assinalou-se o Dia dos Oceanos. Três dias depois do Dia Mundial do Ambiente, este ano também dedicado à luta contra a poluição pelo plástico, o Dia dos Oceanos incidiu sobre o mesmo tema, com as Nações Unidas a lembrarem que 80% da poluição dos oceanos provem das pessoas que estão em terra.

Por isso, o apelo à mudança de comportamentos está no centro das atenções, com destaque para a luta contra a poluição pelo plástico descartável. O Dia Mundial do Ambiente, criado pela assembleia-geral das Nações Unidas em 1972 e celebrado pela primeira vez em 1974, abraçou o tema “Sem contaminação por plástico”, uma semana depois de a Comissão Europeia divulgar a sua estratégia para reduzir a poluição do mar.

A preocupação com a utilização excessiva do plástico por uma população que não pára de crescer, leva a uma maior consciencialização para a redução da utilização de plástico, reutilizando-se sempre que possível os vários utensílios deste material e, quando já não têm uso, a colocação no local adequado - o ecoponto amarelo.



Na sua página oficial, a ONU lembra que oito milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos em cada ano, prejudicando a vida selvagem mas igualmente a pesca ou o turismo. De recordar que a celebração dos oceanos teve origem na Conferência da ONU sobre Ambiente e Desenvolvimento, que se realizou na cidade brasileira do Rio de Janeiro em 1992. Em 2008, as Nações Unidas declararam que o dia 8 de Junho passaria a ser designado como o Dia Mundial dos Oceanos, tornando-se a data oficial. Dezenas de países celebram a data, incluindo Portugal, mostrando a importância dos oceanos no clima e como elemento essencial da biosfera.



De salientar, ainda, que a poluição por plásticos custa a vida a um milhão de aves marinhas e a 100 mil mamíferos, também em cada ano. E é também em cada ano que o plástico causa oito mil milhões de dólares (6,8 mil milhões de euros) de danos nos ecossistemas marinhos. É importante sensibilizar a população mundial para o problema. Na passada terça-feira, a ONU apresentou um desafio com uma amplitude assustadora e “desencorajante”: reverter uma situação que consiste em se consumirem no mundo, em cada ano, 5.000 milhões de sacos de plástico, com apenas uma ínfima parte reciclada. São quase dez milhões de sacos por minuto, muitos deles a cobrir os mangais do Vietname, a matar animais marinhos, como uma baleia há poucos dias, ou a acabar com as praias paradisíacas das ilhas indonésias. Estes dados divulgados pela ONU lembram que os milhões de toneladas de plásticos deitados fora sem escrutínio ameaça a vida marinha e humana, além de destruir os ecossistemas.

Segundo a organização não-governamental “Ocean Conservancy” cinco países asiáticos, China, Indonésia, Filipinas, Tailândia e Vietname lançam, anualmente, mais de quatro milhões de toneladas de plástico nos oceanos. E se nada for feito, alerta, até 2025 serão acumuladas nos oceanos 250 milhões de toneladas de resíduos plásticos.

Por isso, celebramos o Dia Mundial dos Oceanos é lembrar a todos o importante papel que os oceanos têm no dia-a-dia. Eles são os pulmões do planeta, fornecendo a maior parte do oxigénio que respiramos. O objectivo deste Dia é informar o público do impacto das acções humanas no oceano, desenvolver um movimento mundial de cidadãos pelos oceanos, e mobilizar e unir a população mundial para um projecto de utilização sustentável dos mares do mundo. O apelo para a mudança de comportamentos é mesmo imperativo!


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O artista espanhol Nacho Diaz criou uma série de fantásticas ilustrações com mais de 50 vilões da cultura pop a serem abraçados pelos seus respectivos antagonistas de animações, filmes, games, animes ou séries de tv. O projeto chamado Villains Need Love (Os vilões precisam de Amor, na tradução) começou por estar em financiamento colectivo no Kickstarter e, mas tarde, acabou por se concretizar em livro (disponível em Naolito.com). O resultado é simplesmente adorável.

Nacho Diaz acredita que muitos dos vilões seriam pessoas diferentes se tivessem algum amor. E eu creio que essa é uma avaliação bastante justa para a maioria deles. Diaz afirma que a ideia do projecto surgiu da seguinte forma:
“Os vilões são, geralmente, as personagens mais interessantes. Na maioria das vezes, eles são do jeito que são, porque tiveram um momento difícil no passado. Daí eu pensei: será que seriam diferentes com um pouco de amor nas suas vidas? Será que eles ainda seriam essas pessoas mal-humoradas? Foi assim que Villains Need Love começou”.

