Há muito que não fazia um “filme da semana”, mas tal deveu-se a não ter havido, ultimamente, ante-estreias… Claro que continuo a ser um fiel frequentador de cinema e, vai daí, aqui fica o último filme que fui ver.

Numa altura em que os vampiros voltaram a ficar na moda, especialmente na televisão, com a magnífica série de Alan Ball, “True Blood”, ou “Vampire Diaries”, “Moonlight” ou a mais recente “Dracula”, passada na Inglaterra Victoriana, com Jonathan Rhys Meyers, sem esquecer a saga “Twilight” levada ao grande ecrã, surge agora uma nova história deste ser sugador de sangue. Sem as tentações da carne, este novo filme transforma-o numa vítima das circunstâncias…

“Drácula: A História Desconhecida” retrata-nos Vlad Tepes (Luke Evans) como uma vítima de um acordo faustiano, um príncipe da Transilvânia que faz uma aliança com uma criatura das trevas para defender o seu povo e a sua família do hegemônico exército turco. Estamos no Século XV. Mas este Drácula se, por um lado é, inequivocamente, hollywoodiano, por lidar com naturalidade com a violência, tem um senão: não sabe abordar o sexo. Ora, a tentação da carne é o elemento central do vampirismo, de Bram Stoker a Anne Rice, mas o filme do realizador Gary Shore passa ao lado deste campo. Contudo, se há uma lado erotizado neste Drácula, é apenas o fetiche da guerra, a demonstração grandiosa dos poderes de destruição do vampiro. E aqui, os efeitos especiais são eficazes , com especial destaque para o efeito dos morcegos.

“Drácula: A História Desconhecida” é a primeira longa-metragem da tentativa da Universal Studios em reviver os monstros clássicos num universo compartilhado. Aqui, Vlad é um príncipe benevolente da Transilvânia que, quando criança, fora entregue como refém real para os turcos. Obrigado a lutar ao lado dos seus captores, Vlad ficou conhecido como o Empalador, um guerreiro brutal e monstruoso. Após mais de uma década de frágil paz, ele recebe a exigência do Sultão Mehmed (Dominic Cooper) de entregar mil crianças do seu reino, assim como o seu próprio filho, tal como tinha acontecido consigo, para servirem o exército turco. Sem qualquer defesa, Vlad vai procurar poder nas trevas, fazendo um acordo com um mestre vampiro (Charles Dance) para ganhar a força que precisa para vencer os seus adversários no campo de batalha. Com uma condição: se em três dias, Vlad não sucumbir à sede de sangue humano que acompanham os seus poderes, ele voltará a ser humano; mas, se ceder, libertará o mestre vampiro e irá tornar-se, ele próprio, numa criatura das trevas para sempre.

Frases à parte ("às vezes o mundo não precisa de um herói, e sim de um monstro"), Shore torna este seu vampiro num monstro, de facto, mas vitima das circunstâncias. Não há problema nenhum em humanizar a personagem-título ou transformá-la num herói trágico nas suas origens. O problema é fazê-lo num filme que renega o mundo bárbaro e sedutor no qual ele sempre foi inserido… A parte disso, não deixa de ter emoção q.b. e divertimento.

E para “apimentar” o futuro, vem a ideia de que "tudo é um jogo", como diz a personagem de Charles Dance, o vampiro original, que veio iniciar este Drácula num universo de filmes compartilhados com outros monstros clássicos da Universal. Eis o novo Drácula: com controlo, sem traumas e sem conflitos, que nos vem entreter e tornar-se arauto de uma provável saga…

Mais em www.dracula-historiadesconhecida.pt

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O meu sorriso aberto e fácil, é uma das minhas características físicas mais visíveis e, modéstia à parte, das mais apreciadas. Mas desde há muito que ele estava a precisar de uma melhoria. Sentia-o! Eis que a minha amiga Sónia Bugan, Directora da Policlínica de Algueirão, me veio propor o uso de um sistema de aparelho transparente, totalmente «feito à medida», explicando-me que os alinhadores DentoSmile corrigem, suavemente, os dentes mal alinhados, com a aplicação de uma intensidade mínima de pressão. Nem hesitei… Aderi logo!
Isto, porque os habituais tratamentos ortodônticos punham-me sempre «de pé atrás», pois faziam-me pensar, imediatamente, em dentes com o inestético aparelho de metal colocado, com as implicações sociais negativas daí resultantes. Estando ciente desse “problema” e sendo sensível aos aspectos estéticos do meu sorriso, avancei e entreguei-me aos cuidados da Dra. Sofia Pascoal que, através da Biotech, detentora do método DentoSmile, me disponibilizou um aparelho inovador e transparente, progressivo, feito à minha medida, super confortável, dado não possuir suportes metálicos, e facilmente removível, já que pode ser retirado para comer, sem quaisquer restrições, ou para uma ocasião mais especial, como um evento social.

Agora, uso-o diariamente, por um período específico de tempo (15 dias), e o aparelho vai, gradual e suavemente, alinhando e endireitando os meus dentes. No final de cada período, desloco-me à Policlínica de Algueirão e a minha médica dentista, Dra. Sofia Pascoal, vai verificando o meu progresso e fornecendo um novo aparelho, novamente feito à minha medida. Normalmente, estes aparelhos transparentes podem ser usados entre 6 a 18 meses (dependendo da escala do tratamento) para obter os dentes perfeitamente alinhados. No meu caso, 6 meses bastam. Nada mal!
Um outra vantagem deste procedimento de alinhamento invisível é a de que o mesmo pode ser realizado por um médico dentista, ao contrário do tratamento tradicional, com aparelho metálico e arames, que só podem ser realizados por um ortodontista. Ora, isto representa, para mim e qualquer pessoa que adira, uma considerável economia de tempo e de conforto, com todo o tratamento de reabilitação do sorriso a ocorrer na mesma consulta dental.
Agora, graças aos alinhadores DentoSmile, os meus dentes imperfeitos e mal alinhados vão ficar corrigidos, sem quase dar por nada, com uma intensidade mínima de pressão.
Mas saibam mais sobre estes extraordinários aparelhos ortodônticos transparentes:
São recomendados para:
+ sobreposição de dentes
+ faltas de dentes
+ dentes mal alinhados
+ dentes amplamente espaçados
Vantagens:
+ feito à medida
+ alternativa discreta aos aparelhos metálicos
+ removível: pode ser retirado quando comer, beber ou escovar os dentes
+ higiénico: possibilidade de escovar os dentes, reduzindo o risco de cárie dentária
+ confortável e indolor: sem estrutura metálica ou arame que possa irritar as gengivas

Mais informações em www.dentosmile.fr e em www.policlinicadoalgueirao.pt

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Pois é, já era tempo de voltar a postar algo, mas tenho andado tão ocupado… E não podia deixar de dar o meu testemunho de tão alto evento de moda. Foi no final da passada semana que teve lugar a 43ª Edição da ModaLisboa, com o tema Legacy. O Pátio da Galé e os Paços do Concelho foram palco, nos idos dias 10, 11 e 12 de Outubro, da apresentação das coleções lusas para o Verão de 2015. Esta edição da ModaLisboa arrancou um dia antes (9 de outubro), no Salão Nobre dos Paços do Concelho, com as conferências "Fast Talks", apresentadas por Eduarda Abondanza. Seis jovens conferencistas (uma investigadora, três designers, uma empresária e uma responsável da Startup Lisboa) falaram sobre as suas experiências profissionais no mundo da Moda e debateram sobre as melhores opções para as marcas nacionais que representam e para os jovens criadores e empreendedores singrarem neste ambiente de forte competitividade internacional. Durante estes três dias, foram apresentadas os desfiles das coleções de 13 designers de moda portugueses, dois estrangeiros convidados (um francês, Christophe Sauvat, e um polaco), uma marca brasileira (Cia. Maritima) e de 12 jovens (quatro deles em duplas), no âmbito da mostra de novos talentos, a plataforma “Sangue Novo”. Foi um desfilar de propostas de Alexandra Moura, Ricardo Preto, Filipe Faísca, Miguel Vieira, que bisou (dia 11 passou Man e dia 12, Woman), Dino Alves, Pedro Pedro, Valentim Quaresma, Lidija Kolovrat, entre outros. Destaco, claramente, dois de entre estes. Carlos Gil, que fez “Match Point” ao estrear-se na ModaLisboa. O costureiro, que veste a primeira-dama portuguesa, foi a grande novidade desta edição e demonstrou na passerelle do Pátio da Galé porque é considerado um dos grandes designers nacionais. Carlos sugeriu padrões com bolas e riscas para o próximo verão, com peças desportivas mas elegantes e sofisticadas que envolvem a silhueta feminina. E Nuno Gama, que marcou a noite de despedida desta edição da ModaLisboa. Num desfile sublime, Nuno foi beber inspiração à Arrábida, pois, como ele afirma “para mim, é a parte da serra e é o mar - daí os caquis, os marinheiros..." e acrescenta Nuno: "ao mesmo tempo, é a minha infância, a minha descoberta de “Corto Maltese”, de “Os Pequenos Vagabundos”, de Fernão Capelo Gaivota...", referências esses que resultaram óbvias nas silhuetas, peças e styling que apresentou.
O Wonder Room, uma pop-up store de uma dúzia de marcas portuguesas emergentes, patente na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, e as exposições Workstation, de fotografia sobre moda, Griffe e Atelier AR completaram a oferta de iniciativas desta edição. Paralelamente, no MUDE - Museu do Design e da Moda, foi inaugurada a exposição Coleção André Ópticas "Por Detrás das Sombras". Uma vez mais, a criatividade e o glamour regressaram ao Pátio da Galé e assinalaram mais uma edição da ModaLisboa, porque Lisboa continua na moda. Sobretudo em termos turísticos… Para o ano, em Março, a ModaLisboa - Lisboa Fashion Week regressará para mais uma afirmação da indústria portuguesa da moda e dos seus criadores… Saibam mais em dailymodalisboa.blogspot.com e em www.modalisboa.pt

