A convite dos “Retratos Contados”, de Nelson Mateus, tive o privilégio de poder assistir, no Auditório do Casino Estoril, ao espectáculo “White Christmas”. Esta é a nova proposta e produção da Artfeist, que desde 24 de Novembro, se propõe conquistar diferentes gerações de espectadores que nutram um sentimento comum por um elemento essencial das festividades natalícias – o das suas tradicionais canções, num ciclo de representações que se renova de Quinta-Feira a Domingo.

Com encenação de Henrique Feist, “White Christmas” é baseado no musical “Um Canto de Natal”, também da Artfeist que, em 2017, conquistou por esta mesma altura o público no Auditório do Casino Estoril. Em plena quadra natalícia de 2018, este Auditório acolhe, agora, uma curta temporada de representações de “White Christmas”, idealizada para os espectadores partilharem momentos únicos e especiais com familiares e amigos.


De cariz intimista, “White Christmas” convida-nos a reflectir sobre várias questões relacionadas com o Natal. Por exemplo, que a canção “Jingle Bells” nem sequer fora escrita a pensar no Natal, mas sim nas célebres corridas de trenós do séc. XIX, em Massachussets, e que ainda hoje existem, ou que a canção “Stille Nacht” (Noite feliz) acabou por parar a 1ª Guerra Mundial… ou ainda, que existe uma centenar canção de origem portuguesa.

“White Christmas” é, por isso, um espectáculo fantástico, ideal para o público conhecer estas e outras histórias sobre o Natal, ao mesmo tempo que vai recordando as mais belas melodias, no seu idioma original, desta quadra que “teima” em vir todos os anos.

“White Christmas” é mesmo um espectáculo que não devem perder e mais razões há para tal, pois é protagonizado pelo próprio Henrique Feist, acompanhado pela talentosa actriz Mariana Pacheco e pelo duo de vozes masculinas Valter Mira e Diogo Leite. A direcção musical está a cargo de Nuno Feist.

Anotem: de Quinta-Feira a Sábado, a partir das 21:30. Aos Domingos, os espectáculos estão agendados para as 18:00. E não percam tempo, pois “White Christmas” só vai estar em cena até ao Dia de Reis (6 de Janeiro).

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Quem diria, Garfield já tem 40 anos! São 40 anos de sarcasmo, lasanha, amizade e ódio para com as segundas-feiras… A simpática personagem criada em 1978 por Jim Davis tem tido, ao longo da sua vida, a companhia do dono, Jon Arbuckle, e de um cão, Odie.

De forma a celebrar os primeiros quarenta anos de vida do muito provavelmente único gato cor-de-laranja do mundo que aprecia gastronomia italiana, mais concretamente lasanha, aqui vos vou contar um pouco da sua história e deixar-vos com algumas curiosidades...

Na ficção, Garfield nasceu na cozinha do restaurante italiano Mamma Leoni, mas posteriormente foi vendido a uma loja de animais por comer todas as massas e quase levar o estabelecimento à falência… o gato acabou por ser adotado por Jon.
Garfield apareceu pela primeira vez numa tira de banda desenhada em 1978 e a partir daí, a sua fama não parou de crescer e Davis acabou por inserir novas personagens, como o cãozinho Odie, principal alvo do bullying e sarcasmo do gato.


Nas primeiras histórias, Odie pertencia ao colega de quarto de Jon, Lyman. No entanto, quando esta personagem foi retirada, o cão permaneceu na família de Garfield, para desgosto do pobre gato cor-de-laranja. O nome Odie surgiu através de um anúncio que o próprio criador de Garfield escreveu para uma concessionária automóvel, e que pertencia a uma personagem que desempenhava o papel de idiota. Como Davis gostou, transferiu-o para o animal.
Já Garfield adotou o seu nome em homenagem a John Garfield Davis, avô do seu criador, que faleceu quando o “cartoonista” tinha apenas seis anos. Segundo Jim Davis, o avô possuía, tal como o felino, um ar carrancudo por fora, mas um coração mole por dentro.


