Baseado no aclamado livro de banda-desenhada “The secret Service”, de Mark Millar, o filme conta a história dos Kingsman, uma organização altamente secreta de espiões, que recruta um vulgar, mas promissor, rapaz para um programa de treino ultra competitivo na sua agência, assim como uma ameaça global que surge de um desvirtuado génio das tecnologias. E aqui reside logo o interesse deste inusitado filme de ação: um agente veterano Harry Hart, meio lord e algo snob (Colin Firth), resolve ajudar e promover o jovem Eggsy da “ralé” (Taron Egerton), ao recruta-lo para uma escola britânica de espiões. Tudo porque, anos antes, durante uma missão, um dos seus homens morre ao salvar a sua vida… O tempo passa e o filho desse homem que falecera é escolhido por Harry (ou Galahad, pois cada agente tem como pseudónimo ou nome de guerra o de algum dos cavaleiros da távola redonda), para incorporar os Serviços Secretos, só que, para isso, ele tem de completar um treino intensamente difícil, ao lado de outros fortes concorrentes. Paralelamente, Harry e todos na Kingsman começam a investigar um milionário do ramo da alta tecnologia que pretende dominar o mundo (Samuel L. Jackson).

Jack Bauer? James Bond? Jason Bourne? Nenhum deles, mas todos são referenciados e lembrados. É exactamente entre os primeiros filmes de 007 e a versão paródica de Austin Powers que se situa “Kingsman”: o mundo da espionagem contado com humor, surpresa, acção e algum exagero... Depois dos fantásticos “Kick-Ass” e “X-Men: Primeira Classe”, o cineasta britânico Matthew Vaughn volta ao grande ecrã com um filme recheado de grandes estrelas (para alem da mencionadas, Michael Caine, Mark Strong e Mark Hammil) que se reúnem para, mais uma vez, provar que se podem fazer blockbusters de qualidade. A ficção desenvolve-se de forma ora insólita, ora expectável: homens cortados ao meio, egocêntricos vilões, enormes explosões… Só que tudo vem envolto com um charme que conquista o público a partir do primeiro frame.

"Kingsman: Serviços Secretos" é um filme repleto de acção e alguma violência , mas ao mesmo tempo, cheio de elegância. Com um dinamismo fantástico, o filme está feito para não tirarmos os olhos do ecrã: muita acção, comédia e emoção, que se somam na medida certa. E a cada nova cena, um novo riso e um risco acrescido. Com piruetas ao estilo dos irmãos Wachowski, uma vilã (Sofia Boutella) de pernas metálicas e letais, surpresas e traições, “Kingsman” preenche e entretém. Um belo blockbusters inglês, a marcar pontos aos norte-americanos.

Mais em www.bigpicturefilms.pt/kingsman

0 comentários

Quem não se lembra desta inusitada família? Barbapapa é o nome de uma família de personagens, criada em Paris pela arquitecta francesa Annete Tison e pelo professor americano Talus Taylor, no início de 1970. Segundo a autora, o termo "Barbapapa" é inspirado no francês para a guloseima "algodão doce". Barbapapa, a personagem original, apareceu inicialmente no livro de mesmo nome. É um ser basicamente em forma de um "sempre-em-pé" cor-de-rosa, mas capaz de moldar-se à forma dos mais variados objetos. Mais tarde, juntou-se a ele Barbamama e mais sete filhotes, cada qual dotado de uma cor e de uma habilidade específica, geralmente explicitada nos seus nomes, sempre iniciados com "barba-", assim formando a família Barbapapa. São eles Barbapapa (rosa) – Pai; Barbamama (preto) – Mãe; Barbazoo (amarelo) - Amigo dos animais; Barbatinta (preto-peludo) – Artista; Barbalala (verde) – Músico;
Barbacuca (laranja) – Leitor; Barbaclic (azul) – Desportista; Barbabela (lilás) – Formosa; Barbaploc (vermelho) – Inventor e a cadelinha Lolita.

As personagens, de tão incomuns e diferentes que eram, logo deram origem a uma longa sequência de livros infantis, onde os Barbapapa começaram a explorar as suas habilidades pessoais e polimórficas para resolverem problemas e ajudarem as pessoas. Em Portugal, ficaram mais conhecidos pela série de animação exibida pela RTP no final dos anos 70, embora alguns livros de atividades tenham sido lançados no país, com razoável sucesso. Os episódios da televisão eram curtos e simples e pertenciam a uma série de TV, uma co-produção da Holanda e do Japão, de 1973, que atingiu 45 episódios, exibidos em vários países. Em 1999, os Barbapapa regressaram à televisão com a série "Barbapapa Autour du Monde", na qual a família viaja pelos mais variados cenários do mundo, mas sem grande expressão. Agora, è vê-los em padrões de edredões ou outros adereços, pois graficamente são divertidos e muito coloridos.

Mais info em www.barbapapa.com


0 comentários

A 87.ª cerimónia dos Óscares realizou-se ontem, domingo, 22 de Fevereiro, no Dolby Theatre, em Los Angeles. Neil Patrick Harris foi o cicerone de serviço e abriu a cerimónia com um pequeno momento musical, com direito a um pé de dança e um cenário interactivo por detrás, relembrando grandes momentos do cinema. A actriz Anna Kendrick juntou-se-lhe e cantou com ele, num dueto ao estilo “Glee”. O apresentador aproveitou para lembrar que haviam 60 filmes homenageados ao longo da noite, e que há muita magia na cinema.