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Eis-me voltado de férias! E com um tema bem apropriado, de que muito se fala: o Ice Bucket Challenge, também conhecido na América como ALS Ice Bucket Challenge. Ora, este "Desafio do Balde de Gelo" é uma original acção que envolve deitar um balde de água gelada na cabeça de alguém para alertar e promover a conscientização sobre a praticamente desconhecida doença Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e incentivar as doações para a sua pesquisa. Em muito pouco tempo tornou-se viral em meios sociais durante Julho e Agosto de 2014. Nas últimas semanas, fomos inundados (literalmente) por vídeos do Desafio do Balde de Gelo. O divertido desafio convida os participantes a serem filmados enquanto um balde de água gelada é derramada sobre as suas cabeças e, em seguida, nomeiam outros a fazerem o mesmo. A estipulação comum é a de que os participantes nomeados têm apenas 24 horas para cumprir a tarefa ou então, caso não consigam, fazerem uma doação financeira de caridade à organização ALS, na América ou APELA, caso seja feita em Portugal.
A campanha começou nos E.U.A. e rapidamente alastrou-se pelo mundo, em especial em Portugal, onde um grande número de personalidades conhecidas aderiram ao desafio. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi desafiado por Ethel Kennedy, por Justin Bieber, entre outros, mas recusou-se a fazê-lo, optando por contribuir para a campanha com uma doação de US $100. O ex-presidente George W. Bush completou o desafio e nomeou o também ex-presidente Bill Clinton. O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, foi igualmente desafiado, mas também diminuiu em prol de uma doação. Sarah Jessica Parker, Bill Gates, Anna Wintour, Oprah, Mark Zuckerberg Gisele Büdchen, Gwineth Paltrow, Kylie Minogue, Lady Gaga, Shakira e Gerard Piqué, entre outros, aderiram de imediato. Várias personagens ficcionais também assumiram o desafio, incluindo o sapo Cocas e Homer Simpson. Eu aderi e fui um dos primeiros impulsionadores no nosso país. Porque acreditei logo no seu propósito! Desafiei Cláudia Jacques, Pedro Reis e Rita Frazão. Desde então, a iniciativa já se alastrou entre cantores, desportistas, empresários e muitos nomes conhecidos a despejar um balde de água com gelo por cima da cabeça: Luis de Matos, José Alberto Carvalho, Maria João Bastos, a apresentadora Fátima Lopes, entre outros. No Brasil, até a célebre personagem da Turma da Mônica que detesta água, Cascão, foi desafiada por diversos fãs para participar. Ele acabou por entrar na brincadeira, mas sem perder a sua tradição de fugir da água...
Mas a grande questão para muitos era sobre a real proposta do desafio e de como o mesmo foi sendo deturpado, tornando-se numa grande brincadeira. E altamente criticada, por se tratar de um mero desperdício da água. Nada mais errado! Ora, o que é um simples balde de água, que serve para despertar consciências e alertar para uma doença que tem vivido na "penumbra", comparado com a água que todos gastamos a mais, constante e diariamente, sem termos consciência disso? Por exemplo, nos banhos caseiros, muitas vezes demorados, no lavar de loiça com água sempre a correr ou na rega pública de jardins sem critério, em que os dispersores de água disparam para todos os lados sem ser para a terra... Enfim! Agora, tenham noção de que esta grande “brincadeira” foi a responsável por mostrar ao mundo informações sobre uma doença até então muito pouco conhecida e difundida. Uma doença degenerativa e sem cura… A vida é muito dura para aqueles que sofrem da doença. Por isso, eu defendo que o “Desafio do Balde de Gelo” é muito bom, pois mesmo que ele venha a gerar animosidades e “anticorpos”, só por isso já significaria que tinha atingido o objetivo de aumentar a conscientização sobre a doença. Por isso, antes de dizer que a campanha se tornou algo sem propósito, tenham a certeza de que na vossa “timeline” do Facebook e afins, estão a aparecer pessoas a despejarem água sobre si que, de uma forma ou outra, estão a dar visibilidade à doença, e consequentemente, a aumentar os recursos para a pesquisa de remédios e tratamentos específicos da ELA. Mas graças ao “Desafio do Balde de Gelo”, nada levada a sério por muitos, a APELA - Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica já arrecadou 120.000 euros. Tudo dinheiro conseguido com a campanha de banhos gelados que se tornou viral. A APELA disse, na sua página do Facebook, que “recebemos até ao momento cerca de 120.000€ em donativos, bem como novas inscrições de sócios e ajuda voluntária em diversas áreas. Graças à vossa generosidade, Portugal está agora mais consciente da doença Esclerose Lateral Amiotrófica e os doentes com ELA terão o apoio merecido. O nosso profundo agradecimento a todos os que até agora aderiram a esta corrente solidária!” Portanto, se ainda não participou, nem com balde, nem com donativo, pode ainda fazê-lo. A Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica continua a apelar à adesão do público em geral à campanha Balde de Água Gelada, para angariação de fundos para apoio aos doentes portugueses. E podem apoiar aqui: NIB para donativos: 0007.0369.00030460006.16 IBAN: PT50 0007 0369 0003 0460 0061 6 SWIFT/BIC: BESCPTPL Mais info em www.apela.pt Se quiserem ver a minha participação, podem ir ao YouTube: http://youtu.be/WmrEah9J7hk?list=UUotLjFHmH3cfHjpiOTAupKg

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É chegada a “silly season”... Alguns usam o termo sem saber o que significa, outros podem estar a par do seu verdadeiro significado, muitos nunca sequer se interrogaram... Ora bem, a expressão "silly season", tão em voga nesta altura do ano, tem a sua origem no século XIX e aqui vos deixo com mais alguma informação. No Reino Unido, Irlanda, Israel e em alguns outros países, a “silly season” é o período que decorre durante alguns meses de verão, tipificados pelo surgimento de notícias frívolas nos media. O termo foi criado em 1861, num artigo do “Saturday Review” artigo, e foi listado na segunda edição do “Brewer's Dictionary of Phrase and Fable” (1894) e permanece em uso em pleno século XXI. A décima quinta edição desse mesmo “Brewer” expande a definição de Silly Season como "aquela parte do ano em que o Parlamento e os Tribunais não estão sentados (cerca de Agosto e Setembro)." No Estados Unidos, o período é conhecido prosaicamente como a estação de poucas notícias (slow news season). Já na Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, a “Silly Season” tem vindo a referir-se ao período festivo do Natal/Ano Novo (que ocorre durante o verão no hemisfério sul) por conta de um maior, do que o habitual, número de compromissos sociais, onde o consumo de álcool é típico.
Por cá, não temos um termo português que a defina, mas também falamos muito da “silly season”. Normalmente, o período de Verão é lento e parco em termos de eventos de interesse jornalístico. Os jornais têm um declínio de notícias, porque as férias são comuns durante este período. Para reter (e atrair) os leitores, os jornais tentam imprimir manchetes e artigos que chamem a atenção, para impulsionar as vendas, como por exemplo, pânicos morais menores ou rapto de crianças. Os media têm, necessariamente, de se munir de táticas de "silly season". Porém, o efeito colateral de agitar o público desta maneira é o facto de uma história autêntica vir a ser considerada como uma brincadeira, ou de uma história supérflua vir a ser tida como legítima. Um bom exemplo disso é o facto de, no país vizinho e noutros países hispânicos, a “silly season” ser conhecida como "serpiente de verano" devido ao monstro do Lago Ness, uma vez que o faziam reaparecer todos os Agostos para que os jornais tivessem algo do que falar… Portanto, "silly season" é aquele período dos meses de Verão em que emergem todo o tipo de notícias irrelevante e incríveis, que são publicadas nos jornais diários para encher páginas ou para ocupar tempo de antena nos noticiários televisivos. No fundo, serve desculpa para muitas coisas, mas é também a época do calor, da praia, de conversas frívolas e despreocupadas, da boa disposição, pois o que verdadeiramente interessa é aproveitar o bom tempo. Bom verão! O blog vai de férias e volta em meados de Agosto.