Garfield e Odie tornaram-se propaganda de diversas marcas nos últimos 40 anos. As duas personagens foram “contratadas” por dois parques de diversões dos EUA e fizeram parte de uma campanha de incentivo à leitura. Nos anos 1990, o par foi escolhido para ser o símbolo de uma publicidade com o objetivo de incentivar a leitura aos mais pequenos em bibliotecas móveis nos Estados Unidos. No site www.professorgarfield.org, uma parceria do criador com a Bell State University, ainda é possível encontrar jogos educativos para as crianças.


Em Portugal, Garfield manteve o seu nome original, mas em países como Suécia, Noruega e Finlândia ele é chamado de Gustaf.

Em 1980, dois anos após a sua criação, foi lançado o primeiro livro da personagem, intitulado “Garfield at Large”, que ascendeu ao topo da lista dos mais vendidos pelo “The New York Times”, o ranking mais prestigiado de best-sellers do mundo. Dois anos depois, em 1982, Garfield estreou-se na televisão e deliciou as crianças norte-americanas em “Here Comes Garfield”.

No seguimento da estreia de Garfield no pequeno ecrã, foram criados outros programas com o famoso gato laranja, como “Garfield on the Town”, em 1985, que conquistou o primeiro dos quatro Emmy’s que as produções de Garfield viriam a arrecadar. Mais tarde, em 1988, o gato mais famoso do mundo passou a ter a sua própria série, “Garfield e os seus amigos”, que durou até 1995. Entre 2008 e 2016 regressou ao pequeno ecrã, para “O Show do Garfield”.
Por isso, não é à toa quando sublinho “o gato mais famoso do mundo”, pois Garfield é recordista de publicações. Atualmente, as mini-histórias deste gato que adora comer lasanha são publicadas em mais de dois mil e quinhentos jornais e revistas de todo o mundo. Quando Garfield comemorou 25 anos, Jim Davis criou uma série de histórias nas quais a personagem atual se encontrava com a versão original, e ambos discutiam as mudanças por que passaram ao longo dos anos.


Em 2004, o gato chegou pela primeira vez ao cinema, em “Garfield: O Filme”. Jim Carrey foi convidado para desempenhar o papel de Jon na 7ª arte, mas recusou. Breckin Meyer foi quem acabou por dar corpo a esta personagem. Um ano depois, em 2005, a personagem ganhou o prémio de tira de banda -desenhada mais publicada do mundo. Em 2006, foi lançado o livro “I’m in the Mood for Food”, no qual é possível aprender 70 receitas de comidas favoritas do Garfield.
Mas não é só nos ecrãs e nos livros que Garfield tem sucesso. O felino também é um fenómeno de merchandising. Entre 1987 e 1989, foram vendidas mais de dez milhões de ventosas para vidros com a sua imagem. Por outro lado, Garfield também se aventurou no mundo da música. Em 1991 foi lançado o CD “Am I Cool or What?” com canções inspiradas na personagem. Artistas como BB King, Natalie Cole e o grupo The Temptations fizeram parte do disco.
De forma a assinalar o seu 40.º aniversário, foi lançado na Comic-Con de Denver, nos Estados Unidos, um novo livro com prefácio assinado pelo ator e escritor Lin-Manuel Miranda, criador do fenómeno de teatro “Hamilton” e compositor de bandas-sonoras de filmes como “Moana” da Disney.

Para terminar, e reforçando a sua popularidade, saibam que a conta oficial do Garfield no Facebook tem mais de 16 milhões de seguidores, o que o torna uma das personagens ficcionais mais populares desta rede social. Parabéns, Garfield!

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Chegou aos cinemas portugueses na passada quinta-feira, onde tive o privilégio de assistir à sua antestreia. Mas como o tempo está convidativo a ir ao cinema, aqui me têm a dar conta do que vi (e do que podem esperar). Cenas visualmente incríveis, novas criaturas fantásticas, a candura de Newt e várias referências ao universo de Harry Potter fazem-nos prender às cerca de duas horas de filme. É importante considerar que o filme nos remete novamente ao universo mágico criado por J.K. Rowling, e fá-lo com louvor, por meio de cenas de tirar o fôlego, referências históricas, novas personagens cheias de potencial e muitos “monstros” fantásticos.