Qualquer cerimónia de Óscares que se preze, tem sempre alguns momentos altos e este ano não foi excepção. Por exemplo, Neil Patrick Harris surpreendeu as audiências ao aparecer em cuecas durante a cerimónia, numa paródia alusiva ao filme “Birdman’’. Outro dos grandes momentos da noite foi marcado pelos tributos musicais, protagonizados pela cantora Lady Gaga e pelos cantores John Legend e Common. Sem esquecer os discursos, que sempre pautam a noite e, às vezes, incendeiam o público. E ontem também houve alguns memoráveis... Patricia Arquette, quando recebeu o Oscar na categoria de melhor actriz secundária, fez um discurso sobre a igualdade da mulher que causou reações na plateia, destacando-se entre outros, Meryl Streep e Jennifer Lopez. Outro discurso que também surpreendeu foi o de Graham Moore, com o desabafo «Stay weird, stay diferent» que irá ficar marcado na história dos Óscares.

"Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)", de Alejandro González Iñárritu, foi o grande vencedor desta edição dos prémios da Academia de Cinema de Hollywood, ao conquistar quatro estatuetas douradas, entre elas a de Melhor Filme e Melhor Realizador. "Grand Budapest Hotel", de Wes Anderson, também arrecadou quatro Óscares, mas a maioria em categorias técnicas, e o independente "Whiplash - Nos limites" surpreendeu tudo e todos ao receber três galardões. Por seu turno, 'Boyhood', com apenas um troféu, acabou por decepcionar…

Mas fiquem com a lista completa de premiados:

Melhor Filme
“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”

Melhor Actriz
Julianne Moore em “O meu nome é Alice”

Melhor Actor
Eddie Redmayne em “A Teoria de tudo”

Melhor Realizador
Alexandro G. Iñárritu por “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”

Melhor Actriz Secundária
Patricia Arquette em “Boyhood: Momentos de uma vida”

Melhor Actor Secundário
J.K. Simmons em “Whiplash – Nos limites”

Melhor Argumento Original
“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”

Melhor Filme de Animação
“Big Hero 6”

Melhor Música Original
“Glory” – Selma

Melhores Efeitos Visuais
“Interstellar”

Melhor Argumento Adaptado
“O Jogo da Imitação”

Melhor Banda-sonora
“Grand Budapest Hotel”

Melhor Cenografia
“Grand Budapest Hotel”

Melhor Fotografia
“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”

Melhor Documentário
“Citizenfour”

Melhor Montagem
“Whiplash – Nos Limites”

Melhor Montagem de Som
“Sniper Americano”

Melhor Mistura de Som
“Whiplash – Nos Limites”

Melhor Curta-metragem de Animação
“Feast”

Melhor Curta-Metragem
“The Phone Call”

Melhor Filme de Língua Estrangeira
“Ida”

Melhor Caracterização
“Grand Budapest Hotel”

Melhor Guarda-roupa
“Grand Budapest Hotel”

0 comentários

Após a febre dos super-alimentos, chega agora um novo "capricho" para os viciados das "modas" nutricionais. Por exemplo, porque se conformar com uma toranja e uma tangerina quando se podem comer ambas numa única peça de fruta – o tangela, multiplicando as suas vitaminas? Os híbridos herdam as melhores qualidades de cada alimento “pai”, são mais resistentes e, normalmente, fornecem um maior valor nutricional.

E, mesmo nascendo em laboratórios, não estão modificados geneticamente. Que tal? Antes que estas frutas, legumes e cereais divertidos despertem a ira dos anti-transgénicos, convém esclarecer que estes novos alimentos não sofrem qualquer manipulação de DNA, embora os conhecimentos atuais no campo da genética contribuam para sua criação. Os novos alimentos são resultado do processo conhecido como hibridização, em que os pesquisadores "cruzam" os vegetais sucessivas vezes. Trata-se de um processo de tentativa e erro. Combinam-se duas variedades, plantam-se as sementes, selecionam-se os melhores frutos e faz-se tudo de novo, até se conseguir obter as características desejadas. A diferença é que, actualmente, esse processo pode durar metade do tempo, graças ao uso de marcadores moleculares, que indicam se a experiência está no caminho certo. Esses marcadores moleculares funcionam como mapas dos trechos de DNA, responsáveis por gerar as características desejadas.

Há muito que os agricultores cruzam variedades de uma mesma planta para aumentar a produtividade nas suas lavouras. Agora, esse costume serve um outro propósito: tornar os alimentos do dia-a-dia mais coloridos e práticos de comer. Em alguns mercados, já se podem encontrar legumes, frutas e cereais de aparência surpreendente. É o caso dos pimentos roxos, brancos e em tom de chocolate. Sobretudo nos supermercados europeus, os novos alimentos híbridos são já comuns. Nos Estados Unidos, por exemplo, muitas mães descobriram que as cenouras do tipo rainbow, vermelhas, amarelas e cor-de-laranja, são um bom recurso para estimular os filhos teimosos a comer mais legumes.

A escola de cozinha Kendall College, de Chicago, anuncia que vão ser cada vez mais populares, pelo seu sabor e pelo seu aspecto. Em alguns casos, as cores dos alimentos, além de cumprirem uma função estética, emprestam-lhe maior sabor e valor nutritivo. Mas Brian Wansik, da Universidade de Cornell, considera que “não vão ter uma presença massiva devido ao seu preço e escala de produção”. O último hibrido a incorporar este "boom", criado pela empresa japonesa Sakata Seed, é o Bimi ou Brocolini (bróculos + couve chinesa).