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Neste “Dawn of the Planet of the Apes”, o segundo capítulo desta última adaptação levado ao cinema desta saga que já vem de longe, uma nação de macacos geneticamente evoluídos, liderada por Caesar, vê-se ameaçada por um grupo de seres humanos sobreviventes de um devastador vírus da década anterior. A frágil paz conseguida pelos símios dura pouco tempo e as duas fações voltam a estar à beira de uma guerra que irá decidir qual será a espécie dominante no planeta Terra… Quem se tenha surpreendido com a qualidade de “Planeta dos Macacos – A Origem”, pode ir preparado, pois esta sequela é ainda melhor. Neste novo filme, o realizador Matt Reeves traz a esperada sequência de “Planeta dos Macacos – A Origem” à vida, com os os actores Andy Serkis, Gary Oldman, Jason Clarke, Kodi Smit-McPhee, Keri Russell e Judy Greer, que seguem a crescente comunidade de primatas geneticamente evoluídos, encabeçada por Caesar. Quando os primatas entram em contato com os poucos humanos sobreviventes pela primeira vez, numa década, desde que a gripe símia, um vírus criado em laboratório, dizimou quase toda a raça humana, tudo se altera. A humanidade que sobrou tem agora raiva dos símios Este óptimo "reboot" da série não deixa de ser um "blockbuster" feito para render muito no Verão e, por isso, agradar ao máximo de gente possível. E eles conseguem! Muito graças ao realizador Matt Reeves, que já tinha provado em “Cloverfield” (2008) e “Deixa-Me Entrar” (2010), que sabe contar uma história cheia de tensão, com ajuda da computação gráfica. "Planeta dos Macacos: A Revolta" lidera bilheteira portuguesa. Na audiência de cinema em Portugal, entre quinta e domingo passados, a quantidade de espectadores mais do que duplicou, essencialmente graças às estreias de "Planeta dos Macacos: A Revolta" e "Aviões - Equipa de Resgate". "Planeta dos Macacos: A Revolta" atraiu 51 mil espectadores nos seus primeiros quatro dias de exibição, bastante melhor do que os 38 mil totalizados do filme anterior, estreado a 11 de Agosto de 2011.
Em o "Planeta dos Macacos: A Revolta", o trabalho da equipa técnica é tão impressionante que na maior parte do filme vamo-nos perguntando se aqueles macacos são realmente criados por computadores, tal é o grau de realismo atingido. O encontro com os humanos continua a criar tensão no filme, mas como já temos o principal spoiler do filme (quem não se lembra da cena final, na praia, do filme de 1968?) sabe que os macacos irão sobreviver… Mas o filme tem vários focos de interesse. Mostrando um problema pontual que ocorre próximo ao lugar onde se deu o primeiro confronto em “A Origem”, é curioso verificar que após aquele confronto da ponte, já se passaram 10 anos e nunca houve mais nenhum outro confronto, ao ponto de os humanos nem saberem da existência do macaco Caesar e das suas avançadas habilidades. Outro factor interessante resulta do facto de Caesar, o macaco principal do primeiro filme, dividir o cenário com outros macacos tão bem fundamentados nos seus ideais, tal como o macaco Koba. E mais não conto! Este é um filme que vai agradar muito o público, pois é, sem sombra de dúvida, superior ao seu antecessor. Mas quem é fã do original “Planeta dos Macacos” (de 1968) e estiver à espera que o filme “dê a volta” para chegar próximo ao daquela época, pode tirar o cavalinho da chuva, pois ainda vão ter de haver mais uns três filmes antes de concluir esse ciclo (e caso isso venha a ocorrer).

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Assinalou-se, ontem, o 45º aniversário da chegada do Homem à Lua. Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin ‘Buzz’ E. Aldrin saíram da atmosfera terrestre a bordo da nave Columbia, que integrou a missão Apollo 11, no dia 16 de Julho. Quatro dias depois, Armstrong dava “um pequeno passo para o homem, mas um salto gigante para a Humanidade" ao pisar, pela primeira vez na História, a superfície lunar. No dia 24, os três novos heróis do mundo inteiro regressaram à Terra depois daquela que terá sido a viagem espacial de apenas oito dias mais produtiva de todo o sempre. Foi a 20 de Julho de 1969, que mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo (a maior audiência televisiva de sempre, até então) observaram as imagens a branco e preto dos astronautas Neil Armstrong e Edwin Aldrin a se movimentarem, lentamente, no Mar da Tranquilidade. A 25 de Maio de 1961, numa “mensagem especial ao Congresso sobre as necessidades nacionais urgentes”, o então Presidente americano John F. Kennedy afirmou que os Estados Unidos deveriam ter, como meta, “levar um homem à Lua e trazê-lo a salvo à Terra” antes do fim da década. Ora, em apenas oito anos, essa meta, que cientistas e sonhadores tinham explorado desde sempre décadas, foi alcançada: a oportunidade de observar a Terra a partir de um solo distante.
No apogeu do 45ª aniversário do pequeno passo de Neil Armstrong na Lua, a Nasa garantiu que os primeiros humanos que irão pisar o solo vermelho de Marte “caminham hoje sobre a Terra”. Em Agosto de 2010, o actual Presidente americano Barack Obama descreveu a sua esperança na exploração espacial num discurso no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, prévio ao envio de astronautas a um asteroide até 2020, e uma viagem de ida e volta a Marte no início da década de 2030. As cápsulas não tripuladas enviadas, até agora, a Marte, levam entre 150 e 210 dias para chegar até lá. Mas estes são artefactos muito mais pequenos e bem mais leves do que as cápsulas necessárias para albergar astronautas e provisões, numa viagem de ida e volta. Ora, em 2030, as filhas de Barack e Michelle Obama, Malia e Sasha, serão mulheres um pouco mais jovens que Neil Armstrong, Edwin Alvin e Michael Collins, quando os três, a bordo da cápsula “Eagle”, pisaram na Lua. Por isso, certamente, nos dias de hoje, já andam cá na Terra as crianças que estarão prontas para a assumir a aventura marciana, quando foram solucionados os desafios tecnológicos de uma outra viagem sem precedentes. Mas há exactos 45 anos, os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins chegaram à Lua a bordo da mais poderosa aeronave construída até então, a Apollo 11, o que representou uma das mais importantes viagens da história da Humanidade. Muitos haviam que a consideravam impossível – até hoje, ainda há quem duvide. No entanto, essa grande odisseia, que tinha começado alguns anos antes do lançamento, acabou por alterar a forma como passámos a ver a Terra…