Newt Scamander (Eddie Redmayne) reencontra os seus queridos amigos Tina Goldstein (Katherine Waterston), Queenie Goldstein (Alison Sudol) e Jacob Kowalski (Dan Fogler). Ele é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Albus Dumbledore (Jude Law), para enfrentar o terrível feiticeiro das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp), que escapou da custódia da MACUSA (Ministério Mágico dos EUA) e reúne muitos seguidores, dividindo o mundo entre seres magos sangue puro e seres não-mágicos.

A fuga de Grindelwald do Ministério da Magia Americano não fazia antever a grandiosidade dessa primeira cena. Esta sequência de abertura, inclusive, parece marcar o clima que o resto do filme tem: escuro, algo pesado, com sentimentos de angústia e falta de comunicação. Com uma fotografia excelente, o filme parece voltar a tornar real a magia da qual os fãs de Harry Potter já sentiam falta. Porém, quem for ao cinema à espera de ver um Dumbledore em ação, tirem o cavalinho da chuva, pois embora Jude Law esteja sublime no papel, o feiticeiro não é o foco principal deste segundo filme da nova saga.



Durante a primeira metade, somos apresentados a várias e incríveis novas criaturas. O tempo dedicado às mesmas parece ser um dos poucos pontos do enredo que se desenrola com mais calma. E o desenvolvimento de Newt é bem agradável de assistir. No decorrer da história, Eddie Redmayne consegue fazer com que gostemos cada vez mais do “magizoologista”.

Na segunda, vemos novos e perigosos contornos tomarem rumo relacionados com Credence, que aqui parece ter adquirido o controlo do seu obscurial e está em busca da sua identidade. Mas o peso que Johnny Depp traz para o terrível Grindelwald é inegável. A dissimulação, o charme, os discursos prepotentes… em suma, fascinante!



Em meio de um deslumbrante resultado técnico e visual, “Os Crimes de Grindelwald” faz um excelente trabalho ao nos fazer adentrar ainda mais na sua mitologia e abrir-nos interpretações. Porém, este ainda é o segundo filme parte de uma saga de cinco e ficamos a perceber que há mais histórias a serem contadas. Uma coisa é certa: nada do que aqui acontece irá mudar os factos de Harry Potter. E acreditem, mesmo ficando com a sensação de se tratar mais de um "meio de um enorme filme" do que um filme com uma história independente, o “Os Crimes de Grindelwald” empolga bastante e deixa-nos (muito) ansiosos pela continuação.




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Aqui me têm a dar conta de mais um fenómeno artístico...

O artista de Nova Iorque, Mr. Flower Fantastic começou por impressionar a internet quando transformou os Air Max ‘97 da tenista Serena Williams numa obra-prima floral durante o Open dos Estados Unidos. Também conhecido como MFF, este artista anónimo adoptou um nome que desse para combinar com floricultura, escultura e ténis ao mesmo tempo, o seu métier.

Mr. Flower Fantastic arranja botões de flores de várias cores para formar características familiares do calçado de marcas reconhecíveis. Detalhes como os atacadores da Nike ou os calcanhares são feitos com pétalas individuais. Nas suas obras, ele usa tulipas, rosas, lírios, cravos, orquídeas e várias variedades de flores do Peru, Médio Oriente, Holanda, América do Norte e América do Sul.



Oriundo de Queens, MFF foi influenciado pelas flores que havia na sua própria casa, bem como pelos jardins de flores da vizinhança. Ele afirma que o seu desejo em permanecer anónimo tem a ver com deixar o foco no "poderoso dom universal das flores para a humanidade" que pretende mostrar nas suas composições artísticas e criativas.

"Dizem que as flores são o conhecimento da memória da verdade e cada flor começa com uma semente. Ao longo da História, a troca de flores foi projetada para trazer a paz. Com a minha arte e a plataforma que me proporcionam, é exatamente isso o que pretendo fazer”.