Temos muitos outros exemplos… A Nano Melancia – mais doce do que a original, uma cor levemente diferente e com peso que não passa de três quilos – esse é o novo produto resultante dos três anos de pesquisa do Dr. Eyal Vardi, CEO da Origene Seeds. O tomate Black Galaxy foi apresentado aos mercados internacionais no início de 2012, mas já tinha conquistado um lugar de destaque em Israel. O ingrediente clássico das saladas escuras foi desenvolvido pela Technological Seeds DM, com um pigmento derivado dos mirtilos. Este Black Galaxy não tem apenas uma aparência exótica, mas também contém concentrações de vitamina C mais altas do que os tomates comuns. A abóbora bolota TableSugar, lançada pela Volcani em 2007 e comercializada pela Origene Seeds, é uma versão mais enrijecida do vegetal. Ela tem duas vezes mais açúcar do que a bolota normal e metade do seu tamanho, com uma casca escura que aumenta a sua vida útil e seu sabor. Além de tudo, ela é imune a doenças como o oídio, que afecta muitas qualidades de abóboras. Outra inovação, desta vez da Hishtil, é a árvore de manjericão em miniatura, uma novidade para solucionar o problema do ciclo de vida curto do manjericão. Combinando dois tipos de manjericão, a Hishtil chegou a uma variedade reforçada que cresce com um tronco rígido e gera folhas aromáticas mais resistentes. A planta pode crescer ao ar livre em climas mais quentes e ser levada para dentro de casa no inverno.

E as combinações vão continuar… Será que estamos preparados para esta nova geração de vegetais e frutas híbridos? Só o tempo o dirá…

0 comentários

Não é fácil falar de um filme que acaba de estrear e que divide muitos… Quando nem sequer me atrevi a ler o livro que lhe serve de base. Apenas sabia que se tratava de uma história de dominação e submissão entre Christian, um jovem e solitário multimilionário, e Anastasia, uma tímida universitária. Mas “As Cinquenta Sombras de Grey” é a adaptação cinematográfica mais aguardada, dos últimos tempos, do livro best-seller que se tornou um fenómeno global. Desde o seu lançamento, a trilogia "Cinquenta Sombras" foi já traduzida em 51 idiomas em todo o mundo e vendeu mais de 100 milhões de cópias, tornando-se uma das séries de livros mais vendida de sempre. As principais sessões de cinema no fim-de-semana de estreia, principalmente o Dia dos Namorados, estão praticamente esgotadas, um pouco por todo o país. Numa iniciativa inédita de pré-vendas, que arrancou dois meses antes da estreia, a 13 de dezembro, já foram vendidos 47.342 bilhetes para “As Cinquenta Sombras de Grey”. O trailer foi também um dos mais vistos de sempre e o filme promete agora vir a ser um êxito de bilheteira.

O romance erótico da autora inglesa Erika Leonard James foi publicado em 2011 e conta a história de paixão entre uma jovem e inexperiente estudante de Literatura, Anastacia Steele, e um milionário carismático, presidente de uma poderosa empresa, Christian Grey. O filme foi realizado também por uma britânica, Sam Taylor-Johnson e conta com Dakota Johnson e Jamie Dornan nos principais papéis. Os papeis de protagonista podem valer a ambos o passaporte para a primeira liga de Hollywood. Quanto a Jamie Dornan, cedo, este outrora modelo, apaixonou-se pela representação. O seu primeiro trabalho, como actor profissional, foi em «Maria Antonieta», realizado por Sofia Coppola. Ao elenco juntam-se ainda, entre outros, Luke Grimes, como Elliot, o irmão de Christian; Eloise Mumford como Kate, melhor amiga e companheira de quarto de Anastasia; Marcia Gay Harden como Drª Grace Trevelyan Grey, a mãe de Christian; a cantora Rita Ora como Mia, irmã de Christian; Callum Keith Rennie como Ray, o padrasto de Anastasia; Jennifer Ehle como Carla, mãe de Anastasia; e Dylan Neal como Bob, o marido de Carla. “As Cinquenta Sombras de Grey” foi produzido por Michael De Luca e Dana Brunetti, em parceria com E L James, a criadora da série. Kelly Marcel foi a responsável pelo argumento do filme.

Mas, parece que as cenas de sexo em "50 Sombras de Grey" deixam muito a desejar… As primeiras críticas arrasam o filme, sobretudo pela falta de nudez e... sexo. A maioria das críticas publicadas lamentam a falta de sexo, de genitais à vista e de orgasmos, ao contrário das descrições bem explícitas que constam no livro. Por exemplo, o “Entertainment Weekly” escreveu: "Ninguém no filme mostra os genitais. Christian em particular parece fazer muitas coisas sem camisa mas com as calças vestidas, o que não pode ser confortável para um jovem tão ativo". E o que Lisa Schwarzbaum considera mais frustante é que "ninguém transpira, ninguém se empenha, ninguém perde o controlo ou mesmo finge perder o controlo fingindo um orgasmo". Já o Fox News escreve: "Medíocre" é a palavra usada por Justin Craig, que descreve o filme como "moderado" no que toca às cenas de sexo explícito. "Vêem-se cenas mais perturbantes em "Saw" ou na "Guerra dos Tronos." "A realizadora Sam Taylor-Johnson trata o filme tão seriamente como se fosse um cadáver", acrescenta.