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Depois da grande estreia em Angola, o filme angolano "Njinga, Rainha de Angola", produzido pela Semba Comunicação, vai estrear em Portugal, amanhã, dia 10. Eu, que tive o privilégio de assistir à sua ante-estreia no cinema São Jorge, no passado domingo, venho “levantar um pouco o véu”… O filme conta-nos a trajetória de uma das mais importantes mulheres africanas que marcou a história de Angola. A mulher em questão é Njinga, guerreira africana, que durante quarenta anos lutou pela independência dos reinos de Ndongo e Matamba, ao longo do século XVII. Uma verdadeira viagem no tempo e na história desse país, para conhecer a vida de luta desta destemida mulher. A história começa em 1617, ano em que o pai de Njinga, o Rei Kilwanji, morre. A partir daí, Njinga é testemunha do crescente domínio português e da perda de soberania dos povos ao seu redor. Depois do assassinato do seu filho e ao presenciar o declínio do seu reino, Njinga concentra a sua energia na luta pela libertação dos Mbundu. Após vários anos de incursões portuguesas para a captura de escravos, e entre batalhas intermitentes que vamos podendo ver, Njinga consegue negociar um tratado de termos iguais, chegando a converter-se ao cristianismo como forma de fortalecer a confiança entre os dois povos, adoptando o nome português de Ana de Sousa. Portanto, só após quatro décadas de conflito com o lema deixado por seu pai “quem ficar, luta até vencer”, é finalmente selada a paz com os portugueses, que a vieram a reconhecer como a rainha de Matamba e Ndongo. Determinada a proteger os seus, ajudou a reinserir antigos escravos e formou uma economia que, ao contrário de outras, não dependia do tráfico de pessoas. O filme não mostra, mas sabe-se que Njinga faleceu aos 80 anos de idade, admirada e respeitada por Portugal, depois de uma luta corajosa contra a ocupação colonial, em defesa do povo Mbundu. Para retratar a história desta guerreira o mais próximo possível da realidade, foi previamente realizado um colóquio internacional sobre a rainha Njinga, com a participação da UNESCO. "A rainha Njinga foi considerada pela UNESCO uma das 25 figuras femininas mais importantes da História de África. Por isso, é fundamental ter a trajetória dela contada e uma honra poder mostrar aos portugueses um pouco da história angolana”, foi dito por uma das responsáveis pela Semba no São Jorge.
O filme “Njinga, Rainha de Angola, marca a estreia de Lesliana Pereira, que a encarna, como protagonista no grande ecrã. Para além de Lesliana, fazem parte do elenco, os actores Erica Chissapa, Ana Santos, Sílvio Nascimento, Miguel Hurst, Jaime Joaquim, José Fidalgo, Paulo Pinto, Philippe Leroux e Orlando Sérgio. O argumento ficou a cargo de Joana Jorge e a realização do português Sérgio Graciano (conhecido pelas séries "Conta-me como Foi" e "Depois do Adeus"). A belíssima partitura musical chega-nos pela mão de Rodrigo Leão. A produção da Semba Comunicação, rodada inteiramente em Angola, com direito a lindíssimas paisagens, mereceu elogios por parte dos espectadores presentes, que, como eu, muitos afirmaram que o filme permite ter uma visão aproximada dos contornos que envolveram o tráfico de escravos a partir do actual território de Angola para as Américas. Segundo o realizador, “a importância desta obra está no facto de ela ser contada pelos próprios angolanos”. A não perder…

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A convite da minha amiga Catarina Castro, lá me aventurei a fazer um artigo como convidado, para o site Supa-woman.com, um portal de Eles para Elas... Ora, como eu sou um Ele, fiz um artigo para uma Supa Girl/Woman! Baseado num post meu sobre as "it Girls", desenvolvi um outro, em que brincava e sugeria dicas para «Como ser uma verdadeira “it girl”»? O resultado está à vista, disponível no site. Mas podem ser acesso directo por aqui: http://supa-woman.com/como-ser-uma-verdadeira-it-girl/ Espero que gostem... Fui o primeiro convidado a inaugurar esta secção no site. De resto, tenho agradecer a forma como me descrevem, assim como caracterizam o meu blog, que transcrevo "Autor do blog Libério’s Leisures – http://liberiosleisures.blogspot.pt, um blog pessoal, tão eclético quanto o seu autor. Aborda todos os assuntos ou temas que lhe aprazem e que, por seu turno, acha que agrada outros, daí os mais diversos posts que vai acrescentando. Do cinema à música, suas grandes paixões, ou efemérides e acontecimentos, ou campanhas que possam abrir os olhos contra a descriminação e indiferença…" Não deixem de visitar o site Supa Woman!

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E hoje, que estreia o quarto filme desta saga, aqui me têm a falar de “Transformers 4 - Era da Extinção”, o qual tive oportunidade de ver em ante-estreia, no Imax. Esta nova “entrega” passa-se alguns anos após o grande confronto entre Autobots e Decepticons, que deixou Chicago devastada, mais propriamente quatro anos depois dos eventos de “Transformers 3: O Lado Oculto da Lua”, de 2011, ainda com Shia LaBeouf no principal papel. Agora, estes gigantescos robots alienígenas praticamente desapareceram. E os poucos que ainda habitam na Terra estão a ser caçados por um grupo de humanos, com o objectivo de que a história ocorrida em Chicago não se repita… O protagonismo deste novo capítulo recai em Mark Wahlberg, que faz de Cade Yeager, mecânico e pródigo inventor. Quando Cade dá de caras com um caminhão veho abandonado, ele nunca poderia imaginar que o veículo fosse o grande Optimus Prime, líder dos Autobots. Muito menos que, ao ajudar a trazê-lo de volta à vida, Cade e sua filha Tessa (Nicola Peltz) passariam a fazer parte da mira das autoridades americanas. As mesmas andam, obsessivamente, na senda deste e de outros vestígios de robots transformistas porque a sua revolucionária tecnologia é muito desejada por cientistas e negociantes. Paralelamente, os Decepticons vão regressando também à vida e com a extinção da Humanidade em causa, Cade, a sua filha Tessa e outros amigos vão ter de proteger Optimus Prime, enfrentar os terríveis Decepticons e, ainda, lidar com vilões humanos inesperados. Os tais homens poderosos, movidos pela ganância.
Sete anos depois de Michael Bay ter trazido para o cinema uma versão repleta de ação, efeitos especiais e novamente sucesso de bilheteira, ”Transformers: Era da Extinção” marca o regresso, ao grande ecrã, de uma das sagas mais rentáveis de sempre. Este novo filme volta a contar com Michael Bay como realizador, e para além de Mark Wahlberg e Nicola Peltz, traz outros novos actores: Jack Reynor, Kelsey Grammer e Stanley Tucci, a quem se juntam também novos e absolutamente fantásticos Transformers: Hound (John Goodman), Drift (Ken Watanabe) e Crosshairs (John DiMaggio), assim como os muito aguardados Dinobots. Bay encontra sempre maneira de elevar a fasquia e aqui não defrauda, pois volta a apostar na espetacularidade, nas explosões e nos efeitos especiais, ao longo de 165 intensos minutos, com algumas surpresas, que prometem tornar o filme num dos grandes blockbusters deste Verão. Este “Transformers: Era da Extinção” entrega aos fãs desta saga mais do que qualquer promessa que Michael Bay possa ter feito. Por isso, os conhecedores sabem o que os espera ao irem ver este filme, pois Bay está empenhado em "esgotar-nos" com o mais tremendo e “louco” filme Transformers até à data. Não percam!

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No passado dia 14 de junho assinalou-se o Dia Mundial do Dador de Sangue, algo que me fez lembrar falar da importância vital de dar sangue... No final do mês de Maio fui testemunha, com outros amigos (Isabel Nogueira, José Moutinho, Lúcia Garcia, Miguel Domingues, Mónica Sintra, Pedro Ramos e Ramos, Sara Esteves Cardoso, Sónia Costa, entre outros) de uma original iniciativa desenvolvida pela 3M. Com o principal objectivo de consciencializar a população mais jovem para a importância da dádiva de sangue, esta empresa, em parceria com o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), lançou a Campanha Give Nexcare, com o mote "Ajuda-nos dando um pouco de ti", com término no final do mês de Julho deste ano. A actriz Catarina Gouveia, embaixadora da campanha, dá a cara pela mesma e partilha a sua experiência de doar sangue pela primeira vez: "É muito importante para mim estar envolvida nesta campanha e poder contribuir para salvar vidas! Além disso, consegui superar o receio que tinha em doar sangue. É importante desmistificar a ideia que as pessoas têm sobre este tema. É muito rápido e só o facto de, através deste gesto, poder dar o meu contributo, é muito gratificante!" Como contrapartida ao incentivo e em modo de gratificação do gesto, é oferecido a todos os dadores de sangue, um penso exclusivo e não comercializado “Give da Nexcare”. Estes pensos simbolizam a arte de dar, com cinco padrões impressos de arte: Abstrata, Contemporânea, Impressionista, Pop Arte e Street. Esta bonita e útil campanha, que nasceu nos Estados Unidos em 2008 com a colaboração da American Red Cross, está a contar com vários pontos de recolha fixos e sete unidades móveis do IPST (decorados com a imagem da campanha), para fazer a recolha de norte a sul do país, de forma a aumentar o número de dadores de sangue e contribuir para uma maior reposição de reservas de sangue do Instituto. Porque, num adulto, existem 5 a 6 litros de sangue e basta uma pequena parte desse total para marcar a diferença. E, para os mais jovens, que têm medo de agulhas, é bom que saibam que a picada de quando se está a dar sangue dói menos do que a de um piercing, por exemplo. E não requer cuidados posteriores! Dêem sangue! Porque dar sangue é transmitir vida! Mais info em http://solutions.3m.com/wps/portal/3M/pt_PT/Pharamcy/Inicio/Give