Além de proteger o seu anonimato, MFF usa luvas e uma máscara para protegê-lo das flores, pois ser alérgico ao meio que escolheu não o impediu de expressar-se como artista.

"Quando comecei a fazer esta série, fiquei muito entusiasmado em fazê-lo, porque sabia o impacto que os ténis tiveram na minha vida. Eu estava muito animado em mostrar e homenagear os maravilhosos e incríveis designers e atletas que fizeram estes sapatos, em especial os que mudaram a nossa cultura, a nossa maneira de fazer compras, a nossa maneira de pensar e a nossa maneira de projetar sapatos ", disse ele numa entrevista ao explicar a sua arte.








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Mais um ano, mais uma “romaria” habitual… e lá fomos, o Zé Luís e eu, a mais uma edição do Amadora BD.

A 29.ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada tem o Brasil como ponto de partida. No Fórum Luís de Camões, na Brandoa, onde tudo acontece, a exposição “Era uma vez um país…maravilhoso” mostra os traços de autores do nosso país irmão, como André Diniz, André Ducci, Helô D'Angelo, Marcelo D'Salete, Marcello Quintanilha ou Pedro Cobiaco, que compõem um interessante retrato sócio-político do Brasil contemporâneo.
Este ano, o ilustrador português em destaque é Francisco Sousa Lobo, autor de “Deserto/Nuvem”, considerado o melhor álbum português do Amadora BD de 2017.
Estas duas exposições estão situadas no primeiro andar do Fórum, num espaço habitualmente usado para acolher competições desportivas.


No mesmo piso, está também uma exposição de trabalhos premiados este ano em festivais internacionais e uma feira do livro, onde estão presentes a maior parte dos autores portugueses e estrangeiros. Também ali decorrem as sessões de autógrafos com alguns deles.

No piso subterrâneo, que normalmente é um parque de estacionamento, é possível visitar, entre outras, a exposição de homenagem, quer ao autor de BD, quer ao cineasta, Artur Correia, que faleceu em março deste ano e que deixou uma grande obra. Verdadeiramente digno de uma visita!


Neste piso estão também as exposições criadas em torno das obras “Bruma”, de Amanda Baeza, “Watchers”, de Luís Louro, e “Lince Ibérico”, de Nádia e Tiago Albuquerque. Destaque para esta dupla, que nos impactou pela sua excelência no traço e ilustrações.


Este festival está mesmo feito para os amantes da nona arte, por isso, não o percam. O Amadora BD pode ser visitado até 11 de novembro.

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É inegável que a Disney tenha moldado a infância de muitos de nós. E não é à toa, pois destaca-se, uma vez que os seus filmes geram uma enorme identificação com as suas personagens, assim como as suas verdadeiras lições de vida, capazes de “tocar” as pessoas.

Porém, para além das personagens e dos exemplos passados, uma outra forte característica das animações da Disney é a presença da música, de emblemáticas e memoráveis canções no meio das suas histórias. Quem nunca cantarolou “Hakuna Matata” de “O Rei Leão”, ou a famosa “Let it Go”, de “Frozen”? Pois é, tal como as suas fantásticas narrativas, as músicas Disney também nos envolvem e marcam. Ultrapassam gerações e também são capazes de nos ensinar algo, sem contar que se tratam de maravilhosas melodias.

Concordando com tal e como forma de homenagear essas belas canções, a artista Ursula Doughty teve a brilhante ideia de ilustrar em partituras, as personagens e suas respectivas canções. De entre as ilustrações de Ursula, encontramos a já citada e exemplar “Let It Go”, de “Frozen”, com Elsa e os seus flocos de neve; “Something There”, de “A Bela e o Monstero”, com ambas as personagens desenhadas na partitura; outras houve que ganharam até mais do que uma versão, como “When You Wish Upon a Star”, de “Pinóquio”, e diversas outras.

Vejam, a seguir, as partituras citadas e mais algumas. Para poderem acompanhar todo o trabalho de Ursula, podem sempre visitar o seu perfil no Instagram - https://www.instagram.com/doughtycreartive/



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