De facto, em “As Cinquenta Sombras de Grey” há (e tinha de haver) algumas diferenças entre o livro e o filme. Por isso, o site Huffington Post já enumerou algumas das diferenças. Vejamos as principais, sintetizadas:
- Regras sobre comida e exercício: Quem leu o livro sabe que Ana tinha, no contrato, cláusulas sobre comer regularmente e exercitar-se, algo bastante importante até no livro e que origina várias cenas. No filme, contudo, nada é mencionado.
- O primeiro espancamento: Depois das primeiras palmadas que Ana recebe por parte do seu querido Christian, o protagonista sai de casa, deixando a jovem em lágrimas. Contudo, na história original ele regressa e tenta confortá-la, coisa que não acontece na versão cinematrográfica, onde ele não regressa.
- As bolas Ben Wa: No livro, Christian dá a Ana uma experiência sensorial inesquecível através da mistura das bolas Ben Wa, seguidas de uma sessão de espancamento que, no final, leva ao seu orgasmo. No filme, não há referências a esta cena, que foi a primeira em que Ana desfrutou, realmente, do sadomasoquismo.
- A deusa interior: No livro, Ana está constantemente a falar da sua “deusa interior”, algo que acabou por levar à saturação alguns fãs dos livros. Para alívio desses leitoras, não há menção à deusa interior no filme.
- O espelho no tecto: Na primeira vez que Christian e Ana se envolvem sexual, e que Ana perde a virgindade, pode ver-se o espelho no tecto do quarto de Christian. Nada disto é descrito no livro de E.L.James.

Mas então, o que podemos esperar do filme? Um sociopata e uma sonsa, em 120 minutos de dança de acasalamento? De facto, o filme é algo asséptico e automatizado, pois só assim o sexo poderia ser bem aceite em qualquer sala de cinema. O problema é que, como típico produto do cinema americano mainstream, o filme, por mais ousado e atrevido que queira parecer, acaba por deixar cair a máscara e faz do fetiche uma patologia. Mas não se enganem: “As cinquenta sombras de Grey” não é apenas sobre sexo — e é surpreendentemente bom.

Na maior parte das vezes, é extremamente difícil adaptar um romance popular para o grande ecrã e o que temos aqui é um grande best-seller, recheado com ação sadomasoquista — isto numa altura em que os filmes de Hollywood se tornaram todos “moles”, sem sexo. Eis que as luzes se apagaram e adivinhem? “As cinquenta sombras de Grey” acabou por não ser apenas divertido, mas um filme que também sabe exactamente o que está a fazer. Considerando que o romance trata a relação de Anastasia Steele e Christian Grey com a devida seriedade, Taylor-Johnson e a argumentista Kelly Marcel viram o que podia ser engraçado nesse cenário fetichista. Portanto, o romance foca essencialmente o bondage. Já o filme centra-se mais no facto de Anastasia tentar resgatar o psicologicamente retorcido Grey, tentando ensinar-lhe como amar, em parte por o ir encontrando na metade do caminho dos seus estranhos desejos. Isto até poderia tornar o filme piegas, mas não. E o que o torna envolvente e cativante é Dakota Johnson, uma atriz de charme indescritivelmente estranho, que aplica a habilidade em trazer uma personagem finamente delineada para a vibrante vida. Canalizando tanto as habilidades de seu pai, Don Johnson, e de sua mãe, Melanie Griffith, ela consegue fazer duas coisas opostas ao mesmo tempo. Mesmo quando ela encontra no estilo sexual de Grey um sabor bastante divertido, em cada gesto e expressão ela vai revelando que também o pode excitar. Parece que, com “As cinquenta sombras de Grey”, Dakota Johnson se tornou numa estrela de cinema…


0 comentários

Alexandre Farto, vulgo Vhils, abriu o ano a acumular uma nova conquista, pouco depois de ter realizado um vídeo para os U2. Este artista de 27 anos, que também realizou um vídeo para os Buraka Som Sistema e cuja exposição recente no Museu da Eletricidade contabilizou mais de 65 mil visitantes, ocupa agora um dos lugares na lista dos melhores da revista Forbes, ao lado de nomes como Jonathan Adler, Simone Rocha ou Christian Siriano. No site da Forbes, pode-se consultar a lista completa na área de Art & Style, e conferir ainda os "30under30" em categorias como "Hollywood", "Música" ou "Ciência". Esta lista dos "30under30" aponta os 30 nomes, com idades inferiores a 30, de diversas áreas cuja influência, poder e reconhecimento marcam o meio em que se movem e trabalham. Cristiano Ronaldo e Maria Nunes Pereira também surgem nas listas "30under30" da Forbes. O futebolista de 29 anos aparece na área de Desporto e a investigadora, também de 29 anos, surge na secção de "Cuidados de Saúde". O artista Alexandre Farto surge na lista "Art and Style". E no sítio da revista na Internet é possível ler-se que Alexandre Farto, de 27 anos, "fez murais em mais de 50 cidades de todo o mundo", sendo que a maioria "mostra rostos, feitos com uma técnica que combina escavação e pintura".

Mas quem é Vhils? Alexandre Farto ou Vhils, como é conhecido na cultura graffiti, é um pintor e também, se é que se pode chamar assim, um grafiteiro português, conhecido, sobretudo, pelos seus grandes "rostos" esculpidos em paredes citadinas. Nascido na Grande Lisboa, no Seixal, iniciou-se em pintura em 1998, com apenas onze anos. Cedo pôs-se a pintar muros de ruas e comboios da margem sul do Tejo. Acabou por terminar os seus estudos em 2008, na University of the Arts, em Londres.

Este artista, a partir das suas raízes do graffiti/street art tem vindo a explorar novos caminhos dentro da ilustração, animação e design gráfico, misturando o estilo vectorial com o desenho à mão livre, aliado a formas contrastadas e sujas, que nos remetem para momentos épicos. Como artista urbano, mais recentemente, as suas obras são fruto do seu ideário e o mundo que o envolve. Desde 2011, ele tem desenvolvido uma nova técnica, fazendo uso de explosivos, grafite, restos de cartazes e até retratos feitos com metal enferrujado, para criar retratos e frases únicos. E é esta sua vertente que o tem catapultado para a esfera mundial dos artistas urbanos, partilhando espaço com artistas como o inglês Banksy ou os franceses Invader ou JR, todos míticos e também conhecidos por trabalharem na fronteira da ilegalidade e mantendo um estatuto de relativo anonimato. Existem trabalhos seus espalhados peloas mais variados locais, como as cidades portuguesas de Lisboa, Porto e Aveiro, além de capitais como Londres, Moscovo, Bogotá, e cidades internacionais como Medellín, Cali (na Colômbia), Nova York, Los Angeles e Grottaglie (sul da Itália).