A série é mesmo fofa. Por exemplo, tenho certeza de que Ursula teria deixado a Ariel manter a sua voz, se tal tivesse acontecido. Por outro lado, o Kylo Ren não merece qualquer abraço, mas Rey é muito boa ao tomar a iniciativa. Ora vejam e fiquem enternecidos…






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Há duas décadas, Portugal recebeu a Exposição Internacional de Lisboa, um evento que veio mudar para sempre a cidade, bem como o espírito lusitano... Exactamente há 20 anos, Lisboa tornava-se a capital do mundo. Fez, nesta terça-feira, 20 anos que abriu portas a Exposição Mundial dedicada ao tema "O Futuro dos Oceanos", que chegou a ser visitada por quase 10 milhões de pessoas. A Expo'98 decorreu no período entre 22 de Maio e 30 de Setembro de 1998, e no seu último dia, bateu o record de afluência, com o recinto a ser visitado por 200 mil pessoas que não quiseram perder o espetáculo de encerramento, o Aqua Matrix.

Quem não se lembra dos vulcões de água, do Oceanário, das filas intermináveis, do frenesim generalizado que se instalou em Lisboa, dos olharapos ou da simpática figura do Gil? Para muitos, como eu, parece que foi ontem, mas também há quem não tenha qualquer memória de um dos maiores eventos que Portugal já recebeu e uma das maiores mutações que a cidade de Lisboa sofreu. Hoje, quem passa pelo Parque das Nações nem imagina o que a Exposição Mundial, que centrou as atenções em Lisboa, transformou aquela zona da cidade. Nesta área esquecida do Estuário do Tejo havia todo um espólio industrial, habitado por contentores e lixo. Uma parte oriental de Lisboa que veio a ser totalmente revitalizada para receber a Expo e transformar-se numa nova cidade dentro da cidade assim que o evento terminou.



Desde essa época, alguns equipamentos chegaram aos nossos dias, mostrando apontamentos da Expo. Por exemplo, os icónicos vulcões de água, que faziam as delícias de todos de cada vez que explodiam, após alguns anos sem actividade, voltaram a “explodir” água. A trabalhar incessantemente desde o dia em que a Expo abriu portas, está o teleférico, que ainda faz uma viagem de 1.230 metros ao longo do rio Tejo, entre o Passeio de Neptuno, perto do Oceanário, e o Passeio das Tágides, junto à Torre Vasco da Gama. Alguns dos pavilhões mais emblemáticos também permanecem até aos dias de hoje, como é o caso da Altice Arena, outrora Pavilhão da Utopia. Com o fim da Expo foi transformado numa sala de espectáculos e eventos, e baptizado de Pavilhão Atlântico. Entretanto, foi vendido e rebaptizado de Meo Arena até adquirir o nome actual.



Subsistem, também, o Oceanário, o Teatro Camões, o Pavilhão do Conhecimento -- Ciência Viva (antigo Pavilhão do Conhecimento dos Mares), o Casino de Lisboa (que foi o Pavilhão do Futuro), a Torre Vasco da Gama, que foi um restaurante panorâmico durante a exposição e actualmente é um hotel, e ainda é possível vislumbrar três bonecos do Gil de braços abertos espalhados ao longo do Parque das Nações. O ex-líbris da exposição - o Pavilhão de Portugal, desenhado pelo conceituado arquitecto Álvaro Siza Vieira permanece, uma estrutura de grande beleza que não mudou de nome e 20 anos depois continua, com destino incerto. Depois de ter sido palco de vários eventos, foi recentemente vendido à Universidade de Lisboa, que pretende vir a revitalizá-lo. Por último e para lembrar a actividade industrial existente naquela zona antes da Exposição Mundial, ficou a Torre da Galp, da primeira refinaria portuguesa - a Refinaria de Cabo Ruivo -, que para muitos serviu de orientação ou ponto de encontro aquando a Expo.



Sem dúvida, a Expo’98 foi um verdadeiro êxito, não só porque mostrou Portugal ao mundo, mas também por ter recuperado uma das zonas mais degradadas e esquecidas de Lisboa. Para o nosso turismo, o evento foi igualmente marcante, pois o sector mobilizou-se para trazer alguns milhões de visitantes estrangeiros ao nosso país, o que impulsionou o lançamento de novas unidades de hotelaria, bem como de outros projectos. Até final de 1997, o evento já tinha gerado receitas de 19,5 milhões de contos, a que se juntavam 39 milhões de contos da venda de terrenos.