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Pois é! E ainda bem! Chegado o tempo estival quente, é tempo de reflectir sobre quem mais nos visita. E são cada vez mais os turistas que escolhem Portugal como destino, assim como os prémios que distinguem a nossa qualidade. Sabiam, por exemplo, que 37 milhões de turistas passaram pela cidade de Lisboa na última década, a maioria oriundos de Espanha, França e Brasil? As muitas e imensas praias que possuímos, o nosso clima ameno e também a simpatia das populações locais são caraterísticas nossas que ajudam a justificar a preferência de cada vez mais turistas pelo nosso país. Segundo dados facultados pelo Turismo de Portugal, confirma-se a tendência de crescimento nos últimos dez anos, de cerca de 2,5 milhões de pessoas. Contas feitas, em 2004, mais de 5,7 milhões de estrangeiros visitaram o nosso País. Quatro anos depois, o número chegou aos 7,1 milhões, um crescimento que, segundo a Associação de Hotelaria de Portugal, se vai manter (para que tenham uma ideia, o primeiro trimestre deste ano assistiu a um aumento na procura de 1,77%). O Turismo de Portugal apresentou, recentemente, os resultados do primeiro trimestre, sendo que até Março as receitas turísticas já tinham subido 5,9%, para 1.56 mil milhões de euros, face ao primeiro trimestre de 2013, apesar de em 2014 a Páscoa ter ocorrido apenas em Abril. Nada mau! Por sua vez, o número de turistas cresceu 7,1%, para 1,29 milhões, face ao período homólogo, enquanto o de dormidas subiu 5,3%, ou seja para 4,5 milhões. No top 20 dos destinos mais procurados em todo o mundo, do ICCA-International Congress & Convention Association, o nosso país subiu quatro posições, ocupando agora o 13º posto.
O facto de sermos um destino barato, de possuirmos praias “maravilhosamente únicas” ou um Alentejo "obrigatório" e de termos o pastel de nata como um dos melhores doces da Europa são algumas das categorias que nos valeram distinções por parte de diversos órgãos internacionais. Portanto, se por um lado aumenta o número daqueles que nos procuram para férias, por outro, também aumentam as muitas distinções, em diferentes categorias, cujo exemplo mais recente é o de “o melhor País da Europa” (numa eleição feita no concurso "10 Best Readers' Choice", do jornal norte-americano USA Today). "Portugal é menos icónico do que outros países mais conhecidos, mas oferece uma riqueza de oportunidades aos viajantes: vilas charmosas, boa comida, música regional fascinante, atrações culturais, uma bonita costa e até surf de classe mundial", lia-se na publicação. Em Abril deste ano, Portugal foi eleito o melhor País para visitar, pelo segundo ano consecutivo, pela revista Condé Nast Traveler espanhola, uma das principais e mais conceituadas publicações de viagens de Espanha. A eleição foi feita online pelos leitores da revista que escolheram Portugal pela combinação de cultura, gastronomia, “excelentes vinhos”, praias, campos de golfe, história e, principalmente, pelos portugueses, um povo afável, aberto e “muito sincero”. Portugal foi considerado um Destino próximo com uma “impressionante variedade” de paisagens. Esta é a segunda vez que Portugal, enquanto destino turístico, é distinguido por estes Prémios, considerados por muitos como os óscares do setor do Turismo. Nesta 6.ª edição, Portugal concorreu para “Melhor País” com a Espanha, EUA, Itália, México e Suíça. Fabuloso! O nosso país foi também eleito “Melhor Destino de Férias por avião (Europa)”, nos Zoover Awards 2014, galardões que distinguem destinos e atracções turísticas, bem como alojamentos, em mais de 25 países. Os resultados têm por base as avaliações online dos utilizadores do site zoover.com, consultado mais de 150 milhões de vezes, por ano. Portugal obteve uma pontuação total de 9.12 (numa escala de 1 a 10), com especial destaque para as categorias “hospitalidade” (9.23), “acesso por avião” (9.19), “gastronomia” (9.03) e “cultura” (9.16). João Cotrim de Figueiredo, presidente do Turismo de Portugal, veio enaltecer que “o Turismo é um desígnio do nosso país e que este reconhecimento enquanto melhor destino de férias por avião na Europa é resultado da excelência na promoção de Portugal, cuja notoriedade tem vindo a consolidar-se, de forma sustentada.” No ano passado, foi também noticiado que Portugal já tinha conquistado três vezes mais prémios do que em 2012. Nos primeiros nove meses de 2013, o país somava cerca de 50 distinções, comparativamente com os 15 prémios arrecadados no ano anterior. O turismo em Portugal conquistou em 2013 mais do triplo dos prémios que em 2012, distinções que, sem dúvida, animam o setor do Turismo. Entre as entidades que nos atribuíram galardões, constam jornais como o "The Guardian, New York Times e El Pais/Lonely Planet (editora), televisões como a norte-americana CNN, revistas como a Forbes", blogues conceituados como o "Huffington Post", empresas e associações internacionais de turismo, sites e imprensa especializada no sector. De acordo com Adolfo Mesquita Nunes, Secretário de Estado do Turismo: “A quantidade de prémios e menções que temos recebido este ano, por variadíssimos e prestigiados meios de comunicação social ou influentes páginas web, demonstram que estamos hoje muito melhor posicionados no online, nas redes sociais e nos meios de comunicação, onde milhões de turistas fazem hoje as suas decisões.” Quanto ao futuro do sector, o Turismo de Portugal (TdP), por seu turno, informou que tem cerca de cinco milhões de euros para promover o destino ao longo de 2014. A estratégia, que inclui mais de 400 campanhas exclusivamente online e feitas à medida de 13 mercados-alvo e 11 idiomas (Alemanha, Brasil, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Irlanda, Itália, Polónia, Reino Unido, Rússia, Suécia e Estados Unidos), passou a centrar-se no marketing digital e não institucional, por consider mais eficaz na promoção de um destino turístico do que as tradicionais campanhas institucionais offline. Agora, é possível acompanhar os consumidores de turismo nas várias fases do ciclo de decisão: na fase do "sonho" em que o objetivo é estimular a vinda a Portugal, através de conteúdo motivacional; na fase do "planeamento", canalizando o visitante para o portal VisitPortugal; e nas fases de experiência em que se incentiva a recolha e partilha de testemunhos sobre o destino. Touché! É bom saber que estamos no bom caminho, uma vez que o Turismo é um sector estratégico para a economia nacional, devido às receitas directas e indirectas que gera, que por sua vez contribui com cerca de 46 por cento das exportações dos serviços, e mais de 14% das exportações totais e 10% do PIB. É pois, estratégico a vários níveis: para o emprego (8%), para a requalificação profissional, bem como para a protecção do meio ambiente e valorização do património cultural, sendo deste modo um forte potenciador de crescimento económico e de desenvolvimento social. Portanto, o impacto do turismo, em termos de economia nacional é, sem dúvida, incontornável e transversal a vários sectores, geradores de emprego e riqueza.