Agora, é vê-lo trabalhar as ruas como se fossem álbuns de memórias e as paredes como telas gigantes, para nos mostrarem um rosto escondido, coberto pela ruína, onde todos nos revemos. Como o próprio afirma, “gosto de recorrer a processos destrutivos e abrasivos para criar resultados que têm contornos poéticos”. Daí também o seu interesse em trabalhar, sobretudo, com superfícies delapidadas e abandonadas, com objectos que foram desprezados por não espelharem contemporaneidade, por já não acompanharem os tempos. E sobre isso, Vhils acrescenta: “gosto de lhes restituir alguma vida de forma simbólica, de as oferecer como material para reflexão sobre a passagem do tempo, sobre o desenvolvimento sem preocupação, sobre a natureza efémera das coisas”. Por isso, com o mundo a oferecer tantas matérias por explorar, como se de uma grande e potencial tela se tratasse, vamos ainda ver muito mais obras de Vhils para admirar…


0 comentários

Esta foi uma ante-estreia difícil pra mim… Tinha a certeza de que me iria afectar, como me afectou, devido ao facto de a minha mãe possuir demência há 4 anos. Mas também pensei ter um efeito catártico, e teve. Mas centremo-nos no filme. Aos 50 anos, Alice Howland (Julianne Moore) era uma mulher realizada: tinha um casamento feliz, os filhos bem crescidos e uma carreira prestigiante como professora universitária. Tudo lhe corria de feição até ao momento em que começou a esquecer-se de palavras básicas e a baralhar-se com as coisas mais simples do dia-a-dia. Após efectuar alguns exames, recebe o terrível diagnóstico: encontra-se num primeiro estádio de Alzheimer precoce, um tipo de demência que provoca uma deterioração progressiva e irreversível da memória, atenção, concentração, linguagem e pensamento. Consciente do que o agora nebuloso futuro lhe reserva, Alice fica determinada a viver um dia de cada vez e a tentar superar cada contrariedade, com a maior tranquilidade possível. Deste modo, vai vivendo cada momento sabendo que, em breve, a doença vai alterar totalmente a forma como percepciona o mundo – e como o mundo a vai percepcionar a ela…

“A arte de perder não é nenhum mistério”, escreveu Elizabeth Bishop no poema citado por Alice, aquando do seu discurso num congresso sobre Alzheimer, com médicos e pacientes. Alice, outrora professora de Linguística na Universidade de Columbia, foi fazer a sua apresentação já diagnosticada com Alzheimer e lá arranjou uma maneira de conseguir ler o texto que preparou, sobre a sua angústia, sem perder o fio à meada: com um marcador fluorescente ia sublinhando o que ia lendo. A arte de perder a memória é o que Alice aprende, seja com questionários no telemóvel em que pergunta a si própria o nome da filha mais velha ou o mês em que faz anos, seja com um vídeo, em que fala para o seu eu do futuro…

Da lista das várias enfermidades que afectam o ser humano numa altura suposta e geralmente mais avançada do seu tempo de vida, o Alzheimer, a manifestação mais comum de demência, está, certamente, no topo das mais aterradoras, acima até de um AVC/ataque cardíaco, pois, ao menos, este é imediato, cerca de 99% das vezes. Ainda sem cura, quem dele padece é obrigado a ver folhas da sua vida rasgadas de forma aleatória, primeiro memórias de um verão passado, nomes de objetos, depois os nomes dos próprios familiares, até se deparar com um completo vazio identitário.

Com realização e argumento de Richard Glatzer e Wash Westmoreland, “O Meu Nome é Alice” é uma história dramática que adapta o "best-seller" homónimo, escrito em 2007 por Lisa Genova, professora da Universidade de Harvard e doutorada em Neurociência. O elenco conta, para além de Julianne Moore, com a participação de Alec Baldwin, Kristen Stewart, Kate Bosworth e Shane McRae. Filme de uma violência psicológica intensa, sobretudo para quem, como eu, possui familiares nesta situação, “O Meu Nome é Alice” é também sublime na forma como mostra a decadência da pessoa com Alzheimer, graças à extraordinária performance, digna de um Oscar, por parte de Julianne Moore.

São filmes como este que nos mostram a dura realidade do Alzheimer. E “O Meu Nome é Alice” acaba por nos apanhar de surpresa, pois mostra o desespero que é ir perdendo a memória até começar-se a desaparecer por completo... Por isso, independentemente das nossas histórias pessoais, considero ser este um filme a não perder.

0 comentários

A fotógrafa Viktorija Pashuta, de Los Angeles, criou um projecto fotográfico muito original, intitulado “E se os rapazes fossem redes sociais?”. Trata-se de uma sessão de fotografias de moda, que assenta sob o conceito que responde, pictoricamente, à pergunta: "Como as redes sociais populares ficariam, se elas fossem realmente humanos?" Viktorija explica que, "com a era das redes sociais e a sua influência no nosso dia-a-dia, sentimos a sua presença de forma muito directa. Ao socializarmos com amigos ou familiares online, as plataformas da internet quase que se tornam «vivas». E então eu pensei: o que aconteceria se tentasse «humanizar» as principais redes sociais? A ideia era não apenas usar os logotipos das redes sociais como referência visual, mas também transferir as suas qualidades e funções de utilização para personagens humanas, retratadas através da moda."