Balanço feito, soube-se que a Expo’98 recebia 61 mil visitantes por dia, com o Oceanário e os pavilhões da Utopia, do Conhecimento dos Mares, do Futuro, de Portugal e da Realidade Virtual entre os mais visitados. A Expo’98, a última Exposição Mundial do século XX, tinha valido a pena: para o turismo, para o urbanismo, mas sobretudo, para todos nós.




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Eis uma comovente história sobre o poder da amizade, dos livros e do amor durante a ocupação alemã na ilha britânica de Guernsey aquando e após a Segunda Guerra Mundial. Em Londres, no ano de 1946 e depois do sucesso estrondoso do seu primeiro livro, a jovem escritora Juliet Ashton (Lily James), procura duas coisas: um assunto para o seu novo livro, e, embora sem o admitir abertamente, um homem com quem partilhar a vida e o amor pelos livros. Desde 10 de maio nos cinemas, este filme é a adaptação do romance best-seller internacional de 2010 das autoras Mary Ann Shaffer e Annie Barrows, cuja história se foca na importância de um clube de leitura durante a Segunda Guerra Mundial.

Este clube denominado Guernsey – A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata surge durante o período de ocupação nazi na ilha britânica com o mesmo nome. Mais tarde, já no pós-guerra, o misterioso clube vem a ser descoberto por Juliet Ashton, um espírito livre que, apesar do êxito do último romance e do forte apoio do seu amigo e editor Sidney (Matthew Goode), encontrava-se a atravessar uma fase de falta de inspiração no seguimento da trágica experiência causada pela guerra.

É com alguma surpresa que um certo dia Juliet recebe uma carta de um desconhecido senhor chamado Dawsey Adams (Michiel Huisman), residente na tal ilha britânica de Guernsey, a comunicar que tem um livro que outrora pertencera a Juliet. Curiosa por natureza, Juliet começa a corresponder-se com ele. E é assim que descobre que Guernsey fora ocupada pelas tropas nazis e que a pessoa com quem agora se correspondia fazia parte do clube secreto a que davam o nome de Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata. O que nasceu como um mero álibi para encobrir um inocente jantar de porco assado acabou por se transformar num refúgio semanal, pleno de emoção e sentido, no meio de uma guerra absurda e cruel.
Prestes a aceitar a proposta de casamento do americano Mark Reynolds (Glen Powell), Juliet, cheia de curiosidade, resolve ir até à ilha de Guernsey para se encontrar com os excêntricos membros da Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata, entre os quais se encontra Dawsey, o charmoso agricultor que esteve na origem da carta...



Já na ilha, aos poucos, Juliet vai-se apercebendo que a Sociedade esconde um intrigante segredo, assim como desconfia que os seus membros têm medo que ela o venha a revelar. As confidências que vai obtendo dos novos amigos insulares, o seu apego à ilha e aos membros da Sociedade e a inesperada e crescente afeição que nutre por Dawsey irão mudar drasticamente o rumo da vida de Juliet.

Este é um filme de época a que tive o privilégio de assistir à sua antestreia e que recomendo a ver. Uma bela e simples história que encanta.

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Como sabem, é recorrente falar/mostrar “mash ups” de imagens e bonecada, bem como também desvendar o que está por trás de uma data especial. Já falei sobre o Natal, o Santo António… e agora, para contribuir para a minha cultura geral e a vossa, irei debruçar-me sobre o Dia da Mãe.

Esta ideia de dedicar um dia às mães nasceu nos Estados Unidos, porém, é transversal a todas as culturas, religiões e países. E sabiam que em Portugal já foi comemorado a 8 de Dezembro? O seu significado, por cá, mantém-se ligado à Virgem Maria, mas já lá vamos…

A mais antiga comemoração dos dias das mães é de ordem mitológica. Na Grécia antiga, a entrada do período da Primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses, com a particularidade de Rhea ser mulher de Cronos, o deus grego que trouxe a palavra “cronologia” para as culturas latinas, pois regia o tempo. O registo seguinte situa-se no início do século XVII, quando Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as respectivas mães. Era chamado de "Mothering Day", facto que deu origem ao "mothering cake", um bolo feitos para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.