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O muito aguardado “Maléfica” estreou, finalmente, no nosso país. Ansiava há muito por tal. Sempre me fascinou uma história de fantasia vir a ser contada pela lado mais negro. Tal aconteceu no musical “Wicked: The Untold Story of the Witches of Oz”, de Stephen Schwartz, contado sob a perspectiva das bruxas da Terra de Oz (Elphaba, a Bruxa Malvada do Oeste e Glinda, a Bruxa Boa do Norte). Em "Maléfica" temos a história nunca antes contada da vilã mais simbólica da Disney, a partir do clássico de 1959 "A Bela Adormecida". Maléfica, uma jovem fada, linda e pura, vivia uma idílica vida num pacífico reino de seres fantásticos e de natureza exuberante, até ao dia em que um exército invasor ameaçou tal harmonia. Maléfica rapidamente se assume como a mais ardente defensora do seu reino (Moors) mas, no fim, acaba por ser vítima de uma traição com que não contava, uma acção que começa a transformar o seu coração puro em pedra… Apostada em vingar-se, Maléfica enfrenta o sucessor do rei invasor numa batalha épica e, por causa disso, lança uma maldição sobre Aurora, a sua filha recém-nascida. A mesmíssima que conhecemos do clássico. Porém, enquanto a menina cresce, Maléfica vai-se apercebendo de que Aurora pode ser a chave para a paz no seu reino e, talvez, também para a sua verdadeira felicidade… Portanto, tal como com “Wicked”, em que a rivalidade das bruxas começa com o interesse amoroso pelo mesmo homem e consequente despeito, também aqui a causa de todo o mal advém de um homem que, por ganância, trai o sentimento de Maléfica. É caso para dizer que o Homem é a causa de muitos dos males, tal como na vida real… É sempre complicado revisitar clássicos, já que muitas das referências estão enraizadas na cultura visual e qualquer “deslize” pode ser fatal, principalmente para os mais apegados ao original. Por isso, não deixa de ser notável o resultado de Robert Stromberg como realizador, que se vem juntar, assim, a outros clássicos que revisitados com personagens de carne e osso como Tim Burton, em “Alice no País das Maravilhas”. Além disso, Stromberg estava bem à vontade para revisitar o clássico “A Bela Adormecida”, pois a sua experiência com efeitos visuais (onde ele obteve o Oscar por “Alice no País das Maravilhas” e “Avatar”) fez resultar num filme esteticamente belo, com exuberantes figurinos e um fantástico design de produção.
Por outro lado, outro grande trunfo deste filme é o facto de a vilã vir a ser humanizada. Angelina Jolie encarna uma personagem mais complexa do que aparenta, mergulhada num sofrimento físico e emocional. Sem cair no papel de vítima, a actriz transita fácil e habilidosamente entre a bondade e a maldade, o perdão e a vingança, o amor e o ódio. Fazendo uso da sua extensa experiência como atriz dramática, Angelina Jolie também investe no tom irônico qb, tão necessário para Maléfica. O seu desempenho vai tão acima do esperado, que chega a ser aceitável que as personagens secundários apareçam pouco, já que eles convergem o desenvolvimento e brilho de Maléfica. A atriz assumiu todo o peso da produção, cuidando pessoalmente de cada detalhe da sua personagem. E a sua encarnação é precisa. Honrando o filme original, Jolie domina cada intervenção, diverte-se (e diverte-nos), criando um trabalho único. "Maléfica" é o novo #1 do box office. Na luta pela liderança da tabela, "Maléfica" terminou na frente não apenas a nível absoluto (48.813 espectadores) mas também em termos médios, com 581 bilhetes vendidos por cada um dos 72 ecrãs. Afinal, não era eu o único que ansiava por tal filme… Maléfica fora concebida como a “senhora de todo o mal” e, desde 1959, reinava como a mais cruel e poderosa das “vilãs” da Disney. Agora, em 2014, o estúdio decidiu destituir a personagem do seu posto. Afinal, aquela, cujo nome evocava a crueldade de alguém que, por despeito, condenou uma bela princesa a um sono eterno, vem agora contar a sua verdadeira história… Não percam! Mas tenham presente, no vosso imaginário, o filme clássico de animação.

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É, certamente, o pato mais conhecido em todo o mundo e faz 80 anos hoje, segunda-feira, 9 de Junho de 2014. O Pato Donald surgiu, pela primeira vez, a 9 de Junho de 1934, no episódio “The Wise Little Hen”, da série “Silly Symphony”. A partir daí, o seu temperamento explosivo e cómico acabou por cativar audiências por todo o lado. Donald Fauntleroy Duck, ou simplesmente Pato Donald, como é conhecido aqui e no Brasil, foi criado pela Walt Disney, consagrando-se como uma das personagens animadas mais célebres e duradouras da empresa, ao lado de Mickey. Nas décadas seguintes, os desenhadores Carl Barks e Don Rosa ajudaram a expandir a "família Pato", desenvolvendo uma complexa árvore genealógica que se estende até os tempos medievais. O principal integrante da família Pato, Donald, é conhecido pela voz rouca e por ser facilmente irritável. Filho de Hortênsia e Patoso, é uma das personagens mais populares do mundo do desenho animado, sempre com um visual bem próximo do que conhecemos hoje: boné e camisa de marinheiro, o bico e os pés amarelos e o rabinho de pena ponte-agudo. Rapidamente, Donald tornou-se incrivelmente popular e tornou-se em grande rival do Mickey, apesar de os dois serem da mesma empresa, tendo, curiosamente, aparecido em mais filmes do que este seu “colega”. Nos anos 40, fora utilizado em propagandas da Segunda Guerra Mundial, para apoiar as tropas americanas. Ao longo do tempo, foi também ganhando uma série de novas personagens coadjuvantes, tais como Tio Patinhas, Professor Ludovico, Professor Pardal, entre outros. Com o fim da produção de curta-metragens em desenhos animados, no fim dos anos 60, o Pato Donald passou a fazer participações especiais em longa-metragens animadas da Disney, como “O Conto de Natal do Mickey”, de 1983, por exemplo. Uma outra sua aparição aconteceu no filme de “Roger Rabbit” (em 1988). Em “Ducktales”, famosa série animada dos anos 80, este nosso amigo bicudo tem uma participação muito reduzida, dado que os protagonistas foram mesmo Tio Patinhas e Huguinho, Zezinho e Luizinho. A mais recente produção em que Donald teve um bom destaque foi em “A Casa do Mickey”, série voltada para público em idade pré-escolar. Contudo, não se pode esquecer a incursão do Pato Donald nos livros aos quadradinhos. Em termos de BD, ele tem uma longa carreira, onde também apareceu pela primeira vez numa tira de jornal inspirada em “The Wise Little Hen”. A partir daí, este famoso Pato passou pelas mãos de grandes artistas como Al Taliaferro e chegou ao seu auge com as histórias clássicas de Carl Barks, já nos anos 40. Para se ter uma ideia da influência que ainda tem, basta ter presente alguns números: só no ano passado, foram vendidos 80 milhões de revistas de BD com o seu nome. E estudos recentes mostram que na Europa, África e Médio Oriente, oito em cada dez crianças, até aos cinco anos, e quase 100% das crianças entre os 6 e os 14 anos, conhecem o Pato Donald. De resto, a sua fama já foi tão longe que, desde 1995, tem até um asteróide com o seu nome. E já neste ano, teve direito a uma estrela no famoso passeio da fama em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Vejamos algumas curiosidades sobre este simpático pato: O seu primeiro interesse amoroso chamava-se “Donna Duck” e aparece na curta-metragem “Don Donald”, em 1937. Era uma espécie de protótipo da Margarida (Daisy Duck). Ela surgiu com o nome Donna Duck, mas sempre paiorou uma dúvida se elas seriam a mesma personagem ou duas diferentes. Em 1999, a Disney colocou fim à discussão e afirmou que Donna e Margarida são a mesma “pessoa”. O Pato Donald tem responsabilidade directa na criação do Zé Carioca, a personagem brasileira da Disney. Nos anos 40, o estúdio não podia exibir as suas animações na Europa e Walt Disney teve de ir buscar mercado à América Latina. Assim, nasceu o filme animado “Alô, Amigos”, de 1942. Nele, Donald vai ao Brasil, onde conhece Zé Carioca. O amigo brasileiro mostra a malandragem, o samba no pé e a alegria que fazem parte desse país. Donald foi criado para manter um certo lado desordeiro e anárquico dos desenhos da Disney. Isto porque, com o passar dos anos, o Mickey tinha-se tornado numa personagem demasiado boazinha. Donald veio servir de contraponto ao rato. A curta-metragem animada “Os Sobrinhos de Donald”, de 15 de Abril de 1938, marca a estreia de Huguinho, Zezinho e Luizinho, os sobrinhos do Pato. Nesta animação, ficamos a saber que Donald tem uma irmã chamada Della, mãe dos três patinhos. A característica voz do Pato Donald foi feita por Clarence Nash, durante cinquenta anos. Na altura, Nash ficou a saber que o estúdio de Walt Disney andava atrás de vozes para interpretar personagens suas e foi assim que os dois se conheceram. Nash deu voz a Donald até ao fim da sua vida. Além disso, ele também fazia as vozes de Margarida, Huguinho, Zezinho e Luizinho. O Pato Donald foi muito usado pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial em várias animações que faziam propaganda a favor dos aliados. Neste período de guerra, Donald apareceu na polémica animação “Der Fuehrer`s Face”, em que trabalha nas forças alemãs de Adolf Hitler. Claro que o argumento faz uma crítica bem pesada aos inimigos.
Donald encontrou-se com actores da vida real, devidamente transformados em animação. Foi em 1939, em “O Caçador de Autógrafos”. O pato dá de cara com gente famosa de Hollywood da época e entre os mais conhecidos estão Shirley Temple, Mickey Rooney, Greta Garbo, Clark Gable, Bette Davis, Grouxo Marx, entre outros.