Apesar de partilharem características e funções muito similares, cada rede social tem o seu próprio estilo e carácter: o Facebook é retratado como casual, descontraído, o Twitter como clássico, o Pinterest como criativo, o LinkedIn como negócios, o Instagram como vintage, o Flickr como artístico, o Tumblr como na moda e o Google+ como inovador. A fotógrafa acrescenta, "combinando os elementos visuais dos logotipos, criei modelos que possuem o 'espírito' das plataformas sociais e representam a sua essência. Pode ser subjetivo, mas isto é exactamente o que eu imaginei como as redes sociais seriam se descessem dos ecrãs do computador para as ruas”.

Viktorija trabalhou em estreita colaboração com o estilista Jordan Anthony Swain (que também é Director da revista "Vanichi", bem como o modelo apresentado como Instagram) - juntos finalizaram os looks, certificando-se de que não negligenciaram qualquer detalhe importantes para fazer estas personagens credíveis. Até mesmo as suas personalidades, de alguma forma apareceram para coincidir com a 'alma' das redes: Tumblr (encarnado por Daniel) era muito moderno e cool, Google + (encarnado por Taejung) foi muito enérgico e Facebook (por Mazlow) era mesmo um caloiro colegial". O resultado é genial! Ora vejam...

Este projecto masculino é o seguimento de um outro descontroladamente popular, denominado “What If Girls Were Internet Browsers”. Mais info em http://pashutaphotography.blogspot.pt






0 comentários

No seguimento dos spots de apresentações de alguns filmes muito aguardados para este ano, que passaram no passado intervalo do Super Bowl, lembrei-me de levantar o véu das novidades cinematográficas mais desejadas para 2015. Este vai ser um ano bem generoso para os fãs das sagas mais famosas do cinema. Fazendo uma aposta no magnetismo dos clássicos das últimas décadas, Hollywood preparou o regresso de várias sagas de culto, como "Star Wars", "Jurassic Park", "O Exterminador do Futuro" e "Mad Max". Nostalgia é também a palavra de ordem, uma vez que teremos os “remakes” de “Cinderela”, “O Livro da Selva (ou Mogli)”, “Poltergeist”, “O Quarteto Fantástico” e mais uma aventura de James Bond em 007, com “Spectre”. Teremos, ainda, novos capítulos de “Os Vingadores”, de “Divergente” com “Insurgent” e “Hunger Games”, que chega ao episódio final.

Mas não apenas destes blockbusters viverá o cinéfilo, pois o “cardápio” é bem variado. Com direito a grandes dramas, animação, novos heróis, comédias e a muito aguardada, especialmente pelo público feminino, adaptação ao cinema do livro picante "50 sombras de Grey". Percebam, a seguir, as produções do grande ecrã que prometem movimentar o ano…

“Star Wars: The Force Awakens”:Comecemos com o sétimo filme da série "Star Wars", ambientado cerca de 30 anos após "O Regresso de Jedi", marcando o início de uma nova trilogia e que volta para nosso deleite dez anos após o último filme da saga, “A Vingança dos Sith”. Com J.J. Abrams na realização, este é um dos mais aguardados filmes de 2015. Para alegria dos fãs, traz de volta as personagens Han Solo (Harrison Ford), Princesa Leia (Carrie Fisher) e Luke Skywalker (Mark Hamill). Estreia em Dezembro.

“Fifty Shades of Grey”: Baseado no best-seller homónimo, que já vendeu mais de 100 milhões de exemplares, o filme acompanha Dakota (Anastasia Steele), uma estudante de literatura de 21 anos, muito recatada e virgem. Até ao dia em que ela precisa entrevistar o bilionário de 27 anos, Christian Grey (Jamie Dornan) para o jornal da universidade. Ao lado dele, ela vai descobrir os prazeres do sadomasoquismo. Realizado por Sam Taylor-Johnson, estreia já em Fevereiro.
"Avengers: Age of Ultron": O novo filme da saga, dirigido por Joss Whedon, reúne, mais uma vez, a equipa de super-heróis formada pelo Capitão América (Chris Evans), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner). A sequência do grande sucesso “Os Vingadores” (2012), começa quando Tony Stark tenta construir um programa de manutenção da paz que não resulta bem e o poderoso grupo de super-heróis tem de derrotar Ultron (com voz de James Spader), um terrível e perigoso vilão que quer destruir a raça humana.Estreia em Abril.

"Mad Max: Fury road": No quarto filme do franchising de "Mad Max", um guerreiro das estradas (desta vez encarnado por Tom Hardy) deve resgatar um grupo de raparigas envolvidas numa guerra mortal, iniciada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron). Realizado por George Miller, estima-se que chegue em Maio.

Jurassic Park 4 ou “Jurrasic World”: Neste novo filme, que traz Colin Trevorrow na realização, a equipa, chefiada pela Doutora Claire (Bryce Dallas Howard) passa a fazer experiências genéticas com os dinossauros da ilha Nublar, trazendo à vida novas espécies. Uma delas, logo adquire uma grande inteligência, tornando-se uma grande ameaça à humanidade. Com Chris Pratt, Ty Simpkins e Vincent D'Onofrio no elenco, estreia em Junho.

"Terminator Genisys": O quinto filme da saga passa-se na desolada Los Angeles de 2029, após a eclosão da batalha entre robôs e humanos. Na Califórnia do futuro, John Connor (Jason Clarke) comanda o grupo de resistência, tendo o combatente Kyle Reese (Jai Courtney) como o seu braço direito. Realizado por Alan Taylor, traz de volta à história o “exterminador original” Arnold Schwarzenegger. Estreia em Julho.