Nos Estados Unidos da América, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães situam-se em 1872, através da escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República". Porém, foi outra americana, Anna Reese Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou uma campanha para instituir o Dia da Mãe. Em 1905, Anna, filha de pastores, perdeu a sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com o seu sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da sua mãe com uma festa. A partir daí, Anna quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todos os filhos se lembrassem e homenageassem as suas mães. O intuito era o de fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Assim, a feminista Anna Jarvis lançou em 1907 um movimento para criar o “dia nacional das mães”. As comemorações tiveram início na sua cidade – Grafton, na Filadélfia – no aniversário da morte da sua própria mãe. No ano seguinte, todo o estado de Filadélfia prosseguiu a comemorar o dia nacional das mães. Rapidamente, outros estados norte-americanos foram aderindo à comemoração. A campanha de Anna teve grande sucesso e estendeu-se a todo o país, pelo que em 1911 já o dia da mãe era celebrado em toda a América. Mais tarde, em 1914, o então presidente Woodrow E. Wilson unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de Maio. Uma sugestão dada pela própria Anna Jarvis. Em pouco tempo, mais de 40 países adoptaram a data do segundo domingo de maio, tal como ainda hoje acontece no Brasil, Austrália, Canadá, Dinamarca, Finlândia, Itália, Japão, Turquia e outros.

Os brasileiros costumam chamá-lo de “Dia das Mães”, mas os portugueses preferem o singular: “Dia da Mãe” e, ao contrário do país irmão, celebram-no no primeiro domingo de Maio – hoje, portanto. Antes, em Portugal, o Dia da Mãe foi comemorado, durante muito tempo, a 8 de Dezembro, no mesmo dia da Imaculada Conceição, a celebração da concepção de Jesus Cristo através da Virgem Maria. Não se sabe precisar quando a comemoração passou para o mês de maio, porém o seu significado manteve-se, pois segundo a tradição católica, maio é o mês de Maria, a mãe de Cristo. A nossa vizinha Espanha também já celebrou as mães a 8 de Dezembro e comemora agora, tal como cá, no primeiro domingo de Maio. Moçambique, Cabo Verde, Angola, Lituânia e Hungria são outros países que escolheram celebrar o dia da mãe no mesmo dia que nós e Espanha.

Para homenagear as mães, Colômbia, França e Suécia preferem o último domingo de Maio. Já na Índia, a celebração das mães dá-se em outubro, assim como na Argentina e na Bielorrússia. A Noruega escolheu Fevereiro. A Bélgica e a Costa Rica, tal como nós, também homenageiam a mãe de Jesus, celebrando as mães a 15 de Agosto, data que marca a Assunção da Virgem Maria – ou seja, quando a mãe de Cristo ascende aos céus para se juntar ao filho.



Voltando aos Estados Unidos, o sonho de Anna Jarvis foi realizado, mas, inesperadamente, o Dia das Mães tornou-se numa data triste para ela. A popularidade do feriado fez com que se tornasse um dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia das mães para gerar lucro", afirmou, furiosa, para um jornalista, em 1923. Nesse mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, mas sem sucesso. Anna passou praticamente toda a vida a lutar para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa adiante. Proclamava que as pessoas não agradeciam frequentemente o amor que recebiam das suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou, certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos de todo o mundo, por anos a fio, mas, ironicamente, nunca chegou a ser mãe.

Este dia, tal como aconteceu com Anna na sua génese, não serve apenas para celebrar as mães vivas, mas também para homenagear as que já partiram, como é o meu caso. O que não é fácil… Apesar de ter passado mais de um século, este amor, que foi oficialmente reconhecido no início do século XX, é o mesmo amor que é celebrado hoje e cabe, a cada um de nós, fazer deste um dia muito especial.

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Aqui vai mais um “mash up” surpreendente e divertido, que sabe bem para nos distrair.

Tenham presente uma vossa personagem favorita. Daquelas que marcaram a vossa infância, num filme ou em animação, desenhos animados. Ou até numa BD. Agora, imaginem que tudo não passou de uma farsa. Ou seja, ao tirar a máscara, descobrimos quem realmente estava por trás dessa personagem de que gostávamos tanto.

Esta genial, e algo doida, ideia surgiu do ilustrador criativo Alex Solis, que nos desvenda quem está por trás de cada ícone pop. Solis é um talentoso artista plástico e designer que costuma partilhar a sua arte pela internet. Porém, desta vez, ele resolveu mostrar o que acredita que possa existir por trás de algumas das personagens da cultura pop que todos conhecemos.

O mais engraçado foi o “casamento” que Solis conseguiu fazer entre as respectivas personalidades e as aparências, mostrando pares do que seria uma possível evolução ou, até como ele colocou, idênticas à personagem inicial. Ou seja, personagens famosas estão por trás das máscaras de outras igualmente conhecidas. Ele "desmascarou" essas celebridades com criatividade e arte que, mesmo não significando a verdade, deixam-nos com “uma pulga atrás da orelha”…

Atentem, pois as suas ilustrações podem mostrar algo chocante e revelador. Se pretenderem, podem acompanhar mais criações desta sua série intitulada “Icons Unmasked” visitando o seu site - http://cargocollective.com/oddworx/icons-unmasked







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