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Ontem, 5 de Junho, assinalou-se o Dia Mundial de Ambiente. Neste ano, o apelo foi o de que se levante a voz em vez de subir o nível do mar. Assim, “Levante a voz em vez de subir o nível do mar”, tradução livre de “Raise your voice, not the sea level” foi o lema das comemorações em 2014 do Dia Mundial do Meio Ambiente. Esta efeméride, instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a 15 de Dezembro de 1972, na Conferência de Estocolmo (Suécia), incentiva os cidadãos a fazerem-se ouvir de forma a encorajar a ação global concertada contra as alterações climáticas, nomeadamente através da aprovação de um acordo que suceda ao Protocolo de Quioto. O Dia Mundial do Ambiente é o principal veículo das Nações Unidas dedicado a estimular ação e conscientização global em prol do meio ambiente. A data tem-se tornado numa importante plataforma pública, celebrada amplamente por partes interessadas em mais de 100 países. A mesma também serve como o “dia das pessoas”, no sentido de se tomar uma atitude pelo meio ambiente, estimulando ações individuais ou coletivas que causem um impacto positivo no planeta. Neste, que é o Ano Internacional dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, a atenção no Dia Mundial do Ambiente está focada no importante papel que as pequenas ilhas-nações têm desempenhado no redireccionamento do mundo para um futuro sustentável no contexto das alterações climáticas. As alterações climáticas constituem uma grave ameaça a estes pequenos estados. Apesar de terem contribuído muito pouco para as mudanças actuais do clima (as suas emissões correspondem a menos de 1% das emissões globais), estas pequenas nações são das mais afectadas, através de vários fenómenos naturais, como uma frequente ocorrência de tempestades devastadoras e, sobretudo, o aumento do nível do mar, que pode tornar inabitáveis territórios como as Maldivas, Kiribati ou Tuvalu. Perante esta realidade, os pequenos estados insulares em desenvolvimento têm adoptado uma postura proactiva de combate às alterações climáticas e mitigação dos seus efeitos, tornando-se pioneiros na transição para uma economia verde, baseada nas energias renováveis, e encorajando, assim, a união internacional sob a forma de um tratado que suceda ao Protocolo de Quioto. Neste dia em que se celebra o ambiente e se incentiva à sua proteção, o objetivo é levar o tema à boca do povo, antecipando a Terceira Conferencia International sobre os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, que será realizada em Setembro próximo em Samoa, e estimular um maior entendimento da importância dessas ilhas e da urgência de protegê-las, tendo em vista seus riscos e vulnerabilidades, particularmente em relação à mudança do clima. E uma vez que o foco são as Mudanças Climáticas, convém falar do efeito estufa, um processo natural do nosso planeta. A composição da atmosfera, o vapor de água, o dióxido de carbono e outros gases, causa uma proteção natural que serve para manter a temperatura média do Planeta como conhecemos, factor determinante para todos os seres vivos que nele habitam. Sem estes gases, a energia emitida pelo Planeta passaria diretamente para o espaço, fazendo com que a nossa temperatura fosse negativa impedindo a vida na Terra. Ora, o que vem ocorrendo é que por processo natural e acção do Homem, por tudo o que produz hoje em dia, a quantidade de alguns gases do efeito estufa existem numa quantidade muito maior do que o natural, ou seja, eles estão a conter muito mais energia/calor do que o normal. Consequência? O aumento da temperatura média da Terra ou Aquecimento Global. Contudo, esta expressão não pode ser confundida com Mudanças Climáticas. Este segundo termo é uma consequência do primeiro, ou seja, o clima que conhecemos vai mudando pelo facto da temperatura média da Terra aumentar…
"O Planeta Terra é a ilha compartilhada por todos nós. Devemos nos unir para protegê-la." afirmou o Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, durante o lançamento do Ano Internacional dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento. Eis algumas dicas prácticas de como melhorar o meio ambiente à nossa volta. E custa tão pouco… • Evitem deixar os carregadores de telemóveis na tomada, após carregar o aparelho; e também os aparelhos eletrónicos no modo standby. Ambos consomem cerca de 30% da energia normalmente consumida por eles, quando estão em uso. • Optem por refrigerantes vendidos em garrafas de vidro. Além de proporcionalmente mais baratos, não haverá necessidade de descarte da embalagem. • Enquanto cozinha, tapem as panelas: economizarão cerca de 70% do gás que utilizariam se as deixassem sem tampa. • Imprimam somente o que for necessário e, caso possível, utilizem os dois lados da folha, optando sempre pelo papel reciclado. • Aproveitem as sobras dos alimentos. • Evitem produtos com muitas embalagens, e encaminhem-nas, após usadas, para um lixo seletivo de reciclagem. • Não deitem fora as roupas que já não servem, brinquedos inactivos, móveis que já não agradam, de entre outros itens, pois podem ter uso para outras pessoas. Em vez de deitarem fora, procurem destinar a alguém que mais precise. • Prefiram pilhas recarregáveis às pilhas comuns. • Cuidado com o óleo de cozinha: não o deitem na pia. Há locais que recolhem este material