"Homem-Formiga": Com Peyton Reed na realização, o filme é uma evolução do Universo Cinemático Marvel, trazendo um fundador original dos Vingadores para a grande tela pela primeira vez: o Homem-Formiga. Interpretado por Paul Rudd, este super-herói possui a surpreendente habilidade de encolher em tamanho e aumentar a sua força. Chega em Julho.

"Quarteto Fantástico": Esta nova aventura marca o regresso aos cinemas do consagrado grupo de super-heróis da Marvel, formado pelo Senhor Fantástico, Mulher Invisível, Tocha Humana e Coisa, agora interpretados por Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan e Jamie Bell. Com realização a cargo de Josh Trank, estreia em Junho.

"Spectre": No novo filme do agente mais famoso do cinema, uma mensagem do passado de Bond coloca-o na mira de uma organização sinistra, a Spectre. Além do principal protagonista Daniel Craig, traz Christoph Waltz, Léa Seydoux e Monica Bellucci no elenco. Estreia em Outubro.

"Hunger Games – Mockingjay Parte 2": Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) prossegue a sua luta com o Capitólio, que ficou inconformado com o facto de ela ter sobrevivido duas vezes aos jogos da fome. Mais uma vez, a heroína está disposta a lutar em nome da sua causa e também pelos seus amigos e familiares. Com Francis Lawrence na realização, estreia em Novembro.

"Cinderela": Este filme realizado por Kenneth Branagh, deve ser a versão moderna do clássico infantil. Na história, temos o príncipe interpretado por Richard Madden que é forçado a casar-se com uma mulher que não ama por questões políticas, e o seu casamento poderá acabar quando ele conhece Cinderela e se apaixona por ela… Com grandes nomes no elenco, de entre eles Cate Blanchett como a malvada Madrasta, Holliday Grainger e Sophie McShera que são Anastasia e Drisella, as belas e malvadas meias-irmãs de Cinderela. Produzido pela Disney, tem estreia prevista para Abril.

"Pan": Realizada por Joe Wright, desta vez, a história de Peter Pan revela como ele chegou à mágica Terra do Nunca e fez contacto com os seres fantásticos que nela habitaml. Levi Miller (Pan), Garrett Hedlund (Capitão Gancho), Hugh Jackman (Barba-Negra) e Rooney Mara (Tiger Lily) estão no elenco. Estreia em Julho.

“Batman vs. Superman”: O filme deverá colocar os maiores heróis da Terra para se confrontarem, literalmente, num grande evento de porrada, para delírio de todos os fãs. O filme deverá chegar aos cinemas em meados de Julho. Na história, Ben Affleck que encarna Bruce Wayne e Henry Cavill que segue no papel de Clarck Kent, devem, primeiramente, se estranhar com os seus alter egos e, depois, unirem forças para derrotar um grande inimigo. Junto da Mulher Maravilha, que estará presente como fazendo parte da futura Liga da Justiça…

Sem esquecer: “Crimson Peak”, de Guillermo del Toro, “Missão Impossível 5”, “Tomorrowland”, “Everest”, “In the heart of the sea”, e os filmes de animação “Minions” e “Inside Out”, da Disney/Pixar. E isto é apenas um pequeno somatório de tudo o que está para vir, pois 2015 promete ser um ano incrível no cinema!

0 comentários

Acho que nunca falei de novelas no meu blog… Já falei de séries, de cinema, muito, mas de novelas, nada. Pois bem, e o que me faz falar de uma novela agora? O facto de ser diferente de muitas outras, é certo, mas também por ser da autoria de um amigo meu, o talentoso Rui Vilhena. “Boogie Oogie” é a telenovela brasileira em questão, produzida pela Rede Globo e exibida no nosso país no canal por cabo Globo Internacional, no horário das 20 horas desde 19 de Janeiro de 2015.

Escrita por Rui Vilhena, com supervisão de texto de Aguinaldo Silva e com a colaboração de uma vasta equipa, esta novela conta com Ísis Valverde, Marco Pigossi, Bianca Bin, Deborah Secco, Fabrício Boliveira, Heloísa Périssé, Daniel Dantas, Caco Ciocler, Fabíula Nascimento, Guilherme Fontes, Letícia Spiller, Betty Faria, Francisco Cuoco, Alessandra Negrini, Marco Ricca e Giulia Gam nos principais papéis.

A história gira em torno de Sandra (Ísis Valverde) e Vitória (Bianca Bin) que, quando nasceram, a 18 de Fevereiro de 1956, foram trocadas na maternidade por Suzana (Alessandra Negrini), que mantinha um relacionamento extraconjugal com o empresário Fernando (Marco Ricca), que a fez sentir desprezada e ultrapassada e, por isso, procurava vingança pela rejeição do mesmo. Sandra, filha biológica de Fernando e Carlota (Giulia Gam), acaba por viver com os seus falsos pais, os humildes Elísio (Daniel Dantas) e Beatriz (Heloísa Périssé), enquanto que Vitória é criada rodeada de luxo e riqueza por Fernando e Carlota. O destino de ambas cruza-se quando, no dia do casamento de Sandra com o seu noivo, Alex (Fernando Belo), este se sacrifica para salvar Rafael (Marco Pigossi), namorado de Vitória. Após a morte do seu noivo, Sandra começa a sentir ódio de Rafael e culpá-lo pela sua infelicidade. Só que, ironicamente, é nos braços dele que Sandra irá encontrar conforto para sua dor, vindo a disputá-lo com Vitória, que acaba por se tornar sua rival. Confuso? E isto é só a ponta do iceberg… 20 anos depois, já nos anos 70, a amante do empresário regressa e resolve contar o segredo, causando uma grande reviravolta na vida dos protagonistas. Os erros do passado terão consequências devastadoras no presente e as vidas de Sandra e Vitória vão mudar drasticamente. O suspense, recorrente nos enredos de Rui Vilhena, está sempre presente nesta novela, particularmente através do segredo de Carlota, que está diretamente ligado a uns assassinatos… E mais não conto!

O autor moçambiquense Rui Vilhena já estava na calha para escrever a sua primeira telenovela para a Rede Globo desde 2012. Inicialmente prevista para estrear a 11 de Agosto de 2014 no Brasil, “Boogie Oogie” foi antecipada uma semana. E estreou com grande sucesso! Um dos fatores que fizeram o autor escolher o ano de 1978 para ambientar a história, foi o facto de não haver telemóveis e internet, o que dificultaria contar uma intriga que envolve a troca de dois bebés… Numa época em que não havia rapidez de informação, certamente afecta a forma como a história é contada. A novela segue a linha clássica dos grandes folhetins, apesar de ter uma estrutura mais actual. Como revelou Rui Vilhena numa entrevista, “Boogie Oogie” é altamente viciante… E eu comprovo e sublinho! É mesmo!

Engraçado reflectir que havendo inúmeras novelas de época na Globo, é a primeira vez que uma vem retomar um período tão recente. Todas as outras vão para um passado mais remoto… Rui afirma que queria fazer algo diferente. Os anos 70 foram muito ricos e a sua influência continua até hoje, na música, na moda… Rui percebera que, até então, não tinha havido ainda uma novela que se passasse nessa época. “Dancin’ Days”, por exemplo, foi gravada nos anos 70, não se trata de novela de época, portanto. E a intenção de Rui é a de que quando uma pessoa se sente para ver “Boogie Ooggie” na televisão, ela pense: “OK, a festa vai começar!”. “A novela vai ser uma eterna festa”, defende o autor.

Quanto a Rui Vilhena, antes de "Boogie Oogie", o autor já escreveu várias novelas de sucesso em Portugal, como "Ninguém Como Tu" (2005), "Tempo de Viver" (2006) e "Olhos Nos Olhos" (2008), sem esquecer “Equador”, a série de 26 episódios, baseada na obra homónima de Miguel Sousa Tavares. Em 2011, já tinha colaborado com Aguinaldo Silva na novela "Fina Estampa" e, agora, teve finalmente a sua estreia a solo na prestigiada Rede Globo.

Mas muitos se perguntarão, num país com um público tão exigente, com a cultura das telenovelas e que já viu muitas e boas novelas, como anda o Rui a escrever? Pois bem, a isso, Rui responde e muito bem, numa recente entrevista: “O que o público quer e gosta é de uma boa história. Tanto faz se ele é espanhol, português ou brasileiro. O importante é a maneira como a trama se desenvolve, a forma como os diálogos são escritos. As pessoas querem ser surpreendidas, se emocionarem. É isso que elas vão encontrar em Boogie Oogie”.

Além disso, “Boogie Oggie” tem um elenco de luxo. Um cocktail de talento e beleza: Giulia Gam, Alessandra Negrini, Betty Faria, Bianca Bin, Deborah Secco e Isis Valverde. Reforçado com a nossa "patrícia" Maria João Bastos, que voltou ao Brasil para viver a personagem Diana. Dez anos depois da sua última participação na ficção brasileira, Maria João Bastos está de regresso a Terras de Vera Cruz para fazer de namorada de Paulo, interpretado por Caco Ciocler, vinda da Europa com a expectativa de iniciar uma nova fase do romance com o jornalista e prometendo abalar as esperanças de Beatriz (Heloísa Périssé).

A actriz afirmou recentemente: “Estou muito feliz por, depois de dez anos, voltar a trabalhar na Globo e num projeto de um autor que tanto admiro: Rui Vilhena. Numa novela com uma história envolvente e uma energia contagiante!” E Maria João acescenta: ”O Rui realmente tem uma forma de contar a história, de construir o enredo, o cruzamento das cenas e das personagens, o gancho de uma cena para outra, que é muito interessante. Cria muita expectativa do que vem depois. E para nós, actores, o mais importante é, sem dúvida, o texto. Essa é a nossa primeira ferramenta de trabalho. E quando o texto é bom, o actor está nas nuvens”.

E pronto, os dados estão lançados! Não percam “Boogie Oogie” às 20h, na Globo Internacional. Eu estou, em bom português brasileiro, “grudado”: no ritmo incrível do enredo, no excelente elenco, na maravilhosa música, em tudo!

0 comentários

Super-Heróis ao mais puro estilo flamengo? E se os mestres da escola de pintura holandesa tivessem pintado os ícones da cultura pop actual?

O século XVI foi uma época rica para todos os quadrantes da sociedade, como artes, ciências, literatura, arquitectura e grandes nomes foram dados a conhecer até aos nossos dias, como Leonardo da Vinci, Shakespeare, Galileu Galilei, entre outros, por representarem bem este período. Agora, o que aconteceria se os heróis, super-heróis e vilões ganhassem vida dos filmes e livros de BD vivessem naquele tempo, como seria? O fotógrafo francês Sacha Goldberger fez um interessante trabalho no projecto "Super Flemish", fotografando algumas dessas personagens como se fossem pinturas antigas. Para o efeito, incluiu especialistas como maquilhadores, cabeleireiro, efeitos especiais e estilistas.

O resultado de dois anos de trabalho, foi dado a conhecer no último festival Paris-Photo. Nele, vemos princesas dos contos de fadas, super-heróis contemporâneos e personagens de Star Wars, todos em pose e retratados ao estilo dos mestres da escola flamenga como Rubens, Brueghel, Vermeer ou Rembrant, que marcaram a pintura da Flandres e de toda a Europa entre os séculos XV e XVII. Ora vejam e divirtam-se...

0 comentários