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Ultimamente, muito se tem ouvido falar desta ou aquela serem uma “it girl”. Aposto que já viram o termo “it girl” por aí e muitos nem sequer sabem o que significa… Ora, “it girl” é um termo que se utiliza para se referir a mulheres, geralmente bem jovens, que, mesmo sem querer, criam e ditam tendências, despertam o interesse das pessoas, particularmente outras mulheres, em relação ao seu modo de vestir, de andar, de pensar ou ser. As “it girls” têm o que muitos chamam de “carisma”, algo que atrai a atenção para elas. Por isso, a sua característica mais determinante é a de serem pouco comuns, de se destacarem das pessoas normais e provocar interesse, ao ponto de outras pessoas passarem a copiar a sua maneira de vestir, falar e/ou agir. Normalmente, as “it girls” comportam-se de maneira irreverente e, por isso, despertam a curiosidade de muitas pessoas sobre o seu modo de vida. É a conjugação do destaque, da irreverência, do carisma, até mesmo de alguma extravagância e muito, mas mesmo muito estilo. Mas, então, o que é uma “it girl”? Uma rapariga da moda? Que tem atitude? Ou é simplesmente famosa? Ora bem, ela reúne todas estas alternativas e algo mais. Qualquer “it girl” que se preze anda com roupas, malas e sapatos de “último grito”, mas também tem algo nela que a torna única e que não está à venda: carisma, elegância e charme. Por isso, uma verdadeira “it girl” oferece às suas seguidoras não apenas um modelo de estilo, mas todo um conceito de vida a ser seguido. Ela é capaz de influenciar e cativar num ápice! Praticamente tudo o que uma it-girl consome torna-se alvo de desejo: a roupa, o cabelo, a maquilhagem, os sapatos, o restaurante que frequenta e as viagens que faz. Claro que para manter este alto padrão de vida não basta só a boa vontade. Grande parte destas “girls” é bem-nascida, muito bem-educadas e muitas delas fazem parte da “high society” ou do mundo do espectáculo. Grande parte das "it girls" têm alguma ligação com o mundo das artes, como por exemplo atrizes, cantoras, modelos etc. Algumas, do meio mais fashion, trazem as tendências das passarelas para o dia-a-dia, compelindo outras mulheres a seguirem o mesmo estilo. Mas apesar de viverem num mundo exclusivo, todas podem ter "acesso" ao mesmo, dado que elas costumam criar blogs onde publicam fotografias dos seus looks e da sua rotina. Eis algumas incontornáveis “it girls” do momento: a cantora Miley Cyrus, a modelo e ex-apresentadora Alexa Chung, a socialite Olivia Palermo, atriz Taylor Momsen, Sarah Jessica Parker, Chloë Sevigny, Blake Lively, Kim Kardashian, Zooey Deschanel, Ashley Tisdale e Emma Watson. Mas recuemos um pouco no tempo… O primeiro uso do conceito "it" neste sentido de que falo pode ser encontrado numa história de Rudyard Kipling: "Não é a beleza, por assim dizer, nem uma boa conversa, necessariamente. É só 'it'." Elinor Glyn, escritora britânica, opinou, numa palestra: "Com 'It' você conquista todos os homens se você é mulher e todas as mulheres se você é homem. 'It' pode ser uma qualidade mental ou também um atrativo físico." Esta expressão atraiu atenção mundial em 1927, com o filme “It”, protagonizado por Clara Bow. Em 1926, Elinor Glyn encontrava-se numa crise financeira e criativa. Escandalosa e reputada escritora de romances com acentuada carga sexual, mudou-se para Hollywood para iniciar uma carreira como guionista. Depois de várias falhas, Glyn conseguiu avançar com um filme com carácter de última oportunidade. Era “It”, a história de uma funcionária de escritório que consegue conquistar o coração do seu chefe graças a uma mistura de personalidade desafiadora e o factor X. O filme, com Clara Bow, foi um sucesso e o termo “it girl” começou a ser usado para se referir a essa mulher elegante, cheia de estilo e emancipada da era do jazz. Essa mulher petulante que bebia champanhe como se não houvesse amanhã e que dançava para fazer girar o mundo. Essa Daisy Buchanan de que Jay Gatsby se havia apaixonado, no filme “O Grande Gatsby”, cuja personagem fora inspirado na rica herdeira Ginevra King, amor da juventude de F. Scott Fitzgerald. As raparigas queriam ser como ela, os rapazes, esses, queriam ir para a cama com ela… Volvido todo este tempo, "a definição do que é uma "it girl" não mudou muito desde aquela época," opina Alvaro Bermejo, diretor da revista espanhola Cuore. "Ainda continua a ser uma jovem que vai às festas, que está no epicentro da moda, tem um ou mais parceiros conhecidos e leva atrás de si uma côrte de imitadoras. O que faz numa noite é padrão para a próxima. A diferença é que hoje, além disso, certamente que essa "it girl" terá um blog ou uma coluna numa revista de moda. Está em todo o lado". Portanto, as "it girls" são, de alguma forma, um reflexo de um tempo e o nosso, actual, é aquele que passa muito rápido, transmite-se em directo, consome e regurgita famosos sem solução de continuidade, exibe-se sem pudor, alega o sucesso como um direito inalienável e possui a maior percentagem de especialistas em moda jamais vista. O mundo está cheio de roupas, e esses itens têm de se vender. Ora, as "it girls" actuais funcionam como exemplos de estilo, mas estão mais próximas das pessoas do que ícones anteriores e, por isso, é bem mais fácil a identificação com elas. Além disso, a democratização da moda tem levado a que, por “tuta e meia” se possa imitar um estilo que possa ter custado mais de 3.000 euros. As empresas de moda, curiosamente, tendem a se adaptar mais ao estilo da Taylor Momsen ou de Alexa Chung do que ao de qualquer actriz de Hollywood com vários Oscars. Elas estão a “representar” para a rua, e hoje esse é o local onde o “plus” de espontaneidade e autenticidade acontece e que toda a empresa procura...
Foquemo-nos em Alexa. Depois de Daria Werbowy, Kate Moss e Coco Rocha, agora foi a vez de Alexa Chung ter sido escolhida como rosto da marca de acessórios francesa Longchamp. A partir de Saint-Tropez, a it girl britânica exibiu as novas versões de carteiras-desejo da marca para o verão 2014 e posou para as lentes de Max Vadukul. Exemplo máximo do que acabei de referir – empresas de moda também seguem as It Girls. E Alexa parece ser o expoente máximo desta tendência. Apesar de no seu CV se ler que é ou foi modelo, DJ, apresentadora de televisão ou designer de moda ocasional, a etiqueta de it girl impôs-se-lhe e a todas as que acompanham o nome de Alexa Chung. Agora, pôde acrescentar “escritora” à sua lista de profissões cool, quando lançou, no final do ano pasado, o seu libro “It”, para que não restem dúvidas… Seja como for, ela sempre será um rapariga It. Bom, espero ter conseguido elucidar sobre este fenómeno, bem actual. As 'It girls' são ícones de consumo rápido. Rapidamente, convertem-se em figuras a imitar. Rostros que hoje são imprescindíveis e criam tendência, mas que amanhã ninguém pode vir a recordar…

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O artista plástico suiço H.R. Giger morreu no passado dia 12 de Maio, mas deixou uma vasta obra surrealista e um museu com nome próprio. Tinha 74 anos... Mas quem era H.R. Giger? E o que me levou a falar dele? Bom, étão somente o "pai" de Alien. E como fã que sou desta saga e da sua estética, resolvi debruçar-me sobre a pessoa por trás de tudo o que admiro. Hans Ruedi Gieger, seu nome completo, foi um grande mago das muitas criaturas fantásticas que temos visto no cinema. Foi ele que, com a ajuda de Carlo Rambaldi (o criador de E.T.), desenhou um dos maiores "monstros" da história do cinema: Alien, uma surreal criatura extra-terrestre que aterrorizou toda a tripulação de uma nave de exploração espacial. Refiro-me a "Alien, o Oitavo Passageiro", na tradução portuguesa, realizado por Ridley Scott, em 1979, o clássico de terror/ficção científica, que veio dar origem à saga protagonizada por Sigourney Weaver. No ano seguinte, em 1980, Gieger recebeu um Óscar da Academia, por causa dos efeitos especiais do filme. Ligado à corrente do surrealismo e da arte fantástica, H.R. Giger (como veio a ser conhecido no mundo da Arte) cedo se destacou pela sua técnica exímia na utilização do aerógrafo em detrimento do pincel, bem como pela sua temática, trabalhada nos limites de horror e do erotismo. Ao fazer uso exclusivo da aerografia - técnica muito utilizada pelos pintores hiper-realistas norte-americanos, Giger conduziu a arte do fantástico para um patamar técnico superior, criando cenários e ambientes "ultra-realistas" e pouco comuns, mas quase palpáveis. De entre as suas obras, destacam-se "masterpieces" como "Birthmachine", de 1967, e "The Spell I", de 1973, entre outras. Giger estudou arquitectura e design industrial em Zurique. O seu trabalho explora as relações entre o corpo humano e as máquinas, dando origem a assustadoras imagens que ele descrevia como "biomecânicas". Sempre inovador, viria posteriormente a desenvolver inúmeras obras em 3D e mesmo outros novos processos plásticos, como a utilização de fotocopiadoras como método de obter novos grafismos...
Em Hollywood, para além de "Alien", Giger também trabalhou no design de outros filmes, tais como "Poltergeist II", "Alien 3" e "Species" ("Espécie Mortal" em Portugal). Mas o seu trabalho também se estendeu à música, tendo Giger sido autor, como ilustrador, de capas de álbuns de artistas como Emerson, Lake & Palmer ("Brain salad surgery"), o solo de Debbie Harry dos Blondie ("Koo Koo") e Danzig ("How the Gods kill), entre outros. Na época, Giger deixou bem claro que só fazia capas de discos se gostasse mesmo das músicas... Giger chegou a pronunciar-se online sobre a estética do seu trabalho, marcado por mulheres e monstros, assumindo formas ao mesmo tempo assustadoras e sensuais: "Eu encontro inspiração em tudo, em todos os lugares. E, tal como muitos outros artistas, eu também gosto da beleza feminina. Também gosto muito de ler. A literatura e os grandes escritores sempre foram um prazer e uma inspiração". Em 1998, Giger abriu o seu próprio museu na pequena vila suíça de Gruyère. Quem o visitar, encontrará pinturas, esculturas e outras suas peças em exibição, para além da sua coleção privada de arte, que inclui trabalhos de Salvador Dalí. A sua morte foi consequência de ferimentos causados após uma queda das escadas de sua casa, em Zurique. Com a sua partida, este artista deixa um legado único, uma estética muito própria. É dos autores mais copiados e plagiados da Arte Contemporânea...

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